Lira nega pedido de Gleisi Hoffmann

0

A viagem em questão, liderada por Eduardo Bolsonaro, incluiu encontros com políticos alinhados ao ex-presidente Donald Trump.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, negou nesta segunda (18) o pedido feito pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que buscava informações detalhadas sobre os custos da viagem de um grupo de parlamentares ligados a Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. 

Lira classificou o pedido como desprovido de caráter propositivo e destacou a falta de observância aos ritos legislativos adequados. O presidente da Câmara, então, devolveu o documento à petista, sugerindo que ela encaminhasse a solicitação diretamente ao terceiro-secretário da Mesa Diretora.

A viagem em questão, liderada por Eduardo Bolsonaro, incluiu encontros com políticos alinhados ao ex-presidente Donald Trump. Dentre os participantes estavam os senadores Magno Malta e Jorge Seif, além dos deputados federais Alexandre Ramagem, Altineu Côrtes, Capitão Alberto Neto, Gustavo Gayer, Júlia Zanatta e Nikolas Ferreira, todos filiados ao PL, partido de Jair Bolsonaro. Durante a viagem, Eduardo Bolsonaro presenteou uma extremista do Partido Republicano com um vinho de sua empresa, e o grupo teve reuniões com aliados de Trump, incluindo o deputado cassado George Santos.

Gleisi Hoffmann questionou, através do pedido rejeitado, se a Câmara dos Deputados havia autorizado os bolsonaristas a representarem o Legislativo brasileiro no Congresso dos EUA, além de indagar se as despesas da viagem seriam cobertas com recursos públicos. A dirigente do PT também questionou qual seria o interesse nacional na visita dos parlamentares aos Estados Unidos, um ponto que permanece sem resposta após a recusa de Lira em fornecer os detalhes solicitados.

Operação revela conversas “cabulosas” entre deputada que apoiou Lula e milicianos violentos no RJ

0

As consequências da investigação foram imediatas e severas.

A operação Batismo, realizada na segunda-feira (18) pela Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu evidências alarmantes de uma conexão entre a deputada estadual Lucia Helena Pinto de Barros, conhecida como Lucinha (PSD), e uma organização miliciana atuante na zona oeste do Rio de Janeiro. 

As investigações apontam para um esquema de articulação política em benefício dos milicianos em órgãos públicos. Dentre as provas, mensagens vazadas evidenciam uma relação próxima entre Lucinha e Domicio Barbosa, conhecido como Dom, líder da milícia. Em um dos diálogos, a deputada expressa saudades ao miliciano, enquanto em outro, é chamada de “madrinha” e recebe a promessa de um cavalo como presente.

A operação, que envolveu buscas em oito locais, incluindo o gabinete da deputada na Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), resultou em várias descobertas perturbadoras. O escrutínio das conversas entre Lucinha e Dom revelou solicitações da parlamentar para encontros com criminosos notórios, incluindo o chefe miliciano Zinho, procurado por uma série de crimes. Em uma troca de mensagens, Lucinha intervém para tentar liberar comparsas de Dom detidos em flagrante em novembro de 2021, sugerindo até a destruição do próprio telefone para eliminar provas.

As consequências da investigação foram imediatas e severas. A Justiça determinou o afastamento imediato da deputada de suas funções legislativas e proibiu seu acesso à Alerj. Além disso, a operação desvendou a participação de Ariane de Afonso Lima, assessora de Lucinha, nas atividades ilícitas. Ambas são acusadas de interferir na segurança pública do estado, favorecer a soltura de milicianos, manipular o comando do batalhão da PM em Santa Cruz, vazar informações sobre operações policiais e atuar para beneficiar o transporte público de vans controlado pela milícia de Zinho.

Com Reforma Administrativa engavetada, gastos com funcionalismo pode explodir nos próximos anos

0

A reforma administrativa, que visa a alteração das regras do funcionalismo público, enfrenta resistências significativas

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu não avançar com a proposta da Reforma Administrativa. Esta decisão reflete a complexidade e a sensibilidade do tema, frequentemente descrito como um “vespeiro” devido às fortes reações que pode desencadear. Lira, reconhecendo os potenciais riscos políticos e sociais, optou por uma abordagem menos arriscada.

A reforma administrativa, que visa a alteração das regras do funcionalismo público, enfrenta resistências significativas. Lira, ao longo de 2023, enfrentou um cenário onde o isolamento político predominou em suas tentativas de promover a reforma. Essa falta de apoio, somada ao potencial de descontentamento social, parece ter sido crucial na decisão de Lira de não prosseguir com o projeto.

Especialistas alertam que, sem uma reforma administrativa, o Brasil pode enfrentar uma explosão nos gastos com funcionalismo nos próximos anos. A ausência de mudanças nas estruturas e nos custos do setor público pode resultar em pressões financeiras significativas, comprometendo o equilíbrio fiscal do país. A decisão de Lira, embora possa trazer uma sensação temporária de estabilidade, coloca em perspectiva os desafios econômicos a longo prazo que o Brasil terá de enfrentar.

Fim da reeleição é remédio para Lula não tentar ”fazer o Diabo” para ganhar em 2026

0

Esta nova proposta, embora não mencione explicitamente o PT ou Lula, é vista como uma resposta direta às preocupações com práticas políticas extremas para assegurar a reeleição

A movimentação do Congresso Nacional de acabar com a reeleição visa impedir estratégias extremas para a reeleição, um eco das ações do PT em eleições anteriores. A medida, que surge em um contexto de cautela ante as eleições de 2026, procura evitar repetições de episódios como o mencionado por Dilma Rousseff em 2013, quando ela afirmou que o PT faria o “diabo” para vencer. Esse projeto, ao mirar em futuras candidaturas, incluindo a potencial de Luiz Inácio Lula da Silva, busca garantir um processo eleitoral mais equilibrado e íntegro.

Esta nova proposta, embora não mencione explicitamente o PT ou Lula, é vista como uma resposta direta às preocupações com práticas políticas extremas para assegurar a reeleição. A iniciativa surge em um período onde o debate sobre a reeleição e suas implicações para a democracia brasileira está em alta. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, já expressou a necessidade de revisitar a legislação eleitoral, com a possibilidade de eliminar a reeleição e estender os mandatos para cinco anos, visando uma reforma política mais ampla.

Importante destacar que, em 1997, a reeleição foi inserida na Constituição, uma mudança que tem sido objeto de intenso debate no cenário político brasileiro. As declarações e ações do Congresso atual refletem um esforço em remodelar as regras eleitorais do país, com a intenção de evitar manobras políticas excessivas e assegurar a integridade das eleições futuras, especialmente no que tange às presidenciais de 2026.

Deputada bolsonarista assumirá CCJ e pode barrar projetos autoritários de Lula na Câmara

0

A ascensão de De Toni à presidência da CCJ foi facilitada pela candidatura de Alexandre Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PL

A deputada Caroline de Toni, do Partido Liberal (PL), foi confirmada nesta segunda-feira, 18, como a nova presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, segundo a Coluna do Estadão. Essa nomeação coloca De Toni em uma posição estratégica para influenciar a tramitação de projetos do governo Lula, particularmente aqueles relacionados a questões familiares e liberdades individuais.

Com seu histórico de atuação em prol de pautas conservadoras, como o impulso dado ao Estatuto do Nascituro – um projeto de lei que busca proibir o aborto no país – De Toni pode ser uma peça-chave na revisão e possível contenção de propostas do governo que afetam diretamente a estrutura familiar tradicional e as liberdades civis. A CCJ, conhecida por ser um dos órgãos legislativos mais influentes, é o primeiro filtro para os projetos de lei no que diz respeito à sua conformidade com a Constituição e aspectos jurídicos.

A ascensão de De Toni à presidência da CCJ foi facilitada pela candidatura de Alexandre Ramagem à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PL, após o TSE declarar a inelegibilidade do general Braga Neto. Este cenário, que resultou de um acordo entre o PL e o PT, articulado por Arthur Lira (PP-AL), agora coloca a deputada em uma posição de poder para examinar criticamente as iniciativas do governo, potencialmente barrando avanços em políticas que contrariem os valores conservadores.

Entrevista do Melhor Governador do Brasil, Coronel Marcos Rocha, na rádio Tupi (vídeo)

0

Por Tribuna 5/ You Tube

Bolsonaro: Derrubada do veto de Lula salvou o emprego de 1 milhão de brasileiros

0

A decisão do Congresso de derrubar o veto de Lula ao projeto de desoneração da folha, portanto, marca um ponto importante na política econômica brasileira.

O ex-presidente Jair Bolsonaro manifestou-se através do Twitter nesta quinta-feira (14) para comemorar a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de desoneração da folha de pagamento. Bolsonaro destacou a importância da medida, aprovada em seu governo, para a manutenção de empregos no país. Ele enfatizou que, com a decisão do Congresso Nacional de reverter o veto de Lula, empregadores e trabalhadores são beneficiados, evitando demissões nos 17 principais setores que mais contratam no Brasil.

Segundo Bolsonaro, caso o veto de Lula fosse mantido, mais de 1 milhão de trabalhadores poderiam perder seus empregos. Ele ressaltou que a legislação, agora restabelecida, é crucial para a saúde econômica do país, beneficiando tanto trabalhadores quanto empregadores. O ex-presidente destacou o alívio na carga tributária das empresas como um fator importante para a geração e manutenção de empregos.

A decisão do Congresso de derrubar o veto de Lula ao projeto de desoneração da folha, portanto, marca um ponto importante na política econômica brasileira. Com o restabelecimento da Lei da “Desoneração da Folha”, aprovada durante o governo de Bolsonaro, os 17 principais setores empregadores do país continuam a se beneficiar da redução dos encargos trabalhistas, uma medida considerada essencial para evitar demissões e promover a estabilidade no mercado de trabalho em um período economicamente incerto.

Parecer do Ministério Público Eleitoral deixa mandato de Sergio Moro por um fio

0

Os procuradores Marcelo Godoy e Eloisa Helena Machado assinaram o documento, que foi entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná

O Ministério Público Eleitoral do Paraná (MPE-PR) emitiu um parecer favorável à cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil-PR). A ação, originada de denúncias feitas pelo PL e PT, acusa Moro de abuso de poder econômico em sua pré-campanha eleitoral de 2022. 

Os procuradores Marcelo Godoy e Eloisa Helena Machado assinaram o documento, que foi entregue ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) nesta quinta-feira (14).

A ação contra o senador Moro, unificada a partir de processos iniciados pelo PL e pela federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB), aborda também alegações de uso indevido de meios de comunicação e potenciais indícios de corrupção na contratação do advogado Luís Felipe Cunha, eleito primeiro suplente de Moro. 

As acusações apontam para um uso excessivo de recursos financeiros antes do período eleitoral oficial, potencialmente influenciando o resultado das eleições para o Senado. O MPE-PR concorda com a cassação e inelegibilidade de Moro e Cunha, porém isenta Ricardo Augusto Guerra, segundo suplente.

O caso agora aguarda a decisão do juiz eleitoral Luciano Carrasco Falavinha Souza, relator do processo, prevista para janeiro. O julgamento no plenário do TRE-PR deve ocorrer até o final do mesmo mês. A defesa de Moro argumenta que os gastos na pré-campanha não afetaram os resultados das eleições de 2022, classificando a investigação como de natureza política. PL e PT buscam, além da cassação, a inelegibilidade de Moro por oito anos e uma nova eleição para a vaga no Senado.

“Seja humano”, disse senador Cleitinho na sabatina de Dino

0

Por Tribuna 5/ You Tube

Quem é “Mestrão”, que aconselhou Moro a manter em sigilo voto sobre Flavio Dino

0

Este aconselhamento, segundo a assessoria de Moro, foi dado sem que Magalhães tivesse conhecimento prévio do voto do senador.

Rafael Travassos Magalhães foi identificado como a pessoa por trás do apelido “Mestrão” no WhatsApp de Sérgio Moro, aquele que aconselhou o senador a manter em segredo seu voto após a aprovação de Flávio Dino na CCJ do Senado Federal. Este aconselhamento, segundo a assessoria de Moro, foi dado sem que Magalhães tivesse conhecimento prévio do voto do senador.

Moro, ao manter o sigilo de seu voto, afirmou que essa era uma estratégia de proteção contra possíveis retaliações. 

Deltan Dallagnol, ex-procurador, ex-deputado federal e figura conhecida no cenário político, expressou sua opinião no Twitter, criticando senadores que votaram em Dino por emendas parlamentares ou por medo de vingança. Dallagnol destacou a importância de manter a integridade e os princípios, mesmo diante de pressões e ameaças, ressaltando seu próprio histórico de não ceder a emendas e cargos do governo. Este comentário foi interpretado por muitos como um sinal de desaprovação em relação à conduta de Moro.