Congresso vota Orçamento de 2024, vetos e créditos nesta quinta

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A sessão do Congresso só começará após a Comissão Mista de Orçamento concluir a votação do projeto de lei orçamentária anual, informou Rodrigo Pacheco - Foto: Pedro França/Agência Senado

O Congresso está convocado para votar o Orçamento do ano que vem ( PLN 29/2023 ) e analisar vetos presidenciais que não foram apreciados na semana …

O Congresso está convocado para votar o Orçamento do ano que vem ( PLN 29/2023 ) e analisar vetos presidenciais que não foram apreciados na semana passada, além de projetos de lei para abertura de créditos orçamentários.

Antes, porém, a proposta de Orçamento para 2024 ainda precisa ser votada na Comissão Mista de Orçamento na quinta-feira (21). A presidente da CMO, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), convocou reunião para as 9h30 e, antes, vai reunir lideranças na presidência do colegiado antes de votar o relatório-geral, do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), o que não foi possível nos últimos dias, em que as reuniões convocadas foram sucessivamente canceladas.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já alertou para o fato de que a sessão do Congresso só deve começar depois que a CMO concluir a votação do projeto de Lei Orçamentária Anual de 2024.

A pauta de quinta do Congresso também é destinada à análise de 12 vetos presidenciais e seus dispositivos. Entre eles, o VET 46/2021 (sobre divulgação criminosa de fake news). O dispositivo estava contido no projeto que deu origem à norma que revogou Lei de Segurança Nacional e definiu crimes contra o Estado Democrático de Direito ( Lei 14.197 , de 2021). Diversos trechos da norma foram vetados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, entre eles o que previa até cinco anos de reclusão para quem cometesse o crime de “comunicação enganosa em massa”, definido como a promoção ou financiamento de campanha ou iniciativa para disseminar fatos inverídicos e que fossem capazes de comprometer o processo eleitoral.

Também na pauta, o VET 18/2023 contém trechos referentes à lei que retomou o programa Minha Casa, Minha Vida. A Lei 14.620 , de 2023, teve origem na Medida Provisória (MP) 1.162/2023 e, quando sancionada, teve 11 dispositivos vetados, como o que prevê a contratação de seguro de danos estruturais pelas construtoras de imóveis do programa e o que obriga as distribuidoras a comprar o excedente de energia produzida pelos painéis solares instalados nas casas populares.

Já o VET 26/2023 inclui trechos da Lei 14.688 , de 2023, que compatibiliza o Código Penal Militar ( Decreto-Lei 1.001, de 1969 ) com as reformas no Código Penal ( Decreto-Lei 2.848, de 1940 ), com a Constituição Federal e com a Lei dos Crimes Hediondos ( Lei 8.072 , de 1990). A lei, que teve dez dispositivos vetados, endurece algumas penalidades, como no caso de tráfico de drogas praticado por militares. Diversos tipos penais do CPM passam por adequação legal para serem listados como crimes hediondos: homicídio qualificado, estupro, latrocínio, extorsão qualificada pela morte, extorsão mediante sequestro, epidemia com resultado morte e envenenamento com perigo extensivo com resultado morte.

Créditos orçamentários

A pauta de votações de quinta inclui ainda 12 projetos de lei do Congresso Nacional, entre eles o que abre crédito especial de R$ 85,2 milhões no Orçamento de 2023 ( PLN 27/2023 ) em favor dos Encargos Financeiros da União, como forma de viabilizar o ressarcimento dos recursos das contas referentes aos patrimônios acumulados relativos aos Programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). A Emenda Constitucional 126, de 2022, incluiu o artigo 121 no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Nesse sentido, ficou estabelecida a obrigação da União de ressarcir eventuais beneficiários reclamantes do direito ao saldo das contas de PIS/PASEP encerradas, após a transferência dos seus saldos. As contas cujos saldos foram reclamados em períodos anteriores ou objeto de demandas judiciais não se encontram abrangidos nesta obrigação.

Já o PLN 30/2023 abre crédito especial no valor de R$ 387,1 mil em favor da Presidência da República e dos Ministérios da Educação, da Saúde e das Comunicações. O crédito cobrirá despesas com a ação de “Benefícios Obrigatórios aos Servidores Civis, Empregados, Militares e seus Dependentes”, relativas a servidores em exercício no exterior, no âmbito da Presidência da República (63,3% dos recursos, ou RS 245 mil). O restante, no âmbito do Ministério da Educação, da Saúde e das Comunicações, é destinado ao custeio da ação de “Benefícios e Pensões Indenizatórias Decorrentes de Legislação Especial e/ou Decisões Judiciais”.

PLN 33/2023 , por sua vez, abre crédito especial de R$ 3,1 milhões no Orçamento deste ano. Cerca de 73% dos recursos (R$ 2,293 milhões) serão repassados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, especificamente para o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), para o apoio a projetos de desenvolvimento sustentável local integrado. O restante (R$ 849,6 mil) será destinado ao Ministérios da Justiça e Segurança Pública, para apoio ao Sistema Penitenciário Nacional. O projeto busca incluir novas categorias de programação referentes a emendas individuais, de acordo com solicitação dos parlamentares autores. As emendas individuais ao Orçamento da União são propostas por deputados e senadores e são de execução obrigatória. Pelo menos 50% do valor deve ser destinado para a área de saúde.

Com Agência Câmara

Deputada conservadora e filhas são ameaçadas por sindicalistas. Veja o vídeo

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Os manifestantes, identificados como professores, expressaram descontentamento com a presença das crianças, chegando a chamar pelo Conselho Tutelar.

A deputada estadual Ana Campagnolo (PL) e suas filhas, Catarina, de 4 anos, e Joana, de apenas 13 dias, foram ameaçadas na ALESC na última terça-feira (19). A parlamentar, que optou por não tirar licença maternidade para seguir com seus trabalhos legislativos, foi confrontada por sindicalistas durante a sessão. 

Os manifestantes, identificados como professores, expressaram descontentamento com a presença das crianças, chegando a chamar pelo Conselho Tutelar.

Ana Campagnolo compartilhou um vídeo em suas redes sociais mostrando parte das ofensas proferidas pelos militantes, que se encontravam nas galerias do plenário. A deputada criticou a postura dos manifestantes, especialmente pela presença de suas filhas, destacando a falta de consideração pelos menores. “Eles não tiveram sequer o escrúpulo de poupar as crianças de suas manifestações de ódio”, declarou Campagnolo, evidenciando a gravidade da situação.

O incidente na Alesc ganhou destaque devido ao debate acerca do papel da mulher no ambiente de trabalho e a necessidade de conciliar responsabilidades familiares e profissionais. A decisão de Campagnolo de renunciar à sua licença maternidade e levar suas filhas ao trabalho gerou discussões sobre as condições de trabalho das mulheres, especialmente aquelas em cargos de liderança.

Lula é recebido pela oposição no Congresso, aos gritos de “O ladr@o chegou”. (vídeo)

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Fantasma do “PL da Censura” ameaça o Natal dos brasileiros 

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A preocupação com o projeto não se limita a questões procedimentais.

Nos corredores da Câmara dos Deputados, um clima de tensão se instala ante a possível inclusão do Projeto de Lei 2630/20, conhecido como “PL da Censura” ou “PL das Fake News”, na pauta desta semana. O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição, revelou à Gazeta do Povo que há conversas em andamento para votar a proposta ainda antes do recesso parlamentar, que se inicia após esta sexta-feira (22). Essa estratégia, segundo Jordy, pode ser facilitada pela realização de votação virtual, dificultando a obstrução pela oposição.

A preocupação com o projeto não se limita a questões procedimentais. Deputados como Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) expressaram temores relacionados ao impacto do PL nas liberdades de expressão e imprensa. Bilynskyj considera a maneira de votar a proposta “arriscada”, enquanto Nogueira a vê como um potencial “cala-boca” para a verdade. Além deles, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) usou as redes sociais para criticar a possibilidade de o projeto ser votado “no apagar das luzes”, mencionando a invasão hacker ao perfil da primeira-dama Janja como um dos argumentos utilizados pelos governistas para pautar o PL.

Originalmente agendado para votação em maio, o projeto foi retirado de pauta após resistência da oposição e de diversos setores da sociedade. Relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), o PL ganhou novo ímpeto entre os governistas após a invasão do perfil de Janja. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última terça-feira (19), abordou a regulação das redes sociais, citando exemplos internacionais e enfatizando o desafio de fazê-lo sem impor censura. A proposta, que conta com apoio de ministros da Suprema Corte, enfrenta críticas por diversos aspectos, como a exigência de retirada rápida de conteúdos pelas plataformas e o temor de que conceda ao Estado o “monopólio da verdade”. O deputado Capitão Alden (PL-BA) reforça a resistência da oposição, prometendo combater a aprovação do projeto, que ele classifica como uma ameaça à democracia.

Michelle Bolsonaro receberá honraria no estado que é reduto do petismo

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A concessão da comenda a ela segue a tradição de homenagear personalidades que tenham contribuído significativamente para o desenvolvimento social e cultural da região

A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) decidiu, na terça-feira (19), homenagear a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro com a Comenda 2 de Julho, a maior distinção da casa. A homenagem foi aprovada em reconhecimento aos serviços sociais prestados por Michelle durante o mandato presidencial de Jair Bolsonaro.

O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) apresentou o projeto de resolução em abril deste ano, ressaltando a contribuição de Michelle Bolsonaro para o estado da Bahia. A concessão da comenda a ela segue a tradição de homenagear personalidades que tenham contribuído significativamente para o desenvolvimento social e cultural da região.

Esta distinção, anteriormente concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro, agora é estendida a Michelle Bolsonaro, destacando o seu envolvimento em iniciativas sociais durante o período em que seu marido estava no cargo presidencial.

O Projeto de Lei “Anti-Felipe Neto”

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Conforme o projeto, aprovado na forma do substitutivo do deputado Fred Linhares (Republicanos-DF), influenciadores que descumprirem a norma podem enfrentar penalidades

Em sessão realizada nesta terça-feira (19), a Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei (PL 3915/23) que impõe restrições aos influenciadores digitais como Felipe Neto na divulgação de jogos de azar não regulamentados na internet, como a Blaze. 

Conforme o projeto, aprovado na forma do substitutivo do deputado Fred Linhares (Republicanos-DF), influenciadores que descumprirem a norma podem enfrentar penalidades, que vão desde advertência até suspensão das atividades por até seis meses. Para provedores de redes sociais, a infração acarretará multas de até 2% do faturamento.

O texto aprovado pela comissão também estabelece que o governo federal deve promover campanhas de conscientização sobre os perigos das apostas ilegais. Essas iniciativas deverão ser realizadas em parceria com instituições educacionais e profissionais da saúde. Após a aprovação na Comissão de Comunicação, o PL segue para análise das comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, antes de ser votado em plenário.

O relator da proposta, deputado Fred Linhares, justificou a medida enfatizando o “impacto significativo” dos influenciadores digitais sobre seus seguidores. Ele ressaltou a influência dessas figuras públicas nas decisões e comportamentos de seus seguidores, especialmente em relação a atividades como os jogos de azar. A iniciativa visa combater a promoção de jogos de azar não regulamentados, que podem causar danos sociais e econômicos

Mourão fica irritado ao ser confrontado por encontro com Dino. Veja o vídeo

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O momento mais tenso ocorreu quando Gilvan apontou o dedo para Mourão, que reagiu prontamente

Na tarde de terça-feira (19), a Câmara dos Deputados se tornou cenário de uma intensa discussão entre o senador Hamilton Mourão (Republicanos) e o deputado Gilvan da Federal (PL). A contenda, que quase evoluiu para um confronto físico, teve que ser interrompida por seguranças da Casa. O estopim da discussão foi um vídeo, postado por Gilvan nas redes sociais, no qual ele critica Mourão por supostamente ter abraçado Flávio Dino, recentemente aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF), após sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O momento mais tenso ocorreu quando Gilvan apontou o dedo para Mourão, que reagiu prontamente. “Você não me conhece, você podia ter vindo falar comigo. Abaixa esse dedo. Aqui é braço”, afirmou Mourão. Em resposta, Gilvan retrucou: “Você vai fazer o que? Você acha que tenho medo de você porque você é general? Tinha que ter honra”. Nesse instante, os seguranças intervieram, evitando que o embate verbal se transformasse em violência física.

A discussão teve início quando Mourão se aproximou de Gilvan para discutir sobre o vídeo publicado. Gilvan criticou o senador por se aproximar de Dino, acusando-o de falta de honra. Mourão, por outro lado, defendeu sua posição e refutou as acusações de Gilvan, destacando que ele não o conhecia bem e que deveria ter buscado um diálogo antes de fazer críticas públicas. “Eu falei que votava não. Aí você faz um vídeo que não tem nada a ver”, disse Mourão, enquanto Gilvan respondeu: “Ele fala que assaltante de banco é pior que bolsonarista. Você foi vice-presidente do Bolsonaro, não era nem para olhar pra cara dele”.

Em vitória dos conservadores, Congresso proíbe na LDO verbas para aborto e mudança de sexo

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O projeto da LDO, que tem como meta um déficit zero para as contas públicas no próximo ano, segue agora para a sanção presidencial

Em votação ocorrida na terça-feira (19), o Congresso Nacional, durante sessão conjunta, aprovou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024. A aprovação veio com uma emenda proposta pelo Partido Liberal (PL), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que proíbe a utilização de verbas federais para uma série de ações. As proibições, com forte carga ideológica, incluem a realização de abortos – exceto os permitidos por lei – e cirurgias de mudança de sexo em crianças e adolescentes. Outros pontos vedados são a influência sobre crianças e adolescentes para terem opções sexuais divergentes do sexo biológico, ações que busquem diminuir o conceito de família tradicional e a invasão de propriedades rurais privadas. A emenda recebeu amplo apoio no Congresso, com 305 votos favoráveis na Câmara e 43 no Senado.

O projeto da LDO, que tem como meta um déficit zero para as contas públicas no próximo ano, segue agora para a sanção presidencial. Além da emenda do PL, o texto da LDO inclui um teto de R$ 23 bilhões para contingenciamentos em 2024. No que diz respeito às emendas parlamentares, o montante alcançou um recorde histórico de R$ 49 bilhões, divididos entre emendas individuais, de bancada e de comissões. O relator da LDO, deputado Danilo Forte (União-BA), ajustou o texto para manter o compromisso do governo federal com as emendas parlamentares impositivas, assegurando 0,9% da receita líquida de 2022 para tais emendas, totalizando cerca de R$ 11 bilhões.

A sessão do Congresso foi realizada de maneira semipresencial, com a utilização do aplicativo InfoLeg, permitindo votações remotas e assegurando o quórum necessário. A próxima etapa é a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), prevista para ocorrer na próxima quinta-feira (21). A LOA será crucial para a execução do orçamento delineado pela LDO, completando o processo orçamentário para o ano de 2024.

PF apreende armas e R$ 140 mil na casa de deputada do RJ

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A deputada estadual Lucinha (PSD) foi alvo de buscas e apreensão por envolvimento com a milícia do Rio de Janeiro

A Polícia Federal apreendeu nesta segunda-feira, 18, cerca de 140 mil reais e duas pistolas na casa deputada estadual Lucinha (PSD, foto), alvo de buscas e apreensão por envolvimento com a milícia do Rio de Janeiro.

Segundo o jornal O Globo, a “madrinha” da milícia de Luis Antônio da Silva Braga, o Zinho, uma das mais violentas do Rio, presta depoimento na Superintendência da PF, acompanhada por uma advogada.

Na operação Batismo, a Justiça do Rio de Janeiro expediu oito mandados de busca e apreensão contra Lucinha. Ariane de Afonso Lima, uma de suas funcionárias, também é alvo da operação.

Entre os endereços investigados pela PF na operação estão o gabinete de Lucinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a casa dela, em Campo Grande.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro também determinou o afastamento de Lucinha por tempo indeterminado e a proibiu de frequentar as sedes da Assembleia Legislativa do estado (Alerj).

Entenda

As investigações começaram em 2021, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) começou a apurar um assassinato atribuído a milicianos do Bonde do Zinho.

Com o avanço das investigações, quebras de sigilos telefônicos e telemáticos revelaram o envolvimento de Lucinha e Ariane com a cúpula da milícia de Zinho.

Segundo promotores e policiais, a deputada estadual é acusada de interferir na segurança pública do estado para promover a soltura de milicianos; articular mudanças no comando do batalhão da PM em Santa Cruz para favorecer a milícia; vazar informações sobre operações policiais; e atuar politicamente para favorecer o transporte público de vans sob comando da milícia de Zinho.

Por O Antagonista

Lira nega pedido de Gleisi Hoffmann

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A viagem em questão, liderada por Eduardo Bolsonaro, incluiu encontros com políticos alinhados ao ex-presidente Donald Trump.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, negou nesta segunda (18) o pedido feito pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que buscava informações detalhadas sobre os custos da viagem de um grupo de parlamentares ligados a Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. 

Lira classificou o pedido como desprovido de caráter propositivo e destacou a falta de observância aos ritos legislativos adequados. O presidente da Câmara, então, devolveu o documento à petista, sugerindo que ela encaminhasse a solicitação diretamente ao terceiro-secretário da Mesa Diretora.

A viagem em questão, liderada por Eduardo Bolsonaro, incluiu encontros com políticos alinhados ao ex-presidente Donald Trump. Dentre os participantes estavam os senadores Magno Malta e Jorge Seif, além dos deputados federais Alexandre Ramagem, Altineu Côrtes, Capitão Alberto Neto, Gustavo Gayer, Júlia Zanatta e Nikolas Ferreira, todos filiados ao PL, partido de Jair Bolsonaro. Durante a viagem, Eduardo Bolsonaro presenteou uma extremista do Partido Republicano com um vinho de sua empresa, e o grupo teve reuniões com aliados de Trump, incluindo o deputado cassado George Santos.

Gleisi Hoffmann questionou, através do pedido rejeitado, se a Câmara dos Deputados havia autorizado os bolsonaristas a representarem o Legislativo brasileiro no Congresso dos EUA, além de indagar se as despesas da viagem seriam cobertas com recursos públicos. A dirigente do PT também questionou qual seria o interesse nacional na visita dos parlamentares aos Estados Unidos, um ponto que permanece sem resposta após a recusa de Lira em fornecer os detalhes solicitados.