Relatora nega liminar para obrigar Ministério da Justiça a fornecer mais imagens do 8 de janeiro

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No mandado de segurança impetrado contra o ministro da Justiça, os parlamentares – todos integrantes da CPMI – alegam que os apontados requerimentos não foram integralmente cumpridos, pois não foi disponibilizado o conteúdo de todas as câmeras do ministério no período

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Regina Helena Costa indeferiu a liminar requerida por 16 senadores e deputados federais dos partidos PL, Republicanos, Novo, União Brasil e PP para que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, entregasse todo o conteúdo captado e gravado pelas câmeras do sistema de segurança e monitoramento do Palácio da Justiça nos dias 7 a 9 de janeiro de 2023, consoante requerimentos aprovados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) instaurada para investigar os atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, nas sedes dos Três Poderes da República.

No mandado de segurança impetrado contra o ministro da Justiça, os parlamentares – todos integrantes da CPMI – alegam que os apontados requerimentos não foram integralmente cumpridos, pois não foi disponibilizado o conteúdo de todas as câmeras do ministério no período. Defendem a existência de direito líquido e certo ao acesso de todo o conteúdo captado, com fundamento nos artigos 37, caput, e 58, parágrafo 3º, da Constituição da República; 2º da Lei 1.579/1952; 21 e 22 da Lei 12.527; e 148 do Regimento Interno do Senado Federal.

Para a ministra Regina Helena, no entanto, não ficou demonstrada deliberada omissão por parte do ministro no fornecimento das imagens solicitadas, ensejando o indeferimento do pedido liminar.

Liminar exige fundamento relevante e demonstração de risco

A relatora afirmou não ter verificado, no pedido, os pressupostos para a concessão da liminar: fundamento relevante (fumus boni iuris) e risco para a eficácia do mandado de segurança caso ele venha a ser concedido (periculum in mora).

Segundo destacou, o ministro da Justiça informou no processo que o contrato com a empresa responsável pelas câmeras de segurança, firmado em 2018, prevê o armazenamento das imagens para possíveis auditorias por, no mínimo, 30 dias, após os quais pode ocorrer automaticamente o processo de regravação. Com base nesse amparo contratual, foram preservados apenas os registros indicados como relevantes pelas autoridades competentes, dentro do prazo, para a instrução dos inquéritos policiais em curso, todos já encaminhados à CPMI.

Além disso, destacou que na página da CPMI no site do Senado, é possível verificar que os respectivos trabalhos seguem sendo regularmente realizados, com termo final previsto para 20.11.2023, afastando o perigo de dano pelo não deferimento do pedido de liminar.

Ampliação do pedido inicial para acesso aos equipamentos de filmagem

Após as explicações do ministério, os parlamentares requereram acesso também aos “equipamentos utilizados para a gravação das imagens” e ao “relatório circunstanciado dos procedimentos já ultimados na tentativa de recuperação das imagens”.

Na avaliação da ministra, o pedido aparenta mudança dos limites traçados no pedido inicial do mandado de segurança, o que não é permitido pela jurisprudência do STJ. De acordo com a análise da relatora, a nova manifestação, ao demandar acesso aos instrumentos de gravação e recuperação de imagens, incluiu pedidos sobre os quais não houve requerimento da CPMI nem registro de ação ou omissão por parte do ministro da Justiça, razão pela qual não é possível sua análise no mesmo processo.

Negada a liminar, o mérito do mandado de segurança ainda será julgado pela Primeira Seção.

Esta notícia refere-se ao(s) processo(s):MS 29616

“Pancadaria do bem”: Congresso do PSOL de Boulos termina com troca de socos no palco. Veja o vídeo.

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As imagens revelam um homem desferindo um soco em outro indivíduo enquanto ambos estavam no palco do evento

Brasília – A convenção nacional do PSOL, que ocorreu no último domingo (1º), encerrou-se de maneira tumultuada, deixando militantes do partido envolvidos em um episódio de confusão registrado em vídeos compartilhados nas redes sociais. As imagens revelam um homem desferindo um soco em outro indivíduo enquanto ambos estavam no palco do evento.

No vídeo, a gritaria é intensa e diversas pessoas tentam desesperadamente separar os envolvidos no tumulto. Uma voz ao microfone implora: “Isso não, companheiros, por favor”.

Além da desordem, o congresso teve a historiadora Paula Coradi eleita como presidente do PSOL, marcando uma vitória significativa para o grupo liderado pelo deputado federal Guilherme Boulos. Embora o motivo do confronto não tenha sido informado, o presidente do partido, Juliano Medeiros, emitiu uma nota confirmando o incidente. Ele ressaltou, no entanto, que a briga não afetou o curso do encontro, que concluiu suas atividades com a eleição da nova liderança e a aprovação de todas as resoluções planejadas.

Veja o vídeo:

Davi Alcolumbre deixa indicações de Lula ao STJ no fundo da geladeira

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Até o momento, não há qualquer sinalização de que Davi Alcolumbre, figura influente no Senado, esteja disposto a agendar a sabatina para os indicados de Lula

Há um mês, as indicações de Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) permanecem em um impasse no Senado. O presidente anunciou, no início de setembro, os nomes dos desembargadores Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, e Teodoro Silva Santos, do Tribunal de Justiça do Ceará, para ocupar as vagas de Jorge Mussi e do falecido Paulo de Tarso Sanseverino. Além disso, Lula indicou a advogada Daniela Teixeira para a vaga deixada pelo ministro Félix Fischer, que se aposentou.

No entanto, até o momento, não há qualquer sinalização de que Davi Alcolumbre, figura influente no Senado, esteja disposto a agendar a sabatina para os indicados de Lula. A falta de movimentação no processo tem gerado especulações sobre a possibilidade de Alcolumbre buscar um nome próprio para a corte, reforçando o impasse em torno das indicações presidenciais. O cenário político se complica ainda mais diante do fracasso da fusão entre o PP e o União Brasil, acrescentando um elemento de incerteza à equação.

O futuro das nomeações para o STJ permanece indefinido, enquanto a tensão política aumenta no cenário nacional. Resta aguardar os próximos passos de Davi Alcolumbre e como ele poderá influenciar a formação do tribunal nos próximos meses.

Direita e conservadores farão mais uma semana de obstrução na Câmara contra pautas nocivas do governo Lula

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Esse embate acontece em meio a uma série de confrontos entre o Congresso Nacional e o STF

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) fez uma previsão na manhã desta segunda-feira, 2, de que o impasse na Câmara dos Deputados, resultado da obstrução promovida por opositores e parlamentares de direita, terá uma continuidade de, pelo menos, mais uma semana. Esse embate acontece em meio a uma série de confrontos entre o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal), envolvendo julgamentos em andamento na Corte, tais como o aborto, descriminalização do porte de maconha para uso pessoal e o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, o 2º vice-presidente da Câmara também atribuiu a responsabilidade pela suposta “usurpação de competência” do STF à base governista.

Na última semana, as tensões entre o Congresso Nacional e o STF atingiram um novo patamar, quando mais de 20 frentes parlamentares se uniram para repudiar as decisões da Suprema Corte relacionadas à descriminalização das drogas e do aborto. Em pronunciamento no Salão Verde da Câmara dos Deputados, presidentes de 22 frentes parlamentares expressaram seu descontentamento com o que chamam de “usurpação de competências” por parte do Supremo. Os parlamentares consideram que a Corte está violando as prerrogativas do Legislativo ao debater assuntos controversos, como o marco temporal, que foi rejeitado pelo STF. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, Pedro Lupion (PP), destacou que é responsabilidade do Legislativo proteger suas competências e atribuições. Esse movimento resultou na decisão de obstruir votações como forma de protesto contra as decisões do STF e para pressionar por pautas que questionem a Suprema Corte.

No dia seguinte, o recém-empossado presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, negou que haja uma crise entre o Congresso Nacional e o Supremo. Durante uma conversa com jornalistas, Barroso respondeu a perguntas sobre os temas prioritários da pauta do Judiciário e comentou o movimento de obstrução promovido por parlamentares em crítica às decisões do plenário, especialmente em relação ao julgamento do marco temporal para demarcação das terras indígenas e da descriminalização do porte de drogas para consumo pessoal. Para o presidente do STF, as divergências fazem parte da democracia, e o caminho a ser seguido é o “diálogo e a boa-fé”.

Tarde demais para acordar? Parlamentares querem de volta atribuições “usurpadas” pelo STF

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Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

Parlamentares classificam as ações do STF como uma “invasão de Poderes”, desencadeando crises e obstruções nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Quem apostava que a retirada do ex-presidente Bolsonaro do poder rearmonizaria a relação entre os poderes da República se enganou redondamente. O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) têm enfrentado um crescente conflito nos últimos meses, em contraposição ao inicial discurso de união entre os presidentes da Câmara e do Senado. A causa principal desse atrito reside nos julgamentos de temas altamente controversos no STF, como o marco temporal das terras indígenas, a legalização do aborto até 12 semanas de gestação e a descriminalização do porte e posse de drogas.

Parlamentares classificam as ações do STF como uma “invasão de Poderes”, desencadeando crises e obstruções nas votações da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Na semana anterior, a tensão atingiu seu ápice, com deputados e senadores de 22 frentes parlamentares, juntamente com os partidos PL e Novo, anunciando sua decisão de obstruir as votações. Como resultado, sessões foram canceladas e votações adiadas, impactando o funcionamento das casas legislativas.

O novo presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, rejeita a ideia de conflito entre os Poderes e enfatiza a necessidade de relações institucionais baseadas no diálogo e na boa-fé. Enquanto isso, líderes do Congresso, como Altineu Côrtes e Pedro Lupion, argumentam que o STF está ultrapassando seus limites ao julgar questões que deveriam ser competência do Legislativo. Esse impasse lança incertezas sobre as relações entre os Poderes e a condução de pautas cruciais para o país.

Campos não contará com voos diretos vindos do Aeroporto Santos Dumont a partir de domingo

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Mudança foi justificada devido às restrições de capacidade operacional impostas ao aeroporto / Foto: Crédito: Divulgação/infraroi.com.br/

Mudança foi justificada devido às restrições de capacidade operacional impostas ao aeroporto

A Azul, uma das principais companhias aéreas do Brasil, anunciou mudanças significativas em suas operações de voos partindo do Aeroporto Santos Dumont. A partir de 1º de outubro de 2023, a empresa suspenderá os voos diretos do aeroporto localizado no Rio de Janeiro, para diversos destinos, incluindo Campos dos Goytacazes (RJ), devido às restrições de capacidade operacional impostas ao aeroporto.

Vale ressaltar que atualmente, a companhia é a única a disponibilizar voos diretos do aeroporto carioca para a cidade localizada no Norte do Estado. Portanto, a partir deste domingo (01), não haverá mais essa possibilidade.

Em resposta a essas limitações, a Azul suspenderá temporariamente os voos diretos do Santos Dumont para as seguintes cidades:

  • Brasília (DF)
  • Campos dos Goytacazes (RJ)
  • Florianópolis (SC)
  • Maceió (AL)
  • Porto Seguro (BA)
  • Vitória (ES)

Além disso, a partir de 29 de outubro de 2023, a Azul também suspenderá os voos diretos do aeroporto para Goiânia (GO).

A companhia informou que os passageiros afetados por estas alterações receberão toda assistência necessária. Os portadores de passagens nas rotas suspensas receberão atendimento de acordo com as diretrizes previstas na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Isso inclui reacomodação em voos alternativos da Azul ou reembolso total do preço da passagem.

A Azul destaca ainda que, como empresa competitiva e atenta ao mercado, está sempre em busca de oferecer a melhor experiência de viagem aérea no Brasil.Fonte: Ururau

Por site Ururai

Deputado petista apoia PEC que limita poderes do STF

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A iniciativa, liderada por grupos políticos conservadores, especialmente da bancada ruralista, surgiu em resposta às recentes decisões do STF, incluindo aquela que derrubou a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa limitar os poderes do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a assinatura de apenas um membro do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados.

O autor da PEC, o deputado Domingos Sávio (PL-MG), conquistou o apoio de 175 parlamentares, superando o mínimo exigido de 171 assinaturas. A iniciativa, liderada por grupos políticos conservadores, especialmente da bancada ruralista, surgiu em resposta às recentes decisões do STF, incluindo aquela que derrubou a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas.

O único representante do PT que endossou essa proposta foi o deputado Elton Welter, do Paraná. Welter, que anteriormente serviu como deputado estadual no estado, dedicou seu mandato à defesa da agricultura familiar, mostrando assim um posicionamento que diverge do restante de seu partido em relação a essa PEC.

O que esperar do embate entre Congresso e STF?

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As tensões entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário atingiram um ponto crítico, com o Supremo Tribunal Federal (STF) frequentemente no centro das controvérsias

Vivemos em tempos turbulentos no Brasil, e a crise institucional que se desenha à nossa frente não pode ser adiada. As tensões entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário atingiram um ponto crítico, com o Supremo Tribunal Federal (STF) frequentemente no centro das controvérsias. A liberdade de expressão e o equilíbrio entre os poderes estão em xeque, e é fundamental discutir como chegamos até aqui e para onde o Brasil está indo.

Desde a decisão de soltar o ex-presidente Lula, o Brasil testemunhou um agravamento constante das tensões políticas e institucionais. O Congresso Nacional declarou greve e apresentou uma PEC para conter o poder do STF, sinalizando a profundidade da crise. A polarização ideológica e as disputas políticas estão minando a estabilidade do país, e é importante avaliar como chegamos a esse ponto.

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O STF, uma instituição fundamental para a democracia brasileira, tem sido criticado por muitos como agindo de maneira arbitrária e autoritária. As decisões da corte têm gerado controvérsias, desde restrições à liberdade de expressão até intervenções em questões legislativas. É crucial que as instituições públicas atuem de maneira imparcial e dentro dos limites de suas competências.

A recente mobilização do Congresso Nacional para conter o poder do STF levanta questões fundamentais sobre a divisão de poderes e a democracia brasileira. A proposta de uma PEC que permita ao Congresso anular decisões do STF com uma maioria de 3/5 é um reflexo do desejo de reequilibrar as instituições. No entanto, é importante lembrar que soluções simples podem não resolver problemas complexos.

Esta crise institucional exige uma reflexão profunda sobre o papel do Estado e a liberdade individual. É um momento para debatermos o que é justo, o que é certo e como podemos construir um Brasil mais estável e livre. Precisamos aprender com os erros do passado e buscar soluções que fortaleçam nossas instituições democráticas.

A tempestade está sobre nós, mas não podemos perder a oportunidade de aproveitar este momento para repensar o Brasil. Devemos honrar todos os brasileiros que estão sofrendo com essa crise, trabalhando juntos para construir um país mais justo, equilibrado e próspero. A crise é uma oportunidade para aprender e evoluir, garantindo que não repitamos os erros do passado.

Vamos acompanhar de perto os desdobramentos desta crise, torcendo para que o Brasil encontre seu caminho rumo a uma sociedade mais democrática e livre. O futuro está em nossas mãos, e é nossa responsabilidade moldá-lo de forma positiva.

PEC: Permuta de juízes e perda de nacionalidade serão promulgadas na terça

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Está agendada para a terça-feira (3), às 15h, sessão solene do Congresso Nacional para a promulgação de duas novas emendas à Constituição. Uma dela…

Está agendada para a terça-feira (3), às 15h, sessão solene do Congresso Nacional para a promulgação de duas novas emendas à Constituição. Uma delas (a Emenda Constitucional 130) cria a possibilidade de permuta entre juízes estaduais de diferentes tribunais. A outra (Emenda Constitucional 131) extingue a possibilidade de perda da nacionalidade originária para os brasileiros que adquiram outra nacionalidade.

A EC 130 tem origem na PEC 162/2019 , da então deputada federal Margarete Coelho (PI). O texto que será promulgado estabelece a possibilidade de permuta de juízes estaduais “de comarca de igual entrância, dentro do mesmo segmento de Justiça, inclusive entre os juízes de 2º grau, vinculados a diferentes tribunais, na esfera da Justiça estadual, Federal ou do Trabalho”. A mudança valerá apenas para a permuta entre juízes, não alterando o sistema de remoção a pedido. A medida foi sugerida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Atualmente apenas juízes federais e do Trabalho podem pedir permuta. Juízes estaduais já podem mudar de comarca dentro de um mesmo tribunal de Justiça, mas devem ser aprovados em novo concurso público se quiserem atuar em outro estado. A permuta exige a concordância dos magistrados envolvidos.

Nacionalidade mantida

Atualmente a Constituição prevê a perda de nacionalidade brasileira em caso de aquisição de nova nacionalidade, com apenas duas exceções: se a lei do outro país reconhecer a nacionalidade originária ou se impuser a naturalização como condição para a permanência no país. Com a mudança promovida pela Emenda Constitucional 131, o cidadão apenas perderá a nacionalidade brasileira se fizer um pedido expresso por escrito, e mesmo assim poderá readquiri-la.

Ainda será preciso que a legislação defina como acontecerá essa reaquisição. Os termos atuais para reaquisição de nacionalidade brasileira exigem a renúncia à nacionalidade estrangeira adquirida ou então a comprovação de que há enquadramento nas duas exceções que a Constituição estabeleceu.

A Constituição também determina a perda de nacionalidade para os brasileiros naturalizados (ou seja, que não nasceram no Brasil) em caso de “atividade nociva ao interesse nacional”. A PEC substitui essa terminologia por duas hipóteses: caso de fraude no processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado democrático. Em ambos os casos é necessário sentença judicial.

A EC tem origem na PEC 6/2018 , apresentada em 2018 pelo então senador Antonio Anastasia (MG). A proposta foi inspirada no caso da brasileira Claudia Hoerig, que teve a perda da nacionalidade brasileira decretada por ter se naturalizado norte-americana. Conforme observou Anastasia à época, o caso trouxe à discussão o tema da dupla cidadania ou da perda de nacionalidade brasileira, regulado pelo artigo 12 da Constituição.

Em 2019, Claudia foi condenada nos Estados Unidos pelo assassinato do marido, ocorrido em 2007. Refugiada no Brasil, foi extraditada para os Estados Unidos, apesar de a Constituição proibir a extradição do brasileiro nato para responder por crimes no exterior. Isso só pôde acontecer porque o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que Claudia deixara de ser brasileira, por vontade própria, para tornar-se unicamente cidadã norte-americana, antes da data do assassinato. Essa decisão, no entanto, foi inédita, de acordo com o autor.

Alcolumbre “joga areia na farofa” de Flávio Dino

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Alcolumbre “joga areia na farofa” de Flávio Dino

No cenário político de Brasília, as chances do Ministro da Justiça, Flávio Dino, ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) parecem estar se reduzindo. Apesar de ser considerado o favorito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as complexidades políticas em torno dessa possível nomeação têm se agravado, com articulações nos bastidores que podem dificultar o caminho de Dino para a mais alta corte do país.

A reviravolta mais recente nesse enredo político ocorreu durante o aniversário do senador Renan Calheiros (MDB-AL), quando Flávio Dino abordou o senador Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Dino fez uma tentativa conciliatória, pedindo a Alcolumbre: “Não me queira mal, presidente.” No entanto, a resposta de Alcolumbre lançou luz sobre as complexidades políticas envolvidas, quando ele afirmou: “O seu problema não sou eu, é o PT. O PT quer a vaga, e tu és do PSB.” Esse diálogo amistoso evidenciou que o caminho para a indicação de Dino está repleto de obstáculos.

Malu Gaspar, colunista política renomada, informou que Alcolumbre tem compartilhado em reuniões com outros senadores que Flávio Dino enfrentará dificuldades significativas para ter seu nome aprovado no plenário do Senado, caso seja o escolhido de Lula. Essa é uma questão fundamental, pois o indicado para o STF só pode assumir o cargo após ser sabatinado na CCJ e obter a aprovação do plenário, necessitando de pelo menos 41 dos 81 votos dos senadores. A estratégia de Alcolumbre, capitalizando a hostilidade de bolsonaristas em relação a Dino, busca minar suas chances e criar um ambiente de desconfiança tanto no governo quanto na base de apoio de Lula.

À medida que as negociações políticas prosseguem e os interesses partidários se chocam, o destino de Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal permanece incerto. O tabuleiro político brasileiro continua em constante evolução, e somente o tempo revelará o desfecho dessa disputa nos bastidores do poder.