Witzel apresenta plano “Mais ordem, Mais progresso” ao novo secretariado

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Plano de Witzel foi apresentado ao novo secretariado do Estado

Governador define marco de seis meses para preparar ações que visam tornar Estado mais próspero e mais seguro

Apresentado ao novo secretariado em reunião realizada no primeiro dia útil de trabalho (2), o governador Wilson Witzel (PSC) definiu o plano “Mais ordem, Mais progresso”, que traçará nos primeiros seis meses de gestão, uma série de ações que visa reestruturar as finanças do Estado, com objetivo de financiar a estratégica focada em elevar a segurança pública do Rio de Janeiro.

No documento, o governador apresenta ao secretariado o perfil de gestão que já assume a partir deste mês, buscando resultados a curto, médio e longo prazos. Produzido em sete semanas que marcaram a transição de governo, o plano estabelece como marco a definição de um planejamento inovador e austero.

Nos primeiros 15 dias de governo, Wilson pretende definir a atividade de cada um dos novos secretários, subsecretários, superintendentes e coordenadores, que dentro de 30 dias deverão informar à Casa Civil a função de cada assessor no Estado.

Dentro de 45 dias, cada setor do novo governo deverá apontar quais são as prioridades de gestão, dentro do princípio básico de plano “Mais ordem, mais progresso”: o de atender as necessidades dos 18 milhões de cidadãos fluminenses.

Nos 100 primeiros dias de governo, Witzel quer ter em mãos a realidade do desempenho tributário do Estado, para traçar quais ações terão execução imediata, dentro das prioridades estabelecidas pelos secretários.

Os 180 dias de gestão terão como marco a apresentação do Plano Estratégico do Estado, que respeitará a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual, tornando a gestão bem mais eficiente, e dentro do que é necessário à população.

Como os principais desafios a serem superados, estão a queda de arrecadação, o aumento das despesas do Estado, o desequilíbrio das metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o déficit previdenciário e o desemprego que atinge a 1,3 milhão de fluminenses.

Orçamento de Macaé para 2019 aumenta em mais de R$ 250 milhões

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Foto: Wanderley Gil

Novo ciclo de prosperidade do petróleo garante ao município a maior previsão de receitas da região

Publicada no final de dezembro, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de Macaé para o exercício fiscal de 2019 apresenta um dado inédito, pelo menos ao longo dos últimos quatro anos de recessão encarados pela cidade: um aumento considerável da projeção de receitas.

Com uma estimativa de arrecadação R$ 250 milhões a mais que a de 2018, Macaé não só entra em um novo ciclo de prosperidade do petróleo, como também apresenta uma capacidade maior de equilibrar as contas públicas, algo que ainda é difícil para as demais cidades da região.

Com uma estimativa de R$ 2.316 bilhões para serem arrecadados até dezembro, Macaé supera as previsões de Niterói e Maricá, hoje as duas cidades mais beneficiadas pelas operações do pré-sal na Bacia de Santos, maior responsável pela produção de petróleo nacional.

Porém, com um parque industrial consolidado para atender as demandas offshore nas três bacias sedimentares do Sudeste Brasileiro: Campos, Santos e Espírito Santo, Macaé é beneficiada diretamente pelas atividades de prestação de serviços e consumo de materiais, o que fortalece a arrecadação de receitas próprias.

Com tanto dinheiro em caixa, Macaé é a única cidade ainda capaz de manter uma folha de pagamento acima de R$ 1 bilhão, hoje o principal ponto de atenção das equipes de Planejamento, Fazenda e de Controle Interno, visto as regras estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

E por conta já desta despesa fixa, a cidade mantém para a Saúde um orçamento previsto em mais de R$ 549 milhões. E para a Educação, mais de R$ 541 milhões. Essas são as duas pastas que mais somam servidores efetivos da administração pública.

Além disso, para o Transporte serão destinados mais de R$ 100 milhões, orçamento destinado a manter o subsídio da passagem a R$ 1, hoje controlado pelo Cartão Macaé Cidadão. E se em 2018, a Capital Nacional do Petróleo foi capaz de arrecadar mais de R$ 2,5 bilhões, gerando aos cofres públicos um superávit de mais de R$ 450 milhões, as previsões para 2019 são ainda melhores. É esperar para ver.

Nova Mesa Diretora da Câmara toma posse

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Nova composição da presidência da Câmara tomou posse em 1 de janeiro

Dr. Eduardo Cardoso se mantém à frente do Legislativo municipal até 2020

Após o período de polêmicas e uma eleição com reviravoltas, a nova composição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores foi empossada na tarde da última terça-feira (1), em solenidade realizada no salão nobre do Palácio do Legislativo.

Diante de um público pequeno, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), reeleito presidente da Casa para o biênio 2019/2020, conduziu a posse de Julinho do Aeroporto (MDB) como primeiro vice-presidente, Luiz Fernando (PTC) como o segundo vice-presidente, Márcio Bittencourt (MDB) como primeiro secretário e Renata Paes (PSC) como segunda secretária. A solenidade foi prestigiada pelo vereador Robson Oliveira (PSDB).

Após as execuções dos hinos do Brasil e de Macaé, Dr. Eduardo e demais vereadores fizeram a assinatura do termo de posse. “Essa é uma composição bem discutida e com critério de escolhas. Tanto a oposição quanto a situação foram contempladas com a Mesa Diretora. E acreditou que juntos vamos desenvolver um grande trabalho neste biênio”, apontou Eduardo.

Márcio Bittencourt agradeceu aos vereadores que garantiram a eleição da Mesa Diretora. “Desejamos que o novo ano seja de paz para nós”, disse.

Luiz Fernando destacou que o momento político, não só de Macaé, mas do Estado e do país é histórico e simboliza novas responsabilidades para todos os agentes públicos. “Vivemos hoje a judicialização da discussão política. Isso não é uma coisa boa para a democracia, que já passa por um momento conturbado. É o momento de fazer a diferença, assumindo a posição de político, não como algo ruim, mas sim como os verdadeiros representantes do povo”, considerou Luiz Fernando.

Ao fim da sessão, Dr. Eduardo anunciou que R$ 2 milhões foram devolvidos pela Câmara ao governo municipal, fruto de economia nos gastos da Casa. “Tivemos a redução em R$ 10 milhões no orçamento deste ano, por isso devolvemos só R$ 2 milhões. Teremos neste ano uma grande novidade, como o aproveitamento total do Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo. Além da reinauguração do Museu do Legislativo, vamos abrir também uma biblioteca pública e a Escola do Legislativo, em convênio com o Tribunal de Contas e a UERJ, que vai iniciar cursos para a preparação de gestores públicos”, anunciou o presidente.

Witzel promete cortar 30% das despesas públicas do Rio

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O decreto assinador pelo governador cria o Programa de Reavaliação de Despesas Operacionais

Decisão de realizar cortes visa “imprimir eficiência e moralidade ao planejamento governamental em 2019”

O governador recém-empossado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou na última terça-feira (1º), no Diário Oficial do estado, decreto que determina o corte de pelo menos 30% nas despesas operacionais de secretarias, fundações e outros órgãos da administração estadual. O decreto cria o Programa de Reavaliação de Despesas Operacionais.

A redução, no entanto, não afetará as secretarias de Educação, de Saúde, de Administração Penitenciária, de Polícia Civil, de Polícia Militar e de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além de instituições que exercem funções essenciais à Justiça.

Segundo o decreto, a decisão de realizar os cortes foi tomada para “imprimir eficiência e moralidade ao planejamento governamental em 2019” e adotar “procedimentos atinentes ao contingenciamento de despesas diretamente relacionadas com a otimização dos gastos públicos”.

São consideradas despesas operacionais o somatório das despesas de pessoal caracterizadas como discricionárias e do valor correspondente às prestações ainda não cumpridas de cada contrato que esteja em vigor, bem como das contratações em curso.

Sucessão municipal entra na agenda política do Ano Novo

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Presidente da Câmara passa a ser o sucessor direto do prefeito com a renúncia de Vandré

Faltando agora menos de dois anos para a realização das eleições municipais, o quadro político em Macaé começa a dar uma reviravolta e vai complicar a vida do prefeito Dr. Aluizio Santos Junior que deverá enfrentar questionamentos não só do Poder Legislativo, como também da Justiça através do Ministério Público que investiga uma série de denúncias, além das ações em andamento e que vão custar caro administrar a situação, levando o Chefe do Executivo a imitar o presidente Michel Temer para evitar problemas sérios pela frente.

Com a renúncia ao cargo oficializada pelo vice-prefeito eleito, Vandré Guimarães, que no dia 21 passado deu por encerrada sua atividade por achar que seu ciclo político neste grupo acabou, o presidente da Câmara Municipal, Dr. Eduardo Cardoso Gonçalves, passa a ser o sucessor direto do prefeito, caso haja a vacância do cargo por qualquer motivo, e o torna, também, um nome forte para as eleições de 2020.

Na linha de sucessão, até agora ventilados nos bastidores, podem ser pré-candidatos o vereador e médico Marcio Bittencourt que deverá sair do MDB, do deputado estadual eleito Welberth Rezende, que se tornou uma das fortes lideranças políticas no município e na região, Guto Garcia, também do MDB, que voltou a ocupar a Secretaria de Educação e poderá ser o candidato da máquina administrativa do Executivo, André Longobardi que deverá liderar a legenda do MDB, de Chico Machado que ao ocupar também o cargo de deputado estadual, pretende continuar tentando o Executivo, ainda, o deputado Christino Áureo que se elegeu para a Câmara dos Deputados, além de outros nomes a serem definidos por algumas instituições e empresários que pretendem, a exemplo do que aconteceu com Bolsonaro, apresentar um nome capaz de superar todos os até agora sugeridos.

Ao ser derrotado na Câmara Municipal na sessão extraordinária realizada dia 27, que rejeitou duas propostas de Dr. Aluizio, que tentou retirar os valores das emendas impositivas dos vereadores no valor de R$ 14 milhões, e a proposta de alterar a Contribuição da Iluminação Pública paga pelos contribuintes todos os meses, a prestação de contas do prefeito do exercício de 2018, que teve o orçamento previsto com excesso de arrecadação chegando a R$ 2,4 bilhões, o caso também poderá provocar uma ação de improbidade administrativa.

Além de uma grande dor de cabeça para manter a maioria no Poder Legislativo, mesmo com a troca de moeda agora conhecida como “Rachid”, o prefeito deverá enfrentar ação da Operação Lava Jato, que aos poucos vai chegando aos municípios que o grupo Odebrecht revelou ter pago propinas a um grupo de secretários, além do próprio Tribunal de Contas que, renovado, começa a ser mais duro na apreciação das contas.

Corte de Emendas Impositivas é barrado em sessão extraordinária

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Governo não conseguiu aprovar matéria em sessão extraordinária realizada na Câmara Municipal

Oposição critica “armadilha” criada pelo governo em nome de financiar a Saúde

Pelo segundo ano seguido, a estratégia do governo em suplementar verbas destinadas a cumprir Emendas Impositivas da Câmara, para direcionar cerca de R$ 14 milhões para o Hospital Público Municipal (HPM), gerou enfrentamento da Frente Parlamentar Macaé Melhor. E a matéria não conquistou o número de votos para ser aprovada. Na sessão extraordinária realizada ontem (27) pelo Legislativo, o projeto do Executivo foi considerado como “armadilha” pela oposição. Por precisar de quórum especial, ou seja 9 votos, a matéria acabou sendo reprovada, mesmo obtendo sete votos favoráveis e seis votos contrários.

“No ano passado, o governo utilizou do mesmo artifício. Afirmando que a suplementação das nossas emendas iria beneficiar o São João Batista. Só que nem um terço do dinheiro foi direcionado ao Hospital. Nós vereadores precisamos ser fiéis aos nossos eleitores, que esperam as obras e os serviços previstos nas Emendas Impositivas. Precisamos dar um recado ao prefeito e votar contra essa manobra”, disse Maxwell Vaz (SD), líder da Frente Parlamentar.

Marvel Maillet (REDE) afirmou que o momento do debate é ideal para que a Câmara cobre do Executivo o respeito necessário ao Legislativo. “Lei do contra-turno, Bolsa Escola, entre outras, são leis que não são respeitadas pelo Executivo. E certamente as nossas Emendas Impositivas farão falta no dia a dia da população. Não podemos aceitar isso. Não abro mão de que as minhas emendas sejam cumpridas. Vamos acionar a Justiça para garantir isso”, apontou o parlamentar que listou a compra do mamógrafo móvel e restruturação de praças como pautas das emendas assinadas por ele no orçamento deste ano.

Para Luiz Fernando (PTC), a votação da suplementação e anulação das Emendas Impositivas é arbitrária. “Quando o governo dá uma canetada dessas, me parece que estão tirando a nossa função. Não é apenas uma alteração do orçamento, mas sim o corte de uma atribuição que é nossa. Será que o prefeito tem credibilidade para receber, mais uma vez, este nosso cheque em branco? Neste ano, a Saúde já gastou R$ 480 milhões. Para onde foi este dinheiro? Como estão os atendimentos ao pacientes? Os hospitais, o transporte, os exames? Da minha parte, não vou abrir mão das minhas Emendas”, defendeu o parlamentar.

A proposta do governo foi considerada como “absurda e autoritária”, pelo vereador Marcel Silvano (PT). “Em seis anos, a secretaria de Saúde teve oito gestores, incluindo o próprio prefeito. Como isso vai funcionar? Vivemos um contexto político sério, de instabilidade profunda e quase terminal. A sessão serve para oficializar a renúncia do vice-prefeito, e o presidente em que votamos, a qualquer falta do prefeito, vai assumir. E, agora mais do que nunca, precisamos mostrar a força deste parlamento. No ano passado, dois vereadores foram fiadores desta proposta do governo que não cumpriu o acordo. Quem vai financiar isso este ano?”, questionou o vereador.

Cesinha (PROS), membro da base aliada do governo, também lamentou a suspensão das Emendas Impositivas. Líder da base aliada do governo, Julinho do Aeroporto (MDB) apontou que o projeto do governo propõe a utilização da verba das Emendas Impositivas, não utilizadas no ano, para atender a Saúde. “Não quero entrar no mérito do porquê das Emendas não terem sido cumpridas. A verdade é que a verba existe, não foi usado, e precisa ser direcionado para algum lugar. Que então seja na Saúde. Eu também tenho Emendas não cumpridas, e esta questão não pode recair sobre nós que somos da bancada”, defendeu o parlamentar.

No entanto, George Jardim (MDB) apontou que a anulação das Emendas é uma estratégia do governo de enfraquecer a atribuição dos vereadores, independente da posição política. “O governo dá com uma mão, e tira com a outra. Prejudica a população que aguarda essas obras e também a todos nós vereadores, inclusive os da bancada”, avaliou George.

Renata Paes (PSC) apontou que o corte das Emendas Impositivas representa um “capricho” do governo. “Todas as minhas Emendas são destinadas à Serra. As reclamações da população estão todas nas minhas Emendas. As praças não podem ser utilizadas pelas crianças que correm riscos. Se os nossos pedidos fossem atendidos, a situação da Serra estaria muito melhor. E até hoje o governo não correspondeu a votação expressiva que teve lá em duas eleições”, apontou a vereadora.

Presidente da Câmara, Dr. Eduardo (PPS) afirmou se sentir incomodado em votar o projeto. “Se fosse hoje eu não faria o mesmo pedido pela Casa de Caridade. Porque não vejo mais essa necessidade toda. Porém, quando surgiu a Emenda Impositiva eu achei a coisa mais brilhante criada por esta Casa, que ajuda a atender a demanda pequena que o vereador encontra na rua. Acho que o prefeito tem tudo para cumprir isso. É com pesar que eu vejo isso vindo de novo para esta Casa. Mas votaria a favor do governo”, declarou.

Com sete votos da base aliada e seis votos da oposição, a matéria acabou sendo rejeitada por não atingir quórum qualificado (9 votos).

Taxa de Iluminação Pública é cortada de pauta de votação

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Projeto do Executivo não cumpriu prazos regimentais para entrar em discussão no plenário

Por “culpa exclusiva do Executivo”, a presidência da Câmara de Vereadores retirou da pauta de votação, da sessão extraordinária realizada ontem (27), o projeto de lei que altera regras da contribuição do serviço de iluminação pública (Cosip).

Encaminhado pelo governo no último dia 12, o projeto não cumpriu os trâmites regimentais necessários para entrar em discussão e votação, conforme informou o presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), na abertura dos trabalhos de ontem.

“A sessão extraordinária foi convocada pelo governo para discutir o Cosip. A matéria ficou prejudicada pelo tempo, uma vez que a Câmara entrou em recesso no dia 15, e a matéria chegou no dia 12. Os vereadores estão aqui, reunidos, com quórum regimental. Mas o projeto entrou em prazo insuficiente, e não houve tempo para fazer a primeira discussão e as emendas, já que os parlamentares estão em recesso. A secretaria de Fazenda comeu uma mosca do tamanho de um elefante”, disse Dr. Eduardo.

Durante a sessão, outros parlamentares também comentaram a falha do Executivo. “Não vai dar tempo de votar, porque 12 meses não são suficientes para o governo fazer o seu papel direito”, apontou Luiz Fernando (PTC).

A Mesa Diretora registrou a leitura do projeto, que poderá abrir prazo de tramitação assim que a Câmara iniciar os trabalhos de 2019, em fevereiro do próximo ano.

Carta de renúncia de Vandré Guimarães é lida em plenário da Câmara

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Carta de renúncia de Vandré foi lida ontem em sessão extraordinária da Casa

Ex-vice-prefeito abriu mão de mandato em nome de decisão pessoal

 

Fato novo no cenário político da cidade, a carta de renúncia do ex-vice-prefeito Vandré Guimarães (MDB) foi lida ontem (27) durante a sessão extraordinária da Câmara de Vereadores.

O documento, divulgado com exclusividade pelo portal O DEBATEON na internet, foi protocolado por Vandré na sexta-feira passada, dia 21, na secretaria da Casa, e encaminhado também ao gabinete do prefeito.

A leitura da carta cumpre rito legal e confirma a decisão de Vandré em abrir mão do mandato, eleito ao lado de Dr. Aluízio, em 2016. “Despido de qualquer vaidade política e por uma decisão pessoal eu renuncio ao mandato”, registrou Vandré na carta.

Até o momento, o ex-vice-prefeito ainda não deu uma declaração pública sobre a decisão de renunciar ao cargo de vice-prefeito.

Taxa de iluminação e R$ 14 milhões para o HPM em discussão hoje na Câmara

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Vereadores se reúnem hoje em sessão extraordinária para votar projetos do governo

Legislativo realiza sessão extraordinária para discutir projetos do Executivo

Ao ficar de fora da atualização do Código Tributário, aprovado em março deste ano, a cobrança da taxa de contribuição da iluminação pública será debatida hoje (27) pela Câmara de Vereadores, em sessão extraordinária, em pleno recesso parlamentar.

O projeto, assinado pelo governo após as alterações no Código, precisa ser discutido e aprovado pela Câmara com urgência, para que a cobrança possa ser efetuada em 2019. Porém, a taxa só deve ser aplicada nas contas de energia em março.

É que, de acordo com legislação federal, qualquer alteração em regras de tributação precisa respeitar o período da noventena, garantindo a validade apenas 90 dias após a sua publicação. Enviado à Câmara no início deste mês, o projeto deve gerar discussões polêmicas entre o bloco de oposição e bancada governista. Mas nada que impedirá a aprovação, como deseja o Executivo.

Também na sessão extraordinária de hoje, a Câmara vai discutir o projeto que determina a suplementação de R$ 14 milhões para reforçar verbas destinadas à manutenção do Hospital Público Municipal (HPM).

De início, a alteração do orçamento provocará a anulação de Emendas Impositivas assinadas por parlamentares, o que vai garantir mais polêmica na sessão de hoje. O ponto central do debate será a necessidade de cortar as verbas programadas pelo vereadores para a realização de obras e serviços, enquanto os cofres públicos somam mais de R$ 300 milhões em superávit.

Vandré Guimarães renuncia ao cargo de vice-prefeito

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Documento foi protocolado na Câmara Municipal de Macaé na tarde desta sexta-feira (21)

Vandré Guimarães, vice-prefeito de Macaé, protocolou, na tarde desta sexta-feira (21), na Câmara Municipal de Macaé, uma carta de renúncia do cargo. Com essa medida, o presidente da Câmara Municipal, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), fica sendo o sucessor do prefeito Dr. Aluizio em eventual ausência do cargo.

Em carta, Vandré alegou querer se dedicar às atividades profissionais e, sobretudo, à família. Agradeceu ainda pelo conhecimento, experiências e amizades adquiridas nas funções técnicas e administrativas que exerceu, e desejou sabedoria e serenidade ao prefeito, aos vereadores e aos secretários municipais nas decisões que nortearão os rumos da cidade.

“Foram aproximadamente seis anos, desde o meu ingresso na administração pública municipal, período que tive o prazer e oportunidade de participar de grandes feitos realizados. Foram inúmeros os acertos, e ainda que erros tenham porventura ocorrido, tenho plena convicção de que aconteceram sempre com o objetivo de acertar. Sinto-me confortável, portanto, em dizer que minha atuação como secretário e, nos últimos dois anos, como vice-prefeito, foram sempre em defesa do que acreditei ser, antes de tudo, justo, assumindo integral responsabilidade por todas as minhas decisões e declarações”, disse Vandré, que completou:

“Antes de entrar para o governo municipal, me especializei em administração pública pela Fundação Getúlio Vargas, pois entendo que somente com as melhores práticas de gestão podemos construir políticas com a qualidade que as pessoas merecem. Porém a realidade da administração pública está ainda muito distante dos conceitos e técnicas que aprendemos ao longo da nossa experiência, sendo mais coerente da minha parte, desta forma, entender que a opção de me afastar, neste momento, é o melhor caminho. A administração pública, além do amor e dedicação à gestão profissional, é também uma atividade que me oportuniza fazer a diferença na vida de muitas pessoas, e minha trajetória, vale frisar, até agora nisso se sustentou, estando livre de egos ou ambição por cargos representativos. Minha dedicação em busca do que entendo ser o correto para o desenvolvimento sustentável da nossa cidade sempre estará muito além de qualquer vaidade”, finalizou.