Comissão aprova idade mínima de 16 anos para a união estável, com consentimento dos pais

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Martins: hoje não há norma que estipule idade mínima para união estável - (Foto: GIlmar Félix / Câmara dos Deputados)

GIlmar Félix / Câmara dos Deputados Martins: hoje não há norma que estipule idade mínima para união estável A Comissão de Previdência, Assistênci…

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou proposta que aplica a mesma idade mínima do casamento ao instituto da união estável.

Hoje, o Código Civil permite o casamento do homem e da mulher aos 16 anos, desde que autorizado pelos pais, enquanto não atingida a maioridade civil aos 18 anos, mas não há norma que estipule uma idade mínima para estabelecimento da união estável.

O relator, deputado Filipe Martins (PL-TO), recomendou a aprovação do Projeto de Lei 728/23, apensado, e a rejeição do projeto principal, PL 404/21, do ex-deputado Carlos Bezerra (MT), e do PL 3735/23, das deputadas Tabata Amaral (PSB-SP) e Maria do Rosário (PT-RS), também apensado.

“O Projeto de Lei 404/21, que dispensa o emancipado de obter autorização dos pais para casar, deve ser rejeitado, pois cria exceção à regra que pode causar sérios problemas ao jovem emancipado que ainda está em desenvolvimento emocional”, afirmou.

“O Projeto de Lei 3735/23, que proíbe o casamento e união civil de menores de 18 anos, também deve ser rejeitado, pois o próprio Código Civil estabelece que são absolutamente incapazes apenas os menores de 16 anos”, concluiu. 

Assim, o relator avalia que o PL 728/23 deve ser aprovado, pois aplica o princípio da isonomia aos institutos do casamento e da união estável, ao propor a equiparação dos requisitos etários para ambos.

Segundo Martins, a ausência de legislação que estabelece idade mínima para a constituição de união estável “pode causar sérios problemas aos menores de 16 anos”, já que “não existe nenhuma restrição legal que impeça a convivência em união estável de um menor com um adulto”.

Tramitação
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Michelle Bolsonaro protagoniza vídeo de filiação ao PL

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Em vídeo veiculado nesta 3ª (5.set), ex-primeira-dama convida mulheres a concorrerem aos cargos de vereadoras e prefeitas

Um comercial convidando mulheres a se filiarem ao partido foi protagonizado por Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher. Na noite desta terça-feira, 5 de setembro de 2023, o vídeo foi veiculado em rede nacional, apresentando um QR Code que direciona para a página do PL Mulher.

Na peça, a participação das mulheres como candidatas a vereadoras ou prefeitas pela sigla em suas respectivas cidades é incentivada por Michelle Bolsonaro, que afirma que em todo o país, do Norte ao Sul, existem mulheres incríveis que encontraram no amor e na fé o propósito de ajudar, servir, educar, ensinar e fazer acontecer. Elas são convidadas a se candidatarem e a participarem, filiando-se ao PL.

Marcos do Val condena vazamento de arquivos pessoais na imprensa

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou estar sofrendo uma “censura velada” e tendo sua vida pessoal “devassada” após ter sido “injustamente” …

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou estar sofrendo uma “censura velada” e tendo sua vida pessoal “devassada” após ter sido “injustamente” incluído no inquérito que investiga os atos de vandalismo contra as sedes dos três Poderes em 8 de janeiro. Em pronunciamento nesta terça-feira (5), o parlamentar criticou a inserção de seus arquivos, imagense conversas pessoais no inquérito.

Marcos do Val alertou para a “gravidade” do caso e pontuou que teve sua intimidade violada e “trechos antagônicos” de sua vida pessoal vazados na imprensa.

— A quem interessa a divulgação desse conteúdo? Haja vista que não tem absolutamente nada a ver com o inquérito. Acredito que já que não encontraram nada de relevante que me incriminasse juridicamente, passaram a usar o diálogo íntimo para expor a minha vida privada e denegrir a minha imagem e a imagem da minha família.

O senador criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a decisão relacionada ao inquérito foi monocrática. Marcos do Val também disse que foi“censurado” ao ter suas redes sociais suspensas e que está “impedido de exercer suas funções, desprotegido de suas prerrogativas e inserido em um inquérito motivado por uma simples perseguição”.

Mourão esclarece importância da continência militar

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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) destacou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), a Semana da Pátria e a importância da co…

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) destacou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), a Semana da Pátria e a importância da continência militar. Mourão ressaltou a necessidade de esclarecer sobre o gesto rotineiro entre os militares e que tem sido alvo de críticas na rede social.

De acordo com o senador, a continência é comum entre os militares e deve ser prestada inclusive aos adversários. Ele explicou que a origem remete à Idade Média, quando os cavaleiros levantavam as viseiras dos elmos para fitar e cumprimentar seus oponentes antes dos combates. O gesto, feito com a mão direita porque com a esquerda seguravam as rédeas das montarias, demonstrava respeito e humildade, disse.

Mourão enfatizou que negar a continência ao vencedor ou ao vencido é um gesto de arrogância, desfaçatez e de mau perdedor.

— Assistindo a toda a filmografia dos momentos finais da Segunda Guerra Mundial, é fato encontrar oficiais alemães receberem continências dos oficiais aliados quando se rendiam com suas tropas e eram correspondidos, ambos, com o histórico gesto da mão direita junto à têmpora. Naqueles momentos, os verdadeiros soldados reconheciam o valor de cada um como combatente adversário — lembrou.

Em sua fala, o senador também manifestou solidariedade à população gaúcha afetada pelas enchentes e destacou o papel do Exército no auxílio às vítimas.

Corrupção e lavagem de dinheiro serão imprescritíveis, aprova CSP

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O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou projeto que torna imprescritíveis os crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro ( PL 5.2…

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou projeto que torna imprescritíveis os crimes decorrupção ativa e passivae lavagem de dinheiro ( PL 5.236/2020 ). A proposta, do senador Marcos do Val (Podemos-ES), segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

De acordo com o relatório do senador Esperidião Amin (PP-SC), lido pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), tornar imprescritíveis os crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro é uma necessidade para o Brasil, já que criminosos valem-se da complexidade da legislação para postergar ao máximo o trânsito em julgado dos processos, fazendo com que eles prescrevam antes da sentença final.

— A corrupção é um crime de enorme desvalor, gera prejuízos diretos aos cofres públicos e perdas à população, que vê comprometida a implementação de políticas nas áreas de saúde, educação, segurança pública, etc. Além disso, a lavagem de dinheiro confere ar de legalidade a quantias oriundas não só da corrupção, como de vários outros crimes, como o tráfico de armas e drogas, e os crimes contra o patrimônio — disse Mourão, ao ler o relatório de Amin.

G. Dias se complica e pode ser preso a qualquer momento

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O general Carlos José Russo Assumpção Penteado, ex-secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional, compareceu hoje à CPI dos Atos Democráticos, na Câmara Legislativa do Distrito Federal

Na CPI dos Atos Democráticos, realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal, hoje, foi comparecido o general Carlos José Russo Assumpção Penteado, ex-secretário executivo do Gabinete de Segurança Institucional. Durante seu depoimento, foi revelado que informações enviadas pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre os ataques às sedes dos Três Poderes, ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro, foram retidas pelo ex-ministro do GSI, Gonçalves Dias.

De acordo com o general Carlos Penteado, a conduta adotada por G. Dias acabou por impedir a avaliação real da situação dos atos e, como resultado, o acionamento do Plano Escudo não pôde ser efetuado.

VEJA:

Com medo: Ibaneis entrega segurança do 7 de setembro a vice-governadora

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), voltou para Brasília, depois da viagem a Washington (EUA) para o evento Lide Brazil Development Forum 2023

Na viagem a Washington (EUA) para o evento Lide Brazil Development Forum 2023, o Distrito Federal foi representado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). No entanto, ao retornar para Brasília, a condução de uma reunião com o Gabinete de Mobilização Institucional para discutir a segurança do evento de 7 de Setembro foi delegada à vice-governadora, Celina Leão (PP).

Foi apurado pela CNN que a liderança do planejamento referente à segurança dos eventos na Esplanada dos Ministérios tem sido considerada pelo governador, levando em conta que essa ação poderia recolocá-lo em evidência, especialmente quando as críticas sobre sua atuação durante os ataques criminosos de 8 de janeiro estão diminuindo. Observa-se que a situação política do governador do DF está mais tranquila neste momento.

Na semana passada, um ofício do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, foi enviado ao governo do DF em relação às convocações para manifestações na data. A vice-governadora, Celina Leão, recebeu o documento e determinou a criação do Gabinete de Mobilização Institucional para coordenar as atividades administrativas e monitorar os eventos de 7 de setembro de 2023. É relevante destacar que Celina iniciou a organização desse gabinete. A ausência temporária de Ibaneis do Brasil possibilitou que ela estivesse à frente do governo do DF.

Em janeiro, após os atos criminosos que resultaram na destruição das sedes dos Três Poderes, Ibaneis Rocha foi afastado do cargo por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e só retornou ao poder após mais de dois meses. Atualmente, a ênfase no Palácio do Buriti é a importância de não cometer erros e o compromisso com a segurança, que será reforçada com a convocação de cerca de 3.000 policiais militares do Distrito Federal para atuar no próximo dia 7.

Lula deve tirar Ana Moser para acomodar André Fufuca, do PP

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A atual ministrar seria a segunda a ser substituída por um homem do “centrão”

O Ministério do Esporte pode ser conquistado pelo Partido Progressista (PP) no governo do presidente Lula (PT), consolidando, desse modo, o respaldo da agremiação ao governo. A informação foi divulgada por Vera Magalhães, do O Globo.

Nesse contexto, o cargo da ministra Ana Moser poderá ser perdido para o deputado André Fufuca (MA), um nome que há meses vem sendo cogitado para ocupar uma pasta nesta aliança entre o partido de Arthur Lira (AL) e o governo de Lula.

Fufuca poderá vir a ser encarregado de uma pasta ainda mais relevante, já que as apostas esportivas, caso sejam legalizadas, passarão a integrar o Ministério do Esporte. Com a regulamentação da tributação dessas apostas, os recursos administrados pelo deputado tomarão proporções ainda maiores. Além disso, o PP poderá ainda conquistar a presidência da Caixa Econômica Federal e várias diretorias, ampliando consideravelmente sua capacidade de gestão de recursos.

Farra das emendas: Governo Lula libera R$ 5 bilhões em emendas antes de votações no Congresso

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Para 2023, está previsto um total de R$ 36,5 bilhões em recursos para emendas, sendo que R$ 22,3 bilhões já foram empenhados, correspondendo a 61% do valor total.

No último final de semana, o governo federal anunciou a liberação de vultosos R$ 5 bilhões em emendas parlamentares, um montante que representa quase metade dos R$ 10,14 bilhões já destinados a essa finalidade ao longo deste ano. O gesto ocorre em meio a uma semana de decisões cruciais no Congresso Nacional, que deve votar projetos importantes para o governo, como os das apostas esportivas e do rotativo do cartão de crédito.

Para 2023, está previsto um total de R$ 36,5 bilhões em recursos para emendas, sendo que R$ 22,3 bilhões já foram empenhados, correspondendo a 61% do valor total.

Apesar da significativa liberação de recursos, muitos parlamentares têm manifestado insatisfação com a velocidade dos pagamentos. Em suas palavras, um deputado declarou: “O ritmo está lento demais.” No entanto, com a possibilidade de avanço na tramitação da reforma tributária até o final de 2023, espera-se que o governo acelere a liberação das emendas nos próximos meses, atendendo às expectativas do Congresso e fortalecendo o diálogo entre os poderes.

CPI vai ouvir empresa de monitoramento de fraudes no futebol

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a manipulação em partidas de futebol realizará audiência p…

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a manipulação em partidas de futebol realizará audiência pública na terça-feira (5) para debater a atuação da empresa Sportradar, que foi contratada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para monitorar indícios de fraudes no esporte.

Também está prevista a tomada de depoimento de Bruno Rodrigues, sócio da Brax Sports Assets, para que ele explique o modelo de negócios da empresa, que, entre outras atividades, adota tecnologia criada especificamente para o mercado de apostas, com cotações fornecidas em tempo real nos equipamentos de led durante a transmissão dos jogos.

O requerimento para ouvir representantes da Sportradar foi apresentado pelo deputado Mersinho Lucena (PP-PB). O objetivo, segundo ele, é discutir o funcionamento do sistema contratado para identificação de fraudes em apostas.

Já a presença de Bruno Rodrigues foi solicitada pelo deputado Julio Arcoverde (PP-PI), que manifestou a intenção de buscar “compreender tudo que envolve esse mercado, até para que possa sugerir as medidas necessárias para prevenir ou mitigar os riscos de reincidência das práticas ilícitas identificadas”.

A reunião da comissão está marcada para as 14 horas no plenário 10.