“Continuo achando que bandido não sobe a rampa”, diz Heleno sobre Lula

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O militar foi questionado sobre uma fala dada no final do ano passado, onde ele disse “não” a bolsonaristas que o perguntaram se “bandido sobe a rampa”, em referência ao presidente Lula

General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo de Jair Bolsonaro, compareceu hoje à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, onde reiterou sua polêmica declaração anterior. Em sua resposta às indagações dos parlamentares, Heleno manteve a posição de que “bandido não sobe a rampa”, uma afirmação feita em resposta a bolsonaristas que questionaram sobre a possibilidade de o presidente Lula retornar ao poder. Esta afirmação provocou aplausos de parlamentares da oposição durante o depoimento.

Durante o interrogatório, o general assegurou que nunca discutiu assuntos eleitorais com seus subordinados no GSI e enfatizou que encerrou suas funções ministeriais no último dia de dezembro, ressaltando sua inaptidão para prestar esclarecimentos sobre os eventos do 8 de janeiro. Por fim, Heleno negou ter participado do acampamento no QG do Exército em Brasília, classificando-o como uma “manifestação política e pacífica” que não despertou seu interesse.

Veja:

Senado está “ávido” por discutir o fim da reeleição, diz Pacheco

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Presidente do Senado defendeu que o debate sobre o assunto seja incluído na apreciação da minirreforma eleitoral pelos senadores

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), revelou o interesse do Senado em discutir o fim da reeleição para cargos do Executivo durante a análise da minirreforma eleitoral, já aprovada pela Câmara dos Deputados. Pacheco argumentou que a reeleição não tem sido benéfica para o país e levantou questionamentos sobre seu impacto positivo. Durante uma conferência da Federação Interamericana das Empresas de Seguros no Rio de Janeiro, o senador enfatizou a necessidade de debater o tema, destacando como a reeleição pode limitar a autonomia dos mandatários na tomada de decisões.

Rodrigo Pacheco ressaltou que não tem pressa em pautar a votação da minirreforma, que precisa ser sancionada até o dia 6 de outubro para valer nas eleições do próximo ano. Além de abordar a possível eliminação da reeleição, o presidente do Senado defendeu a extensão dos mandatos de quatro para cinco anos e a sincronização das eleições federais, estaduais e municipais como medidas para reduzir o que ele chamou de “estado eleitoral permanente”. Luís Roberto Barroso, que assumirá a presidência do STF nesta semana, também se pronunciou no evento, destacando que a segurança jurídica será central em sua gestão à frente do tribunal.

Além de super-ricos, governo precisa taxar empresas de médicos e advogados, afirma Arminio Fraga

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O governo enviou em agosto ao Congresso propostas para taxar fundos exclusivos e investimentos fora do país

O economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central, se posicionou a favor das propostas do governo brasileiro para aumentar impostos sobre os super ricos. Em entrevista à BBC News Brasil, Fraga criticou a atual estrutura tributária do país, onde os mais ricos pagam menos impostos que os mais pobres, devido a uma carga tributária pesada sobre o consumo e leve sobre rendas elevadas. Para ele, as medidas propostas, que incluem a taxação de fundos exclusivos e investimentos no exterior, são necessárias para corrigir as alíquotas “hiper baixas” e trazer mais justiça ao sistema.

No entanto, Fraga também destacou que outras medidas são igualmente importantes para corrigir a desigualdade no sistema tributário, como a revisão de regimes especiais que permitem que empresas com alto faturamento paguem poucos impostos. Ele ressaltou que a resistência no Congresso é um obstáculo para aumentar os impostos sobre esse grupo. Fraga expressou a crença de que, em algum momento, questões éticas podem influenciar uma revisão desses regimes especiais, e ele acredita que isso poderia ocorrer em um governo do PT.

Além disso, Arminio Fraga abordou seus investimentos em reflorestamento com a empresa re.green e destacou a importância da regulamentação do mercado de crédito de carbono pelo Congresso, enfatizando a necessidade de que esse mercado se integre ao mercado internacional. Ele ressaltou que é essencial evitar protecionismos para garantir que as empresas brasileiras possam competir internacionalmente no setor de créditos de carbono.

Investigação do CNJ contra a Lava-Jato é vingança com motivação política, diz Moro

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Moro alegou que o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, não possui a atribuição adequada para lidar com esse assunto e sugeriu que a decisão foi motivada por vingança

O senador e ex-juiz Sergio Moro fez uma visita ao plenário do Senado para expressar sua crítica à decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O CNJ determinou a abertura de uma investigação sobre sua conduta durante a Operação Lava Jato. Moro alegou que o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, não possui a atribuição adequada para lidar com esse assunto e sugeriu que a decisão foi motivada por vingança.

Durante seu discurso, Moro destacou a ironia da situação, observando que a investigação se baseia em seu trabalho na Operação Lava Jato, que resultou na devolução de mais de R$ 2 bilhões à Petrobras por meio de contas judiciais da 13ª Vara federal de Curitiba. Ele enfatizou que os valores totais recuperados pela Petrobras ultrapassaram R$ 6 bilhões, incluindo recursos obtidos de diversas fontes. Moro concluiu afirmando que é algo inédito no mundo um juiz ser investigado por cumprir sua missão e devolver o dinheiro tirado dos infratores à vítima.

Girão volta a criticar governo por suposto banheiro unissex

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Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Ao discursar no Senado nesta segunda-feira (25), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a criticar o governo do presidente Lula. Para o senador, …

Ao discursar no Senado nesta segunda-feira (25), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) voltou a criticar o governo do presidente Lula. Para o senador, Lula defende o aborto, a maconha, valores contra a família e é amigo de ditadores. Como exemplo de pautas que seriam contrárias à família, Girão citou o suposto banheiro unissex em escolas e disse que o governo estáse valendo do aparato estatal para fazer avançar a agenda de gênero nas escolas, inclusive envolvendo estudantes menores de idade. Na avaliação de Girão, trata-se de um estelionato eleitoral, já que, na campanha do ano passado, Lula teria dito ser contra a maconha, o aborto e outras pautas.

— Quando a gente tentava dizer isso, o TSE multava a gente. A verdade pode demorar, mas aparece — registrou o senador, que também criticou a saída do Brasil do Consenso de Genebra, declaração assinada em 2020 em que governos de dezenas de países condenam o aborto.

Girão ainda criticou a iniciativa do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, de acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra a divulgação do que a pasta classifica de fake news — já que, segundo o ministro, a orientação sobre banheiros( Resolução 2/2023 , do Conselho Nacional dos Direitos das PessoasLGBTQIA+)não é de autoria do ministério, como divulgado pelos deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) eFilipe Barros (PL-PR)nas redes sociais, e não cita banheiros unissex, e sim “de uso individual”, independente de gênero. Para Girão, o fato de não ter a palavra unissex na orientação sobre banheiros não passa de “eufemismo”.

— O governo quer, sim, a destruição da família, as drogas e a libertinagem completa. Esse governo é uma farsa. Não estamos mais numa democracia no Brasil — afirmou.

Em aparte, o senador Sérgio Moro (União-PR) também criticou o governo. Para ele, é preciso garantir a imunidade das declarações dos parlamentares. Moro acrescentou que Lula é propagador de fake news e classificou o governo como “arbitrário”.

Argentina

Girão também relatou que esteve na Argentina no último fim de semana em um evento que teve como tema a “defesa da democracia”. Ele disse que vai falar mais sobre o assunto no discurso desta terça-feira (26), mas adiantou que vai denunciar “arbitrariedades” tanto do governo Lula quanto do STF.

Izalci critica postura do governo com empresários e pede cautela com reforma

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O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) expressou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), preocupação com a política econômica do país e …

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) expressou, em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (25), preocupação com a política econômica do país e a relação do governo com o setor empresarial. O parlamentar destacou a importância de o Poder Executivo construir um diálogo positivo para incentivar o desenvolvimento e a geração de empregos. Para Izalci, o governo deveria adotar uma postura que não “atrapalhe” a economia e as empresas, em vez de “criar obstáculos”.

Segundo Izalci, o atual texto da reforma tributária (PEC 45/2019) pode gerar impactos negativos para empresários, profissionais liberais e consumidores. Ele defendeu uma análise mais ampla e cautelosa da proposta para evitar o aumento de tributos.

— O governo não pode atrapalhar a nossa economia […] Só quem é empresário sabe o que é isso. Eu acho que esses ministros, ou todos que têm essa autonomia de meter a caneta, deviam ser empresários por pelo menos um ano, para saber o que é pagar o imposto no quinto dia útil […] nós estamos discutindo [ na reforma tributária] apenas o IVA, substituindo o ISS, o ICMS, o IPI, a Cofins e o PIS. O resto virá. Querem acabar com o setor empresarial, aquele que alimenta, que gera emprego e gera renda — disse.

O senador também abordou as mudanças feitas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ressaltando seu posicionamento contrário à medida. Ele argumentou que o Carf, como instância administrativa, deve garantir equilíbrio.

— O Carf, como tem também nos estados, é um recurso administrativo em que você tem os representantes do governo, que são os auditores fiscais, que arrecadam, que fiscalizam, e você tem do outro lado os representantes da sociedade, a maioria deles da representação empresarial […] O ministro Haddad agora disse que o Carf é mais ou menos assim: quatro auditores fiscais de um lado e quatro detentos do outro. Esse é o Carf que ele imagina. Ele esqueceu de dar um exemplo, por isso que a gente tem que acompanhar também a história — enfatizou.

Bolsonaro diz o que o PL precisa fazer em São Paulo

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O PL em São Paulo rifou o deputado Ricardo Salles (PL) da disputa para a Prefeitura no próximo ano, negociando uma aliança com Nunes, o que gera desconfiança na base bolsonarista

Bolsonaro, em videoconferência durante a CPAC, destacou a necessidade do PL resolver questões em São Paulo visando as eleições de 2024. Isso ocorre após desentendimentos com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), com quem tem se reaproximado. O PL em São Paulo rifou o deputado Ricardo Salles (PL) da disputa para a Prefeitura no próximo ano, negociando uma aliança com Nunes, o que gera desconfiança na base bolsonarista. A relação entre Bolsonaro e Nunes tem sido instável, com declarações ambíguas por parte do prefeito, que agora almeja o apoio do ex-presidente para sua reeleição.

No evento em Belo Horizonte, Bolsonaro enfatizou a importância da união da direita, mencionando que historicamente ela sempre esteve unida, mas a necessidade de ajustar o rumo político. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também ressaltou a necessidade da direita trabalhar em conjunto nas eleições municipais do próximo ano. Entretanto, Fábio Wajngarten, assessor de Bolsonaro, criticou essa ideia de unificação, afirmando que muitos que a propõem não agem em prol da “direita”. O cenário político segue movimentado, com diversos pré-candidatos sendo cotados para a Presidência em 2026, após Bolsonaro se tornar inelegível de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Magno Malta ensina como lidar com esquerdistas e viraliza na rede. Veja vídeo

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Durante seu discurso, o senador, que professa a fé evangélica, fez referência ao versículo de Provérbios 22:6

No último domingo (24), o senador Magno Malta (PL-ES) participou do CPAC Brasil, realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde abordou uma série de temas, com destaque para suas palavras direcionadas aos pais. Durante seu discurso, o senador, que professa a fé evangélica, fez referência ao versículo de Provérbios 22:6 que aconselha: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele”. Malta também mencionou uma pesquisa científica que ressalta a importância dos primeiros 1.000 dias de vida de uma criança, destacando a necessidade de transmitir valores morais desde cedo.

“Estamos gastando nossa energia com esquerdistas”, alertou o parlamentar, enfatizando que tentar convencer aqueles que têm visões contrárias é uma tarefa árdua e muitas vezes infrutífera. Ele encorajou os pais a concentrarem seus esforços na educação das gerações futuras, ressaltando que não se trata de resgatar a juventude atual, mas sim de ensinar as crianças a trilhar o caminho da retidão. Para isso, Malta sugeriu que as famílias coloquem a bandeira do Brasil em suas casas, entoem o hino nacional e sirvam de exemplo para que seus filhos cresçam como conservadores, seguindo valores morais e cívicos.

Pacheco mantém no fundo da gaveta 21 pedidos de impeachment contra Moraes

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O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) também manifestou sua preocupação quanto à demora na apreciação desses pedidos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontra-se no centro de um debate político que já se estende desde 2021. Nesse período, foram protocolados nada menos que 21 pedidos de impeachment contra o magistrado, e todos eles permanecem aguardando uma análise por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Entre esses pedidos, destaca-se aquele apresentado em março de 2021 pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que contou com o apoio de outros parlamentares. O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) também manifestou sua preocupação quanto à demora na apreciação desses pedidos, ressaltando a falta de ação por parte da Mesa da Casa, que até o momento não incluiu o tema na pauta.

Outros ministros do STF também estão sob escrutínio, somando um total de pedidos de impeachment. O senador Roberto Barroso acumula 17 pedidos, Gilmar Mendes possui 5, enquanto Cármen Lúcia é alvo de três pedidos. Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber contam com uma solicitação cada. Além disso, há um pedido de impeachment coletivo, mostrando a crescente tensão entre o Legislativo e o Judiciário no país. Os números revelam um cenário de intensa contestação em relação ao Supremo Tribunal Federal.

Enquanto os pedidos de impeachment aguardam uma resposta, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) permanece em espera. A PEC 16/2019 visa acabar com o cargo vitalício dos ministros da Suprema Corte, propondo um mandato de oito anos, sem possibilidade de recondução, e estabelecendo um prazo de 30 dias para que o presidente da República indique um substituto em caso de vacância. O senador argumenta que a longevidade no cargo contribui para que os ministros excedam suas funções e prerrogativas. Com todas essas questões em pauta, o Senado brasileiro enfrenta um momento crucial de debates e tomadas de decisão em relação ao poder judiciário do país.

Deputada de extrema-esquerda pode perder o mandato por ameaça de agressão contra Nikolas Ferreira

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Durante o debate, Feghali ameaçou fisicamente o deputado federal Nikolas Ferreira, chamando-o de “moleque” e declarando que ele “veria o que tomaria pela cara”

O Partido Liberal (PL) tomará medidas legais contra a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) após a polêmica ocorrida durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Durante o debate, Feghali ameaçou fisicamente o deputado federal Nikolas Ferreira, chamando-o de “moleque” e declarando que ele “veria o que tomaria pela cara”. O incidente resultou na decisão do PL de representar a deputada por quebra de decoro parlamentar, o que coloca em risco seu mandato.

A representação contra Jandira Feghali foi anunciada por Nikolas Ferreira, que expôs a ameaça em suas redes sociais. Em sua postagem, o deputado afirmou que foi ameaçado pela deputada do Partido Comunista do Brasil e que o PL aguarda o recebimento da representação pela Comissão de Ética, que deverá tomar as medidas apropriadas diante do ato violento cometido por Feghali. A discussão entre os parlamentares revelou o clima acirrado que tem marcado os debates na CPMI do 8 de janeiro.