Vereador quer derrubar veto ao projeto que anistia falta dos servidores manifestantes

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Marcel Silvano pede que servidores se mobilizem e compareçam à sessão na Câmara Municipal na próxima terça-feira - Ivana Gravina CMM

Marcel Silvano convoca servidores para juntos defenderem seus direitos constitucionais de livre manifestação e greve

Na última quarta-feira (22), os vereadores que compõem o Bloco de Oposição na Câmara Municipal, conseguiram, como forma de protesto, impedir a votação por falta de quórum, do veto integral do prefeito Dr. Aluízio, ao Projeto de Lei Nº L-032/2018, que dispõe sobre a concessão de anistia administrativa aos servidores públicos municipais dos movimentos reivindicatórios ocorridos em 16 de maio de 2018, proposto pelo vereador Marcel Silvano (PT).

O vereador autor ressaltou que por conta do Decreto Nº 093/2014, do prefeito, a presença na manifestação é considerada falta injustificada e que há casos em que servidores recebem a punição de até 60% dos seus vencimentos, por conta das gratificações, como é o caso dos professores, que recebem Regência de classe e outras.

Segundo ele, o decreto foi construído de maneira mal conduzida e até injusta, em decorrência de uma manifestação dos servidores, e é inconstitucional. Por essa razão ressalta que o Poder Legistalivo tem por obrigação defender os direitos fundamentais da Constituição, como o de livre manifestação e de greve desses trabalhadores.

“Aprovamos aqui na Câmara, por meio desse PL, que os servidores que participaram das manifestações ano passado não fossem punidos. Não foi uma pauta apenas local, mas sim nacional, e os servidores cobravam do prefeito respeito e diálogo. Precisamos derrubar esse veto, garantir o direito deles de irem às ruas falar dos seus problemas e dizer que eles têm o Poder Legislativo como guardião dos seus direitos constitucionais”, disse Marcel.

Como a pauta do veto foi impedida de ser votada pela falta de quórum, ela retorna para ser votada na próxima terça-feira, 28. Por isso, o vereador Marcel pede que servidores se mobilizem e compareçam à sessão na Câmara Municipal. Segundo ele, será uma oportunidade de acompanhar e conhecer qual o posicionamento de cada parlamentar, entendendo quem de fato está do lado dos servidores e na luta pela garantia dos seus direitos.

Vereadores querem instaurar CPI, após denúncia de caos na Saúde

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Parlamentares vão apresentar denúncias na Saúde, na próxima sessão de terça-feira (28), na Câmara Municipal - Arquivo

Durante a primeira reunião, parlamentares de oposição articularam ação para acompanhar a fiscalização do caos no HPM

Devido ao caos na saúde pública, o prefeito de Macaé, Aluízio Júnior, e a secretária de Saúde, Deusilane Hermes Froes Galiza de Almeida, podem enfrentar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Isso porque os parlamentares da Câmara Municipal de Macaé afirmaram que a situação da Saúde no município chegou a um ponto crítico, passou a considerar como necessária investigação, após denúncia feita pelo jornal O DEBATE, que relatou a falta de informação de dados de epidemiologia de casos de pacientes com H1N1, ausência de medicamentos e insumos básicos, na edição da última quinta-feira (23).

Ao tornar o fato público, que acabou repercutindo na cidade, os vereadores da Frente Parlamentar Macaé Melhor se reuniram na tarde de quinta-feira (23), na sede do Poder Legislativo, para dar início ao Projeto de Resolução que cria a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde.

A reunião contou com a presença dos vereadores, Maxwell Vaz (SD), Marcel Silvano (PT), Robson Oliveira (PSDB) e Marvel Maillet (REDE), que articularam ação imediata para juntar denúncias publicadas pela imprensa local através da população e até mesmo de profissionais da área da Saúde, que possivelmente estão sendo coagidos pelos superiores da Secretaria de Saúde, caso dados de pacientes com H1N1 sejam divulgados.

Uma eventual comissão pode gerar crise na base governista, pois parlamentares de oposição afirmaram que para a abertura da CPI é necessário um terço da assinatura, ou seja, seis vereadores para apoiarem a investigação, conforme Regime Interno da Câmara Municipal. Segundo o vereador Maxwell Vaz, já estão garantidos cinco assinaturas a favor da CPI da Saúde para investigar o caos que impera na cidade e vem prejudicando boa parte da população.

“A partir do momento que um jornal de credibilidade e uma emissora de TV trazem esse tipo de fato nós precisamos apurar.Vamos precisar de uma assinatura de um vereador para a abertura da CPI que será apresentada na próxima terça-feira (28), na sessão ordinária da Câmara. Caso um dos 11 parlamentares se recusem a assinar, vamos fazer campanha nas redes sociais para que a população macaense cobre desses vereadores”, enfatizou Vaz, informando que a proposta da comissão é apurar e aprofundar a falta de notificação de pacientes com H1N1 e falta de materiais básicos no Hospital Público de Macaé (HPM).

“Omitir notificações é crime federal. Coagir servidor é assédio moral. Pacientes estão morrendo pelos corredores sem nenhum tipo de recurso. Para se ter uma noção, tem médicos dando exame sem data, porque sabe da morosidade e todas as dificuldades que o paciente vai enfrentar na Saúde de Macaé para a realização do procedimento”, enfatiza o vereador.

De acordo com o vereador Marcel Silvano, a ideia da investigação é fazer com que o erro seja exposto e dar caminho para encontrar saída. “Isso é um desrespeito a todos nós. É preciso que a Câmara apure. Nós temos algumas ferramentas para isso e a CPI é uma delas. A população macaense sofre com a falta de investimento na Saúde. Negar informação e deixar os pacientes sem assistência necessária é crime. Não podemos admitir isso do poder Executivo”, disse.

Falta de lençóis, equipamentos de diagnósticos quebrados, luvas e demora de marcação de exames estão na lista da investigação. Na reunião os parlamentares criaram um canal de comunicação, onde a população pode enviar denúncias sobre a saúde, especificamente direcionada ao HPM. O e-mail é: cpidasaudemacae@gmail.com, criado para instruir o processo.

Chico Machado defende recursos do fundo de segurança pública para o Norte e Noroeste

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Deputado Chico Machado celebrando a vitória de Macaé - Divulgação

Deputado estadual fez discurso de apoio à emenda que prevê que 10% dos recursos sejam destinados ao interior

Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na última terça-feira (21), o deputado estadual Chico Machado (PSD), usou a tribuna para defender o Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social – FISED. O parlamentar apoiou uma emenda que prevê que 10% destes recursos do FISED sejam destinados às regiões Norte e Noroeste do Estado.

“O nosso interior do Estado após a criação das UPPs ficou encharcado de bandidos que saíram em fuga da capital e região metropolitana do Rio, até porque naquela época anunciava-se antes das ações o que seria feito. Precisamos resgatar a segurança pública das regiões norte e noroeste que ficaram esquecidas por tantos governos passados. Até porque é neste região que fica a maior produção de petróleo do Brasil. Nada mais justo fazer justiça com o interior do Estado, que é a locomotiva deste Estado através do petróleo e gás natural. Precisamos valorizar o interior, pois é lá que está a mão de obra. Precisamos discutir a questão da segurança pública em todo o Estado do Rio, não apenas na capital”, defendeu Chico Machado.

O Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social – FISED tem como objetivo apoiar programas e projetos na área de segurança pública, de prevenção à violência, e desenvolvimento social que sejam a eles associados. Constituem recursos do FISED 5% (cinco por cento) da compensação financeira a que faz jus o Estado do Rio de Janeiro, quando se tratar de petróleo e gás extraído da camada do pré-sal.

Frente parlamentar reúne petróleo e energias renováveis

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Christino Áureco, presidente da Frente Parlamentar, vai discutir os rumos do petróleo e as novas fontes de energia - Divulgação

Deputado federal Christino Áureo preside Freper que irá discutir a transição do país em direção à matriz energética mais limpa 

A Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (FREPER), criada na última quarta-feira (22), na Câmara dos Deputados, é a primeira iniciativa do Congresso de reunir na mesma mesa grandes produtoras de óleo e gás, como por exemplo a Petrobras, um setor que emprega 400 mil pessoas e já movimentou R$ 1,4 trilhão em tributos nos últimos 10 anos, e entidades ligadas a matrizes energéticas limpas, como solar e eólica. O objetivo principal é discutir a transição gradual do país para o uso de fontes mais sustentáveis de energia. Presidida pelo deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), a Frente teve mais de 210 assinaturas de deputados e senadores de todo o Brasil e contou com a presença de entidades do segmento de óleo e gás, representantes da indústria, como CNI e Firjan, e do Ministério das Minas e Energia.

“Essa frente mista, que tem adesão também do Senado, está sendo constituída de forma ampla, com representação de praticamente todos os estados brasileiros”, diz Christino Áureo. “Reafirmamos que é possível tratar de petróleo e sustentabilidade e mostrar que as energias renováveis não são antagônicas. O enorme apoio de entidades de óleo e gás e representantes de outras matrizes energéticas é a prova disso”.

Para Christino Áureo, presidente da FREPER, a transição energética é o ponto da agenda mais moderno e urgente. “Nada vai deter a mudança do petróleo para outras fontes, e o gás pode ser um grande motor para isso. Ao contrário de outras matrizes energéticas, o gás não apresenta a intermitência e, portanto, permite mais segurança para essa ponte e transição do petróleo para outras matrizes, mais modernas e sustentáveis. Temos um verdadeiro portão de oportunidades no setor no país. A nação está angustiada pelo desemprego. Beiramos a depressão econômica, e o remédio para isso está nas nossas mãos. Essa é a pauta do chamado Brasil cotidiano, que impacta diretamente na vida das pessoas”.

José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), entidade que representa as maiores empresas do setor, ressaltou que o desenvolvimento sustentável é o maior desafio do segmento. Segundo a entidade, 47% da matriz energética brasileira já é renovável. “Não existe conflito entre matriz renovável e petróleo. Não podemos perder essa janela de oportunidade para acelerar a produção das energias renováveis enquanto o mundo precisa fazer essa transição. É fundamental que essa discussão aconteça. Nós aumentamos em 45% a produção de gás natural e só usamos 15%. O gás pode transformar a indústria nacional”, disse o executivo.

Segundo o IBP, o Brasil possui hoje 1 metro de gasoduto instalado por quilômetro quadrado de área territorial, número bastante aquém de outras regiões, como os EUA (65 metros por km²) e a Europa (20 metros/Km2).

O tema atraiu também o interesse do governo federal. Márcio Félix, secretário do Ministério das Minas e Energia, representou o ministro Bento Albuquerque no lançamento. Ele disse que a agenda da FREPER também é a agenda do país. “Aqui está concentrado grande parte do PIB brasileiro. Essa agenda passa pelo Congresso e pelo governo federal. O Brasil não é só o pré-sal. Estamos num momento extremamente favorável. O país é hoje o maior produtor da América do Sul, acima, por exemplo, da Venezuela. A Frente é um sonho que vejo materializado, e a grande contribuição que pode dar talvez seja resolver a questão da regulamentação do gás”, disse o secretário.

Na quarta-feira (22) a Comissão de Minas e Energia da Câmara fez uma audiência pública para discutir a lei do gás (6.407/2013) com a presença de 14 entidades e representantes do setor. O salto na produção do gás natural com o pré-sal e a necessidade de quebrar o monopólio da cadeia produtiva e de distribuição foi o principal ponto em discussão.

“Se não encontrarmos uma solução, os produtores vão investir em maneiras de liquefazer o gás para exportar”, disse Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, a associação que reúne grandes consumidores industriais de energia e consumidores livres.

“Vitória do Bolsa Atleta é da população”, diz Marvel Maillet

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Marvel Maillet propõe inclusão de atletas na discussão sobre projeto de lei

Vereador inaugura discussão sobre projeto de lei do governo que entra em regime de urgência na Câmara

“A vitória sobre o novo projeto de lei do Bolsa Atleta é de quem precisa do incentivo”. A afirmação do vereador Marvel Maillet (REDE) inaugurou as discussões na sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta quarta-feira (22), sobre o projeto de lei encaminhado nesta semana pelo Executivo que define os novos critérios de seleção das pessoas que terão direito ao benefício.

Pauta levantada pelo vereador desde o início do mandato, em 2017, a reativação do programa é aguardada pelos atletas que defendem o nome da cidade, em competições locais, regionais, estaduais e nacionais. “É mérito dos atletas a garantia de renovação do projeto, cujo texto encaminhado pelo governo ainda precisará passar por discussões. Eu fui apenas um vereador que deu voz a esse grupo durante todo este tempo”, disse.

Marvel voltou a defender a criação de uma comissão de atletas para avaliar, junto ao governo e a Câmara, as melhores diretrizes para o encaminhamento da matéria. “A proposta, como a desenhada pelo governo, deixa de contemplar uma grande parte dos atletas da cidade. Precisamos avaliar essa questão. Defendemos que crianças e adolescentes tenham sim acesso ao incentivo, mas precisamos pensar também nas outras categorias”, disse Marvel.

Encaminhado pelo governo nesta semana, o projeto seguirá o rito de urgência, na tramitação dentro do Legislativo. Dentro dos próximos 20 dias, a Câmara deverá emitir parecer sobre a matéria, antes de colocá-la em votação.

Welberth Rezende garante a permanência da Auditoria Fiscal Regional em Macaé

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Welberth Rezende afirma que esta foi uma vitória em defesa do desenvolvimento econômico da cidade

Secretário de Estado de Fazenda encaminha ofício garantindo o retorno dos plantões fiscais

O deputado estadual Welberth Rezende (PPS) recebeu, na última segunda-feira (21), em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) um ofício assinado pelo secretário de Estado de Fazenda, Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho, garantindo a volta da Auditoria Fiscal Regional para o município de Macaé.

“Garantimos com o governo do Estado a permanência em Macaé do atendimento dos fiscais da secretaria estadual de Fazenda, que realizam o trabalho de auditoria fiscal. Antes, esse serviço estava sendo transferido para Cabo Frio. A continuidade dos fiscais na cidade, polo das atividades do petróleo na região, foi defendida pelas instituições empresariais locais, que compõem o Repensar Macaé. Para nós e para a cidade, esta é uma importante vitória”, disse o deputado.

O presidente de Associação Macaense de Contabilidade (Amacon), José Adail Júnior, foi quem levou a demanda para o deputado sendo incansável na luta representando os profissionais da contabilidade do município.

“Macaé figura entre os cinco municípios que mais arrecadam ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado do Rio de Janeiro, merecendo seus contribuintes tratamento compatível com a importância estratégica na arrecadação do nosso estado”, comentou Welberth.

Briga por liderança abala base aliada do governo

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Posto de Julinho do Aeroporto, líder da bancada do governo, é disputado por Cristiano Gelinho e Márcio Barcelos

Cristiano Gelinho e Márcio Barcelos ganham força para ocupar espaço de Julinho do Aeroporto

Os discursos políticos registrados na sessão ordinária de hoje (22) da Câmara Municipal indicam que está em curso uma batalha pela liderança do governo no Legislativo. E essa disputa tem criado atrito dentro da própria base aliada do Executivo. Presenças constantes no momento do grande expediente das sessões ordinárias, Cristiano Gelinho (PTC) e Márcio Barcelos (MDB) ganham, a cada dia, força para assumir posto ocupado atualmente pelo veterano Julinho do Aeroporto (MDB).

Com perfil de enfrentamento, Gelinho discursou ontem em defesa do respeito ao Legislativo, como poder cuja composição é definida pelo povo, independente das posições políticas de cada parlamentar. “Nós vereadores precisamos zelar pelo respeito à Câmara. Se nós, aqui dentro, não conseguimos respeitar a opinião e a posição política de cada um de nós nesta Casa, como conseguiremos isso dos demais poderes? Quem tem a razão de quem está do lado certo? Oposição ou governistas? Apenas o respeito entre nós é a melhor resposta”, disse.

E pela primeira vez desde que assumiu a cadeira do vereador afastado, Neto Macaé (PTC), Gelinho assumiu posição de aliado do Executivo. E justificou a sua decisão. “Eu votei a favor do Bolsa Escola. Eu sou a favor da tarifa zero e da municipalização da água. Tenho me posicionado de forma positiva às propostas do governo. Por isso resolvi assumir essa posição política. E espero que tenha respeito dos demais parlamentares por conta disso”, se posicionou.

Primeiro a discursar na sessão de ontem, Márcio Barcelos analisou os problemas enfrentados pela cidade, durante o último período das chuvas, sob a ótica do Executivo. “É preciso sim, ter respeito à posição de cada um no plenário. Me senti desconfortável com a crítica disparada por um vereador da oposição. Eu defendo o governo do Aluízio e acredito que há uma transformação na cidade”, apontou Márcio.

Julinho afirmou que nenhum parlamentar presente no plenário “é bobo”. “Todos que estão aqui possuem um objetivo. Não dá para ter fala de demagogia. Estou há muito tempo nesta Casa e sei como as coisas funcionam”, disse Julinho.

Vereadores pedem revisão da taxa de esgoto em Macaé

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Vereador Márcio Bittencourt (MDB) questionou o atual critério de cobrança da tarifa -  Ivana Gravina CMM

Márcio Bittencourt (MDB) defende que o governo solicite análise à BRK Ambiental

O requerimento, que pede a revisão do valor cobrado pelo tratamento de esgoto na cidade, fomentou um intenso debate na sessão de ontem (21), na Câmara Municipal de Macaé. A iniciativa partiu do vereador Márcio Bittencourt (MDB) que questionou o atual critério de cobrança da tarifa.

Segundo Bittencourt, quem tem acesso ao esgoto tratado paga 100% do preço da água pelo serviço, isto é, receberia duas contas de igual valor. Já daqueles que não possuem o seu esgoto tratado seria cobrado o equivalente a 8% do preço pago pelo abastecimento de água. “Minha proposta é que o Executivo peça uma revisão dessa taxa, que considero elevada, à empresa BRK, responsável pelo tratamento do esgoto na cidade”.

O parlamentar Márcio Barcelos (MDB) esclareceu que, com a encampação da água pelo município, o atual governo não irá mais cobrar pelo abastecimento, mas que o tratamento do esgoto deve continuar sendo taxado. A explicação, que foi reforçada por outros colegas, levantou ainda mais dúvidas: “O governo precisa vir a público esclarecer isso, porque 100% de nada é zero. Então, a população não deveria receber cobrança alguma. Além disso, como a BRK pode cobrar 8% da conta da água por um serviço que ela não oferece?”, indagou Robson Oliveira.

Revisão para mais ou para menos?

Outra questão levantada durante o debate foi se a revisão não poderia acabar elevando ainda mais o valor da taxa de esgoto. Dessa vez, foi Marvel Maillet (Rede) quem expressou preocupação: “Meu medo é o Executivo e a BRK aumentarem esse encargo ou trocarem a taxa de água, que agora será de graça, pela cobrança do esgoto, o que acabaria por onerar o cidadão.”

Maxwell Vaz (SD) justificou a preocupação do colega, frisando que sempre que há uma revisão do IPTU o imposto aumenta. Paulo Antunes (MDB) concordou que essa possibilidade existe, já que “para tratar um litro de esgoto são necessários três de água”. No entanto, o mdbista reconheceu a boa intenção do autor da proposta.

Maillet ainda demonstrou apreensão de que a água tratada não seja de boa qualidade, tal como relatou acontecer na Região Serrana atualmente.

Oposição atribui ao governo impactos e prejuízos causados pelas chuvas

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Vereador Maxwell Vaz acompanhou demandas da população durante as chuvas

Não operação das bombas do sistema de Macrodrenagem é apontada como omissão do governo sobre demandas de infraestrutura

Os problemas no funcionamento do sistema de drenagem da cidade, durante os quatro dias de chuvas intensas, foram atribuídos pela bloco de oposição na Câmara Municipal, à omissão do governo em não executar obras e manutenção nas redes de escoamento situadas na área central de Macaé. Na inversão dos trabalhos da sessão ordinária de hoje (21), vereadores da Frente Parlamentar Melhor criticaram a inércia do governo em resolver, especialmente, a manutenção das quatro bombas que pertencem ao sistema da Macrodrenagem.

Um dos principais críticos, o vereador Maxwell Vaz (SD), apresentou um dossiê preparado por ele desde 2013, que reúne informações levantadas pela Comissão Permanente de Meio Ambiente e Saneamento da Casa, em virtude dos problemas de infraestrutura da cidade. “Desde 2013 eu venho alertando o governo sobre a drenagem. Em 2016 eu entreguei ao Ministério Público um dossiê sobre a defasagem de obras no setor, que foi arquivado. Em 2018, eu propus Audiência Pública para discutir a situação de três microbacias de alagamentos da cidade. Vieram universitários e o Inea. Mas o governo não mandou representantes. Quem paga o preço por essa omissão é a população”, disse Maxwell.

Durante as chuvas, o parlamentar visitou diariamente o sistema das bombas situadas no Miramar, um dos bairros da área central da cidade mais afetados pelas águas. “A prefeitura assinou contrato com uma empresa de Niterói, especializada em ar condicionado, para fazer a manutenção das bombas. Isso não funcionou. Tiveram que chamar um técnico de forma emergencial e improvisada para resolver o problema. O que não aconteceu. É lamentável que a prefeitura não atue na prevenção, colocando a população em situação de risco”, disse Maxwell.

Christino Áureo se reúne com representantes do setor de Óleo e Gás

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Christino Áureo presidirá Frente Parlamentar para discutir os rumos do petróleo e as novas fontes de energia

No evento foram discutidas as principais ações para a retomada definitiva do setor

O deputado federal Christino Áureo se reuniu, ontem (20) com diretores da ABESPetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo) e representantes das empresas do setor. O encontro foi no Centro do Rio de Janeiro, onde foram discutidos temas importantes para a retomada dos investimentos, além de apresentar a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (FREPER), que será lançada nesta quarta-feira (22), no salão nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Durante o encontro, Christino Áureo disse que teve muitas oportunidades de conversar e discutir assuntos importantes para o setor de Óleo e Gás, mas sempre em assuntos emergenciais, agora ele acredita que há a necessidade de construir uma pauta contínua de assuntos ligados a cadeia produtiva do petróleo. Para isso vai ser lançada esta semana a FREPER.

“Nós precisamos discutir porque um segmento tão significativo para o Brasil, tão representativo para a perspectiva da retomada real da economia, como é este segmento está tão sub-representado dentro da Câmara e do Senado. Por isso nós estamos criando a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis, a fim de discutir um modelo de transição do petróleo para energias renováveis, modelo esse discutido em todo mundo”.

Christino disse também que a criação da FREPER vai dar mais visibilidade para as necessidades do setor, e pra isso conta com a participação da sociedade civil organizada. “A exemplo de outras áreas da economia, nós temos que criar um enraizamento, uma legitimidade no Congresso de maneira mais perene, para que os deputados e senadores possam perceber a importância do setor, e o primeiro elo desse trabalho é a ABESPetro, que tem condição de dar essa capilaridade aos temas. São empresas que são capazes de sensibilizar muito mais as pautas do Congresso Nacional”.

Lei do Gás

Outro tema discutido no encontro foi a nova Lei do Gás. O Projeto de Lei está parado na Câmara. Para Cláudio Makarovsky, diretor da ABESPetro, precisa ser retomado para que o estado do Rio de Janeiro não perca uma oportunidade de se tornar um grande exportador de energia elétrica.

“Nós estamos em um momento bastante crítico de tomada de decisão em relação à nova Lei do Gás. Destravando o gás natural do Brasil ele passa a ser o destino de transição para a gente reduzir o consumo de carbono e partir para o renovável. Um dos grandes consumidores de gás natural hoje é o próprio estado do Rio de Janeiro, mais pra frente o estado pode se tornar um grande exportador de energia. É uma oportunidade”.

O deputado federal Christino Áureo lembrou que recentemente assumiu a presidência da Subcomissão de Óleo e Gás da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, e que o primeiro passo da Subcomissão é destravar o PL da nova Lei do Gás.

“Hoje nós ocupamos a presidência da Subcomissão de Óleo e Gás da Comissão de Minas e Energia, e com isso a gente conseguiu acelerar e convocar a primeira Audiência Pública do PL do Gás. É a primeira audiência relevante do setor que será na quarta-feira (22). É uma oportunidade de a gente retomar a questão do gás com toda a força que ela merece”, concluiu Christino Áureo.