Legislativo susta ato do Executivo em favor dos condutores de ambulância

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A proposta foi aprovada com 10 votos favoráveis e nenhum contrário, obtendo, inclusive, apoio de aliados do governo

Foi aprovado na sessão desta quarta-feira (23), na Câmara Municipal de Macaé, o Projeto de Decreto Legislativo 012/2019, de autoria do vereador Marcel Silvano (PT). O objetivo é sustar a circular 01/2019, que alterou a carga horária dos condutores de ambulância do município, sem aviso prévio. Desde março de 2019, quando ocorreu a mudança na escala de trabalho, os servidores se mobilizam para cobrar o cumprimento da legislação que regulamenta a carga horária da categoria.

Além de Silvano, outros nove vereadores votaram favoráveis ao decreto: Marvel Maillet (Rede), Maxwell Vaz (SD), Renata Paes (PSC), José Prestes (Cidadania), Márcio Bittencourt (MDB), Robson Oliveira (PSDB), Julinho do Aeroporto (MDB), Cesinha (Pros) e Márcio Barcelos (MDB). O presidente Eduardo Cardoso (Cidadania) vota apenas em caso de empate.

Segundo o autor do decreto, é preciso acabar com a prática de desrespeito à legislação. “Pois toda vez que o governo age dessa forma, gera custos aos cofres públicos. Os servidores acabam entrando na Justiça e o governo é obrigado a pagar o que os trabalhadores têm direito de forma retroativa”.

O vereador fez um apelo ao presidente Eduardo para promulgar o decreto até a próxima semana, já que não cabe ao prefeito analisar ou vetar tal instrumento, que dependia apenas da aprovação do Legislativo. A lei entra em vigor na data da publicação no Diário Oficial.

Declarações de apoio

Julinho do Aeroporto e Márcio Barcellos defenderam o direito dos motoristas de ambulância e votaram a favor da categoria. “Fui a uma reunião com a secretária de Saúde, junto do vereador Márcio Bittencourt, para interceder pelos condutores de ambulância. Não poderia agir diferente agora”, informou Júlio.

Val Barbeiro (PHS) também declarou o seu apoio, no entanto se retirou do plenário momentos antes da votação. “Não vou me omitir, nem me esconder neste momento decisivo para os servidores”, disse Márcio Barcelos.

Oposição critica tratamento aos servidores

Com servidores em número suficiente para manter a escala de trabalho original, Maxwell criticou o que ele chamou de violação às leis vigentes. “A menos que esses trabalhadores estejam sendo desviados de função, não há qualquer justificativa para isso”.

Marvel parabenizou a articulação pacífica dos motoristas e conclamou os atletas a fazerem o mesmo para conseguirem que a Lei do Bolsa Atleta seja cumprida. Maillet ainda confirmou o desvio de função dos condutores. “Eles também fazem transporte de fezes, urina e sangue, mesmo sem EPI (Equipamento de Proteção Individual) e treinamento específico para manusear material biológico”.

Ampliado programa de valorização para todos os servidores da prefeitura

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Foto Tiago Ferreira

Maxwell, Marcel e Marvel apresentaram emendas ao texto da lei

A proposta da prefeitura que criava o Bolsa Falta Zero e o Bolsa Ideb para os profissionais da educação de Macaé foi ampliada aos demais trabalhadores efetivos. Com seis emendas da Câmara Municipal, o Projeto de Lei (PL) 011/2019, estabelecendo o Programa de Valorização dos Servidores, recebeu o voto favorável de todos os parlamentares presentes na sessão desta terça-feira (22). Agora, caberá ao prefeito sancionar ou vetar a lei modificada.

Nos últimos meses, o PL foi discutido em diversas ocasiões, sempre com parlamentares defendendo que a lei fosse assegurada a todos os profissionais da prefeitura, diferente do que previa o texto original. Se entrar em vigor, receberá o décimo quarto salário quem não tiver falta injustificada durante o ano.

Outra bonificação igual ao salário-base será dada para quem atua em unidades escolares que atingirem a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Para Marcel Silvano (PT), o Legislativo tomou posicionamento correto com as emendas.

“Estamos, desta forma, cumprindo o nosso papel. Há anos sem reajuste, os servidores sofrem com a desvalorização e o descaso do prefeito. Não poderíamos aprovar um programa que contemplasse somente uma categoria, pois estaríamos ferindo o princípio da isonomia”, disse.

Maxwell Vaz (SD), Robson Oliveira (PSDB) e José Prestes (PPS) também fizeram discursos em defesa das modificações no PL, incluindo ainda falas para que a Câmara mantenha o posicionamento caso o prefeito opte em devolver a proposta com vetos.

Emendas modificam a lei

Antes da votação, foram analisadas três emendas de Maxwell que modificaram o conteúdo da lei. “Substituímos a palavra ‘professor’ por ‘servidor efetivo’ nas citações do texto. Desta forma, não criamos uma categoria diferenciada”, justificou.

Na sequência, uma emenda de Marcel excluiu o artigo que tirava o direto a receber o Bolsa Ideb o servidor que estivesse respondendo a um processo administrativo disciplinar. “Se continuasse do jeito que estava, haveria uma forma de punição antecipada, pois o caso ainda estaria sendo analisado”, frisou o petista.

As duas modificações finais foram elaboradas em parceria de Marcel com Marvel Maillet (Rede). Antes, o Executivo não aceitaria a ausência do servidor em casos justificáveis, como doenças comprovadas por atestados médicos, óbitos de familiares de primeiro grau, exames preventivos, doação de sangue, entre outros. Com a emenda, apenas a falta sem a devida comprovação resultará na perda do décimo quarto salário.

Por fim, a última emenda foi voltada para os casos em que o registro do ponto biométrico apresente falha técnica no sistema de marcação, evitando prejudicar o trabalhador.

Todos os vereadores votaram favoráveis às mudanças e Marvel justificou as ressalvas feitas. “Apresentei emendas porque não seria justo um servidor perder o direito de receber a bonificação se fosse acometido de uma conjuntivite, por exemplo. É quase impossível passar o ano inteiro sem enfrentar algum imprevisto.”

Christino luta contra corte de verbas federais para a Assistência Técnica Rural

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O presidente da FPA Alceu Moreira convocou uma reunião, na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara, para discutir o assunto com parlamentares do agro que façam parte da Comissão de Orçamento. Vamos lutar para evitar esse corte - finalizou o deputado

As empresas de extensão rural do país são responsáveis pela execução da maioria das políticas públicas para o setor agropecuário, e , na maioria das vezes, são a única fonte de contato com novas tecnologias que o agricultor familiar tem acesso. De olho nessa realidade, o deputado federal Christino Áureo, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, defendeu nesta semana que o orçamento para secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), seja mantido.

 

Segundo o secretário adjunto da pasta, Márcio Cândido, a Lei Orçamentária enviada pelo Governo Federal para 2020 prevê um corte de 57% nos recursos para a área. Para Christino Áureo, o corte pode causar sérios riscos a produção de alimentos no país.

 

– Todos sabem que grande parte do alimento que consumimos vem da agricultura familiar. No estado do Rio, 94% das propriedades rurais têm menos de 100 hectares, mas obtêm ótima produtividade graças a um trabalho sério da empresa de assistência técnica, a Emater-RJ. A Região Serrana, por exemplo, ostenta índices de produtividade de frutas, legumes e verduras comparáveis às melhores práticas encontradas em vários países como Espanha, Israel, que são grandes produtores, com alto nível tecnológico. Na época que a região sofreu uma grande catástrofe, em 2011, quando houve perda das plantações por causa do temporal, foi a Emater que estava ali, apoiando cada produtor rural. Em menos de dois anos, as plantações estavam restabelecidas obtendo até mesmo ganho de produção – afirmou o deputado.

 

De acordo com Cândido, enquanto em 2019 os recursos para assistência técnica foram de R$ 118 milhões, o valor apresentado pela Secretaria de Orçamento e Finanças do Ministério da Economia para 2020 é de R$ 51 milhões. O orçamento todo da Secretaria de Agricultura Familiar também poderá cair de R$ 263 milhões para 141 milhões, um corte de 47%. Segundo Christino Áureo, a ideia da FPA, é estabelecer uma estratégia para a recomposição dos orçamentos do Ministério da Agricultura.

 

– O presidente da FPA Alceu Moreira convocou uma reunião, na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara, para discutir o assunto com parlamentares do agro que façam parte da Comissão de Orçamento. Vamos lutar para evitar esse corte – finalizou o deputado.erais para a Assistência Técnica Rural
Em: 20/10/2019

As empresas de extensão rural do país são responsáveis pela execução da maioria das políticas públicas para o setor agropecuário, e , na maioria das vezes, são a única fonte de contato com novas tecnologias que o agricultor familiar tem acesso. De olho nessa realidade, o deputado federal Christino Áureo, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, defendeu nesta semana que o orçamento para secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), seja mantido.

 

Segundo o secretário adjunto da pasta, Márcio Cândido, a Lei Orçamentária enviada pelo Governo Federal para 2020 prevê um corte de 57% nos recursos para a área. Para Christino Áureo, o corte pode causar sérios riscos a produção de alimentos no país.

 

– Todos sabem que grande parte do alimento que consumimos vem da agricultura familiar. No estado do Rio, 94% das propriedades rurais têm menos de 100 hectares, mas obtêm ótima produtividade graças a um trabalho sério da empresa de assistência técnica, a Emater-RJ. A Região Serrana, por exemplo, ostenta índices de produtividade de frutas, legumes e verduras comparáveis às melhores práticas encontradas em vários países como Espanha, Israel, que são grandes produtores, com alto nível tecnológico. Na época que a região sofreu uma grande catástrofe, em 2011, quando houve perda das plantações por causa do temporal, foi a Emater que estava ali, apoiando cada produtor rural. Em menos de dois anos, as plantações estavam restabelecidas obtendo até mesmo ganho de produção – afirmou o deputado.

 

De acordo com Cândido, enquanto em 2019 os recursos para assistência técnica foram de R$ 118 milhões, o valor apresentado pela Secretaria de Orçamento e Finanças do Ministério da Economia para 2020 é de R$ 51 milhões. O orçamento todo da Secretaria de Agricultura Familiar também poderá cair de R$ 263 milhões para 141 milhões, um corte de 47%. Segundo Christino Áureo, a ideia da FPA, é estabelecer uma estratégia para a recomposição dos orçamentos do Ministério da Agricultura.

 

– O presidente da FPA Alceu Moreira convocou uma reunião, na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara, para discutir o assunto com parlamentares do agro que façam parte da Comissão de Orçamento. Vamos lutar para evitar esse corte – finalizou o deputado.

Câmara vota hoje (23) parecer sobre Marco Legal do Saneamento Básico

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Em parecer, relator reforça a necessidade de cobrança de taxas para saneamento básico e a coleta e destinação do lixo, garantindo a sustentabilidade econômico-financeira dos serviços

Amanhã, 23 de outubro, a Câmara dos Deputados discutirá e votará o parecer do relator, deputado Geninho Zuliani (DEM/SP), do Projeto de Lei Nº 3.261/19, que atualiza o Marco Legal do Saneamento Básico. O texto, conforme o artigo 29, estabelece a cobrança de taxas, afirmando que “os serviços públicos de saneamento básico terão a sustentabilidade econômico-financeira assegurada por meio de remuneração pela cobrança dos serviços, sendo vedada a sobreposição de custos administrativos ou gerenciais a serem pagos pelo usuário final”. O manejo de resíduos sólidos, ou seja, coleta e destinação final correta, está incluso no artigo, criando meios para o fim dos lixões, que persistem em mais da metade dos municípios brasileiros.

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos Sólidos e Efluentes (Abetre), Luiz Gonzaga, defende essa cobrança e pode explicar o porquê de ela ser necessária para que consigamos criar condições de extinguir os lixões e criar os meios necessários para atendermos aos prazos estipulados na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Alerj aprova soltura de deputados presos na Lava Jato

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, nesta terça-feira (22), por 39 votos favoráveis e 25 votos contrários, a soltura de cinco deputados presos na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato.

Serão soltos os deputados André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Chiquinho da Mangueira (PSC) e Marcos Abrahão (Avante).

Eles foram beneficiados por decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu ser responsabilidade da Alerj a soltura ou a manutenção da prisão dos parlamentares. Eles estavam presos preventivamente desde outubro de 2018. A Furna da Onça investigou a corrupção entre deputados e empresas privadas, além do loteamento de cargos em órgãos públicos.

Os deputados não poderão reassumir os mandatos nem ocupar gabinetes. A soltura ainda terá de ser enviada ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e comunicada ao STF.

Jorge Gonçalves assume a nova Secretaria de Trabalho e Renda

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O governador Wilson Witzel deu posse, na segunda-feira (21), a Jorge Gonçalves da Silva como secretário de Trabalho e Renda, em cerimônia na Sala Cecília Meirelles, na Lapa. Desde o início da gestão, as funções da nova pasta eram desempenhadas por uma subsecretária da área de Desenvolvimento Econômico. A criação da secretaria, de acordo com o governador, tem o intuito de ajudar os trabalhadores a se adequarem ao novo mercado de trabalho, que passa por um momento de crise.

“Ao longo desses meses de governo, percebi que nós precisávamos dar protagonismo a uma área pública, que é de capital importância, e cuidar não só da geração de emprego, mas do novo trabalhismo. Hoje, o Brasil vive uma crise de identidade de trabalho e emprego. Estamos longe do nível de pleno emprego e muitos trabalhadores estão indo para a informalidade. O nosso grande desafio é capacitar essas pessoas para que elas consigam o trabalho formal, mas também para que tenham a oportunidade de empreender”, afirmou Witzel.

Bacharel em Direito e mestre em Administração Pública, o secretário Jorge Gonçalves disse que pretende trabalhar alinhado com as outras áreas do governo para garantir o êxito dos projetos e, consequentemente, prestar um melhor serviço para a população.

“Tenho acompanhado os números de desemprego do IBGE e vi que o Estado do Rio tem alcançado vitórias. O índice do estado foi reduzido e isso é muito importante quando se trata de uma população de 17 milhões de pessoas. O governo tem um foco especial para atender a principal fonte de desempregados, que são os mais jovens”, disse.

Disputa por por comando de partidos aponta pelo menos cinco candidatos

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André Longobard, Welberth, Maxwel, Silvinho e Dr. Aluizio

Faltando praticamente um ano para as eleições de 2020, a corrida pela sucessão começa a esquentar

As crises políticas que dominam os partidos desde Brasília, passando pelos estados e desaguando nos municípios, começam a agitar as peças no tabuleiro do xadrez político. Não é diferente no município de Macaé, onde nos últimos oito anos não despontou nenhuma liderança, sequer no meio empresarial, que despertasse o interesse dos eleitores para suceder o governo de Dr. Aluizio, deixando os bastidores agitados, esquentando a “guerra” pelas siglas partidárias, com o objetivo de aglutinar forças parar chegar ao poder.

Pelo menos cinco nomes dispostos a enfrentar os desafios de administrar o município que conta com um orçamento de quase R$ 2,5 bilhões, estão praticamente anunciados e a primeira disputa que é manter o domínio da sigla partidária, esquenta ainda mais a disputa porque as articulações até então consideradas definidas, estão sofrendo alterações e podem, ainda, sofrer mudanças, na abertura da “janela partidária”, a seis meses das eleições, quando o troca a troca pode trazer alterações no quadro.

O ex-prefeito Sylvio Lopes que sempre manteve o domínio do PSDB, exercendo o cargo de prefeito três vezes e duas como deputado federal, tem o nome de Silvinho Lopes como pré-candidato, mas uma virada de mesa nos últimos dias, acabou levando o prefeito Dr. Aluizio Junior ao comando da sigla tucana. Esta semana, o presidente do diretório regional do PSDB, Paulo Marinho, suplente do senador Flavio Bolsonaro, já confirmou os nomes dos novos membros da Comissão Provisória tucana nomeando Dr. Aluizio dos Santos Junior como presidente. Ainda sem anunciar oficialmente o nome de sua preferência, ele pretende dar o recado de que o sucesso de uma boa administração não se dá apenas por legados de obras faraônicas e sim pelo social, prometendo mais surpresas a partir deste mês. Silvinho Lopes pode articular com o DEM ou outro partido que ainda estão sendo alternativas para essa queda de braço não esperada.

O empresário André Longobardi que utiliza com persistência as redes sociais fazendo críticas à administração municipal, ao ver escapar de seu dominio a sigla até então pretendida, busca novo ninho mas garante que vai colocar seu nome no páreo. Outro que também desponta com sua pré-candidatura é o vereador Maxwel Vaz que também utiliza as redes sociais divulgando vídeos criticando a administração, se tornando além de ator político, um opositor do prefeito e pretendendo eleger o filho Rouan Vaz como seu sucessor na Câmara Municipal.
Aparecendo em todos os eventos e fazendo política corpo a corpo com muita disposição, o deputado estadual Welberth Rezende que imaginava contar com o apoio do governo para ser candidato, viu o barco afundar quando Dr. Aluízio decidiu entrar no PSDB e na briga para indicar e eleger o sucessor. Se lançada pelo prefeito a chapa com os nomes de Guto Garcia e Thales Coutinho, Welberth perde também o apoio do presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso. Hoje o segundo na linha sucessória com a renúncia do vice-prefeito Vandré Guimarães, foi Dr. Eduardo que articulou a candidatura de Welberth a deputado, mostrando seu forte relacionamento com Comte Bittencourt que deve pretender retornar à Assembleia Legislativa.

A lista poderá aumentar até a convenção partidária para indicar mais nomes. Embora o Partido Novo tenha listado o nome do empresário Francisco Navega como pré-candidato, ele nega sua pretensão e o Novo deve disputar vaga apenas para a Câmara Municipal. Mas não se deve deixar de fora o Partido dos Trabalhadores e outros da oposição em nível nacional, pela importância de disputar o cargo no município que se tornou importante, conhecido como Capital Nacional de Petróleo.

Restaurante popular: Câmara aprova gratuidade para idosos e deficientes

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Projeto de Paulo Antunes precisa ser sancionado pelo prefeito para entrar em vigor

Projeto de Paulo Antunes precisa ser sancionado pelo prefeito para entrar em vigor

Com a proposta de ampliar o alcance social do Restaurante Popular, a Câmara Municipal de Macaé aprovou, na sessão desta quarta-feira (16), o Projeto de Lei (PL) 139/2019, estabelecendo a gratuidade das refeições para idosos acima de 60 anos e deficientes físicos. Paulo Antunes (MDB), autor da iniciativa, contou com o voto favorável de todos os parlamentares presentes. Agora, a proposta segue para sanção ou veto do Executivo.

De acordo com dados da prefeitura, cerca de 1,9 mil almoços a R$ 1 são disponibilizados por dia, em imóvel localizado no bairro Aroeira. Durante a defesa do PL, Antunes ainda reforçou o pedido para que a prefeitura abra unidades no Lagomar, no Parque Aeroporto, na Barra de Macaé e no Miramar.

“Este é um programa de grande importância. Matar a fome com R$ 1 faz toda a diferença na vida de muitas pessoas, mas o valor pode pesar no orçamento ao final do mês, principalmente para os mais velhos e deficientes”, disse. O vereador do MDB também pediu uma negociação entre o governo e a Maçonaria, organização que administra o programa, para que o restaurante funcione aos finais de semana e feriados.

Antes do início da votação, os vereadores alertaram para o aumento do número de moradores de rua e de pessoas em vulnerabilidade social na cidade. Demonstrando emoção com o tema, Cristiano Gelinho (PTC) relatou as dificuldades que passou durante o período em que viveu fora do país. “Quando tentei a sorte nos Estados Unidos, senti na pele o que é a fome. E é algo muito cruel.”

Para o presidente Eduardo Cardoso (PPS), o Restaurante Popular é uma ação emergencial. “Hoje, muitos estão recorrendo ao local porque ficaram desempregados com a crise econômica. Fico preocupado com políticas que são exclusivamente assistencialistas e defendo que medidas a longo prazo sejam tomadas”, disse.

Legislativo macaense terá programa de estágio

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Câmara Municipal de Macaé - Wanderley Gil

Poderão participar da seleção estudantes de nível médio/técnico e superior

Foi aprovado na sessão desta quarta-feira (16), o Projeto de Resolução 07/2019, proposto pela Mesa Diretora, que institui o programa de estágio na Câmara Municipal de Macaé. O projeto ainda precisa ser regulamentado pela direção da Casa para só depois ser promulgado pelo presidente do Legislativo, Eduardo Cardoso (Cidadania). Após o cumprimento dessas etapas, ele poderá entrar em vigor e ser realizado o primeiro processo seletivo para o preenchimento de vagas nas diversas áreas da administração.

O programa funcionará nos termos da Lei Federal 11.788/208 com bolsa-auxílio de um salário mínimo para alunos de nível médio/técnico e um salário e meio para estudantes de nível superior. A carga horária será de 20 horas semanais. O estágio terá duração de 6 meses, podendo ser prorrogado por até dois anos. “Sonhei muito com esse projeto e gostaria que a Escola do Legislativo fosse a responsável pelo processo seletivo. Mas isso nós vamos estudar agora que o projeto foi aprovado”, declarou Eduardo.

O vereador Maxwell Vaz (SD) lembrou que no ano passado ele fez um requerimento solicitando à Mesa Diretora a criação de um programa de estágio para o Legislativo. “Parabenizo a Mesa pela importante ferramenta. Ainda não é o primeiro emprego, mas essa capacitação vai ajudar muitos jovens a ingressarem no mercado de trabalho”.

Outro vereador que destacou a importância da iniciativa foi Cesinha (Pros) que relatou a experiência do seu irmão que só conseguiu se graduar graças a bolsa que recebia pelo estágio. “Tantos estudantes precisam desse auxílio para concluírem sua faculdade.”

Já Luciano Diniz (MDB) frisou que essa experiência pode ajudar na empregabilidade: “Não resolve o problema do desemprego, mas apoia os cerca de 5 mil jovens que fazem graduação na cidade”.

Senado aprova, por unanimidade, projeto de divisão de recursos da cessão onerosa

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Divulgação

Única emenda apresentada foi rejeitada pelos parlamentares. Texto segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro

O plenário do Senado aprovou, na última terça-feira, por unanimidade, por 68 votos a favor, o projeto de lei que estabelece as regras para distribuição do dinheiro que será arrecadado com o megaleilão de petróleo para estados e municípios. Como não houve alteração em relação a proposta aprovada na Câmara, o projeto segue direto para sanção presidencial. A aprovação do projeto também deve garantir a votação do segundo turno da reforma da Previdência .
O governo espera arrecadar R$ 106,5 bilhões com o leilão, marcado para 6 de novembro, no RIo. Desse total, R$ 33,6 bilhões serão destinados à Petrobras pela revisão do contrato de cessão onerosa – que permitiu a licitação. Os estados ficarão com R$ 10,9 bilhões, e os municípios, também com R$ 10,9 bilhões.
O Rio receberá, no total, R$ 2,3 bilhões , por ser o estado que abriga os campos que serão leiloados. O dinheiro será distribuído após uma promessa feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, há cerca de um ano.
A aprovação do projeto é crucial para a votação da reforma da Previdência na Casa, que vinha tendo a discussão contaminada pela cessão onerosa. A análise da reforma em segundo turno está marcada para o dia 22, na última etapa antes das mudanças nas regras no sistema de aposentadorias passarem a valer.
A repartição do dinheiro arrecadado com o leilão entrou na fatura cobrada por parlamentares para aprovar a reforma da Previdência porque os senadores querem mais recursos para estados e municípios. A aprovação do projeto é uma garantia que o dinheiro chegará nas contas e é o primeiro item do pacto federativo, que irá aumentar os repasses federais.
O líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), disse que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pautou o projeto como condição prioritária para a votação da Previdência no dia 22.
– Vossa excelência puxou para si a responsabilidade de que a reforma da Previdência não seria votada se o pacto federativo não avançasse no Congresso Nacional – afirmou Bezerra, se dirigindo a Alcolumbre.
O projeto é fruto de um acordo fechado na semana passada, envolvendo Câmara e Senado, que estabeleceu um critério de divisão do dinheiro entre estados e municípios. O objetivo foi beneficiar tanto estados do Norte e do Nordeste quanto de Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Os prefeitos poderão os recursos livremente. Já os governadores terão que usar a sua fatia inicialmente para cobrir o rombo dos seus regimes de Previdência. O que sobrar, poderá ser usado para investimentos. O relatório aprovado pela CAE também manteve os requisitos para repartição entre os entes regionais que haviam sido definidos pela Câmara.
No caso dos estados, dois terços dos recursos serão distribuídos conforme coeficientes do Fundo de Participação dos Estados (FPE), critério que beneficia estados mais pobres, situados nas regiões Norte e Nordeste. O terço restante será dividido segundo índice que considera as regras da Lei Kandir, o que contemplará principalmente estados do Centro-Sul.
Já para os municípios, os recursos serão distribuídos de acordo com os coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que também beneficia principalmente cidades mais pobres.
Os senadores também rejeitaram uma emenda que pretendia dar mais R$ 2,1 bilhões para estados do Norte e Nordeste, além do Distrito Federal.
Mais dois projetos
Depois da aprovação do projeto, o governo terá pela frente dois outros desafios para concretizar os pagamentos e dar ainda mais segurança para o leilão. As transferências para a Petrobras e para os governos regionais não estão previstas no Orçamento.
 Por isso, o Palácio do Planalto enviará dois projetos com abertura de crédito especial com esse objetivo. O crédito é necessário para inserir essas despesas no Orçamento. Só depois da aprovação do texto, os pagamentos poderão ser feitos.
Dezenas de prefeitos acompanharam a votação nas galerias do Senado. Eles cobraram a votação rápida da proposta. O dinheiro extra é uma vitória especialmente para os prefeitos. O recurso reforçará o caixa das prefeituras em 2020, ano de eleições municípios.
– Esses recursos vão para os municípios para gerar emprego e renda, num momento que o Brasil precisa de investimento público – disse o líder do MDB, Eduardo Braga (AM).
O leilão foi viabilizado pela revisão do contrato da cessão onerosa, pelo qual a Petrobras , em 2010, recebeu da União o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo nessas áreas, como parte do seu processo de capitalização. Como estudos geológicos mostraram mais tarde que pode haver até 15 bilhões de barris ali, esse excedente será levado a leilão agora.