Bolsonaro diz o que o PL precisa fazer em São Paulo

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O PL em São Paulo rifou o deputado Ricardo Salles (PL) da disputa para a Prefeitura no próximo ano, negociando uma aliança com Nunes, o que gera desconfiança na base bolsonarista

Bolsonaro, em videoconferência durante a CPAC, destacou a necessidade do PL resolver questões em São Paulo visando as eleições de 2024. Isso ocorre após desentendimentos com o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), com quem tem se reaproximado. O PL em São Paulo rifou o deputado Ricardo Salles (PL) da disputa para a Prefeitura no próximo ano, negociando uma aliança com Nunes, o que gera desconfiança na base bolsonarista. A relação entre Bolsonaro e Nunes tem sido instável, com declarações ambíguas por parte do prefeito, que agora almeja o apoio do ex-presidente para sua reeleição.

No evento em Belo Horizonte, Bolsonaro enfatizou a importância da união da direita, mencionando que historicamente ela sempre esteve unida, mas a necessidade de ajustar o rumo político. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também ressaltou a necessidade da direita trabalhar em conjunto nas eleições municipais do próximo ano. Entretanto, Fábio Wajngarten, assessor de Bolsonaro, criticou essa ideia de unificação, afirmando que muitos que a propõem não agem em prol da “direita”. O cenário político segue movimentado, com diversos pré-candidatos sendo cotados para a Presidência em 2026, após Bolsonaro se tornar inelegível de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Magno Malta ensina como lidar com esquerdistas e viraliza na rede. Veja vídeo

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Durante seu discurso, o senador, que professa a fé evangélica, fez referência ao versículo de Provérbios 22:6

No último domingo (24), o senador Magno Malta (PL-ES) participou do CPAC Brasil, realizado em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde abordou uma série de temas, com destaque para suas palavras direcionadas aos pais. Durante seu discurso, o senador, que professa a fé evangélica, fez referência ao versículo de Provérbios 22:6 que aconselha: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele”. Malta também mencionou uma pesquisa científica que ressalta a importância dos primeiros 1.000 dias de vida de uma criança, destacando a necessidade de transmitir valores morais desde cedo.

“Estamos gastando nossa energia com esquerdistas”, alertou o parlamentar, enfatizando que tentar convencer aqueles que têm visões contrárias é uma tarefa árdua e muitas vezes infrutífera. Ele encorajou os pais a concentrarem seus esforços na educação das gerações futuras, ressaltando que não se trata de resgatar a juventude atual, mas sim de ensinar as crianças a trilhar o caminho da retidão. Para isso, Malta sugeriu que as famílias coloquem a bandeira do Brasil em suas casas, entoem o hino nacional e sirvam de exemplo para que seus filhos cresçam como conservadores, seguindo valores morais e cívicos.

Pacheco mantém no fundo da gaveta 21 pedidos de impeachment contra Moraes

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O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) também manifestou sua preocupação quanto à demora na apreciação desses pedidos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encontra-se no centro de um debate político que já se estende desde 2021. Nesse período, foram protocolados nada menos que 21 pedidos de impeachment contra o magistrado, e todos eles permanecem aguardando uma análise por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Entre esses pedidos, destaca-se aquele apresentado em março de 2021 pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), que contou com o apoio de outros parlamentares. O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) também manifestou sua preocupação quanto à demora na apreciação desses pedidos, ressaltando a falta de ação por parte da Mesa da Casa, que até o momento não incluiu o tema na pauta.

Outros ministros do STF também estão sob escrutínio, somando um total de pedidos de impeachment. O senador Roberto Barroso acumula 17 pedidos, Gilmar Mendes possui 5, enquanto Cármen Lúcia é alvo de três pedidos. Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux e Rosa Weber contam com uma solicitação cada. Além disso, há um pedido de impeachment coletivo, mostrando a crescente tensão entre o Legislativo e o Judiciário no país. Os números revelam um cenário de intensa contestação em relação ao Supremo Tribunal Federal.

Enquanto os pedidos de impeachment aguardam uma resposta, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM) permanece em espera. A PEC 16/2019 visa acabar com o cargo vitalício dos ministros da Suprema Corte, propondo um mandato de oito anos, sem possibilidade de recondução, e estabelecendo um prazo de 30 dias para que o presidente da República indique um substituto em caso de vacância. O senador argumenta que a longevidade no cargo contribui para que os ministros excedam suas funções e prerrogativas. Com todas essas questões em pauta, o Senado brasileiro enfrenta um momento crucial de debates e tomadas de decisão em relação ao poder judiciário do país.

Deputada de extrema-esquerda pode perder o mandato por ameaça de agressão contra Nikolas Ferreira

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Durante o debate, Feghali ameaçou fisicamente o deputado federal Nikolas Ferreira, chamando-o de “moleque” e declarando que ele “veria o que tomaria pela cara”

O Partido Liberal (PL) tomará medidas legais contra a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) após a polêmica ocorrida durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro. Durante o debate, Feghali ameaçou fisicamente o deputado federal Nikolas Ferreira, chamando-o de “moleque” e declarando que ele “veria o que tomaria pela cara”. O incidente resultou na decisão do PL de representar a deputada por quebra de decoro parlamentar, o que coloca em risco seu mandato.

A representação contra Jandira Feghali foi anunciada por Nikolas Ferreira, que expôs a ameaça em suas redes sociais. Em sua postagem, o deputado afirmou que foi ameaçado pela deputada do Partido Comunista do Brasil e que o PL aguarda o recebimento da representação pela Comissão de Ética, que deverá tomar as medidas apropriadas diante do ato violento cometido por Feghali. A discussão entre os parlamentares revelou o clima acirrado que tem marcado os debates na CPMI do 8 de janeiro.

Senadora torra dinheiro público para pagar blogs que a enaltecem

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A alocação de recursos para a “divulgação de suas atividades parlamentares” de Eliziane Gama foi de R$ 80 mil em 2021, R$ 12 mil em 2022 e R$ 45 mil neste ano.

Eliziane Gama, relatora da CPMI do 8 de Janeiro pelo PSD-AM, tem utilizado a verba do Senado para financiar a disseminação de “notícias positivas” a seu respeito no site do jornalista Diego Emir, no Maranhão. Esses gastos são categorizados sob a rubrica “Divulgação da atividade parlamentar”, que faz parte das opções disponíveis na verba de gabinete. Segundo informações obtidas, o primeiro pagamento a Emir ocorreu em abril de 2020, logo após Eliziane assumir o cargo de senadora. As publicações, predominantemente favoráveis à parlamentar, são apresentadas no site do jornalista (www.diegoemir.com).

Desde o início dos pagamentos até o presente mês, Eliziane destinou R$ 36 mil a Diego Emir, cujo site exibe diversos artigos sobre a senadora, todos eles de cunho elogioso. Essa prática tem sido notória na página inicial do portal. A equipe de Oeste buscou um posicionamento da assessoria da senadora, que limitou-se a justificar a contratação dos serviços do jornalista sob a justificativa de “Divulgação da atividade parlamentar”.

Além de Diego Emir, o gabinete de Eliziane também financia outros blogueiros. Em maio de 2021, a senadora destinou aproximadamente R$ 20 mil para custear o trabalho desses profissionais, que incluem os blogs maramais.com, kelmartins.com e Atual7.com. A alocação de recursos para a “divulgação de suas atividades parlamentares” foi de R$ 80 mil em 2021, R$ 12 mil em 2022 e R$ 45 mil neste ano.

Cresce adesão ao plebiscito sobre aborto no Senado

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Senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da propositura, já garantiu as 27 assinaturas mínimas. Entorno garante que número de apoios crescerão

Seguem as articulações para fazer frente à suposta interferência do Supremo na competência do Congresso Nacional. As 27 assinaturas mínimas já foram obtidas pela oposição, e a combinação de apoios com o presidente Rodrigo Pacheco (PP) aponta para a apresentação formal da proposta na próxima semana.

O entorno do senador Rogério Marinho (PL-RN), autor da propositura, afirma que a adesão à matéria está crescendo e que ela será protocolada com número superior ao mínimo necessário de assinaturas.

‘PT não tem pudor’, afirma Moro sobre ataque ao TSE

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O senador Sérgio Moro (União-PR) reagiu a fala da deputada Gleisi Hoffman (PR) em desagravo ao TSE

O senador Sérgio Moro (União-PR) respondeu às declarações da deputada Gleisi Hoffman (PR) em relação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua mensagem nas redes sociais, Moro destacou que o PT não hesita em lançar críticas ao TSE e à Justiça eleitoral quando se sente contrariado.

 Além disso, ele enfatizou que o partido chega a questionar a existência desse segmento do Judiciário, mas não hesita em desafiá-lo com informações falsas, prejudicando seus oponentes e a soberania popular.

Alckmin sanciona lei que atualiza Código Penal Militar, mas veta artigo que acabava com punição por críticas ao governo

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As novas regras foram publicadas na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (21)

Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil pelo PSB, sancionou com vetos a lei que promove uma atualização no Código Penal Militar. As novas disposições foram oficializadas na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (21), durante o período em que Alckmin está exercendo a Presidência devido à viagem internacional de Lula, do PT.

Dentre os pontos vetados pelo vice-presidente está um artigo que eliminaria a punição para militares que fizessem críticas públicas às decisões do governo. Em linhas gerais, a reforma no Código Penal Militar revisa uma legislação que remonta a 1969, período da ditadura militar. As mudanças impõem penas mais severas para militares condenados por tráfico de drogas e incorporam crimes considerados hediondos, como homicídio qualificado, com um aumento da pena máxima de prisão de cinco para 15 anos em casos de tráfico de drogas. Além disso, militares acusados de crimes sexuais e violência doméstica serão julgados pela Justiça comum, com a exceção de crimes cometidos em áreas sob administração militar.

O vice-presidente também vetou exceções que permitiam julgamento pela Justiça Militar em casos de crimes dolosos contra a vida em tempo de paz e a exclusão de criminalidade quando militares usam meios violentos em função de comando para salvar vidas. Alckmin justificou que essas medidas poderiam gerar insegurança jurídica e diversidade de interpretações. Ainda, a punição por críticas públicas ao governo não foi retirada do Código Penal Militar, com Alckmin argumentando que a medida atenta contra a hierarquia e disciplina nas Forças Armadas. O Congresso Nacional terá a responsabilidade de analisar e decidir sobre a manutenção ou derrubada dos vetos.

Gleisi Hoffmann (PT) ataca e prega o fim da Justiça Eleitoral. Veja o vídeo

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Debatedores alertam para impactos nocivos das telas na saúde mental de jovens

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados Comissão de Saúde promoveu debate sobre impactos de exposição às redes sociais Debatedores alertaram nesta q…

Debatedores alertaram nesta quinta-feira (21) para os impactos nocivos da alta exposição às redes sociais na saúde mental de jovens. Segundo eles, a ampla adesão ao ambiente virtual pode endossar um padrão de beleza irreal (livre de estrias, celulites e gordura) com impactos no aumento do sofrimento psíquico.

O assunto foi tratado em audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.

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Os jovens dos 16 aos 24 anos têm os menores índices de qualidade de saúde mental quando comparados a outras faixas etárias, segundo levantamento do Instituto Cactus, que atua na prevenção de doenças mentais.

Representante do instituto na audiência, Bruno Ziller defendeu ações de prevenção, como a moderação de conteúdo para jovens e a educação sobre como o mundo virtual pode distorcer a realidade. “A maior parte dos transtornos mentais não são biológicos, mas determinantes sociais. A gente pode então incidir para mitigar alguma condição mental para que ela dure menos ou se agrave menos”, disse.

O uso excessivo de redes sociais pode levar não só a problemas de atenção, sono e sentimento de pertencimento. “É por isso que especialistas defendem estabelecer um limite de tempo de uso para incentivar que o jovem desenvolva atividades fora da tela”, complementou Ziller.

Sobre iniciativas para mitigar os impactos de ferramentas virtuais, a executiva da Unilever, Thais Hagge, falou de campanha promovida pela empresa na qual influencers passaram um período sem usar filtros em suas publicações, alertando para o fato de que rostos e corpos perfeitos não existem.

“Não é uma questão sobre usar ou não filtro, mas entender os impacto que a distorção de imagem pode gerar na autoestima, principalmente para as meninas mais jovens”, disse.

Thais Hagge: jovens precisam entender impacto dos filtros na distorção da imagem e na falta de autoestima
Thais Hagge: jovens precisam entender impacto dos filtros na distorção da imagem e na falta de autoestima – (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

Hagge apresentou levantamento da Unilever mostrando que 97% dos jovens de 10 a 17 anos entrevistados foram expostos a conteúdos tóxicos de beleza nas mídias sociais. Desses jovens, 74% disseram que foram expostos a conteúdos que incentivam a perda de peso.

A deputada Rosângela Moro (União-SP), que solicitou a audiência, também acredita que a necessidade de exibir uma imagem perfeita pode impactar na saúde psíquica. “Esse padrão de beleza estabelecido pela cultura das redes sociais muitas vezes promove uma imagem que é idealizada e inatingível, e isso pode ter sérios efeitos na saúde mental”, disse.

Alfabetização emocional
Representante da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva destacou a dificuldade de se falar das emoções, um tema que, segundo ela, ainda é considerado tabu no ambiente familiar e escolar.

“É impossível estabelecer qualquer aspecto de saúde, se a gente não fala de um processo de alfabetização emocional”, frisou.

Nessa mesma linha, a psicóloga e pesquisadora da PUC-Rio, Joana de Vilhena Novaes, falou da positividade tóxica presente nas redes sociais, a qual desencadeia sentimento de inadequação nos jovens.

“Precisamos falar sobre dor e sofrimento dos nossos jovens e precisamos falar sobre isso nas escolas, não só no âmbito dos consultórios particulares”, disse. “Ter uma vida instagramável, sem sofrimento, não diminui a ansiedade dos jovens”, completou a psicóloga.