Ciro fala em punir deputado caso ele vire ministro de Lula

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André Fufuca deve aceitar convite feito pelo petista e passar a integrar o governo

Sob a sombra de uma possível adesão ministerial do deputado federal André Fufuca (PP-PB) ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, surgem tensões dentro do Partido Progressistas. O presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), fez questão de ressaltar que, caso tal convite seja aceito, Fufuca enfrentará uma suspensão imediata de suas funções diretivas na legenda. Nogueira, um crítico ferrenho do governo petista, enfatizou que o partido permanecerá à margem da base aliada governista.

As palavras do líder partidário delineiam uma clara divisão interna sobre a possível integração do PP ao governo de Lula. Durante um evento em São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que compartilha espaço com Nogueira, delineou uma perspectiva mais alinhada à cooperação com o governo. Lira defendeu a viabilidade de ministros provenientes do PP e de outros partidos, destacando a necessidade de uma coesão governamental integral, sem concessões.

Divergências também surgiram a respeito do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), atualmente sob a égide do petista Wellington Dias. Lira negou um enfoque específico no MDS por parte do PP, afirmando que o partido busca ampliar sua base e participação nas discussões governamentais. Nesse cenário, Ciro Nogueira endossou a abordagem de Lira para articular a inserção do partido no governo. No entanto, Nogueira ressaltou a necessidade de Lira exercer seu papel de presidente da Câmara de forma independente e não como um mero filiado partidário.

As tensões entre as facções do PP deixam claro o desafio de conciliar perspectivas diversas dentro da agremiação. O embate entre a inclinação para a coalizão governamental e a reticência em aderir ao governo de Lula torna evidente que o futuro do partido está envolto em um enigma complexo, com os líderes tentando equilibrar agendas concorrentes em meio a um ambiente político tumultuado.

Delgatti: Código-fonte permite programar urna para alterar voto

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Programação permitiria apertar um voto e resultar em outro, disse o hacker

No depoimento à CPMI ocorrido em 8 de janeiro, na última quinta-feira (17), uma revelação intrigante emergiu das palavras proferidas por Walter Delgatti Neto, reconhecido como o hacker da Lava Jato. Delgatti, ao ser inquirido, mencionou que um fenômeno singular poderia ocorrer com aqueles que tivessem acesso ao código-fonte das urnas eletrônicas: a possibilidade de um voto ser pressionado, mas o resultado se manifestar de forma distinta. A declaração foi entregue no contexto em que Delgatti compartilhou que indivíduos no poder procuravam que ele fabricasse um “código-fonte fictício”. Tal ato visava, aparentemente, demonstrar ao público que a segurança das urnas eletrônicas era notavelmente vulnerável.

O ex-hacker, com seu semblante imperturbável, narrou a sugestão peculiar que recebeu: “Uma urna seria gentilmente emprestada pela OAB, imagino, e eu, com minhas habilidades, incorporaria uma aplicação personalizada, exibindo à sociedade a concebível realidade de que ao pressionar um voto, outro resultaria.” Delgatti esclareceu a natureza do código-fonte, salientando que este constitui o próprio conjunto de instruções subjacentes ao sistema. Ele explicou que, quando compilado, o código resultava em uma única unidade que correspondia àquilo que residiu nas urnas eletrônicas. Contudo, o intrigante pormenor estava na possibilidade de inserção de linhas de código antes da compilação, capazes de engendrar a transformação de um voto apertado em um resultado divergente.

De maneira contundente, Delgatti revelou que lhe havia sido feito um pedido singular: criar, na prática, uma manipulação que evidenciasse a fragilidade do sistema. Dessa forma, o objetivo subjacente seria desafiar a integridade digital das eleições. “Requisitaram que eu concebesse um código-fonte próprio, alheio ao oficial do TSE. Nesse código, eu inseriria tais linhas, denominadas maliciosas, uma vez que o propósito que encerram é de ludibriar e semear dúvidas no processo eleitoral,” esclareceu o depoente, enquanto os olhares atentos na sala de audiência testemunhavam a complexa teia de intrigas que envolviam o sistema eleitoral do país.

Nikolas pede quebra de sigilos e laudo psiquiátrico de Delgatti

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Deputado também pediu que o “pai das urnas” Giuseppe Janino seja ouvido no colegiado

Após o depoimento de Walter Delgatti Neto, o hacker, na quinta-feira (17), perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos ocorridos em 8 de janeiro, três requerimentos foram protocolados no colegiado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A divulgação desses requerimentos foi realizada nas redes sociais pelo próprio parlamentar.

Os requerimentos incluem a solicitação da quebra do sigilo telefônico e telemático do hacker, a proposta de realização de uma perícia voltada à elaboração de um laudo psiquiátrico de Delgatti e também a convocação de Giuseppe Janino, conhecido como o “pai da urna eletrônica”, com o objetivo de verificar os relatos feitos pelo depoente.

No perfil do antigo Twitter, Nikolas escreveu: “Hoje foi um dia desafiador, entretanto, conseguimos desmascarar todas as inverdades concebidas em conluio pelo depoente e pela ala esquerdista. Perseveraremos em nossa missão de trazer à luz a verdade para o povo brasileiro. Sigamos resilientes.”

Em relação à convocação de Janino, que ocupou o cargo de Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante 15 anos, Nikolas baseou-se nas declarações de Delgatti, nas quais o hacker admitiu ter realizado tentativas de invasão ao sistema das urnas eletrônicas.

“Bolsonaro argentino” lidera pesquisas para a corrida presidencial na Argentina

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Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança, aparece em segundo lugar na pesquisa, com 40,9% de avaliação positiva

Javier Milei, o candidato de direita que venceu as primárias argentinas, aparece na liderança na pesquisa eleitoral para a presidência, com 44,5% de aprovação entre os eleitores, de acordo com um estudo realizado pela CB Consultora Opinión Pública divulgado nesta quinta-feira (17). Suas propostas liberais na economia, incluindo o fechamento do Banco Central e a adoção do dólar americano, o destacam como um “anarcocapitalista” e “libertário”. 

Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança, aparece em segundo lugar na pesquisa, com 40,9% de avaliação positiva, seguida pelo ministro da Economia, Sergio Massa, com 26,1%. Enquanto isso, 74,7% dos entrevistados reprovam o governo do presidente Alberto Fernández.

Javier Milei, aos 52 anos, conquistou a liderança com 30,4% dos votos nas primárias de agosto de 2023, representando a coalizão “La Libertad Avanza”. Ele se destaca como uma figura de orientação direitista e é elogiado por suas ideias ultraliberais, incluindo a proposta de substituir o peso argentino pelo dólar americano. Patricia Bullrich, de “Juntos por el Cambio”, surge em segundo lugar, com 40,9% de avaliação positiva. 

O governo de Alberto Fernández enfrenta uma ampla reprovação, com 74,7% dos entrevistados expressando descontentamento.

Javier Milei promete retirar Argentina do Mercosul e cortar relações com a China

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Para o grande vencedor das primárias, uma das primeiras medidas do governo seria deixar o bloco com Brasil, Paraguai e Uruguai

O anúncio foi feito por Javier Milei, o presidenciável argentino de orientação ultraliberal, de que, caso saia vitorioso nas eleições, há a intenção de retirar o país do Mercosul. Uma das primeiras medidas a serem implementadas pelo vencedor das primárias consistirá em conduzir a nação para fora deste bloco econômico, composto por Brasil, Paraguai e Uruguai.

Segundo Milei, a união aduaneira em questão é vista por ele como favorecedora dos empresários que demonstram desinteresse em participar de competições. Ele ainda mencionou as atuais negociações em curso para o estabelecimento de um tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, sublinhando suas críticas à situação.

Após a recente vitória nas prévias eleitorais ocorridas no último domingo (13), o presidenciável expressou sua visão sobre as Relações Exteriores do país, revelando a intenção de encerrar as colaborações com a China, o principal parceiro comercial da Argentina no momento. Milei afirmou que planeja alinhar-se com o Ocidente, tendo os Estados Unidos e Israel como parceiros prioritários, adotando assim uma postura de combate ao socialismo. Ele enfatizou que todos os indivíduos dispostos a enfrentar a esquerda estarão ao seu lado nessa empreitada, recusando qualquer envolvimento com o comunismo. O primeiro turno das eleições presidenciais está agendado para o dia 22 de outubro.

Nikolas: Ministros de Lula terão que explicar verbas na Câmara

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Chefes da Educação e Desenvolvimento Agrária serão chamados na CFC

Requerimentos apresentados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foram aprovados pela Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) da Câmara dos Deputados, visando à convocação dos ministros da Educação, Camilo Santana, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Será requerido do ministro Santana esclarecimentos acerca das razões que levaram ao bloqueio de R$ 322 milhões do orçamento da educação pelo governo Lula. O impacto principal desse decisão, conforme afirmado, recairá sobre a educação infantil.

O congelamento dos recursos orçamentários foi determinado pelo Ministério do Orçamento no início do mês corrente. Nesse contexto, o governo federal promoveu um corte total de R$ 1,5 bilhão no orçamento, englobando também os setores da Saúde e do Desenvolvimento Agrário.

Por outro lado, o ministro Paulo Teixeira será convocado para prestar esclarecimentos sobre o repasse de R$ 200 mil efetuado por sua pasta à cooperativa Terra Viva, a qual mantém laços com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cujo diretor é Adelar Pretto, irmão do presidente da CONAB, entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Esse montante foi destinado à aquisição de três veículos para o transporte de alimentos produzidos pela referida cooperativa. Sediada no estado do Rio Grande do Sul, a Terra Viva recebe os recursos no mês de março, como parte de uma parceria estabelecida entre o setor público e organizações da sociedade civil.

Prefeita de Quissamã anuncia o Vice-Prefeito Marcelo Batista como seu sucessor, em 2024. (vídeo)

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Esse anúncio encerra as especulações sobre o candidato à sucessão da Prefeita Fátima Pacheco , que é considerada a melhor Prefeita da história de Quissamã.

Prefeita de Quissamã anuncia o Vice-Prefeito Marcelo Batista como seu sucessor, em 2024.Esse anúncio encerra as especulações sobre o candidato à sucessão da Prefeita Fátima Pacheco , que é considerada a melhor Prefeita da história de Quissamã.

Publicado por Leonardo Batista Salles em Quarta-feira, 16 de agosto de 2023

TSE multa jornalista por vídeo que satiriza fala de Alcolumbre sobre apagão no Amapá

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O ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu aplicar uma multa de R$ 5 mil contra um jornalista e um locutor de carro de som do Amapá por divulgarem em suas redes sociais um vídeo que satiriza a fala do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado

Uma multa no valor de R$ 5 mil foi aplicada pelo ministro Raul Araújo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a um vídeo satírico divulgado por um jornalista e um locutor de carro de som do Amapá em suas redes sociais. A penalidade foi imposta devido à disseminação do vídeo que fazia uma paródia da declaração do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre o apagão ocorrido no Estado do Amapá em 2020. No vídeo, a fala de Alcolumbre é recriada de forma cômica, com montagens que o retratam cuspindo fogo e dinheiro caindo do céu. A divulgação abrangeu plataformas como Facebook, Twitter e grupos de WhatsApp.

Na ocasião, Davi Alcolumbre afirmou em entrevista à Rádio Diário FM, em 11 de novembro de 2020, que seu irmão, Josiel Alcolumbre, havia sido o principal prejudicado pelo apagão durante as eleições municipais daquele ano. A população, que enfrentava os efeitos da crise energética que durou 22 dias, reagiu negativamente à declaração do senador. O vídeo satírico de 32 segundos, amplamente compartilhado nas redes sociais, recriou a fala de Alcolumbre de maneira satírica, com elementos visuais que caricaturavam o senador, além de concluir com um apelo contra sua permanência no cargo político.

A decisão do ministro Raul Araújo considerou que o vídeo extrapolava os limites da crítica política permitida pela jurisprudência e configurava uma forma de propaganda eleitoral antecipada negativa, incluindo um pedido explícito de não votar no político. Heverson dos Santos, o jornalista que compartilhou o vídeo em suas redes, negou ser o autor da sátira. Ele expressou surpresa com a decisão do TSE, argumentando que ela contraria o princípio constitucional da liberdade de expressão e do direito à crítica inerente ao debate político.

Essa decisão no caso Alcolumbre lança luz sobre a perspectiva do ministro Raul Araújo, que está prestes a assumir o cargo de corregedor-geral do TSE. Sua abordagem, baseada na “intervenção mínima” e “autocontenção” da Justiça Eleitoral, como demonstrado em seu voto pela absolvição do ex-presidente, contrasta com sua postura em relação à questão da honra de Alcolumbre.

Fotógrafo da Reuters complica vida de Flávio Dino, diz senador

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O fotojornalista da agência Reuters Adriano Machado foi convocado à depor na condição de testemunha à CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do 8 de janeiro nesta terça-feira, 15

Convocado a depor na condição de testemunha perante a CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do 8 de janeiro, nesta terça-feira, 15, o depoimento foi prestado por Adriano Machado, fotojornalista da agência Reuters. Durante seu testemunho, foi relatado por ele que, ao chegar à Esplanada dos Ministérios com o objetivo de registrar a invasão dos edifícios-sede dos Três Poderes, agentes da Força Nacional de Segurança Pública foram avistados por ele. Segundo o fotógrafo, o grupo de agentes estava concentrado no estacionamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A respeito das manifestações cobertas por diversos colegas jornalistas, Adriano revelou que recebeu um telefonema de um deles por volta das 14h40, informando sobre a quebra do bloqueio policial nas proximidades do Congresso Nacional. Por volta das 15h15, o próprio depoente estacionou seu veículo no estacionamento anexo ao Ministério da Justiça. Aos membros da CPMI, ele comunicou: “Quando o estacionamento do prédio ministerial foi atravessado por mim, foi observada a presença de uma força de segurança nas imediações do edifício”. Contudo, o profissional expressou incerteza quanto à captura fotográfica dos policiais em questão.

As declarações foram concluídas com as palavras de Adriano Machado: “Ao passar pelo estacionamento do prédio ministerial, constatou-se a presença de uma força de segurança nas proximidades do edifício”, esclareceu o profissional, o qual mencionou não possuir a confirmação fotográfica da identidade dos policiais presentes.

Salles: Entidades ligadas ao MST receberam cerca de R$ 2 bilhões

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O líder do MST, João Pedro Stedile, disse desconhecer os repasses públicos

Nesta terça-feira (15), foi anunciado que o movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi alvo de acusações de recebimento irregular de aproximadamente R$ 2 bilhões de reais do poder público. As acusações surgiram durante a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) presidida pelo deputado federal Ricardo Salles, que atua como relator.

Segundo as informações apresentadas, constatou-se que os recursos, no montante de R$ 2,8 bilhões, foram canalizados para associações e cooperativas vinculadas ao MST, fazendo uso indevido dos CPFs de seus associados e cooperados. O relatório da CPI também apontou para a alocação dos fundos em nome de indivíduos ligados ao movimento que não possuíam a devida elegibilidade para tal recebimento.

Durante as diligências, o líder do MST, João Pedro Stedile, foi convocado para depor. Stedile, ao ser interrogado sobre os alegados repasses irregulares, afirmou não possuir conhecimento a respeito das transações em questão. Ele ressaltou que o movimento abrange uma vasta rede de assentamentos, tornando praticamente inviável o monitoramento detalhado de todas as atividades. As declarações de Stedile foram respondidas pelo relator Salles, que, ao comentar sobre as provas documentais e testemunhais apresentadas, destacou a existência de evidências concretas que apontam para condutas questionáveis no âmbito do MST.