Escândalo: Jornal argentino confirma que Lula prometeu interferir na democracia argentina a favor de candidato pró-esquerda

Diplomatas do Itamaraty expressaram preocupações sobre o vazamento das declarações do presidente brasileiro na Argentina

Lula prometeu ajudar o candidato pró-esquerda à presidência da Argentina, Sergio Massa, a vencer Javier Milei, de acordo com informações do jornal argentino La Nación. 

O ministro da Economia argentino revelou a promessa durante um encontro em agosto, que abordou principalmente questões políticas. Lula ofereceu o suporte de estrategistas ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) para reforçar a equipe de Massa e evitar que a “direita ganhe e voltemos quarenta anos”, referindo-se ao candidato libertário Milei. 

Diplomatas do Itamaraty expressaram preocupações sobre o vazamento das declarações do presidente brasileiro na Argentina, enquanto Lula parece focar mais em apoiar seus aliados políticos do que na autodeterminação dos povos sul-americanos.

Para desespero da esquerda, Trump pode virar presidente de novo, desta vez da “Câmara dos Deputados” dos EUA

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A decisão, segundo Trump, visa “unificar” o Partido Republicano, enquanto os legisladores buscam um substituto para Kevin McCarthy, destituído na terça-feira

Donald Trump surpreendeu o cenário político norte-americano ao afirmar à Fox News Digital, na última quinta-feira, sua disposição para assumir temporariamente a presidência da Câmara dos Deputados. A decisão, segundo Trump, visa “unificar” o Partido Republicano, enquanto os legisladores buscam um substituto para Kevin McCarthy, destituído na terça-feira. O ex-presidente, que é considerado o principal candidato republicano para as eleições presidenciais de 2024, havia inicialmente rejeitado os convites para concentrar-se em sua campanha, mas agora está disposto a ocupar o cargo por um período de “30, 60 ou 90 dias”.

No entanto, em uma entrevista anterior fora do tribunal de Nova York, onde enfrenta um processo de fraude empresarial, Trump havia negado interesse em combinar a função legislativa com sua campanha eleitoral, destacando que seu único foco é se tornar presidente novamente. Após a destituição de McCarthy, alguns deputados republicanos, como Troy Nehls e Marjorie Taylor Greene, manifestaram publicamente seu apoio a Trump como o nome ideal para a presidência da Câmara.

A decisão de Trump de considerar a presidência da Câmara ocorre em meio a um cenário político conturbado, com a Casa paralisada até a escolha de um sucessor para McCarthy. A Constituição americana permite que um não-membro eleito da Casa assuma o cargo, mas a falta de precedentes levanta dúvidas sobre como seria o processo. Enquanto isso, o deputado Patrick McHenry, da Carolina do Norte, assume como interino. A incerteza paira sobre o futuro do Partido Republicano e do Congresso, com pouco mais de 40 dias para evitar uma possível paralisação do governo.

Por isso Alcolumbre quer influenciar na escolha do substituto de Rosa Weber no STF…

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Rachadinha, sempre ela.

O futuro indicado para ocupar a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a assumir a relatoria de um caso que tem gerado intensa pressão por parte do senador Davi Alcolumbre. Trata-se da investigação sobre a alegada prática de “rachadinha” em seu gabinete, conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Até recentemente, o processo estava sob a supervisão de Luís Roberto Barroso, mas com sua ascensão à Presidência, o mesmo foi redistribuído para a ministra Rosa Weber.

No entanto, a reviravolta aconteceu quando Rosa Weber se aposentou no mesmo dia em que assumiu a relatoria, abrindo caminho para que o indicado por Lula assumisse o posto. A menos que o novo ministro declare algum impedimento, ele assumirá o encargo de conduzir essa investigação que tem sido motivo de tensão entre o Senado e o STF.

Além disso, é importante destacar que Alcolumbre, atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), tem adotado uma abordagem estratégica em relação às nomeações de indicados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando pressionar o governo em relação às indicações futuras do procurador-geral da República e do novo ministro do STF. Esses cargos desempenham um papel crucial no processo de investigação da rachadinha, que foi desencadeado em outubro de 2021, quando seis assessoras do gabinete de Alcolumbre revelaram sua participação em esquemas de desvio de salários, conhecidos como rachadinha, prática que permanece em sigilo até hoje, por ordem de Barroso.

Senado vai impor limites a decisões monocráticas de ministros do STF

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Caso seja aprovada pelos senadores, a PEC ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de se tornar lei.

Nesta quinta-feira (5), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), revelou sua intenção de avançar com uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe prazos e decisões individuais no Supremo Tribunal Federal (STF). A PEC, elaborada pelo senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), foi rapidamente aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado durante esta semana.

Pacheco explicou que embora a proposta possa sofrer ajustes, especialmente em relação aos prazos para solicitações de análise, a discussão será levada ao colégio de líderes e, posteriormente, ao plenário, para a deliberação da maioria. Caso seja aprovada pelos senadores, a PEC ainda precisará passar pela Câmara dos Deputados antes de se tornar lei.

A PEC propõe medidas como a fixação de prazos para solicitações de análise em processos judiciais e a exigência de maioria absoluta dos membros para suspender a eficácia de leis e atos normativos de grande abrangência, impedindo, assim, decisões unilaterais e individuais no STF. Além disso, a proposta determina que, após a aprovação de medidas cautelares em defesa da constitucionalidade, o julgamento do mérito deve ocorrer em até quatro meses. O presidente do Senado argumentou que essas regulamentações são essenciais para preservar a colegialidade do STF, um princípio fundamental da instituição.

Cleitinho critica aumento de impostos sobre medicamentos

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (3), o senador Cleitinho (Republicanos-MG), criticou a informação, segundo ele confirmada pelo vice…

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (3), o senador Cleitinho (Republicanos-MG), criticou a informação, segundo ele confirmada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, de que o governo já estuda a possibilidade de cancelar a isenção de impostos de pelo menos 400 medicamentos. Cleitinho enfatizou que a proposta afeta inclusive remédios essenciais para o tratamento de câncer e leucemia. A dedução vigora desde o início da pandemia de Covid-19.

— Eu não estou acreditando que o Geraldo Alckmin, que é o vice-presidente e até médico, deu uma entrevista dizendo que é preciso voltar com os medicamentos, voltar com o imposto […] O ex-presidente Bolsonaro zerou os impostos, e ele está vindo com mais questões de aumentar imposto? E logo com um item que é essencial para o povo brasileiro, que são os medicamentos? — questionou.

O senador argumentou que a saída para equilibrar as contas públicas depende da redução dos gastos públicos e de uma reforma administrativa. Ele enfatizou que a população já paga uma carga tributária elevada e que os políticos devem “assumir a responsabilidade” de sanar as dívidas, em vez de sobrecarregar os cidadãos.

— Chega de aumentar impostos, gente! Não é aumentando impostos que vamos resolver o problema do país! Sabe o que vai resolver o problema do país? É diminuir um pouquinho dessa máquina que é cara para a população. É realmente ir fundo no que precisa ser feito aqui, uma reforma administrativa, uma reforma política, uma reforma moral neste país — concluiu.

CPMI cancela reunião com subtenente da PMDF e encerra fase de depoimentos

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A CPMI do 8 de Janeiro cancelou nesta quarta-feira (3) o depoimento do subtenente Beroaldo José de Freitas Júnior, do Batalhão de Policiamento de C…

A CPMI do 8 de Janeiro cancelou nesta quarta-feira (3) o depoimento do subtenente Beroaldo José de Freitas Júnior, do Batalhão de Policiamento de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal. A reunião estava prevista para a manhã de quinta-feira (5), e o motivo do cancelamento não foi divulgado.

O requerimento para ouvir o militar foi sugerido pelo deputado Delegado Ramagem (PL-RJ). Segundo o parlamentar, Freitas Júnior buscou dissuadir a perturbação da ordem pública durante os ataques às sedes dos três Poderes em Brasília.

A comissão parlamentar mista de inquérito não tem reuniões marcadas para a próxima semana. Um cronograma anunciado pelo presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), prevê a leitura do relatório final da senadora Eliziane Gama (PSD-MA) para o dia 17 de outubro. Se houver um pedido de vistas, a discussão e a votação da matéria devem ocorrer no dia seguinte.

Se não comparecer em convocação, Dino poderá ser conduzido coercitivamente pela própria PF

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O objetivo da audiência, marcada para o dia 10 de outubro, é obter esclarecimentos acerca das recentes invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e das suspeitas de interferência na atuação da Polícia Federal (PF)

Na manhã desta terça-feira, deputados da Comissão de Segurança Pública da Câmara Federal tomaram uma decisão significativa ao aprovar a convocação do Ministro da Justiça, Flávio Dino. O objetivo da audiência, marcada para o dia 10 de outubro, é obter esclarecimentos acerca das recentes invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e das suspeitas de interferência na atuação da Polícia Federal (PF).

A irritação dos parlamentares foi motivada pelas declarações do ministro que associaram os CACs a facções criminosas, além das alegações de que Flávio Dino teria interferido nas operações da PF. Além disso, os deputados demandam explicações sobre o desaparecimento das imagens das câmeras de monitoramento que registraram os eventos ocorridos em 8 de janeiro.

Outro tema que promete causar desconforto ao ministro é a questão da violência na Bahia. A comissão já acumula três matérias relacionadas ao assunto, incluindo dois pedidos de repúdio e um pedido adicional de convocação de Flávio Dino. Este último documento atribui ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro a responsabilidade pelo aumento da violência no estado, conforme relatado nos documentos.

Quando convocada, a autoridade é obrigada a comparecer para que a casa legislativa cumpra a sua função constitucional de fiscalizar o Poder Executivo.

Girão defende limite para mandato de ministro do STF e parabeniza Pacheco

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

A limitação de mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser apoiada, defendeu o senador Eduardo Girão (Novo-CE) em pronu…

A limitação de mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) precisa ser apoiada, defendeu o senador Eduardo Girão (Novo-CE) em pronunciamento nesta terça-feira (3). Girão elogiou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, por ser favorável à necessidade de o Congresso Nacional discutir uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com esse objetivo.

— Acredito que a introdução dos mandatos para os ministros não seja capaz de resolver todos os problemas. Seria ingenuidade de minha parte. Mas certamente vai contribuir decisivamente para inibir tanta interferência e usurpação dos Poderes por parte da Suprema Corte como, por exemplo, nas recentes decisões com objetivo de descriminalizar o porte de drogas, fortalecendo o tráfico de drogas — declarou.

Segundo o senador, em muitos países desenvolvidos e com democracia sólida já existe mandato limitado entre nove e dez anos para juízes da Suprema Corte. Citou, entre eles, Alemanha, Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, Girão ressaltou que nesses países existe maior exigência em relação aos critérios de mérito como ferramenta para evitar qualquer possibilidade de favorecimento pessoal.

— A defesa pública, do presidente Rodrigo Pacheco, sobre a necessidade de priorizar a discussão e votação da PEC, que institui mandatos para os ministros do STF, é mais um vigoroso sinal de esperança para milhões de brasileiros que almejam um Senado atuante. Nos últimos anos, infelizmente, vinha crescendo o nível de ativismo judicial de alguns ministros do Supremo, subvertendo sua natureza constitucional para funcionar como um verdadeiro tribunal político — concluiu.

CSP aprova pena de até oito anos para o crime de pirâmide financeira

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O PL 3.706/2021, de Eduardo Braga, foi aprovado na forma do substitutivo de Soraya Thronicke e vai à CCJ - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou,nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 3.706/2021 , que prevê pena de até oito anos de reclusão…

A Comissão de Segurança Pública (CSP) aprovou,nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei (PL) 3.706/2021 , que prevê pena de até oito anos de reclusão para o crime de pirâmide financeira. A proposta também prevê medidas de combate aos crimes que envolvem ativos virtuais e meios de pagamento digital. Inicialmente apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), o projeto foi aprovado na forma do substitutivo da relatora, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS). A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Soraya apontou que a propagação do uso de meios digitais nos serviços bancários trouxeram riscos quanto à segurança dos usuários, que podem ser contornados com a regulamentação pelo Estado.

— Temos visto um crescimento exponencial do número de fraudes bancárias e de golpes contra consumidores brasileiros no ambiente digital. Isso é consequência da aceleração da digitalização da economia, que, apesar de ser salutar, carece de maior regulação para proteção da sociedade. Parece que sempre estamos atrasados em relação ao crime organizado. Eles são incríveis na hora de ter criatividade e competência para diversificar e inovar na criminalidade, é impressionante.

O senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que presidiu a reunião, elogiou a aprovação da proposta. O senador Otto Alencar (PSD-BA) defendeu o aumento da pena e criticou decisões judiciais que permitem, em curto período de tempo, o retorno desses criminosos à sociedade.

— Isso é muito ruim, porque a polícia identifica a fraude, o crime financeiro, e depois de uma decisão até monocrática, eles [criminosos] estão livres para usufruir da fraude e do enriquecimento ilícito.

Criptomoedas

Soraya excluiu da proposta a instituição de crimes envolvendo negociações de moedas digitais e criptoativos. A relatora observou que a Lei 14.478, de 2022 , publicada após a apresentação do texto de Braga, já inclui dispositivo mais amplo que já abarca esse tipo de delito, inserido como estelionato no Código Penal .

Pirâmide

O texto original altera a Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro ( Lei 7.492, de 1986 ) para incluir a prática de pirâmide financeira, definida como a obtenção de ganhos ilícitos mediante fraude em detrimento de várias pessoas. Serão punidos com reclusão de quatro a oito anos e multa tanto aqueles que comandam o esquema como aqueles que investem nele sabendo que se trata de fraude.

A mera tentativa do delito também constitui crime. Mas se houver vítimas com prejuízos financeiros, a pena poderá ser aumentada até a metade.

Atualmente, a Lei 1.521, de 1951 , já criminaliza a pirâmide financeira e pune com detenção, mas será revogada caso o projeto vire lei. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) elogiou o endurecimento da pena proposto por Soraya.

— O que mais gostei foi trocar ‘inclusão’ por reclusão. Era uma inclusão, né? Convidar canalha para continuar [a praticar o crime]. Agora tem cadeia mesmo, que é o que merece quem se traveste dessa canalhice — disse Kajuru, se referindo à alteração de detenção para reclusão.

Na reclusão, o regime de cumprimento é mais severo e normalmente ocorre em estabelecimentos de segurança média ou máxima. Atualmente, quem pratica ou tenta praticar o crime é punido entre seis meses e dois anos de detenção, que não admite cumprimento em regime fechado no início e em regra é cumprida no regime semiaberto.

Pirâmide financeira — semelhante ao chamado “Esquema Ponzi”, que vende investimentos fictícios — é um esquema fraudulento em que investidores são atraídos com a promessa de ganhos fáceis caso façam aportes financeiros, podendo obter tanto mais lucros quanto mais novos investidores puderem atrair. Esse tipo de fraude costuma ocorrer até que não se consiga mais recrutar participantes, o que gera prejuízos para aqueles que entram no esquema por último. “A estrutura é mantida unicamente com os investimentos dos novos clientes, que entram na base da pirâmide e que, por sua vez, devem buscar novos investidores”, explica Braga na justificação do projeto.

Fraudes digitais

A relatora também decidiu ampliar o alcance do PL 3.706/2021 para combater crimes envolvendo ativos virtuais e meios de pagamento digital. Bancos e empresas que prestam serviços de pagamentos e transferências, inclusive Pix, deverão estabelecer limites para essas transações compatíveis com o histórico de cada cliente.

Além disso, os consumidores poderão desabilitar funções de transferências nos aplicativos financeiros, caso desejem. Segundo Soraya, apesar do PIX ser uma “revolução superpositiva para os brasileiros”, pode facilitar golpes pela rapidez da transação e pela dificuldade de contestar a transferência.

O texto prevê que os fabricantes e fornecedores de celulares poderão ser obrigados a reparar prejuízos dos consumidores com fraudes aplicadas graças a falhas de segurança inerentes aos aparelhos e seus sistemas operacionais. Já todas as empresas que oferecem serviços de pagamentos, como bancos, cooperativas de crédito, corretoras e outras, deverão ter políticas de gestão de risco e de prevenção a crimes cibernéticos, sob pena de suspensão ou encerramento de suas atividades.

A fim de proteger os bens dos consumidores e investidores, o projeto determina que as empresas que prestam serviços de ativos virtuais devem manter separados os ativos de sua propriedade daqueles pertencentes aos investidores.

Interdição de direitos

Soraya incluiu uma lista de crimes que utilizam dispositivo eletrônico ou crimes financeiros cujos condenados por poderão ser proibidos de usar produtos e serviços do sistema bancário, do setor de pagamentos, do mercado de capitais e do mercado de ativos virtuais.

Poderão sofrer a pena, por exemplo, quem cometer crimes financeiros, praticar lavagem de dinheiro ou fraudes com ativos virtuais, invadir computadores ou celulares ou abrir ou ceder contas para a prática de fraudes.

Derrota para os sindicatos no Senado

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (03), o projeto de lei que impede os sindicatos de exigirem o pagamento da contribuição sindical sem autorização do empregado.

A proposta, de autoria do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) e com relatório favorável do senador Rogerio Marinho (PL-RN), segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A medida visa alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo o projeto, mesmo que seja filiado, o trabalhador deve autorizar previamente e expressamente a cobrança de contribuições aos sindicatos da categoria econômica ou profissional.

Antes de 2017, a contribuição sindical, federativa e assistencial era obrigatória para todos os trabalhadores, independentemente de serem sindicalizados ou não. No entanto, com a Reforma Trabalhista, essa contribuição se tornou facultativa para os não associados.

No mês passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela constitucionalidade da cobrança da contribuição assistencial dos empregados não filiados ao sindicato em caso de acordo, convenção coletiva de trabalho ou sentença judicial. Porém, o STF garantiu ao trabalhador o direito de se opor à cobrança, desde que essa oposição seja expressa.

O relator, senador Rogerio Marinho, modificou a proposta original para garantir o direito de oposição, de acordo com o novo entendimento do STF. O texto proíbe a cobrança dos não sindicalizados e exige a autorização prévia do trabalhador ou profissional liberal sindicalizado para a cobrança da contribuição sindical.

A cobrança só pode ser feita a todos os envolvidos na negociação coletiva, sejam associados ou não associados, por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, garantindo sempre o direito de oposição. Além disso, a contribuição vinculada à negociação coletiva só pode ser cobrada uma vez ao ano e durante a vigência do acordo ou convenção.

O pagamento da contribuição deve ser feito exclusivamente por meio de boleto bancário ou sistemas de pagamentos instantâneos, como o PIX. No entanto, caso haja previsão em acordo ou convenção coletiva, o empregador poderá descontar a contribuição no contracheque e repassá-la ao sindicato, mas não será obrigado a fazê-lo.

De acordo com o texto, no momento da contratação, o empregador deve informar por escrito ao empregado qual é o sindicato que representa sua categoria e qual é o valor da contribuição assistencial cobrada. Além disso, deve esclarecer ao trabalhador sobre seu direito de não se filiar ao sindicato e de não pagar a contribuição.

Na assinatura do acordo ou da convenção coletiva, o contratante e o sindicato devem informar ao empregado, em até 5 dias úteis, sobre o valor a ser cobrado e sobre seu direito de oposição ao pagamento. O trabalhador poderá se opor ao pagamento da contribuição no momento da contratação ou em até 60 dias a partir do início do contrato de trabalho ou da assinatura do acordo ou da convenção coletiva.

O trabalhador também poderá exercer seu direito de oposição em assembleia, que deverá ser aberta tanto para associados quanto para não associados, e convocada com pauta de discussão ou aprovação da negociação coletiva. Para se opor, o empregado poderá utilizar qualquer meio de comunicação, como e-mail, aplicativos de mensagem ou comparecer pessoalmente ao sindicato.

A manifestação de oposição deverá ser feita por escrito e com cópia para o empregador. O sindicato e o contratante deverão arquivar o pedido por pelo menos cinco anos.

O projeto obriga os sindicatos a divulgarem amplamente o direito de oposição por todos os meios disponíveis, como páginas na internet, aplicativos de mensagens ou e-mails. As entidades não poderão exigir contribuições dos empregados ou empregadores sob qualquer pretexto, mesmo que haja aprovação em negociação coletiva, assembleia-geral ou qualquer outro meio previsto no estatuto da entidade.

Marinho afirmou ter recebido diversos relatos de trabalhadores que enfrentaram “obstruções e constrangimentos” ao exercerem seu direito de não pagar a contribuição. Ele citou o exemplo de um sindicato em Sorocaba (SP) que, após convenção coletiva, passou a descontar 12% de contribuição assistencial anualmente sobre o salário dos trabalhadores ou exigir o pagamento de uma taxa de R$ 150 daqueles que não quisessem contribuir.

O líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), criticou o impacto do projeto de lei sobre a organização dos trabalhadores. Ele mencionou os sindicatos patronais que recebem recursos compulsoriamente sobre a folha de pagamentos.

Por O Antagonista