Cunha afirmou que a Abin produziu 33 alertas, os quais foram compartilhados com as forças de segurança federal e local
O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, prestou depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), revelando que alertou o ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, sobre a iminência de atos violentos em Brasília na semana que antecedeu os eventos do dia 8 de janeiro. Cunha afirmou que a Abin produziu 33 alertas, os quais foram compartilhados com as forças de segurança federal e local. Ele ressaltou ter ligado para o general Dias no dia 8, pouco antes da manifestação iniciar, expressando sua preocupação quanto ao caráter violento que a manifestação estava tomando.
De acordo com Cunha, os relatórios da Abin indicaram uma evolução dos acontecimentos, demonstrando que nos dias 4 e 5 de janeiro, a adesão de manifestantes para o dia 8 era baixa. No entanto, entre os dias 6 e 7, o cenário se alterou significativamente, com incitações de ocupação de prédios públicos e atos antidemocráticos. Segundo o ex-diretor-adjunto, na manhã do dia 7 de janeiro, a agência já possuía informações sobre a chegada de mais de 100 ônibus com manifestantes vindos para o Distrito Federal. Tais informações foram compartilhadas, inicialmente, com órgãos federais. Além disso, Cunha relatou que na manhã do dia 8, já havia identificação de “elementos radicais” no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, e essas informações também foram prontamente compartilhadas.
As acusações apresentadas no relatório incluem crimes como omissão imprópria, abolição violenta do estado democrático de direito, prevaricação, obstrução de Justiça por fraude processual, entre outras imputações
Na terça-feira (31), membros da oposição ao governo Lula planejam apresentar um “relatório paralelo” decorrente das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) realizada em 8 de janeiro.
Sob a coordenação do senador Izalci Lulas (PSDB-DF), este documento busca o indiciamento e a abertura de inquérito contra o atual Ministro da Justiça, Flávio Dino, e o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias.
As acusações apresentadas no relatório incluem crimes como omissão imprópria, abolição violenta do estado democrático de direito, prevaricação, obstrução de Justiça por fraude processual, entre outras imputações. A oposição alega que tanto Flávio Dino quanto Gonçalves Dias negligenciaram alertas recebidos na véspera dos ataques ocorridos na data em questão. O “relatório paralelo” será entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de pressionar por investigações e aprofundamento das análises relacionadas a essas alegações.
Ao tratar das perspectivas para o aumento da bancada federal, Valdemar revelou a ambição de atingir 18 a 19 senadores em breve, partindo dos atuais 12
O presidente do PL, concedeu uma entrevista ao SBT News, abordando temas políticos relevantes. Ele discutiu o crescimento da sigla e os desafios na segurança do Rio de Janeiro.
Ao tratar das perspectivas para o aumento da bancada federal, Valdemar revelou a ambição de atingir 18 a 19 senadores em breve, partindo dos atuais 12. Ele também antecipou a intenção de fortalecer a bancada de deputados federais e a eleição de um presidente de direita e conservador em 2026, alinhado com a visão do partido.
Além disso, o presidente do PL elogiou os esforços do governador Cláudio Castro, do mesmo partido, para enfrentar a crise de segurança no Rio de Janeiro, destacando a firmeza demonstrada diante dos recentes ataques. Valdemar também abordou a economia, apontando dificuldades no governo do PT e destacando os feitos da gestão Bolsonaro no passado, ressaltando o crescimento econômico e a criação de empregos.
Sob a liderança de Valdemar Costa Neto, o PL se reestruturou em 2023 e visa se consolidar como referência na liderança conservadora e na economia liberal do Brasil
O Partido Liberal (PL) celebra um notável crescimento no número de filiações, impulsionado pela entrada de Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Em meio a um ressurgimento do patriotismo e ao aumento das discussões políticas, cerca de 800 mil brasileiros agora fazem parte do partido, representando um acréscimo de 40 mil filiados em um único ano.
Sob a liderança de Valdemar Costa Neto, o PL se reestruturou em 2023 e visa se consolidar como referência na liderança conservadora e na economia liberal do Brasil. Com representantes em 99% do território nacional, o partido registra uma média mensal de mais de 6 mil novas filiações, com um aumento notável de mais de 9 mil novos filiados no último mês. Além disso, o PL se destaca por ter mais de 22 mil pré-candidatos a vereador e cerca de 2 mil pré-candidatos a prefeito, incluindo um expressivo número de mulheres interessadas em cargos políticos.
Com planos audaciosos para 2024, o Partido Liberal busca eleger mais de 1,5 mil prefeitos e aumentar significativamente o número de vereadores, demonstrando seu compromisso com a diversidade na representação política. Esse notável crescimento reflete o foco do PL em valores tradicionais brasileiros e nas questões essenciais para a sociedade, enquanto se fortalece como uma força fundamental na construção de um futuro próspero para o Brasil.
A pesquisa, realizada com 1556 eleitores entre 19 e 23 de outubro de 2023, revela que Michelle Bolsonaro conquistou 39,3% das intenções de voto no primeiro cenário e 44,3% no segundo
Uma pesquisa recente da Paraná Pesquisas no estado do Paraná revela um cenário surpreendente para as eleições ao Senado, caso o atual senador, Sérgio Moro, seja cassado. Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, emerge como a líder das intenções de voto, mesmo sem experiência política anterior. A pesquisa, realizada com 1556 eleitores entre 19 e 23 de outubro de 2023, revela que Michelle Bolsonaro conquistou 39,3% das intenções de voto no primeiro cenário e 44,3% no segundo. Essa liderança aponta para um cenário político altamente competitivo em caso de nova eleição para o Senado, e os resultados destacam a influência da família Bolsonaro no estado.
A pesquisa adotou uma abordagem estratificada para garantir a representatividade da amostra, considerando variáveis como gênero, faixa etária, grau de escolaridade e nível econômico dos eleitores. Alvaro Dias e Gleisi Hoffmann também foram mencionados na pesquisa, com 26% e 16,5% das intenções de voto no primeiro cenário, respectivamente. No segundo cenário, Gleisi Hoffmann ficou em segundo lugar com 21,8% das intenções de voto, seguida por Ricardo Barros e Sergio Sousa, com 11,5% e 2,6%, respectivamente.
Embora a pesquisa reflita o momento atual, é importante lembrar que as intenções de voto podem mudar ao longo do processo eleitoral. No entanto, os resultados fornecem informações valiosas sobre as preferências dos eleitores paranaenses em relação às eleições para o Senado, destacando a relevância das eleições para a representação do estado no Legislativo Federal.
O impacto dessa situação levou Boulos a se sentir compelido a esclarecer a questão no plenário da Câmara
O deputado federal e pré-candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, está recebendo aconselhamentos de membros da sigla para desvincular sua imagem do grupo terrorista Hamas. No centro dessa controvérsia está uma imagem que se tornou viral em 10 de outubro, mostrando Boulos na Cisjordânia ao lado de correligionários do PSOL, embora adversários do deputado federal tenham falsamente alegado que ele estava em companhia de integrantes do grupo terrorista.
O impacto dessa situação levou Boulos a se sentir compelido a esclarecer a questão no plenário da Câmara. No dia seguinte, ele expressou solidariedade às vítimas dos ataques perpetrados pelo Hamas, afirmando:
“Diante da situação trágica que estamos acompanhando no Oriente Médio, eu queria aqui me solidarizar com todos os familiares das vítimas dos ataques propagados pelo Hamas.”
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem aproveitado essa polêmica para associar ao máximo a imagem de Boulos ao grupo terrorista. Pesquisas internas do PSOL indicam que essa estratégia, pelo menos até o momento, tem sido bem-sucedida. Até mesmo a liderança do partido tem se mobilizado para conter os danos à imagem do político do PSOL.
No cenário político nacional, a pesquisa Quest, divulgada nesta quarta (25), revelou que a popularidade de Lula registrou uma queda de seis pontos percentuais em outubro, após o petista não ter feito uma condenação explícita das ações do Hamas.
A tensão entre Nikolas Ferreira e Flávio Dino durante a sessão chamou a atenção para as críticas à atuação do ministro da Justiça
Em seu discurso, Ferreira apontou contradições no desempenho de Dino, destacando o medo do ministro em relação aos deputados da Comissão de Segurança Pública, contrastando com sua visita ao Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Ele também questionou por que Dino critica os manifestantes de 8 de janeiro, mas não menciona facções criminosas em suas redes sociais. O discurso provocou uma troca de palavras acalorada, com Dino ameaçando levar o deputado ao Conselho de Ética da Câmara caso ocorressem mais insultos que violassem o decoro parlamentar.
A tensão entre Nikolas Ferreira e Flávio Dino durante a sessão chamou a atenção para as críticas à atuação do ministro da Justiça. Ferreira enfatizou que não deseja o fracasso de Dino, mas acredita que suas ações ou a falta delas têm consequências significativas. O episódio destaca a polarização política e as tensões no cenário legislativo brasileiro, à medida que os debates acalorados e as trocas de acusações entre parlamentares ganham destaque.
A ameaça de Dino de recorrer ao Conselho de Ética da Câmara se uma nova ofensa ao decoro parlamentar ocorrer destaca a intensidade do confronto entre os políticos, sugerindo que as repercussões desse embate podem estender-se no cenário político brasileiro.
Mario Agra / Câmara dos Deputados Delegado Caveira é o autor do projeto de lei O Projeto de Lei 2783/23 autoriza e define regras para a permuta d…
O Projeto de Lei 2783/23 autoriza e define regras para a permuta de agentes de segurança pública entre os estados (incluído o Distrito Federal), mediante acordo. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.
Conforme a proposta, esses acordos deverão prever que:
a permuta se dará em níveis hierárquicos similares;
os agentes permanecerão nos seus cargos, com salários pagos pela corporação de origem; e
as promoções seguirão os critérios do local de origem, mas levarão em conta relatório emitido pelo instituição de destino.
“Os agentes de segurança pública, assim como as outras pessoas, estão sujeitos situações de doença de familiar, mazelas psicológicas decorrentes do afastamento da convivência familiar ou, até mesmo, ameaça, agressão ou difamação em virtude de sua atuação, que os façam desejar retornar para os seus Estados de origem”, argumentou o autor da proposta, deputado Delegado Caveira (PL-PA).
Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Deputados na sessão do Plenário desta quarta-feira - (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Deputados na sessão do Plenário desta quarta-feira A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o pro…
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei que prevê a tributação de investimentos de pessoas físicas no exterior e a antecipação de imposto em fundos fechados no Brasil. A proposta será enviada ao Senado.
O texto aprovado é do relator, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), para o Projeto de Lei 4173/23, do Poder Executivo. A redação final incorpora a Medida Provisória 1184/23, sobre a incidência do chamado “come-cotas” nos fundos fechados. A taxação de investimentos no exterior também já foi tema de outra MP (1171/23).
De acordo com o projeto aprovado, a tributação ocorrerá sobre rendimentos de aplicações financeiras, lucros e dividendos de entidades controladas no exterior (offshores) devidos aos titulares e rendimentos e ganhos de capital de bens incorporados a trusts.
Após discussões com o governo e os partidos, o relator decidiu fixar em 8% a alíquota para a opção dada ao contribuinte de antecipar a incidência do tributo sobre rendimentos até 2023 nos fundos fechados e na opção de atualizar bens no exterior pelo valor de mercado em 31 de dezembro de 2023.
Pedro Paulo mudou ainda regras para cotistas dos fundos de investimento imobiliário (FII) e no agronegócio (Fiagro) a fim de impedir seu uso como planejamento tributário e elisão fiscal.
O relator destacou o caráter de justiça tributária com a mudança da forma de tributação desses fundos. “A justiça tributária ocorre na medida em que vamos tornar equivalente aquele modelo de cobrança entre fundos abertos e fundos fechados e exclusivos. A arrecadação prevista para o ano que vem é da ordem de R$ 20 bilhões. O total do patrimônio líquido somente dos fundos exclusivos, de apenas uma pessoa, é da ordem de R$ 1 trilhão”, disse.
Pedro Paulo, relator da proposta – (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
A favor do projeto, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) defendeu a adoção de critérios de outros países. “O Brasil está atrasado em relação aos Estados Unidos, à França, à Alemanha e a quase todos os países da Europa. Nós vamos continuar nessa inércia para privilegiar os ricaços, os trilhardários? Não”, afirmou.
Contrário ao texto, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) disse que o projeto pune aquele que atinge o sucesso e que quer investir nas oportunidades mundiais. “A tributação tira um incentivo e vai até estimular para que ele se torne cidadão de outro país”, declarou.
Também contra o texto, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) criticou a abrangência da tributação. “Esta lei já estabelece tributação para quem tiver ganhos a partir de mil dólares. Isso é tributar rico? Isso é prejudicar quem está aprendendo a investir e que percebe que o que importa é ter seu dinheiro protegido, seja no Brasil ou eventualmente no exterior. Qual é o preconceito sobre isso?”, questionou.
Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) criticou aqueles que chamou de rentistas. “Eu escutei aqui que esses que vivem de renda e que não pagam impostos estão investindo na economia. Ora, esses rentistas não têm qualquer relação com o mundo do trabalho, são desterritorializados. Aliás, grande parte desses rentistas investe fora do Brasil”, ressaltou.
Agro e imóveis Para os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro), a isenção do imposto somente será válida para aqueles com, no mínimo, 100 cotistas. Atualmente, são 50 e o texto do governo propunha 500.
A intenção é reduzir a exclusividade direcionada a aplicadores de grandes somas. A isenção não será aplicada, no entanto, ao conjunto de cotistas pessoas físicas aparentadas até o segundo grau que representem 30% ou mais do total de cotas ou mesmo que tenham cotas que lhes deem direito a 30% ou mais do total de rendimentos obtidos pelo fundo.
Quanto ao mínimo de cotistas, os fundos atuais terão até 30 de junho de 2024 para fazerem a adaptação até 100 participantes para contarem com a isenção. Aqueles novos terão 180 dias, contados do aporte do primeiro cliente, para se enquadrar no mínimo.
Também continuarão de fora da nova regra do come-cotas os rendimentos dos fundos de investimento obtidos por bancos, seguradoras, fundos de previdência e capitalização, corretoras de títulos e valores mobiliários e câmbio ou sociedade de arrendamento mercantil, por exemplo.
Capital no exterior A partir de 1º de janeiro de 2024, a pessoa física residente no País deverá declarar os rendimentos obtidos com o capital aplicado no exterior em separado dos demais rendimentos e ganhos de capital.
Na declaração de ajuste anual (DAA) do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas (IRPF), os valores de rendimento estarão sujeitos à alíquota de 15%, sem dedução da base de cálculo. O texto original propunha alíquota zero sobre a parcela anual dos rendimentos até R$ 6 mil e duas faixas de 15% e 22,5%.
No entanto, os ganhos de capital obtidos pela pessoa física residente no Brasil com a baixa ou venda de outros bens e direitos no exterior, como imóveis, continuam sujeitos às regras específicas de tributação da Lei 8.981/95.
Na exposição de motivos do projeto, o Ministério da Fazenda argumenta que a tributação desses tipos de rendimentos de aplicações ou patrimônios no exterior mantidos por pessoas físicas já ocorre em diversos países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Holanda, Reino Unido, Austrália, Chile, Colômbia e México.
“O Brasil é uma das raras exceções, no mundo, que ainda permite a utilização de estruturas offshores por pessoas físicas para diferir indefinidamente o pagamento do tributo”, argumenta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Variação cambial O projeto estipula que haverá tributação, pelas mesmas alíquotas, da variação cambial de moeda estrangeira em espécie mantida no exterior no que superar o montante de 5 mil dólares (cerca de R$ 25 mil) quando de sua venda a cada ano-calendário.
Assim, a variação cambial é considerada um tipo de rendimento do valor retido em moeda estrangeira. Os valores de depósitos em conta corrente ou em cartão de débito ou crédito no exterior não sofrerão tributação, desde que não sejam remunerados e sejam mantidos em instituição financeira no exterior, conhecida e autorizada a funcionar pela autoridade monetária do país em que estiver situada.
Offshores No caso das offshores, que são sociedades ou contas bancárias abertas em países ou territórios do exterior, chamadas pela MP de entidades controladas no exterior, os lucros apurados deverão ser tributados em 31 de dezembro de cada ano com as alíquotas citadas, independentemente de sua efetiva distribuição aos controladores. A ideia, assim, é evitar o diferimento do tributo, cujo pagamento atualmente ocorre apenas ao fim do longo ciclo de reprodução do capital no exterior.
A nova regra aplica-se aos resultados apurados pelas entidades controladas a partir de 1º de janeiro de 2024. Os resultados acumulados pelas entidades no exterior até 31 de dezembro de 2023, antes da vigência da nova regra de tributação, terão incidência somente no momento da efetiva liberação para a pessoa física.
Como funciona Quando da distribuição dos lucros, o beneficiado deverá indicar a controlada e o ano de origem dos lucros distribuídos a fim de reduzir o lançamento de dividendos a receber no futuro para que não sejam tributados novamente. De igual forma, não será tributada ou deduzida na apuração do IRPF a variação cambial (ganho ou perda na conversão de dólar para real) desses valores.
Estarão sujeitas às novas regras as offshores localizadas em país com tributação favorecida ou com regime fiscal privilegiado (paraísos fiscais).
Enquadram-se como controladas as sociedades e outras entidades, personificadas ou não, incluindo fundos de investimento e fundações em que a pessoa física detiver, direta ou indiretamente, direitos para fazer prevalecer sua decisão nas deliberações sociais ou eleição e destituição da maioria dos administradores.
Outra hipótese de controle é em conjunto com pessoas físicas ou jurídicas vinculadas, resultando em mais de 50% de participação no capital social, nos direitos a lucros ou no recebimento de ativos na liquidação da controlada.
Nessa situação, o controle conjunto com pessoas físicas envolve cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau do residente no país, ainda que eles sejam administradores de pessoa jurídica que exerça o controle conjunto. Esse controle é considerado conjunto mesmo se o residente no Brasil detiver mais de 10% do capital votante da empresa vinculada à controlada.
A regra vale ainda para outra pessoa física sócia da empresa nesse igual patamar de capital votante, contemplando situações de cruzamento de controle societário.
Baixa renda ativa Também serão sujeitos à tributação os lucros apurados pelas empresas controladas no exterior que tenham renda ativa própria inferior a 60% da renda total. Tipicamente empresas que apenas realizam investimentos, sem caráter produtivo.
Entrarão nessa base de cálculo como receita ativa própria aquelas obtidas diretamente pela offshore na exploração de sua atividade econômica, exceto:
royalties;
juros;
dividendos;
participações societárias;
aluguéis;
ganhos de capital, excluídos aqueles na venda de participações societárias ou ativos de caráter permanente comprados há mais de dois anos;
aplicações financeiras; e
intermediação financeira.
O texto especifica casos nos quais não serão aplicadas as regras de tributação periódica dos lucros, como para instituições financeiras, holdings e imobiliárias nos países em que o capital está alocado.
Deduções Poderão ser deduzidos do lucro da controlada os seus prejuízos apurados em balanço desde que referentes a períodos posteriores a 1º de janeiro de 2024 e anteriores à data da apuração dos lucros.
Outras deduções permitidas serão a parcela de lucros e dividendos de suas investidas que sejam pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, assim como os rendimentos e ganhos de capital de demais investimentos feitos no Brasil, desde que tributados pelo Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) por alíquota igual ou superior a 22,5%.
Já a pessoa física, na determinação do imposto devido anualmente, poderá deduzir, na proporção de sua participação nos lucros distribuídos, aquele imposto devido pela controlada no exterior sobre seu lucro ou sobre rendimentos. O desconto não pode superar o imposto devido pela pessoa física apurado na declaração anual de ajuste, conforme as novas regras de tributação do projeto.
Capital principal Quanto à variação cambial do capital principal aplicado em offshores, ela será tributada a título de ganho de capital no momento da alienação ou baixa do investimento, calculando-se com a conversão em moeda nacional.
Tributação alternativa O PL 4173/23 permite à pessoa física optar por declarar os bens e direitos da offshore como se fossem detidos diretamente por ela, na proporção de sua participação.
Entretanto, a opção, a ser exercida em relação a cada entidade separadamente (se tiver mais de uma empresa controlada), será irrevogável durante todo o prazo em que a pessoa física detiver a entidade no exterior.
Os rendimentos obtidos com os bens declarados dessa maneira sofrerão a incidência das mesmas alíquotas previstas no projeto para a distribuição dos lucros da controlada.
Caso o interessado transfira qualquer desses bens a outra entidade controlada para a qual não tenha sido feita a opção citada, eles terão de ser avaliados pelo valor de mercado, e a diferença em relação ao custo de aquisição será considerada renda da pessoa física, tributável segundo a natureza da renda.
Emendas rejeitadas O Plenário rejeitou os destaques apresentados, que propunham emendas ao texto. Confira:
– emenda do deputado General Pazuello (PL-RJ) que deixava de fora das novas regras os rendimentos enquadráveis em acordos de não bitributação e pessoas que ficam menos de 183 dias no Brasil possuindo dois domicílios;
– emenda do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) que pretendia permitir o uso de sistemas bilaterais de negociação de ações por parte dos fundos para fins de formação pública de preços;
– emenda do deputado Junio Amaral (PL-MG) que retomava a quantidade mínima de 300 cotistas para que o Fiagro contasse com isenção tributária; e
– emenda do deputado Mendonça Filho (União-PE) que propunha o reajuste das parcelas de desconto para todas as faixas da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF).
A pressão pela saída de Serrano aumentou após uma exposição na Caixa Cultural de Brasília que trazia imagens do presidente da Câmara, senadora Damares Alves e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes em uma lata de lixo, gerando desconforto no governo.
O presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT), tomou uma decisão importante no Palácio do Planalto. Em acordo com o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira, e o centrão, ele demitiu a presidente da Caixa, Maria Rita Serrano. De acordo com a Secom (Secretaria de Comunicação Social), Lula agradeceu pelo seu trabalho e dedicação no exercício do cargo. O cargo será ocupado por Carlos Antônio Vieira Fernandes, economista e funcionário de carreira, indicado por Lira, como parte do esforço do governo de aumentar o apoio no Congresso. Em setembro, Lula já havia entregado ministérios para o PP e o Republicanos, mas as pastas eram consideradas insuficientes pelo centrão.
Maria Rita Serrano desempenhou um papel crucial na recuperação da gestão e cultura interna da Caixa Econômica Federal. Durante sua gestão, o banco viu uma valorização do corpo de funcionários, um aumento de eficiência e rentabilidade, e a ampliação dos financiamentos em diversas áreas, incluindo habitação, infraestrutura e agronegócio. A decisão também veio como um alívio para os articuladores do governo e o ministro Alexandre Padilha, que já haviam apalavrado a mudança com Lira.
Além disso, a pressão pela saída de Serrano aumentou após uma exposição na Caixa Cultural de Brasília que trazia imagens do presidente da Câmara, senadora Damares Alves e o ex-ministro da Economia Paulo Guedes em uma lata de lixo, gerando desconforto no governo. A mudança na Caixa também está relacionada à disputa pelas vice-presidências do órgão, que influenciam nas nomeações locais e na influência nos investimentos nos estados, tornando-se um tema sensível às vésperas das eleições municipais.
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