Em carta, PP critica aborto, liberação de drogas e retrocessos do governo Lula

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Em agenda central, sigla do ministro do Esporte, André Fufuca, faz acenos ao bolsonarismo e deixa clara a cisão entre a ala da Câmara e a ala do Senado

O Partido Progressista (PP) aprovou uma “Agenda Central” em resposta à adesão de André Fufuca (PP-MA) e da ala ligada a Arthur Lira (PP-AL) ao governo de Lula. O documento, elaborado por Tereza Cristina e endossado pelo presidente do partido, Ciro Nogueira, destaca pautas conservadoras, como a criminalização do aborto e a valorização da família como pilar central na formação dos indivíduos. Além disso, o partido posicionou-se contra a descriminalização das drogas e retrocessos propostos pelo governo Lula, como a reversão da reforma trabalhista pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

O partido também manifestou seu repúdio à corrupção, apesar de ter sido um dos principais alvos da operação Lava Jato, e se posicionou contra invasões de propriedades. Defendeu políticas fiscais equilibradas e a necessidade de empresas estatais serem regidas por mérito e competência, com uma gestão transparente voltada para resultados. O documento, obtido em primeira-mão por O Antagonista, evidencia uma divisão entre o PP do Senado, mais alinhado a Jair Bolsonaro, e o PP da Câmara, vinculado ao governo Lula.

Deputado General Girão registra BO contra Dino por agressão

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O caso aconteceu no aeroporto Rio de Janeiro

No dia 14 de setembro, o deputado federal General Girão (PL-RN) alegou ter sido alvo de agressões por parte do ministro da Justiça, Flávio Dino, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Girão tomou medidas legais ao registrar um boletim de ocorrência relacionado ao incidente. Segundo o relato apresentado no BO, o incidente ocorreu por volta das 21h, quando Dino, acompanhado de seus seguranças particulares e agentes da Polícia Federal, teria tentado intimidar o deputado. O documento afirma que os políticos entraram em confronto, resultando em alegadas agressões físicas por parte do ministro contra Girão.

A assessoria de Flávio Dino nega veementemente as acusações de agressão física e argumenta que o deputado proferiu xingamentos contra o ministro. De acordo com a nota enviada para o Metrópoles, o ministro Flávio Dino afirmou não ter praticado agressões físicas, mas sim ter se aproximado do deputado devido aos insultos proferidos por ele. Segundo a versão da assessoria, a reação de Dino teria sido pedir que o deputado cessasse sua conduta mal-educada e grosseira. O incidente aparentemente envolveu diversas testemunhas que podem lançar luz sobre os eventos ocorridos no aeroporto Santos Dumont.

Flávio Bolsonaro promete luta caso Dino seja indicado ao STF

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“Tenho a convicção de que Dino não passa no Senado”, diz o senador; mas a oposição não tem maioria para barrar indicação

As especulações sobre uma possível indicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF) já começaram a agitar a oposição. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu se opor firmemente à aprovação de Dino, expressando preocupações sobre o seu comportamento e alegando que ele poderia perseguir políticos no STF. No entanto, o esforço da oposição parece enfrentar desafios, uma vez que a base governista no Senado possui uma maioria sólida de 55 votos, tornando difícil barrar a indicação.

A possibilidade da ida de Dino para o STF também tem implicações políticas para o PT, que busca assumir o comando da segurança pública. O partido considera opções como a divisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública ou a troca de ministro para alcançar seus objetivos. Além disso, o PT está calculando a possibilidade de Dino abrir mão da perspectiva de suceder Lula, caso assuma uma cadeira no STF.

Senador apresenta PEC para tornar facultativa toda cobrança de contribuições sindicais

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Para que possa tramitar a PEC precisa de ao menos 27 assinaturas

Nesta terça-feira (19), uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) foi protocolada pelo senador Cleitinho (Republicanos-MG), com o respaldo de mais de 30 colegas. A iniciativa visa tornar facultativa a cobrança de contribuições sindicais dos trabalhadores. Para que a PEC possa avançar, é necessária a obtenção de, pelo menos, 27 assinaturas.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a cobrança compulsória da contribuição de não-filiados aos sindicatos, colocando um fim à liberdade sindical, motivou a proposição do senador. Em sua justificativa para a PEC 46/2023, o senador destacou que a reforma trabalhista aprovada em 2017 já havia eliminado a obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, como medida de reforçar a liberdade sindical prevista na Constituição.

O senador também sublinhou que apenas 11,2% dos trabalhadores são oficialmente representados por entidades sindicais. Ele argumentou que os sindicatos carecem de representatividade nos dias atuais e afirmou que é mais justo que trabalhadores e empregadores não filiados aos respectivos sindicatos não sejam compelidos a contribuir para organizações que não representam seus interesses.

Justiça manda “Agência Pública” retirar do ar reportagem sobre Lira

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Com o título “Ex-mulher de Arthur Lira o acusa de violência sexual”, o texto publicado em 21 de junho

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou que uma reportagem que acusava o deputado Arthur Lira (PP) de violência sexual, publicada pela Agência Pública, fosse retirada do ar. A ordem de remoção foi emitida na segunda-feira (18 de setembro de 2023) em cumprimento a uma decisão do desembargador Alfeu Gonzaga Machado, da 6ª Turma Cível do TJDFT, datada de 6 de setembro. A reportagem, intitulada “Ex-mulher de Arthur Lira o acusa de violência sexual,” havia sido publicada em 21 de junho e continha alegações de violência sexual, física e psicológica feitas por Jullyene Lins contra Lira. A defesa do presidente da Câmara alegou que a reportagem foi “forjada e concebida” para prejudicá-lo e destacou a “repetição serial de acusações” de um caso já encerrado na Justiça.

Segundo o desembargador Alfeu Gonzaga Machado, a publicação que lança informações de maneira a afetar a esfera da intimidade de outra pessoa configura abuso do direito à liberdade de expressão. Ele também enfatizou o direito fundamental à intimidade em detrimento da liberdade de expressão, mencionando que Arthur Lira foi inocentado da acusação de estupro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial proibiu a Agência Pública e a ex-mulher do deputado de divulgar ou promover conteúdos semelhantes, sob pena de multa de R$ 10.000 por veiculação, e notificou as redes sociais para remover, dentro de 24 horas, conteúdos e links relacionados ao caso.

Em resposta à decisão, a Agência Pública emitiu uma nota repudiando a medida e alegando censura. A agência reafirmou a integridade da reportagem e manifestou sua discordância com a violação de um preceito constitucional crucial para a democracia. A equipe jurídica da agência está analisando o caso para determinar os próximos passos e planeja recorrer da decisão.

Leia aqui outras decisões judiciais favoráveis a Lira.

Girão critica julgamento de ação sobre aborto no STF e anuncia manifestações

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O senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse em pronunciamento no Plenário, nesta terça-feira (19), que o Supremo Tribunal Federal (STF) “interfere de m…

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) disse em pronunciamento no Plenário, nesta terça-feira (19), que o Supremo Tribunal Federal (STF) “interfere de maneira abusiva” nas prerrogativas do Poder Legislativo ao debater a descriminalização do aborto até a 12ª semana da gravidez. Ele lembrou que um projeto com o mesmo objetivo ( PL 1.135/1991 ) já foi rejeitado pela Câmara dos Deputados depois de 15 anos de tramitação.

Segundo Girão, dados científicos apontam possíveis consequências do aborto para a saúde física e mental da mulher.

— Uma das maiores especialistas em câncer de mama dos Estados Unidos conduziu uma ampla revisão em 28 estudos epidemiológicos do mundo todo, demonstrando a relação direta do aborto com o câncer de mama. Chegaram à mesma conclusão 36 pesquisas científicas, na China. Quanto mais abortos, mais câncer de mama […]. O Congresso Nacional tem a obrigação política, social e moral de agir com firmeza diante de mais essa inversão de competência, que pode provocar uma tragédia.

O parlamentar informou que será realizada, no próximo dia 8 de outubro, uma sessão especial para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 , que está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido na ação é pela anulação de artigos do Código Penal que determinam a prisão de quem interrompe a gravidez até o terceiro mês de gestação.

Girão destacou que estão previstas manifestações “em defesa da vida e da família”, marcadas para os dias 8 e 12 de outubro, em diversas cidades do país, para expressar a posição da maioria da população que, de acordo com o senador, repudia o aborto. Ele ressaltou a importância de assegurar investimentos em outras possibilidades.

— Uma sociedade dita civilizada tem o dever de prevenir a gravidez indesejada investindo no planejamento familiar e na promoção da adoção, que é o antídoto do aborto, mas jamais instituir essa nefasta prática como alternativa legal.

Lula defende “governança global” da ONU e “pedágio” a países ricos: “A gente precisa ter um governante mundial”

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A declaração foi dada durante a live semanal transmitida de Joanesburgo, na África do Sul, onde Lula participa da Cúpula dos Brics até quinta (24)

Na manhã desta terça-feira (22), foi defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que uma espécie de “governança global” seja estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o propósito de forçar os países signatários a cumprir as decisões de preservação do meio ambiente que foram tomadas em cúpulas multilaterais. Essa declaração foi proferida durante a transmissão da sua live semanal realizada em Joanesburgo, África do Sul, onde a Cúpula dos Brics está em curso até quinta-feira (24).

Segundo Lula, muitas decisões que foram tomadas em reuniões anteriores durante cúpulas climáticas, como Kyoto e Paris, não foram aplicadas pelos países devido à ausência de regulamentações internas. Na visão do líder petista, é imperativo que a ONU seja dotada da autoridade para garantir a execução dessas decisões.

Para ele, “a questão climática não será resolvida se a ONU não possuir um poder de governança global. Portanto, é necessário estabelecer uma governança mundial que, em determinados cenários e contextos, tome decisões vinculativas que devem ser obrigatoriamente cumpridas. Por exemplo, o Acordo de Paris e o Protocolo de Kyoto não estão sendo respeitados. Assim, devemos estabelecer diretrizes para que nossas reuniões tenham efetividade”, afirmou.

O pedido por uma governança global não é recente e já havia sido mencionado por Lula em fevereiro durante um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Na ocasião, ele mencionou a criação de um movimento para compelir outros países, congressos e empresários a acatarem as decisões de órgãos globais relacionadas ao combate às mudanças climáticas.

Lula também justificou essa medida como uma forma de “reparação” por parte dos países ricos que se industrializaram durante a Revolução Industrial e, consequentemente, contribuíram para as mudanças climáticas que ocorrem desde então. Ele argumenta que a riqueza dos países desenvolvidos é resultado da industrialização, algo que os países emergentes não puderam usufruir, mantendo assim suas florestas intocadas.

“Os países industrializados, há mais de dois séculos, obtiveram grandes lucros e foram responsáveis pela devastação de quase todas as florestas existentes. É justo que eles paguem por esse passado”, ressaltou Lula, enfatizando a importância de conciliar a preservação ambiental com o desenvolvimento das comunidades que dependem das florestas.

Esse discurso ecoa o que Lula já havia expressado em outras entrevistas, nas quais enfatiza a necessidade de uma contribuição mais significativa dos países ricos na preservação ambiental das florestas tropicais remanescentes ao redor do mundo.

GDias, José Rainha e deputado federal do PT: relatório da CPI do MST pede indiciamentos

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O texto responsabiliza o governo Lula (PT) pelo crescimento das invasões de terra

Com o final previsto para esta quinta-feira, o relatório final da CPI do MST está se preparando para ser votado. O documento, ao qual o GLOBO teve acesso, pede o indiciamento de Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete Institucional de Segurança (GSI), José Rainha, líder da Frente Nacional de Luta (FNL), Valmir Assunção, deputado federal pelo PT-BA, e Jaime Messias Silva, diretor-superintendente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iterra-AL).

Ao longo de 60 páginas, o agronegócio é apresentado como uma das vertentes que mais contribuiu para o crescimento econômico do país, tendo o MST como seu principal “adversário”. O governo Lula (PT) é responsabilizado pelo crescimento das invasões de terra. Segundo o relator, medidas aplicadas pelo governo anterior, como tolerância zero às invasões e redução de recursos públicos ao movimento, teriam sido deixadas de lado pelo atual presidente. “Tais medidas, entretanto, foram sendo desencorajadas, revogadas, suspensas e tendo seus efeitos anulados ou mitigados pela eleição de um Governo que emite sinais contraditórios ao campo e às cidades. Em franca dissimulação, o Governo ora diz condenar as invasões, fazendo-o, a contragosto”, afirma Salles em trecho.

Justificando os pedidos de indiciamento, os crimes cometidos por essas personalidades são alegados. No caso de GDias, seu depoimento na CPI é levado em conta, onde afirmou que nos primeiros cem dias de governo não teve conhecimento das invasões promovidas pelo movimento. A comissão alega que a Abin, subordinada ao GSI, acompanha as “atividades criminosas” do MST desde 2009 e que, portanto, GDias não poderia alegar falta de notificação. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário, também é acusado de falso testemunho por afirmar no colegiado que as invasões foram tema de reuniões no período em que GDias estava no cargo. José Rainha é alvo de pedido de indiciamento com base em sua oitiva, onde teria afirmado que usa uma produtora de alimentos registrada em nome de terceiros, o que levou à acusação de falsidade ideológica e sonegação fiscal.

O deputado federal Valmir Assunção também é alvo de indiciamento por sua atuação no Sul da Bahia, onde foi acusado por ex-integrantes de cometer abusos contra outros sem-terra, como ameaça e furto. O relatório afirma que a CPI recebeu diversos documentos que apontam Valmir Assunção como supostamente o mandante e principal beneficiário das ações criminosas praticadas pelo MST naquele extremo sul do Estado.

Seus assessores de gabinete Lucinéia Durans do Rosário e Oronildo Lores Costa também foram incluídos no pedido, assim como outros militantes do MST na Bahia: Paulo Cesar Souza, Diego Dutra Borges, Juliana Lopes, Cirlene Barros e Welton Souza Pires.

O futuro político de Carlos Bolsonaro

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Integrantes do PL acreditam que, nas eleições de 2024, Carlos poderá se tornar o vereador mais votado da cidade.

Carlos Bolsonaro ainda não definiu seu futuro partido político. Embora seja certo que o vereador do Rio de Janeiro deixará o Republicanos, sua agremiação atual, ainda não há diálogo em andamento com outras legendas.

Membros do Partido Liberal (PL) consideram que a opção mais natural para Carlos é se filiar à legenda de seu pai, Jair Bolsonaro. No entanto, até o momento, não se registrou qualquer indicação ou tratativa oficial sobre a adesão de Carlos Bolsonaro ao PL.

O PL tem a intenção de lançar Carlos como candidato à Câmara Municipal do Rio de Janeiro pelo partido, devido à expectativa de conquistar um grande número de votos. Integrantes do partido acreditam que, nas eleições de 2024, Carluxo poderá se tornar o vereador mais votado da cidade.

Arthur Lira aponta excessos na PF e critica delação como a de Cel Cid: “Governo Lula deve ter cuidado”

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O deputado ainda critica o instrumento de delações premiadas de presos, como ocorreu com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL)

Em entrevista à Folha, foi afirmado que “cuidado” deve ser tomado pelo governo em relação aos excessos que têm sido observados nas investigações da Polícia Federal, de acordo com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). É observado por ele que os limites estão sendo ultrapassados por alguns policiais.

O instrumento de delações premiadas de presos, como no caso do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), é criticado pelo deputado. Ele expressa que não emitirá julgamentos sobre o mérito da questão, pois não está familiarizado com o conteúdo da delação, mas salienta que é consensual que delações de réus presos são inviáveis.

Além disso, o presidente da Câmara revela que, após o governo ter concedido dois ministérios e estatais ao PP e Republicanos, seu partido agora integra a base de apoio ao petista na Casa. Segundo Lira, Lula contará com aproximadamente 350 votos na Câmara, o que é suficiente para a aprovação de PECs. Ele admite também que a Caixa estará sob seu comando e que haverá indicações políticas no banco, sujeitas à sua aprovação.