Congresso rejeita diversos itens de 13 vetos presidenciais

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Foto Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Entre os temas votados nesta quinta estão a Lei Geral do Esporte, a flexibilização de regras para agrotóxicos e a regularização de terras na Amazônia

O Congresso Nacional rejeitou nesta quinta-feira (9) diversos itens de 13 vetos presidenciais após acordo entre governo e oposição, incluindo na legislação trechos relativos à Lei Geral do Esporte ( Lei 14.597/23 ), à flexibilização de regras para agrotóxicos ( Lei 14.785/23 ) e à regularização de terras na Amazônia ( Lei 14.757/23 ). O acordo abrangeu ainda vários itens do projeto sancionado da Lei Orçamentária de 2024 ( Lei 14.822/24 ).

Projeto de Lei 1153/19 foi o que teve mais itens restituídos. A proposta reformulou diversas leis sobre o esporte, juntando-as em um único texto.

Um ponto que afeta diretamente os atletas é o direito de arena. Salvo convenção ou acordo coletivo de trabalho em contrário, 5% da receita dos direitos de arena (imagens de eventos esportivos) serão repassados pelos clubes aos atletas profissionais participantes proporcionalmente à quantidade de partidas ou provas por estes disputadas a título de parcela indenizatória de natureza civil.

Fundesporte
A Lei Geral do Esporte passará a contar com a criação do Fundo Nacional do Esporte (Fundesporte) para financiar desde construções esportivas e sua manutenção até competições e programas de transição de carreira para atleta.

O fundo contará com recursos do orçamento da União, inclusive de emendas parlamentares, e com receitas de loterias. Do que o Sistema Único de Saúde (SUS) receber de loterias, 5% deverão ir para o Fundesporte para aplicar em programas e ações de reabilitação de acidentados por meio do esporte ou paraesporte.

Do total dos recursos do Fundesporte vindos de loterias, 1/3 será repassado aos estados proporcionalmente às apostas feitas em seu território para aplicação prioritária em esporte educacional, inclusive em jogos escolares.

Outro ponto com veto derrubado permitirá o uso de arbitragem, tanto em conflitos de natureza esportiva quanto em questões patrimoniais e de trabalho e emprego.

Para as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), organizadas como empresas, um dispositivo permitirá que elas não sigam contrapartidas de situação regular com suas obrigações fiscais e trabalhistas ou sejam transparentes na gestão para poderem receber recursos públicos pela lei de incentivos.

Agrotóxicos
Na lei de flexibilização de registros de agrotóxicos ( Lei 14.785/23 ), o Parlamento decidiu atribuir exclusivamente ao Ministério da Agricultura a análise de pedidos de alteração no registro de agrotóxicos relacionados a mudanças na matéria-prima e em outros ingredientes ou aditivos ou mesmo nas especificações do produto formulado.

A Pasta da Agricultura poderá deferir os pedidos de registro de produtos à base do ingrediente ativo em reanálise enquanto não concluir o processo. Esse órgão fará ainda a reanálise dos riscos desses produtos.

Defesa civil
Na Lei 14.750/23 será incluído dispositivo que determina à União realizar repasse adicional de recursos a estados e municípios com reconhecimento de estado de calamidade pública ou situação de emergência.

Esse repasse adicional será no âmbito do SUS para assistência prioritária e continuada à saúde física e mental de pessoas atingidas por desastres.

Regularização na Amazônia
Trechos do Projeto de Lei 2757/22 serão incluídos na Lei 14.757/23 , remetendo ao Poder Executivo a regulamentação de condições financeiras e prazos para o pagamento pela terra se o contrato de regularização tiver sido assinado antes de 25 de junho de 2009 (data da Lei 11.852/09 , que estipulou regras para a regularização).

Assim, o terceiro de boa-fé, proprietário de outros imóveis rurais e que tenha adquirido a terra do beneficiário original, mesmo com cláusula no contrato original de regularização impedindo essa venda, poderá obter novo parcelamento se a soma de suas propriedades não passar de 15 módulos fiscais.

Entretanto, os benefícios não poderão ser concedidos a quem explorar mão de obra escrava e o fim de cláusulas resolutivas não isenta o titulado da responsabilidade por infrações ambientais, trabalhistas e tributárias.

Alimentação escolar
No Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), os vetos derrubados permitirão a estados e municípios legislarem de forma complementar à União sobre o programa, podendo especificar objetivos, beneficiários, forma de gestão, ações de educação alimentar e nutricional, procedimentos de aquisição de gêneros alimentícios e até mesmo prestação de contas. As mudanças serão incluídas na Lei 14.734/23 .

Apostas
Na lei sobre apostas ( Lei 14.790/23 ) em eventos esportivos (quota fixa ou “bet”), o Congresso rejeitou vetos para permitir a isenção de imposto de renda retido na fonte sobre prêmios líquidos somados que fiquem abaixo da primeira faixa da tabela progressiva do imposto.

O prêmio líquido a ser considerado será o resultado positivo anual entre as apostas com ganho e aquelas com perda, desde que da mesma natureza.

Ao contrário de outras loterias, o imposto será apurado anualmente e a isenção será aplicada aos valores líquidos abaixo da primeira faixa da tabela anual do IRRF (atualmente R$ 24.511,22).

Policiais do DF
Na lei de remuneração dos policiais do Distrito Federal, um veto rejeitado prevê o reajuste do auxílio-moradia pago a policiais militares.

O novo valor mensal varia de R$ 850 para soldado de 2ª classe com dependentes a R$ 3,6 mil para coronel com dependentes.

O governo do Distrito Federal também poderá, com dinheiro próprio não vinculado ao Fundo Constitucional do Distrito Federal, pagar indenizações a policiais e bombeiros militares e a policiais civis ativos, inativos e pensionistas:

  • indenização de representação de função ao policial civil pelo exercício de atividades extraordinárias de caráter policial em qualquer órgão ou entidade do GDF; e
  • indenização para a compensação “dos desgastes orgânicos e dos danos psicossomáticos” pelo desempenho de policiamento ostensivo, prevenção e combate a incêndio, salvamento, atendimento pré-hospitalar ou segurança pública

Taxas mais caras
Ainda no Distrito Federal, o Parlamento incluiu na lei que atualizou as taxas cartoriais ( Lei 14.756/23 ) dispositivo vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para determinar que as taxas cartorárias do DF sejam reajustadas anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O reajuste deverá tomar como base o ano de 2016.

Barragens
Quanto ao projeto que deu origem à lei da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB), deputados e senadores derrubaram veto para prever o pagamento em dinheiro da indenização às pessoas atingidas por barragens, seja no momento de sua implantação ou rompimento.

Já a reparação por danos morais em processos de remoção compulsória, o pagamento incluirá ainda os casos de descumprimento de condicionantes do licenciamento ambiental relativas ao caso específico. A escrituração e o registro do imóvel atribuído à pessoa no reassentamento deverão ocorrer no prazo máximo de doze meses.

Nova lei de licitações
Na nova lei de licitações e contratos da administração pública, quando houver contratos de repasse ou convênios entre a União e os demais entes com valor global de até R$ 1,5 milhão, o regime simplificado instituído dispensará a análise e o aceite de termo de referência, anteprojeto, projeto, orçamento, resultado do processo licitatório ou outro documento necessário para o início da execução do objeto.

O texto a ser incluído pela Lei 14.770/23 na Nova Lei de Licitações diz que caberá à concedente ou mandatária verificar o cumprimento do objeto pactuado ao final da obra.

O Parlamento também resolveu incluir a permissão para a administração aproveitar o saldo de valores reservados (empenhados) e que seriam pagos a empresa que teve seu contrato rescindido. Esse saldo poderá ser usado para pagar novo contratado a fim de concluir a obra, serviço ou fornecimento de bens.

Por portal Novo Norte

Dois políticos que faziam oposição ao PT são assassinados no Ceará em menos de 48 horas

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Deputado Federal André Fernandes alerta sobre medo de ser a próxima vítima

Dois políticos do Partido Liberal (PL) e conhecidos por sua oposição ao PT foram assassinados em menos de 48 horas no Ceará, gerando alarme entre membros da oposição. O primeiro caso ocorreu na terça-feira, quando o vereador Erasmo Morais foi morto com 47 tiros de fuzil em frente à sua casa no Crato. Dois dias depois, o sargento e suplente de deputado estadual Geilson Pereira Lima encontrou um destino semelhante em Icó, morto brutalmente dentro de um frigorífico.

Ambos os políticos haviam relatado ameaças de morte antes de serem assassinados, e suas mortes levantaram suspeitas de motivação política. Erasmo e Geilson eram figuras ativas na luta contra administrações locais do PT, e suas denúncias de irregularidades em suas respectivas cidades eram conhecidas. A brutalidade e a execução rápida dos assassinatos aumentaram o temor de que esses atos sejam uma tentativa de silenciar vozes dissidentes.

André Fernandes, deputado federal pelo PL-CE, expressou sua indignação e medo em um vídeo divulgado nas redes sociais, onde fala sobre os riscos que corre por sua atuação política. “Eu não vou me acovardar, eu não vou me calar, e eu cobrarei justiça, custe o que custar,” declarou Fernandes, que também teme ser o próximo alvo. Ele fez um apelo para que as investigações sejam conduzidas com rigor e isenção, destacando a urgência de esclarecer os crimes.

Veja o vídeo:

Por portal Novo Norte

Veja como cada senador votou na volta do DPVAT

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O projeto altera o arcabouço fiscal, possibilitando a antecipação de um crédito de cerca de R$ 15 bilhões por causa do aumento da arrecadação no primeiro bimestre deste ano. As informações são do Estadão.

Nesta quarta-feira (8), o Senado aprovou, por 41 votos a 28, o projeto de lei complementar que recria o DPVAT. Agora, o texto depende de sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O projeto altera o arcabouço fiscal, possibilitando a antecipação de um crédito de cerca de R$ 15 bilhões por causa do aumento da arrecadação no primeiro bimestre deste ano. As informações são do Estadão.

Alan Rick (União Brasil/AC) – Sim
Marcio Bittar (União Brasil/AC) – Não compareceu
Sérgio Petecão (PSD/AC) – Sim
Davi Alcolumbre (União Brasil/AP) – Sim
Lucas Barreto (PSD/AP) – Não
Randolfe Rodrigues (sem partido/AP) – Sim
Jader Barbalho (MDB/PA) – Sim
Beto Faro (PT/PA) – Sim
Zequinha Marinho (Podemos/PA) – Não compareceu
Carlos Viana (Podemos/MG) – Não
Cleitinho (Republicanos/MG) – Não
Rodrigo Pacheco (PSD/MG) – Presidente (art. 51 RISF)
Eduardo Gomes (PL/TO) – Não compareceu
Irajá (PSD/TO) – Não
Professora Dorinha Seabra (União Brasil/TO) – Sim
Carlos Portinho (PL/RJ) – Não
Flávio Bolsonaro (PL/RJ) – Não
Romário (PL/RJ) – Não
Cid Gomes (PSB/CE) – Sim
Janaina Farias (PT/CE) – Sim
Eduardo Girão (Novo/CE) – Não
Rodrigo Cunha (Podemos/AL) – Não compareceu
Renan Calheiros (MDB/AL) – Sim
Fernando Farias (MDB/AL) – Não compareceu
Fabiano Contarato (PT/ES) – Sim
Marcos do Val (Podemos/ES) – Não compareceu
Magno Malta (PL/ES) – Não compareceu
Hamilton Mourão (Republicanos/RS) – Não
Ireneu Orth (PP/RS) – Não
Paulo Paim (PT/RS) – Sim
Fernando Dueire (MDB/PE) – Sim
Humberto Costa (PT/PE) – Sim
Teresa Leitão (PT/PE) – Sim
Laércio Oliveira (PP/SE) – Sim
Alessandro Vieira (MDB/SE) – Sim
Rogério Carvalho (PT/SE) – Sim
Astronauta Marcos Pontes (PL/SP) – Não
Giordano (MDB/SP) – Não compareceu
Mara Gabrilli (PSD/SP) – Não compareceu
Margareth Buzetti (PSD/MT) – Sim
Jayme Campos (União Brasil/MT) – Sim
Wellington Fagundes (PL/MT) – Não
Styvenson Valentim (Podemos/RN) – Não
Rogério Marinho (PL/RN) – Não
Zenaide Maia (PSD/RN) – Sim
Nelsinho Trad (PSD/MS) – Sim
Soraya Thronicke (Podemos/MS) – Sim
Esperidião Amin (PP/SC) – Não
Ivete da Silveira (MDB/SC) – Sim
Jorge Seif (PL/SC) – Não
Jorge Kajuru (PSB/GO) – Sim
Vanderlan Cardoso (PSD/GO) – Não compareceu
Wilder Morais (PL/GO) – Não
Confúcio Moura (MDB/RO) – Sim
Jaime Bagattoli (PL/RO) – Não
Marcos Rogério (PL/RO) – Não
Mecias de Jesus (Republicanos/RR) – Sim
Dr. Hiran (PP/RR) – Sim
Chico Rodrigues (PSB/RR) – Sim
Leila Barros (PDT/DF) – Sim
Damares Alves (Republicanos/DF) – Não compareceu
Izalci Lucas (PL/DF) – Não
Otto Alencar (PSD/BA) – Sim
Jaques Wagner (PT/BA) – Sim
Angelo Coronel (PSD/BA) – Sim
Ana Paula Lobato (PDT/MA) – Sim
Weverton (PDT/MA) – Sim
Eliziane Gama (PSD/MA) – Sim
Efraim Filho (União Brasil/PB) – Sim
Daniella Ribeiro (PSD/PB) – Não compareceu
Veneziano Vital do Rêgo (MDB/PB) – Sim
Omar Aziz (PSD/AM) – Sim
Plínio Valério (PSDB/AM) – Não
Eduardo Braga (MDB/AM) – Sim
Flávio Arns (PSB/PR) – Sim
Sérgio Moro (União Brasil/PR) – Não
Oriovisto Guimarães (Podemos/PR) – Não
Rogério Marinho (PL/RN) – Não
Soraya Thronicke (Podemos/MS) – Sim
Esperidião Amin (PP/SC) – Não
Ivete da Silveira (MDB/SC) – Sim

Por portal Novo Norte

MPRJ obtém decisão condenando vereador de Macaé à perda do cargo

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George Coutinho Jardim foi condenado por improbidade administrativa no dia 17/01/2024

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Macaé, obteve, na segunda-feira (06/05), após entrar com recurso na Justiça, a condenação do vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Macaé, George Coutinho Jardim, à perda das funções públicas. Ele foi condenado por improbidade administrativa no dia 17/01/2024, quando perdeu seus direitos políticos, mas a Promotoria recorreu para que ele também fosse condenado à perda do cargo de vereador, uma vez que ainda ocupa a cadeira na Câmara.(Leia mais abaixo)

A promotoria explicou que o Juízo deixou de condenar George Jardim na perda do cargo de vereador porque presumiu, equivocadamente, que ele não ocupasse mais o posto. O recurso apontou, em resumo, a existência de contradição na sentença, uma vez que ele ainda exerce a função de vereador, sendo possível a aplicação da sanção de perda do cargo.(Leia mais abaixo)

George Jardim foi condenado em ação civil pública na qual o MPRJ demonstrou que ele manteve em seu gabinete, durante dois anos, um servidor que não cumpria a carga horária exigida para o cargo. A ACP relata que o servidor Luciano dos Santos Pacheco foi cedido ao gabinete do vereador George Coutinho Jardim entre os anos de 2014 e 2016, com carga horária de 40 horas semanais. As investigações apontaram, porém, que a partir de 01/10/2014, quando já estava cedido à Câmara, ele passou a ocupar o cargo de Técnico de Logística e Transporte Júnior na Petrobras, cumprindo a mesma carga horária de 8 horas diárias que declarou estar cumprindo na Casa Legislativa.(Leia mais abaixo)

A sentença ainda condenou o vereador George Jardim ao pagamento de multa civil equivalente ao valor do dano, e o servidor Luciano dos Santos Pacheco à perda dos valores acrescidos ilicitamente ao seu patrimônio, bem como à restituição das remunerações percebidas no período compreendido entre outubro de 2014 e abril de 2016, além do pagamento de multa civil equivalente ao valor do acréscimo patrimonial.

Por MPRJ

Senado debate situação financeira de municípios na segunda

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Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Está marcada para as 15h de segunda-feira (13), uma sessão de debates temáticos no Plenário do Senado para discutir a atual situação financeira e o…

Está marcada para as 15h de segunda-feira (13), uma sessão de debates temáticos no Plenário do Senado para discutir a atual situação financeira e orçamentária dos municípios brasileiros. O requerimento foi apresentado pelo presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco, e aprovado na quarta-feira (8). Serão convidadas associações que representam municípios.

Pacheco argumenta que municípios estão em situações limite, com dificuldade de caixa. Dívidas previdenciárias e obrigações decorrentes de precatórios são alguns dos problemas apontados pelo parlamentar que podem “deixar muitas gestões municipais à beira da miserabilidade, em prejuízo dos serviços públicos vitais que prestam à população”.

Segundo o presidente do Senado, o debate das temáticas mais candentes para o municipalismo não interessa apenas aos prefeitos e vereadores. “Interessa com igual ou mais alta intensidade aos representantes das demais esferas”, afirma.

Por portal Novo Norte

Seif critica atuação da ANTT durante tragédia no Rio Grande do Sul

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Jorge Seif (PL-SC) criticou em pronunciamento nesta quarta-feira (8) a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diant…

O senador Jorge Seif (PL-SC) criticou em pronunciamento nesta quarta-feira (8) a atuação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) diante da tragédia provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul. O senador enfatizou que a ANTT estaria multando e apreendendo caminhões que transportavam doações. Essas medidas, segundo ele, representam uma falta de sensibilidade e estão prejudicando diretamente aqueles que mais precisam de ajuda.

O senador ressaltou que, embora seja compreensível a necessidade de fiscalização durante uma crise, os órgãos responsáveis não deveriam estar focando em questões como peso de carga e nota fiscal de alimentos, água e roupas doadas.

— O Brasil inteiro se mobiliza numa ação de filantropia, de carinho, de solidariedade. Aí a ANTT faz algo que acho descabido no momento. É uma exceção, é uma excepcionalidade, é um momento de desespero, é um momento de caos. Entendemos que os órgãos de fiscalização precisam fiscalizar, sim, para ver se não tem algum problema com droga, ou alguma carga ilícita — disse.

Seif ainda questionou a decisão do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, que pretende acionar a Polícia Federal (PF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para identificar os responsáveis pela disseminação de fake news sobre a tragédia no Rio Grande do Sul:

— Não é mentira, nem fake news, ministro Paulo Pimenta. Respeite a democracia, respeite o direito de oposição, respeite o direito de crítica! E veja que a ANTT está, sim, parando caminhões; está, sim, exigindo nota fiscal de donativos; está, sim, pesando os caminhões com comida e bebida para pessoas, inclusive, do seu estado que estão com fome e com sede; e está, sim, apreendendo e parando caminhão. E o senhor quer procurar a Polícia Federal para a gente parar de falar? Que vergonha! Quero ver se este Senado vai ficar calado diante desses absurdos.

Por portal Novo Norte

Girão destaca ações do Congresso dos EUA sobre a censura no Brasil

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou, em pronunciamento nesta quarta-feira (8), ter participado, na terça-feira (7), de uma audiência sobre a…

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou, em pronunciamento nesta quarta-feira (8), ter participado, na terça-feira (7), de uma audiência sobre a democracia brasileira na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. O parlamentar afirmou que a reunião foi provocada por um relatório de quase 500 páginas feito pela Comissão de Assuntos Judiciários da própria Câmara, com “graves denúncias de violação constante à liberdade de expressão no Brasil”.

— Foram ouvidos os depoimentos fidedignos do jornalista Michael Shellenberger, que é americano e está sofrendo perseguição também desse regime que hoje está vigente no Brasil; do CEO da plataforma Rumble, que foi praticamente banida do país, um depoimento fortíssimo que ele deu lá, o Chris Pavlovski; e o emocionado testemunho do jornalista brasileiro exilado nos Estados Unidos, que é o Paulo Figueiredo. Aliás, esse comitê, inclusive, nesta semana, já acionou a OEA [Organização dos Estados Americanos] para obter esclarecimentos oficiais sobre os graves episódios que estão abalando a nossa democracia: essa questão de censura, de perseguição da oposição, dos conservadores, porque esse assunto aqui transcende direita e esquerda, se é contra governo, se é a favor de governo; é liberdade de expressão, é um direito garantido pela nossa Constituição.

Girão também criticou o governo federal e afirmou que o Executivo, através da Secretaria de Comunicação e do Ministério da Justiça, está agindo para calar cidadãos que fazem críticas às falhas no socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Segundo o senador, o governo pediu que a Polícia Federal investigue imediatamente pessoas que divulgam a “inoperância” do Executivo.

— Uma das denúncias divulgadas por vários veículos de comunicação do Brasil mostra caminhões transportando produtos sendo multados em postos da Polícia Rodoviária Federal por razões puramente burocráticas, uma profunda incoerência num momento de calamidade em que brasileiros de praticamente todos os estados têm feito cotização, têm se desdobrado, contribuindo voluntariamente, numa grande corrente do bem para diminuir um pouco da dor e do sofrimento do povo do Rio Grande do Sul. Se essas denúncias fossem realmente falsas, então por que hoje, 8 de maio, a Agência Nacional de Transportes Terrestres publica a Portaria n° 110, autorizando a flexibilização na fiscalização aos caminhões transportando donativos para o Rio Grande do Sul? É mais uma grande prova da importância da garantia da liberdade de expressão nas redes sociais.

Por portal Novo Norte

Oposição critica investigação do governo sobre fake news em tragédia no Rio Grande do Sul

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Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Notícia de que a fiscalização estaria impedindo a entrada de caminhões com doações no estado foram divulgadas pelas redes sociais; ANTT negou a ação

Deputados da oposição criticaram iniciativa da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) de investigar contas em redes sociais por supostas notícias falsas relacionadas às ações de fiscalização de caminhões que levam doações ao Rio Grande do Sul. Nesta terça (7), a Secom encaminhou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública ofício pedindo ações contra as postagens .

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) afirmou que o governo em vez de se esforçar na reconstrução do Rio Grande do Sul está perseguindo parlamentares que teriam disseminado informações falsas sobre ações de fiscalização de caminhões levando doações para o estado. “É tão verdade esses fatos que a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] lançou portaria para dispensar fiscalização. Se não houvesse o bloqueio, a ANTT não teria emitido hoje a portaria”, disse.

O deputado Coronel Ulysses (União-AC) criticou a iniciativa da Secom. “Não pode um ministro querer abrir inquérito contra os deputados que estão no seu direito constitucional de falar a verdade para a população. A verdade eu sei que dói, mas tem que ser escutada, tem que ser ouvida.”

Para a deputada Julia Zanatta (PL-SC), o governo está censurando quem está se organizando para salvar vidas. “Não poderemos tirar o foco número um que é ajudar o próximo. Não é o momento de fazer politicagem, censura de adversário político.”

Fernanda Melchionna: notícias falsas criam pânico e propagam mentira e demagogia

Mentira e demagogia
Segundo a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), essas fake news criam pânico e propagam mentira e demagogia. “Nenhum caminhão está sendo proibido de transportar. Eles inventaram que estão cobrando nota fiscal, fake news de corpo boiando, imposto sobre doação. Isso é irresponsável, é leviano”, disse.

A deputada Ana Paula Lima (PT-SC) afirmou que qualquer impedimento de chegada de caminhões é mentira. “A ANTT oficializou medidas de fiscalização e regulação em apoio ao Rio Grande do Sul. Atendimento prioritário e dispensa de fiscalização a quem está levando comida e mantimentos”, afirmou.

De acordo com o deputado Alencar Santana (PT-SP), a comissão externa também deveria investigar eventuais fake news relacionadas ao socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. “Isso pode atrapalhar, pode comprometer, pode retardar e criar situações prejudiciais às ações coordenadas pelos entes envolvidos.”

Em nota, a ANTT negou que esteja retendo veículos de carga a caminho do Rio Grande do Sul . Segundo a agência, caminhões com donativos passam por fiscalização simplificada.

Por portal Novo Norte

Subcomissão do Congresso Americano apela à OEA por ações contra abusos de autoridade no Brasil

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Christopher Smith convocou para a discussão sobre “Uma Crise de Democracia, Liberdade e Estado de Direito?” prevista para ocorrer no dia 7 de maio de 2024, no Edifício Rayburn House Office.

A Subcomissão de Saúde Global, Direitos Humanos Globais e Organizações Internacionais da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos solicitou informações à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre alegações de violações dos direitos humanos no Brasil. Em uma carta datada de 3 de maio de 2024, o presidente da subcomissão, Christopher H. Smith, expressou preocupações relativas a abusos de autoridade judicial e supressão da mídia de oposição.

Christopher Smith convocou para a discussão sobre “Uma Crise de Democracia, Liberdade e Estado de Direito?” prevista para ocorrer no dia 7 de maio de 2024, no Edifício Rayburn House Office. O objetivo é avaliar como o Congresso dos EUA pode intervir nos desenvolvimentos brasileiros. Smith requisitou que a CIDH e o Relator Especial para a Liberdade de Expressão compartilhem informações pertinentes e sugestões de medidas para enfrentar a situação

A carta foi direcionada a Roberta Clarke, Presidente da CIDH, e a Pedro José Vaca Villarreal, Relator Especial para a Liberdade de Expressão. Eles foram instados a fornecer materiais relevantes até 6 de maio de 2024, para incorporação na discussão da audiência. A colaboração contínua entre as partes foi encorajada para garantir a continuidade da revisão dos casos reportados.

Por portal Novo Norte

O corajoso discurso de Paulo Figueiredo no Congresso Americano

Venho de uma família com um longo legado de lutar contra a tirania.

Senhor Presidente, Membro Wilde e membros distintos do Comitê, meu nome é Paulo Figueiredo.

Eu sou a prova viva das violações de direitos humanos no Brasil. Por fazer o trabalho de um bom jornalista, fui censurado, meus bens foram congelados e meu passaporte brasileiro foi cancelado, tudo sem processo legal.

Venho de uma família com um longo legado de lutar contra a tirania. Meu bisavô, o general Euclides Figueiredo, liderou uma revolução contra o ditador mais brutal do Brasil, Getúlio Vargas, e por isso passou anos na prisão. Seu filho, meu avô, João Figueiredo, tornou-se o 38º presidente do Brasil em 1979 com a tarefa de acabar com o regime militar. Como presidente, ele concedeu anistia, realizou eleições livres, permitiu múltiplos partidos políticos e, ao final do seu mandato, devolveu pacificamente o poder aos civis, restaurando a democracia plena no Brasil.

Com esse legado de gerações lutando por liberdade de expressão, essa responsabilidade agora recai sobre mim. No final de 2022, ano da última eleição presidencial no Brasil, eu era um comentarista político na JP News, uma rede de TV frequentemente comparada à Fox News americana. O programa de horário nobre em que eu estava foi eleito o melhor pelo país e tinha mais audiência do que as últimas duas redes combinadas, incluindo a CNN, com mais de 5 milhões de seguidores em todas as redes sociais e mais engajamento do que praticamente qualquer jornalista.

Sob qualquer medida, eu era um dos jornalistas mais influentes do país, até que comecei a ser alvo de uma série de decisões da mais alta corte do país. Em dezembro de 2022, todas as minhas redes sociais foram canceladas para brasileiros. Depois, descobri que a ordem também congelava meus bens financeiros, suspendia a confidencialidade das minhas transações, ameaçava multas toda vez que eu dizia algo que não estava de acordo com o ministro Alexandre de Moraes e até cancelou meu passaporte brasileiro.

Eu desapareci de todo o meu público. Esse é o equivalente moderno de ser mandado para uma prisão, como foi meu bisavô. Em janeiro de 2022, após a posse de Lula e as revoltas de 8 de janeiro, o Congresso brasileiro acusou a JP News de financiar a revolta, desmonetizou a rede e ameaçou a concessão pública. A Jovem Pan cedeu, demitiu todos os seus comentaristas conservadores e adotou uma linha mais pró-Moraes.

Eu fiquei desempregado, com tudo congelado, e me mudei para as plataformas Rumble e Locals, que prometeram sempre manter a liberdade de expressão. Tornei-me um dos principais criadores de conteúdo em cada uma delas, com 120.000 seguidores no Rumble e cerca de 6.000 inscritos pagos no Locals. Mas em 2023, ordens absurdas de Moraes e a supressão da liberdade de expressão, comigo como um dos principais alvos, acabaram fazendo com que ambas as plataformas fossem fechadas para todos os brasileiros.

Em 8 de fevereiro de 2024, a mídia brasileira noticiou uma nova ofensiva contra mim. Eu estava sendo investigado por falar de forma precisa na TV sobre o Alto Comando Brasileiro e seu papel em dezembro de 2022. Nessa investigação, houve uma nova medida proibindo que eu tivesse contato com o ex-presidente Bolsonaro e com qualquer outra pessoa investigada, uma tática clara de intimidação.

Lembrem-se desse nome: Alexandre de Moraes. Ele é, de fato, o ditador do Brasil. Ele é o ministro da Suprema Corte, dirige o TSE, a Corte Eleitoral, e também está à frente da infame investigação de fake news, que começou em 2019 e segue até hoje.
Pablo Carvalho: Alexandre de Moraes. Lembrem desse nome. Ele é, de fato, o ditador do Brasil. É ministro da Suprema Corte, dirige o TSE, a Corte Eleitoral, e também lidera a infame investigação de fake news, que começou em 2019 e segue até hoje.

Meu trabalho estava ocorrendo no meu estúdio na Flórida, onde morava desde 2016. Eu, portanto, estava sob a jurisdição desse país o tempo todo e, consequentemente, protegido pelos direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição americana.

As empresas americanas têm obedecido ordens ilegais diretamente de ministros brasileiros, sem procedimentos internacionais, e estão cedendo dados de indivíduos que estão sob jurisdição americana. Este Congresso deveria lidar com isso, já que não só viola nossos direitos constitucionais, mas também representa um risco de inteligência e, possivelmente, viola a FCPA.

De forma alguma fui o único jornalista afetado. No mesmo dia, o jornalista premiado e autor Rodrigo Constantino, e Guilherme Fiúza, foram alvos de decisões similares. Outros jornalistas, como Allan dos Santos, também presente hoje, enfrentaram medidas ainda mais duras, incluindo ordens de prisão. O podcaster libertário Monark, conhecido como o Joe Rogan brasileiro, sofreu um destino semelhante. Ambos estão exilados nos Estados Unidos.

Há outros exemplos, como congressistas e até mesmo uma juíza, Ludmila Grilo, aqui na audiência, ou congressistas como Gustavo Gayer, Nikolas Ferreira e muitos outros membros do Congresso. Mesmo o senador Marcos do Val teve suas redes sociais bloqueadas e seus escritórios invadidos. O congressista Daniel Silveira está preso há nove anos por gravar um vídeo criticando Moraes.

O ex-procurador Deltan Dallagnol, que processou Lula por corrupção, também está aqui por ordem de Moraes. Uma pesquisa mostra que 70% dos congressistas acreditam que a Suprema Corte invade sua jurisdição. Dois terços dos brasileiros acreditam que o país vive sob uma ditadura judiciária.

Protestos com centenas de milhares de pessoas se manifestam principalmente contra Moraes. O povo brasileiro e o Congresso sabem que Moraes está fora de controle, mas estão paralisados pelo medo.

Muitos se perguntam como um único juiz pode fazer tanto, dado que o Brasil tem leis de liberdade de expressão. Na verdade, Alexandre de Moraes não tem esse poder. Suas ações violam flagrantemente a Constituição do Brasil, incluindo os artigos 5, 49 e 220, bem como leis internacionais das quais o Brasil é signatário.

Esta censura e perseguição ocorrem dentro de processos ilegais, como a investigação de fake news, que agora investiga até Elon Musk. Moraes age como a suposta vítima, investigador, procurador e juiz, sem direito a recurso.

Ele também age através do TSE, que lhe deu poderes diferenciados durante as eleições de 2022 e que persistem até hoje. Esses atos ocorrem de forma velada, com casos sob sigilo e advogados sem acesso aos arquivos.

Meu caso é emblemático. Por um ano e meio, sofro as penas sem ter sido formalmente notificado dos procedimentos, o que me torna incapaz de me defender. As decisões contra mim só foram conhecidas após o Comitê Judiciário desta Câmara solicitar as decisões judiciais.

Os documentos chocaram o mundo e o povo brasileiro. Isso acontece porque o Brasil não tem uma lei criminalizando fake news. Por esse motivo, Moraes enfrenta uma série de alegações na Corte Interamericana de Direitos Humanos, mas os casos estão parados.

Os Estados Unidos têm um papel importante. Alguns dizem que o governo americano e ONGs agiram para fortalecer a censura no Brasil.

O governo americano pode ter ajudado o TSE brasileiro a desenvolver estratégias para combater a desinformação e fortalecer práticas de censura, com agentes do FBI e oficiais do Departamento de Justiça participando de reuniões do TSE.

As reuniões marcaram o início da escalada autoritária do TSE. Enquanto o governo Biden agiu de forma principalmente informal, Moraes deu ordens judiciais pela Suprema Corte do Brasil, ameaçando multas ou desconexão completa de plataformas como o Telegram em 2022.

ONGs americanas, como a Ford Foundation e a Open Society de George Soros, forneceram relatórios cruciais para a investigação de fake news. O Financial Times relatou ações sigilosas de altos oficiais americanos para apoiar a censura no Brasil.

Isso é preocupante, porque os Estados Unidos, tradicionalmente promotores da liberdade de expressão, apoiam um presidente alinhado com China, Rússia, Cuba e outros, que mina os interesses americanos e o dólar como moeda global.

O Congresso deve garantir que o regime de Moraes e Lula pare de operar nas sombras. A verdade liberta. O Congresso deve usar seu poder para lançar luz sobre os fatos.

Congressistas, visitem o Brasil. Vocês são bem-vindos ao nosso parlamento e sua presença trará maior visibilidade do que tivemos.

Recursos indo para a OEA não deveriam ser direcionados para agências que não atendem aos interesses do povo americano.

Sanções devem ser aplicadas a oficiais brasileiros que violam as liberdades do povo brasileiro.

Isso é o que imploro de vocês em nome de milhões de brasileiros.

Deus abençoe a América e Deus abençoe o Brasil.

Por portal Novo Norte