General Dutra nega omissão dos militares para desmontar acampamento

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General Dutra responde a perguntas de deputados e senadores - (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Bruno Spada / Câmara dos Deputados General Dutra responde a perguntas de deputados e senadores Ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP), o g…

Ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP), o general Gustavo Henrique Dutra de Menezes negou omissão do Exército nos ataques às sedes dos três Poderes em janeiro e no desmonte do acampamento de manifestantes em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. O general é um dos investigados pelo Ministério Público Militar no inquérito que apura negligência ou omissão nas invasões e foi ouvido nesta quinta-feira (14) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro.

Dutra disse que atendeu a todos os pedidos de tropas requisitados pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. Conforme ressaltou, o planejamento e o pedido de tropas deve ser encaminhado pelo GSI ao Comando Militar.

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De acordo com Dutra, o GSI acionou o Comando Militar do Planalto às 11h54 do dia 8 de janeiro solicitando apoio para proteger o Palácio do Planalto. Às 12h30, um pelotão designado pelo então comandante teria chegado à sede do Poder Executivo federal. Ao longo do dia, o GSI solicitou mais tropas, e ao final do dia, cerca de 400 militares estariam no Palácio.

Ordem para desmontar o acampamento
Já por volta das 21 horas, foi emitida decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para dissolução do acampamento em até 24 horas. De acordo com a decisão, a operação deveria ser realizada pela Polícia Militar, com o auxílio do comando militar.

“O CMP prestou o apoio necessário à secretaria de segurança pública na desocupação do acampamento na manhã do dia 9, conforme a determinação da decisão judicial, e contribuiu decisivamente para que não houvesse danos colaterais ou risco à integridade física ou à vida das pessoas”, disse o general.

“A ordem judicial foi integralmente cumprida no prazo de 24 horas estabelecido pelo STF”, reiterou. Segundo ele, mais de 1 mil pessoas foram retiradas no dia 9 sem nenhum incidente.

General Dutra insistiu que, antes da decisão do STF, não cabia ao Exército desmontar o acampamento, iniciado em 30 de outubro. “Naquele momento não cabia ao Exército fazer qualquer juízo de valor quanto ao teor das reivindicações ou o controle de legalidade das pautas reivindicadas pelo movimento, sob pena de caracterizar eventual abuso de autoridade”, disse.

Desmobilização indireta
Conforme o general, as ações foram baseadas na doutrina militar vigente na força terrestre. “E nesse contexto minha decisão para solucionar essa questão contemplou a estratégia indireta para desmobilização do acampamento, o que implicou a prevalência de ações que evitavam qualquer enfrentamento direto com os manifestantes”, declarou.

“Essa estratégia se mostrou adequada na medida que, por meio de análise de imagens, é possível constatar o decréscimo dos manifestantes presentes”, acrescentou.

Ele apresentou imagens de 13 de novembro e 5 de janeiro mostrando o esvaziamento do acampamento. Segundo o militar, no dia 6 de janeiro o acampamento contava com apenas 200 pessoas aproximadamente, “composto majoritariamente por pessoas vulneráveis”.

Relatora questionou o general e recebeu críticas da oposição
Relatora questionou o general e recebeu críticas da oposição – (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputadas)

Questionamentos da relatora
A relatora Eliziane Gama (PSD-MA) quis saber se houve ação deliberada do comandados de Dutra para impedir a remoção das pessoas acampadas da frente do QG do Exército durante 69 dias. “Em nenhum momento nós impedimos. Nós trabalhamos de maneira extremamente sinérgica com os órgãos de segurança pública”, respondeu. Ele reiterou que as ações do Exército foram tomadas com uma estratégia “indireta”.

“Nós fomos dificultando a logística, fomos dificultando a circulação no interior do SMU [Setor Militar Urbano], solicitamos a atuação da Secretaria de Segurança Pública para o combate aos ilícitos, aos ambulantes”, explicou o militar.

Eliziane Gama questionou o general se qualquer movimento social teria a mesma liberdade para montar um acampamento em frente ao QG, mas o general não quis responder ao que considerou uma “suposição”, mas concordou que se tratava de um fato inédito.

O general também disse que não houve nenhuma prisão em flagrante no período de acampamento, mas que houve “combate a ilícitos”, como furto de água e energia, lesões corporais, denúncias de violência sexual, faixas. Na avaliação dele, o acampamento era pacífico.

Em relação à presença de militares de reserva no acampamento, os chamados “boinas vermelhas”, Dutra disse que não foi constatado crime por parte desses militares.

A relatora questionou o fato de o general não ter recebido informações do serviço de inteligência do exército em relação ao planejamento dos atos do 8 de janeiro. O depoente negou ter recebido qualquer informação sobre isso.

Acampamento pacífico
O deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), um dos que pediu a reunião com Dutra, reiterou que o acampamento tinha menos de 300 pessoas e que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alertou que ônibus chegariam a Brasília com cerca de 5 mil pessoas para os atos de 8 de janeiro.

“Caiu por terra que se tratava ali de um núcleo embrionário de caos para a invasão e causar danos ou a manifestação que estava ali era pacífica e ordeira?”, perguntou. O general voltou a afirmar que o acampamento era pacífico, que os crimes levantados ali eram crimes comuns, que no dia 6 estava praticamente desmobilizado e que as pessoas que participaram dos atos do dia 8 chegaram a Brasília no dia 7.

O deputado Maurício Marcon (Pode-RS) acusou o ex-ministro-chefe do GSI general Gonçalves Dias de não ter empregado o pelotão colocado à disposição pelo general Dutra para proteger as sedes dos poderes. O parlamentar acusou ainda a relatora Eliziane Gama de ter combinado perguntas com Gonçalves Dias antes de seu depoimento à CPMI, no último dia 31.

Marcon disse ainda que a relatora trabalha para proteger o ministro da Justiça, Flávio Dino, e que o relatório dela será enviesado. O deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), também autor do pedido para ouvir o general Dutra, fez a mesma acusação e questionou a permanência da relatora no cargo.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou as tentativas de desqualificar a relatora, o que, na visão dela, ocorreu por conta da falta de argumentos da oposição.

Acampamento ilegal
Jandira também criticou o general Dutra por ele considerar o acampamento legal. “Não se tratava de uma manifestação legal, posto que pretendia um golpe de Estado, a abolição do Estado democrático de direito, porque questionava os resultados das urnas, legitimamente homologados pelo Tribunal Superior Eleitoral”, disse a deputada acrescentando que houve cumplicidade do Exército com os atos de 8 de janeiro.

O general, no entanto, voltou a afirmar que, no momento em que houve a ordem legal, o acampamento foi desmontado. Porém, na opinião do deputado Rogério Correia (PT-MG), o general devia ter sido pró-ativo para retirar o acampamento e evitar os atos. As faixas, ressaltou Correia, eram claras sobre as intenções dos manifestantes.

A deputada Duda Salabert (PDT-MG), que também pediu a oitiva do general Dutra, disse que os fatos seriam “impossíveis” sem a cumplicidade das Forças Armadas. Ela exibiu vídeo em que o Exército supostamente estava ajudando manifestantes a montar o acampamento, mas o general alegou que o Exército estaria desmontando o acampamento naquelas imagens, o que foi contestado pela relatora.

Saiba como votaram os deputados no 1º PL da minirreforma eleitoral

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Apenas o partidos Novo e a federação Psol-Rede orientaram contra

Na noite desta quarta-feira, 13 de setembro de 2023, o projeto de lei 4.438 de 2023, que trata da chamada minirreforma eleitoral, foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Foram registrados 367 votos favoráveis, 86 contrários, e um deputado se absteve, sendo apenas o Partido Novo e a federação Psol-Rede orientados contra. O projeto de lei complementar 192 de 2023, que será apreciado na quinta-feira, 13 de setembro, ainda está pendente de votação.

Tanto as duas propostas quanto as sugestões ao texto dos congressistas precisam ser aprovadas pela Câmara e pelo Senado e, posteriormente, sancionadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até 6 de outubro, a fim de serem válidas nas eleições de 2024. Os requerimentos de urgência para acelerar a votação dos projetos também foram aprovados na quarta-feira.

Na terça-feira, 12 de setembro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), juntamente com líderes partidários, reuniu-se com o relator do grupo de trabalho, deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), para discutir mudanças nos projetos. A minirreforma flexibiliza uma série de normas vigentes, como o uso do Fundo Eleitoral, a prestação de contas e a cota feminina de 30%.

Uma das mudanças propostas permite que doações via Pix sejam realizadas por pessoas físicas com qualquer chave, eliminando a necessidade de que a chave seja o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas). Atualmente, as doações precisam ser vinculadas a um CPF e estão sujeitas a um limite de 10% dos rendimentos brutos declarados pelo doador à Receita Federal no ano anterior à eleição. O texto também estabelece que as instituições financeiras devem enviar o relatório do perfil do doador por Pix para a Justiça Eleitoral, partidos e candidatos no prazo de 72 horas após a transação.

Em relação às cotas de participação feminina nas eleições, o projeto determina que, no caso das federações partidárias, o percentual mínimo de candidaturas será “aferido globalmente na lista da federação, e não em cada partido integrante”.

Marcos do Val critica ‘censura’ de suas redes sociais e pede defesa da democracia

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (13), mais uma vez criticou a atuação do Supremo Tribunal Fe…

O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (13), mais uma vez criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, mantém a “censura” às suas redes sociais.

O senador ressaltou que a decisão do STF já dura cinco meses e reiterou que tem se manifestado com frequência na tribuna para alertar sobre possíveis abusos e ameaças à democracia brasileira. Ele enfatizou que quer provocar reflexões sobre a importância de proteger o país e a autonomia do Parlamento contra o que chamou de “poder arbitrário”.

— Hoje este senador chama-se Marcos do Val e é do Espírito Santo; amanhã é outro senador, com outro nome, de outro estado […] Meu maior desejo é que a minha voz possa trazer novas reflexões sobre o quanto nós, senadores, podemos manter este Parlamento em pé, sem nos curvar aos desejos arbitrários e megalomaníacos de quem quer que seja — disse.

O parlamentar lembrou que já apresentou um projeto de lei ( PL 816/2021 ) propondo que decisões monocráticas do Judiciário em casos específicos só tenham eficácia após a ratificação por órgão colegiado. E afirmou, sem citar nomes, que “um único ministro” tem atuado como “investigador, promotor e juiz, sendo uma ameaça à democracia”.

— Vamos lançar o nosso olhar para o que está acontecendo à nossa frente, assombrando a democracia e ferindo de morte a nossa Constituição […] No Brasil, um país democrático, um único juiz, que se diz vítima de crimes contra a democracia, é investigador, porque ele mesmo conduz o inquérito; é promotor, porque é ele que acusa; e juiz, porque é ele que julga — enfatizou.

Marcos do Val também mencionou denúncias sobre o conteúdo de uma suposta troca de mensagens do ex-ministro do GSI Gonçalves Dias com o filho que relatariam um encontro com o chefe de gabinete da relatora da CPMI de 8 de Janeiro, Eliziane Gama (PSD-MA), antes do depoimento dele na comissão. Na opinião do senador, o fato levanta dúvidas sobre a imparcialidade da relatoria do colegiado.

Comissão aprova inclusão das polícias científicas no Sistema Único de Segurança Pública

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Sanderson acrescentou guardas municipais e servidores do sistema socieducativo no Susp - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

Billy Boss/Câmara dos Deputados Sanderson acrescentou guardas municipais e servidores do sistema socieducativo no Susp A Comissão de Segurança Pú…

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que inclui as polícias científicas no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A polícia científica é o órgão público com a atribuição de obter a prova técnica dos delitos investigados, incluindo, por exemplo, médicos legistas e peritos criminais. 

A proposta também considera de natureza policial a atividade exercida pelos policiais científicos, guardas municipais e servidores de segurança do sistema socieducativo.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Aluisio Mendes (Republicanos-MA), ao Projeto de Lei 2063/22, do deputado Sanderson (PL-RS). O projeto original inclui as policiais científicas no Susp e reconhece a natureza policial da atividade exercida por eles. No substitutivo, o relator acrescenta as guardas municipais e os servidores do sistema socieducativo.

“A guarda municipal constitui no principal organismo do sistema de segurança pública dos municípios brasileiros, e devem contar com as prerrogativas dos integrantes dos mesmos, bem como com os ônus”, avaliou Aluisio Mendes. 

“E os servidores de segurança do sistema socioeducativo passam por tudo que os policiais penais passam em sua labuta diária, só que com adolescentes infratores”, acrescentou.

O substitutivo altera a lei que criou o Susp (Lei 13.675/18).

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pela Comissao de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fufuca leva “bolo” de Ana Moser em transição no Ministério do Esporte

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Futuro ministro, André Fufuca foi recebido por integrantes do segundo escalão do Ministério do Esporte em reunião nesta terça-feira (12)

Na manhã desta terça-feira (12), durante a reunião para a transição da gestão, o recém-nomeado ministro do Esporte, deputado André Fufuca (PP-MA; foto), foi objeto de escárnio por parte da ex-jogadora de vôlei Ana Moser, que está de saída do cargo. Apenas os integrantes do segundo escalão da pasta foram os que receberam Fufuca, conforme informado pelo Globo.

Segundo o jornal, a marcação da reunião com a promessa da presença de Moser foi feita pelos assistentes da ministra, embora esta estivesse ocupada com compromissos internos do ministério no momento do encontro. Moser ainda declarou ao Globo que não pretende comparecer à cerimônia de posse de Fufuca, agendada para quarta-feira (13).

O trem da alegria de Randolfe

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Senado aprovou nesta terça-feira (12) uma PEC do líder do governo no Congresso que pode incorporar até 50 mil servidores de ex-territórios à União

Na noite de terça-feira (12), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza a incorporação de até 50 mil funcionários públicos dos ex-territórios (Amapá, Roraima e Rondônia) ao quadro de pessoal da União foi aprovada por unanimidade no Senado, conforme relatado pela Folha. Esta PEC, originalmente apresentada em 2018 pelo senador Randolfe Rodrigues, membro da Rede no Amapá, e posteriormente recuperada por ele em março deste ano, enquanto atuava como líder do governo Lula (PT) no Congresso, agora segue para a Câmara dos Deputados após passar pelos senadores em dois turnos.

Essa medida representa a maior absorção de servidores dos ex-territórios, com o objetivo de acomodar cerca de 50 mil funcionários que não atendiam aos requisitos anteriores, de acordo com dados do Painel Estatístico de Pessoal citados pela Folha. A PEC busca viabilizar essa transição, flexibilizando os critérios para inclusão no quadro de servidores federais. O Ministério da Gestão e Inovação, liderado por Esther Dweck, já aprovou o enquadramento de 3.722 funcionários dos ex-territórios como servidores federais este ano.

A transformação dos ex-territórios em estados levou à admissão de seus funcionários como servidores estaduais. Entretanto, ao longo do tempo, várias PECs ofereceram a esses grupos a oportunidade de se tornarem servidores federais, o que implica em salários mais vantajosos. Como sempre, quem arca com os custos é o contribuinte.

Nikolas manda recado para Rosa Weber e destaca #abortonão

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Deputado postou vídeo nesta terça

Um recado foi deixado após a liberação para julgamento de uma ação que discute a legalização do aborto até a 12ª semana de gestação pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber.

O autor da ação é o PSOL, que solicitou ao STF que dois artigos do Código Penal que criminalizam a interrupção da gravidez até o terceiro mês não fossem considerados válidos, alegando incompatibilidade com a dignidade da pessoa humana e a cidadania das mulheres.

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A ministra ainda não estabeleceu a data de início do julgamento, mas este pode ocorrer antes de sua aposentadoria, programada para 2 de outubro. Espera-se que a medida seja apoiada pela presidente da Corte, pois, durante a análise de um caso na 1ª Turma da Corte em 2016, ela defendeu a tese de que o aborto nas 12 primeiras semanas de gravidez não constituiria um crime.

Sem redes sociais, Marcos do Val lamenta não poder prestar contas do mandato

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) criticou a suspensão de suas redes sociais por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Fe…

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) criticou a suspensão de suas redes sociais por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (12), o parlamentar lamentou não poder prestar contas aos eleitores há 120 dias e classificou a decisão de Moraes como “monocrática e totalmente questionável”. A motivação da ação seria a obstrução da investigação dos atos golpistas contra os três Poderes e a divulgação de documentos sigilosos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre os atos do 8 de janeiro.

— Tudo isso porque eu ousei apontar a prevaricação e a omissão de dois ministros nos eventos que culminaram na destruição do dia 8 de janeiro. Tudo isso porque eu ousei divulgar o relatório da Abin sobre esses eventos e o fiz, notem bem, apenas depois que esse relatório deixou de ser sigiloso. Tudo isso porque, desde o início dos trabalhos da CPMI, apontei que a relatora [senadora Eliziane Gama (PSD-MA)], que sequer assinou o requerimento para abertura da CPMI, era suspeita para estar como relatora, por ser próxima a dois ministros suspeitos.

Segundo o senador, a CPMI do 8 de janeiro está revelando “todos os fatos a que ele se referia na época e eram consideradosfake news“.

— Na sessão de hoje da CPMI, vieram à tona indícios de que o depoimento do general G. Dias foi combinado previamente com a relatora, exatamente como eu afirmei na época e que me imputaramfake news. Nunca foifake news,e estou sendo punido da mesma forma. Quem não quer ver a verdade sendo revelada não mede esforços para denegrir a minha imagem e tentar manchar a minha reputação.

Bancada do Agro prepara reação contra decisão do STF sobre desapropriação de propriedade produtiva

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Projeto busca proibir por Lei a desapropriação de terras produtivas que não estejam cumprindo sua função social

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou a possibilidade de desapropriação de terras produtivas que não cumpram sua “função social” está gerando uma resposta por parte da bancada do agronegócio na Câmara. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) demonstrou apoio ao projeto de lei apresentado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MT), que propõe uma emenda à Lei 8.629/1993, regulamentando a reforma agrária. O projeto de Nogueira busca proibir a desapropriação de terras produtivas que não estejam cumprindo sua função social, em resposta à decisão do STF, que tem gerado preocupações sobre a segurança da propriedade privada e a autonomia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na avaliação da função social das terras.

A atual Lei 8.629/1993 estabelece que a desapropriação de propriedades rurais que não cumprem a função social é possível, desde que se respeitem os dispositivos constitucionais. O projeto de Nogueira visa substituir essa disposição, afirmando explicitamente que terras produtivas não podem ser desapropriadas por interesse social para a reforma agrária, a menos que cumpram sua função social como terras produtivas. A controvérsia levantada pelo STF gira em torno da definição de “função social”, que envolve a utilização adequada dos recursos naturais, a preservação do meio ambiente e o cumprimento das leis trabalhistas dos empregados.

A decisão do STF resultou de uma ação movida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contra partes da regulamentação da reforma agrária prevista na Lei 8.629/1993. Este debate entre o Judiciário e o Legislativo ilustra a complexidade das questões relacionadas à reforma agrária e à propriedade rural no Brasil.

Oposição pode aprovar convocação e obrigar Dino a explicar sumiço de imagens

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Brasília (DF), 24/07/2023 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante coletiva de imprensa sobre ação da Polícia Federal em torno do inquérito que investiga a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Andreson Gomes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Oposição pode aprovar convocação e obrigar Dino a explicar sumiço de imagens

Em uma manobra política ousada, opositores ao governo Lula devem pautar o pedido de convocação do ministro da Justiça, Flávio Dino, que entregou apenas quatro imagens das 185 câmeras de segurança da pasta com as imagens das invasões ocorridas no dia 8 de janeiro de 2023. Como alternativa, o deputado Bibo Nunes (PL-RS) propôs a convocação de Flávio Dino na Comissão de Comunicação da Câmara, já que a oposição enfrenta dificuldades na CPMI do 8 de janeiro.

Se convocado, Flávio Dino não pode se recusar a ir, podendo sofre condução coercitiva se não aparecer sem apresentar um bom argumento para tal.

A comissão, presidida por Amaro Neto (Republicanos-RS), incluiu o pedido de convocação na agenda da reunião desta quarta-feira, com a oposição buscando garantir maioria de votos até o início da sessão. Flávio Dino havia justificado a falta de gravações alegando limitações de armazenamento no sistema do Palácio da Justiça, mas a oposição segue pressionando por respostas desde julho, sem sucesso até o momento, devido à maioria governista que controla a pauta na CPMI.