Vereador destacou importância do esporte para ações sociais
Luta passa a ser considerada bem imaterial do município
Uma das principais artes marciais praticadas em Macaé, e com força de promover a transformação da vida de crianças e adolescentes, o jiu-jítsu passa a ser considerado como bem imaterial no município, através do projeto de lei assinado pelo vereador Marvell Maillet (REDE). Debatido em primeira discussão e também votado na sessão ordinária de ontem, o projeto ganhou apoio de todos os vereadores presentes na sessão, que respaldaram a defesa de Marvel em transformar o esporte em um mecanismo de apoio a crianças e adolescentes de áreas carentes.
“Responsabilidade, ética, respeito ao próximo, são ensinamentos que eu obtive com o jiu-jítsu, um esporte que ganhou o mundo, suficientemente capaz de transformar a vida de muita gente. Por isso, defendemos o reconhecimento desta arte marcial como um bem para a nossa sociedade”, disse Marvel.
Ao defender o projeto, o vereador afirmou também que a arte marcial é a base de projetos sociais desenvolvidos na cidade, que ajudam a resgatar crianças e adolescentes vulneráveis a riscos sociais, especialmente ao tráfico. “Não há caminho melhor que o esporte para oferecer, a crianças e a adolescentes, uma nova oportunidade”, disse Marvel.
O vereador Cristiano Gelinho (PTC) também defendeu a iniciativa. “Admiro a dedicação do vereador Marvel em defender o esporte. Também acredito que o jiu-jítsu, esporte que pratico, seja uma ferramenta de transformação na vida de muitas pessoas”, disse Gelinho.
Líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD) apontou que a matéria de Marvel motiva os vereadores a apresentarem novos projetos focados em elevar a cultura de base social do município. O presidente da Câmara, Dr. Eduardo Cardoso (PPS) também votou a favor do projeto.
A expectativa é que o projeto seja votado ainda esse mês
A Câmara de Vereadores recebeu, na sessão da última quarta-feira (5), representantes do Coletivo de Jornalistas de Macaé e Região. Eles foram convidados a usar o grande expediente para esclarecer o papel do Conselho Municipal de Comunicação e como ele pode amplificar a democracia e dar mais transparência à gestão pública.
O professor Gerson Dudus e a jornalista Tathiana Campolina fizeram uma retrospectiva histórica do surgimento dos conselhos no país e esclareceram dúvidas dos vereadores. O Projeto de Lei (PL) 098/2017, que prevê a criação de um Conselho Municipal de Comunicação para a cidade, é de autoria do vereador Marcel Silvano (PT) e está em tramitação no Legislativo. A expectativa é que ele seja votado ainda este ano.
Na próxima segunda-feira (10), às 17h, está prevista uma audiência pública para discutir o tema. E na quarta-feira (12), durante o Grande Expediente da sessão, um representante do grupo contrário ao conselho de comunicação deve justificar publicamente a sua posição.
Professor Gerson Dudus
Jornalistas oferecem dados e esclarecimentos
Gerson destacou que o conselho é um instrumento democrático, tal como o referendo, o plebiscito e outros. Sua criação está prevista na Constituição de 1988, como resposta aos anseios sociais de ampliar a participação popular no regime democrático. Segundo ele, uma prova disso é o fato da Organização das Nações Unidas (ONU) considerar a comunicação como um direito humano essencial desde 1980.
“Os conselhos são uma forma de aumentar o controle social e combater os oligopólios na comunicação, dando voz a um número cada vez maior de cidadãos. Quando a comunicação é controlada por alguns poucos empresários ou famílias, como acontece no Brasil e em Macaé, toda a sociedade perde. Pois os interesses desses grupos vêm antes do compromisso com a ética, com a verdade e com a democratização do acesso à informação”, justificou o professor.
Campolina informou que há 11 conselhos atuantes em Macaé, entre eles o de Saúde, Educação e Segurança, entre outros. A sua função é auxiliar na elaboração de políticas públicas que beneficiem toda a sociedade, sem qualquer tipo de censura ou imposição. “O conselho sugere, aconselha, aponta, recebe denúncias e protege os interesses da população”.
Segundo a jornalista, eles são compostos por representantes do poder público, sociedade civil e representantes das partes interessadas, como os veículos de comunicação e outras entidades relacionadas. “A regulamentação de conselhos em diversos âmbitos também passou a ser condição para o repasse de verbas estaduais e federais, o que beneficia diretamente o município”, esclareceu Campolina.
Jornalista Tathiana Campolina
Opiniões dividas entre os vereadores
O vereador Robson Oliveira (PSDB) foi o único que se manifestou contrário ao conselho. Ele defendeu que veículos e empresários da iniciativa privada sejam livres para conduzirem seus negócios na comunicação. Contudo, foi lembrado pelo professor Dudus que as emissoras de rádio e TV privadas também são concessões públicas e, como tal, devem privilegiar o bem comum. “Se a emissora usa a concessão pública para difamar alguém ou propagar fake news, o governo federal tem obrigação de fiscalizar. Não é o conselho municipal que vai fazer isso acontecer”, rebateu o parlamentar.
Marcel Silvano criticou Robson Oliveira por ter atacado o Coletivo de Jornalistas e o ter comparado ao Ku Klux Klan – organização terrorista de origem norte americana, que defende a supremacia e o nacionalismo branco. O movimento reacionário e extremista ficou famoso por perseguir negros, imigrantes e católicos nos séculos XIX e XX.
“Isso é um desrespeito aos colegas jornalistas. O que acontece aqui é que os empresários que controlam a comunicação na cidade não querem a participação da população, tampouco serem fiscalizados, e pagam blogueiros e outros para criticar o conselho”, lamentou Silvano.
O líder do governo, Júlio César de Barros (MDB), o Julinho do Aeroporto, não vê problema na criação de mais um conselho, uma vez que já existem outros em diversas áreas. “Acho que a proposta é boa, sobretudo porque cobra o registro profissional e questiona o cidadão que se intitula jornalista e começa a atuar na comunicação sem qualquer formação ou ética”.
O vereador Cristiano de Almeida Silveira (PTC), o Gelinho, disse que ainda não está à vontade para votar o projeto, mas vê a iniciativa com bons olhos. Já Maxwell Vaz (SD) informou que apoia qualquer iniciativa que busque dar mais transparência aos atos públicos.
Por fim, o presidente Eduardo Cardoso (PPS) afirmou que o conselho é um instrumento democrático e vem para acrescentar. “Espero que tenhamos um bom conselho”.
O não comparecimento injustificado no dia da eleição é irregularidade punível com multa
Os eleitores que não votaram no primeiro turno das Eleições 2018, realizado no dia 7 de outubro, têm até esta quinta-feira (6) para regularizar sua situação eleitoral. A data está prevista no Calendário Eleitoral (Resolução TSE nº 23.555/2017). A obrigatoriedade do voto para cidadãos brasileiros a partir de 18 e menores de 70 anos de idade está prevista na Constituição Federal de 1988.
O não comparecimento injustificado no dia da eleição é irregularidade punível com multa. Vale lembrar que a comprovação da quitação com as obrigações eleitorais é necessária para, por exemplo, tomar posse em cargo público, fazer matrículas em instituições de ensino superior e, no caso de servidor público, receber o salário. Além disso, após três ocorrências consecutivas, a ausência do eleitor às urnas acarreta o cancelamento de seu título eleitoral.
A justificativa pode ser feita de duas maneiras. A primeira é mediante o preenchimento de formulário a ser obtido gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no portal de internet do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). A justificativa também pode ser feita pela internet, por meio do Sistema Justifica, disponível nas páginas do TSE ou dos TREs.
Como justificar
No primeiro caso, o eleitor deve entregar o documento pessoalmente em qualquer cartório eleitoral ou enviar por via postal ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Além do formulário, o eleitor deve entregar documentação que comprove a impossibilidade de comparecimento no dia do primeiro turno da eleição.
Se utilizar o Sistema Justifica, o eleitor deverá preencher um formulário online para informar seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar comprovante do impedimento para votar. O cidadão receberá um protocolo para acompanhar o andamento do requerimento, que será encaminhado para exame pelo juiz competente. Se acolhida a justificativa, o eleitor será notificado da decisão.
O eleitor inscrito na Zona Eleitoral do Exterior, ausente do seu domicílio eleitoral na data da eleição ou que não tenha votado, também necessita justificar o não comparecimento às urnas na eleição presidencial.
Nesse caso, o Requerimento de Justificativa Eleitoral – pós eleição deve estar acompanhado de cópia de documento oficial brasileiro de identidade e de comprovante dos motivos alegados para justificar a ausência. O requerimento deve ser enviado diretamente ao juiz da Zona Eleitoral do Exterior. A justificativa também pode ser entregue nas missões diplomáticas ou repartições consulares localizadas no país em que o eleitor estiver. Também pode ser enviada pelo Sistema Justifica.
Já o cidadão brasileiro que estiver no exterior no dia do pleito tem até 30 dias, contados de seu retorno ao Brasil, para justificar a ausência no cartório eleitoral ou também pela internet, por meio do Sistema Justifica.
Consequências
O cidadão que não votar em três eleições consecutivas – com cada turno correspondendo a uma eleição – e não justificar sua ausência ou quitar a multa devida terá o registro do título eleitoral cancelado e ficará impedido de obter passaporte ou carteira de identidade, receber salários de função ou emprego público e obter alguns tipos de empréstimos.
Além disso, o eleitor não poderá ser investido e nomeado em concurso público, nem renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, nem obter certidão de quitação eleitoral ou qualquer documento perante repartições diplomáticas a que estiver subordinado.
A regra só não se aplica aos eleitores cujo voto é facultativo (analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos, e maiores de 70 anos) e aos portadores de deficiência física ou mental que torne impossível ou demasiadamente oneroso o cumprimento das obrigações eleitorais.
Líder do bloco de oposição, Maxwell elogia projeto “Avança Macaé”
Projeto do Executivo propõe parceria com a iniciativa privada para investimento em projetos de infraestrutura
O projeto do governo, intitulado como “Avança Macaé”, que propõe parceria com a iniciativa privada para captar investimentos destinados a grandes projetos de infraestrutura, passou ontem (4) pela primeira discussão na Câmara de Vereadores.
Ao seguir o rito que permite agora a apresentação de emendas e a previsão de votação, já na próxima semana, o projeto foi elogiado pelo líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD). “Eu vejo este projeto como forma de fazer economia para o governo, abrindo espaço para que investimento privado seja injetado em obras importantes de infraestrutura, sendo compensadas de forma futura em tributos. Eu incentivo que os demais vereadores leiam a matéria, para encaminhar voto”, apontou Maxwell.
A expectativa é que o projeto seja colocado em votação dentro das próximas duas semanas, para que tenha validade em 2019.
Vereadores aprovaram projeto de lei do Executivo que cria o Bolsa Escola
Com oito emendas, matéria do Executivo contempla alunos do 5º ao 9º ano e combate evasão escolar
Após quase quatro meses de tramitação, diversos embates antecipados e entraves criados em meio ao eterno problema entre a oposição e a base aliada do governo, a Câmara de Vereadores alterou e aprovou ontem (4) o projeto de lei 011/2018, que propõe a criação do Bolsa Escola.
Com mais de uma hora de discussão, os parlamentares aprovaram oito emendas, assinadas pelos vereadores Maxwell Vaz (SD), Guto Garcia (MDB) e Marcel Silvano (PT), que mexeram na base efetiva da proposta do governo de contemplar com bolsas de R$ 600, alunos do 5º ao 9º ano, classificados em prova aplicada pela secretaria de Educação.
As emendas, aprovadas pela maioria da Casa, buscaram ampliar o número de bolsas, estabeleceram a regra de monitoria para os contemplados, definiram preferência para os alunos do EJA (Educação para Jovens e Adultos) e ainda garantiram a transparência na revelação dos dados sobre a evasão escolar.
Em meio ao clima das prévias das eleições para a presidência da Câmara, até mesmo as propostas susceptíveis a veto por inconstitucionalidade passaram pelo plenário, que criticou a falta de planejamento para tornar a Educação uma verdadeira transformação de vida. “O projeto não é ruim, mas não resolve os problemas da nossa Educação. Há de se acabar com o atual sistema, que torna escolas cada vez menos eficientes, porém bem caras para os cofres públicos. Eu entendo que é uma possibilidade pontual de melhoria, por isso voto favorável”, disse Maxwell.
Um dos principais críticos ao projeto, que chegou a propor a devolução da matéria ao governo e apresentação de um substitutivo, Marcel afirmou que a discussão em plenário serviu para abrir uma nova visão sobre a Educação da cidade. “Precisamos ter o compromisso de melhorar sempre. A evasão escolar é uma demanda que precisa ser enfrentada e nós todos precisamos pensar nisso. E não podemos desistir, apesar de todas as dificuldades e os vetos do prefeito às nossas emendas que pode retroceder todos os nosso debates”, apontou o vereador que também votou a favor do projeto emendado.
Luiz Fernando (PTB) afirmou que se não houver comprometimento do poder público com a Educação, qualquer projeto será “dinheiro jogado fora”. Já Guto Garcia (MDB) apontou que o projeto do governo complementa diversas outras ações que visam ampliar o alcance do ensino público.
Após a discussão, o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores presentes.
Marco Guerra, Gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos, durante apresentação no Teatro do Sesi
Gerente Geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos eleva perspectivas de investimentos à região
O gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Marco Guerra, durante a reunião de encerramento das atividades da Rede Petro-Bacia de Campos, que aconteceu na manhã de terça-feira (04), no teatro do Sesi de Macaé, apresentou dados do Plano de Negócios e Gestão da Petrobras (2018-2022).
Ao elevar de US$ 10 bilhões para US$ 18,9 bilhões as perspectivas de investimentos para os próximos quatro anos, a Petrobras sinaliza que a Bacia de Campos e Macaé voltarão a ser o epicentro das operações que irão redefinir o volume de produção de óleo e gás registrado atualmente no Brasil.
Além de dar continuidade ao desenvolvimento de projetos de exploração, em áreas adquiridas na rodada de concessão realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no início do ano, a estatal indica também que aplicará recursos para elevar o fator de produção em reservas maduras, pauta de 91 projetos em andamento dedicados exclusivamente para a Bacia de Campos.
Através desta nova estratégia, a companhia pretende colocar em atividade seis novos sistemas de produção na região, que representa uma nova oferta de contratação de serviços e aquisição de materiais dentro da cadeia produtiva offshore baseada em Macaé. E como uma engrenagem perfeita, o resultado desta injeção de ânimo são milhares de oportunidades de emprego.
O Plano de Negócios, divulgado pela Petrobras, incluiu ainda áreas já descobertas na camada do pré-sal da Bacia de Campos, um potencial que tende a ser explorado através de parcerias com outras grandes operadoras de óleo e gás no mundo.
Diante deste novo ciclo virtuoso, as expectativas para Macaé são as melhores possíveis. “Ainda temos muito por fazer e a produzir na Bacia de Campos, que é responsável por cerca de 50% da produção nacional. Atualmente 53 plataformas estão em operação na Bacia de Campos, sendo 49 no Estado do Rio”, disse Marco Guerra.
O gerente geral da UO-BC informou que 17 plataformas estão em processo de descomissionamento nos próximos anos.
Petrobras eleva previsão de investimentos na Bacia de Campos
Dados do Plano de Negócios e Gestão da companhia serão consolidados hoje em reunião na Rede Petro
Quase US$ 19 bilhões serão investidos pela Petrobras, nos próximos quatro anos, na Bacia de Campos, dentro da estratégia de se elevar a capacidade de produção das áreas do pós-sal, que há duas décadas sustentam metade da participação do Brasil no mercado internacional de óleo e gás. Estes e outros números serão consolidados pela companhia na reunião desta terça-feira (4), que encerra as atividades da Rede Petro.
Para recuperar os ativos da área que representa a gêneses do petróleo nacional, e também que transformou Macaé na principal base das operações offshore do país, a Petrobras vai desenvolver 91 projetos focados no aumento do fator de recuperação de reservas mais antigas, implementando a chamada “revitalização dos campos maduros”, um movimento lançado pela prefeitura em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Serviços do Petróleo (Abespetro), na última edição da feira Brasil Offshore.
Presente no Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, que será apresentado hoje na reunião da Rede-Petro, pelo gerente geral da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), Marco Guerra, essa nova estratégia inclui também a entrada de seis novos blocos exploratórios, adquiridos pela estatal na 14ª rodada de concessão da Agência Nacional do Petróleo (ANP), além de parcerias com outras operadoras offshore globais.
“É um campo muito importante para a retomada da indústria. São números que representam todos os esforços de se construir uma pauta sólida para o petróleo nacional, traçada ao longo dos últimos dois anos em Brasília, e que deve ser continuada pelos próximos quatro anos”, avalia o secretário executivo da Abespetro, Gilson Coelho.
A reunião de hoje da Abespetro segue uma tradição de 15 anos da instituição e que pauta as estratégias do setor de óleo e gás macaense, com base nos dados da Petrobras.
Bairros abandonados e falta de área de lazer para crianças são problemas comuns
O vereador Marvel Maillet (REDE) esteve nesta semana fiscalizando diversos pontos de Macaé. Os problemas encontrados vão de praças abandonadas, sem manutenção e brinquedos para as crianças a buracos nas vias públicas. Situações constantes no dia a dia da população macaense.
No bairro Novo Eldorado, loteamento situado no Parque Aeroporto, a equipe foi acompanhada pela moradora Patricia Ferreira. Verificaram que a falta de água é constante no local, a maioria das ruas encontra-se com paralelepípedos soltos, falta serviço de capina no meio fio, que impede a passagem nas calçadas, e os moradores convivem com o mau cheiro do esgoto a céu a aberto. “Outro problema é a fiação. Os postes estão com muitos fios embolados, pendurados, e uma hora poderá causar um curto e até um acidente”, destaca o vereador.
No Bosque Azul, os problemas se repetem. Esgoto jorrando nas ruas, mau cheiro e presença de insetos, entulhos e a falta de capina também são situações constantes na vida dos moradores. De acordo com os membros da Associação de Moradores do Bosque Azul, Tiago Queiroz e Deivison Silva, a principal reivindicação é pela construção de uma unidade de saúde e a construção de um parque infantil, ao lado do campo de futebol.
“Temos aqui uma casa abandonada que hoje é situada a associação de moradores, mas apenas estamos lá para que ela não seja invadida. Nesse local poderia ser construída uma unidade de saúde para atender todos do Bosque Azul”, explica os membros da Associação.
Área de lazer para as crianças brincarem também não existe nesses bairros. E nos locais que possuem quadras ou parquinhos falta à manutenção. Assim foi verificado na praça da Nova Macaé, na rua Edir Matos e na Barra de Macaé, Praça Mirante dos Navegantes. “Aguardamos o poder executivo fazer as devidas manutenções, com a troca dos alambrados, pintura e reparo nos brinquedos. Lazer é direito de todos”, lamenta Marvel.
O vereador informa que as indicações dos serviços e o contato com as secretarias responsáveis já foram feitas e aguarda a soluções das demandas nos bairros.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (GAECC/MPRJ), ajuizou, no dia 29 de novembro, ação civil pública (ACP) por improbidade administrativa contra o Município de Armação dos Búzios e 23 envolvidos em esquema de fraudes em processos de licitação de contratos, incluindo o prefeito André Granado Nogueira da Gama. Com pedido liminar de indisponibilidade de bens, a fim de ressarcir os cofres públicos, a ação aponta que as práticas ilegais causaram um prejuízo superior a R$ 26 milhões ao erário. Vale lembrar que André Granado já havia sido afastado da função em outras oportunidades, em razão de ACPs ajuizadas pelo MPRJ, destacando-se uma primeira identificação de algumas das fraudes em licitações.
A investigação do caso de que trata a nova ACP, de nº 0020217-92.2018.8.19.0078, distribuída junto à 2ª Vara da Comarca de Armação dos Búzios, teve início no Inquérito Civil nº 011/14, instaurado em fevereiro de 2014, para apurar irregularidades praticadas nas publicações dos Boletins Oficiais do município, que estariam sendo feitos em duplicidade de edição, sendo que a distribuição com aviso real das licitações ficaria restrita apenas ao âmbito interno da própria prefeitura, impedindo, assim, que outras empresas interessadas em participar da disputa pelos contratos públicos tivessem o devido conhecimento dos certames.
Dessa forma, as empresas que ganharam os contratos emergenciais no início do primeiro mandato de André Granado foram beneficiadas com prorrogações de contratos emergenciais, por três a seis meses, e posteriormente ganharam a licitação, aditivos, sendo certo que algumas até hoje continuam prestando serviços ao município. O prejuízo ao erário, por tais práticas, já somaria a cifra de R$ 26.361.258,26. Segundo o MPRJ, há fortes indícios de que, por trás da circunstância suspeita que permeia as contratações em questão, há motivação de ‘gratidão’ do prefeito para com os apoiadores de suas campanhas políticas, incluindo a de reeleição para o cargo, como de fato ocorreu em 2016.
O esquema de beneficiamento a diversas empresas foi alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Búzios, instaurada em 2014 e que concluiu pela veracidade do fato, isto é, a existência de prática irregular de publicar distintos boletins oficiais, com os extratos dos editais de licitação na contracapa da última página apenas das edições internas – e cuidando de fazer circular publicamente aqueles que não traziam os referidos avisos. Segundo os vereadores, as fraudes nas licitações do município não cessaram, mesmo após o término da CPI, e ocorrem até hoje.
Além do ex-prefeito e do próprio município, constam como réus da ACP o ex-secretário de Fazenda de Búzios, Renato Jesus; o representante do Conselho Municipal de Turismo, Alberto Jordão; a E.l. Mídia Editora – Diário Costa do Sol, seus sócios Everton Fabio Nunes Paes e Lilian Fernanda Peres; a Casa do Educador Comércio e Serviços; os empresários Rita de Cassia Santos de Castro e Fernando Jorge Santos de Castro; a Quadrante Construtora e Serviços, seu sócio Jordir Faria da Silva e o ex-representante, Leandro Santos Machado; a Difamarco Distribuidora de Medicamentos, Correlatos, Equipamentos Hospitalares e Insumos Laboratoriais; os empresários Manoel dos Santos Barata Jr. e Elisabeth Pereira Principe Vieira Filha; a Kit-top Comercial e Serviços, seu representante Maury Lauria Lima; a Placidos Comercial, suas sócias Márcia Helena Plácido Barreto e Helena P. Barreto; a Leal Porto Empreendimentos e Participações, seu sócio Walmir Leal Porto e a ex-sócia Priscila Vania Soares de Freitas Porto.
A todos os demandados está sendo imputada a prática de atos de improbidade administrativa correspondentes ao art. 10, VIII, da Lei nº 8.429/92, que afirma “constituir ato de improbidade que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente frustrar a licitude de processo licitatório ou de processo seletivo para celebração de parcerias com entidades sem fins lucrativos, ou dispensá-los indevidamente”.
Em relação a todos os réus, o MPRJ requer a decretação de indisponibilidade de bens, com fixação de ressarcimento integral do dano, no montante de cada contrato, pagamento de multa civil no equivalente ao dano ao erário e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, pelo prazo de cinco anos. Em relação aos três agentes municipais, acrescenta-se pedidos de perda da função pública e a suspensão dos direitos políticos por oito anos. Ressalta o Ministério Público fluminense ser necessário o afastamento dos agentes públicos envolvidos, por conta da notícia de que os contratos em xeque seguem sendo renovados, de modo a perpetuar as irregularidades denunciadas, com agravamento do prejuízo aos cofres municipais.
Macaé atinge R$ 195 milhões a mais que o arrecadado com o petróleo, no ano passado
Apenas neste mês, compensações repassadas pela Secretaria do Tesouro Nacional somam R$ 67,5 milhões
Como divisor de águas que marca o encerramento de um capítulo importante da história offshore de Macaé, em novembro, o governo municipal atingiu a marca histórica de R$ 559,1 milhões arrecadados apenas com os repasses dos royalties e as cotas da Participação Especial.
Representando o novo momento do mercado internacional de óleo e gás, e a valorização dos barris de petróleo extraídos da Bacia de Campos, o recomeço do equilíbrio tributário da cidade passa por números nunca antes registrados pelo município.
Apenas em novembro, Macaé recebeu R$ 67,5 milhões em receitas do petróleo, sendo R$ 62,6 milhões de royalties e R$ 4,9 milhões com Participação Especial. Impulsionados pelos novos índices de produção, da cotização do barril em dólar e a demanda de exportação do óleo bruto, os repasses dos royalties são o que garante ao município um superávit de arrecadação surpreendente. Isso sem contar com dezembro.
Comparado ao ano passado, Macaé recebeu R$ 195 milhões a mais com o petróleo. O mesmo número representa também o excesso de arrecadação, gerado entre o previsto pelo governo para ser recolhido e o efetivamente arrecadado.
Hoje, Macaé se mantém como a cidade da região que mais arrecada com os royalties. Mas perde para Niterói e Maricá, em volume de receitas oriundas das cotas da Participação Especial.
A expectativa é que, com a cota de dezembro, o total de arrecadação do petróleo chegue a R$ 600 milhões, uma marca histórica que supera, de uma vez por todas, o cenário de crise que se repetiu em 2016 e 2017.
Números
559,1 milhões
Total arrecadado por Macaé com o petróleo
541,5 milhões
Volume de receitas gerado pelos repasses dos royalties
17,5 milhões
Total gerado pelas cotas da Participação Especial do petróleo
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