TSE cassa mandato de Marquinho Mendes e Cabo Frio terá novas eleições

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Por unanimidade, ministros do TSE cassaram mandato do prefeito de Cabo Frio Marquinho Mendes

Por unanimidade, ministros acompanharam voto da ministra relatora Rosa Weber. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o prefeito é acusado por ato doloso de improbidade administrativa e estava com os direitos suspensos na época das eleições, em 2016

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou por unanimidade o mandato do prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes (MDB), na noite de terça-feira (24). O resultado saiu por volta das 21h após a apresentação da defesa, por parte dos advogados. Cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) definir a data das novas eleições.

Segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral, o prefeito é acusado por ato doloso de improbidade administrativa e, também segundo o processo, Marquinho estava com os direitos suspensos na época das eleições. Por isso, ele não poderia ter sido candidato a prefeito em 2016.

A decisão dos ministros do Tribunal Superior foi tomada após análise de recursos apresentados contra a decisão da corte do Tribunal Regional do Rio, que havia aprovado o registro do candidato, contrariando a sentença da primeira instância, que havia negado o registro.

O entendimento do colegiado do TRE-RJ foi o de que Marquinho não incorreu nas duas condições de inelegibilidade apontadas pelo juiz de primeira instância, ou seja, decorrentes de rejeição de contas públicas e de abuso de poder econômico ou político, previstas na Lei Complementar nº 64, de 1990 (Lei de Inelegibilidades), com as alterações promovidas pela LC nº 135 de 2010 (Lei da Ficha Limpa).

A norma citada pela relatora Rosa Weber para a inelegibilidade dispõe que “são inelegíveis, para a eleição que disputaram ou na qual tenham sido diplomados, bem como para as que ocorrerem nos oito anos seguintes, as pessoas que tenham contra si representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo relativo a abuso de poder econômico ou político”.

Já em relação à rejeição de contas (alínea “g”), Rosa Weber concordou com a fundamentação registrada pelo TRE fluminense, afastando a inelegibilidade prevista no dispositivo.

De acordo com a alínea “g”, “são inelegíveis, por oito anos, aqueles que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário”.

Ministro Luiz Fux, presidente do TSE

Durante a sessão foi citado que, em 2012, o Ministério Público apontou irregularidades, como abertura de créditos adicionais e despesas com pessoal excedendo orçamentos. Além disso, foi citado que o prefeito chegou a fazer distribuição gratuita de materiais de construção e também foi criticado o grande número de funcionários contratados, que era maior que o número de funcionários concursados.

A defesa de Marquinho Mendes disse que o julgamento trata-se de “denúncia vazia feita por opositores eleitorais, sem qualquer comprovação”.

Nas redes sociais, Marquinho Mendes divulgou o seguinte comunicado:

“Amigas e amigos. Seguimos em frente, pois temos muito a fazer por nossa cidade e porque quem está na companhia de Deus nada tem a temer.

É através da política que são escolhidos os melhores projetos e realizações. Nossas realizações são muitas e nossos projetos estão reconstruindo a cidade. Cabo Frio era uma antes do nosso governo, já é outra agora e será ainda melhor com a continuidade destas ações.

É hora de fazer a política que nós sabemos. A política do cidadão, que valoriza as pessoas e que fortalece a cidade. Obrigado a todos que estiveram conosco neste momento. Estamos juntos por Cabo Frio e vamos em frente rumo às vitórias que nossa cidade precisa”.

PSDB está de olho na estreia política de Robson Oliveira

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Robson Oliveira aguarda posicionamento da presidência da Câmara para definir data de posse de mandato

Radialista se prepara para assumir vaga na Câmara com apoios importantes

Prestes a dar o primeiro passo na carreira política, Robson Oliveira passa a ser avaliado pelo PSDB como um nome forte para dar andamento ao processo de restruturação do partido, um dos mais importantes da história administrativa e eleitoral da Capital Nacional do Petróleo.

Suplente na coligação que em 2016 uniu dois fortes partidos políticos da cidade – PSDB e PPS -, Robson deve assumir uma das duas cadeiras vagas no plenário da Câmara de Vereadores. E já conta com o apoio de membros da sociedade local para levantar bandeiras e travar discussões que irão muito além do posicionamento, seja de oposição, seja de aliança com o governo.

A sua convocação está prevista para acontecer no próximo dia 30. Robson assumirá, na suplência, a cadeira de José Prestes (PPS) que segue afastado das funções em plenário por decisão da Justiça, após o início de um processo que apura a prática de cotização de salário de assessores na secretaria municipal de Agroeconomia.

Com a investigação do caso Prestes em curso, e a manutenção dos direitos políticos do parlamentar, a presidência da Câmara adotou medida de prudência ao aguardar o julgamento de liminares que poderiam garantir o retorno do vereador ao plenário, enquanto correm as investigações.

Prestes está afastado do plenário desde 21 de dezembro do ano passado. Ao completar mais de quatro meses dessa decisão da Justiça, a presidência da Câmara seguirá o rito regimental da Casa e dará posse a Robson.

E o início da trajetória do Radialista no plenário da Câmara desperta no PSDB a proposta de assumir novas posições políticas na cidade, inclusive nas eleições deste ano.
Através do rádio, Robson mantém uma relação muito próxima com empresários locais, fruto de famílias que construíram história na cidade, e que buscam um novo caminho de representatividade em Macaé, especialmente em Brasília.

E isso faz com que o PSDB, que já avalia o retorno de Glauco Lopes à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) através de uma pré-candidatura, possa construir também uma dobradinha para disputar vaga na Câmara dos Deputados.
Por enquanto, Robson aguarda o posicionamento oficial da Câmara para se preparar para assumir a cadeira de suplente. E por isso opta por não comentar nada antes que a posse seja oficializada.

No entanto, mesmo que deseje aguardar a data certa para entrar na Casa, Robson já carrega bandeiras importantes que serão levantadas, seja nos microfones do plenário, seja nas ondas da Rádio 95 FM.

E uma delas é defender a garantia das obras de revitalização do Calçadão da Avenida Rui Barbosa, prevista no orçamento deste ano, com verbas reservadas em R$ 600 mil.
Robson defende também a revitalização do sistema de videomonitoramento da cidade, e que as imagens do trânsito possam ser acessadas por todos os cidadãos.

Isenção de tarifa amplia debate de restrição da passagem a R$ 1

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Plenário desdobra análises sobre novo modelo do transporte público da cidade, a partir de mudança proposta pelo governo

Modificação no sistema de subsídio permite a Câmara defender transporte gratuito

A isenção do pagamento integral da passagem no transporte público da cidade passa a fazer parte do debate já levantado pela Câmara de Vereadores sobre as restrições, propostas pelo governo, no sistema de subsídio da passagem a R$ 1.

A aplicação do dinheiro direcionado para a SIT – cerca de R$ 350 milhões – no financiamento de um transporte gratuito para a população, mantido diretamente pelo próprio governo, surge com força em meio a discussões que envolvem também a garantia de preservação do monopólio do serviço, pelo menos até 2020.

A isenção do transporte já foi levantada outras vezes pelo presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), em discursos e debates políticos na Casa. Porém, dessa vez, ele optou por apresentar o pedido, de forma formal ao governo, através de um requerimento aprovado por unanimidade pelo plenário, durante a sessão ordinária de quarta-feira (18).

“Pode até ser um pedido de utopia, mas que acontece de forma real em Maricá, uma cidade que enfrenta os mesmos desafios que Macaé em relação ao petróleo. Mas se lá consegue oferecer para o povo ônibus de graça e de qualidade, porque aqui não dá?”, defendeu o vereador.

Como em poucos momentos na atual formatação do Legislativo, o projeto de lei do governo, que estabelece o cadastramento de usuários do transporte para ter acesso ao subsídio da passagem a R$ 1, ganha unanimidade na discussão sobre a “causa”. O que gera divergência é o chamando “efeito”.

“Não há transporte gratuito porque não há interesse político em acabar com esse atual sistema de gestão do transporte, que confunde a população e torna-se cada vez mais nebuloso. Agora, eu sou a favor das restrições do uso da passagem a R$ 1, mas resta saber como o governo vai querer fazer isso”, disse Maxwell Vaz (SD).

Líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell afirmou que o projeto assinado pelo governo tem condições de gerar uma redução de mais de R$ 20 milhões por ano, em despesas do município com o subsídio.

“Essa é só a parte das pessoas de outras cidades, que utilizam o transporte na cidade, e acabam tendo acesso ao subsídio. Se for nesse caminho, o governo tem a chance de reduzir os gastos e ainda pagar a dívida que possui com a empresa, por repasses do subsídio não realizados no passado”, apontou Maxwell.

Tramitando nas Comissões Permanentes da Casa, o projeto de lei do Executivo deve ser votado em breve pelo plenário, o que amplia o debate sobre o acesso da população a um serviço de qualidade e eficiente.

“Não se pode esquecer do debate sobre o estado lamentável em que se encontram os terminais. O que será feito disso? É preciso garantir economia nas despesas com o subsídio, porém, que esse dinheiro seja aplicado em melhorias no acesso da população ao transporte, seja no Terminal Central, ou em qualquer abrigo espalhado pela cidade”, defendeu Marcel Silvano (PT).

Legislativo aprimora sistema de transparência

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Vereador Dr. Eduardo Cardoso (PPS)

Em votação nominal, o plenário da Câmara de Vereadores aprovou quarta-feira (18), por unanimidade, a alteração em resolução da Casa que prevê o sistema do Portal da Transparência.

Através de projeto de resolução, a presidência do Legislativo vai modificar o processo de consulta sobre os vencimentos e a relação dos assessores e servidores que recebem por funções gratificadas.

De acordo com o presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), atualmente o sistema de transparência registrado no site da Câmara, dificulta o acesso a essas informações. “Estamos aprimorando o sistema para garantir que a população tenha o acesso mais facilitado das informações sobre a gestão da Casa”, disse Dr. Eduardo.

Quarta-feira (18), o projeto de resolução entrou em destaque na pauta de votação da Casa. “Também acredito que esse seja um caminho importante para que a sociedade possa participar do dia-a-dia do Legislativo, como parte fiscalizadora dos poderes que representam a sociedade”, afirmou o líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD).

 

Homenagem ao suplente de vereador Celso da Padaria

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Manoel e Celso da Padaria foram lembrados ontem na Câmara

Vereadores marcaram um minuto de silêncio pelo falecimento em respeito a Celso

Com um minuto de silêncio, o plenário da Câmara de Vereadores prestou ontem (18) homenagem à memória do suplente de vereador Celso Monteiro Cardoso, o Celso da Paderia, que faleceu aos 53 anos na última terça-feira (17) por conta de complicações na saúde.

O falecimento foi registrado pelo vereador Alan Mansur (PRB).
“O Celso é um amigo da minha família, um homem íntegro que sempre lutou pela cidade. Sem dúvidas, hoje a Barra e Macaé está em luto”, disse.
O vereador Luiz Fernando (PT do B) também fez questão de relembrar a trajetória política de Celso.

“Depois de quase conseguir uma vaga aqui na Casa, Celso, que era suplente do meu partido, estava empolgado de seguir uma nova carreira política neste ano. Sem dúvidas, essa é uma grande perda para a cidade”, disse Luiz Fernando.

Natural do Rio de Janeiro, Celso da Padaria ficou conhecido por montar, na Barra, um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais da cidade.
Filiado ao PT do B, obteve 1.153 votos nas eleições de 2016, ao disputar o cargo de vereador.

Em tratamento de saúde, precisou se afastar da cidade. Porém, mesmo assim, manteve a militância política e utilizava as redes sociais como ferramenta de divulgação dos problemas da cidade e do anseio da população.

Pela intenet, a sua morte foi bastante lamentada.

Há 30 dias, Celso sofreu a morte do pai, Manoel da Padaria.

Câmara é acionada a cobrar assistência para o autismo

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Plenário ouviu ontem demanda de famílias de autistas na cidade

Integrantes do MOPAM apontam demandas que podem auxiliar tratamento de síndrome

A Câmara de Vereadores foi acionada ontem pelo movimento MOPAM (Motivados pelo Autismo Macaé) a ampliar o debate sobre a necessidade de ampliação das intervenções terapêuticas e medicamentosas que ajudam na assistência ao autismo.

Ao ceder o grande expediente da sessão ordinária de ontem, o Legislativo ouviu demandas que envolvem especialmente as redes de Educação e de Saúde, para melhorar a qualidade de vida de crianças, adolescentes e adultos portadoras da síndrome.

As demandas foram listadas pelas integrantes do movimento criado com objetivo de unir famílias de integrantes autistas, fortalecendo a luta pelo reconhecimento da síndrome como uma das prioridades para tratamentos que precisam ser ampliados na rede pública.

“Macaé hoje é reconhecida como referência na assistência ao autismo, porém, é preciso que essa rede seja ampliada. Ainda não temos um dado concreto sobre quantas pessoas possuem a síndrome na cidade, mas somos um grupo forte que divide as superações e compartilha também as necessidades, que são grandes”, disse Caroline Mizurine, uma das cinco integrantes da formação do MOPAM.

Acompanhado hoje por cerca de 140 famílias de autistas, o movimento lista como prioridades para a ampliação da rede a necessidade de mais profissionais capacitados para promover a chamada “intervenção terapêutica”.

“Hoje, o acesso a fonodiólogo, ao terapeuta ocupacional e ao psicólgo, na rede pública, é difícil. Quem não tem plano, precisa aguardar em filas, o que não garante a assistência adequada para o autista”, afirmou Caroline.

As dificuldades no acesso a medicamentos que auxiliam no tratamento da síndrome também foram apontadas.

“Hoje a intervenção medicamentosa também é difícil na cidade. As mães que formam o MOPAM tentam se ajudar, mas isso também prejudica o acompanhamento”, disse.

Em relação à rede de Educação, as integrantes do MOPAM apontaram que a falta de aplicação do Planejamento Educacional Individualizado (PEI) também dificulta a inclusão do autista no acesso ao ensino.

“As escolas também precisam ter salas com recursos multifuncionais, assim como um profissional especializado em dar assistência ao autista”, apontou Caroline.
O grupo que forma a MOPAM destacou a importância do espaço dado pela Câmara, para chamar a atenção sobre as dificuldades de assistência ao autista na cidade.

Vereadores elogiam grupo

Ao acompanhar a apresentação, o vereador Maxwell Vaz (SD) lembrou a emenda assinada por ele, vetada pelo governo, mas mantida pela Casa, que determina a criação da Escola para Autistas em Macaé.

Já Marcel Silvano (PT) apontou que o caso da MOPAM reforça a necessidade do Legislativo de abrir as portas para ouvir demandas de diversos grupos da sociedade macaense.
Márcio Bittencourt (PMDB) também destacou um projeto de lei, assinado por ele e aprovado pela Casa, que determina a criação da “Carteirinha do Autista”, que dá prioridade no acesso a atendimentos em redes públicas e privadas.

Marvel Maillet (REDE) apontou que o governo também deve preparar políticas públicas esportivas para dar assistência ao tratamento dos autistas.

Guto Garcia (MDB) apontou que a secretaria de Educação criou a superintendência da educação inclusiva, que busca melhorar atendimento a 300 novos alunos especiais recebidos pela rede. Ele destacou também que auxiliares de serviços escolares serão capacitados.

Auxilio moradia para estudantes levanta debate sobre a Educação

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Plenário desdobra análises sobre novo modelo do transporte público da cidade, a partir de mudança proposta pelo governo

Vereadores discutem investimento do governo para garantir alojamento para alunos de fora

A aplicação de dinheiro do município para garantir moradia para universitários, de Macaé e de fora, levantou ontem (18) um intenso debate em plenário sobre a execução de políticas públicas de inclusão e acesso à educação gratuita.

Proposto pelo presidente da Casa, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), um requerimento propõe ao governo a criação de uma “bolsa-auxílio” para estudantes de Macaé, que seguem em formação acadêmica em universidades situadas fora da cidade.

Ao defender o requerimento, Dr. Eduardo apontou que o governo vai investir dinheiro do município para alugar o antigo Hotel Colonial, situado na Imbetiba, para acolher estudantes universitários de outras cidades, que participam de cursos ministrados pela UFRJ na Cidade Universitária.

“O auxílio seria muito bom para os nossos estudantes. Já que pode alugar hotel para abrigar universitários de fora, que se garanta então um auxílio moradia para os nossos alunos que buscam formação em outra cidade. Seria um grande apoio para muitas famílias que enfrentam dificuldades para sustentar um filho em faculdade de fora”, defendeu Dr. Eduardo dando ao vereador Maxwell Vaz (SD) a co-autoria do requerimento.

“Esse requerimento não precisa da minha assinatura, mas sim do meu voto. Essa é uma iniciativa mais do que justa e será acolhida por todos nós vereadores. Só não sei se o governo vai ter essa sensibilidade, porque em quatro anos o Executivo triturou três projetos sociais que garantiam auxílio a estudantes”, disse Maxwell.

Já George Jardim (MDB) endureceu as críticas ao Executivo. “O governo não promove a inclusão, mas sim a exclusão dos alunos da nossa cidade, vide a situação das duas alunas da Serra”, apontou George.

Ex-secretário de Educação, o vereador Guto Garcia (MDB) afirmou que a ideia é positiva, mas que pode ser aprimorada. “Macaé tem hoje mais de 15 mil alunos universitários, com 40 cursos de graduação. Quase ninguém precisa sair da cidade para se formar. Mas é um requerimento interessante, que pode ser contemplado de acordo com a situação socioeconômica do estudante. Não dá para atender a todos, mas pelo menos aos que fazem cursos que não existem na cidade. Macaé tem custo de vida alto e existem estudantes que não possuem condições de estar na cidade. Esse aluguel do hotel é uma parceria com a UFRJ para atender alunos carentes”, disse Guto.

Marcel Silvano (PT) afirmou que essa iniciativa não é a única que pode melhorar o acesso ao ensino na cidade. “Eu tenho muita cautela nessa discussão, porque só quem passa por essa situação sabe o quanto é importante ter um auxílio. O Transporte Social Universitário (TSU) está sucateado. Custa menos ter um diálogo sério e transparente com as instituições federais que estão na cidade. É preciso fazer política educativa de qualidade, com vagas e acesso para todos”, disse.

O requerimento foi aprovado por unanimidade.

 

Sessão agiliza pauta de votação na Casa

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Vereadores aprovaram requerimentos de Marvel Maillet

Parlamentares encaminham ao governo sequência de solicitações

 

Em pouco mais de uma hora, os 15 vereadores que compõem hoje a formação do plenário da Câmara de Vereadores aprovaram uma sequência de requerimentos, agilizando assim a pauta de votação na Casa.

Finalizada antes mesmo do prazo regimental, diante do esgotamento da pauta definida para o dia, a sessão de ontem foi marcada por críticas às condições de infraestrutura da cidade, especialmente em bairros que há anos aguardam a realização de obras de urbanização.
Um desses casos foi levantado pelo requerimento assinado pelo vereador Marvel Maillet (REDE), cobrando ao governo informações sobre o andamento das obras de urbanização do Vale Encantando, Granja dos Cavaleiros e da Vila Moreira.

“A população quer saber e o governo não nos responde. Qual é a previsão de retomada dessas obras? Em cinco anos, apenas uma rua foi asfaltada. Depois disso tudo parou. E quem sobre agora com isso são os moradores”, disse o parlamentar.

Marvel também assinou requerimento solicitando à secretaria de Educação informações sobre a programação de campeonatos internos nas escolas da rede municipal.

“Esse é um grande estímulo ao esporte, através da base da nossa educação”, defendeu o parlamentar.

O vereador da REDE assinou também requerimento que cobrou da prefeitura informação sobre o não pagamento de adicional de insalubridade para servidores da Saúde.

Demandas de bairro visam mais segurança

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Val Barbeiro destacou a necessidade de troca de areias em praças públicas da cidade

Val Barbeiro assina requerimentos aprovados durante a sessão de ontem

Durante a sessão ordinária de ontem (17), uma sequência de requerimentos que solicitam atenção do governo para demandas de infraestrutura em diferentes bairros da cidade, foram votados e aprovados pelo plenário.

Os pedidos foram assinados pelo vereador Val Barbeiro (PHS) que deu destaque à solicitação dos moradores do Novo Horizonte para a reforma da praça do bairro. “Essa é uma questão de segurança para as crianças e adolescentes que utilizam esse espaço de lazer. As pessoas querem qualidade de vida e esperamos que esses requerimentos possam ser atendidos pelo governo”, disse.

O vereador apontou ainda que os moradores esperam a conclusão das obras de um escola municipal do local.

O pedido foi reforçado pelo vereador Marvel Maillet (REDE), que já assinou uma indicação solicitando a revitalização do local. “Eu já estive nessa área, e vi pessoas utilizando a quadra, mesmo em condição precária, para jogar futebol. Essa demanda é antiga e precisa de uma resposta do governo que prometeu reformar 17 praças da cidade, isso desde o ano passado”, relembrou Marvel.

Já Guto Garcia (PMDB) afirmou que a prefeitura já providencia um novo contrato para retomar as obras da escola do Novo Horizonte.

Durante a sessão, Val também solicitou a troca da areia de quadras situadas em diversas praças da cidade, repetindo assim uma solicitação que já foi alvo de proposição no ano passado. “Essa areia velha pode provocar a contaminação das crianças e isso é um grande risco para a saúde pública. Solicitamos então que a prefeitura faça essa troca”, disse Val.

Orçamento reserva R$ 40 milhões para urbanizações

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Pavimentação da Estrada de Santa Tereza está garantida através de verbas reservadas pelo governo no orçamento deste ano

Obras solicitadas pela sociedade, e exigidas pela Câmara, podem sair do papel neste ano

Previstas no quadro de detalhamento de despesas, do orçamento reeditado ontem (17) por conta de derrubada dos vetos apresentados pelo governo a emendas assinadas por vereadores, obras de urbanização e de infraestrutura da cidade, aguardadas há cinco anos pela sociedade, voltam a ser garantidas através da reserva de aproximadamente R$ 40 milhões, em receitas públicas.

Entre os principais projetos está a reserva de R$ 6,2 milhões para as obras de pavimentação da Estrada de Santa Tereza, um empreendimento fundamental à logística do petróleo orçado em mais de R$ 90 milhões.

Com a licença ambiental já emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a obra já conta também com licitação concluída pelo governo. E as intervenções devem começar em breve.

Santa Tereza é essencial também para o desdobramento de outro projeto essencial para o futuro da cidade: a instalação do novo Terminal Portuário de Macaé (Tepor). Com ele, a cidade ganhará também uma nova Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), na região do Imburo.

No orçamento reeditado ontem, o governo reservou R$ 350 mil para dar início às obras de pavimentação da Estrada que liga o Frade ao Sana. Cobrada pelos moradores da região há anos, a intervenção vem sendo solicitada no plenário da Câmara de Vereadores com mais força nas últimas semanas, por conta dos estragos causados pelas chuvas na região.
Há ainda R$ 20 milhões reservados para dar andamento às obras de urbanização do Vale Encantado e do Novo Cavaleiros, projeto que chegou a ser iniciado em 2015, mas paralisado por impasse entre o governo e a empresa que venceu a concorrência pública.
Na sessão ordinária de ontem da Câmara, o mesmo projeto voltou a ser cobrado pelos vereadores.

O Executivo separou também cerca de R$ 600 mil para a realização das obras de reforma do Calçadão da Avenida Rui Barbosa, uma demanda antiga dos comerciantes e das pessoas que circulam pelo local.

Apesar de todos os recursos estarem reservados no orçamento, os projetos podem ser prejudicados por força da suplementação de verbas. Prática atribuída aos poderes do Executivo, a suplementação retira a previsão de orçamento de um determinado projeto, e encaminha os recursos para outra destinação.

Por enquanto, o governo garante todos os projetos.