Ibope/RJ: Paes mantém 24%, Romário oscila para 16% e Garotinho sobe a 16%

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Por Mateus Fagundes

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) segue na liderança na disputa do governo do Rio de Janeiro, com 24% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira, 25.

O ex-governador Anthony Garotinho (PRP) cresceu quatro pontos porcentuais para 16%. Esse é o mesmo índice do senador Romário Faria (Podemos), que oscilou negativamente dois pontos porcentuais.

O deputado federal Índio da Costa (PSD) oscilou de 4% para 6%. Tarcísio Motta (PSOL) manteve os 4% da pesquisa anterior, o mesmo índice de Wilson Witzel (PSC), que tinha 2% no levantamento passado.

A candidata do PT, Marcia Tiburi, oscilou de 2% para 3%. Pedro Fernandes (PDT) tem 2% e Marcelo Trindade (Novo) passou de 1% para 2%. Com 1% nos dois levantamentos aparecem André Monteiro (PRTB) e Dayse Oliveira (PSTU). Luiz Eugenio (PCO) saiu de 1% para 0%.

Votos brancos e nulos oscilaram de 20% para 17%, enquanto o índice de não sabem/não responderam foi de 8% para 5%.

Considerando-se a margem de erro de três pontos porcentuais, Paes e Romário aparecem tecnicamente empatados na simulação de segundo turno. O candidato do DEM tem 38% e o senador, 33%. Brancos e nulos são 26% e não souberam/não opinaram, 3%.

Se o concorrente do segundo turno fosse Garotinho, o ex-prefeito venceria a disputa por 44% a 22%. Brancos e nulos são 30% e não souberam/não opinaram, 3%. O ex-governador também perderia de Romário, por 39% a 26%. Nesta simulação, brancos e nulos são 32% e não souberam/não opinaram, 3%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e Editora Globo, que edita o jornal O Globo. Foram ouvidos 1.512 eleitores de 41 municípios do Estado entre 22 e 24 de setembro. O registro no TRE é o RJ-08813/2018 e no TSE é o BR-06646/2018. O nível de confiança utilizado é de 95%.

Pesquisa Ibope/Estado/TV Globo mostra coesão de confronto PT e anti-PT

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Por Daniel Bramatti

Jair Bolsonaro (PSL) cresce entre os antipetistas, enquanto Fernando Haddad (PT) avança entre os simpatizantes de seu partido. A cada pesquisa da série Ibope/Estado/TV Globo, esses dois polos aparecem mais coesos em torno dos dois candidatos, reduzindo os espaços para a ascensão de uma eventual terceira via.

A pesquisa Ibope divulgada na segunda-feira, 24, revelou que Bolsonaro parou de crescer e se estabilizou com 28% das intenções de voto. No universo dos antipetistas, porém, ele continua avançando. Entre os brasileiros que não votariam no PT de jeito nenhum – segmento formado por três em cada dez eleitores – Bolsonaro cresceu 18 pontos porcentuais desde que foi alvo de uma facada, em 6 de setembro, quando fazia campanha em Juiz de Fora (MG).

O candidato do PSL tem 59% das intenções de voto entre os antipetistas – a taxa era de 41% no dia 5 (véspera do atentado) e de 53% no dia 11. No mesmo período, a ascensão de Haddad entre os simpatizantes do PT foi ainda mais acentuada. Nesse segmento, que concentra 27% do eleitorado, ele tinha apenas 17% e 23% das intenções de voto, respectivamente, nas pesquisas do dia 5 e do dia 11, antes de ser oficializado candidato.

No primeiro levantamento do Ibope com Haddad como candidato, divulgado no dia 18, ele chegou a 50% entre os petistas. A linha de crescimento se manteve até a segunda-feira, quando ele avançou para 57% entre os simpatizantes de sua legenda.

A consolidação de Bolsonaro entre os antipetistas reduziu o espaço para a concorrência nesse grupo. Ao mesmo tempo em que Bolsonaro subia 18 pontos em cerca de três semanas, a soma das taxas dos adversários caía 11 pontos. A principal consequência desse movimento é o PSDB, que por mais de 25 anos polarizou a política nacional com o PT, perder na atual campanha o papel de protagonista no eleitorado avesso ao partido de Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os antipetistas, o tucano Geraldo Alckmin tem apenas 10% dos votos, o equivalente a um sexto da taxa de Bolsonaro.

O instituto também perguntou qual é o partido da preferência dos entrevistados. O PT também fica em primeiro, com 27%. Na segunda colocação, com 5%, estão PSDB e PSL, que ganhou visibilidade com a ascensão de Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão conteúdo

Ação por união de candidatos de centro pode influenciar pleito, diz Capobianco

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Por Marianna Holanda e Eduardo Kattah

O coordenador do programa de governo da campanha da Rede, João Paulo Capobianco, disse que há um movimento crescente pela união de candidatos de centro, e reconhece que ele “pode ter influência na eleição”. Capobianco, porém, defende que o nome ideal, caso haja essa convergência, é o de Marina Silva.

Um dos assessores mais próximos da candidata e coordenador-geral de sua campanha em 2014, Capobianco a representou numa reunião do chamado polo democrático e reformista – iniciativa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a união de candidaturas do centro – em São Paulo, no fim de junho. Veja os principais trechos da entrevista:

Marina Silva começou a apresentar números na campanha recentemente, como a criação de 2 milhões de empregos. Não pode ser visto como populismo?

Em princípio, nós evitamos quantificar, a não ser em alguns casos que a gente tinha muito segurança, como no caso do emprego por energia renováveis, em que vários estudos foram feitos. Agora, existe um meio termo, vários interlocutores passaram a solicitar um pouco mais de alcance dessas medidas. A Marina não iniciou a campanha prometendo acabar com o déficit público em um ano, que a gente sabe que é inviável, não propôs tirar as pessoas do SPC, porque é uma relação privada entre devedores e credores privados.

Isso coincidiu com a queda dela nas pesquisas…

Desde o início, a Marina estava na faixa de 6%, 7%, ela subiu quando o Lula não era candidato. Agora que o (Fernando) Haddad é candidato (do PT), votam nele. Se olhar de fato a pesquisa, ela não caiu, oscilou na margem de erro. Isso aconteceu porque é a primeira eleição que a gente tem de cinco a seis dentro do chamado centro. E dois polarizando, Bolsonaro e Haddad. Essa é a primeira eleição que a Marina enfrenta nessa composição. Está muito dividido o centro.

Tudo caminha para essa polarização. A campanha já discute qual posição vai adotar no segundo turno?

Não se trata de fazer a fala fácil ou o me engana que eu gosto. Essa polarização está assustando a sociedade. Há um movimento muito grande, de lideranças importantes, de tentativa de buscar alguém do centro. Essa discussão da alternativa está acontecendo agora.

É possível que candidatos concordem em desistir. Há disposição para isso ainda no primeiro turno?

Eu acho difícil. Nenhum candidato vai querer abrir mão por voluntarismo. É difícil dizer como vai se dar. Seria uma coisa inédita. O fato é que há um movimento concreto, objetivo. Como essa mágica se dará eu não sei. Eu sou favorável que haja isso, desde que ela (Marina) seja a candidata. A Marina continua totalmente focada na campanha. Não participou de nenhuma conversa desse tipo e não indicou ninguém para representá-la em conversas desse tipo. Mas muitas pessoas do setor empresarial mais progressista estão insistindo muito nessa agenda.

Como viu o documento Democracia Sim, lançado no fim de semana e que alerta para a candidatura de Bolsonaro? Pode ser o vetor de aproximação do centro?

A proposta daquele manifesto é exatamente que haja uma convergência. Que os players se disponham a oferecer uma alternativa política para o Brasil. Acho que seria ótimo. A gente não pode subestimar a capacidade dessas lideranças de influenciar atores políticos. São nomes importantes, de vários nichos da sociedade. A polarização, tal como está posta, é algo extremamente preocupante.

Mas os candidatos não parecem dispostos a dar o primeiro passo.

É um processo político. Quem vai definir a eleição não são os candidatos, são os eleitores. Se cresce (esse movimento), se as pessoas que estão propondo essa união de centro, se isso cresce, é óbvio que vai influenciar a eleição. Não pode pedir para um candidato, um gesto de voluntarismo, abrir mão da candidatura. Se essa preocupação com a polarização ultrapassar esse grupo de pessoas mais articuladas que estão ali e ganhar densidade junto à sociedade, é óbvio que vai mexer na eleição. Tem que ver isso vai acontecer em tempo, ganhar força. Não sei.

Dentre os candidatos fora da polarização, Ciro é o que está mais bem posicionado…

Ciro, até agora, não tem apresentado propostas que nos animem. Não quero que o Brasil entre num processo de fragilizar suas reservas internacionais. E ao lado do Ciro, você tem uma militante, não é uma pessoa que representa, da agenda do século 20. Que usa da sua capacidade política para fragilizar, retroceder, acabar com todo o legado que o Brasil construiu a flancos e barrancos, no combate à desigualdade, sustentabilidade Katia Abreu é um enorme problema. E o Ciro tem uma agenda desenvolvimentista. O século 21 não é o século do desenvolvimentismo. Ele tem outra visão de País.

Com quem o centro não teria dificuldade de compor?

Com a Marina. Ela não está buscando ser uma representação do centro, mas se você olhar pro centro, vai ver que a única candidatura que circula entre todos. Ela é pró-reforma, pró-estabilidade econômica, pró-responsabilidade fiscal, agrada todos os lados. Tem mais um fator: se o Ciro passa para o segundo turno, o PT vai apoiá-lo. As pessoas que querem alternativa ao PT vão votar no Bolsonaro. A única candidatura que transita nesses campos e sinaliza claramente uma não compactuação com o legado petista é a da Marina. Ela que diz que a Lava Jato tem que continuar, que tem que ficar preso, que é a favor de segunda instância. A única candidatura que, se for para o segundo turno, não será vista como instrumental do PT é a Marina.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão conteúdo

‘Manifesto à Nação’ de Bolsonaro é divulgado em ‘pílulas’ em rede social

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Por Leonencio Nossa

Depois de divergências na campanha, a equipe do candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, começou a divulgar nesta terça-feira, 25, de forma pulverizada o manifesto para tentar neutralizar críticas e amenizar a imagem de antidemocrático e radical do presidenciável.

Nas primeiras mensagens publicadas no Twitter, a campanha procurou mostrar um candidato crítico a divisões da sociedade e destacou que, em um eventual governo, o Bolsa Família será mantido.

Na segunda-feira, 24, o jornal O Estado de S. Paulo informou que o formato do chamado “Manifesto à Nação” estava em discussão.

As versões do material preparadas por aliados – e avaliadas pelo próprio candidato – tentam reduzir críticas feitas a ele por declarações polêmicas nas questões de gênero e na área econômica O próprio Bolsonaro reiterou que um documento nos moldes da “Carta ao Povo Brasileiro”, divulgada em 2002 pela campanha de Lula à Presidência para acalmar o mercado, poderia irritar seu eleitorado. Assim, a campanha começou a preparar mensagens com intuito de não perder o tom de crítica à esquerda.

As mensagens divulgadas na rede social têm um formato diferente – trazem uma foto do candidato e o texto entre aspas, como se fosse uma frase, assinada por Jair Bolsonaro.

“Muitos miram propositalmente na divisão da sociedade, resultando na luta de classes e no enfraquecimento de nossos valores”, destacou o candidato. E continuou: “Pessoas divididas, sem identidade familiar e cultural, são mais fáceis de serem controladas. É o plano perfeito para quem quer se perpetuar no poder”.

Já na mensagem sobre o principal programa social dos governos petistas, o Bolsa Família, a campanha voltou a enfatizar a necessidade de investigar supostos desvios de recursos, sem prejuízo para os beneficiados. “As fraudes no Bolsa-Família são comuns. São milhões que deixam de chegar à que realmente precisa (sic)”, ressaltou o texto. “A destinação correta resultará num grande impacto financeiro positivo e de ajuda para quem realmente precisa.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Welberth Rezende caminha no Miramar com eleitores

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Candidato a deputado estadual percorreu as ruas do bairro ao lado de correligionários

Com a participação de mais de 500 pessoas, aconteceu na noite da última segunda-feira (24), no bairro Miramar, a primeira caminhada da campanha a deputado estadual de Welberth Rezende (PPS). A candidatura do parlamentar de Macaé tem crescido e atingido municípios de norte a sul do Estado.

Estiveram presentes no evento a maioria dos vereadores do município, como Alan Mansur, Dr. Eduardo Cardoso, Márcio Bitencourt, Robson Oliveira, Manoel da Malvinas e Luciano Diniz; e também secretários municipais, como Thales Coutinho (Cultura), Tânia Jardim (Habitação), Leo Anderson (Turismo), Pedro Ivo (Postura), Sebastião Carneiro (Ordem Pública) e André Luiz Monteiro (Segurança Pública).

Marcaram presença ainda o ex-presidente da Câmara de Conceição de Macabu, Kódia Ramalho, e o ex-vereador, Juninho Luna, entre outras lideranças de Quissamã, Carapebus e Campos, além do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL/Macaé), Luis Henrique Fragoso.

O candidato disse que por toda esta semana concentrará a campanha nos bairros de Macaé. A agenda de Welberth Rezende continua nesta quinta-feira (27) com caminhada pelas ruas da Barra de Macaé e na sexta-feira (28) no bairro Parque Aeroporto, ambas com concentração às 18h. “Como vereador mais votado no município e nestes quase seis anos de mandato, sempre tive o objetivo de atender as demandas da população. Venho pedir o voto da população para continuar o trabalho e contribuir para as melhorias dos serviços públicos, mas agora por todo o Estado do Rio”, acredita.

O parlamentar, que teve uma candidatura tardia, passou a concorrer por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) após o deputado Comte Bittencourt formar a chapa de vice-governador, juntamente com Eduardo Paes (DEM).

Organizadora de grupo contra Bolsonaro no Facebook é agredida no Rio

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Por Roberta Jansen

Uma das administradoras do grupo de Facebook Mulheres Unidas Contra Bolsonaro foi agredida na noite desta segunda-feira, 24, quando chegava em casa, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, por dois homens ainda não identificados. O grupo, que já reúne cerca de 3 milhões de usuárias, foi hackeado e derrubado diversas vezes por homens que se identificaram como partidários do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, desde que foi criado, há aproximadamente um mês. Várias mulheres do grupo foram agredidas verbalmente e receberam ameaças via internet.

Identificada apenas como Maria por razões de segurança, a administradora do grupo conta que, quando chegou em casa, dois homens a aguardavam praticamente na porta. Um deles acertou um soco em seu olho e, o segundo, uma coronhada em sua cabeça. Um deles pegou seu celular e os dois correram até um táxi, que os esperava a cerca de um quarteirão de distância. A bolsa e outros pertences não foram levados.

Ela foi atendida no Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. Maria fez o registro de ocorrência na 37ª Delegacia de Polícia e um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Maria trabalha como coordenadora da campanha de um candidato a deputado estadual pelo PSOL. Ela conta que já foi xingada e ameaçada pela internet, mas que não tem como afirmar quem eram os agressores.

Bolsonaro inicia dieta branda e faz caminhada fora do quarto, diz boletim

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Por Daniel Weterman

Internado no Hospital Albert Einstein, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) iniciou nesta terça-feira, 25, uma “dieta branda” com boa aceitação, conforme boletim médico divulgou nesta tarde.

Anteriormente, o presidenciável estava se alimentando apenas com dieta pastosa e líquida.

Além disso, Bolsonaro realiza exercícios respiratórios de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto para prevenção de trombose venosa, dizem os médicos que acompanham o presidenciável. Ontem, ele concedeu uma entrevista à rádio Jovem Pan gravada no quarto onde está internado.

O boletim atesta que o candidato apresenta boa evolução clínica sem dor, sem febre e não há sinais de infecção.

TSE nega pedido de coligação de Haddad para barrar propaganda de Alckmin

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Por Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo

O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou um pedido da coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/PROS) para suspender uma inserção da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) que afirma que “eleger o PT é voltar para a escuridão”. A propaganda foi veiculada no último sábado, 22.

A peça publicitária do PSDB faz referência ao candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, como “Haddad, do PT do petrolão, do PT de tanta gente presa. Eleger o PT é voltar para a escuridão”.

A inserção também acusa Jair Bolsonaro (PSL) de ser o “candidato a presidente que nunca presidiu nada”. “Eleger Bolsonaro é dar um salto no escuro”, diz a inserção.

Ao recorrer ao TSE para suspender a propaganda eleitoral, o Partido dos Trabalhadores alegou que a inserção pretende atingir a honra de Haddad e macular a reputação da sigla.

Pluralismo

Salomão, no entanto, avaliou que a democracia se “assenta no pluralismo de ideias e pensamentos”, permitindo inclusive a manifestação de opiniões que possam “causar transtorno ou inquietar pessoas”.

“Quanto à alegada ofensa à honra do candidato Fernando Haddad e prejuízo à reputação da coligação representante, anoto que a liberdade de expressão, no campo político-eleitoral, abrange não só manifestações, opiniões e ideias majoritárias, socialmente aceitas, elogiosas, concordantes ou neutras, mas também aquelas minoritárias, contrárias às crenças estabelecidas, discordantes, críticas e incômodas”, observou o ministro.

“Nesse sentido, a liberdade de expressão não abarca somente as opiniões inofensivas ou favoráveis, mas também aquelas que possam causar transtorno ou inquietar pessoas, pois a democracia se assenta no pluralismo de ideias e pensamentos”, concluiu Salomão, em decisão assinada na última segunda-feira, 24.

Fonte: Estadão conteúdo

Candidaturas folclóricas não resistem ao 2º turno, diz Alckmin sobre Bolsonaro

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Por Marcelo Osakabe

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, voltou a criticar as chances do adversário do PSL, Jair Bolsonaro, de vencer um segundo turno das eleições. Segundo ele, a alta rejeição do deputado impede ele de vencer oponentes como o PT de Fernando Haddad.

“O Mario Covas dizia: no 1º turno, o eleitor escolhe. No segundo turno, o leitor rejeita, e Bolsonaro perde para qualquer candidato, é só olhar a rejeição”, disse o tucano, em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. “Essas candidaturas folclóricas não resistem ao segundo turno, olha o Maluf (Paulo Maluf, que concorreu à Presidência em 1985), olha o Enéas (Enéas Carneiro, falecido em 2007). Tudo que o PT quer é o Bolsonaro no segundo turno”, emendou.

Alckmin voltou a dizer que conta com o voto útil na reta final do primeiro turno para avançar e negou que apoiaria Haddad num eventual segundo turno, caso não passe. “Não é verdade (apoio ao PT), primeiro porque vamos chegar ao segundo turno. Segundo, porque combati o PT a vida inteira. Ganhamos seis vezes deles aqui em São Paulo”, disse.

O tucano ainda defendeu o arco de alianças que montou e citou a entrevista dada na segunda-feira por Bolsonaro para argumentar que ele também terá que negociar com o Centrão, grupo de partidos que costuma criticar. “Ontem Bolsonaro citou o Onyx Lorenzoni (PP-RS) para a Casa Civil. O Onyx é do Centrão”, lembrou.

Ao ser lembrado do economista Paulo Guedes, que deve assumir o Ministério da Fazenda num eventual governo Bolsonaro, Alckmin voltou a endurecer o discurso. “Eu não vou ser pau mandado de banqueiro. O Brasil já viu o que banqueiro faz. Alguém vai ter que pagar essa conta e o pobre e a classe média é que não vai ser”, afirmou.

Fonte: Estadão conteúdo

PF vai devassar últimos 2 anos da vida de Adelio Bispo

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Por Fabio Serapião

A Polícia Federal instaurou um novo inquérito para dar continuidade à investigação sobre o ataque a faca de Adelio Bispo ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). O primeiro será encerrado até o fim de semana por causa do prazo mais curto pelo fato de Bispo estar preso. Na Justiça Federal, investigações com réu preso podem durar no máximo 30 dias.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou no sábado, 22, após ouvir mais de 30 pessoas, quebrar os sigilos financeiro, telefônico e telemático de Bispo, o delegado federal Rodrigo Morais e sua equipe não encontraram nenhum indício de que o autor da facada tenha agido a mando de outra pessoa ou em grupo

O segundo inquérito vai herdar do primeiro todas as informações colhidas. Além das quebras de sigilo e depoimentos, a PF vai analisar todo o sistema de câmera da cidade de Juiz de Fora (MG), onde ocorreu o ataque, para traçar todos deslocamentos de Bispo desde sua chegada na cidade.

O objetivo da nova apuração, segundo relatou um investigador, é fazer uma devassa nos últimos dois anos da vida de Bispo e mapear qualquer relação dele com outras pessoas que possam indicar a participação de mais pessoas no ataque.

Embora vá se debruçar sobre todas as informações coletadas novamente nessa segunda investigação, a PF já descartou varias das hipóteses levantadas, principalmente, por apoiadores de Bolsonaro.

Todas pessoas indicadas por seguidores do candidato nas redes sociais como sendo “ajudantes” de Bispo foram investigadas e não foram encontradas indícios mínimos de participação na ação. Entre essas pessoas, como revelou o Estado, foram ouvidas três mulheres com o nome Aryanne Campos.

Segundo os apoiadores de Bolsonaro, uma mulher com esse nome teria passado a faca para Bispo. A versão foi completamente descartada na investigação.

Arma

A faca utilizada no ataque passou por perícia que encontrou DNA de Bolsonaro na lâmina, o que prova que ela foi utilizada no crime. Os investigadores descobriram que a escolha da faca como arma para o crime é explicada pelo fato de Bispo ter trabalhado como açougueiro e em uma restaurante de comida japonesa.

A PF também esmiuçou todas as transações financeiras de Bispo. Não foi encontrado nenhuma movimentação suspeita. O único depósito em espécie anormal teve origem em uma causa trabalhista O cartão internacional que ele tinha nunca havia sido utilizado e foi enviado pelo banco sem a solicitação de Bispo.

Os equipamentos eletrônicos (celulares e notebook) também foram analisados. Dois dos quatro celulares estavam desativados e os outros não continham, pela apuração feita até agora, informações sobre contatos com outras pessoas para a prática do crime. O notebook encontrado com ele estava quebrado e não era utilizado há cerca de um ano.

Crime político

Como mostrou o jornal, Bispo será enquadrado pela PF no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional. Esse artigo prevê a punição para quem cometer “atentado pessoal” por “inconformismo político”. De acordo com a investigação da PF, foram divergências políticas entre Bispo e Bolsonaro que levaram o ex-açougueiro a atacar o candidato do PSL.