Deputado Douglas Ruas é eleito novo Presidente da Alerj

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Ele recebeu 44 votos favoráveis ao seu nome para conduzir a Casa. O Parlamento fluminense também aprovou o retorno do deputado Dr. Deodalto (PL) ao cargo de 2º secretário da Mesa Diretora.

O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito, nesta sexta-feira (17/04), o novo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Ele substituirá o então presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli (PL). Com 44 votos favoráveis, uma abstenção e 25 ausências, a candidatura única encabeçada por Ruas foi a escolhida para conduzir os trabalhos do Parlamento fluminense. A votação também alterou a vaga de 2º secretário da Mesa Diretora, que volta a ser ocupada pelo deputado Dr. Deodalto (PL), que estava exercendo o cargo de secretário de estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em seu discurso, o novo presidente da Alerj destacou o momento de excepcionalidade que passa o Estado do Rio.

“É justamente nessas horas que se revela o verdadeiro compromisso com os mais de 16 milhões de cidadãos fluminenses, que esperam de todos nós, agentes públicos, dedicação diária para assegurar serviços de qualidade. Além disso, valorizamos o juramento feito no dia da posse para respeitar a Constituição”, declarou Ruas.

“Recebo essa missão com muito orgulho e senso de responsabilidade, e ela não será individual, mas coletiva. Independentemente de partido ou posição ideológica, todos os deputados terão por parte desta presidência um diálogo aberto e permanente. Estarei sempre atento a todas as demandas, sem distinção”, enfatizou. 

Ruas também agradeceu aos votos conferidos a ele e elogiou o deputado Guilherme Delaroli (PL) pela sua atuação enquanto esteve à frente da presidência. “Estou muito orgulhoso com os votos que recebi dos parlamentares presentes, e gradeço ao meu amigo Delaroli que tem feito um brilhante trabalho. Ele assumiu esta Casa em um momento desafiador, quando foi cobrada postura e responsabilidade pelo Parlamento” destacou.

A declaração de voto para a eleição do 2º secretário da Mesa foi feita ao mesmo tempo em que os parlamentares pronunciaram o voto para presidente, com Dr. Deodalto somando 45 votos favoráveis. “Quero agradecer a confiança depositada em mim. O Estado do Rio pode contar sempre com meu apoio na Mesa Diretora”, agradeceu.

O grupo de parlamentares que se ausentou da sessão extraordinária acompanhou a votação da galeria do plenário.

*Composição da Mesa Diretora*
A composição dos demais deputados que integram a Mesa Diretora da Alerj manteve a sua formação: 1º vice-presidente, Guilherme Delaroli; 2ª vice-presidente, Tia Ju (REP); 3ª vice-presidente, Zeidan (PT); 4ª vice-presidente, Célia Jordão (PL); 1º Secretário, Rosenverg Reis (MDB); 2º Secretário, Dr. Deodalto (PL); 3ª Secretária, Franciane Motta (União); 4º Secretário, Giovani Ratinho (SDD); 1ª Vogal, Índia Armelau (PL); 2º Vogal, Rafael Nobre (União); 3º Vogal, Valdecy da Saúde (PL); e 4º Vogal, Renato Miranda (PL).

A Mesa Diretora tem como atribuições ser responsável pela direção dos trabalhos legislativos e serviços administrativos da Assembleia.

PF diz que ‘Sicário’ de Vorcaro cometeu suicídio na prisão

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Um homem apontado como integrante de um esquema investigado pela Polícia Federal morreu nesta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG), após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia da corporação.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, havia sido preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes financeiros e outras irregularidades.

De acordo com a Polícia Federal, o preso atentou contra a própria vida nas dependências da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital João XXIII, mas não resistiu após receber atendimento médico.

As investigações apontam que Mourão seria ligado ao grupo investigado na operação e teria participação em ações de monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias do esquema.

A Polícia Federal informou que instaurou procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. As investigações da Operação Compliance Zero seguem em andamento.

Câmara de Macaé elege nova Mesa Diretora para os próximos dois anos

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A Câmara Municipal de Macaé definiu, por unanimidade, a nova composição da Mesa Diretora que comandará o Legislativo municipal pelos próximos dois anos. A eleição consolidou a continuidade da atual presidência e definiu os nomes que ocuparão os principais cargos da Casa.

O vereador Alan Mansur (CID) foi reeleito presidente da Câmara. Na composição da nova Mesa Diretora, o vereador Marvel (PV) assumirá a primeira vice-presidência, enquanto Rond Macaé (PSDB) ficará com a segunda vice-presidência.
Já a função de primeiro secretário será exercida pelo vereador Denis Madureira (REP), e a segunda secretaria ficará sob responsabilidade da vereadora Dra. Mayara Rezende (REP).

A Mesa Diretora é responsável por conduzir os trabalhos administrativos e legislativos da Câmara Municipal, além de organizar as pautas de votação e garantir o funcionamento do Parlamento municipal.

Com a nova formação, a expectativa é de continuidade nos trabalhos legislativos e na condução das atividades da Casa, que tem papel fundamental na elaboração de leis e na fiscalização das ações do Poder Executivo em Macaé.

Presidente em exercício da Alerj destaca na abertura do ano legislativo união entre os poderes em prol da população do Estado

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Solenidade contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o governador em exercício do Estado e presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro.A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) iniciou oficialmente seus trabalhos no ano legislativo de 2026, nesta terça-feira (03/02), com a solenidade de abertura da 4ª Sessão Legislativa da 13ª Legislatura, realizada no Palácio Tiradentes, sede histórica do Parlamento fluminense. A sessão foi conduzida pelo presidente em exercício da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), que destacou a importância de haver união entre os três poderes a fim de fomentar o desenvolvimento do Estado e melhorar a vida da população.

Em sua fala de abertura, Delaroli enfatizou que o trabalho da Assembleia deve garantir o bem-estar do cidadão fluminense. “Com a consciência plena da responsabilidade que pousa em nossos ombros, esta sessão não é apenas um rito constitucional, mas um reencontro com o compromisso que assumimos com cada pessoa deste Estado. Toda instituição democrática só permanece forte quando escolhe o respeito, o diálogo e a união em torno de quem realmente importa e é essa diversidade que dá força ao Parlamento”, afirmou.

Em seguida, o presidente em exercício da Alerj salientou o tema da segurança pública, uma das principais demandas da população do Estado. Delaroli frisou a necessidade de haver investimentos na prevenção de crimes, mas também destacou que a educação e a implementação de políticas sociais fazem parte do conjunto de ações em prol da segurança.“

Nenhuma decisão é simples, tudo é construído no diálogo, na união e na escuta, com a coragem de decidir pensando no povo, e não dá para falar do povo sem mencionar a segurança pública. Ela não é um conceito abstrato, tem rosto, nome e história. Não podemos aceitar que o direito de ir e vir esteja virando privilégio de poucos. A Alerj não será omissa e não virará o rosto para a população”, destacou Delaroli, que fez uma saudação a todos os presentes, entre eles seus familiares: a esposa, Renata; o pai, João; a mãe, Ieda; e os filhos Marcela e João, este último presidente da Câmara Municipal de Itaboraí.

Durante o evento, o governador em exercício do Estado e presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, discursou representando o Executivo fluminense. Couto afirmou que o Plano de Governo do Poder Executivo para este ano será encaminhado posteriormente pelo governador Cláudio Castro – que se encontra em viagem oficial -, conforme disposto no inciso VIII do Art. 145 da Constituição Estadual.

“Eu me dirijo a todos como um amigo, e, excepcionalmente, como representante do Executivo, que busca os mesmos anseios da população. Falar sobre o tempo é de suma importância porque estamos na casa da democracia, onde o respeito por cada cidadão deve ser enorme. Quero lembrar que é tempo de união de todos, de solidariedade, e de reflexão”, comentou Couto.

Além de Delaroli e de Couto, compuseram a mesa da sessão solene a segunda vice-presidente da Alerj, deputada Tia Ju (REP); o deputado Luiz Paulo (PSD); e o procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira. Durante a execução do Hino Nacional Brasileiro, o deputado Samuel Malafaia e a deputada Célia Jordão, ambos do PL, hastearam as bandeiras do Brasil e do Estado do Rio, respectivamente.

*Deputados projetam ano de 2026*
Os parlamentares projetaram como será o andamento dos trabalhos ao longo de 2026. Um dos decanos da Casa, Luiz Paulo avaliou que o ano será marcado por fortes desafios econômicos, políticos e institucionais para o Estado do Rio. Segundo o parlamentar, o cenário fiscal é delicado e tende a se agravar ao longo do ano, exigindo atenção redobrada do Parlamento.O parlamentar destacou o rombo orçamentário do Estado estimado em R$ 19 bilhões, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano. De acordo com o decano, mesmo com a eventual entrada em vigor do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) no segundo semestre, o déficit seria reduzido para cerca de R$ 13 bilhões, valor que o deputado classificou como igualmente inaceitável. Para ele, o governo estadual já demonstra sinais de descontrole nos gastos públicos.“É um período de muita apreensão, que vai exigir do Parlamento atenção máxima e muito cuidado”, afirmou. O deputado destacou ainda que, em anos eleitorais, o Executivo costuma ampliar os gastos sem a devida preocupação com a arrecadação, o que pode aprofundar ainda mais o déficit financeiro do Estado.Já Samuel Malafaia concordou que a prioridade da Casa deve ser o fortalecimento da atuação legislativa e uma participação mais efetiva nas decisões do governo, com foco na recuperação econômica do Estado do Rio. Segundo o parlamentar, o Estado enfrenta um cenário de endividamento e dificuldades financeiras que exigem apoio direto do governo federal. Para Malafaia, é fundamental que os representantes fluminenses tenham capacidade de diálogo em Brasília, independentemente de diferenças partidárias.“Os juros da dívida do Estado são extremamente elevados e acabam anulando muitos dos esforços para o crescimento. Os setores produtivos do estado, como a indústria naval e a produção agrícola, são áreas estratégicas para a geração de emprego e renda. Além disso, o legislativo vai ter muito trabalho na análise, emenda e aprovação das leis e do orçamento público, que são a principal ferramenta do Parlamento para promover o desenvolvimento do Rio de Janeiro”, afirmou.Por sua vez, Célia Jordão adotou um tom otimista, salientou a necessidade da adoção de políticas públicas em prol da proteção das mulheres e enfatizou que a Alerj deve ter uma atenção diferenciada para os municípios que possuem situação financeira mais delicada. “Esperamos um ano cheio de luz e de trabalho. Que a gente continue com força em prol de um Rio de Janeiro que a gente sonha: um estado desenvolvido com emprego, capacitação para os jovens e proteção para as nossas mulheres”, disse.A deputada Lilian Behring (PCdoB) reforçou que apresentará projetos voltados às áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública, especialmente diante da fragilidade fiscal enfrentada pelo Governo do Estado. Em seu primeiro mandato, a parlamentar ressaltou o senso de urgência na tramitação das propostas apresentadas ao longo do ano. “É um ano especial, porque é o meu primeiro completo no Parlamento e também um ano eleitoral. Isso exige ainda mais compromisso com a sociedade”, afirmou.O combate à fome e a ampliação do acesso a direitos básicos para a população mais carente, são problemas a serem enfrentados, segundo a líder do PT na Casa, deputada Marina do MST. “Precisamos fortalecer as cozinhas solidárias em comunidades da capital e do interior do estado, aumentar as políticas de acesso à terra, à moradia e à produção de alimentos saudáveis, além do incentivo à produção de alimentos saudáveis, com o objetivo de garantir segurança alimentar à população fluminense”, pontuou Marina.Já o deputado Chico Machado (SDD) reinicia os trabalhos focado em contribuir na melhoria da qualidade de vida da população fluminense. “Apesar deste ser um ano eleitoral, vamos trabalhar com o compromisso de pautar projetos que façam a diferença na ponta”, concluiu.Também estiveram presentes na solenidade o defensor público-geral do Estado, Paulo Vinícius Cozzolino; o subprocurador-geral do Estado, Rogério Guimarães, representando o procurador-geral, Renan Saad; o secretário de Estado de Defesa Civil, Tarcísio Antônio Salles Júnior; o Secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Moraes; além dos prefeitos de Resende, Tande Vieira, e de Porciúncula, Guilherme Fonseca.

Pesquisa: Bacellar se consolida como nome mais forte para enfrentar Eduardo Paes em 2026

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A mais recente pesquisa da Arrow Pesquisa de Mercado, realizada  entre 29 de setembro e 3 de outubro com 3.090 entrevistas no Estado do Rio, aferiu intenção de voto para governador e presidente com recortes por zonas da capital e regiões do interior, margem de erro 2,2 pontos percentuais e 95% de confiança. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira pelo jornal Correio da Manhã.

No cenário com quatro nomes, Rodrigo Bacellar aparece com 12,31% no agregado do estado; a média da capital é 13,01%. Na cidade do Rio, Bacellar tem picos em Grande Bangu (17,9%) e Grande Santa Cruz (18,7%), com bons níveis em Grande Campo Grande (14,5%) e Grande Tijuca (12,7%). No interior, o nome também mostra capilaridade, atingindo 21,3% no Norte, 16,8% no Noroeste e 14,0% no Centro‑Sul. 

Bacellar aparece com o dobro de intenções de votos de possíveis adversários, como Washington Reis e Italo Marsili. Inclusive, a alta de Marsili pode ter sido gerada por confusão com o nome do coach Marçal, candidato em São Paulo na última eleição municipal. 

Eduardo Paes: Com alta taxa de conhecimento, o prefeito do Rio, Eduardo Paes aparece com folga na liderança, como ocorreu em sua última disputa, quando foi derrotado pelo juiz Wilson Witzel. Porém, há sinais de que a nacionalização da disputa deve impactar diretamente na eleição, além da entrada das lideranças regionais no jogo. Com pouca capilaridade no interior, Paes teria dificuldades para manter a dianteira fora da sua “casa”. 

Presidência. Entre os nomes testados contra Lula, Michelle Bolsonaro é a candidata mais competitiva da oposição nesta praça: registra 31,10% de média estadual quando incluída no cartão e, sobretudo, reduz os indecisos para 11,16%; na simulação alternativa, com outro nome oposicionista, o índice cai para 17,66% e os indecisos sobem para 18,26%. Nos recortes locais, Michelle lidera na Zona Central da capital (46,5% vs 32,4%) e abre vantagem em regiões do interior como Noroeste (33,9% vs 25,0%) e Baía da Ilha Grande (36,3% vs 31,8%).

O quadro sugere um tabuleiro heterogêneo no estado: Bacellar consolida presença nos bolsões da Zona Oeste e em áreas do interior com identidade local forte; Michelle Bolsonaro mostra maior tração no campo oposicionista por combinar intenção de voto mais alta e menor patamar de indecisos, além de lideranças regionais na capital e no interior.

Alerj aprova projeto que cria projeto de enfrentamento ao crime no Estado

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Trata-se de um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública e ao reforço da efetividade penal no Rio de Janeiro

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 5.908/25, de autoria do presidente da Casa, deputado Rodrigo Bacellar (União). A proposta cria o Pacote de Enfrentamento ao Crime (PEC-RJ), um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública e ao reforço da efetividade penal no estado. A medida segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

O presidente da Alerj afirmou que a aprovação da proposta representa um importante ganho para a segurança pública fluminense. “Quem ganha é a segurança pública do Estado. Não existe mágica nem salvador da pátria. O que existe é trabalho conjunto e soma de esforços para garantir que o cidadão viva com mais segurança. Fizemos o nosso trabalho e nos debruçamos sobre essa matéria nos últimos meses”, afirmou Bacellar.

Entre as ações previstas está a criação do Sistema Estadual de Cerco Eletrônico Inteligente (SISCEI/RJ), que utilizará inteligência artificial, reconhecimento facial e análise de dados para monitorar egressos reincidentes em crimes cometidos com violência ou grave ameaça. O sistema será coordenado pelo Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Estado de Polícia Militar, com interface direta com todos os órgãos de segurança pública estaduais e o Ministério Público. O monitoramento será em tempo real por geolocalização de medidas cautelares e deve ser compartilhado entre os órgãos de segurança. Os registros de ocorrência deverão também estar integrados com os chamados de emergência e as informações de pessoas desaparecidas, procuradas ou com restrições.

O projeto também estabelece que todo o processo de compartilhamento de informações siga os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei 13.709/18). O banco de dados do sistema conterá informações como nome, foto, processo criminal, natureza do crime, data de saída do sistema prisional, regime concedido, endereço declarado e histórico de reincidência. As informações deverão ser atualizadas a cada seis meses, com acesso restrito a órgãos de segurança, Ministério Público e Judiciário.

Segundo o projeto, a inclusão de um egresso no monitoramento intensivo deverá ser feita por ato administrativo fundamentado, com base em parecer técnico da unidade de inteligência policial. O procedimento considerará o risco à ordem pública, o histórico criminal e critérios objetivos de reincidência. O texto assegura ainda ao ex-preso o direito de solicitar a revisão da medida após 180 dias, desde que não tenha sido alvo de nova investigação, indiciamento ou condenação no período.

Todos os monitorados deverão ser formalmente comunicados da medida no momento da liberação da unidade prisional, com assinatura de termo de ciência. Caso haja recusa, a implantação será mantida e a negativa registrada por termo circunstanciado de recusa. A proposta ressalta que a medida não representa restrição de direitos fundamentais, mas sim uma forma de garantir transparência da atuação estatal.

O Poder Executivo terá até 90 dias após a publicação da lei para regulamentar o funcionamento do SISCEI/RJ, definindo parâmetros técnicos, salvaguardas legais, fluxos operacionais e protocolos de uso, com a participação da Defensoria Pública, Ministério Público e entidades da sociedade civil ligadas aos direitos humanos.

Visita íntima e custeio de despesas pelos presos
Outro ponto do projeto é a restrição da visita íntima para condenados por crimes hediondos ou praticados com violência ou grave ameaça à pessoa, nos termos da Lei Federal n 8.072/1990. A proposta também autoriza o Estado a regulamentar a cobrança parcial de custos de manutenção carcerária, limitada a despesas com alimentação, vestuário e higiene pessoal. O valor será definido de acordo com a capacidade econômica do preso e revertido ao Fundo Estadual de Administração Penitenciária, com aplicação em melhorias nas condições de custódia e ressocialização.

Estarão sujeitos à cobrança os apenados que possuam vínculo formal de trabalho, renda ou bens que permitam custear sua manutenção, os que recebem auxílio financeiro de terceiros em valor igual ou superior a dois salários-mínimos, ou apresentem indícios de padrão de vida elevado incompatível com a alegada incapacidade econômica. A proposta assegura ao preso o direito de contestar a cobrança por meio de recurso administrativo com efeito suspensivo e isenta da medida os reconhecidamente hipossuficientes, sem prejuízo de benefícios sociais previstos em lei.

Internação mínima para adolescentes
O texto também prevê a aplicação de internação mínima de dois anos para adolescentes autores de atos infracionais cometidos com violência ou grave ameaça. A medida deverá respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente e as diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), levando em conta a gravidade do ato praticado, a reincidência em infrações violentas e o risco social do adolescente. A reavaliação periódica deverá considerar não apenas aspectos de ressocialização, mas também a proteção da coletividade e a prevenção da reincidência.

As despesas correrão por conta de dotações orçamentárias próprias, podendo ser suplementadas se necessário. O Executivo terá até 90 dias para editar os atos normativos que regulamentem a aplicação da lei, que entrará em vigor imediatamente após sua publicação.

Na justificativa, o deputado Rodrigo Bacellar destacou que o pacote é uma resposta legislativa ao aumento da violência no estado em 2024, quando houve crescimento de aproximadamente 39% nos roubos de veículos e de 13% nos roubos de rua, segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).

PGR mantém denúncia contra Otoni de Paula por ofensas a Moraes

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu manter a denúncia contra o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) por crimes de coação e injúria contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão foi comunicada ao ministro Nunes Marques, relator do caso, em 8 de setembro de 2025.

Otoni de Paula é réu no STF desde 2023, acusado de proferir ofensas contra Moraes em transmissões ao vivo realizadas em 2020. Na ocasião, o parlamentar utilizou termos como “lixo”, “esgoto do STF” e “latrina da sociedade brasileira” para se referir ao ministro.

Em junho de 2023, Otoni de Paula publicou um vídeo pedindo desculpas a Moraes, reconhecendo o uso de “palavras inapropriadas” e expressando desejo de apagar aquele episódio de sua trajetória pública. Além disso, em julho do mesmo ano, o deputado enviou uma carta escrita à mão ao ministro, justificando suas palavras como uma reação intempestiva à decisão que determinou a quebra de seu sigilo bancário.

A PGR, no entanto, entendeu que o pedido de desculpas apresentado pelo parlamentar exclui apenas a acusação de difamação, não sendo suficiente para extinguir as acusações de coação e injúria. A decisão final sobre a continuidade do processo caberá ao ministro Nunes Marques.

O caso segue em tramitação no STF, e ainda não há previsão para o julgamento definitivo.

Bia Kicis revela bastidores de acordo com o Centrão para pautar limites ao STF e anistia

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Em entrevista ao programa Fio Diário, nesta quinta-feira (7), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) explicou que a oposição na Câmara dos Deputados recuou da ocupação da Mesa Diretora por ter conquistado uma grande vitória. A parlamentar afirmou que, mesmo depois de uma intensa jornada, o acordo selado com o Centrão para pautar o fim do foro privilegiado representa uma conquista estratégica.



A deputada revelou que o grupo recebeu ameaças da Mesa Diretora da Câmara. O presidente da Casa. Hugo Motta, teria prometido punir os parlamentares com seis meses de suspensão de mandato e corte de salário. Apesar da ameaça, o grupo de oposição decidiu enfrentar a Mesa Diretora e não recuar, até que um acordo fosse costurado com os líderes dos partidos.

A chave da vitória, segundo Bia Kicis, foi a união de líderes do Centrão, como o PP, o União Brasil e o PSD. O acordo foi firmado com a condição de que a oposição desocupasse a Mesa para que o presidente pudesse exercer suas funções. O Centrão se comprometeu a pautar, em apoio à oposição, pautas de interesse do Congresso.


A principal conquista da oposição é a promessa de pautar o projeto de lei que acaba com o foro privilegiado e a anistia para os manifestantes presos no 8 de janeiro. Bia Kicis destacou que a primeira pauta é a mais importante, pois retiraria o poder de chantagem que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sobre os parlamentares.

A deputada afirmou que o acordo é uma oportunidade de ouro para o avanço da “guerra” contra o STF. A pauta do fim do foro privilegiado, para ela, é a “espada de Dâmocles” que o STF usa para chantagear os parlamentares, e a retirada dessa arma representa uma vitória histórica para a oposição

Oposição consegue 41 assinaturas e vai pedir impeachment de Moraes

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Oposição vai entrar com pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e pressionar Alcolumbre a dar andamento

A oposição conseguiu as 41 assinaturas necessárias para entrar no Senado com um pedido de impechament contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um esforço concentrado após Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a oposição buscou nos últimos dias as assinaturas necessárias para protocolar o pedido. O 41º a concordar foi o senador Laércio Oliveira (PP-SE), que assinou nesta quinta-feira (7//8).

Com isso, os líderes da oposição anunciam nesta manhã o fim da obstrução aos trabalhos do Senado e da ocupação da Mesa Diretora. Agora, os parlamentares ligados a Bolsonaro vão se concentrar em pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a iniciar esse processo de impeachment contra Moraes.

“Estamos desobstruindo e a oposição vai participar dos debates das pautas que interessam ao Brasil, pautas que interessam a todos, para aquém das questões ideológicas”, declarou o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN).

PF encontra saques milionários e aponta esquema de corrupção em obras da COP30

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Um deputado federal, um policial militar e o secretário de obras “aparentam integrar organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública”

Procuradoria-Geral da República (PGR) classificou um grupo ligado ao deputado federal Antônio Doido (MDB-PA) como uma organização criminosa. A acusação aponta para um esquema de desvio de dinheiro público em licitações no Pará, com um foco especial em obras da COP30. A investigação, iniciada após a apreensão do celular de um policial militar ligado ao parlamentar, revelou uma rede complexa que envolve empreiteiras, servidores públicos e o uso de empresas “laranja”.



Segundo o portal Metrópoles, uma das licitações sob suspeita é um contrato de R$ 142 milhões da COP30, vencido por um consórcio de empreiteiras ligadas a Antônio Doido. A Polícia Federal (PF) encontrou mensagens que conectam um policial militar que fez saques milionários, Francisco Galhardo, ao secretário de Obras do Pará, Benedito Ruy Cabral. A conversa aconteceu no mesmo dia em que o consórcio do deputado ganhou a licitação, levantando fortes suspeitas de corrupção.



A PGR aponta que o deputado, o policial militar e o secretário de obras “aparentam integrar organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública”. O órgão também menciona evidências de crimes eleitorais e contra o sistema financeiro, ressaltando o uso de um “mecanismo sofisticado de lavagem de dinheiro”. Francisco Galhardo foi preso em flagrante com R$ 5 milhões antes das eleições de 2024, dando início à investigação.



As empreiteiras vencedoras das licitações milionárias da COP30, JAC Engenharia e J.A Construcons, seriam de propriedade de Antônio Doido, embora registradas em nome de sua esposa e de um terceiro. Em nota, o governo do Pará e a defesa do deputado negaram as acusações. A matéria afirma que os contratos foram celebrados de forma legal e que o parlamentar está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos.