Alerj instala comissão em defesa dos royalties de petróleo

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Comissão Especial em Defesa dos Royalties de Petróleo é criada na Alerj

Foi instalada, na quarta-feira (02), a Comissão Especial em Defesa dos Royalties do Petróleo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Para comandar os trabalhos do grupo foram eleitos como presidente e vice-presidente, respectivamente, os deputados Dr. Serginho (PSL) e Filippe Poubel (PSL). O relator da comissão será o deputado Rodrigo Bacellar (SDD). Também integram a comissão os deputados delegado Carlos Augusto (PSD), Bruno Dauaire (PSC), Luiz Paulo (PSDB) e Subtenente Bernardo (PROS).

No dia 20 de novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, que suspendeu dispositivos da Lei 12.734/2012 que preveem novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Se o Supremo entender que a nova distribuição é pertinente, o Estado do Rio poderá perder R$ 56 bilhões até 2023, segundo o presidente da Comissão.

“Fizemos um plano de trabalho que passa por uma apresentação técnica no Congresso Nacional; uma visita ao STF, já com as propostas bem elaboradas e definidas; e movimentos políticos junto à população. Queremos aprofundar as discussões com uma avaliação técnica do tema. O Rio já vem sendo lesado independente da partilha dos Royalties que venha a acontecer em novembro. Precisamos alavancar a economia do Rio e pontuar onde estão os erros das Agências Reguladoras”, explicou Dr. Serginho.

O relator da comissão, deputado Rodrigo Bacellar, adiantou que vai aproveitar análises e trechos do relatório final produzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Fiscal apresentado na última segunda-feira (30/09). “Representantes de instituições importantes como a Petrobras já foram ouvidas na CPI e, com isso, vamos conseguir aproveitar informações divulgadas e analisar como poderemos conduzir os nossos trabalhos para agregar esse relatório que já foi produzido pela Casa. Vou precisar da participação de todos para que seja desenvolvido um relatório de excepcionalidade”, disse Bacellar – que é morador de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense – destacando ainda que o município produz cerca de 70% do petróleo do país e sofre diretamente com os impactos ambientais e econômicos da extração na região.

Para o vice-presidente da comissão, deputado Filippe Poubel, os royalties são uma compensação devido aos abalos que o estado sofre com a produção do Petróleo. “Se acontecer um vazamento de óleo no mar, por exemplo, essa tragédia, será amargada pelo Rio. Essa é uma briga que não tem partido, ela é um prol do Estado do Rio de Janeiro e nós vamos lutar pelo que é nosso”, concluiu o parlamentar.

Maioria dos vereadores rejeita proposta de CPI da Saúde

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Abertura da CPI da saúde é rejeitada durante a sessão na tarde de terça-feira (1°) - Wanderley Gil 

A votação teve 3 votos favoráveis, 8 contrários e 1 abstenção

O Projeto de Resolução (PR) 09/2019 foi derrubado pelos apoiadores do governo na sessão ordinária desta terça-feira (1), na Câmara de Vereadores de Macaé. O PR pedia a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), também conhecida como CPI, no sistema de Saúde do município. Segundo o seu autor, o parlamentar Maxwell Vaz (SD), a proposta tramitava na Casa desde de maio deste ano, e veio acompanhada de um dossiê com inúmeras denúncias da população, além de documentos que indicavam irregularidades na gestão atual.

Além de dizer que a Secretaria de Saúde mentiu em respostas solicitadas pelo seu gabinete, Maxwell informou que a pasta mantém servidores em escalas de trabalho desumanas, sem qualquer condição de trabalho, e ambulâncias em péssimo estado de conservação. “Está tudo documentado no dossiê. Há ainda problemas como falta de equipamentos, remédios, exames, atendimento especializado para autistas e o aparecimento de ratos e baratas nos corredores do HPM”, disse.

O presidente da Casa, Eduardo Cardoso (PPS), destacou que as denúncias também vieram do Conselho Municipal de Saúde, que é um órgão consultivo, regulador e fiscalizador, mas não vem sendo respeitado pelo governo. “Minha recomendação é que a atual gestão ouça o conselho e discuta as ações antes de implementá-las, pois vai errar menos e trabalhar melhor”. No entanto, ele reconheceu que Macaé está muito à frente de outros municípios na assistência à saúde.

Em solidariedade a uma sobrinha que é pediatra e atende no HPM, o vereador José Prestes declarou sua abstenção.

Não há motivos para abrir uma CPI

O vereador Paulo Antunes (MDB) justificou que o HPM atende mais de 16 mil pessoas por mês e que 40% são de outras cidades. “Macaé tem 258 mil habitantes e uma população flutuante enorme. Sempre haverá algum problema. Isso não é motivo para abertura de uma CPI”.

Márcio Barcelos também se declarou contrário à CPI, mencionando alguns progressos e os novos projetos que devem melhorar a assistência ao cidadão. “Além disso, sempre investimos acima do índice constitucional de 15% com recursos próprios. Não vejo elementos para aprovar uma CPI”.

Os parlamentares Cesinha (PROS) e Val Barbeiro (PTC) engrossaram o coro na defesa do governo. “Ninguém vai resolver o problema da saúde de Macaé porque ele não é municipal, é estadual. Nosso orçamento é limitado e não recebemos o que deveríamos dos governos estadual e federal”, argumentou Cesinha.

Val Barbeiro disse que ele e seus familiares não possuem plano de saúde, mas sempre foram atendidos muito bem no HPM. “Não vou falar mal agora. Reconheço que há problemas, que precisamos estudar alternativas para algumas demandas. Mas voto contrário pois acho que o governo está no caminho certo”.

Rodrigo Maia acredita que MPs contra imprensa não devem ser votadas

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Além de prejudicar pequenos jornais e ameaçar democracia, dispensa de publicações poderia ser interpretada como retaliação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou o entendimento de que a Medida Provisória 892, que pretende dispensar a publicação de balanços de empresas em jornais impressos, não deve entrar em votação no plenário antes de caducar. Ao explicar seu ponto de vista, Rodrigo lembrou, entre outros fatores, a justificativa do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que a medida seria uma retaliação à forma como ele, presidente, foi tratado por parte da grande imprensa durante a campanha eleitoral.

O deputado fluminense ponderou que não se pode regular o tema com base em relações pessoais. “Imagine se eu fosse pautar a Câmara pelas críticas que recebo, muitas vezes por parte da imprensa”, continuou. Maia também lembrou que, no mês de abril, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei 13.818, de 2019, oriunda do projeto de lei 286, de 2015, onde se estabelece que as companhias podem publicar em veículos impressos apenas versões resumidas de suas demonstrações financeiras. Além disso, ficou estabelecido que a nova regra valeria a partir de 2022, para que os jornais tivessem um período de transição e fossem capazes de buscar novas fontes de receitas para cobrir as perdas financeiras com o fim das publicações dos balanços.

Contudo, a MP 892, de 2019, publicada pelo presidente da República e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, elimina essa obrigatoriedade sem preservar a transição prevista na regra anteriormente aprovada pelo Congresso Nacional.

Tendo recebido na semana passada um estudo encaminhado pelo presidente da Associação dos Diários do Interior do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Amóra, o presidente da Câmara afirmou que a MP atingiria especialmente os pequenos e médios jornais, reduzindo a variedade de veículos circulando no Brasil. “Não é o jornal Valor Econômico que vai acabar, como afirmou o presidente. Vai acabar o jornal do interior. Não queremos que apenas os grandes jornais continuem existindo. Queremos que os todos os jornais continuem existindo”, concluiu.

A exemplo do que já havia feito em relação à MP 892, quando se colocou como “amicus curiae” (termo que diz respeito a uma pessoa, entidade ou órgão com profundo interesse em uma questão jurídica levada à discussão junto ao Poder Judiciário) na ação movida pela direção nacional do partido Rede junto ao STF, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) adotou a mesma postura na última terça-feira, 24, ingressando contra a MP 896, que desobriga a publicação das publicidades legais em jornais, lembrando que vários Tribunais de Contas estaduais têm expressado a compreensão de que a publicação dos atos na internet teria de ser um procedimento complementar.

Projeto prevê criação de Programa de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia

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Proposta do deputado Welberth Rezende foi aprovada em primeira discussão na Alerj

Proposta do projeto de lei é de autoria do deputado estadual Welberth Rezende

A criação de um Programa de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia (PCPF/RJ) é a proposta do projeto de lei 659/19, do deputado estadual Welberth Rezende (PPS), aprovado em primeira discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na quinta-feira (19). O objetivo é ampliar os serviços para diagnóstico e tratamento da doença e capacitar agentes de saúde e familiares.

O texto ainda precisa ser votado em segunda discussão pela Casa. Estão entre as diretrizes do programa o respeito aos direitos humanos, a priorização do diagnóstico precoce, o enfrentamento a preconceitos sofridos por pessoas com fibromialgia, a diversificação de tratamentos alternativos e o desenvolvimento de atividades reguladas nas unidades de saúde.

O programa poderá firmar parcerias com entidades e órgãos das prefeituras do estado. “Este projeto procura congregar as necessidades das pessoas com fibromialgia com as possibilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando-se a rede de cuidados existente nos municípios. Ele é fruto da iniciativa de um grupo de familiares e de pessoas que têm um canal de articulação com o mandato”, justificou Welberth Rezende.

Audiência Pública discutirá direitos dos servidores municipais

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Marvel Maillet diz que o momento será para discutir reivindicações mais urgentes dos servidores públicos

Vereador Marvel Maillet convida os servidores para estarem presentes na segunda-feira (30), às 18h, na Câmara Municipal

O vereador Marvel Maillet (REDE) convocou para segunda-feira (30), uma audiência pública para tratar das demandas de todos os servidores públicos de Macaé. A audiência está marcada para as 18h, no plenário da Câmara Municipal de Macaé.

O momento será para discutir reivindicações mais urgentes dos servidores públicos. “Recebemos muitas denúncias referente a falta do reajuste salarial, enquadramentos por tempo de serviço, falta de insalubridade, e outros direitos dos servidores que não estão sendo cumpridos”, explica o vereador autor.

Segundo Marvel, porteiros, auxiliares de serviços gerais e auxiliares de serviços escolares e outros servidores estão tentando buscar seus direitos, mas continuam sem resposta da prefeitura. “Profissionais que estão sobrecarregados, estão ganhando abaixo do salário mínimo, na saúde estão com carga horária aumentada, sem compensação, sem adicional noturno, são muitos os problemas”, ressaltou o vereador.

O poder Executivo foi convidado para estar presente e esclarecer as dúvidas dos servidores municipais. “Queremos dar voz aos servidores e queremos que todas as dúvidas sejam justificadas e esclarecidas durante a audiência”, disse Marvel.

Convocação de secretária de saúde é derrubada no Legislativo de Macaé

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Vereador Maxwell Vaz também é autor de proposta para criar uma CPI da Saúde - Foto Ivana Gravina CMM

Problemas citados foram a falta de medicamentos, materiais e manutenção nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

O requerimento de convocação da secretária municipal de Saúde, Deusilane Hermes de Almeida, foi rejeitado na sessão ordinária desta quarta-feira (25). O pedido partiu do vereador Maxwell Vaz (SD), que solicitou esclarecimentos para diversas questões relacionadas à saúde de Macaé. Com votação apertada, os governistas venceram e rejeitaram a proposta defendida pela oposição.

Segundo Maxwell, a secretária de Saúde não teria falado a verdade na resposta a dois requerimentos dele, encaminhada à Câmara. “Eu recebi como resposta que os problemas já haviam sido resolvidos. No entanto, ao verificar a informação, constatei que não era verdade”. Um deles trata da insalubridade dos agentes de saúde. “A secretária informou que havia solucionado o impasse. Entretanto, um servidor me trouxe o seu contracheque comprovando que a falha persiste”.

O parlamentar esclareceu que há ainda outras questões que precisam de respostas, como os problemas de falta de medicamentos, materiais e manutenção nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que comprometem o atendimento à população.

Os aliados do governo argumentaram a favor à derrubada da convocação. Márcio Barcelos disse que manter a Saúde do município funcionando não é um trabalho fácil. Já Julinho do Aeroporto alegou que a secretária precisa de mais tempo para consolidar o seu trabalho.

Marvel Maillet (Rede) disse não entender a rejeição do requerimento, o que chamou de ‘blindagem’. “Se está sendo feito um bom trabalho e não há nada a esconder, por que essa preocupação em livrar a secretária das explicações?”

CPI da Saúde

Na mesma sessão, foi realizada a primeira discussão da proposta de instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), popularmente conhecida como CPI, para apurar problemas em todas as unidades de saúde da cidade. A iniciativa também é do líder da oposição: “Espero que o projeto seja votado e aprovado na próxima semana”, disse Maxwell.

Instituição do Dia do Evangélico gera debate sobre tolerância na Câmara

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O projeto de Robson acendeu uma discussão sobre religião e política  -Foto Ivana Gravina CMM

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na sessão ordinária da última quarta-feira (25)

A Câmara Municipal de Macaé aprovou a instituição do Dia do Evangélico no município, em 30 de novembro. O Projeto de Lei (PL) 090/2019, aprovado na sessão ordinária da última quarta-feira (25), é de autoria do vereador Robson Oliveira (PSDB).

Proposições assim não costumam gerar discussão, o que, porém, ocorreu após a fala de Cesinha (Pros): “A participação evangélica foi decisiva na eleição presidencial”.

O vereador Val Barbeiro (PHS) falou em seguida. “Ser evangélico não é ser intolerante. Se o outro é do espiritismo ou da umbanda, o que cabe a nós é o amor”.

Robson discursou no final. “Agradeço aos colegas pela votação favorável. Concordo que o objetivo não é propagar uma religião”. O PL foi aprovado por unanimidade.

Justiça intima Cedae em ação proposta pela prefeitura

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Justiça considera situação de falta d'agua como “gravíssima”. - Foto Kaná Manhães

Nova Cedae tem 48 horas para justificar desabastecimento d’água no município

O Juiz da 1ª Vara Cível da comarca de Macaé, Leonardo Hostalácio Notini, determinou à Nova Cedae que apresente, dentro de 48 horas, justificativas diante de notória redução do abastecimento de água da cidade. A decisão do Juiz tem base no artigo 374, inciso I, do Código Penal, que reconhece fatos notórios sem a necessidade de apresentação de provas. Ao considerar a situação como “gravíssima”, a medida tem como base Ação Civil Coletiva proposta pela prefeitura em fevereiro deste ano, contra a incapacidade da concessionária em manter a continuidade do serviço, afetando serviços essenciais prestados pelas unidades de Saúde e Educação.

No despacho, o Juiz solicita informações e documentos técnicos que atestem a real situação do abastecimento de água da cidade, diante da irregularidade na prestação do serviço. No despacho, o Juiz intima a concessionária a apresentar laudos que atestem a média atual da vazão de água em Macaé, quais os motivos da notória redução no abastecimento e quais as medidas adotadas pela Cedae para manter o regular funcionamento do serviço.

Na decisão, o Juiz da 1ª Vara Cível intima a Cedae a se manifestar mediante o pedido de liminar proposto pela prefeitura, na Ação que exige da concessionária a regularização de forma imediata do abastecimento, através da utilização de carros-pipa, definindo multa caso a medida não seja adotada, além de suspender a cobrança integral da tarifa de água, enquanto o serviço não for normalizado.

Vale destacar que em junho deste ano, o Ministério Público do Estado (MPE) se manifestou de forma favorável ao pedido de liminar proposto na Ação, além de considerar que a prefeitura deve prestar diretamente o serviço, por meio de concessão ou permissão, precedido de licitação, já que a Nova Cedae não executou medidas para garantir a continuidade do abastecimento.

Na última sexta-feira (20), a prefeitura voltou a acionar a Justiça para garantir intervenção em caráter de urgência contra a Nova Cedae, diante da suspensão do abastecimento de água que afeta toda a população da cidade nos últimos 10 dias.

Penalização por descumprimento de contrato

A Prefeitura de Macaé, através da secretaria municipal adjunta de Saneamento, multou a Nova Cedae por descumprir metas contratuais que ocasionam a irregularidade no serviço de abastecimento de água na cidade.

A penalidade tem como base a cláusula 17 do contrato de concessão, já que a concessionária não apresenta condições efetivas de assegurar a continuidade do serviço, em caráter permanente e ininterrupto. De acordo com o extrato de aplicação de penalidade, a multa é calculada em 1% sobre o faturamento médio mensal da Nova Cedae em Macaé.

Governo substitui aliados na Câmara

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Governo substitui aliados na Câmara
Governo substitui aliados na Câmara

Ao se afastar, de forma definitiva, de vereadores que tentam antecipar o processo pré-eleitoral para disputar a sucessão do governo ‘da mudança’ e garantir vaga na nova composição do plenário do Legislativo, o governo realizou nesta terça-feira (25) mais uma jogada importante para reassumir o protagonismo do cenário político local, substituindo aliados no parlamento, evitando assim a exposição de secretários.

Em conversas e reuniões que asseguraram a recomposição da base aliada, e estabeleceram uma nova forma de diálogo com o Legislativo, o governo não cedeu a ameaças lançadas por dissidentes que tentaram utilizar a ânsia do bloco de oposição, em tentar atacar nomes importantes da gestão do prefeito Dr. Aluízio, como estratégia de voltar a serem indispensáveis em discussões que podem frear o crescimento da aprovação do governo, especialmente em áreas como a Saúde e a Educação.

Prova de que a articulação do Executivo no enfrentamento dos “rebeldes” deu certo, o discurso do vereador Julinho do Aeroporto (MDB) deu o tom da sessão ordinária desta quarta-feira (25), amargo para aqueles que acreditaram que a gestão de Dr. Aluízio seria uma réplica da fase final e melancólica da administração do ex-prefeito Riverton Mussi.
Após perder 49 assessores políticos, que ocupavam cargos na secretaria municipal de Desenvolvimento Social, Julinho do Aeroporto foi destituído do posto de líder do governo.

Na sessão desta terça-feira (25), ele voltou a atribuir esta segunda derrota a articulação do secretário municipal adjunto de Relações Institucionais, Leonardo Gomes.

A insatisfação de Julinho está relacionada a três passos importantes adotados pelo prefeito, com a articulação do secretário de Relações Institucionais: o fortalecimento do vereador Gelinho (PTC), a receptividade ao vereador Val Barbeiro (PHS) e a recomposição do diálogo com o vereador Cesinha (PROS).

Gelinho foi oficialmente convidado a assumir a liderança do governo, tendo como a primeira tarefa aproximar o governo de Val Barbeiro, que aliás nunca se portou como membro do bloco de oposição. Com Cesinha, o novo líder também afina o discurso para alcançar um resultado que deve se consolidar nos próximos dias.

Vitória sobre ameaça expõe novo “opositor”

A ameaça de aprovação da abertura de uma CEI (Comissão Especial de Investigação) e de convocação da secretária municipal de Saúde, Deusilane Galiza, também representou a estratégia dos dissidentes de expor o governo dentro da Câmara, como estratégia de disputar força política.

E as duas matérias representam pontos distintos da sessão que passa a ser um marco importante para o cenário político da cidade.
Ao iniciar a tramitação na Casa sem discussão em plenário, a CEI da Saúde ganhou espaço na Câmara após a assinatura do vereador Márcio Bittencourt (MDB).

Ao votar também a favor da convocação de Deusilane, Márcio se colocou oficialmente como integrante do bloco de oposição, sem obter o sucesso desejado com a jogada que seria de mestre, se não fosse a articulação montada por Dr. Aluízio com a participação de Léo Gomes.

Além de se realinhar com Val e Cesinha a partir da ascensão de Gelinho para o posto de líder de bancada, o governo derrubou a convocação da secretária de Saúde com a abstenção da vereadora Renata Paes (PSC). Já com o placar favorável ao Executivo, Julinho acabou mudando o tom de crítica e se submeteu ao voto contrário ao requerimento assinado pelo líder da oposição, o vereador Maxwell Vaz (SD).

Nos corredores do Legislativo, já é dada como certa uma nova tentativa dos dissidentes em expor a gestão de Dr. Aluízio, utilizando o bloco de oposição como palanque para alcançar o Executivo.

Já está pronto o requerimento que propõe a convocação do secretário municipal de Infraestrutura, Célio Chapeta. Essa será a quarta tentativa da Câmara, só neste ano, de sabatinar um dos principais nomes ligados diretamente ao prefeito. Quem será o próximo?

Câmara perde o controle por discursos pré-eleitorais

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Vereadores acirraram o discurso durante a sessão ordinária da Câmara na manhã de ontem - Foto Tiago Ferreira CMM

Sessão confusa fortalece acirramento de ânimos por antecipação de processo eleitoral

Conturbada e bastante atípica, a sessão ordinária desta terça-feira (24) da Câmara de Vereadores, demonstra de forma clara o descontrole do parlamento municipal como um efeito da decisão antecipada do próprio Legislativo, ao iniciar de forma antecipada o processo pré-eleitoral que definirá a sucessão da prefeitura e a nova composição do plenário.

Com pré-candidaturas a prefeito e vice definidas, e formatação de partidos para enquadrar aliados, o parlamento liderado pelo presidente Dr. Eduardo Cardoso (PPS) perdeu o compasso ontem, ao tentar descaracterizar um dos principais projetos assinados pelo prefeito Dr. Aluízio, o Bolsa Falta Zero e Bolsa Ideb, na tentativa de encurralar o governo por ameaça de debandada de membros da base “da situação”, para elevar o bloco de oposição.

Em tramitação há quase três meses nas comissões da Casa, o projeto 011/2019 que propõe bonificação salarial para os servidores da Educação que cumprirem integralmente a presença nas escolas durante o ano letivo, e obter o aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), foi o pano de fundo do “convite” feito pela Câmara, atendido pelo secretário municipal de Educação, Guto Garcia.

O descontrole da Casa ficou logo evidente em função da confusão do próprio plenário em compreender qual a função representada por Guto, que é vereador licenciado e também pré-candidato a prefeito, na sessão ordinária da Câmara.

Inicialmente prevista para ocupar apenas os 40 minutos do grande expediente, a presença de Guto pautou as mais de duas horas da sessão da Câmara de ontem, extrapolando o prazo regimental, atropelando a pauta de votação da Casa, inclusive, do próprio projeto.
De imediato, os vereadores Marcel Silvano (PT), Maxwell Vaz (SD) e Marvel Maillet (REDE) criticaram a liberdade da fala de Guto, garantida pelo presidente Dr. Eduardo (PPS), mesmo com diversas objeções do bloco de oposição.

Apesar da pauta do “convite” ser o projeto assinado pelo prefeito, a sessão transcorreu como uma verdadeira sabatina contra Guto, que acabou virando alvo dos ataques de membros do bloco de oposição e até de aliados do governo, descontentes com a redução de espaço no quadro do cargo de assessorias do Executivo.

E pelo encerramento da sessão desta terça-feira (24), não restam dúvidas de que a reunião de quarta-feira (25), também será com discursos políticos pautados pela antecipação das estratégias eleitorais, que só deveriam começar no ano que vem.

Revolta

Antes da confusão generalizada provocada pela presença de Guto, a sessão começou tumultuada com uma fala do ex-líder de governo, vereador Márcio Bittencourt (MDB), ao declarar que ele e os vereadores Cesinha (PROS) e Val Barbeiro (PHS) migraram para a oposição.

Indicações políticas de Márcio perderam espaço no quadro de assessores do governo nesta semana, após confusão provocada por fake news que circulou há cerca de 15 dias.
Val se pronunciou em plenário, afirmando que segue com a sua identificação com o governo, mas sem definir previamente a orientação de voto.