Marvel Maillet luta pelos direitos dos Auxiliares de Serviços Gerais

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Marvel aprovou uma série de requerimentos que pede esclarecimentos quanto ao enquadramento dos ASGs

Servidores públicos pedem revisão salarial, enquadramento e direito à insalubridade

O vereador Marvel Maillet (REDE) aprovou na última semana uma série de proposições que buscam garantir os direitos dos Auxiliares de Serviços Gerais (ASGs) da Prefeitura de Macaé. Na Câmara Municipal, o parlamentar aprovou uma série de requerimentos ao poder Executivo que pede esclarecimentos quanto ao enquadramento dos ASGs por tempo de serviço e por escolaridade, informações sobre o direito à insalubridade, devido ao uso de produtos químicos e trabalho em locais que geram contaminação, e ajustes na carga horária.

“Solicitamos também informações quanto a seleção de novos servidores, devido a sobrecarga de trabalho nas escolas e setores da prefeitura, além de outros benefícios, durante o recesso escolar, junto com os educadores da rede de ensino municipal”, esclarece Marvel.

Adriana Cruz Ferreira, uma das representantes dos ASGs, explica que uma das principais lutas da categoria é atualizar o salário base ao mínimo nacional vigente no país. “É incondicional qualquer trabalhador receber salário abaixo do mínimo. Estamos lutando também pelo direito à insalubridade e pelo nosso enquadramento que foi uma vergonha para o município de Macaé, cidade do petróleo, que recebe royalties, pagar aos ASGs um valor variável entre R$ 0,08 e R$ 8,90”, ressaltou.

A servidora destaca ainda que a categoria está unida, recolhendo assinaturas em todas as escola para protocolar no Ministério Público e garantirem seus direitos. “São 104 escolas, acredito que uma média de 1100 a 1200 servidores. “Somos uma equipe de oito ASGs trabalhando nos contra turnos para pegar as assinaturas em todas as escolas. A maioria tem nos apoiado, porém, ainda encontramos algumas barreiras. Algumas escolas não nos recebem e nem deixam os funcionários assinarem”, disse Adriana.

Vereador Marvel realizará no próximo dia 30, às 18h, na Câmara Municipal, uma audiência pública para discutir diversas reivindicações dos servidores púbicos municipais. “Será o momento para ouvirmos todas as categorias e tentar buscar as soluções junto ao poder Executivo”, conta Marvel.

Christino Áureo defende recursos do pré-sal para Macaé

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Deputado federal Christino Áureo ao lado do governador Wilson Witzel no Palácio Guanabara

Este dinheiro deve ser investido em infraestrutura  para combater o desemprego e aquecer a economia, afirmou o deputado

O deputado federal Christino Áureo participou nesta semana de encontro com o governador do Rio Wilson Witzel a fim de fortalecer a luta para que a Câmara aprove a Proposta de Emenda a Constituição, (PEC 98/2019), que trata da distribuição de recursos do bônus de assinatura do megaleilão do pré-sal, previsto para acontecer em novembro. Para o deputado, é fundamental que a bancada fluminense esteja unida para lutar por mais receitas, afinal, o estado do Rio sofre uma grande crise financeira, se não houvesse o Regime de Recuperação Fiscal, até mesmo os servidores estariam com salários atrasados. No encontro com o governador, Christino defendeu que grande parte dos recursos sejam utilizados em investimentos em Macaé.

“O investimento público em infraestrutura é fundamental para estimular a economia e minimizar o maior problema que sofremos no momento que é a falta de emprego para as famílias. As pessoas estão sofrendo com a falta de trabalho e não é razoável que um dos municípios que proporciona a maior receita para o estado e para o Brasil sofra com estradas absolutamente deploráveis, com condições de saneamento muito aquém da necessidade. Ao abrirmos frente de obras na Região, faremos com que abram mais postos de trabalho”, avalia Christino Áureo.

Na ocasião o deputado ressaltou que o Terminal Portuário de Macaé conte com investimentos públicos. “O Porto de Macaé é fundamental para reacender a atividade econômica da Região. Macaé que é o coração da produção de petróleo pode definhar se não contar com apoio governamental para que esse empreendimento saia do papel. Se não tivermos um investimento público no entorno do porto que precisa de rodovia de escoamento, que precisa de uma série de elementos, ficará difícil de caminhar com a iniciativa”, revelou.

Outro ponto importante é a sinalização para o mercado de óleo e gás sobre o comprometimento dos governos com o setor. Como presidente da Frente Parlamentar do Petróleo e Energias Renováveis (Freper), que une não só entes públicos mas também a iniciativa privada, Christino tem ouvido muitas reclamações dos investidores. “A cadeia produtiva do óleo e gás tem que receber a sinalização de que os governos estão compromissados com a retomada do setor. Os investidores não compreendem como uma área que produz tanta receita e tantos empregos para o país possa padecer de apoio governamental. Portanto, é preciso deixar claro que esse dinheiro vai proporcionar cada vez mais crescimento e combater a pior praga que enfrentamos que é o desemprego”, destacou.

Entendendo o caso

Como presidente da Freper, Christino e a bancada fluminense batalham para garantir R$ 2,8 bilhões para o estado do Rio e municípios fluminenses, para isso é preciso que os deputados federais acatem o texto da emenda aprovada no Senado. A votação acontecerá em dois turnos na Câmara Federal. “Acredito que a PEC 98 será aprovada na Câmara devido a importância econômica do Leilão para a União. Serão R$ 106 bilhões que entrarão nos cofres do Governo Federal, recurso extremamente necessário para aquecer a economia do país e fundamental para sinalizar para o mercado de óleo e gás que o Congresso e Governo estão alinhados na defesa do setor, para atrair investimentos e empregos. O governador será também um elo importante nesta batalha”, afirmou Christino Áureo.

O texto da emenda, prevê que parte dos recursos da União sejam destinado ao estado produtor, uma regra irá beneficiar a todo o país. “Se consagrássemos um texto constitucional que fizesse a distribuição de recursos com base no Fundo de Participação dos Estados e no Fundo de Participação dos Municípios, a emenda poderia prejudicar não só os estados produtores de petróleo, mas todos os estados que produzem minério, energia ou qualquer tipo de produto. Isso colocaria em risco o equilíbrio federativo. É necessário que os recursos provenientes de uma atividade fique com com quem sofre os impactos da exploração”, finalizou.

Welberth Rezende mobiliza ações do Estado de incentivo a produtores rurais

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Reunião discutiu programas que estimulam a agricultura e a pecuária regional - Foto Divulgação

A execução de serviços de apoio aos produtores de Macaé foram traçadas durante reunião

Medidas que irão melhorar as condições de escoamento da produção rural, além de permitir o acesso dos pequenos produtores a políticas de compra e consumo financiadas por verbas do governo, foram definidas entre o deputado estadual Welberth Rezende (PPS) e o secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Eduardo Lopes.

A execução de serviços de apoio aos produtores de Macaé, assim como o acesso a programas que estimulam a agricultura e a pecuária regional, também foram traçadas durante a reunião realizada na última quarta-feira (4), que contou com a presença do secretário de Agroeconomia de Macaé, George Jardim.

No encontro, Welberth destacou a necessidade da secretaria garantir suporte aos produtores rurais locais, que possam garantir o melhor escoamento da produção, a manutenção de pastos e plantios, a modernização de sistemas e o acesso a política de compras do Estado para abastecer unidades da Educação, Saúde e do Sistema Penitenciário. “Esse é o primeiro momento de uma agenda contínua, entre o nosso mandato e a secretaria de Agricultura do Estado, para facilitar o acesso dos produtores rurais a todos os projetos e serviços que possam beneficiar a produção, escoamento e venda de grãos, carnes e derivados de frutos da nossa terra”, defendeu Welberth.

Uma das prioridades levantadas na reunião é a disponibilidade da “patrulha mecânica” da Emater, para atender a demanda dos produtores rurais de acesso as propriedades e de cuidado nas áreas de produção. “Estamos reformulando esse sistema de contratação das máquinas, com objetivo de dinamizar a operação, e otimizar custos. Faremos este trabalho em conjunto com a Emater”, apontou Eduardo Lopes.

No encontro, foi destacada também a adoção de medidas que possam facilitar o acesso dos pequenos produtores ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), através da política de compras definida pelo Estado para abastecer as escolas da rede pública. “Cerca de R$ 300 milhões serão aplicados pela secretaria de Educação na aquisição de produtos para a merenda escolar. Vamos criar uma coordenação específica para garantir que essa compra seja realizada junto aos pequenos produtores rurais do nosso Estado, abastecendo as nossas escolas”, disse o secretário.

Uma nova agenda será definida entre Welberth Rezende e Eduardo Lopes junto a nova equipe do Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) do Rio de Janeiro.

Câmara Municipal aprova instalação de CPI da Cedae

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A resolução da Mesa Diretora designou seis membros para a Comissão Especial de Investigação

A Câmara Municipal de Macaé aprovou nesta quarta-feira (4), o Projeto de Resolução 005/2019, de autoria da Mesa Diretora, que cria a CPI da Cedae, investiga o contrato entre a prefeitura e a concessionária. O presidente será Robson Oliveira (PSDB). Os demais membros são os vereadores Cesinha (Pros), Márcio Bittencourt (MDB), Julinho do Aeroporto (MDB), Maxwell Vaz (SD) e Cristiano Gelinho (PTC).

Popularmente chamada de CPI, a comissão é designada pelo Regimento Interno da Casa como Comissão Especial de Investigação (CEI). “O inquérito buscará resposta a quatro perguntas: Houve investimento da Cedae? A água chega às torneiras das pessoas? A Cedae cumpriu sua parte no contrato? A prefeitura fez o que foi contratado?”, discursou Robson.

O presidente da Câmara, Eduardo Cardoso (PPS), afirmou que o serviço não é prestado. “Toda a população sabe disso. Talvez a metade não tenha acesso à água em Macaé”.

Luiz Fernando (sem partido) disse que não se pode cometer injustiças. “Os funcionários nada têm a ver com essa situação. A empresa foi sucateada e recursos foram desviados para campanhas eleitorais”. José Prestes (PPS) criticou o uso político da inauguração de infraestrutura para água no Lagomar, onde o fornecimento continua precário. “No Morro de Santana também foram construídas instalações, mas elas não funcionam”.

Márcio Bittencourt lembrou que a Cedae vai cobrar 5% a mais na tarifa. Robson completou: “O aumento virá na fatura de outubro. Também é absurdo o valor de 500 litros cobrados, mesmo sem consumo, e a cobrança por estimativa, sem medição”.

O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis e nenhum contrário. Os integrantes da comissão terão 120 dias para apresentar o relatório final.

Presidente do TJ admite elevar Comarca para Entrância Especial

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Chico Machado, o Desembargador Cláudio Tavares e André Ceciliano, após encontro na Alerj

Deputado Chico Machado esteve reunido com o presidente do Tribunal de Justiça, o Desembargador Cláudio Tavares

O deputado estadual Chico Machado (PSD), acompanhado do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), esteve na manhã desta terça-feira (03), reunido com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), o Desembargador Cláudio Tavares. O encontro ocorreu na sala da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante o encontro, Chico Machado novamente cobrou a indicação Legislativa nº 35/2019, que pede para que a Comarca de Macaé seja elevada à Entrância Especial. O deputado destacou que a elevação para Entrância Especial permitirá a permanência e aumento de números de juízes na cidade, bem como a ampliação do número de varas e, como consequência, a celeridade do andamento dos processos, já que, atualmente existem cerca de 30 mil processos, para apenas três Varas Cíveis.

“Considerando critérios demográficos, orçamentários e de demandas judiciais na cidade de Macaé, propomos que a Comarca de Macaé seja promovida de segunda entrância para entrância especial. O fórum da cidade conta com uma vara criminal, três cíveis, uma de família, idoso, infância e juventude. O volume de processos que hoje tramitam na Comarca afetam, em termos de demanda reprimida, a celeridade que é devida à prestação jurisdicional. Por estas razões, apresentamos a presente proposição, com o objetivo de aprimorar a prestação jurisdicional ao jurisdicionado de Macaé. A prestação de serviço do nosso fórum vai melhorar muito na qualidade de atendimento ao público”, disse Chico Machado.

Durante o encontro também foi solicitada a criação do Juizado Especial, da 4ª Vara Cível e de mais uma Vara de Família em Macaé, o que desafogaria o elevado número de processos em tramitação, ampliando o número de profissionais que atuam no Judiciário, atendendo também a população de forma mais ágil.

Segundo Chico Machado, o Desembargador Cláudio Tavares afirmou que o processo de tramitação está bem encaminhado para ser concretizado.

Garotinho e Rosinha são presos em operação do Ministério Público

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Casal foi preso no Rio de Janeiro em operação do Ministério Público que foi deflagrada após delação de executivos da Odebrecht

Ex-governadores são suspeitos de superfaturar programa de moradia popular em Campos

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), prendeu nesta terça-feira (03), os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus, e outras três pessoas: Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha. Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos na Operação Secretum Domus, deflagrada no Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes.

A denúncia, cujos pedidos de prisão e de busca e apreensão foram acatados pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Campos dos Goytacazes, foi formulada a partir de investigações sobre superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas “Morar Feliz I” e “Morar Feliz II” durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita (2009/2016).

Os bastidores dos contratos celebrados entre o Município de Campos e a Odebrecht foram revelados após declarações prestadas ao Ministério Público Federal por dois executivos da empresa, os denunciados Leandro Andrade Azevedo e Benedicto Barbosa da Silva Junior, por ocasião da formalização de Acordo de Colaboração, dentro da operação “Lava Jato”. A partir das informações prestadas, verificou-se que os procedimentos licitatórios para a construção das moradias foram flagrantemente direcionados para que a Odebrecht se sagrasse vencedora.

Somadas, as licitações ultrapassaram o valor de R$ 1 bilhão custeados pelos cofres públicos municipais, sendo certo que as contratações foram superfaturadas e permeadas pelo pagamento sistemático de quantias ilícitas, em espécie, em favor dos ex-governadores.

Durante o primeiro mandato de Rosinha como Prefeita de Campos, após licitação em lote único, em outubro de 2009, foi celebrado o contrato nº 306/2009 (Morar Feliz I) entre o Município e a empresa, tendo como objeto a construção de 5.100 unidades habitacionais e a urbanização de seus respectivos loteamentos, com pagamento do valor inicial de R$ 357.497.893,43, além dos aditivos que se seguiram. Posteriormente, por ocasião da reeleição de Rosinha, nos mesmos moldes da contratação anterior, em fevereiro de 2013, foi celebrado o contrato nº 85/2013 (Morar Feliz II), que previa a construção de 4.574 unidades habitacionais, pelo valor inicial de R$ 476.519.379,31. Ambos os editais de licitação continham cláusulas extremamente restritivas, o que evidenciava que o instrumento convocatório havia sido preparado para que a Odebrecht fosse a vencedora dos certames.

Após estudos técnicos elaborados pelo GATE/MP-RJ, foi possível constatar superfaturamento contratual na ordem de R$ 29.197.561,07 (vinte e nove milhões, cento e noventa e sete mil, quinhentos e sessenta e um reais e sete centavos), por ocasião do Morar Feliz I e R$ 33.368.648,18 (trinta e três milhões, trezentos e sessenta e oito mil, seiscentos e quarenta e oito reais e dezoito centavos), em decorrência do Morar Feliz II, em prejuízo dos cofres públicos municipais.

Para o pagamento dos valores indevidos, a Odebrecht contava com sofisticado mecanismo operacionalizado no âmbito do denominado Setor de Operações Estruturadas. As planilhas extraídas do Sistema Drousys e entregues pelos réus colaboradores indicavam o codinome do beneficiário direto, valor, data do pagamento e, em alguns casos, até mesmo a obra vinculada ao pagamento da quantia, por exemplo, “Casas Campos II”. Uma vez determinado o pagamento da quantia espúria, a efetiva entrega da vantagem se dava por meio do prestador Álvaro Galliez Novis e da Transportadora Transmar, que levavam o numerário até o local acordado.

Segundo as investigações, foi possível apurar o recebimento do valor de R$ 25 milhões em vantagens indevidas pagos pela Odebrecht a título de propina, enquanto o Município suportava prejuízos no valor mínimo de R$ 62 milhões em razão do superfaturamento das obras, as quais sequer chegaram a ser concluídas.

Além de Garotinho, Rosinha, Leandro e Benedicto, também foram denunciados outro executivo da empresa, Eduardo Fontenelle, e três pessoas de confiança do casal Garotinho que exerciam funções de apoio à organização criminosa, notadamente quanto ao efetivo recebimento das quantias indevidas: Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha. Na mesma decisão, o Juízo da 2ª Vara Criminal de Campos dos Goytacazes, deferiu o cumprimento de mandado de busca e apreensão em desfavor da pessoa jurídica Construsan, subcontratada da Odebrecht para a realização de parcela substancial da obra, no valor de mais de R$ 140 milhões.

Problemas no transporte público é tema de debate na Câmara Municipal

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Marvel também cobrou a aplicação da Lei do Bolsa Atleta

Requerimento aprovado solicita relatório detalhado de manutenção dos veículos que circulam na cidade

Mais uma vez, o transporte público foi tema de debate na sessão ordinária desta terça-feira (3), na Câmara Municipal. Dessa vez, o requerimento aprovado foi do vereador Robson Oliveira (PSDB), que denunciou a precária condição da frota utilizada pela empresa SIT, concessionária do transporte público na cidade. Ele pediu à Mesa Diretora que solicite o relatório detalhado de manutenção dos veículos, além de informações sobre a quantidade de ônibus em circulação em Macaé.

O vereador informou ter recebido inúmeras denúncias de usuários, que se dizem obrigados a viajar em ônibus sujos e com bancos danificados, além de quebrarem frequentemente durante o trajeto. “Ontem tivemos mais relatos de ônibus enguiçado na cidade, o que provoca engarrafamentos e coloca em risco a integridade física dos profissionais da empresa e dos usuários”, alertou Robson.

Os parlamentares Maxwell Vaz (SD) e Márcio Bittencourt (MDB) apoiaram a iniciativa, reforçando os prejuízos aos cidadãos. “Vários pacientes perderam consultas no SUS ontem, por causa desse problema na Barra. A pessoa espera por várias semanas e quando chega o dia da consulta é surpreendida por essa situação”. Maxwell também lembrou que o prefeito Aluízio dos Santos Júnior (sem partido) prorrogou – por decreto e não por licitação – o contrato com a SIT até 2025.

Audiência pública

Aprovada na sessão desta terça-feira (3), a audiência pública para ouvir as demandas dos servidores municipais será realizada na última segunda-feira do mês (30), às 18h, no plenário da Câmara Municipal de Macaé. A proposta foi feita pelo vereador Marvell Maillet (Rede) e aprovada por todos os parlamentares presentes. “Vamos fazer um apanhado das principais reivindicações e espero que o governo envie algum representante para tomar ciência dos relatos e pedir providências”, disse o autor do requerimento.

Christino Áureo critica parecer que tira recursos do Rio e de estados produtores em leilões do pré-sal

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Na avaliação de Christino Áureo, o parecer à PEC prejudica os estados produtores, em especial, o Estado do Rio de Janeiro

Deputado federal criticou o parecer do senador Cid Gomes (PDT-CE) à proposta de emenda à Constituição (PEC 98/19)

O presidente da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e das Energias Renováveis (Freper), deputado federal Christino Áureo (PP-RJ) criticou o parecer do senador Cid Gomes (PDT-CE) à proposta de emenda à Constituição (PEC 98/19), que destina a estados e municípios parte dos recursos arrecadados pela União em leilões de petróleo do pré-sal.

Na avaliação de Christino, o parecer à PEC da Cessão Onerosa prejudica os estados produtores, em especial, o Estado do Rio de Janeiro que vai receber apenas R$ 336 milhões, enquanto o Estado do Bahia, que praticamente não produz petróleo, vai receber R$ 905 milhões.

“A decisão do governo federal dividir os recursos arrecadados com os estados e municípios, em leilões de petróleo do pré-sal é muito bem-vinda. O que eu questiono são os critérios estabelecidos no parecer do senador Cid Gomes, que seguem os mesmos critérios do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios, para a partilha dos recursos, prejudicando o estado do Rio e os demais estados produtores”, afirmou o deputado.

Christino lembra ainda, que a retirada dos recursos do megaleilão do pré-sal vai ter um impacto direto para os estados produtores, e suas demandas por serviços de infraestrutura, a fim de atender as necessidades do setor de petróleo, e as populações dos municípios produtores e dos municípios do seu entorno.

“Esse critério de partilha de recursos para estados e municípios, em leilões do pré-sal, vindo do Senado será revisto na Câmara dos Deputados, e contamos com a união da bancada federal do Rio para que isso aconteça. Não é possível que o estado do Rio e os demais estados que produzem petróleo, e que recebem todos os impactos negativos dessa produção sejam prejudicados mais uma vez. Agora mesmo estamos sob o risco de um vazamento significativo, em uma das plataformas estabelecidas, na Bacia de Campos e na área do pré-sal. Riscos que os demais estados não correm. Então nada mais justo do que o estado do Rio ter uma parcela significativa de royalties, de participações especiais e recursos proporcionais, ao tamanho da sua produção, e também dos riscos a que o estado está submetido”, explicou o deputado.

Palestra de Ciro Gomes em Macaé tem inscrições abertas

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Ciro Gomes disputou as eleições para Presidência da República em 2018

Ex-ministro vai abordar o tema “A política educacional e econômica do Brasil”

Já estão abertas as inscrições para assistir, gratuitamente, a palestra do advogado e ex-ministro Ciro Gomes, em Macaé, no dia 12 de setembro, às 18h30, na Cidade Universitária. O tema a ser abordado será “A política educacional e econômica do Brasil”.

Os interessados em participar do evento precisam se inscrever no link https://forms.gle/sZaQ3NS9q1zyxDT39 até o dia 8 de setembro. A organização do evento enviará um e-mail para os inscritos dando informações de como retirar o seu ingresso. A palestra terá a participação de professores da UFF, UFRJ e da Faculdade Municipal Miguel Ângelo da Silva Santos – FeMASS.

Ciro Gomes

Político, advogado e professor universitário. Foi Deputado Estadual, Prefeito de Fortaleza, Governador do Ceará, Ministro da Fazenda, Ministro da Integração Nacional e candidato à Presidência do Brasil em 2018. Nasceu em Pindamonhangaba, São Paulo, com 4 anos, mudou-se com a família para a cidade de Sobral, no Ceará, onde iniciou seus estudos. Formou-se na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Durante o curso universitário, militou no Movimento Estudantil e disputou as eleições da UNE concorrendo para vice-presidente. Depois de formado, retornou para a cidade de Sobral, quando foi nomeado procurador, época em que seu pai era prefeito da cidade. Nessa época, lecionou em universidades locais.

Câmara comemora os 10 anos dos cursos de Nutrição e Enfermagem da UFRJ

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Evento teve a presença de grande número de professores, estudantes, ex-alunos e funcionários da instituição

A defesa da universidade pública deu o tom da solenidade de 10 anos dos cursos de Nutrição e de Enfermagem e Obstetrícia da UFRJ na cidade, na noite de quarta-feira (28), na Câmara Municipal de Macaé. Presidido por Marcel Silvano (PT), o evento teve a presença de grande número de professores, estudantes, ex-alunos e funcionários da instituição.

Foi a segunda vez em uma semana que a Casa celebrou aniversário de faculdades da UFRJ. Citado por oradores da cerimônia como importante incentivador, o presidente Eduardo Cardoso (PPS) não pôde comparecer por problemas de saúde. Aluízio Teixeira (1944-2012), reitor à época da implantação do Campus Macaé, também foi lembrado com gratidão.

“Num tempo em que o conceito de excelência para a universidade pública não está no projeto de país colocado pelo governo, comemorações como essa são brechas para o fortalecimento das nossas esperanças”, discursou Marcel.

A aluna Andressa Hespanhol, presidente do Centro Acadêmico (CA) de Enfermagem, convidou o público para uma manifestação contra o corte de gastos para a educação. “Quero que todos os estudantes tenham a oportunidade que estou tendo de formação gratuita e de qualidade”.

O presidente do CA de Nutrição, Luiz Felipe Lopes, falou em seguida. “Estamos tendo a oportunidade de unir o saber científico ao saber popular, que resulta no conhecimento. Esse papel da universidade está colocado à prova no atual momento político”.

Professora homenageada, Maria Antonieta, ressaltou a importância da enfermagem e da nutrição
Compromisso social e
gratidão aos pioneiros

Iuri Bastos, coordenador da Enfermagem e Obstetrícia, ressaltou o crescimento do campus nesses anos e acrescentou: “Renovamos nosso compromisso com o desenvolvimento social de Macaé”. Coordenadora da Nutrição, Fernanda Braga, disse que chegou à cidade cinco anos atrás. “Ouvindo a história das lutas para a implantação, agradeço muito aos pioneiros”.

Jane de Carlos Capelli, professora responsável pelos estágios e práticas de ensino dos futuros nutricionistas manifestou grande emoção. “É maravilhoso ouvir ex-alunos me contarem: ‘Estou conseguindo espaço no mercado, já estou trabalhando!’.”

Foi marcante a participação de Maria Antonieta Tyrrel, que foi diretora da Escola de Enfermagem Anna Néry, da UFRJ na capital do Estado, durante o período da implantação, e primeira diretora do Campus Macaé.

Nascida no Peru e naturalizada brasileira, ressaltou a pouca visibilidade dos cursos diante da “área hegemônica”, como ela definiu a medicina. “A mídia não nos valoriza. Mas as três áreas têm a mesma importância”, disse a professora.

“Também faço questão de lembrar e agradecer o grande carinho que o ex-prefeito Riverton Mussi teve conosco, tanto em nos receber na prefeitura quanto em vir ao campus, interessado em nossas demandas”, afirmou.

Tyrrel foi homenageada por Marcel com uma Moção de Aplauso. No total, 13 pessoas que contribuíram nas duas faculdades receberam moções do vereador.