Câmara aprova Regime Adicional de Serviço para a Guarda Municipal

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Câmara Municipal de Casimiro de Abreu

Projeto de lei, proveniente do Poder Executivo, foi aprovado por unanimidade pelos vereadores

A Câmara Municipal de Casimiro de Abreu aprovou na sessão ordinária de quarta-feira (9), por unanimidade, o projeto de lei nº 041/2019, proveniente do Poder Executivo, que institui o Regime Adicional de Serviço (RAS) para a Guarda Municipal. Trata-se de um programa que prevê pagamento adicional para quem atuar em dias de folga.

O RAS deverá ser constituir de ações especificas, determinadas pelo Secretário de Ordem Pública e Defesa Civil, com vistas a atender a prestação de segurança e da ordem pública, em especial para reforçar o contingente de servidores do quadro dos profissionais da Guarda Municipal nas ruas e logradouros públicos.

“Temos realmente que valorizar o funcionário público e oportunizar um salário digno. Esse projeto do RAS é importante para dar mais segurança em Casimiro de Abreu”, disse o presidente da Casa, o vereador Lelei da Marmoraria.

Já o vereador Rafael Jardim relembrou a sua última visita à sede da Secretaria de Ordem Pública e Defesa Civil onde constatou as metas e prioridades a serem alcançadas em 2019. “Sabemos que muito precisa ser feito, mas fico feliz por este reconhecimento aos Guardas Municipais. Uma das metas de prioridades da secretaria é a valorização do Plano de Cargos e Salários. Veio esta do RAS e torço para que outras melhorias possam vir para esta categoria tão importante e trabalhadora no nosso município, que merece todo o nosso reconhecimento”, comentou o parlamentar.

A adesão do RAS será voluntária e, para ter deferida a sua inscrição, o servidor deverá atender aos seguintes requisitos: ter sido submetido e julgado apto pela inspeção médica, física e mentalmente, conforme as normas em vigor da corporação; estar lotado e em efetivo exercício na Secretaria Municipal de Ordem Pública e Defesa Civil; não ter no seu prontuário, nenhuma pena disciplinar, no período de seis meses anterior à data de inscrição; prestar declaração de que não mantêm outro vínculo empregatício ou estatutário, sob as penas da incursão no crime de declaração falsa ou inidônea.

“Sou favorável a esta matéria, pois se trata de um benefício que será dado aos Guardas Municipais. Desde o início do meu mandato tenho lutado por esta categoria para melhorar a segurança pública do município. Já é um avanço. Espero que outras mensagens do Executivo sejam enviadas para o Legislativo para melhorar as condições de trabalho dos servidores”, disse o vereador Ramon Gidalte.

Prazo de 90 dias para revogação total da Lei de Abuso de Autoridade

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O povo brasileiro agradece o gesto da Magistratura do Estado do Pará, que propõe uma paralisação nacional, face à derrubada dos vetos à lei de abuso de autoridade.

Ao invés de greve nacional pela derrubada dos vetos, estamos propondo que os magistrados de todo o país, em conjunto com os promotores federais e estaduais, a polícia federal e as estaduais exijam a REVOGAÇÃO TOTAL, pelo próprio Congresso, da lei de abuso de autoridade, dentro do PRAZO DE 90 DIAS.

Isso sob pena de paralisação permanente da atividade policial, da promotoria e do poder judiciário, com referência à matéria penal, deixando de prender, de investigar, de indiciar, de denunciar e de julgar.

A lei de abuso de autoridade protege os bandidos e penaliza todos os agentes públicos encarregados de combate ao crime.

A nação brasileira espera que o movimento liderado pelos magistrados do Pará seja ampliado por todas as autoridades ameaçadas de prisão pelo simples fato de combaterem os corruptos e os criminosos de todo o gênero.

PELA REVOGAÇÃO TOTAL DA LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE.

Macaé entre as 100 cidades mais transparentes do Brasil

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Foto: Wanderley Gil

A garantia de acesso da população a dados atualizados sobre arrecadação e despesas, cargos e salários de servidores, editais de processos licitatórios e contratos, além de valores e pagamentos de fornecedores, coloca Macaé em posição de destaque na Escala Brasil Transparente, uma avaliação realizada pela Controladoria Geral da União (CGU), com base em conceitos de fiscalização definidos pelo governo federal.

No estudo, Macaé recebe a nota 8.76, estando a acima da média geral (nota 6) de todos os mais de cinco mil municípios brasileiros avaliados pela ferramenta de monitoramento da transparência na gestão pública.

Na Escala, Macaé ocupa a posição 98 dentre as 100 cidades mais transparentes do país, estando a frente de capitais como Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e Porto Alegre.
Na região Norte Fluminense, a avaliação da Controladoria Geral da União indica que Macaé é a cidade mais transparente, estando a frente de todas as demais cidades influenciadas pela dinâmica da cadeia do petróleo.

Na avaliação específica, a CGU indica que o governo municipal cumpre itens de monitoramento fundamentais para garantir acesso a informação, como um site oficial, valores de receitas e despesas atualizados, consulta para resultados de licitações e link para Portal da Transparência próprio que, por duas vezes, recebeu nota 10 em avaliação do Ministério Público Federal.

“Hoje, Macaé é uma das cidades mais transparentes do Brasil, com a comprovação da Controladoria Geral da União, através de monitoramento que indica, não só transparência, mas comprometimento e respeito na gestão pública”, avalia o prefeito.

Nos últimos anos, Macaé tem adotado medidas que garantem acesso direto da população a dados, informações e procedimentos ligados à gestão. A mais recente é a transmissão pela internet, em tempo real, das sessões públicas de licitações através de canal no Youtube, criado pela Procuradoria Geral de Licitações, Contratos e Convênios.
Acesse a Escala Brasil Transparente pelo link https://www.cgu.gov.br/assuntos/transparencia-publica/escala-brasil-transparente-360

Alerj instala comissão em defesa dos royalties de petróleo

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Comissão Especial em Defesa dos Royalties de Petróleo é criada na Alerj

Foi instalada, na quarta-feira (02), a Comissão Especial em Defesa dos Royalties do Petróleo da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Para comandar os trabalhos do grupo foram eleitos como presidente e vice-presidente, respectivamente, os deputados Dr. Serginho (PSL) e Filippe Poubel (PSL). O relator da comissão será o deputado Rodrigo Bacellar (SDD). Também integram a comissão os deputados delegado Carlos Augusto (PSD), Bruno Dauaire (PSC), Luiz Paulo (PSDB) e Subtenente Bernardo (PROS).

No dia 20 de novembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar a liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, que suspendeu dispositivos da Lei 12.734/2012 que preveem novas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Se o Supremo entender que a nova distribuição é pertinente, o Estado do Rio poderá perder R$ 56 bilhões até 2023, segundo o presidente da Comissão.

“Fizemos um plano de trabalho que passa por uma apresentação técnica no Congresso Nacional; uma visita ao STF, já com as propostas bem elaboradas e definidas; e movimentos políticos junto à população. Queremos aprofundar as discussões com uma avaliação técnica do tema. O Rio já vem sendo lesado independente da partilha dos Royalties que venha a acontecer em novembro. Precisamos alavancar a economia do Rio e pontuar onde estão os erros das Agências Reguladoras”, explicou Dr. Serginho.

O relator da comissão, deputado Rodrigo Bacellar, adiantou que vai aproveitar análises e trechos do relatório final produzido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Fiscal apresentado na última segunda-feira (30/09). “Representantes de instituições importantes como a Petrobras já foram ouvidas na CPI e, com isso, vamos conseguir aproveitar informações divulgadas e analisar como poderemos conduzir os nossos trabalhos para agregar esse relatório que já foi produzido pela Casa. Vou precisar da participação de todos para que seja desenvolvido um relatório de excepcionalidade”, disse Bacellar – que é morador de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense – destacando ainda que o município produz cerca de 70% do petróleo do país e sofre diretamente com os impactos ambientais e econômicos da extração na região.

Para o vice-presidente da comissão, deputado Filippe Poubel, os royalties são uma compensação devido aos abalos que o estado sofre com a produção do Petróleo. “Se acontecer um vazamento de óleo no mar, por exemplo, essa tragédia, será amargada pelo Rio. Essa é uma briga que não tem partido, ela é um prol do Estado do Rio de Janeiro e nós vamos lutar pelo que é nosso”, concluiu o parlamentar.

Maioria dos vereadores rejeita proposta de CPI da Saúde

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Abertura da CPI da saúde é rejeitada durante a sessão na tarde de terça-feira (1°) - Wanderley Gil 

A votação teve 3 votos favoráveis, 8 contrários e 1 abstenção

O Projeto de Resolução (PR) 09/2019 foi derrubado pelos apoiadores do governo na sessão ordinária desta terça-feira (1), na Câmara de Vereadores de Macaé. O PR pedia a instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), também conhecida como CPI, no sistema de Saúde do município. Segundo o seu autor, o parlamentar Maxwell Vaz (SD), a proposta tramitava na Casa desde de maio deste ano, e veio acompanhada de um dossiê com inúmeras denúncias da população, além de documentos que indicavam irregularidades na gestão atual.

Além de dizer que a Secretaria de Saúde mentiu em respostas solicitadas pelo seu gabinete, Maxwell informou que a pasta mantém servidores em escalas de trabalho desumanas, sem qualquer condição de trabalho, e ambulâncias em péssimo estado de conservação. “Está tudo documentado no dossiê. Há ainda problemas como falta de equipamentos, remédios, exames, atendimento especializado para autistas e o aparecimento de ratos e baratas nos corredores do HPM”, disse.

O presidente da Casa, Eduardo Cardoso (PPS), destacou que as denúncias também vieram do Conselho Municipal de Saúde, que é um órgão consultivo, regulador e fiscalizador, mas não vem sendo respeitado pelo governo. “Minha recomendação é que a atual gestão ouça o conselho e discuta as ações antes de implementá-las, pois vai errar menos e trabalhar melhor”. No entanto, ele reconheceu que Macaé está muito à frente de outros municípios na assistência à saúde.

Em solidariedade a uma sobrinha que é pediatra e atende no HPM, o vereador José Prestes declarou sua abstenção.

Não há motivos para abrir uma CPI

O vereador Paulo Antunes (MDB) justificou que o HPM atende mais de 16 mil pessoas por mês e que 40% são de outras cidades. “Macaé tem 258 mil habitantes e uma população flutuante enorme. Sempre haverá algum problema. Isso não é motivo para abertura de uma CPI”.

Márcio Barcelos também se declarou contrário à CPI, mencionando alguns progressos e os novos projetos que devem melhorar a assistência ao cidadão. “Além disso, sempre investimos acima do índice constitucional de 15% com recursos próprios. Não vejo elementos para aprovar uma CPI”.

Os parlamentares Cesinha (PROS) e Val Barbeiro (PTC) engrossaram o coro na defesa do governo. “Ninguém vai resolver o problema da saúde de Macaé porque ele não é municipal, é estadual. Nosso orçamento é limitado e não recebemos o que deveríamos dos governos estadual e federal”, argumentou Cesinha.

Val Barbeiro disse que ele e seus familiares não possuem plano de saúde, mas sempre foram atendidos muito bem no HPM. “Não vou falar mal agora. Reconheço que há problemas, que precisamos estudar alternativas para algumas demandas. Mas voto contrário pois acho que o governo está no caminho certo”.

Rodrigo Maia acredita que MPs contra imprensa não devem ser votadas

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Além de prejudicar pequenos jornais e ameaçar democracia, dispensa de publicações poderia ser interpretada como retaliação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou o entendimento de que a Medida Provisória 892, que pretende dispensar a publicação de balanços de empresas em jornais impressos, não deve entrar em votação no plenário antes de caducar. Ao explicar seu ponto de vista, Rodrigo lembrou, entre outros fatores, a justificativa do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que a medida seria uma retaliação à forma como ele, presidente, foi tratado por parte da grande imprensa durante a campanha eleitoral.

O deputado fluminense ponderou que não se pode regular o tema com base em relações pessoais. “Imagine se eu fosse pautar a Câmara pelas críticas que recebo, muitas vezes por parte da imprensa”, continuou. Maia também lembrou que, no mês de abril, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei 13.818, de 2019, oriunda do projeto de lei 286, de 2015, onde se estabelece que as companhias podem publicar em veículos impressos apenas versões resumidas de suas demonstrações financeiras. Além disso, ficou estabelecido que a nova regra valeria a partir de 2022, para que os jornais tivessem um período de transição e fossem capazes de buscar novas fontes de receitas para cobrir as perdas financeiras com o fim das publicações dos balanços.

Contudo, a MP 892, de 2019, publicada pelo presidente da República e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, elimina essa obrigatoriedade sem preservar a transição prevista na regra anteriormente aprovada pelo Congresso Nacional.

Tendo recebido na semana passada um estudo encaminhado pelo presidente da Associação dos Diários do Interior do Estado do Rio de Janeiro, Gustavo Amóra, o presidente da Câmara afirmou que a MP atingiria especialmente os pequenos e médios jornais, reduzindo a variedade de veículos circulando no Brasil. “Não é o jornal Valor Econômico que vai acabar, como afirmou o presidente. Vai acabar o jornal do interior. Não queremos que apenas os grandes jornais continuem existindo. Queremos que os todos os jornais continuem existindo”, concluiu.

A exemplo do que já havia feito em relação à MP 892, quando se colocou como “amicus curiae” (termo que diz respeito a uma pessoa, entidade ou órgão com profundo interesse em uma questão jurídica levada à discussão junto ao Poder Judiciário) na ação movida pela direção nacional do partido Rede junto ao STF, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) adotou a mesma postura na última terça-feira, 24, ingressando contra a MP 896, que desobriga a publicação das publicidades legais em jornais, lembrando que vários Tribunais de Contas estaduais têm expressado a compreensão de que a publicação dos atos na internet teria de ser um procedimento complementar.

Projeto prevê criação de Programa de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia

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Proposta do deputado Welberth Rezende foi aprovada em primeira discussão na Alerj

Proposta do projeto de lei é de autoria do deputado estadual Welberth Rezende

A criação de um Programa de Cuidados para Pessoas com Fibromialgia (PCPF/RJ) é a proposta do projeto de lei 659/19, do deputado estadual Welberth Rezende (PPS), aprovado em primeira discussão pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), na quinta-feira (19). O objetivo é ampliar os serviços para diagnóstico e tratamento da doença e capacitar agentes de saúde e familiares.

O texto ainda precisa ser votado em segunda discussão pela Casa. Estão entre as diretrizes do programa o respeito aos direitos humanos, a priorização do diagnóstico precoce, o enfrentamento a preconceitos sofridos por pessoas com fibromialgia, a diversificação de tratamentos alternativos e o desenvolvimento de atividades reguladas nas unidades de saúde.

O programa poderá firmar parcerias com entidades e órgãos das prefeituras do estado. “Este projeto procura congregar as necessidades das pessoas com fibromialgia com as possibilidades do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando-se a rede de cuidados existente nos municípios. Ele é fruto da iniciativa de um grupo de familiares e de pessoas que têm um canal de articulação com o mandato”, justificou Welberth Rezende.

Audiência Pública discutirá direitos dos servidores municipais

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Marvel Maillet diz que o momento será para discutir reivindicações mais urgentes dos servidores públicos

Vereador Marvel Maillet convida os servidores para estarem presentes na segunda-feira (30), às 18h, na Câmara Municipal

O vereador Marvel Maillet (REDE) convocou para segunda-feira (30), uma audiência pública para tratar das demandas de todos os servidores públicos de Macaé. A audiência está marcada para as 18h, no plenário da Câmara Municipal de Macaé.

O momento será para discutir reivindicações mais urgentes dos servidores públicos. “Recebemos muitas denúncias referente a falta do reajuste salarial, enquadramentos por tempo de serviço, falta de insalubridade, e outros direitos dos servidores que não estão sendo cumpridos”, explica o vereador autor.

Segundo Marvel, porteiros, auxiliares de serviços gerais e auxiliares de serviços escolares e outros servidores estão tentando buscar seus direitos, mas continuam sem resposta da prefeitura. “Profissionais que estão sobrecarregados, estão ganhando abaixo do salário mínimo, na saúde estão com carga horária aumentada, sem compensação, sem adicional noturno, são muitos os problemas”, ressaltou o vereador.

O poder Executivo foi convidado para estar presente e esclarecer as dúvidas dos servidores municipais. “Queremos dar voz aos servidores e queremos que todas as dúvidas sejam justificadas e esclarecidas durante a audiência”, disse Marvel.

Convocação de secretária de saúde é derrubada no Legislativo de Macaé

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Vereador Maxwell Vaz também é autor de proposta para criar uma CPI da Saúde - Foto Ivana Gravina CMM

Problemas citados foram a falta de medicamentos, materiais e manutenção nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

O requerimento de convocação da secretária municipal de Saúde, Deusilane Hermes de Almeida, foi rejeitado na sessão ordinária desta quarta-feira (25). O pedido partiu do vereador Maxwell Vaz (SD), que solicitou esclarecimentos para diversas questões relacionadas à saúde de Macaé. Com votação apertada, os governistas venceram e rejeitaram a proposta defendida pela oposição.

Segundo Maxwell, a secretária de Saúde não teria falado a verdade na resposta a dois requerimentos dele, encaminhada à Câmara. “Eu recebi como resposta que os problemas já haviam sido resolvidos. No entanto, ao verificar a informação, constatei que não era verdade”. Um deles trata da insalubridade dos agentes de saúde. “A secretária informou que havia solucionado o impasse. Entretanto, um servidor me trouxe o seu contracheque comprovando que a falha persiste”.

O parlamentar esclareceu que há ainda outras questões que precisam de respostas, como os problemas de falta de medicamentos, materiais e manutenção nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que comprometem o atendimento à população.

Os aliados do governo argumentaram a favor à derrubada da convocação. Márcio Barcelos disse que manter a Saúde do município funcionando não é um trabalho fácil. Já Julinho do Aeroporto alegou que a secretária precisa de mais tempo para consolidar o seu trabalho.

Marvel Maillet (Rede) disse não entender a rejeição do requerimento, o que chamou de ‘blindagem’. “Se está sendo feito um bom trabalho e não há nada a esconder, por que essa preocupação em livrar a secretária das explicações?”

CPI da Saúde

Na mesma sessão, foi realizada a primeira discussão da proposta de instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), popularmente conhecida como CPI, para apurar problemas em todas as unidades de saúde da cidade. A iniciativa também é do líder da oposição: “Espero que o projeto seja votado e aprovado na próxima semana”, disse Maxwell.

Instituição do Dia do Evangélico gera debate sobre tolerância na Câmara

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O projeto de Robson acendeu uma discussão sobre religião e política  -Foto Ivana Gravina CMM

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade na sessão ordinária da última quarta-feira (25)

A Câmara Municipal de Macaé aprovou a instituição do Dia do Evangélico no município, em 30 de novembro. O Projeto de Lei (PL) 090/2019, aprovado na sessão ordinária da última quarta-feira (25), é de autoria do vereador Robson Oliveira (PSDB).

Proposições assim não costumam gerar discussão, o que, porém, ocorreu após a fala de Cesinha (Pros): “A participação evangélica foi decisiva na eleição presidencial”.

O vereador Val Barbeiro (PHS) falou em seguida. “Ser evangélico não é ser intolerante. Se o outro é do espiritismo ou da umbanda, o que cabe a nós é o amor”.

Robson discursou no final. “Agradeço aos colegas pela votação favorável. Concordo que o objetivo não é propagar uma religião”. O PL foi aprovado por unanimidade.