Oposição representa contra Dino na PGR por crime de prevaricação

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Flávio Dino não enviou material completo à CPMI do 8 de janeiro, apenas imagens de duas câmeras

Nesta terça-feira (15), foi protocolada na Procuradoria-Geral da República uma representação criminal contra o ministro da Justiça, Flávio Dino, por prevaricação, juntamente com outros parlamentares, incluindo o senador Magno Malta (PL-ES).

A comunicação foi realizada pelo senador Magno Malta por meio de suas redes sociais, onde foi informado que o envio das imagens de duas câmeras de seu ministério, datadas do polêmico dia 8 de janeiro, quando ocorreram atos de depredação nas sedes dos Três Poderes no Distrito Federal, foi efetuado apenas para a CPMI.

A ação protocolada revela a representação criminal contra o Ministro da Justiça, Flávio Dino, realizada por um grupo de parlamentares, que foi entregue à Procuradoria-Geral da República. Dino, ao encaminhar somente as imagens de duas câmeras à CPMI referentes ao dia 8 de janeiro, é acusado não somente de prevaricar, mas também de demonstrar completo desrespeito pelo parlamento ao qual é integrante, conforme destacou Magno Malta.

Na presente terça-feira, a CPMI que investiga os acontecimentos do dia 8 de janeiro, sob a presidência de Arthur Maia (União Brasil-BA), direcionou um requerimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nesse pedido, solicita-se a especificação da abrangência das imagens do circuito de segurança do ministério da Justiça na data dos incidentes ocorridos no Distrito Federal.

Esclareceu Arthur Maia, durante o comunicado, que foi informado pela Secretaria da Mesa sobre o envio de apenas três vídeos provenientes do Ministério da Justiça, embora a correção do secretário-geral da Mesa tenha indicado duas câmeras. A quantidade exata de câmeras presentes no Ministério da Justiça, contudo, não é de conhecimento do presidente da CPMI. Ele também mencionou o encaminhamento prévio de vários requerimentos de diferentes parlamentares ao ministro Flávio Dino, com variados tipos de solicitações relacionadas às câmeras.

A alegação de Dino de que as gravações constituíam um documento sigiloso do STF, a fim de evitar a entrega das imagens à CPMI, foi superada pela decisão de Moraes. Como resultado, o material foi cedido pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, que, entretanto, encaminhou apenas as imagens de duas câmeras.

CPMI do 8 de Janeiro ouve fotógrafo da Reuters; acompanhe

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YouTube  A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro ouve nesta terça o fotógrafo da agência Reuters Adriano Machado, a…

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro ouve nesta terça o fotógrafo da agência Reuters Adriano Machado, acusado de conivência com os vândalos que atacaram as sedes dos três Poderes ao registrar a invasão.

O fotógrafo vai depor a pedido dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Delegado Ramagem (PL-RJ), Marco Feliciano (PL-SP), Nikolas Ferreira (PL-MG), e dos senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), Marcos do Val (Podemos-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES).

Eduardo Bolsonaro diz que, em imagens captadas pelo sistema de câmeras do Palácio do Planalto, o profissional aparece atrás de um grupo de pessoas que arromba uma porta de vidro na antessala do gabinete da Presidência da República.

“Pelas imagens pode-se perceber que um homem só teria dado o chute depois de ter sido informado pelo fotógrafo de que a violação seria gravada. Após o ato de vandalismo, os dois revisam a imagem e celebram com um gesto de cumprimento”, denuncia.

“A atitude do fotógrafo é no mínimo peculiar”, acrescenta Nikolas Ferreira.

Segundo o senador Girão, as imagens demonstram “familiaridade [do fotógrafo] com aqueles que se encontravam no ambiente, além de estar protegido por aqueles que o acompanhavam, como se tudo estivesse combinado”.

A reunião da CPMI ocorre no plenário 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.

Quem a CMPI já ouviu
Em junho, a comissão ouviu o ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar (DOP) do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime. Ele afirmou que Abin havia alertado aos órgãos de inteligência sobre o risco de ataques, mas o núcleo de inteligência do DOP não teve acesso a esses alertas.

A CPMI também já ouviu o empresário George Washington Sousa – que está preso acusado de ter colocado uma bomba em um caminhão próximo ao Aeroporto JK, em Brasília, em 24 de dezembro do ano passado –; o diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro; e os peritos da Polícia Civil do DF Renato Carrijo e Valdir Pires Filho, que fizeram exames nas proximidades do aeroporto e no caminhão.

A comissão ouviu ainda o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques sobre blitze feitas em rodovias federais no dia do segundo turno das eleições, principalmente na região Nordeste, onde está a maior parte dos eleitores de Lula.

Vasques negou que a instituição tenha atuado politicamente para favorecer o então candidato Jair Bolsonaro.

O coronel Jean Lawand Júnior também depôs na CPMI. Ele teve que explicar mensagens trocadas com o tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. O militar negou que as mensagens quisessem incitar um golpe de estado e afirmou que elas tinham apenas o objetivo de pedir que Bolsonaro tentasse apaziguar os ânimos de quem estava descontente com o resultado das eleições.

Na sequência, a comissão convocou Mauro Cid, mas ele acatou orientação de sua defesa e não respondeu às perguntas dos parlamentares. O militar está preso desde maio, acusado de fraudar cartões de vacinação.

O ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo da Cunha também esteve na CPMI e disse aos parlamentares que foram enviados 33 alertas de inteligência sobre o monitoramento dos manifestantes contrários ao novo governo.

O ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres também já foi ouvido pelo colegiado. Ele teve que explicar a chamada ‘minuta do golpe’, documento encontrado pela Polícia Federal na casa dele. Torres disse aos parlamentares que o texto é uma aberração jurídica e que não sabe quem entregou ou produziu o documento.

O depoimento do ex-ministro não convenceu a relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). Segundo ela, o documento não estava “jogado” na casa para ser descartado, e sim muito bem guardado.

Relembre
Uma semana após a posse do presidente Lula, um grupo de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes. Centenas de pessoas foram presas.

No mesmo dia, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), repudiou o vandalismo. No dia seguinte, os presidentes dos três Poderes divulgaram uma nota em defesa da democracia brasileira e o Plenário da Câmara aprovou a intervenção federal no DF.

No fim de abril, o Congresso criou a CPMI para investigar os atos de ação e omissão ocorridos no dia 8 de janeiro.

O colegiado, que é presidido pelo deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), é composto por 16 senadores e 16 deputados e tem como relatora a senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

Governador que apoiou Bolsonaro tem mandato cassado

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Acompanhado da cassação, foi imposta uma multa no valor de R$ 106.410,00 a Antônio Denarium.

O mandato do governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) na manhã desta segunda (14). A decisão foi tomada por de quatro votos a três devido à distribuição de cestas básicas durante as eleições de 2022. O programa “Cesta da Família”, promovido pelo governo de Denarium, fez parte da distribuição. Ele pretende recorrer da sentença. O cargo permanecerá sob sua administração enquanto aguarda uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podendo resultar em novas eleições se confirmada a condenação. Acompanhado da cassação, foi imposta uma multa no valor de R$ 106.410,00 a Antônio Denarium.

Ainda nas redes sociais, o governador declarou que continua no exercício de suas funções e alegou ter agido em benefício do povo de Roraima. A decisão do TRE-RR pode ser alvo de recurso. Por outro lado, o governo de Roraima afirmou que a determinação não afetará os serviços prestados pela administração estadual.

Antonio Denarium, que apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, vive seu segundo mandato como governador de Roraima, tendo sido reeleito em 2022 com 56,47% dos votos. No entanto, ele e seus familiares estiveram envolvidos em diversos escândalos durante sua gestão. Sua esposa, Simone Denarium, tornou-se conselheira do Tribunal de Contas do Estado e sua irmã, Vanda Garcia de Almeida, foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada à venda ilegal de ouro. Denarium também enfrentou críticas por declarações controversas sobre comunidades indígenas e por aprovar leis que favorecem garimpeiros, inclusive restringindo o uso de equipamentos por invasores de terras indígenas.

Randolfe Rodrigues é condenado a pagar indenização a Otávio Fakhoury

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A decisão da 2ª Câmara de Direito Privado destacou que a imunidade parlamentar não protege a declaração difamatória proferida por Randolfe Rodrigues.

Senador Randolfe Rodrigues foi condenado a indenizar empresário Otávio Fakhoury em R$ 30 mil por danos morais, em decorrência de declaração feita durante uma entrevista. Na ocasião, o atual líder governista no Congresso acusou Fakhoury de envolvimento em atividades criminosas. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, após a 2ª Câmara de Direito Privado acolher o recurso do empresário e reverter a decisão anterior.

A polêmica declaração aconteceu durante uma entrevista concedida em novembro de 2021, no contexto dos trabalhos da CPI da Covid. Randolfe Rodrigues, então, afirmou categoricamente que Fakhoury fazia parte de um “grupo de criminosos” que “disseminava desinformação sobre vacinas”, promovendo “ações antivacinação” e “propagando notícias falsas”. Na gravação divulgada no YouTube, o senador declarou: “Senhor Fakhoury, estou lhe chamando de criminoso, porque o senhor é criminoso. E do pior tipo.”

A decisão da 2ª Câmara de Direito Privado destacou que a imunidade parlamentar não protege a declaração difamatória proferida por Randolfe Rodrigues. Os desembargadores entenderam que houve lesão à honra e à imagem de Otávio Fakhoury, considerando-a um abuso do direito à liberdade de expressão. A relatora do recurso, desembargadora Maria Salete Corrêa Dias, pontuou que o empresário não constava no relatório da CPI como acusado de envolvimento em irregularidades ligadas às vacinas, respaldando, assim, a decisão de reparação por danos morais. Ainda cabe recurso.

Seis dias antes da posse de Lula, Bolsonaro entregou a faixa

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Ex-presidente Jair Bolsonaro se negou a passar a faixa para o petista

Nos registros de correspondências da equipe de assessores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), encaminhados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) em data recente, destaca-se um documento que lança luz sobre a cerimônia de entrega da faixa presidencial, ocorrida seis dias antes da posse de Lula (PT). Naquele momento, pairava a incerteza quanto à confirmação ou não do gesto simbólico, por parte do então líder conservador, de passar a faixa ao novo presidente.

A entrega de não apenas uma, mas duas faixas presidenciais, além de um broche, ao Cerimonial da Presidência da República, com valor estimado em R$ 261.780, foi formalizada em 26 de dezembro, de acordo com informações do portal Metrópoles. Quem formalizou o recebimento desses itens foi Eduardo Maragna Guimarães Lessa, chefe adjunto do cerimonial, que o fez através da Ajudância de Ordens da Presidência da República.

Embora o gesto de transmitir a faixa presidencial seja uma tradição comum entre os líderes do Executivo e seja visto como um ato de cortesia entre as partes, cabe destacar que não existe qualquer obrigatoriedade legal nesse sentido, ressaltando-se assim o caráter opcional desse gesto simbólico.

Juntos, Lira e Lula “implodem” CPI do MST

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O presidente da Câmara também exerceu seu papel no desfecho da CPI, revogando a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

O encerramento iminente dos trabalhos da CPI do MST da Câmara está agora confirmado, sem que tenha sido solicitada a prorrogação das atividades. A decisão foi anunciada pelo presidente da comissão, deputado Ricardo Salles (PL-SP). Salles argumentou que prosseguir com as investigações após o boicote promovido pelo Palácio do Planalto e pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), seria apenas uma encenação sem significado. O término das atividades da CPI está previsto para daqui a pouco mais de um mês, no dia 14 de setembro.

“Infelizmente, não solicitaremos a prorrogação”, disse Salles. A falta de extensão dos trabalhos acarreta o encerramento da CPI do MST. Durante esta semana, as siglas União Brasil, MDB, PP e Republicanos procederam à substituição de membros do colegiado, realizando a substituição de integrantes bolsonaristas por parlamentares com posicionamento mais a favor do governo. Com essa reconfiguração, a atuação da oposição, resultando na incapacidade da direção da CPI de aprovar requerimentos de relevância contra o MST e o governo federal.

O presidente da Câmara também exerceu seu papel no desfecho da CPI, revogando a convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Arthur Lira alegou que a convocação de Costa carecia de pertinência com o foco das investigações empreendidas pelo colegiado.

CCJ aprova projeto que susta resolução do CNJ sobre Política Antimanicomial do Poder Judiciário

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O relator, deputado Felipe Francischini, recomendou a aprovação do projeto A Comissão de Constituição e Just…

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 81/23, que suspende a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que criou a Política Antimanicomial do Poder Judiciário, com medidas voltadas para o atendimento de pessoas com transtorno mentais que cometeram crimes.

Entre outros pontos, a Resolução 487/23 estabelece regras para o atendimento especializado e em local adequado. A norma veda a internação em instituição de caráter asilar, como os hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, e prevê medidas para evitar que o tratamento do acusado ou preso seja descontinuado.

Autor da proposta, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) acredita que o CNJ ultrapassou os seus poderes ao editar a resolução, criando direitos e obrigações não assegurados em lei. Para ele, a proposta “garante que a população não vai ser internada no SUS [Sistema Único de Saúde] com criminosos de alta periculosidade”. Ele disse que nenhuma atrocidade acontece nos hospitais de custódia.

O parecer do relator, deputado Felipe Francischini (União-PR), foi favorável ao projeto e apensados (PDLs 131/23, 153/23 e 154/23), com substitutivo. Ele concorda com o autor que “a resolução foi muito além dos termos definidos pela Lei Antimanicomial (Lei 10.216/01) e legislou em vários pontos”.

“As mudanças que a resolução do CNJ pretende viabilizar devem ser discutidas no âmbito do Congresso Nacional no intuito de ampliar o debate com a sociedade, considerando tratar-se de alterações substanciais que afetam toda a disciplina das medidas de segurança previstas no Código Penal”, disse o relator.

Debate
O deputado Patrus Ananias (PT-MG) pediu a retirada de pauta da proposta para debater melhor o texto, ouvindo pessoas especializadas em saúde mental. “O Brasil tem uma história ruim, de violência, de segregação social, até mesmo de tortura através de choques elétricos e outros procedimentos que ferem a dignidade da pessoa humana”, alegou. A retirada de pauta foi rejeitada.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) defendeu a revogação da resolução do CNJ. Na avaliação dele, se existe tortura e violência nos hospitais de custódia, o problema precisa ser resolvido, e não os estabelecimentos serem fechados.

Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu a resolução e disse que ela indica que todas as pessoas com medidas de internação deverão ser analisadas individualmente e terão que ter proposta terapêutica individualizada. Segundo ela, a internação continuará acontecendo quando for necessária, mas acabará a “lógica medieval” dos hospícios, respeitando-se a dignidade humana.

Para o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), se a política for levada adiante, as pessoas que cometeram crimes e sofrem de doenças mentais “passarão a conviver com seus familiares, vizinhos, em sociedade, ou, na melhor das hipóteses, em hospitais psiquiátricos”.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apontou pontos da resolução dos quais discorda. “O artigo 18 fala que, em até seis meses a contar da publicação, a autoridade judicial determinará a interdição parcial de estabelecimentos, alas ou instituições congêneres de custódia e de tratamento psiquiátrico e, em até dois meses, a interdição total e fechamento das instituições. Extrapola evidentemente a competência do CNJ”, afirmou.

“A resolução está em vigor desde fevereiro e não aconteceu nada daquilo que foi dito. Criar esse pânico é, na verdade, distorcer o debate sobre a necessidade de avançarmos na luta antimanicominal no Brasil e no mundo”, argumentou o deputado Helder Salomão (PT-ES).

Tramitação
O projeto segue para análise do Plenário da Câmara.

O perigo por trás da prisão do ex-diretor da PRF

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A história nos ensina que a liberdade é um bem precioso, e é nosso dever assegurar que ela seja preservada, independentemente das circunstâncias políticas vigentes. O direito à justiça, à igualdade e ao devido processo legal deve prevalecer como pilares inabaláveis, sustentando o equilíbrio entre o poder e a cidadania.

Desde outubro de 2022, estamos testemunhando uma realidade política que desafia os preceitos democráticos estabelecidos, levando-nos a refletir profundamente sobre os fundamentos legais que norteiam nosso sistema. Com mais de seis meses de governo de um político que escapou de condenações e foi elevado à presidência, o panorama não se desenvolveu conforme os lemas de “União Nacional” e “Reconstrução” proclamados pela propaganda oficial. Ao invés disso, temos observado uma série de acontecimentos que levantam preocupações sobre o respeito às liberdades e direitos de opositores.

O artigo 5º da Constituição Federal Brasileira de 1988 estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Entretanto, no cenário atual, percebe-se uma sistemática perseguição àqueles que exercem seu direito de oposição a esse governo. Uma prisão ocorre quase que diariamente, evocando um ar autoritário que remete a tempos sombrios. A recente prisão do ex-diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, sob alegações de suposta interferência no processo eleitoral, lança questionamentos sobre a condução do poder.

O princípio do devido processo legal, previsto tanto no artigo 5º da Constituição quanto no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, ratificado pelo Brasil, demanda que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”. A operação “Constituição Cidadã”, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2023, suscita inquietações sobre a motivação real por trás da medida. O nome da operação, ligado à Lei Maior do país, evoca a lembrança do compromisso com a democracia e a representatividade do povo. No entanto, os fatos apontam para uma realidade mais complexa, em que se questiona a justificativa para uma prisão preventiva após o processo eleitoral já ter ocorrido e alegações de falta de evidências de abusos.

A prisão preventiva, conforme estabelecida no Código de Processo Penal Brasileiro, deve ser baseada em riscos concretos à ordem pública, ao andamento das investigações ou à fuga do suspeito. Até o momento, não foram apresentadas provas sólidas que respaldem a necessidade de manter Silvinei Vasques sob prisão, levantando preocupações sobre a legalidade do ato.

O sistema de justiça é essencial para o funcionamento da democracia, e sua atuação deve pautar-se pela imparcialidade e respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos. Como estabelece o artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie”. Portanto, é crucial que as ações judiciais sejam guiadas pela legitimidade, evitando qualquer aparência de vingança ou perseguição política.

Nesse contexto, urge lembrar que o fortalecimento da democracia demanda um compromisso coletivo com a manutenção das instituições e dos princípios que a sustentam. A história nos ensina que a liberdade é um bem precioso, e é nosso dever assegurar que ela seja preservada, independentemente das circunstâncias políticas vigentes. O direito à justiça, à igualdade e ao devido processo legal deve prevalecer como pilares inabaláveis, sustentando o equilíbrio entre o poder e a cidadania.

Depoimentos revelam tortura praticada por líderes do MST

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Os depoimentos no segundo dia consecutivo da CPI revelam um padrão alarmante de abuso e controle no seio do MST.

A violência perpetrada por líderes sem-terra é exposta por ex-integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em depoimento à CPI do MST nesta quarta-feira (9). Durante o testemunho, um relato perturbadora foi compartilhado por Noemia dos Santos, assentada de uma fazenda em Goiás. Dona Maria, uma senhora idosa, teria sido envolvida em um colchão com a intenção de ser incendiada viva.

A atrocidade relatada por Noemia revela um quadro de covardia impactante: “Fizeram tanta covardia, mas tanta covardia! Uma senhora lá, dona Maria, que estava junto comigo, eles enrolaram ela num colchão para botar fogo. Ai o que que aconteceu… O sogro dela pediu a eles, implorou para eles e falou: ‘Não faz isso não, ela tem um filho deficiente’. Aí eles soltaram ela, pegaram as coisas dela também e levaram para a margem da rodovia”, detalhou.

Joviniano Rodrigues, outro depoente e também assentado na mesma fazenda, ressaltou o temor enraizado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em relação ao MST. Ele destacou: “O Incra não podia fazer nada porque o Incra morria de medo dessa organização. Até hoje o Incra morre de medo!”. Joviniano ainda apontou para sua ação em denunciar o MST à Polícia Federal, resultando em sua perda de influência: “Eles dizem assim: ‘nós temos dez inimigos no Brasil, dez que nos traíram, o número 1 é Joviniano porque nunca ninguém fez com nós na justiça o que ele fez.’”

Os depoimentos no segundo dia consecutivo da CPI revelam um padrão alarmante de abuso e controle no seio do MST. Vanuza Souza, assentada que depôs no dia anterior, também denunciou maus-tratos, destacando a falta de liberdade de escolha política e criticando os deputados da comissão. A série de relatos perturbadores lança luz sobre uma realidade obscura que merece uma investigação minuciosa.

PL esclarece notícia “obscura” sobre Michelle Bolsonaro

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Partido emitiu nota sinalizando informações sobre a ex-primeira-dama veiculadas de “forma distorcida”

Um comunicado foi divulgado pelo PL Mulher, nesta terça-feira (8), com o intuito de esclarecer fatos recentes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentar a forma distorcida com que um título de reportagem publicada no portal e nas redes sociais do Metrópoles, em 8 de agosto, foi redigido.

O título da matéria, intitulada “Em 11 dias, equipe de Mauro Cid depositou R$ 60 mil em dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro”, foi considerado obscuro pela nota emitida, pois levou o leitor a erro e induziu à desinformação, prejudicando os envolvidos na reportagem. A técnica de redação de títulos sensacionalistas e enganosos foi criticada pelo partido, enfatizando que a média dos valores mensais, somadas suas frações, é coerente com os gastos de uma família semelhante.

A nota ressalta que as despesas da casa e pessoais de Michelle e suas filhas são pagas com os proventos do marido, tornando as transferências necessárias e compatíveis com esses gastos. Além disso, aponta a presença de um “malabarismo semântico” no texto da reportagem, que sugere, de maneira artificial, um imaginário de práticas ilícitas. A assessoria de comunicação do PL Mulher também expressou estranheza pelo fato de não ter sido contatada antes da publicação da reportagem.