Senac pode perder 185 escolas se houver corte no Sistema S

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Audiência Pública do Fórum debate contribuição do Sistema S e de universidades na geração de emprego - Suellen Lessa Alerj

Evento foi promovido pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) pode perder 185 unidades escolares caso o Governo Federal decida cortar 40% das alíquotas que subsidiam o Sistema S, nome dado a um conjunto de instituições que promovem atividades de interesse de diversas categorias profissionais. É o que declarou Wilma Freitas, diretora de Educação Profissional do Senac, durante painel do seminário “Desafios do Emprego no Estado do Rio de Janeiro” realizado na última sexta-feira (10).

O evento foi promovido pelo Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais, para debater a importância do Sistema e das universidades para a geração de empregos. “Essa medida representaria uma diminuição de 40% nas frentes de atuação do Senac, acarretando inclusive na demissão de 16.270 funcionários”, disse Freitas.

Ela ainda destacou que o Rio de Janeiro teve, em 2018, 96 mil alunos matriculados e está em segundo lugar entre os estados com maior número de alunos matriculados, ficando atrás apenas de São Paulo. A instituição ainda possui um percentual de empregabilidade formal de 66% entre os alunos. Diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no Rio de Janeiro, Alexandre dos Reis destacou que o governo não teria condições de arcar com os custos do Sistema, hoje mantido através dessas alíquotas impostas a empresas. Ele ainda ressaltou que todo o país pode ser prejudicado caso a medida não se baseie em uma análise detalhada que busque dar mais eficiência e eficácia às instituições de formação profissional.

“O volume de alunos é muito grande e o país não está em condições de abrir mão disso. Esse é um debate muito sério, que deve ter em vista a preservação do Sistema”, comentou.As palestras feitas durante o painel ainda abordaram temas como microempreendedorismo, transporte e logística, cooperativismo, agronegócio, educação à distância, dentre outros. “É muito importante juntar o setor produtivo e de ensino com essa Casa legislativa. É fundamental manter essa conexão para a realização dos nossos trabalhos. O Sistema S faz um trabalho importantíssimo e, infelizmente, cortes podem acontecer em momentos de crise. No entanto, devemos encontrar alternativas para essa questão, como parcerias com empresas privadas”, comentou o deputado Chicão Bulhões (Novo), que presidiu o encontro.

Emprego e capacitação

Durante o encontro, “capacitação” foi um dos termos mais citados pelos diferentes palestrantes ao falarem sobre a geração de empregos. “Precisamos pensar na qualificação desde a educação básica, porque se não nos atentarmos a isso teremos vários problemas na qualificação profissional, como dificuldades de interpretação e em lidar com algoritmos”, exemplificou o diretor regional do Senai, Alexandre dos Reis.

A necessidade de investimento em qualificação também foi reiterada na fala da subsecretária de Estado de Emprego e Renda, Ana Asti. Ela destacou que mais de um milhão de pessoas estão desempregadas no estado, entre elas 300 mil jovens somente em São Gonçalo, na Região Metropolitana. “A juventude vive o seu pior momento, ficando sem estudo e sem oportunidades de trabalho. Isso reflete a crise que o estado está vivendo e é preciso, sim, investir na qualificação do jovem, especialmente alinhada à tecnologia”, disse.

Asti afirmou, ainda, que o Governo do Estado vem preparando, em parceria com o Fórum da Alerj, o portal Capacita Rio, que irá agregar oportunidades de cursos profissionalizantes presenciais e à distância.

Deputado Christino Áureo entrega tratores em Campos dos Goytacazes

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Verba para a compra dos equipamentos veio de emenda parlamentar do ex-deputado federal Paulo Feijó

O deputado federal Christino Áureo (PP) entregou cinco tratores equipados com suplementos agrícolas em Campos dos Goytacazes. O evento foi na última sexta-feira (10) no Polo Agroalimentar, antigo Ceasa da cidade. Além de produtores rurais, também participaram da entrega o prefeito de Campos, Rafael Diniz, o secretário municipal de agricultura Nildo Cardoso e o vereador campista Álvaro César.
Os equipamentos foram comprados com recursos federais recebidos através de uma emenda parlamentar de 2017 do ex-deputado Paulo Feijó, que não se reelegeu, mas o deputado Christino Áureo fez um esforço para garantir que a verba não fosse perdida. Para o deputado o apoio ao pequeno produtor é fundamental para alavancar a economia.

“Com menos de um mês de mandato eu já estava na prefeitura de Campos conversando com o prefeito e procurei no orçamento da União aquilo que fosse mais imediato em questão de resultado. O município tem vocação em várias áreas, e uma delas é a agricultura e os pequenos produtores precisam de apoio. Mais de 90% das propriedades tem menos que 10 hectares, um produtor que não tem capacidade pra comprar ou alugar um trator para o dia a dia. Então se não for o poder público ele não tem como arar a terra. O prefeito Rafael Diniz e o vereador Álvaro César me procuraram e eu pesquisei e vi que havia algumas emendas de deputados que não tinham sido reeleitos. No caso do deputado Paulo Feijó, ele nem buscou a reeleição. Nós conversamos e com menos de quatro meses de mandato a gente conseguiu dar resultados concretos na compra destes equipamentos”, disse o deputado.

A Sandra Miranda é produtora rural do assentamento Josué de Castro, pra ela a economia gerada pelos equipamentos pode ser revertida em mais investimentos na plantação. “Pode trazer muitos benefícios porque temos muitas dificuldades no campo para termos acesso a máquinas como esta. A agricultura agradece. Com isso nós teremos a oportunidade de fazer mais investimentos, plantar mais, colher mais. Pra gente vai ser uma maravilha, e eu agradeço muito o deputado Christino Áureo, e eu sei que este é só o começo, porque eu conheço o trabalho dele e sei que ele vai continuar ajudando o produtor rural do estado do Rio de Janeiro”, afirmou.

Parceria Federal e Municipal

O prefeito de Campos, Rafael Diniz, disse que acredita que a parceria entre os órgãos públicos é fundamental para garantir investimentos mesmo em momentos de crise financeira. “Eu sempre defendi que no momento de crise o caminho é a união. E nessa parceria do município com a câmara federal através do Christino Áureo a gente está trazendo todo esses equipamentos de alta qualidade para Campos. Eu quero ressaltar a importância do deputado Paulo Feijó que direcionou essas emendas para Campos e a grandeza do deputado Christino Áureo que ao assumir, de imediato buscou recuperar essas emendas de outro deputado e trabalhou para isso acontecer”.

Durante a entrega o vereador Álvaro Cezar agradeceu o empenho do deputado Christino Áureo para trazer este investimento para Campos. “Eu estou muito feliz como vereador estar recebendo esses tratores com a ajuda do deputado Christino Áureo. Agora os recursos estão chegando pra ajudar os produtores de Campos dos Goytacazes”, afirmou.

Maxwell Vaz questiona desconto da Petros em lançamento de Frente Parlamentar

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Vereador macaense participou de solenidade na Câmara dos Deputados, em Brasília

Um dos líderes do Movimento “Petros Devolva Meu Salário”, o vereador Maxwell Vaz (SD), também petroleiro, questionou o desconto da Petros durante o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Petroleiros Ativos, Aposentados e Pensionistas da Petrobras, realizada quinta-feira (09), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Presidida pelo deputado federal Aureo Ribeiro, o evento contou com a presença também dos deputados Coronel Tadeu, Natália Bonavides, Glauber Braga e Marcelo Calero e de comitivas de petroleiros de Macaé e de vários estados do país.

O lançamento da Frente Parlamentar é mais um passo na defesa dos petroleiros que têm sofrido com o desconto do déficit da Petros. O deputado federal Aureo frisou a importância da criação da Frente em um momento tão frágil do país. “Precisamos corrigir esse erro que está acontecendo com todos os petroleiros. Estamos avançando mais um pouquinho, com a ajuda do meu companheiro Maxwell Vaz, em um tema de debate nacional. Porque está sendo uma covardia o que a Petros está fazendo com esses trabalhadores. Nós estamos vivendo um momento no Brasil que a gente perde direitos, que a gente está discutindo retirada de direitos, discutindo uma matéria de impacto nacional, que é a Reforma da Previdência e o povo não acordou ainda para essa discussão no Congresso”, observou Aureo.

Maxwell também falou do momento político difícil e dos problemas enfrentados pelos petroleiros com o desconto. “Somos petroleiros que na fase de aposentaria temos nosso salário subtraído, roubado. Porque durante décadas nós investimos na nossa aposentadoria colocando nosso dinheiro para que a Petrobras e a Petros cuidassem dele para nós e a surpresa foi tamanha, a decepção foi imensa. Nós hoje temos um desconto de praticamente 30% do nosso salário complementar. Nós não podemos pactuar com os roubos e desvios que tiveram. Nós queremos o nosso salário de volta”, disse o vereador, agradecendo em seguida o deputado Aureo pela oportunidade de expor a frustração e a decepção dos petroleiros.

No mês de março o grupo, que é composto por petroleiros do Norte Fluminense, distribuiu uma Carta Aberta no plenário da Câmara e coletou mais de 200 assinaturas a favor da criação da Frente Parlamentar.

Welberth Rezende debate quantidade de radares eletrônicos nas rodovias

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Para Welberth Rezende (PPS), a implantação desses pardais têm impacto na redução do fluxo turístico

Deputado estadual, presidente da Comissão de Turismo da Alerj, ouviu representantes do DER e Ipem-RJ

Com o objetivo de entender o número excessivo de radares nas rodovias estaduais de acesso à Região dos Lagos, as Comissões de Transportes e de Turismo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ouviram na quarta-feira (8) os representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) e do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ). Segundo o presidente da Comissão de Turismo, deputado Welberth Rezende (PPS), a implantação desses pardais têm impacto na redução do fluxo turístico, além disso muitos estão localizados em áreas consideradas de risco, com um alto índice de criminalidade.

As comissões também querem um estudo técnico dos órgãos responsáveis que justifiquem a instalação dos redutores de velocidade, bem como entender e discutir como é feita a homologação, aferição e os laudos dos equipamentos.Os parlamentares presentes na audiência destacaram a existência de uma lei estadual, de autoria do deputado Dionísio Lins (PP), presidente da Comissão de Transportes, que não permite a instalação de radares nas áreas com alto risco de criminalidade.

O presidente da Comissão de Turismo observou ainda que há radares com pouca visibilidade. “Na região entre Unamar e Barra de São João, o pardal fica num poste atrás de um coqueiro. A pessoa que passa pela primeira vez ali vai ser multada. Se o caráter do radar não é arrecadatório, mas educativo, porque não colocar uma placa antes? ”questionou Welberth Rezende.

A deputada Zeidan Lula (PT), vice-presidente da Comissão de Turismo e residente em Maricá, informou que já solicitou à Secretaria de Segurança a mancha criminal da região onde estão os radares, principalmente de locais em que ocorrem os assaltos mais violentos e nos quais os motoristas são obrigados a reduzir a velocidade. Zeidan sugeriu ao representante do DER que o órgão realize parcerias com os municípios para melhoria das estradas. Neste sentido, a parlamentar defendeu a utilização dos royalties do petróleo, que beneficiam a região, para a construção de mais passarelas nessas localidades.

Questionamentos sobre
a eficácia dos radares

Integrante do grupo, a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB) destacou que apesar do Estado do Rio de Janeiro está sob o regime de recuperação fiscal, não se pode colocar os pardais com o objetivo de arrecadar. “Há várias formas de educar a população e não é com radares para um segmento da população. Taxar cada vez mais o cidadão não é solução”.

O deputado também quer saber como é destinado o dinheiro arrecadado com as multas. Por sua vez, o deputado Filippe Poubel (PSL), que mora em Maricá, contou que é usuário assíduo e diário da RJ-106. Informou que devido aos acidentes e assaltos considera a pista como “rodovia da morte”. O parlamentar queixou-se da falta de manutenção da estrada e também da quantidade de arrastões. Ele também reivindicou a necessidade de construir passarela nessas vias. “ Todos sofrem naquela estrada”, desabafou.

O representante do Ipem, Hugo Lima, explicou às comissões que os radares passam por verificação e aferição. Adiantou que a informação pode ser constatada no site do órgão. Lima destacou que a questão de segurança nas estradas não é competência do instituto. Os radares são eletrônicos, monitorados via satélite e implantados a pedido do DER ou das concessionárias. Quando perdem a certificação, os equipamentos não podem multar.

O representante do DER, Raul Fânzeres, se colocou à disposição das comissões para realizar novos estudos em relação aos radares implantados nas rodovias de acessso à Região dos Lagos. Quanto à reivindicação de desligar ou retirar os pardais nos locais onde ocorrem o maior risco de assalto, ele afirmou que o órgão está aberto a sugestões e que levará em consideração o que for mais importante, tanto para a segurança do cidadão quanto da viária. Fânzeres justificou a presença dos redutores ao longo destas vias por conta do traçado das estradas e também da ocupação desordenada no limite das pistas, áreas onde há registros de muito atropelamento. Se tiver uma boa estrutura de pavimentação, acostamento, divisórias e passarelas é possível retirar os redutores de velocidade. “A gente tem que implantar essas condições para diminuir o número de vítimas e de acidentes”, concluiu.

Rio das Ostras poderá ter bolsa auxílio para mulheres vítimas de violência doméstica

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Alan Machado agora defende que indicão se torne lei o mais breve possível

Medida foi proposta pelo vereador Alan Machado e aprovada por unanimidade no Legislativo

A partir de agora Rio das Ostras poderá oferecer uma bolsa auxílio a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A iniciativa foi proposta por meio de uma indicação do vereador Alan Machado, aprovada por unanimidade no Legislativo, e publicada na última semana pelo Jornal Oficial do Município.

O vereador explica que a ideia é que o poder público ofereça uma ajuda financeira a mulheres que, comprovadamente, estejam em situação de risco para que elas possam se manter longe do agressor até que consigam se restabelecer e ingressar no mercado de trabalho. “Lamentavelmente muitas mulheres ainda permanecem junto do agressor por não terem como se manter financeiramente. Esse auxílio poderia ajuda-las a por fim a esse ciclo de violência”, justificou Alan Machado.

Pela proposta, o auxílio também poderá ser revertido em aluguel social de acordo com avaliação do Poder Público. A intenção, segundo o vereador, é que a administração municipal também ofereça cursos de qualificação profissional a essas vítimas para que elas possam se preparar para o mercado de trabalho. “Não adianta oferecer essa ajuda financeira durante um tempo a essas mulheres e não nos atentar que elas precisam estar aptas a ganhar o próprio sustento”, argumentou.

A medida deverá agora ser regulamentada por lei pelo Executivo que estabelecerá valores e períodos do benefício. “Agora é lutar para que essa proposta se torne uma realidade em Rio das Ostras o mais breve possível”, finalizou Alan Machado.

Aprovado requerimento para prefeitura contratar funcionários da Nova Cedae

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O requerimento, de autoria do presidente Eduardo Cardoso (PPS), gerou intenso debate no plenário - Ivana Gravina CMM

Parlamentares também discutiram a municipalização do abastecimento de água

A Câmara Municipal de Macaé aprovou, ontem (8), uma proposição solicitando ao Poder Executivo informações sobre a possibilidade de contratar os funcionários da Nova Cedae, caso a prefeitura substitua a concessionária. O requerimento, de autoria do presidente Eduardo Cardoso (PPS), gerou intenso debate no plenário.

O vereador Marcel Silvano (PT) questionou: “Com essa proposta, o presidente nos dá a oportunidade de o prefeito mostrar que não é capaz de assumir o fornecimento de água”. Entre outros impedimentos, Marcel disse que a contratação só pode ser feita por concurso público e que a folha de pagamento do município já está sobrecarregada.

Em sua segunda sessão após a posse, Marcio Barcelos (MDB) afirmou que o governo tem condições de assumir o abastecimento de água. “Uma administração que consegue manter o HPM e a passagem a R$ 1 pode, sim, realizar o serviço. O que temos aqui é que a prefeitura é rica, mas o povo é pobre. Precisamos resolver isso fazendo chegar a todos os benefícios dessa arrecadação de mais de R$ 2 bilhões”.

Outra opinião foi de Cristiano Gelinho (PTC), que apontou a proposta como solução para o possível desemprego dos funcionários. Robson Oliveira (PSDB) considerou que a Cedae é estadual e que os empregados podem trabalhar em outros municípios. “Além disso, a administração não dá conta dos serviços básicos pelos quais já é responsável”.

Tarifa zero pode provocar desperdício

Cesinha (Pros) manifestou preocupação com a tarifa zero para o fornecimento. “Com a água de graça, as pessoas poderão desperdiçar”. Ele sugeriu que o secretário adjunto de Saneamento, Marcus Túlio, seja convidado à Câmara para dar esclarecimentos sobre o encampamento do serviço de distribuição de água. Márcio Bittencourt (MDB) comprometeu-se a entregar o convite.

Cardoso, autor da proposta, foi um dos últimos a se pronunciar. “Pensei em apenas duas coisas quando fiz esse requerimento. A primeira foi que os funcionários da Cedae na cidade corriam o risco de ficar desempregados e a prefeitura poderia aproveitá-los. A segunda é que não podemos em poucos dias ser contra um projeto que quer mudar um serviço que já é ruim há mais de 20 anos”.

A proposição foi aprovada por todos os votantes. Apenas Luciano Diniz (MDB) se absteve dizendo-se impossibilitado de votar por ser funcionário da Nova Cedae.

Sessão solene vai comemorar 25 anos da UFRJ em Macaé

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Câmara Municipal vai realizar uma sessão solene para comemorar os 25 anos do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) da UFRJ - Tiago Ferreira CMM

A cerimônia está prevista para o dia 5 de junho, às 18h30, na sede do Legislativo

Foi aprovada na sessão ordinária de ontem (8), na Câmara Municipal, a realização de uma sessão solene para comemorar os 25 anos do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem) da UFRJ. De acordo com o vereador Marcel Silvano (PT), autor da proposta, o Nupem foi a primeira unidade da UFRJ na cidade e há mais de duas décadas contribui com inúmeras pesquisas e serviços em favor da biodiversidade local.

Para o parlamentar, este é um momento propício para fortalecer as universidades e celebrar o seu processo de interiorização. “Em um contexto de ataques ao livre pensamento e à autonomia das universidades, nada melhor do que reconhecermos os serviços prestados pela UFRJ. São 11 cursos de graduação, três de pós-graduação, 3 mil alunos e 400 servidores no município”, informou Silvano.

O parlamentar Luciano Diniz (MDB) lembrou algumas grandes conquistas desse período para o município. “Temos muito a comemorar. Em 2008, tivemos a inauguração do complexo universitário e a fixação também da UFF no espaço. A partir daí novos cursos de graduação e pós-graduação passaram a ser oferecidos gratuitamente e, em 2009, foi implantado o curso de Medicina da UFRJ”.

Críticas a cortes de verbas

Diniz ainda lembrou o professor Francisco Esteves, do Nupem-Macaé, como um dos expoentes do ensino e da pesquisa sobre a biodiversidade e o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Já o presidente Eduardo Cardoso (PPS), que participou do processo de implantação do curso de medicina, lamentou que atualmente as universidades sejam alvo de críticas e cortes orçamentários por defenderem e ensinarem as pessoas a pensarem de forma crítica e livre.

Os vereadores informaram que até o dia 5 de junho (data da sessão solene), pretendem votar dois projetos importantes, o que regulamenta a preceptoria e o que pretende destinar 2% dos recursos dos royalties para o ensino e a pesquisa científica.

Vereadores Marcio Barcelos e Luciano Diniz tomam posse na Câmara

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Vereadores Marcio Barcelos (MDB) e Luciano Diniz (MDB) tomaram posse na Câmara Municipal

Durante a cerimônia, o presidente Eduardo Cardoso (PPS) deu as boas-vindas aos empossados

Tomaram posse na Câmara Municipal de Macaé, na manhã de hoje (7), antes da sessão ordinária, os vereadores Marcio Barcelos (MDB) e Luciano Diniz (MDB). Eles eram suplentes de parlamentares também do MDB que assumiram cargos de secretários no Executivo.

Luciano substitui, pela terceira vez no atual mandato, e pelo mesmo motivo, o vereador Guto Garcia, que volta a ser secretário de Educação. Já Marcio Barcelos entra no lugar de George Jardim, hoje à frente da pasta de Agroeconomia.

Durante a cerimônia, o presidente Eduardo Cardoso (PPS) deu as boas-vindas aos empossados. Segundo ele, os dois são experientes e darão grande contribuição ao Legislativo. Paulo Antunes (MDB) também participou da posse. “Tanto Marcio quanto Luciano vão abrilhantar os debates desta Casa”.

Marcio Barcelos disse estar ciente da importância de ocupar uma cadeira na Câmara. “Tenho minhas posições ideológicas mas venho também para dialogar com os colegas e trabalhar com base nas reais necessidades das pessoas”.

Luciano afirmou que pretende continuar sua linha de trabalhos nos bairros da cidade. “Vou colocar meu mandato a serviço da população, sobretudo na minha área, a infraestrutura, já que sou engenheiro”.

Governador reúne bancada federal para discutir reforma da previdência

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Governador Wilson Witzel se reuniu com a bancada federal para uma rodada de diálogo

A reunião teve o intuito de esclarecer alguns aspectos em prol da aprovação da reforma

O governador Wilson Witzel se reuniu, na tarde de segunda-feira (06), com a bancada federal para uma rodada de diálogo sobre a reforma da previdência proposta pelo Governo Federal. O encontro, no Palácio Guanabara, contou com a presença dos deputados federais, além dos senadores Arolde de Oliveira (PSD) e Flávio Bolsonaro (PSL). A reunião teve o intuito de esclarecer alguns aspectos em prol da aprovação da reforma e explicar quais são os principais impactos da medida para o Rio de Janeiro.

“Foi uma reunião de aproximação, juntamente com os senadores Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira, com o objetivo de conversar com os deputados e tentar buscar o consenso em algumas propostas sobre a reforma da previdência. É importante para o Brasil e para os estados e municípios. Os deputados ainda têm muitas questões a serem esclarecidas, especialmente com algumas categorias que podem ter algum aumento significativo de trabalho, como é o caso dos professores. Temos que ter em mente que, se não for feita a reforma da previdência, nós podemos entrar em colapso. Então, todos têm que estar envolvidos com essa questão”, reafirmou o governador.

Aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, a reforma da previdência está, atualmente, sendo analisada em uma comissão especial. De acordo com o Governo Federal, a medida pode resultar em uma economia para o país de R$ 1,2 trilhão em uma década. O deputado Dr. Luizinho (PP) ressalta que outros países tiveram o mesmo problema com a questão previdenciária.

“O Brasil se vê dentro de uma reforma da previdência, que é uma necessidade absoluta mundial pelo aumento da expectativa de vida. A reforma é uma necessidade”, disse o parlamentar.

Hugo Legal (PSD) acredita que o Rio de Janeiro, por já ter adotado algumas medidas, pode contribuir com a discussão da atual proposta. “Já vi algumas coisas aqui que já foram feitas pelo estado e podem servir de exemplo para outros estados para essa discussão no cenário nacional. É mostrar que o Rio de Janeiro já cortou na carne”, falou o deputado.

Nesta quarta-feira (08), Wiztel vai a Brasília para se encontrar com os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, para apresentar um pacote de propostas debatidas com os governadores de outras federações sobre outras questões que afetam os estados.

Firjan e outras entidades organizam ato público por mais segurança na BR-101

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Presidente da Firjan Norte Fluminense, Fernando Aguiar, convoca entidades para ato público, em Campos - Divulgação

Entidades decidiram organizar a manifestação devido à grande quantidade de ocorrências registradas na rodovia

A Firjan, CDL, Carjopa, ACIC e outras entidades realizam, na próxima quinta-feira (09), um ato público pedindo mais segurança na BR-101. O ato acontece às 9h, na escadaria da Câmara Municipal de Campos. As entidades decidiram organizar a manifestação devido à grande quantidade de ocorrências registradas na rodovia, principalmente no trecho próximo à Manilha, onde acontecem com frequência assaltos e arrastões.

“Após dezenas de relatos e episódios terríveis, está mais do que na hora de mostrarmos a nossa indignação ante a violência da BR-101, em especial nos Km 300 a 320. Isto afeta a economia e a vida das pessoas, especialmente do interior. Não é possível que tenhamos que conviver com isso”, relatou o presidente da Firjan Norte Fluminense, Fernando Aguiar.

Em setembro do ano passado, ele e o coordenador da Comissão Municipal da Firjan em Macaé, Evandro Cunha, estiveram na sede da Autopista Fluminense em Niterói para discutir a segurança na rodovia. Na época, os empresários levaram aos representantes da empresa o pleito apresentado pelo Sindicato das Empresas Metal Mecânicas de Campos, que sugere o fechamento de alguns acessos à rodovia e a colocação de câmeras no trecho.

Os técnicos da Autopista informaram que já haviam feito este estudo, porém houve represálias dos bandidos ao fechamento dos acessos. A Autopista também informou que já possui câmeras instaladas ao longo da via, mas que os equipamentos não inibem a ação dos assaltantes.

Com o ato público da próxima quinta-feira, as entidades pretendem sensibilizar as autoridades para que providências efetivas sejam tomadas.

Preocupado com a situação e, também, testemunha de fatos ocorridos durante as viagens, o presidente do Macaé Convention & Bureau, Guilherme Abreu, disse que está convidando os demais órgãos sediados em outros municípios para que possam elaborar um documento dirigido ao Governador do Estado, Wilson Witzel, solicitando providências urgentes para que haja atos contínuos do policiamento ostensivo da Polícia Militar, da Polícia Rodoviária Federal e até de Guardas Municipais de municípios próximos.

O deputado estadual Welberth Rezende (PPS) já foi vítima de ações de criminosos na rodovia, pretende levar o caso para as autoridades, reivindicando policiamento ostensivo também da Polícia Rodoviária Federal.