Witzel diz que transição não será afetada com prisão de Pezão

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Futuro governador do Rio confia nas ações da Polícia Federal

O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), afirmou hoje (29), em nota, que a transição não será afetada com a prisão do atual governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Segundo ele, o esforço será para reconstruir o estado e, assim, confia nas ações da Polícia Federal.

“A transição não será afetada. A equipe do governador eleito seguirá trabalhando para mudar e reconstruir o Rio de Janeiro”, diz a nota, acrescentando que Witzel “confia na Justiça e na condução dos trabalhos pelo Superior Tribunal de Justiça e pela Polícia Federal”.

As ações que deflagraram na prisão de Pezão e assessores hoje foram movidas pela decisão do ministro Félix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Em 2017, Fisher foi o relator do processo que desencadeou a Operação Quinta do Ouro, da Polícia Federal, que levou à prisão provisória cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Eles foram acusados de receber propina para fazer vistas grossas em obras e contratos de empreiteiras com o governo estadual.

Os cinco dos sete conselheiros do TCE-RJ foram alvos da operação da Polícia Federal, que investiga um esquema de propina que pode ter desviado até 20% de contratos com órgãos públicos para autoridades públicas.

Preso no Rio, Pezão tinha esquema próprio de corrupção, diz PGR

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Polícia Federal prende governador Luiz Fernando Pezão na Operação Boca de Lobo

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), foi preso na manhã de hoje (28) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo fluminense. De acordo com a PGR, são nove os alvos da Operação Boca de Lobo, que, além de Pezão, mira assessores e um sobrinho. As ações são executadas pela Polícia Federal.

Entre os nomes estão José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras; Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo; Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, e Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador.

Também estão entre os alvos Cláudio Fernandes Vidal, sócio da J.R.O Pavimentação; Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da J.R.O Pavimentação; Luis Fernando Craveiro de Amorim e César Augusto Craveiro de Amorim, ambos sócios da High Control.

“Existe uma verdadeira vocação profissional ao crime, com estrutura complexa, tracejando um estilo de vida criminoso dos investigados, que merece resposta efetiva por parte do sistema de defesa social”, disse a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no pedido das prisões.

Fato novo

A procuradora Raquel Dodge afirmou que ficou “demonstrado ainda que, apesar de ter sido homem de confiança de Sérgio Cabral e assumido papel fundamental naquela organização criminosa, inclusive sucedendo-o na sua liderança, Luiz Fernando Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros”. As conclusões se sustentam em informações decorrentes de uma colaboração premiada homologada no Supremo Tribunal Federal e documentos apreendidos na residência de um dos investigados na Operação Calicute.

A partir daí foram realizadas diligências que permitiram aos investigadores complementarem as provas. Foram analisadas provas documentais como dados bancários, telefônicos e fiscais.

Na petição enviada ao STJ, a procuradora-geral explicou que a análise do material revelou que o governador Pezão e assessores integraram a operação da organização criminosa de Sérgio Cabral (preso há mais de dois anos e já condenado judicialmente) e que o atual governador sucedeu Cabral na liderança do esquema criminoso.

Segundo a procuradora, cabia a Pezão dar suporte político aos demais membros da organização que estão abaixo dele na estrutura do poder público. De acordo com Dodge, Pezão  recebeu “valores vultosos, desviados dos cofres públicos e que foram objeto de posterior lavagem”.

Prisões

Além de apresentar a existência de provas, segundo as quais o esquema criminoso estruturado pelo ex-governador Sérgio Cabral continua ativo, o Ministério Público Federal sustentou na petição que, solto, Luiz Fernando Pezão poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa.

Há registros documentais, nos autos, do pagamento em espécie a Pezão de mais de R$ 25 milhões no período 2007 e 2015. Valor absolutamente incompatível com o patrimônio declarado pelo emedebista à Receita Federal. Em valores atualizados, o montante equivale a pouco mais de R$ 39 milhões (R$ 39.105.292,42) e corresponde ao total que é objeto de sequestro determinado pelo ministro relator.

Em relação ao sequestro de bens, a procuradora-geral destacou que “é dever do titular da ação penal postular pela indisponibilidade de bens móveis e imóveis para resguardar o interesse público de ressarcimento ao Erário e também aplacar os proventos dos crimes”.

Desdobramentos

De acordo com a PGR, a ação de hoje é mais uma uma operação decorrente dos desdobramentos da Lava Jato. Resultados de petição apresentada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao relator do caso do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Félix Fisher.

No total são 30 mandados cumpridos pela Polícia Federal nas cidades do Rio de Janeiro, Piraí, Juiz de Fora, Volta Redonda e Niterói. Além das prisões, o ministro Felix Fischer, autorizou buscas e apreensões em endereços ligados a 11 pessoas físicas e jurídicas, bem como o sequestro de bens dos envolvidos até o valor de R$ 39,1 milhões.

Investigações

De acordo com as investigações que embasaram as medidas cautelares, o governador integra o núcleo político de uma organização criminosa que, ao longo dos últimos anos, cometeu vários crimes contra a Administração Pública, com destaque para a corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao apresentar os pedidos, a procuradora Raquel Dodge ressaltou que a organização criminosa desviou verbas federais e estaduais, inclusive, com a remessa de vultosas quantias para o exterior –, vem sendo desarticulada de forma progressiva, com o avanço das investigações.

A procuradora enfatizou ainda que Luiz Fernando Pezão foi secretário de Obras e vice- governador de Sergio Cabral, entre 2007 e 2014, período em que já foram comprovadas práticas criminosas como a cobrança de um percentual do valor dos contratos firmados pelo Executivo com grandes construtoras, a título de propina.

Moradores da Serra protestam em plenário

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Após protesto de moradores, presidente da Câmara aciona a SIT e o governo

Situação precária de distritos como Trapiche e Serro Frio foi exposta através de manifestação

Com faixas e cartazes em mãos, um grupo formado por cerca de 10 moradores da região serrana de Macaé promoveu um protesto silencioso e ordeiro durante a sessão ordinária de ontem na Câmara de Vereadores. Juntos, eles denunciaram as condições precárias que ainda se encontram localidades da Serra, diante dos efeitos das chuvas torrenciais que atingiram a região no início do mês.

De acordo com eles, os problemas principais são: a interdição parcial da ponte de Trapiche, abalada por conta da cheia do Rio São Pedro; a Estrada da Turma, via de acesso situada na região do Frade, que sofre interdições constantes em função de desmoronamento de encostas e a formação de lamas.

Antes de sessão, alguns vereadores já haviam sinalizado a necessidade de dar voz aos moradores da Serra. “Precisamos sentar com o governo e avaliar quais são as medidas capazes de mudar essa realidade. A Serra merece uma atenção especial por conta da sua importância para o turismo e para setores da agricultura e da nossa pecuária”, disse Robson Oliveira (PSDB).

Após o manifesto dos moradores, o presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), afirmou que recebeu um dos moradores da Serra em seu gabinete antes da sessão. “Nós entramos em contato com a SIT que afirmou que retornará os itinerários dos ônibus. Em relação a ponte, o prefeito informou que a estrutura está situada em uma estrada estadual e o DER já havia sinalizado a realização de uma licitação para obra, que não pode ser feita pelo município. Mas o governo afirmou que vai se empenhar em cobrar do Estado a realização do projeto”, disse Dr. Eduardo.

Durante o grande expediente, o vereador Paulo Antunes (MDB) também destacou a necessidade de agilizar o projeto. “Essa ponte sempre foi uma novela. Desde a sua inauguração até hoje. Também já pedi que a prefeitura pavimentasse a Estrada do Contorno, que serviria como um novo acesso para os moradores do Trapiche. Isso a prefeitura pode fazer. Se for esperar pelo Estado, a ponte não vai sair”, apontou o vereador.

Bancada aprova contas do prefeito “condenadas” pelo bloco de oposição

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Análise do Tribunal de Contas é referente ao exercício fiscal de 2016, o ano da crise

Com a força exercida sobre a bancada da situação, as contas do prefeito Dr. Aluízio referentes ao exercício fiscal de 2016 foram aprovadas pela maioria dos votos, na sessão ordinária de ontem (27), da Câmara, mesmo com a “condenação” da Frente Parlamentar Macaé Melhor. Repetindo a polarização dos debates registrada na semana passada, quanto a avaliação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) passou pela primeira votação, as contas foram discutidas sob a ótica política. Embora a oposição tenha aprofundado a análise sobre as ressalvas apresentadas pelo corpo instrutivo do Tribunal.

“Só pela ótica dos problemas da cidade, que se acumulam a cada ano, já teríamos motivos suficientes para votar contra essas contas. Haja vista o volume de arrecadação e a relação com a situação de abandono da cidade. Mas, o próprio corpo instrutivo do TCE aponta pela reprovação, assim como o Ministério Público Especial. São os conselheiros, que fazem a votação política, que indicam a aprovação”, avaliou Maxwell Vaz (SD).

O mesmo posicionamento foi assinado por Luiz Fernando (PTC), parlamentar que segue a linha de oposição na Casa. “Esse é o momento de exercermos a nossa função nesta Casa: aprovar ou reprovar para onde foram os recursos públicos do município. O orçamento entre receita e despesa há um abismo profundo. Qual é a participação popular na gestão da cidade? Eu pergunto: para onde foram R$ 2 bilhões? Se R$ 1 bilhão vai para a folha, para onde foi o outro R$ 1 bilhão? Se as outras prefeituras conseguem fazer o dever de casa com muito menos dinheiro, como Macaé não faz essa mágica com tanto?”, questionou o parlamentar.

Mesmo com o posicionamento da Frente Parlamentar, as contas do prefeito referente ao exercício fiscal de 2016 foram aprovadas pela maioria dos votos da bancada governista.

Exercício de 2017

Também na sessão de ontem, os parlamentares realizaram a primeira discussão sobre o parecer favorável do TCE referente as contas do prefeito no exercício de 2017. A análise final do plenário deve ocorrer na próxima semana.

Anulação de Emendas Impositivas volta a criar atrito entre governo e oposição

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Líder da Frente Parlamentar critica a anulação das Emendas Impositivas no plenário da Câmara

Medida com base em remessa de orçamento para a Saúde se repete pelo segundo ano

A anulação das chamadas Emendas Impositivas, assinadas pelos 17 parlamentares na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, voltou a criar um atrito direto entre a base aliada do governo e o bloco de oposição. Pelo segundo ano consecutivo, o governo propõe a suspensão dos efeitos das emendas, para redimensionar as verbas previstas para reforçar a gestão da rede municipal de Saúde.

As Emendas Impositivas permitem aos vereadores indicarem a realização de obras e serviços relacionados à Infraestrutura, ao Saneamento, Saúde e Educação, com verbas que representam 1% da receita própria total do Executivo. “Mais uma vez, o governo busca, na enganação de direcionar dinheiro para a Saúde, anular uma atribuição que é própria do Legislativo. Não falta dinheiro, neste ano, para suplementar verbas para a Saúde. Eles não fazem as nossas Emendas por incompetência e por falta de respeito com esta Casa”, disse o líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD).

Maxwell indicou também que as Emendas Impositivas relacionam obras que poderiam amenizar a situação dos distritos da Serra. E a anulação acaba deixando os moradores dos distritos ainda mais sem opção.

“O orçamento de Macaé é maior que o da maioria das demais cidades da nossa região. Não há como entender qual o problema para o atendimento das nossas Emendas. Como tanto dinheiro some sem aparecer os serviços? E quem fica à mercê é a população”, disse Maxwell.

‘A Lei de Recuperação Fiscal está funcionando e deverá ser mantida’, diz Witzel 

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O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e o governador Luiz Fernando Pezão fizeram, na última terça-feira, no Palácio Guanabara, a primeira reunião temática de transição. Com a participação de futuros secretários e de técnicos que integram a transição, atuais secretários de Estado apresentaram relatórios de suas áreas e tiraram dúvidas do governo de transição.
O governador eleito falou com a imprensa após a reunião: “Nós estamos fazendo regularmente algumas reuniões e hoje eu estive com o governador Pezão para assistir às apresentações de dados de algumas secretarias do atual governo. Foram apresentados relatórios das secretarias de Saúde, Educação, Transportes e Fazenda, além da Cedae. O principal recado da equipe econômica é que a Lei de Recuperação Fiscal está funcionando. Portanto, deverá ser mantida no nosso governo. Estão cumprindo as metas e nós vamos continuar cumprindo essas metas”, afirmou Witzel.
Participaram do encontro, pelo Governo de Transição, os futuros secretários: José Luiz Zamith (Governança), Lucas Tristão (Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda), Edmar Santos (Saúde), Luiz Cláudio Rodrigues de Carvalho (Fazenda), Gutemberg Fonseca (Governo), e Marcelo Lopes da Silva (PGE). Alguns levaram integrantes de suas equipes na transição.
Representando o atual governo, além do governador Pezão e do vice, Francisco Dornelles, estiveram presentes os secretários de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, de Saúde, Sérgio Gama, de Educação, Wagner Victer, de Transportes, Rodrigo Vieira, de Obras, José Iran, além do presidente da Cedae, Jorge Briard.

Eleição da presidência da Câmara prevista para ocorrer no dia 11

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Dr. Eduardo mantém vantagem para se reeleger presidente da Câmara Municipal

Expectativas consolidam o nome de Dr. Eduardo para o quarto mandato à frente da Casa

De acordo com o parágrafo 1º, do artigo 6, do Regimento Interno da Câmara, as eleições para a definição da presidência e da Mesa Diretora, para o biênio 2019/2020, estão previstas para acontecer na terça-feira, dia 11 de dezembro. É que, de acordo com a redação do regimento, alterada em 2011 na última reforma das diretrizes da Casa do Povo, as eleições podem ocorrer entre os dias 10 e 15 de dezembro. E não restam dúvidas de que os vereadores irão deixar este debate para a última hora.

Apesar de algumas dúvidas, e o ensaio de uma chapa de oposição, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) se consolidará mais uma vez na presidência do plenário, posto que ocupa desde 2013. As grandes mudanças ficarão por conta do posto de primeiro vice-presidente, hoje disputado por dois nomes.

Mais provável para ocupar a segunda cadeira da presidência da Casa, Welberth Rezende (PPS) se prepara hoje para assumir o mandato de deputado estadual, conquistado nas eleições deste ano. De saída do plenário em fevereiro, o atual primeiro secretário ainda participará da votação para a presidência da Casa, mas deixando vago o posto de vice. E outros dois nomes surgem com força para sentar ao lado de Eduardo no parlamento.

O primeiro deles é o do vereador Maxwell Vaz (SD), atual líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor. Um dos mais antigos parlamentares da Casa, Maxwell já saiu diversas vezes em defesa de Dr. Eduardo, além de possuir um perfil diplomático forte, sendo um grande conhecedor dos trâmites técnicos do Legislativo.

O segundo nome cotado é o do vereador George Jardim (MDB), hoje ocupante da segunda vice-presidência da Casa. George também é antigo no plenário, com boa relação com o presidente. O que se espera é que Dr. Eduardo obtenha a unanimidade dos 17 votos da Casa. Porém, 12 nomes que declararam voto a ele, desde o início da sua campanha, terão acessos à redefinição dos cargos de assessoria que compõem a presidência do parlamento.

Caminho aberto para concessão do Aeroporto de Macaé

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Macaé será beneficiada com fim de impasse com Vitória e leilão em março - Wanderley Gil 

ANAC conclui trâmites para publicação de edital previsto para início de dezembro

Com a conclusão dos trâmites do plano de desestatização, iniciado pela gestão do presidente em exercício Michel Temer (MDB), e com o aval da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o edital que prevê a concessão do Aeroporto de Macaé está previsto para ser publicado no início de dezembro.
Após passar pela avaliação técnica da equipe da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), a minuta do edital foi encaminhada para o departamento jurídico do órgão que já emitiu parecer técnico. O processo segue para as mãos da diretoria da instituição que determinará a data para a publicação das regras que irão definir a concessão da área administrativa da base aérea macaense.
Com potencial de exploração na área comercial, com rendimentos na ordem de R$ 1 milhão por ano, e da retomada das operações dos voos comerciais, após a conclusão das obras de reforço da pista, o Aeroporto de Macaé, incluído no bloco sudeste que integra também o Aeroporto de Vitória, desperta o interesse de empresas nacionais e internacionais de administração aeroportuária.
Desde o anúncio da concessão, representantes de cinco empresas multinacionais já estiveram na cidade e visitaram as instalações da base. Um dos atrativos é o recém-construído terminal de passageiros, que será inaugurado após a conclusão do processo de concessão.
Para o governo federal, a concessão do Aeroporto de Macaé deverá render aos cofres da União cerca de R$ 350 milhões. A mesma quantia é prevista como investimentos a serem aplicados na base que na última década permaneceu entre os 10 principais aeroportos do país, em volume de pousos, decolagens e de passageiros transportados.

Deputados eleitos preparam gabinetes

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Felício Laterça, Welberth Rezende e Christino Áureo preparam mandatos para 2019

Felício Laterça (PSL), Christino Áureo (PP) e Welberth Rezende (PPS) participam de discussões sobre composição de Comissões

Apesar da posse dos deputados eleitos só acontecer em fevereiro de 2019, Welberth Rezende (PPS), Felício Laterça (PSL) e Christino Áureo (PP) já participam das costuras políticas que irão nortear os debates na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e na Câmara dos Deputados.

Mais próximo da Capital do Petróleo, Welberth ainda tem pela frente as discussões em plenário da Câmara, nesta reta final dos trabalhos do Legislativo. No meio tempo, segue em viagens contínuas para o Rio de Janeiro, onde participa das reuniões lideradas pela frente do PSL na Alerj, que vai definir a composição da presidência e da Mesa Diretora da Assembleia.

Já Felício assumiu nesta semana uma importante demanda da cidade, como o principal interlocutor regional com o futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). À equipe de transição, ele encaminhou o pedido de liberação para entrega de apartamentos do Bosque Azul, para alocar famílias acolhidas pela prefeitura e desabrigadas pelas chuvas. O pedido foi enviado pela prefeitura ao Ministério das Cidades.

Christino seguiu nesta semana em Brasília agenda voltada a uma das áreas em que mais atuou ao longo das quase duas décadas de atuação política: a agricultura. Ele definiu também a composição do seu gabinete na Câmara dos Deputados, local novo que precisará da sua experiência na Alerj e na gestão estadual, com objetivo de destravar pendências da cidade.

Decreto do governo é questionado pela oposição

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Vereadores da oposição criticaram decisão do governo que afetou a celebração do Dia da Consciência Negra

Movimentos sociais em defesa da cultura negra também repudiaram decisão do Executivo

Através da manifestação artística do coletivo “Raízes de Aruanda”, que faz história na luta pela resistência contra o racismo e qualquer ato de discriminação contra religiões de matrizes africanas, o repúdio ao decreto do governo, que “antecipou” o feriado do Dia da Consciência Negra, celebrado no Estado na última terça-feira (20), ganhou repercussão na rápida sessão ordinária da Câmara, na quarta-feira (21).

Como já era esperado, os integrantes da Frente Parlamentar Macaé Melhor reagiram de forma contrária a decisão do governo de decretar ponto facultativo na segunda-feira (19), mantendo o expediente normal na terça, dia do feriado.

“Quem teve a ideia de suspender um feriado, que é muito mais que um dia de descanso? A Consciência Negra representa a resistência de uma cultura negativa que ainda está impregnada no cotidiano da nossa sociedade. A data é uma reflexão de como ainda é grande a discriminação racial em nosso país e em nossa cidade. E o poder público, que deveria ser o principal defensor da igualdade, ignora por completo a importância da data”, disparou o líder da Frente Parlamentar, Maxwell Vaz (SD).

Ao também criticar a decisão de mudar a data do feriado neste ano, Marcel Silvano (PT) fez a leitura de uma poesia elaborada por duas integrantes do coletivo Raízes de Aruanda. O texto ajudou a ilustrar quanto o decreto do governo vai de contra toda a história de resistência dos negros da cidade.

“Este decreto representa a falta de sensibilidade e de interesse do governo de respeitar a história e das raízes desta cidade. É uma ignorância profunda e a agressão gratuita a memória, não só de Zumbi, mas de todos os negros que lutaram para serem reconhecidos como povo. Macaé tem a sua história marcada pela resistência, através da Lyra e de tantos nomes importantes para a construção desta cidade. E isso não foi respeitado”, disse Marcel.