Oposição cobra transparência em aplicação de R$ 450 milhões

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Vereador Maxwell Vaz pretende entrar com requerimento, após o recesso parlamentar

Frente Parlamentar defende destinação de superávit a obras de macrodrenagem e de infraestrutura

Mesmo não garantindo a obrigatoriedade da aplicação de excessos de receitas em obras que visam melhorar a infraestrutura da cidade, a oposição ao governo na Câmara de Vereadores tenta encaminhar ações que possam garantir que o “dinheiro-extra” arrecadado pela prefeitura possa ser convertido em obras emergenciais para a cidade.

Autor de emendas ao orçamento, derrubadas pela base aliada do prefeito, que destinaram receitas em excesso para obras de macrodrenagem, saneamento e recomposição de vias, o líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD) afirma que ainda falta transparência na aplicação do superávit. “Em 2018, o governo arrecadou R$ 450 milhões a mais do que esperava. Essa receita não tem previsão de despesa na lei. Para onde vai esse dinheiro? Nós andamos nas ruas e percebemos como a infraestrutura da cidade está cada vez mais precária. Por que não garantir que esses excessos de arrecadação não sejam destinadas a obras emergenciais?”, questiona o parlamentar.

Maxwell afirma também que Macaé encara hoje uma nova realidade fiscal e tributária, que coloca o município em um novo patamar no país. “Muito mais que um município bilionário, hoje Macaé tem dinheiro suficiente para atender as suas demandas. Se R$ 1 bilhão é despesa com a folha de pagamento, sobre R$ 1,5 bilhão para oferecer Saúde, Educação, Saneamento e Lazer para as pessoas. Como que com tanto dinheiro o governo não consegue fazer o básico?”, critica o parlamentar.

Desafios para a cidade de R$ 2,5 bilhões

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Movimento intenso na semana de Natal aqueceu os comércios macaenses de 2019 - Wanderley Gil

Poucos municípios no país têm a chance de reescrever sua história após a crise de 2014

Apesar de não viver os climas de transição e mudança que marcam a nova chance do Estado do Rio de Janeiro e Brasil de superar a corrupção e a instabilidade política, Macaé entra 2019 com seus próprios desafios, gerados especialmente sobre o fim definitivo de um cenário de crise para o início de um dos períodos mais prósperos, ao menos para os cofres públicos.

Diante de um novo arranjo político, que se volta diretamente à identificação de nomes que poderão suceder o governo “da mudança”, a cidade passa a viver a forte influência das urnas de 2018, que demonstraram a voz e a capacidade de mobilização da sociedade, cada vez mais antenada, não mais pelas chamadas “Fake News”. Com um orçamento consolidado de mais de R$ 2,5 bilhões, Macaé vive hoje o desafio de tornar todo esse dinheiro um combustível para a reconstrução dos setores que representam a base da economia local, especialmente a construção civil e o comércio.

De forma clara, mais de 40 mil empregos foram encerrados na cidade em três anos, algo que representa o tamanho da responsabilidade da administração pública em ser eficiente. E o fracasso não pode mais ser pautado pelo discurso da “falta de dinheiro”.

Quando cobrado, o governo “da mudança” tira da manga receitas prontas que repetem o mesmo modelo de marketing político, desta vez, propagados pelas linhas limitadas do Twitter. De pacote de obras de infraestrutura, à garantia de circulação das duas composições do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), os projetos se materializam no mesmo ritmo do curso das águas do Rio Macaé, que espelham os períodos de tempestade e de bonança, através do marrom do barro de água doce, e da transparência e do brilho do oceano.

De fato, as despesas públicas seguem a mesma lógica que o calendário que define a ordem cronológica do ano: em dias e meses. Primeiro subestima a vontade do povo de celebrar a chegada do novo ano nas praias locais, que mesmo sem direito a eventos públicos, sabe enaltecer as belezas naturais como dádivas de Deus. Em segundo, ignora-se o fato de que o Carnaval não é sinônimo apenas de folia. É uma característica de bairros que compõem da Imbetiba ao Centro, na Malvinas a Nova Holanda e da Serra ao Lagomar. O terceiro ato é não se preparar para as chamadas “águas de março” e manter o olhar sobre a força da natureza como algo imprevisível, mesmo as marcas das sucessivas enchentes ainda permanecerem nas paredes dos moradores do Visconde, Sol Y Mar, Novo Horizonte, Miramar, Campo D’Oeste, entre outros.

Na sequência, é deixar transcorrer os dias até o Aniversário da Cidade e chegar a julho com o discurso de, “povo sem emprego é povo triste”, mais uma vez ignorando o fato de que festa popular pode ser arrogância de rico, mas é bálsamo para a dura realidade de quem vive ainda à margem das riquezas do petróleo. E mesmo com a fatia de R$ 1 bilhão já comprometida com a folha de pagamento, sobram R$ 1,5 bilhão capazes de mudar sim a realidade das ruas. Mas o que falta para isso acontecer?

Emprego, moradia, saneamento, saúde e educação são as premissas da convivência em sociedade, algo que deveria ser eficiente para uma cidade bilionária, e única, no Norte Fluminense do Estado. A esperança surge do petróleo, que possui o seu modelo próprio de ascensão e queda, assim como da iniciativa privada, que através do porto do São José do Barreto, da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) da Ajuda, da Termoelétrica do CLIMA (Complexo Logístico e Industrial de Macaé) e da concessão do Aeroporto da cidade, abre um novo ciclo virtuoso para a cidade.
E apesar de triste, Macaé vive a esperança de voltar a ser feliz. Custe o que curtar.

Demandas da cidade antecipam posse na Alerj

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Vereador mantém trabalho por demandas da população antes de seguir para a Alerj

Welberth Rezende mantém perfil de trabalho no último mês de mandato como vereador

Prestes a passar por uma transição política histórica, de forma pessoal e também para Macaé, o vereador e deputado estadual diplomado Welberth Rezende (PPS), mantém o perfil de trabalho nas ruas da cidade, dias antes de assumir mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Ao encaminhar demandas para as secretarias municipais de Mobilidade Urbana e de Infraestrutura, assim como para a Nova Cedae, Welberth atendeu a pedido da Associação que representa os moradores do Jardim Franco, Plaza e Garden, bairro situado no extremo Norte da cidade. “O trabalho não pode parar. Me comprometi com o Jardim Franco desde o início do meu mandato na Câmara. E isso se repete a todos os bairros e distritos de Macaé, por onde passamos e onde ouvimos os moradores. Temos ações consolidadas em todos os pontos da cidade, o que representa o meu compromisso de batalhar pelo melhor do município”, disse Welberth.

Entre visitas a moradores, reuniões com Associações, encontros com representantes de instituições da sociedade civil e avaliações políticas, Welberth caminha para construir uma nova fase por Macaé, na Alerj. “Na Alerj vamos manter o mesmo perfil, de ouvir as demandas da população e buscar um entendimento institucional com o governo. A nossa prioridade é melhorar a qualidade de vida das pessoas, através do diálogo. Não sou um político de enfrentamento e de discursos. Para mim, o trabalho significa muito mais”, completou.

Secretário de Obras é o primeiro a deixar a equipe de governo em 2019

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Saulo Ramos deixou a secretaria de Obras após um ano e dois meses de trabalho

Prefeito exonerou nesta quinta-feira (3) Saulo Ramos, que respondia pela pasta adjunta há pouco mais de um ano

E no primeiro dia útil do Ano Novo, o prefeito determinou mudança significativa dentro da alta cúpula da administração municipal. O secretário de Obras, Saulo Ramos, é o primeiro a deixar a equipe de governo em 2019. A exoneração de Saulo do posto de secretário adjunto de Obras foi publicada nesta quinta-feira (3).

A portaria tinha a inscrição de “a pedido”, pois Saulo foi aprovado por um processo de seleção em uma empresa de engenharia no Rio de Janeiro. Antes de deixar a pasta, Saulo conseguiu desatar um dos principais nós do governo da mudança: a execução da tão esperada obras de pavimentação da Estrada de Santa Tereza. Na sua gestão, foram iniciadas a urbanização de ruas e drenagem do Bairro da Glória e a implantação do prédio anexo do Mercado de Peixes.

Saulo foi nomeado secretário adjunto de Obras em outubro de 2017. Antes, exercia a função de coordenador especial de Urbanismo, e substituiu a gestão de Antônio Pires Filho, ex-subsecretário de Obras do governo do Estado do Rio de Janeiro, na gestão de Sérgio Cabral/Pezão.

Vale lembrar que em novembro do ano passado outra mudança significativa no quadro do secretariado foi determinada pelo prefeito. Deusilene Galiza, que respondia pela secretaria adjunta de Atenção Básica, também foi nomeada para conduzir a secretaria municipal de Saúde, em substituição a Luis Carlos da Silva Cunha, Controlador Geral do Município que esteve à frente da pasta por três meses.

Da formação original do governo da mudança, que tomou posse em 2013, apenas cinco secretários não deixaram a gestão municipal.

Witzel apresenta plano “Mais ordem, Mais progresso” ao novo secretariado

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Plano de Witzel foi apresentado ao novo secretariado do Estado

Governador define marco de seis meses para preparar ações que visam tornar Estado mais próspero e mais seguro

Apresentado ao novo secretariado em reunião realizada no primeiro dia útil de trabalho (2), o governador Wilson Witzel (PSC) definiu o plano “Mais ordem, Mais progresso”, que traçará nos primeiros seis meses de gestão, uma série de ações que visa reestruturar as finanças do Estado, com objetivo de financiar a estratégica focada em elevar a segurança pública do Rio de Janeiro.

No documento, o governador apresenta ao secretariado o perfil de gestão que já assume a partir deste mês, buscando resultados a curto, médio e longo prazos. Produzido em sete semanas que marcaram a transição de governo, o plano estabelece como marco a definição de um planejamento inovador e austero.

Nos primeiros 15 dias de governo, Wilson pretende definir a atividade de cada um dos novos secretários, subsecretários, superintendentes e coordenadores, que dentro de 30 dias deverão informar à Casa Civil a função de cada assessor no Estado.

Dentro de 45 dias, cada setor do novo governo deverá apontar quais são as prioridades de gestão, dentro do princípio básico de plano “Mais ordem, mais progresso”: o de atender as necessidades dos 18 milhões de cidadãos fluminenses.

Nos 100 primeiros dias de governo, Witzel quer ter em mãos a realidade do desempenho tributário do Estado, para traçar quais ações terão execução imediata, dentro das prioridades estabelecidas pelos secretários.

Os 180 dias de gestão terão como marco a apresentação do Plano Estratégico do Estado, que respeitará a Lei Orçamentária Anual (LOA) e o Plano Plurianual, tornando a gestão bem mais eficiente, e dentro do que é necessário à população.

Como os principais desafios a serem superados, estão a queda de arrecadação, o aumento das despesas do Estado, o desequilíbrio das metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o déficit previdenciário e o desemprego que atinge a 1,3 milhão de fluminenses.

Orçamento de Macaé para 2019 aumenta em mais de R$ 250 milhões

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Foto: Wanderley Gil

Novo ciclo de prosperidade do petróleo garante ao município a maior previsão de receitas da região

Publicada no final de dezembro, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de Macaé para o exercício fiscal de 2019 apresenta um dado inédito, pelo menos ao longo dos últimos quatro anos de recessão encarados pela cidade: um aumento considerável da projeção de receitas.

Com uma estimativa de arrecadação R$ 250 milhões a mais que a de 2018, Macaé não só entra em um novo ciclo de prosperidade do petróleo, como também apresenta uma capacidade maior de equilibrar as contas públicas, algo que ainda é difícil para as demais cidades da região.

Com uma estimativa de R$ 2.316 bilhões para serem arrecadados até dezembro, Macaé supera as previsões de Niterói e Maricá, hoje as duas cidades mais beneficiadas pelas operações do pré-sal na Bacia de Santos, maior responsável pela produção de petróleo nacional.

Porém, com um parque industrial consolidado para atender as demandas offshore nas três bacias sedimentares do Sudeste Brasileiro: Campos, Santos e Espírito Santo, Macaé é beneficiada diretamente pelas atividades de prestação de serviços e consumo de materiais, o que fortalece a arrecadação de receitas próprias.

Com tanto dinheiro em caixa, Macaé é a única cidade ainda capaz de manter uma folha de pagamento acima de R$ 1 bilhão, hoje o principal ponto de atenção das equipes de Planejamento, Fazenda e de Controle Interno, visto as regras estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

E por conta já desta despesa fixa, a cidade mantém para a Saúde um orçamento previsto em mais de R$ 549 milhões. E para a Educação, mais de R$ 541 milhões. Essas são as duas pastas que mais somam servidores efetivos da administração pública.

Além disso, para o Transporte serão destinados mais de R$ 100 milhões, orçamento destinado a manter o subsídio da passagem a R$ 1, hoje controlado pelo Cartão Macaé Cidadão. E se em 2018, a Capital Nacional do Petróleo foi capaz de arrecadar mais de R$ 2,5 bilhões, gerando aos cofres públicos um superávit de mais de R$ 450 milhões, as previsões para 2019 são ainda melhores. É esperar para ver.

Nova Mesa Diretora da Câmara toma posse

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Nova composição da presidência da Câmara tomou posse em 1 de janeiro

Dr. Eduardo Cardoso se mantém à frente do Legislativo municipal até 2020

Após o período de polêmicas e uma eleição com reviravoltas, a nova composição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores foi empossada na tarde da última terça-feira (1), em solenidade realizada no salão nobre do Palácio do Legislativo.

Diante de um público pequeno, Dr. Eduardo Cardoso (PPS), reeleito presidente da Casa para o biênio 2019/2020, conduziu a posse de Julinho do Aeroporto (MDB) como primeiro vice-presidente, Luiz Fernando (PTC) como o segundo vice-presidente, Márcio Bittencourt (MDB) como primeiro secretário e Renata Paes (PSC) como segunda secretária. A solenidade foi prestigiada pelo vereador Robson Oliveira (PSDB).

Após as execuções dos hinos do Brasil e de Macaé, Dr. Eduardo e demais vereadores fizeram a assinatura do termo de posse. “Essa é uma composição bem discutida e com critério de escolhas. Tanto a oposição quanto a situação foram contempladas com a Mesa Diretora. E acreditou que juntos vamos desenvolver um grande trabalho neste biênio”, apontou Eduardo.

Márcio Bittencourt agradeceu aos vereadores que garantiram a eleição da Mesa Diretora. “Desejamos que o novo ano seja de paz para nós”, disse.

Luiz Fernando destacou que o momento político, não só de Macaé, mas do Estado e do país é histórico e simboliza novas responsabilidades para todos os agentes públicos. “Vivemos hoje a judicialização da discussão política. Isso não é uma coisa boa para a democracia, que já passa por um momento conturbado. É o momento de fazer a diferença, assumindo a posição de político, não como algo ruim, mas sim como os verdadeiros representantes do povo”, considerou Luiz Fernando.

Ao fim da sessão, Dr. Eduardo anunciou que R$ 2 milhões foram devolvidos pela Câmara ao governo municipal, fruto de economia nos gastos da Casa. “Tivemos a redução em R$ 10 milhões no orçamento deste ano, por isso devolvemos só R$ 2 milhões. Teremos neste ano uma grande novidade, como o aproveitamento total do Palácio Cláudio Moacyr de Azevedo. Além da reinauguração do Museu do Legislativo, vamos abrir também uma biblioteca pública e a Escola do Legislativo, em convênio com o Tribunal de Contas e a UERJ, que vai iniciar cursos para a preparação de gestores públicos”, anunciou o presidente.

Witzel promete cortar 30% das despesas públicas do Rio

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O decreto assinador pelo governador cria o Programa de Reavaliação de Despesas Operacionais

Decisão de realizar cortes visa “imprimir eficiência e moralidade ao planejamento governamental em 2019”

O governador recém-empossado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicou na última terça-feira (1º), no Diário Oficial do estado, decreto que determina o corte de pelo menos 30% nas despesas operacionais de secretarias, fundações e outros órgãos da administração estadual. O decreto cria o Programa de Reavaliação de Despesas Operacionais.

A redução, no entanto, não afetará as secretarias de Educação, de Saúde, de Administração Penitenciária, de Polícia Civil, de Polícia Militar e de Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além de instituições que exercem funções essenciais à Justiça.

Segundo o decreto, a decisão de realizar os cortes foi tomada para “imprimir eficiência e moralidade ao planejamento governamental em 2019” e adotar “procedimentos atinentes ao contingenciamento de despesas diretamente relacionadas com a otimização dos gastos públicos”.

São consideradas despesas operacionais o somatório das despesas de pessoal caracterizadas como discricionárias e do valor correspondente às prestações ainda não cumpridas de cada contrato que esteja em vigor, bem como das contratações em curso.

Sucessão municipal entra na agenda política do Ano Novo

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Presidente da Câmara passa a ser o sucessor direto do prefeito com a renúncia de Vandré

Faltando agora menos de dois anos para a realização das eleições municipais, o quadro político em Macaé começa a dar uma reviravolta e vai complicar a vida do prefeito Dr. Aluizio Santos Junior que deverá enfrentar questionamentos não só do Poder Legislativo, como também da Justiça através do Ministério Público que investiga uma série de denúncias, além das ações em andamento e que vão custar caro administrar a situação, levando o Chefe do Executivo a imitar o presidente Michel Temer para evitar problemas sérios pela frente.

Com a renúncia ao cargo oficializada pelo vice-prefeito eleito, Vandré Guimarães, que no dia 21 passado deu por encerrada sua atividade por achar que seu ciclo político neste grupo acabou, o presidente da Câmara Municipal, Dr. Eduardo Cardoso Gonçalves, passa a ser o sucessor direto do prefeito, caso haja a vacância do cargo por qualquer motivo, e o torna, também, um nome forte para as eleições de 2020.

Na linha de sucessão, até agora ventilados nos bastidores, podem ser pré-candidatos o vereador e médico Marcio Bittencourt que deverá sair do MDB, do deputado estadual eleito Welberth Rezende, que se tornou uma das fortes lideranças políticas no município e na região, Guto Garcia, também do MDB, que voltou a ocupar a Secretaria de Educação e poderá ser o candidato da máquina administrativa do Executivo, André Longobardi que deverá liderar a legenda do MDB, de Chico Machado que ao ocupar também o cargo de deputado estadual, pretende continuar tentando o Executivo, ainda, o deputado Christino Áureo que se elegeu para a Câmara dos Deputados, além de outros nomes a serem definidos por algumas instituições e empresários que pretendem, a exemplo do que aconteceu com Bolsonaro, apresentar um nome capaz de superar todos os até agora sugeridos.

Ao ser derrotado na Câmara Municipal na sessão extraordinária realizada dia 27, que rejeitou duas propostas de Dr. Aluizio, que tentou retirar os valores das emendas impositivas dos vereadores no valor de R$ 14 milhões, e a proposta de alterar a Contribuição da Iluminação Pública paga pelos contribuintes todos os meses, a prestação de contas do prefeito do exercício de 2018, que teve o orçamento previsto com excesso de arrecadação chegando a R$ 2,4 bilhões, o caso também poderá provocar uma ação de improbidade administrativa.

Além de uma grande dor de cabeça para manter a maioria no Poder Legislativo, mesmo com a troca de moeda agora conhecida como “Rachid”, o prefeito deverá enfrentar ação da Operação Lava Jato, que aos poucos vai chegando aos municípios que o grupo Odebrecht revelou ter pago propinas a um grupo de secretários, além do próprio Tribunal de Contas que, renovado, começa a ser mais duro na apreciação das contas.

Corte de Emendas Impositivas é barrado em sessão extraordinária

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Governo não conseguiu aprovar matéria em sessão extraordinária realizada na Câmara Municipal

Oposição critica “armadilha” criada pelo governo em nome de financiar a Saúde

Pelo segundo ano seguido, a estratégia do governo em suplementar verbas destinadas a cumprir Emendas Impositivas da Câmara, para direcionar cerca de R$ 14 milhões para o Hospital Público Municipal (HPM), gerou enfrentamento da Frente Parlamentar Macaé Melhor. E a matéria não conquistou o número de votos para ser aprovada. Na sessão extraordinária realizada ontem (27) pelo Legislativo, o projeto do Executivo foi considerado como “armadilha” pela oposição. Por precisar de quórum especial, ou seja 9 votos, a matéria acabou sendo reprovada, mesmo obtendo sete votos favoráveis e seis votos contrários.

“No ano passado, o governo utilizou do mesmo artifício. Afirmando que a suplementação das nossas emendas iria beneficiar o São João Batista. Só que nem um terço do dinheiro foi direcionado ao Hospital. Nós vereadores precisamos ser fiéis aos nossos eleitores, que esperam as obras e os serviços previstos nas Emendas Impositivas. Precisamos dar um recado ao prefeito e votar contra essa manobra”, disse Maxwell Vaz (SD), líder da Frente Parlamentar.

Marvel Maillet (REDE) afirmou que o momento do debate é ideal para que a Câmara cobre do Executivo o respeito necessário ao Legislativo. “Lei do contra-turno, Bolsa Escola, entre outras, são leis que não são respeitadas pelo Executivo. E certamente as nossas Emendas Impositivas farão falta no dia a dia da população. Não podemos aceitar isso. Não abro mão de que as minhas emendas sejam cumpridas. Vamos acionar a Justiça para garantir isso”, apontou o parlamentar que listou a compra do mamógrafo móvel e restruturação de praças como pautas das emendas assinadas por ele no orçamento deste ano.

Para Luiz Fernando (PTC), a votação da suplementação e anulação das Emendas Impositivas é arbitrária. “Quando o governo dá uma canetada dessas, me parece que estão tirando a nossa função. Não é apenas uma alteração do orçamento, mas sim o corte de uma atribuição que é nossa. Será que o prefeito tem credibilidade para receber, mais uma vez, este nosso cheque em branco? Neste ano, a Saúde já gastou R$ 480 milhões. Para onde foi este dinheiro? Como estão os atendimentos ao pacientes? Os hospitais, o transporte, os exames? Da minha parte, não vou abrir mão das minhas Emendas”, defendeu o parlamentar.

A proposta do governo foi considerada como “absurda e autoritária”, pelo vereador Marcel Silvano (PT). “Em seis anos, a secretaria de Saúde teve oito gestores, incluindo o próprio prefeito. Como isso vai funcionar? Vivemos um contexto político sério, de instabilidade profunda e quase terminal. A sessão serve para oficializar a renúncia do vice-prefeito, e o presidente em que votamos, a qualquer falta do prefeito, vai assumir. E, agora mais do que nunca, precisamos mostrar a força deste parlamento. No ano passado, dois vereadores foram fiadores desta proposta do governo que não cumpriu o acordo. Quem vai financiar isso este ano?”, questionou o vereador.

Cesinha (PROS), membro da base aliada do governo, também lamentou a suspensão das Emendas Impositivas. Líder da base aliada do governo, Julinho do Aeroporto (MDB) apontou que o projeto do governo propõe a utilização da verba das Emendas Impositivas, não utilizadas no ano, para atender a Saúde. “Não quero entrar no mérito do porquê das Emendas não terem sido cumpridas. A verdade é que a verba existe, não foi usado, e precisa ser direcionado para algum lugar. Que então seja na Saúde. Eu também tenho Emendas não cumpridas, e esta questão não pode recair sobre nós que somos da bancada”, defendeu o parlamentar.

No entanto, George Jardim (MDB) apontou que a anulação das Emendas é uma estratégia do governo de enfraquecer a atribuição dos vereadores, independente da posição política. “O governo dá com uma mão, e tira com a outra. Prejudica a população que aguarda essas obras e também a todos nós vereadores, inclusive os da bancada”, avaliou George.

Renata Paes (PSC) apontou que o corte das Emendas Impositivas representa um “capricho” do governo. “Todas as minhas Emendas são destinadas à Serra. As reclamações da população estão todas nas minhas Emendas. As praças não podem ser utilizadas pelas crianças que correm riscos. Se os nossos pedidos fossem atendidos, a situação da Serra estaria muito melhor. E até hoje o governo não correspondeu a votação expressiva que teve lá em duas eleições”, apontou a vereadora.

Presidente da Câmara, Dr. Eduardo (PPS) afirmou se sentir incomodado em votar o projeto. “Se fosse hoje eu não faria o mesmo pedido pela Casa de Caridade. Porque não vejo mais essa necessidade toda. Porém, quando surgiu a Emenda Impositiva eu achei a coisa mais brilhante criada por esta Casa, que ajuda a atender a demanda pequena que o vereador encontra na rua. Acho que o prefeito tem tudo para cumprir isso. É com pesar que eu vejo isso vindo de novo para esta Casa. Mas votaria a favor do governo”, declarou.

Com sete votos da base aliada e seis votos da oposição, a matéria acabou sendo rejeitada por não atingir quórum qualificado (9 votos).