Criminosos que praticam tráfico de menores poderão ter bens confiscados

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A senadora Damares Alves relatou o projeto do senador Magno Malta - Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Damares é relatora do Projeto de Lei

Projeto que prevê o confisco e a destinação de bens utilizados nos crimes de tráfico de criança ou adolescente ou contra a liberdade e dignidade sexual desses menores foi aprovado, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O texto também estende a responsabilidade desses crimes a quem participa deles de forma indireta, e prevê a cassação da licença de estabelecimentos onde ocorram esses atos.

PL 1.668/2023 , do senador Magno Malta (PL-ES), recebeu parecer favorável do senador Izalci Lucas (PL-DF), com emendas. O relatório foi lido na comissão pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Agora, a matéria segue para a Comissão de Segurança Pública (CSP).

O projeto, elaborado pela CPI dos Maus-tratos, de 2017, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA, Lei 8.069, de 1990 ). O ECA já criminaliza a submissão de criança ou adolescente à prostituição ou à exploração sexual, estabelecendo penas.

A novidade é a inclusão nessas punições de quem facilita, impede ou dificulta que a criança ou o adolescente as abandone, além do proprietário, gerente ou responsável pelo estabelecimento onde se verifiquem as ocorrências. Esses locais ainda terão a cassação da licença de localização e de funcionamento.

O projeto ainda prevê o confisco de bem particular, móvel ou imóvel, com ou sem valor econômico, utilizado para a prática dos seguintes crimes previstos no ECA, todos relacionados a crianças e adolescentes: tráfico internacional de pessoas; produção, comércio ou armazenamento de pornografia infantil; simulação da participação de criança em pornografia via adulteração; assédio, aliciamento, instigação ou constrangimento com fim sexual; exploração sexual; e corrupção de menor.

O objeto do confisco deve ser revertido em indenização à vítima ou ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do Estado em que foi cometido o crime, ressalvado o direito de terceiro de boa-fé. Havendo indícios suficientes de crime, o juiz poderá inclusive decretar o confisco de ofício dos bens.

Já os instrumentos utilizados na prática dos crimes ficarão sob autoridade de polícia judiciária, excetuadas as armas, que serão recolhidas. A polícia judiciária poderá fazer uso desses instrumentos em ações de prevenção e operações de repressão aos crimes relacionados, mediante autorização judicial e ouvido o Ministério Público.

“Destacamos a relevância de se explicitar no texto do ECA que a responsabilidade por esses crimes não recai somente nos autores, mas alcança os partícipes, como medida dissuasória àqueles que prestam auxílio à prática delituosa. Por outro lado, apontamos a importância da imposição ao condenado de perdas patrimoniais, pois representa medida que reforça a eficácia preventiva do direito penal, sem aumentar o tempo de encarceramento. Assim como o mérito das normas previstas para acautelar a apreensão desses bens e a sua destinação”, afirma o relator.

Por portal Novo Norte

Governo Lula mente sobre verba destinada ao Rio Grande do Sul e terá que se explicar

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Oposição exige esclarecimentos sobre valores inflacionados em ajuda às vítimas das enchentes

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) está sob forte crítica na Câmara dos Deputados após economistas revelarem que o governo Lula divulgou informações inflacionadas sobre o valor destinado às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul. Embora o governo tenha anunciado um pacote de R$ 50,9 bilhões, apenas R$ 7,7 bilhões são de investimento direto.

A BBC Brasil reportou que a Secom não esclareceu que o valor restante incluía antecipações de pagamentos e linhas de crédito. Economistas afirmam que esses valores não são “investimentos”, mas sim suporte fiscal/creditício.

O deputado federal Luiz Philippe (PL-SP) apresentou um requerimento nesta terça-feira (21), demandando explicações da Secom. “A imprensa noticiou que o governo federal inflacionou os valores dos recursos destinados ao socorro do Rio Grande do Sul, incluindo linhas de crédito de bancos públicos e privados e adiamentos de impostos como se fossem investimentos diretos da União”, criticou o parlamentar.

Procurada pela BBC, a Secom não quis se manifestar, enquanto a Casa Civil afirmou que “todos os dados fornecidos pelo governo são claros e transparentes”. O Ministério da Fazenda, por sua vez, deletou a postagem de suas redes sociais e corrigiu a informação em seu site.

Por portal Novo Norte

Perto da saída de Moraes, TSE contraria Lula e mantém mandato de Sergio Moro

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Decisão unânime rejeita cassação do senador por gastos de pré-campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta terça-feira (21), por unanimidade, a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR). A decisão, que contraria interesses do presidente Lula, negou os recursos apresentados pelo PL e pelo PT do Paraná contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), que havia mantido o mandato do parlamentar no mês passado. Moro foi acusado de realizar gastos irregulares durante a pré-campanha, mas ainda cabe recurso.

Desde a época da Operação Lava Jato, Moro tem proximidade com o PSDB, partido do atual vice-presidente Geraldo Alckmin. Meses atrás, Moro teve um encontro fechado com o ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF), levantando especulações sobre acordos e estratégias políticas envolvendo ambos.

O TSE seguiu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, que afirmou não haver prova convincente de desvio de recursos partidários. O ministro reconheceu gastos irregulares de R$ 777 mil, mas considerou que não houve tentativa de fraude. “Para caracterizar uma conduta fraudulenta ou desvio de finalidade, aptos a atrair a severa sanção de cassação de mandato e de inelegibilidade, é preciso mais que indícios, é preciso haver prova robusta”, declarou.

O presidente Lula já declarou publicamente, com o coração cheio de ódio, que seu objetivo de vida é “f*der o Sergio Moro”, refletindo a intensa animosidade entre os dois desde os tempos em que Moro era o juiz responsável pela Lava Jato e Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, penas anuladas pelo STF posteriormente. Os crimes pelos quais Lula foi condenado acabaram prescritos.

O vice-procurador eleitoral, Alexandre Espinosa, defendeu a absolvição de Moro, destacando a ausência de regras específicas para restrição de pré-campanhas. “Não há prova segura a cogitar de uma candidatura simulada à presidência da República”, afirmou Espinosa. O voto do relator foi acompanhado pelos ministros André Ramos Tavares, Nunes Marques, Raul Araújo, Maria Isabel Galotti, Cármen Lúcia e o presidente, Alexandre de Moraes, que deixará a Corte eleitoral no próximo mês.

O advogado de defesa de Moro, Gustavo Guedes, argumentou que as acusações foram “infladas” e que não há legislação que defina critérios claros para gastos de pré-campanha. “Não há parâmetros, não há jurisprudência, não há doutrina. Por isso, cada um que atua nesse caso aponta um número. Não há base, não há parâmetro”, afirmou Guedes.

Por portal Novo Norte

Uso de banco de dados civis em perícia criminal vai à CCJ

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Sergio Moro leu o relatório de Weverton ao projeto de Mecias de Jesus - Foto: Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (21) projeto que permite o uso de bancos de dados civis de órgãos públicos como pad…

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou nesta terça-feira (21) projeto que permite o uso de bancos de dados civis de órgãos públicos como padrão de comparação em perícias criminais.

PL 2.784/2022 , do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), recebeu parecer favorável do senador Weverton (PDT-MA) e foi lido na comissão pelo senador Sergio Moro (União-PR). A matéria segue agora para análise terminativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo o autor, muitos órgãos públicos, tais como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), possuem um extenso banco de dados biométricos, enquanto os bancos de dados das polícias costumam ser reduzidos porque eles são coletados apenas em investigações criminais.

Atualmente, as polícias acessam os bancos de dados de outros órgãos por meio de acordos de cooperação, mas a falta de uma legislação que autorize expressamente essa possibilidade pode gerar questionamentos sobre a validade das provas. “A edição de lei específica para esse fim é capaz de conferir maior segurança jurídica e legitimidade incontroversa a exames periciais produzidos nessas circunstâncias”, afirma o senador Mecias.

O autor lembra também que a Lei 13.964, de 2019, autoriza o Ministério da Justiça e Segurança Pública a criar o Banco Nacional Multibiométrico e de Impressões Digitais para armazenar registros biométricos, de impressões digitais e de íris, face e voz, para serem usados em investigações criminais. Porém, esse banco de dados ainda não foi criado.

“Por essa razão, entendo que alterar o Código de Processo Penal é mais eficaz do que aguardar a decisão dos órgãos do Poder Executivo”, afirmou Mecias.

O senador Weverton disse que a Lei Geral de Proteção de Dados ( Lei 13.709, de 2018 ) considera os dados biométricos como dados pessoais sensíveis, o que torna seu uso mais restrito e sujeito à proteção de dados pessoais prevista no artigo 5º da Constituição Federal.

“Nesse ponto, contudo, entendemos que deve haver interpretação sistemática da norma, a fim de se adequar à necessidade de garantia da segurança pública, direito de todos e dever do Estado”, afirmoa o relator, que apresentou uma emenda de redação.

Para Weverton, a alteração proposta é necessária e suficiente para suprir a falta de legislação sobre o tema, e está em acordo com as demais normas vigentes.

Por portal Novo Norte

Um freio para Lula: Maioria no Senado é a favor do fim da reeleição

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Parlamentares buscam evitar repetição de manobras para perpetuação no poder

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira (20) que a maioria dos senadores é favorável ao fim da reeleição para prefeitos, governadores e presidente da República. A declaração foi feita durante uma reunião-almoço no Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp), na capital paulista. O posicionamento dos parlamentares reflete a necessidade de evitar que partidos usem manobras para se perpetuar no poder, como já foi observado durante gestões anteriores do PT, especialmente Dilma, que “fez o Diabo” para ganhar a eleição presidencial de 2014.

“A grande reflexão que devemos fazer sobre reeleição: foi positivo, foi proveitoso? As respostas que ouço é que não. E já adianto que a ampla maioria no Senado é favorável ao fim da reeleição”, afirmou Pacheco. O tema começará a ser debatido de maneira mais ampla ainda este ano. Caso uma proposta seja aprovada, a mudança constitucional deverá valer a partir de 2030, nas eleições nacionais. Até lá, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e governadores em primeiro mandato poderão disputar a reeleição em 2026, caso desejem.

O debate sobre a reeleição é parte de uma série de reformas políticas que vêm sendo discutidas no Congresso. A mudança visa avaliar se a reeleição contribuiu de maneira positiva para a governança no país e impedir que partidos, como o PT, utilizem estratégias para se manter no poder a qualquer custo.

Por portal Novo Norte

Com subsídio ou sem? Brasil discute entrada na corrida do hidrogênio

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Audiência pública da Comissão Especial do Hidrogênio Verde (CEHV) debate o PL 2.308/2023 (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Senado deve votar, na próxima semana, PL que concede até R$ 13,3 bi em crédito fiscal para compradores e produtores de hidrogênio

Apresentado esta semana, o novo relatório do senador Otto Alencar (PSD/BA) sobre o PL 2308/2023 (PL do Hidrogênio) prevê a concessão de até R$ 13,3 bilhões em crédito fiscal para compradores e produtores de hidrogênio de baixa emissão de carbono e seus derivados entre 2027 e 2030.

Também estima a produção desse combustível no Brasil em pelo menos um milhão de toneladas em dois anos.

A previsão é votar o texto na Comissão de Hidrogênio Verde do Senado na próxima semana. O parecer de Otto Alencar acata em grande parte as propostas enviadas pela equipe econômica do governo – e traz de volta a discussão: subsidiar ou não? Como o Brasil deve se posicionar nesse novo mercado criado pela necessidade de substituir combustíveis fósseis?

Durante audiência pública na terça (14/5), o diretor de Programa da Secretaria de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Gustavo Henrique Ferreira, pediu cautela na concessão de incentivos.

Ele enxerga a construção de uma cadeia de valor para o hidrogênio como um movimento de longo prazo “uma maratona, não uma corrida de 100 metros”, o que daria tempo e espaço para “fazer a corrida a passos moderados, sabendo que é uma corrida longa”.

É um contraponto à visão da indústria, que aponta uma janela de oportunidade estreita e tem pressa na definição de políticas para o setor. Leia na cobertura de Gabriel Chiappini

Competição internacional

Proximidade com a Europa e grande volume de investimentos de fundos soberanos colocam países do Norte da África e os Emirados Árabes, respectivamente, como grandes concorrentes do Brasil na exportação de hidrogênio verde, aponta Adriano Correia, sócio e líder do setor de energia da consultoria PwC Brasil.

Na visão do analista, o Brasil precisa pensar em subsídios para a produção se quiser entrar nesta corrida pelo mercado de hidrogênio verde, exportando derivados como amônia e metanol, ou mesmo produtos de maior valor agregado, como o aço verde.

Países do Norte da África, como Marrocos, Argélia e Tunísia, levam vantagem quando se fala em exportação para a Europa porque já possuem algum tipo de conexão de gasodutos com o continente ou já têm planos de construção de dutos dedicados para transporte de hidrogênio – o que reduz custos.

No caso do Brasil, o combustível precisa atravessar o oceano até a Europa na forma de derivados, o que agrega custos ao produto final.

Nesse cenário, outro potencial concorrente é o Egito que, apesar de não possuir conexão europeia via gasodutos, aposta no consumo local para produção de aço e metanol verde, que podem ser exportados pelo Canal de Suez – hoje, uma das principais vias de escoamento da produção de petróleo, gás natural e derivados do mundo.

Críticos entendem que dar subsídios para esta cadeia no Brasil seria financiar a descarbonização de países ricos na Europa. Contudo, Correia lembra que o país também poderia desenvolver um mercado doméstico de derivados de hidrogênio, a exemplo do Egito.

“A exportação vai ter que ser via algum derivado, principalmente amônia. Você pode desenvolver outras cadeias aqui”, afirma o executivo em entrevista à agência epbr.

“Siga os subsídios”

Buscar mercados que dão incentivos financeiros à energia limpa é uma das recomendações do Boston Consulting Group (BCG) em seu estudo sobre a construção de uma economia para o hidrogênio produzido a partir da eletrólise com renováveis.

A consultoria calcula que os investimentos em produção e transporte de H2 verde devem chegar até US$ 12 trilhões entre 2025 e 2050, uma “oportunidade de alta lucratividade” para investimentos focados no desenvolvimento sustentável.

Além disso, US$ 300 bilhões a US$ 700 bilhões precisam ser implantados – por governos e empresas – entre 2025 e 2030, se os países quiserem atingir suas metas líquidas de zero.

“Priorize o mercado doméstico”

A prioridade, no entanto, deve ser o mercado doméstico, recomendam a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido) e a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) a nações emergentes como o Brasil.

Este mercado de trilhões de dólares depende de muitos fatores para dar certo: de tecnologia a recursos naturais disponíveis, passando por ambiente de negócios favorável e incentivos.

Países ricos na Europa, por exemplo, estão lançando mão de uma série de subsídios para incentivar a descarbonização de seus parques industriais. Mas boa parte da nova energia deve vir dos mercados emergentes, que também precisam garantir a competitividade das suas companhias.

“Os formuladores de políticas devem priorizar intervenções estratégicas e instrumentos para alcançar a diversificação industrial verde, incentivando tanto as indústrias existentes quanto as emergentes a se envolverem na produção de bens verdes e maximizar os benefícios da produção de hidrogênio de baixo carbono”, defendem as organizações.

Por EPBR

Senador fala verdade sobre  ações do Governo Lula no RS: “Muito discurso, muito barulho, pouca efetividade”

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Marcos Rogério mencionou a atuação insuficiente do Centro de Operações de Emergência (COE) no estado.

O senador Marcos Rogério (PL-RO) discursou no plenário do Senado Federal nesta terça-feira (14) sobre a crise das enchentes no Rio Grande do Sul. Ele criticou a resposta do Governo Federal, destacando que “a resposta do Governo, embora volumosa em promessas, tem sido apenas isto: muito discurso, muito barulho, pouca efetividade.”

Marcos Rogério mencionou a atuação insuficiente do Centro de Operações de Emergência (COE) no estado. “Onde está o COE? Até agora, apenas uma promessa de coordenar uma resposta efetiva às enchentes”, afirmou. Ele também questionou a quantidade de recursos humanos disponíveis, mencionando que há apenas “83 profissionais da Força Nacional do SUS atuando em seis hospitais de campanha” para mais de 380 cidades impactadas.

O senador elogiou o trabalho dos voluntários que têm ajudado no enfrentamento da crise, dizendo que “os milhares de voluntários, dos quatro cantos do Brasil e de fora do Brasil, que lá estão, merecem reconhecimento e elogio.” Ele compartilhou advertências de médicos sobre as ondas de problemas de saúde que estão surgindo devido às enchentes, como doenças infecciosas e problemas dermatológicos.

Marcos Rogério criticou ainda a tentativa do governo de controlar as narrativas sobre a situação. Ele afirmou que “o Governo Federal parece mais preocupado em controlar as narrativas de que está tudo indo certo, dentro do protocolo, do que, efetivamente, em cuidar daquilo que precisa ser cuidado.” O senador concluiu seu discurso enfatizando a necessidade de ações imediatas e comprometimento real por parte do Governo.

Por portal Novo Norte

Deputado federal do PT participa de Conferência Pró-Hamas na África do Sul, denuncia jornalista

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Lajst expressou indignação com a presença do deputado no evento e questionou a posição do PT e do presidente Lula sobre o assunto.

O jornalista André Lajst denunciou em um post no Twitter nesta terça-feira (14) que o deputado federal João Daniel (PT-SE) participou de uma conferência internacional pró-Hamas na África do Sul. Supostamente representando o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT), o parlamentar tirou uma foto com Bassem Naim, um dos líderes do grupo terrorista.

Lajst expressou indignação com a presença do deputado no evento e questionou a posição do PT e do presidente Lula sobre o assunto. “É muito grave que o deputado federal João Daniel tenha ido à África do Sul, representando o presidente Lula e o PT, para participar de uma conferência pró-Hamas”, escreveu Lajst, questionando se o partido e seus membros apoiam essa postura.

Em um vídeo publicado junto com o tuíte, Lajst convocou membros da esquerda brasileira a se manifestarem contra a participação de João Daniel no evento. “Essa é a hora da verdade. Um deputado federal do PT foi para a África do Sul numa conferência e tirou foto com um membro do Hamas. Se vocês não condenarem, vocês estão concordando.”

Por portal Novo Norte

Deputados petistas do RS votam contra anistia da dívida do estado após tragédia das enchentes

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A emenda propunha anistiar o pagamento das parcelas da dívida do estado e dos municípios afetados pelas enchentes, com a intenção de aliviar suas finanças durante a recuperação dos danos causados pelo desastre natural.

A Câmara dos Deputados rejeitou, na última terça-feira (14), a emenda proposta por Marcel van Hattem (NOVO-RS) que visava anistiar a dívida do Rio Grande do Sul e de seus municípios por 36 meses, devido à calamidade pública causada pelas enchentes recentes. Deputados petistas do RS, como Alexandre Lindenmeyer, Bohn Gass, Denise Pessôa, Marcon, Maria do Rosário e Reginete Bispo, votaram contra a proposta, contribuindo para sua derrota. O Deputado Afonso Motta (PDT-RS) também votou contra a anistia.

A emenda propunha anistiar o pagamento das parcelas da dívida do estado e dos municípios afetados pelas enchentes, com a intenção de aliviar suas finanças durante a recuperação dos danos causados pelo desastre natural. Marcel van Hattem justificou a proposta afirmando que “a suspensão simples das parcelas sem anistia traria novos problemas no futuro, acumulando montante de difícil equacionamento”.

Entre os deputados que assinaram a favor da proposta, destacaram-se nomes como Any Ortiz (CIDADANIA-RS), Afonso Hamm (PP-RS) e Lucas Redecker (PSDB-RS). A rejeição da emenda pelos representantes do PT do Rio Grande do Sul gerou insatisfação, considerando a situação crítica enfrentada pelo estado após as enchentes.

A emenda ao Projeto de Lei Complementar nº 85/2024 incluía também a redução da taxa de juros dos contratos de dívida com a União, alterando a Lei Complementar nº 101/2000 e a Lei Complementar nº 159/2017. Segundo Van Hattem, essas medidas eram urgentes para “mitigar e enfrentar os danos da calamidade pública”.

https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/plenario/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/votacao/mostraVotacao.asp?ideVotacao=12156

Oriovisto Guimarães critica decisões monocráticas do STF

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou, em pronunciamento na terça-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) e as decisões tomadas …

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou, em pronunciamento na terça-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) e as decisões tomadas de forma monocrática pelos ministros. Segundo o parlamentar, 72,4% das decisões proferidas entre 1988 e 2018 foram feitas de forma individual.

— Desse percentual, 60,65% foram em ações de controle de constitucionalidade, ou seja, suspendendo a vigência de atos normativos legitimamente aprovados pelo Legislativo, por este Congresso, por este Senado, pela Câmara dos Deputados. Uma única pessoa suspende tudo o que os senadores e deputados fizeram e que o presidente da República homologou.

Oriovisto citou decisão de 2014, do ministro Luiz Fux, que atendeu a uma ação da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e concedeu auxílio-moradia a todos os juízes federais e estaduais, mesmo aqueles que já possuíam imóvel próprio. Segundo o parlamentar, a medida foi declarada inconstitucional em 2018, mas a verba nunca foi devolvida aos cofres públicos. Para o senador, casos como esse são um desrespeito à população brasileira e ao próprio colegiado.

O parlamentar também criticou decisão tomada em 2023 pelo então ministro Ricardo Lewandowski, que suspendeu a Lei das Estatais ( Lei 13.303, de 2016 ). Em maio deste ano, a Corte decidiu que as regras estabelecidas pela lei são constitucionais e que as nomeações feitas até a finalização do julgamento devem ser mantidas.

— Coisas assim tornam o Brasil uma república de bananas, mandam a nossa segurança jurídica às favas. Eu me questiono: do que vale nós fazermos leis? Do que vale 513 congressistas aprovarem uma lei, quando um único homem suspende essa lei, e, depois, outros 11 dizem que tudo o que foi feito durante a suspensão está valendo, mesmo que a suspensão tenha sido incorreta e eles reconhecem que foi incorreta? De que vale legislar neste país? […] Não é possível que este Congresso e que este Senado continuem silenciando diante dos absurdos que as decisões monocráticas promovem.

Por portal Novo Norte