Cunha diz que Bolsonaro derrotará Lula entre os fiéis por ampla margem no meio evangélico

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Segundo ele, as pesquisas de intenção de voto não captam o voto do público religioso.

Em artigo veiculado no site Poder360, o ex-presidente Eduardo Cunha analisou o cenário eleitoral do chamado ‘voto evangélico’.

De ímpeto, Cunha diz que “muito pouco provável que Lula consiga alcançar Bolsonaro nesse segmento”.

Segundo o ex-parlamentar, questões socioeconômicas são fatores que também impactam a vida do eleitorado em questão. No entanto, ele destaca que o que vai pesar, sem dúvidas, são as pautas de costumes.

Cunha diz que o PT não vai abandonar as bandeiras defendidas com afinco desde a sua fundação. Além disso, assegura que “há uma discriminação sem sentido” contra os protestantes ao ponto de serem tratados como se fossem ETs, “diferentes de todos os outros”.

Para ele, “isso só une mais os evangélicos para que votem cada vez mais só em candidatos da mesma religião ou, pelo menos, em nomes comprometidos com as premissas básicas defendidas pelo segmento, como a defesa da vida e da família”.

Em outro trecho do artigo, o político diz que o “oportunismo político do PT em cima dos evangélicos não tem mais apelo”.

“Sempre, às vésperas das eleições, o partido tenta se mostrar como aquilo que não é só para buscar votos”, acrescentou.

Por Ponto e Virgula News

Bolsonaro “peita” Alexandre de Moraes e não depõe na Polícia Federal

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A AGU entrou com recurso. Caso deve ser avaliado pelo Plenário do STF

O presidente Jair Bolsonaro reagiu às provocações do Ministro Alexandre de Moraes e decidiu não comparecer à Polícia Federal para prestar depoimento. Na quinta-feira (27), Moraes determinou que o depoimento de Bolsonaro no inquérito que investiga o suposto vazamento de informações de uma investigação sobre a invasão dos computadores do Tribunal Superior Eleitoral fosse presencial.

O Palácio do Planalto viu a decisão de Moraes como uma provocação, uma tentativa de humilhar o presidente e mais uma afronta do ministro à independência dos poderes.

A Advocacia Geral da União entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal para informar que Bolsoanro abriu mão do direito de depor. No entanto, Alexandre de Moraes não “conheceu” o recurso, ou seja, não aceitou o agravo apresentado pela AGU e manteve depoimento.

Alexandre de Moraes gritou “truco”,  Bolsonaro agora está pagando para ver. Resta saber quem está com o Zap na mão.

Por Portal Novo Norte

Com dívida milionária de impostos não pagos, Lula tem nome na lista de devedores da União

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A dívida tributária passa hoje de R$ 1.290.000,00

O nome do ex-presidiário Lula está na lista de devedores da União, é o que informou a coluna Radar da revista Veja nesta sexta-feira (28).

Pelo não pagamento de impostos federais, o petita teve o nome inscrito na Dívida Ativa da União pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. A dívida tributária passa hoje de R$ 1.290.000,00. Veja no relatório abaixo.

Por Portal Novo Norte

Deputado destrincha afirmação de Bolsonaro e confirma: “Moraes e Barroso querem Lula presidente”

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Em recente entrevista à TV JCO, o deputado federal Carlos Jordy soltou o verbo.

Sem papas na língua, o parlamentar comentou sobre uma das últimas afirmações do presidente Jair Bolsonaro:

“Quanto a Moraes e Barroso quererem Lula na presidência, eu não tenho a menor duvida.

Os três poderes são independentes e harmônicos assim diz a constituição então eles (STF) não podem se julgar um ‘Poder Moderador’.”

Jordy ainda disse mais:

“O que está em jogo não é apenas a presidência da República é muito mais do que isso, são os próximos membros do Supremo Tribunal Federal.”

Continu

STF determina prisão domiciliar para Roberto Jefferson

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Político apresenta quadro de saúde debilitado desde o ano passado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, na noite de hoje (24), que Roberto Jefferson passe a cumprir prisão domiciliar. O político estava preso no Rio de Janeiro desde agosto.

A defesa de Jefferson, que ocupava a presidência do PTB, alegou problemas de saúde e risco de morte. O ex-deputado teve um quadro de infecção respiratória semelhante à covid-19 na semana passada. Essa não foi a primeira vez que o político teve complicações de saúde e foi levado, temporariamente, para exames fora do presídio.

No despacho que determina a transição da prisão para regime domiciliar, Alexandre de Moraes citou trechos do Código de Processo Penal, que prevê o benefício para pessoas “extremamente debilitadas por motivo de doença grave.”

Roberto Jefferson, no entanto, deverá usar tornozeleira eletrônica e não poderá receber visitas pessoais, apenas acompanhamento médico.

Bolsonaro anuncia o lançamento de seu aplicativo

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App é uma alternativa de comunicaçào caso a censura contra o presidente avance no ano eleitoral

Nesta segunda-feira (24), o presidente Jair Bolsonaro lançou um aplicativo. O Bolsonaro TV reúne publicações com mensagens, vídeos e imagens publicadas em todas as redes do chefe do Executivo.

Bolsonaro usou as redes sociais para divulgar o lançamento. “Baixem nosso novo aplicativo de informações nas plataformas Apple e Android”, escreveu.

Link para android: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.bolsonarotv&hl=pt_BR&gl=US 

Link para IOS: https://apps.apple.com/br/app/bolsonaro-tv/id1553177355 

Por Portal Novo Norte

Custo de vida em São Paulo tem maior alta desde 2015, diz Fecomercio

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Custo de vida em São Paulo tem maior alta desde 2015, diz Fecomercio

O custo de vida teve alta de 10% em 2021, na Região Metropolitana de São Paulo, segundo estudo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fercomercio-SP). A elevação foi a maior, de acordo com a entidade, desde 2015, quando o índice registrou uma alta de 11,56% no custo de vida ao longo daquele ano.

O aumento do custo de vida foi maior para as pessoas mais pobres. Para a classe E, a elevação chegou a 11,38%. Na classe A, a alta ficou em 9%.

Segundo a Fercomercio-SP, o aumento internacional dos preços do petróleo provocou alta de preços em cadeia. Os custos com transportes subiram 20,6%, com elevação de 63,7% dos preços do etanol, 42,8% da gasolina e 41,4% do óleo diesel.

A alta da energia também influenciou os custos de habitação, com aumento de 38% no preço do botijão de gás em 2021 e de 23,2% no gás encanado. A energia elétrica residencial aumentou 25,8%, segundo a Fecomercio, devido a estiagem que atingiu o Brasil no ano passado e levou ao acionamento das usinas termoelétricas.

Na alimentação também ocorreram altas importantes, com aumento de 10% no preço das carnes, de 13,2% na farinha de trigo e 10,2% no leite e derivados.

Em dezembro, a alta do custo de vida ficou em 0,78%. Um percentual ainda elevado, de acordo com a federação, porém mais baixo do que o patamar de outubro (1,41%) e novembro (1,01%). No mês, a maior elevação foi registrada no segmento dos alimentos e bebidas. Subiram os preços do café (9,8%), do mamão (28,7%) e do contrafilé (5,1%).

Na avaliação da Fercomercio, a inflação está perdendo força e, em 2022, o custo de vida ainda deve ser elevado, porém, em um patamar mais baixo do que em 2021. “Uma vez que os impactos mais relevantes da pandemia nos preços já foram absorvidos ao longo dos últimos dois anos”.

Apesar da perspectiva de melhora do cenário econômico, a entidade chama atenção para a necessidade de redução do atual nível de desemprego. “É importante lembrar que o Brasil ainda convive com 13 milhões de desempregados. Por isso, qualquer avanço de preços, sem grandes oportunidades no mercado de trabalho, terá um efeito socioeconômico danoso para as famílias, que, em grande parte, não conseguem recompor as perdas causadas pela inflação.”, destacou a Fecomercio.

Por Portal Novo Norte

Pesquisa mostra Bolsonaro como líder absoluto nas interações das redes sociais

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Presidente tem o melhor desempenho entre os principais pré-candidatos ao Palácio do Panalto

Jair Bolsonaro (PL) é o pré-candidato à presidência da República com o maior número de interações nas redes sociais, é o que revelou um levantamento divulgado pela FGV-DAPP (Diretoria de Análise de Políticas Públicas) nesta segunda-feira (24).

Analisando o período entre 17 de dezembro e 20 de janeiro, o estudo mostrou Bolsonaro como o mais citado nas plataformas de internet, liderando as interações em Twitter, Facebook, Instagram e YouTube no período. 

No Facebook, Bolsonaro foi lider absoluto, obtendo 13,6 milhões de interações (curtidas ou compartilhamentos), mais de 5 vezes superior ao do ex-presidiário Lula (PT), com 2,7 milhões. O petista está em segundo lugar na maioria das plataformas analisadas, menos no You Tube, onde o segundo lugar é de Ciro Gomes.

O petista, que lidera as pesquisas, aparece em segundo lugar na maioria das plataformas pesquisadas, com exceção do YouTube, em que o vice é Ciro Gomes (PDT).

Bolsonaro tem um total de 43 milhões de seguidores em perfis e contas oficiais no Facebook, Instagram, YouTube, Twitter, TikTok e Telegram.

Veja os dados completos no site oficial da FGV clicando aqui

Por Portal Novo Norte

Conheça as principais Medidas Provisórias de Bolsonaro encalhadas no Congresso em 2022

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Sessão de abertura dos trabalhos está marcada para 1º de fevereiro - (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Medida Provisória é um ato do Executivo que entra em vigor na data da sua publicaçào, mas precisa ser validade pelo Congresso para continuar surtindo efeito

Na volta dos trabalhos legislativos, 32 medidas provisórias (MPs) já esperam análise dos parlamentares. Desse total, 16 foram publicadas durante o recesso parlamentar iniciado antes do Natal. Outras oito MPs já estão em regime de urgência, uma delas trancando a pauta de votações no Senado. Cinco medidas, com prazo apertado, precisam ser votadas ainda em fevereiro para não perder a vigência.

Chuvas
Duas medidas provisórias que liberam recursos para o enfrentamento  das enchentes que atingiram diversas regiões do País foram editadas nesta sexta-feira (21). Parte da verba também será destinada para apoio aos estados da Região Sul, afetados com forte estiagem. As MPs 1096/22Continua depois da publicidade1097/22 têm validade imediata e serão analisadas pelo Congresso.

Câncer
Entre as medidas com prazo curto para a votação está a MP 1067/21, que tranca a pauta do Senado. A MP define regras para a incorporação obrigatória de novos tratamentos pelos planos e seguros de saúde. Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto garante aos pacientes que se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não se manifestar em 120 dias (prazo prorrogável por mais 60 dias) após o pedido inicial, o tratamento será automaticamente incluído no rol de procedimentos, até decisão definitiva.

A aprovação da MP fez parte de um acordo para o Congresso manter o veto total do presidente da República, Jair Bolsonaro, ao PL 6330/19, do senador Reguffe (Podemos-DF), que facilitaria o acesso a remédios orais contra o câncer. O texto da MP foi alterado pela Câmara e obriga o oferecimento de medicamentos contra o câncer, de uso oral e domiciliar, inclusive aqueles com tratamento iniciado na internação hospitalar. O prazo final para a aprovação é o dia 10 de fevereiro.

Setor aéreo
As medidas mais recentes apresentadas pelo governo, que ainda devem começar a ser analisadas pelo Congresso em fevereiro, incluem mudanças relativas ao setor aéreo. Publicada em 30 de dezembro, a  MP 1089/21 é parte do programa Voo Simples, lançado em 2020, que reúne medidas para reduzir a burocracia do setor e aumentar a eficiência na prestação de serviços. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), vários procedimentos alterados eram das décadas de 70 e 80 e estavam defasados.

A medida cria uma nova tabela para a Taxa de Fiscalização da Aviação Civil, com valores ajustados de acordo com o porte das empresas e complexidade do serviço prestado. Além disso, o texto traz pontos polêmicos, como a extinção da necessidade de contratos de concessão de empresas aéreas e a dispensa das empresas de fazer a revalidação da outorga a cada cinco anos. Também está na MP o fim da  obrigatoriedade de autorização prévia para a construção de aeródromos.

Já a MP 1094/21 do dia 31 de dezembro, reduz as alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nas operações de arrendamento de aeronaves e motores. De acordo com o governo federal, a medida vai beneficiar as empresas do setor de transporte aéreo regular de passageiros ou de cargas. A redução do imposto tem validade até o final de 2026. Segundo o governo, a medida representará uma renúncia fiscal de R$ 374 milhões para 2022; R$ 382 milhões para 2023; R$ 378 milhões para 2024; R$ 371 milhões para 2025; e R$ 158 milhões para 2026.

Para pagar a conta, foi editada a MP 1095/21, que acaba com o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). O regime, que valeria até 2025, reduz alíquotas da contribuição para o Pis/Pasep e da Cofins sobre matérias-primas químicas e petroquímicas. O fim dos incentivos tributários já estava previsto na MP 1034/2021, aprovada em junho do ano passado, mas a previsão era de que houvesse uma redução gradual, com o encerramento em 2025. A revogação gerou protestos da  Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), entidade que congrega indústrias de grande, médio e pequeno porte.

Salário mínimo
A lista das medidas mais recentes, editadas durante o recesso parlamentar, inclui, ainda, a MP 1093/21, que trata da divulgação do resultado financeiro do Regime Geral de Previdência Social, e a MP 1091/21, que fixa o valor do salário mínimo de 2022 em R$ 1.212 mensais. Também estão na lista a MP 1081/21, que autoriza o Poder Executivo  a doar imunizantes contra a Covid-19 a outros países, em caráter de cooperação humanitária internacional, e várias medidas com créditos extraordinários para finalidades como educação , segurança alimentar e vacinas, por exemplo.

Educação
MP 1075/21, que amplia o acesso de estudantes de escolas privadas ao Programa Universidade para todos (Prouni), ainda precisa ser aprovada pelas duas Casas Legislativas. Antes, só podiam participar do programa alunos de escolas públicas ou de escolas privadas com bolsa integral. Com a medida, quem estuda em escola particular sem bolsa poderá se beneficiar do programa.

O prazo final para a votação vai até maio, mas, apesar de já ter força de lei na publicação, o texto da medida prevê efeitos somente a partir de 1º de julho de 2022. Entre esses efeitos está a concessão de bolsas de estudo integrais e parciais, de 50%, para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior, com ou sem fins lucrativos. As bolsas são destinadas a brasileiros sem  diploma de nível superior com renda familiar mensal per capita de até três salários mínimos.

Também pendente de análise nas duas Casas Legislativas, a MP 1090/21, editada em dezembro, permite abatimento de até 86,5% nas dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O desconto pode aumentar para 92% caso o devedor esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O benefício só é válido para alunos que aderiram ao Fies até o segundo semestre de 2017.

Energia elétrica
Com prazo de votação até maio, a MP 1078/21 estabelece as condições para um novo empréstimo para o setor elétrico cobrir os prejuízos com a atual crise hídrica. A medida ainda será  analisada agora pelos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.  Segundo o Executivo, a MP pode atenuar a queda de arrecadação das distribuidoras com as tarifas de energia elétrica e o aumento das despesas com a geração de energia pelas usinas.

O texto também autoriza a instituição de bandeira tarifária extraordinária a fim de cobrir os “custos excepcionais” decorrentes de eventual situação de escassez hídrica. Essa bandeira não será aplicada aos consumidores de baixa renda inscritos na Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE).

Outra medida, a MP 1066/21, também trouxe estímulos ao setor, mas pode não ser votada porque, na prática, já surtiu efeitos na publicação. O texto permitiu que o recolhimento do PIS/Pasep, da Cofins e de contribuições previdenciárias referentes aos meses de agosto, setembro e outubro fosse feito apenas em dezembro, sem multa por atraso.

Policiais
Pronta para a pauta do Plenário da Câmara, a MP 1070/21, possibilita a policiais, bombeiros, agentes penitenciários, peritos e guardas municipais, subvenção financeira concedida pelo governo federal para aquisição da casa própria. O programa prioriza agentes de segurança com renda bruta mensal de até R$ 7 mil, mas é aberto a profissionais com renda maior. Pelo Habite Seguro, será possível financiar até 100% do valor do imóvel, com subsídios de até R$ 13 mil, provenientes do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), de acordo com a faixa de renda do profissional. O prazo para votação vai até 21 de fevereiro.

Fim do prazo
Outras duas medidas, também no fim do prazo para a votação, podem não ser votadas. O prazo mais apertado é o da MP 1065/21, que permite a exploração privada de ferrovias por meio de autorização. A medida vale até o dia 6 de fevereiro de 2022 e ainda não foi analisada por nenhuma das Casas do Congresso. O texto implementa a modalidade de autorização, mais célere, para a exploração de trechos ferroviários curtos.

A medida é semelhante em muitos aspectos, ao marco legal das ferrovias (PLS 261/18), transformado em lei em dezembro (Lei 14.273/21).  Além disso, o Senado também analisa um projeto de decreto legislativo que susta os efeitos de uma portaria do Ministério da Infraestrutura que regulamenta a MP (PDL 826/21). Como precisaria ser votada nas duas casas ainda na primeira semana de trabalhos, é provável que a MP perca o prazo de vigência.

Outra medida que pode não ser votada é a MP 1069/21, que trata da comercialização de combustíveis por revendedor varejista, com prazo de vigência até 20 de fevereiro. Trechos da medida foram incorporados à MP 1063/21 já transformada na Lei 14.292/22, que autorizou postos de combustíveis a comprar álcool combustível (etanol hidratado) diretamente de produtores e importadores.

Tramitação
As MPs são normas com força de lei editadas pelo presidente da República em situações de relevância e urgência. Apesar de produzir efeitos jurídicos imediatos, a MP precisa da posterior apreciação pelas Casas do Congresso Nacional (Câmara e Senado) para se converter definitivamente em lei ordinária.

O prazo inicial de vigência de uma MP é de 60 dias e é prorrogado automaticamente por igual período, caso não tenha sua votação concluída nas duas Casas do Congresso. Se não for apreciada em até 45 dias, contados da publicação, entra em regime de urgência, impedindo grande parte das deliberações legislativas da Casa em que estiver tramitando.

Por Portal Novo Norte

Bolsonaro sanciona orçamento com R$ 89 bilhões para Auxílio Brasil e vetos de R$ 3,2 bilhões

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O presidente da República vetou as emendas de comissão, classificadas como RP8, que somam R$ 1,361 bilhão, e mais R$ 1,824 bilhão em despesas primárias discricionárias. Com isso, o valor total do veto chega a R$ 3,184 bilhão.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o projeto de Lei Orçamentária Anual deste ano (Lei 14.303/21), que destina R$ 89,1 bilhões ao programa social Auxílio Brasil. Inicialmente, o projeto de lei (PLN 19/21) oferecia 34,7 bilhões para transferência de renda a famílias na linha da pobreza.

O volume só foi ampliado em R$ 54,4 bilhões porque o Congresso adaptou a proposta a emendas constitucionais que mudaram o cálculo do teto de gastos e limitaram o pagamento de precatórios para R$ 45,6 bilhões neste ano.

Já a previsão do teto de gastos na lei orçamentária é de R$ 1,7 trilhão, considerando a projeção do IPCA de 10,18% ao ano.

Vetos
O presidente da República vetou as emendas de comissão, classificadas como RP8, que somam R$ 1,361 bilhão, e mais R$ 1,824 bilhão em despesas primárias discricionárias. Com isso, o valor total do veto chega a R$ 3,184 bilhão.

O Planalto explicou que o veto teve como objetivo ajustar despesas obrigatórias relacionadas às despesas de pessoal e encargos sociais. “Será necessário, posteriormente, encaminhar projeto de lei de crédito adicional com o aproveitamento do espaço fiscal resultante dos vetos das programações”, avisou.

Déficit
O resultado primário previsto na lei orçamentária de 2022 é de déficit de R$ 79,3 bilhões. O volume é inferior à meta prevista na LDO 2022, de R$ 170,5 bilhões. A diferença é explicada principalmente pela elevação da estimativa de receitas.

O valor total das despesas é de R$ 4,7 trilhões, sendo que R$ 1,9 trilhão se destina ao refinanciamento da dívida pública.

Por Portal Novo Norte