Graça do PT é eleita presidente do diretório do partido municipal

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Graça do PT foi eleita presidente do PT de Macaé - Foto Divulgação

Professora é aclamada por correligionários em pleito ocorrido no último domingo

Foi realizado no último domingo (22) a eleição do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Macaé. Apesar do tempo chuvoso, os filiados do PT compareceram em grande número no Museu do Legislativo, localizado no Centro, para depositar o seu voto na urna e eleger o presidente da legenda.

A professora Graça do PT foi aclamada nova presidente do partido. Emocionada com o resultado, ela agradeceu os votos recebidos no pleito.

“Fiquei emocionada com cada abraço que recebi de filiados históricos e novos que expressaram a esperança de reorganizar e fortalecer o PT para construir um projeto para a nossa cidade. Quero agradecer também a todos e todas que se empenharam para que a eleição de fato ocorresse conforme determinação do PT Nacional”, disse.

Estado paga quinquênio a professores da rede

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Durante a assinatura, Wilson Witzel destacou a importância do recurso e do trabalho dos professores da rede pública estadual - Foto Eliane Carvalho Divulgação

Neste primeiro momento, receberão 14.304 professores que já teriam direito ao benefício

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Educação (Seeduc), vai liberar, nos próximos dias, o pagamento da progressão funcional (conhecida como quinquênio) para a categoria do magistério. Neste primeiro momento, receberão 14.304 professores que já teriam direito ao benefício, desde 3 de maio de 2018.

O quinquênio é uma majoração salarial referente ao tempo de serviço do professor na rede, a cada cinco anos, e representa um acréscimo de 12% ao vencimento. Durante o anúncio, que aconteceu na última sexta-feira (20), no Palácio Guanabara, o governador Wilson Witzel destacou a importância do recurso e do trabalho dos professores da rede pública estadual.

“A educação é uma das principais pautas do nosso Governo. Esse é um trabalho silencioso, que poucos conhecem e que não se tem a dimensão do que vocês, professores, realizam. Trabalham para a formação e conscientização dos nossos futuros cidadãos não só na vida profissional, mas também da vida em sociedade”, disse Wilson Witzel.

O secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, esclareceu que, em relação ao Regime de Recuperação Fiscal, não haverá aumento de despesa para o Governo, pois a Seeduc já dispõe deste recurso em caixa especificamente para esta aplicação. “Também conseguimos, junto com o secretário da Casa Civil e Governança, José Luiz Zamith, que o quinquênio seja pago já no mês de outubro, em folha suplementar”, pontuou Pedro Fernandes.

No evento também estiveram presentes o vice-governador, Cláudio Castro; o secretário da Casa Civil e Governança, José Luiz Zamith; e professores da rede pública estadual.

Minirreforma eleitoral teve votos de 20 deputados do Estado do Rio

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Mesmo com o Senado tentando retificar o texto, projeto de lei foi aprovado na Câmara dos Deputados

O grande desgaste havido durante a votação da minirreforma eleitoral elaborada às pressas na Câmara dos Deputados, em Brasília, altera a legislação partidária. Desta forma proporciona aos partidos políticos a utilização de cerca de R$ 3,7 bilhões nas eleições de 2020, maior do que os R$ 1,7 bi utilizado na campanha de 2018, permitindo que cada diretório utilize contadores e não o sistema disponível do Tribunal Superior Eleitoral que em convênio com a Receita Federal regulariza a prestação de contas. Isso deixou a sociedade brasileira revoltada pela pressa não só como o projeto, mas todas as ações, andassem rápidas, mesmo com o Senado tentando retificar o texto.

O texto votado a toque de caixa pelos deputados e pelos senadores, autoriza que pessoas físicas, partidos ou candidatos, paguem diretamente advogados e contadores em campanhas eleitorais. Esses pagamentos não circulariam pelas contas dos candidatos e comitês financeiros. Seriam declarados à Justiça Eleitoral, mas à parte, excluídos do limite de custos das campanhas.

Para alguns especialistas em transparência, a nova regra pode ser usada para que candidatos driblem os limites de custo de campanha, já que não há um teto para o pagamento aos serviços de advogados. Sem um limite, esse tipo de serviço pode também ser usado como fachada para facilitar a circulação de dinheiro nas campanhas. “É uma distorção que permite que esses pagamentos sejam usados para lavar dinheiro”, diz Roberto Livianu, presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.

Membro do Partido Novo em Macaé, André Borges chegou a fazer uma comparação com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que fez uma reforma eleitoral que acabou redundando até no impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, estabelecendo regras mais duras para os candidatos, alterações que levaram a sociedade acreditar que a classe política estava se moralizando. “Agora, o presidente Rodrigo Maia elabora às pressas uma outra reforma para desclassificar toda a possível moralidade ainda existente e joga sabão no piso para que todos possam escorregar adotando medidas que não vão permitir a fiscalização dos candidatos pela Justiça Eleitoral, permitindo até que partidos comprem imóveis. Um absurdo”, disse.

Do Estado do Rio de Janeiro, os 20 deputados que votaram a favor da minirreforma eleitoral, são os seguintes: Áureo Ribeiro (SD), Jorge Braz (PRB), Benedita da Silva (PT), Flordelis (PSD), Alessandro Molon (PSB), Lourival Gomes (PSL), Wladimir Garotinho (PSD), Alexandre Serfiotis (PSD), Christino Áureo (PSD), Dr. Luiz Antonio Teixeira (PP), Luiz Antonio Corrêa (PL), Altineu Côrtes (PL), Gelson Azevedo (PL), Jandira Feghali (PC do B), Vinícius Farah (MDB), Daniela do Waguinho (MDB), Gutemberg Reis (MDB), Juninho do Pneu (DEM), Sóstenes Cavalcante (DEM), e Chiquinho Brazão (Avante).

Riverton Mussi volta ao cenário político

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Há sete anos distante dos holofotes, o ex-prefeito Riverton Mussi voltou nesta semana ao cenário político da cidade e passa a fazer parte das discussões pré-eleitorais, antecipadas pela Câmara de Vereadores, que antecedem a batalha pela sucessão do governo “da mudança” e a nova composição do plenário do poder Legislativo.

Semelhante as “aparições” registradas em momentos esporádicos da política local, como na votação das contas da sua gestão em 2012, realizada pela Câmara no final de 2013, Riverton aparenta um visual despojado, que representa a sua atual rotina no pacato distrito de Glicério, na Serra Macaense, onde exerce a função de servidor do município, como professor de educação física.

Além de pertencer ao quadro dos 16 nomes que compõem uma avaliação pré-eleitoral que corre grupos do WhatsApp, e liderar a tal pesquisa, Riverton passa a ser sondado por outras figuras políticas da cidade, não tão carismáticas quanto ele, mas que almejam consolidar projetos rumo a vitória nas urnas, em 2020.

Nesta quinta-feira (19), circula pelas redes sociais uma foto sua ao lado do vereador Robson Oliveira (PSDB), que também aparece na lista dos 16 pré-candidatos a prefeito de Macaé, sondados pela pesquisa via WhatsApp.

Emblemático por registrar a proximidade de duas figuras políticas que aparentemente almejam o mesmo espaço, a foto de Riverton com Robson remete também a aliança de sangue que há 15 anos garantiu a primeira vitória do ex-prefeito nas urnas, em 2004.
Robson é radialista e comanda a principal atração da Rádio 95 FM, que pertence ao grupo familiar do ex-prefeito Sylvio Lopes. Aliás, o vereador exerce mandato sob a sigla que há quase três décadas é representada pela mesma família na cidade.

Já Riverton conquistou a primeira vitória como prefeito ao ser lançado como sucessor do governo de Sylvio Lopes. Mais que uma escolha familiar, já que Sylvio é tio de primeiro grau de Riverton, a aliança política perpetuou uma estratégia de poder que dois anos após o início do “terceiro mandato”, se rompeu desgastando os laços parentescos.

Aliás, não é apenas Robson o único representante da Câmara a buscar proximidade com o ex-prefeito, popular por desfrutar e compartilhar as benesses da prefeitura.

A batalha pela consolidação de projetos focados da sucessão do governo da mudança também já aproximou Riverton do atual presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), no episódio envolvendo a liderança do PDT em Macaé.

É conhecido na cidade que Riverton possui nas mãos a comissão provisória do partido. Dr. Eduardo também possui contatos com nomes importantes da legenda. Mas nega que tenha tentado “roubar” o partido do ex-prefeito.

Vale lembrar que a relação entre Riverton e Dr. Eduardo é amistosa e antiga. O atual presidente da Câmara exerceu por quase quatro anos a função de secretário municipal de Saúde na gestão do ex-prefeito.

Riverton também foi um dos convidados principais de Dr. Eduardo nas inaugurações realizadas pelo Museu Legislativo no último dia 8 de agosto. Na ocasião, o ex-prefeito chegou a dizer que estava emocionado, por ter sido lembrado.

Importante destacar ainda que o atual secretário municipal de Educação, o vereador Guto Garcia (MDB), também se aproxima de Riverton Mussi através do PDT. Guto foi responsável pela organização da palestra de Ciro Gomes em Macaé, principal liderança da legenda no país. Mas o evento acabou sendo cancelado.

Apesar dos acordos e alianças ainda estarem na fase inicial, Riverton parece ser para algumas frentes políticas da cidade, um peça importante para consolidar projetos rumo a sucessão.

Porém, vale destacar que a política representada pelo ex-prefeito foi responsável pela ascensão do movimento de mudança, liderado pelo atual prefeito Dr. Aluízio que ainda não definiu candidato para apoiar na briga pela sucessão. E quando isso acontecer, até mesmo a pesquisa do WhatsApp apresentará números e percentuais bem diferentes dos atuais.

Vereadores retiram emendas para agilizar aprovação do Refim

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Durante esta sexta-feira (28), um grupo formado por 12 vereadores fiéis ao presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso, discutiram a apresentação de emenda ao projeto

Os parlamentares apoiaram o refinanciamento para devedores da prefeitura

Os vereadores Cesinha (Pros) e Marcel Silvano (PT) retiraram emendas para que o Projeto de Lei (PL) 001/2019, do Poder Executivo, fosse aprovado nesta quarta-feira (18) pelo Legislativo macaense. O PL autoriza o Refinanciamento Municipal de Incentivo à Adimplência de Sujeitos Passivos (Refim), a fim de que pessoas e empresas que devem ao município possam saldar suas dívidas.

Eles entenderam que elas poderiam retardar a aprovação, impedindo que algumas firmas pudessem obter certidões negativas de débitos. Maxwell Vaz (SD) explicou a urgência da emissão desses documentos. “Eles são necessários para a concorrência em licitações da prefeitura e da Petrobras”.

A certificação depende de que os contadores negociem com a Secretaria da Fazenda para estabelecerem os valores das parcelas. Luiz Fernando Peçanha (sem partido) agradeceu aos parlamentares. “A certidão só é emitida após o primeiro pagamento. Assim, o tempo decorrido superaria o prazo de algumas licitações”. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Remanejamento na saúde

Dois projetos de lei (PL) do Executivo, que tratam da realocação de verbas orçamentárias, foram aprovados na sessão desta quarta-feira (18), na Câmara Municipal de Macaé. De acordo com o presidente Eduardo Cardoso (PPS), o PL 14/2019 anula R$ 280,4 mil reais em serviços de média complexidade que seriam destinados à UPA do Lagomar. “Essa quantia será destinada ao Fundo Municipal de Saúde para reforçar a atenção básica de saúde em Macaé”.

Já o PL 17/2019 registra um superávit de R$ 3.368 milhões em royalties do petróleo e destina o montante à manutenção de serviços administrativos da Secretaria Municipal de Fazenda. Ambas as propostas foram aprovadas com sete votos, mas sem unanimidade entre os parlamentares.

Maxwell Vaz (SD) votou contra o PL 14 e se absteve no PL 17, enquanto Marvel Maillet (Rede) foi contrário ao PL 17 e não votou no PL 14. Renata Paes (PSC) e Robson Oliveira (PSDB) se abstiveram nas duas votações. Os demais presentes foram favoráveis às duas proposições.

O representante do Solidariedade justificou o seu voto contrário informando que recebeu denúncias de que estariam faltando termômetros e kits glicose na UPA do Lagomar. O tucano Robson acrescentou que a máquina de raio-x também estaria quebrada e Marvel Maillet relatou que, quando chove, a água entra dentro da unidade.

“Esse dinheiro poderia ser utilizado para resolver todos esses problemas. Por isso, votei contra o remanejamento orçamentário que retira recursos da UPA do Lagomar. As pessoas daquela comunidade precisam dessa atenção”, defendeu Maxwell Vaz.

Além do vereador Márcio Barcelos (MDB), Eduardo Cardoso também defendeu os investimentos na atenção básica de saúde como a maneira mais efetiva de salvar vidas. “Atuar na prevenção é sempre mais barato e traz resultados melhores. Nunca serei contra isso”, disse o presidente.

Maxwell Vaz é confirmado como pré-candidato a prefeito de Macaé

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Vereador Maxwell Vaz ao lado do deputado federal Áureo Ribeiro, presidente do Solidariedade

Presidente estadual do Solidariedade, o deputado federal Áureo Ribeiro, anunciou o nome do vereador na disputa do pleito

Líder dos movimentos políticos em defesa da instalação do novo porto de Macaé, e reconhecido por suas defesas ao desenvolvimento do município o vereador Maxwell Vaz (SD) teve seu nome confirmado como pré-candidato do Solidariedade à prefeitura de Macaé. O anúncio foi feito pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Áureo Ribeiro, durante um Curso de Capacitação em Redes Sociais, para pré-candidatos e militantes, realizado no último sábado (14), na Câmara Municipal de Macaé.

Áureo explicou a organização do partido para as eleições de 2020 e enfatizou a pré-candidatura de Maxwell Vaz. “Nós temos hoje mais de 10 prefeitos e contamos com centenas de vereadores. O partido vai crescer ainda mais em 2020 e isso se faz com organização, por isso começamos a preparação para os nossos pré-candidatos já agora, colocando toda estrutura do Solidariedade à disposição para auxiliar e dar todo suporte aos nossos quadros. Maxwell tem uma equipe fantástica, tem um poder de organização muito grande. Tenho certeza que ele vai organizar essa cidade de ponta a ponta”, reforçou Áureo Ribeiro.

Maxwell agradeceu a confiança dada pelo partido e falou sobre a importância de ocupar os espaços. “Nós temos um grande desafio pela frente. Esse desafio é de organizar nossa cidade. E de ocupar espaços que são importantes no nosso município. E só vamos ocupar se tivermos eficiência, se a gente combater o bom combate, se a gente se capacitar e se preparar para a eleição”, afirmou.

Governo reage a batalha antecipada por sucessão à prefeitura de Macaé

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Vereador Julinho do Aeroporto usa tribuna do plenário para atacar Léo Gomes, secretário de Relações Institucionais

Cerca de 49 assessores ligados ao grupo político do vereador Julinho do Aeroporto (MDB) foram exonerados de cargos

Um dia após a Câmara Municipal de Macaé decidir mergulhar oficialmente na fase pré-campanha eleitoral, o governo optou por reagir a estratégias que visam utilizar a gestão municipal como base para projetos políticos que tentam disputar sozinhos a sucessão da prefeitura. Única frente política da cidade ainda com tempo para decidir se vai apoiar, ou não, candidatura para a batalha pela sucessão, o governo deu uma demonstração clara de manter o foco na execução de projetos voltados a finalizar o mandato do prefeito Dr. Aluízio com aprovação pública em alta, ao invés de mobilizar aliados em defesa de um “terceiro mandato”. De uma só tacada, 49 assessores ligados ao grupo político do vereador Julinho do Aeroporto (MDB) foram exonerados de cargos que pertencem a secretaria municipal de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos.

Líder do governo na Câmara, Julinho tem costurado alianças para disputar a eleição em 2020, com lideranças que pertencem a linha de oposição direta ao prefeito. Na terça-feira (17), ele chegou a utilizar o espaço do grande expediente da sessão ordinária para disparar críticas contra a merenda escolar e secretários municipais. Na sessão desta quarta-feira (18), ele disse não se sentir mais útil para o governo.

“Eu não tinha secretaria. A gente tinha indicações dentro daquela secretaria que desenvolvia um bom trabalho. Eu entendo muito bem! O prefeito quer reorganizar a sua base. Enquanto você é útil, isso funciona”, disse Julinho.

Apesar de apontar que a sua participação em um evento com o deputado estadual, pré-candidato a prefeito, Chico Machado (PSD), tenha sido o estopim da decisão do prefeito, Julinho atribuiu a uma articulação do secretário adjunto de Relações Institucionais, Leonardo Gomes, à exoneração dos seus 49 assessores. “Desde 2013, quando o prefeito e eu pertencíamos ao mesmo palanque, Léo Gomes queria a secretaria. Ele falou na cabeça do prefeito para exonerar os meus assessores. Só tenho a desejar a ele boa sorte. Se eu o encontrar na rua, certamente lhe darei um abraço”, disse Julinho.

Nas últimas semanas, outros vereadores que pertencem a base aliada do governo na Câmara também se voltaram contra secretários ou medidas estratégicas adotadas pelo próprio chefe do Executivo. E através deste chamado “fogo amigo”, a oposição conseguiu aprovar a derrubada do Decreto 93, editado pelo governo em 2014, que regulamentou medidas relacionadas a faltas sem justificativas de servidores municipais.

Vale destacar também que na semana passada o ex-líder da bancada de governo, o vereador Márcio Bittencourt (MDB) criticou a equipe de gestão do Centro de Especialidades Médicas Dona Alba. Dias antes, um vídeo editado dentro de um dos consultórios montados na antiga fábrica Bariloche registrou a reclamação de usuários sobre o atendimento. As imagens chegaram a ser divulgadas por rede social, mas logo depois foram apagadas por se tratar de montagem.

Dias depois da divulgação do vídeo, um áudio circulou pelas redes sociais que desmente a denúncia. O caso resultou na exoneração de uma ex-assessora da secretaria municipal de Desenvolvimento Social, que trabalhava na assistência a famílias de baixa renda no Cemitério Memorial Mirante da Igualdade.

Câmara Municipal entra na fase pré-campanha eleitoral

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Vereadores já se articulam para garantir sucessão do governo e reeleição

Citação de pré-candidatos e ataques a decisões adotadas de forma direta pelo prefeito pautam sessão ordinária de terça-feira

Com pouco mais de um ano de antecedência, a Câmara Municipal de Macaé entrou definitivamente no processo pré-eleitoral, adiantando discursos e posicionamentos políticos que irão pautar a briga pela sucessão do governo municipal, assim como pela nova composição do parlamento municipal. Com a citação de três nomes consolidados como pré-candidatos a prefeito, os deputados estaduais Chico Machado (MDB) e Welberth Rezende (PPS), além do vereador líder de oposição Maxwell Vaz (SD), os ataques diretos a decisões e estratégias adotadas diretamente pelo prefeito Dr. Aluízio configuraram também as estratégias adotadas pelo plenário, presidido por Dr. Eduardo Cardoso (PPS), que já tenta pautar o embate que ocorrerá nas ruas da cidade apenas a partir de julho do ano que vem.

Diante de cadeiras da assistência ocupadas por também pré-candidatos a vereador, a sessão de terça-feira (17) teve como pontos centrais o decreto 126/2019, assinado pelo prefeito, que suspende todos os processos licitatórios, salvos da Educação e da Saúde, até que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue liminar que suspende os efeitos da lei federal 12.734/2012, que redistribui os royalties do petróleo.

Para a oposição, a medida preventiva e administrativa só surte efeito se for acompanhada de uma grande mobilização popular, com ocupação das ruas e marcha rumo a Brasília, nos moldes das ações orquestradas pelo ex-prefeito Riverton Mussi e o ex-governador Sérgio Cabral, na época da votação da lei, há sete anos.

Fontes do governo apontaram ontem que a decisão do prefeito em suspender licitações visa contingenciar receitas do petróleo para garantir a realização de serviços de natureza contínua, como a rede de assistência da Saúde e as aulas dos mais de 40 mil alunos da rede de ensino. Ao longo da sessão, discursos inflamados da oposição, sem o enfrentamento da base aliada do governo, sinalizaram o início de uma nova fase do parlamento, associada aos acordos selados no período de pré-eleição: a convocação de secretários.

Após uma sequência de tentativas da Casa de expor nomes fortes da administração em plenário, uma lista de possíveis convocados já circula entre os gabinetes, como destaque os secretários de Saúde, de Infraestrutura e de governo. O impasse sobre a encampação da água, problemas na rede de assistência social e críticas a indiferença de secretários diante da solicitação de vereadores também pautaram a sessão de ontem, discursos não muito novos, mas que ganham outra conotação a partir do momento em que a Casa inaugura a fase pré-eleitoral na cidade.

Câmara quer transparência na aplicação dos recursos das multas de trânsito

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Vereador Cesinha propõe que site da prefeitura apresente arrecadação e outros dados

O Projeto de Lei 50/2019, do parlamentar Cesinha (Pros), foi aprovado na sessão ordinária desta terça-feira (17), na Câmara Municipal. A proposta recebeu 15 votos favoráveis e nenhum contrário. A ideia do autor é assegurar a divulgação pública do demonstrativo de arrecadação e destinação dos recursos oriundos das multas de trânsito aplicadas em Macaé.

De acordo com Cesinha, a divulgação deve ser feita, semestralmente, no Portal da Transparência da prefeitura, onde deve constar o quantitativo de multas por mês, os tipos de infração e os respectivos valores arrecadados. “Por fim, o site ainda deve informar a destinação desses recursos e como foram aplicados”, explicou.

O vereador Robson Oliveira (PSDB) expressou preocupação com a possível falta de colaboração do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-RJ), que atua em conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana em alguns trechos da cidade. “Meu receio é que a lei não seja cumprida pelo município sob a alegação de que o órgão não forneceu os dados sobre as multas aplicadas dentro do perímetro urbano”, disse.

O tucano ainda defendeu que o dinheiro das multas seja utilizado em benfeitorias nas estradas e segurança no trânsito. “A Linha Azul não recebe capina nas suas margens e não tem sinalização adequada. À noite, a via fica ainda mais perigosa para os motoristas que precisam passar por ela”, alertou.

Outra sugestão de aplicação dos recursos foi dada por Marcel Silvano (PT): “Parte do dinheiro das multas deveriam ser investidos em educação no trânsito, evitando atitudes que atrapalham a circulação das pessoas. Por exemplo, motoristas que insistem em estacionar seus veículos sobre ciclofaixas”.

Christino Áureo defende Programa Nacional de Mobilidade Rural

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Programa Nacional de Mobilidade Rural propõe, via projeto de lei, a recuperação das estradas rurais

Deputado federal concedeu entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara

A agricultura é um setor cada vez mais estratégico na economia brasileira, e uma das prioridades do mandato do deputado federal Christino Áureo (PP-RJ), que integra a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, e a Frente Parlamentar da Agropecuária, na Câmara dos Deputados.

Em entrevista ao programa “Palavra Aberta”, da TV Câmara, Christino falou sobre o Programa Nacional de Mobilidade Rural, que está propondo, via projeto de lei, a recuperação das estradas rurais, que em época de chuva intensa chega a perder cerca de 30% da produção por problemas de escoamento.

“Fala-se muito em modais de transportes de carga ferroviários, rodoviários, aéreos e aquaviários para atender aos gargalos de armazenagem que existem no Brasil, mas o tratamento dado às estradas rurais sempre fica de fora da pauta do Legislativo. O Estado do Rio, por exemplo, tem 15 mil quilômetros de estradas rurais, enquanto a distância Rio a São Paulo é de 420 quilômetros. A pergunta é: quantas estradas vicinais (que fazem ligação entre dois lugares) são de responsabilidades dos estados e dos municípios?”, questionou o ex-secretário de Agricultura do Estado do Rio.

Para Christino, os problemas de mobilidade urbana como o deslocamento da população nas grandes cidades; a quantidade de congestionamentos, em função do uso dos transportes individuais e coletivos; a questão ambiental, e a poluição estão intimamente ligados aos problemas de mobilidade rural. “Se uma pessoa mora na zona rural, mas tem problemas para chegar ao hospital, na hora do parto; se as crianças têm acesso ao ônibus escolar, mas as estradas estão em péssimas condições, inclusive, para que as famílias usem os serviços de saúde na zona urbana ou mesmo em pequenos núcleos rurais, você está desestimulando que a população permaneça no campo. Hoje a perda líquida da população rural não se dá somente pela automação ou pelos grandes avanços tecnológicos, mas também pela falta de estímulo e de uma infraestrutura mínima na zona rural”, afirmou o deputado.

Christino lembrou ainda, que as estradas rurais recebem poucos recursos da CIDE, contribuição taxada nos combustíveis, provenientes tanto do transporte de cargas do agronegócio como do transporte urbano. “Quantos recursos da CIDE foram destinados para as estradas no interior? Um percentual muito pequeno. O último levantamento que fizemos apontava seis por cento do total de recursos. Espero que após as reformas da Previdência e Tributária, possamos reverter esse quadro, e se tivermos espaço orçamentário cuidar da infraestrutura das estradas rurais, iniciando pelos pequenos municípios. Afinal de contas, de que adianta fazer um grande modal ferroviário ou uma grande rodovia cortando o Brasil, se a carga não chega, se a produção vai se perdendo no meio do caminho e se a população rural está desestimulada em permanecer ali?”, ponderou o deputado.