Câmara aprova plano de gestãode R$ 2,3 bilhões para 2019

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Em sessão tranquila, projeto da LDO foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares

Através de acordo, oposição e governistas aprovam emendas analisadas por equipe técnica do governo

Com objetivo de otimizar a votação, na tentativa de recobrar atraso de acordo com o prazo regimental, a Câmara de Vereadores aprovou ontem (23), com unanimidade, 58 emendas e o texto alterado do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que prevê para 2019 um orçamento estimado em mais de R$ 2,3 bilhões.

Através de acordo entre a oposição e os governistas, emendas foram votadas e aprovadas em bloco, o que permitiu a agilidade na sessão. Logo no início da sessão, o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), explicou que as alterações propostas dos parlamentares foram apreciadas por equipe técnica do governo.

Apesar do acordo, membros da Frente Parlamentar Macaé Melhor voltaram a criticar o posicionamento do governo em sempre desconfigurar a lei aprovada em plenário. “Nós temos, de alguma forma, exercitar melhor as competências e a autoridade deste poder Legislativo, impedindo que o governo mantenha a prática de desconfigurar a lei que aprovamos aqui no plenário. Defendemos os anseios da população e isso sempre precisa ser respeitado”, disse Maxwell Vaz (SD), líder da Frente, que criticou as diversas alterações e desconsiderações políticas realizadas pelo governo sobre a LDO.

O vereador Marcel Silvano (PT) afirmou que as emendas assinadas pelos parlamentares visam democratizar a construção do orçamento público, reforçando a transparência e o controle social sobre a gestão de recursos do município. “Já tentamos convocar secretários e até o prefeito para explicar o porquê da exclusão do Orçamento Participativo, mas não conseguimos. É preciso saber e garantir as formas do cidadão ser mais ativo nas decisões sobre a gestão do dinheiro público”, apontou Marcel.

O vereador Luiz Fernando (PTC) reforçou a cobrança sobre o respeito à estratégia de gestão, proposta pelo governo, mas adaptada pela Casa de acordo com as demandas da população. “Se somos contrários ao projeto, somos acusados de sermos radiciais. Nós cobramos, denunciamos, apontamos os problemas, mas nada é feito. Acho então que está tudo certo! A cidade não tem ambulância, não tem mamógrafo, as filas se alongam nos hospitais. Mas ninguém se manifesta. Parabéns, prefeito, o povo está gostando”, considerou o vereador.

Líder do governo na Câmara, Julinho do Aeroporto (MDB) afirmou que todos os vereadores, ao propor emendas, fazem o seu papel, ao apontar medidas que visam atender demandas nas áreas onde cada um atua politicamente. “O prefeito anunciou mais de 50 obras. Quem sabe esses nossos pedidos não serão contemplados? Nós estamos fazendo o nosso trabalho, ao indicar o que realmente é importante para a sociedade”, defendeu Julinho.

Eduardo apontou que, assim como é papel do vereador fazer as emendas, é de poder do Executivo adaptar essas estratégias de acordo com o planejamento da administrações pública.

Após todos os posicionamentos, as emendas e o projeto de lei foram aprovados por unanimidade.

Projeto do Conselho de Comunicação gera reação de profissionais do setor

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Carta aberta assinada por coletivo foi registrada em plenário na sessão de ontem

O projeto de lei que propõe a criação do Conselho Municipal de Comunicação gerou reação de profissionais da imprensa local, registrado durante a sessão ordinária de ontem (23) da Câmara de Vereadores.

Ao apontar risco de afronta à democracia e à criação de um mecanismo de censura, o posicionamento coletivo dos profissionais foi lido pelo vereador Robson Oliveira (PSDB), que se posicionou contrário à matéria proposta pelo vereador Marcel Silvano (PT).

“A carta representa o posicionamento de profissionais que se preocupam com a criação de um Conselho com força de calar a imprensa, tentar engessar um trabalho desenvolvido há anos por veículos, de rádio e jornal, no município. Eu também me preocupo com risco de se criar uma ferramenta de censura”, disse Robson.

O projeto chegou a ser colocado em votação na sessão ordinária da última quarta-feira (17), mas acabou sendo retirado a pedido de Robson que buscou maior conhecimento sobre as diretrizes da proposta.

O líder do governo na Casa, Julinho do Aeroporto (MDB), defendeu a criação do Conselho. “O Conselho é uma ferramenta importante. Por que não criar esse mecanismo que pode sim participar de decisões relativas à relação entre o governo e os órgãos do setor. Pode contar com o meu apoio para se criar qualquer ferramenta democrática”, disse Julinho.

O vereador autor da matéria considerou a carta como um ato “bizarro”. “Vou pedir à minha assessoria para imprimir esta carta, em folha A4, bem grande, para que eu possa colocar no canto da minha casa onde eu tomo minha cerveja. Isso vai ficar para a história deste parlamento, por se assemelhar a ata da sessão que cassou o mandato de vereadores desta Casa em 64”, disse Marcel.

Empresários reunidos na Associação Comercial fazem campanha pró Porto

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Com o tema “SOMOS PORTO”, prensada nas camisas que começaram a ser distribuídas para massificar o movimento com o objetivo de atrair pelo menos três mil pessoas ao Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, no dia 7 de novembro, às 19 horas.

Dezenas de empresários e também representantes de diversas instituições da sociedade civil organizada convidadas, participaram ontem à noite, de reunião realizada no auditório da Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), com o objetivo de incentivar as pessoas a comparecer na audiência pública marcada para o dia 7 de novembro, quando os membros da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA), estarão discutindo o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, relacionado ao requerimento de licença prévia para construção do Terminal Portuário de Macaé – TEPOR.

O presidente da ACIM, Antônio Severino dos Santos, acompanhado dos diretores Aristóteles Cliton da Silva Santos, Evandro Capistrano Cunha e Marcelo Reid (Merrel), que na sexta-feira passada ultimaram os detalhes da campanha com o objetivo de mobilizar a comunidade para participar do evento, afirmou que “esta é a oportunidade de Macaé abrir suas fronteiras para o progresso. Devemos buscar não só o apoio dos empresários e das instituições, mas também de trabalhadores e trabalhadoras macaenses para demonstrar que estamos sim, com os braços abertos para receber este empreendimento que vai abrir mais empregos na cidade”.

Com o tema “SOMOS PORTO”, prensada nas camisas que começaram a ser distribuídas para massificar o movimento com o objetivo de atrair pelo menos três mil pessoas ao Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, no dia 7 de novembro, às 19 horas, o otimismo dos participantes ficou demonstrado com os vários convites para outras reuniões que possam ser apresentado, como foi ontem, o vídeo detalhando todo o projeto do Terminal Portuário.

Para Cliton Silva Santos, este é um projeto há muito sonhado pelos macaenses e pelos que estão radicados em Macaé há alguns anos, vivendo a expectativa de abertura de mais postos de trabalho e o fortalecimento da economia. Junto com a construção do Terminal Portuário – TEPOR, em São José do Barreto, outros projetos estarão sendo paralelamente implantados na cidade objetivando o desenvolvimento do nosso município, disse.

Na reunião realizada ontem na Associação Comercial estiveram presentes, também, alguns diretores do empreendimento, ressaltando que este sonho dos macaenses poderá se transformar em realidade daqui para a frente, resgatando a história portuária da cidade iniciada em 1811, como escreveu o historiador Ricardo Meirelles no lançamento do livro “Macaé Portuária – A Luta de uma Cidade por seu Porto”, em evento realizado no Solar dos Mellos.

Arte salva como Tepor

Vereadores juvenis aprovam propostas para educação e segurança pública

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No dia 14 de dezembro acontecerá a última sessão plenária do ano na Câmara Municipal

Pedidos para a criação de atividades culturais e esportivas voltadas aos moradores também foram solicitadas

Propostas para as escolas da rede municipal e a segurança pública centralizaram as votações realizadas pela Câmara Juvenil, na última sexta-feira (19). O programa do Legislativo macaense, que amplia o papel dos jovens na política, também reforçou os pedidos para a criação de atividades culturais e esportivas voltadas aos moradores de Macaé.

A estudante Ana Carolina de Oliveira, da E. M. Carolina Curvelo Benjamim, apresentou indicações para que a prefeitura implante políticas de incentivo à área tecnológica e a integração dos alunos com grupos da terceira idade. Ela também defendeu a criação de um circuito de exibição de filmes e shows em espaços públicos. “Vários espaços são pouco utilizados e poderiam ser ocupados com atividades culturais”, disse.

Já a presidente Clara Michele Ferreira, da E. M. Maria Letícia Santos Carvalho, defendeu mais segurança para a unidade. “Diversos estudantes relataram situações de risco. Um outro pedido que faço é para que o governo veja como pode resolver a questão dos alunos com necessidades especiais da nossa escola, pois eles estão sem sala de aula”, afirmou.

Clara também voltou a cobrar que as autoridades competentes façam a troca das cadeiras e mesas do refeitório, além de investirem no laboratório de informática.

No dia 14 de dezembro, acontecerá a última sessão plenária do ano. O ato é aberto ao público e os interessados também podem acompanhar ao vivo pela internet, no canal TV Câmara – Macaé (Youtube) ou pelo site institucional http://www.cmmacae.rj.gov.br.

A parlamentar Ana Carolina Mateus, da E. M. Carolina Curvelo Benjamim, ocupou a tribuna para alertar mais uma vez sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher. “Antes de sair, me olho no espelho várias vezes. Eu sei que, se acontecer algo comigo, vão focar na minha roupa antes de qualquer coisa. Tudo o que eu fizer será usado contra mim porque a culpa é sempre da mulher. Não quero viver em uma sociedade machista”, protestou.

Justiça Eleitoral faz busca e apreensão de material na sede do Sindipetro-NF em favor de Haddad

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Material apreendido estava armazenado na sede do Sindipetro-NF, em Macaé

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE), por meio do juiz da 109ª Zona Eleitoral, Sandro de Araújo Lontra, determinou na tarde do último sábado (20), a busca e apreensão de uma grande quantidade de jornais que estavam guardados na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), no Centro de Macaé.

O material impresso, intitulado ‘Brasil de Fato’, segundo a Comissão de Propaganda e Fiscalização Eleitoral da 109ª ZE, não se trata de um jornal, mas configura propaganda em favor do candidato do PT, Fernando Haddad, em detrimento de seu adversário, Jair Bolsonaro, do PSL.

Além de matérias, manchetes e fotos tendenciosas, o material armazenado no Sindipetro-NF seria distribuído em diversos pontos do município nos próximos dias.

Além disso, a denúncia apurada pela Justiça Eleitoral aponta os supostos crimes de ‘abuso de poder dos meios de comunicação social e econômico’ por Fernando Haddad, uma vez que o material não transitou nas contas de campanha do petista – caracterizando, assim, o famoso ‘caixa 2’.

O órgão foi autuado e irá pagar uma multa que poderá e variar entre R$ 2 mil a R$ 8 mil. O material foi encaminhado à sede da Polícia Federal, em Macaé, para ser investigado.

Em nota o Sindipetro-NF alegou que ação do TRE ocorreu em dia e horário em que não havia expediente no local. O funcionário que recebeu os fiscais alegou que os mesmos tentaram pular a grade externa e ameaçaram.

Após a chegada de um dos diretores da entidade, que franqueou o acesso irrestrito e amplo aos fiscais, os mesmos decidiram apreender exemplares do Jornal Brasil de Fato e do Boletim Nascente (periódico semanal do sindicato) que são materiais de trabalho da entidade que são distribuídos há mais de 20 anos.

A diretoria do Sindipetro-NF afirmou estar a postos para todo e qualquer esclarecimento que for necessário e repudiou a ocorrência.

 

 

Filho de Bolsonaro é banido pelo WhatsApp

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O WhatsApp baniu o número do Flavio Bolsonaro, filho do candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro, do aplicativo. Flavio foi eleito senador pelo Rio no último dia 7 de outubro. A informação foi confirmada por Eduardo Bolsonaro irmão de Flavio, pelas redes sociais.

“Primeiro caso de banimento do whatsapp que tomo conhecimento ocorreu com o senador eleito @FlavioBolsonaro . O post que tenha motivado a punição não é informado. Se isso não é CENSURA eu não sei o que é…”, diz a postagem de Eduardo.

Ainda nesta sexta-feira, 19, o WhatsApp enviou notificação extrajudicial para quatro agências suspeitas de fazerem envio massivo irregular de mensagens durante o período eleitoral.

O aplicativo determina que as mesmas parem de fazer envio e de utilizar números de celulares obtidos pela internet. Na quinta-feira, 18, o jornal Folha de S.Paulo disse que empresas bancaram uma campanha de mensagens contra o PT e Fernando Haddad com pacotes de disparos em massa.

O comportamento, segundo o WhatsApp, fere as regras do aplicativo. O envio de mensagens com conteúdo eleitoral não é ilegal. Para isso, é necessário que os candidatos entregam os telefones e uma lista de apoiadores que voluntariamente os cederam seus dados.

No entanto, há a suspeita de que as agências venderam bases de usuários de terceiros, segmentadas por região e perfil, de origem desconhecida – o que é ilegal.

“Estamos tomando medidas legais para impedir que empresas façam envio maciço de mensagens no WhatsApp e já banimos as contas associadas a estas empresas”, informou em nota o WhatsApp.

Aprovadas proposições sobre problemas na área da saúde

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Requerimento aprovado por unanimidade na Câmara Municipal é de autoria do vereador Maxwell Vaz

Vereador Maxwell Vaz mencionou falta de pediatra na UPA de Lagomar

Foi aprovado o Requerimento 559/2018, de autoria do vereador Maxwell Vaz (SD), solicitando ao Executivo sindicância acerca da denúncia do não atendimento de uma criança na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Lagomar. A votação unânime ocorreu na sessão da última terça-feira (16) na Câmara Municipal de Macaé. O parlamentar disse que foi informado da situação por meio de um vídeo.

“Um médico disse que não atenderia a criança por não ser pediatra e que, além de não contar com o especialista, a unidade também não tinha Raio-X, entre outros problemas”, afirmou Maxwell. O vereador Marcel Silvano (PT) sugeriu que a proposição fosse anexada ao dossiê que a oposição está reunindo com o objetivo de abrir uma Comissão Especial de Investigação (CPI) com denúncias sobre a saúde municipal.

Já Luiz Fernando Pessanha (PTC) relatou o caso de outra criança, com pneumonia, na UPA da Barra, que ficou sem antibiótico porque a farmácia da unidade, às 18h, já estava fechada.

Outra proposição de Maxwell aprovada na sessão foi o Requerimento 553/2018, que solicita à Secretaria de Saúde cópias de oito processos com dispensa de licitação. “Contratações de serviços assim são previstas na legislação para emergência ou calamidade pública. Mas não é o caso de Macaé, que tem um orçamento superior à maioria dos municípios brasileiros”.

Também Cristiano de Almeida Silveira (PTC), o Cristiano Gelinho, teve aprovados dois requerimentos na área.

O número 568/2018 solicita à pasta informações sobre a possibilidade de compra de geradores para a conservação de vacinas quando falta energia. A interrupção do funcionamento das geladeiras tem ocasionado a perda dos medicamentos e a suspensão da vacinação em vários postos. E o 562/2018 solicita a abertura 24h das farmácias das duas UPAs.

Chico Machado declara apoio a Wilson Witzel

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Chico Machado declarou apoio a Witzel, que lidera as pesquisas de intenção de votos no Rio

Segundo candidato a deputado mais votado da cidade passa a integrar time pró-ex-juiz

Com mais de 30 mil votos conquistados nas eleições em primeiro turno, Chico Machado (PSD) anunciou oficialmente o seu apoio à candidatura do ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC) ao governo do Estado.

Chico participou da reunião realizada pelo diretório do PSD no Rio de Janeiro na semana passada, definindo assim o apoio a Witzel, que briga contra Eduardo Paes (DEM) neste segundo turno.

“Witzel é um homem sério e com uma proposta de mudança para o Rio de Janeiro, precisamos mais uma vez unirmos nossas forças para juntos fortalecermos o interior do nosso Estado”, declarou Chico pelas redes sociais.

Durante a campanha por vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Chico apoiou a candidatura de Índio da Costa (PSD) ao governo do Rio. O candidato ficou em sexto na disputa em primeiro turno.

Em Macaé, Chico obteve mais de oito mil votos na batalha por vaga na Alerj, um número de votos muito próximo ao obtido pelo vereador Julinho do Aeroporto (MDB), outro grande apoiador de Witzel em Macaé.

Wagner defende esperar apuração sobre mensagens antes de falar em anular eleição

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Por Daniel Weterman

Diante da suposta onda de mensagens contra o PT financiadas por empresas, o articulador político da campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência, Jaques Wagner, disse que é preciso aguardar uma investigação para falar em anular a eleição.

O presidente do PDT, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira, 18, que o partido está preparando uma peça jurídica com a qual irá pedir o cancelamento ou a nulidade das eleições presidenciais de 2018.

“Vamos esperar a investigação que é melhor”, comentou Wagner, sobre a posição do PDT.

O senador eleito pela Bahia reforçou que a onda de mensagens representa crime eleitoral e precisa ser investigada pela Polícia Federal.

Fonte: Estadão conteúdo

Bolsa Escola: incentivo ao ensino ou dinheiro de sobra

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Vereadores de oposição e governistas divergem sobre projeto que é a “menina dos olhos” do governo

Considerado pelo governo como o segundo maior programa social criado na era “da mudança”, o projeto que institui a chamada “Bolsa Escola”, ainda causa divergência entre os vereadores do bloco de oposição e da base aliada do governo no plenário. Prestes a entrar em votação definitiva na Casa, a matéria que prevê bolsas bimestrais de R$ 600 para 100 alunos do 5º ao 9º ano classificados em prova específica, é considerado pelos governistas como incentivo ao ensino. Mas os opositores acreditam em “dinheiro de sobra gasto de forma equivocada”.

Na sessão ordinária de ontem (17), o vereador Guto Garcia (MDB), ex-secretário de Educação da cidade, defendeu a matéria, afirmando ser um novo mecanismo que visa combater a evasão escolar, elevando a qualidade da formação de jovens adolescentes. “Esse é um projeto do governo que possui, como contrapartida da bolsa, a monitoria. O aluno beneficiado deverá exercer papel de monitor junto aos demais estudantes da sua classe. É lógico que isso não vai resolver todos os problemas da Educação, mas auxiliará na busca de melhorias contínuas na rede”, defendeu Guto.

Mas, coube a Marcel Silvano (PT) fazer o contraponto àa fala de Guto. Maior crítico à matéria, Silvano afirmou que o projeto estabelece um critério equivocado de apoio aos estudantes. “O texto assinado pelo prefeito não fala sobre monitoria. E como atender a 100 se milhares de alunos não possuem o incentivo necessário para permanecer na sala de aula? Eu defendo que esse projeto seja devolvido ao governo o quanto antes”, criticou Marcel.

Ex-líder de bancada do governo, Márcio Bittencourt (MDB) voltou a alinhar o seu discurso junto ao Executivo. “A monitoria vai sim ser exercida pelo aluno contemplado pela bolsa. Essa é a vontade do prefeito”, disse ele.

No entanto, o líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD), afirmou que a base primária de alunos contemplados é muito aquém do efeito esperado pelo governo. “Eu vejo que, 100 alunos não representam 1% do universo dos estudantes que estão neste nível escolar. Eu defendo que o governo aumente para mil o número de vagas. Vou fazer uma emenda ao projeto para defender isso”, apontou Maxwell.

Luiz Fernando (PTC) apontou que a proposta do governo é mais uma peça de marketing. “Não há qualquer interesse do governo de transformar a educação da cidade. O objetivo principal é tratar um problema social da maioria dos alunos desta faixa-etária, em uma peça de marketing para elevar o ego do prefeito. Isso é errado”, apontou Luiz Fernando.

A expectativa é que o projeto de lei do Executivo seja colocado em votação na próxima semana.