Cidadania  mantém Welberth Rezende como presidente do partido municipal e anuncia como vice Estadual

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Foto: Divulgação

 O Congresso Municipal do Cidadania 23, realizado nesta quinta na Câmara Municipal, reconduziu  o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, para continuar como presidente do partido, definiu a composição da comissão executiva municipal, dos conselhos fiscal e de ética, e os delegados que irão participar do Congresso Estadual. O presidente estadual do partido, Comte Bittencourt, anunciou que  Welberth Rezende será candidato a vice-presidente estadual do partido na chapa que será apresentada no Congresso Estadual. Comte Bittercout é pré-candidato a deputado estadual nas eleições 2022, e já tem apoio de vereadores e lideranças da base governista do prefeito Welberth Rezende.

“Temos que pensar além de Macaé. Não podemos estar na área do conhecimento com tantas inovações tecnológicas e admitir que milhões de pessoas não consigam completar seus ciclos básicos de educação, sem conseguir ser alfabetizado na idade certa. Os mandatos devem ter espíritos públicos para que sejam de fato mandatos públicos, que sirvam a sociedade e para isso acontecer o papel dos partidos políticos é fundamental. Não iremos atuar no campo do negacionismo, aqui a cidadania é plena. Nos aproximamos de quem pensa como nós, com compromisso político e com a democracia. Macaé tem muito a contribuir com o RJ. Temos que garantir os direitos individuais da sociedade e para isso nos curvamos à urna num processo democrático”, disse o presidente do Cidadania no Rio de Janeiro, Comte Bittencourt, saudando todo diretório.

Welberth Rezende disse que segue a missão do legado de Dr Eduardo e continuará escrevendo a história do partido em Macaé. “Agradecer a todos pela credibilidade,  confiança, e acima de tudo união para exercermos juntos o papel dos partidos políticos no Estado democrático brasileiro”.

Como vice- presidente da executiva municipal assumiram: o vereador licenciado e atualmente secretário da Casa Civil, Luciano Diniz , o vereador Alan Mansur e a servidora Flávia Renata. O Congresso contou com a participação do presidente da Câmara, Cesinha, e dos vereadores: Paulista, Rond, Amaro Luiz, Guto Garcia, Alan Mansur, Reginaldo do Hospital, Professor Michel, Rafael Amorim. A mesa contou ainda com o Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Macaé, Luis Henrique Fragoso. Muitos filiados e representantes de outros partidos estiveram presentes no congresso que lotou o auditório da Câmara Municipal.
A trajetória política de Welberth Rezende foi um dos destaques da noite.

Comte Bittencourt lembrou que o ex-vereador Dr. Eduardo Cardoso, falecido recentemente vítima da covid-19, sugeriu o nome de Welberth para que o PPS lançasse como candidato a deputado estadual em sua substituição na Alerj. Na ocasião Welberth já despontava como liderança no cenário político por ter sido o vereador mais votado nas últimas eleições. “Welberth usou o número de toda minha história política: 23601”, destacou Comte. Welberth foi eleito Deputado Estadual no Rio de Janeiro no 1º turno em 2018 com mais de 30 mil votos.

O Congresso teve a participação do candidato a eleição suplementar para prefeito do município de Carapebus, Bernard Tavares, do partido Republicanos 10 mas que tem como vice um candidato do Cidadania. O pleito eleitoral acontece dia 07 de novembro e conta com apoio do Cidadania de Macaé. O próximo encontro do grupo político será no Congresso Estadual, cuja data será marcada. 

Demora na escolha de ministro do STF compromete votações importantes para o país

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Especialista explica que com a atual formação, caso haja empate, decisão adotada será a que mais favoreça ao réu, podendo suscitar alguma injustiça

Parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado há mais de 90 dias, a indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) já superou a maior espera da atual formação, os 35 dias de Rosa Weber.

A falta de um ministro afeta as votações e as dinâmicas da Corte. Em geral, são evitadas as pautas de grande repercussão. Caso isso ocorra, o regimento prevê duas possibilidades: para questões penais, o empate sempre beneficia o acusado; já nos casos em que há a interpretação da Constituição, os ministros podem começar a votação, mas deverão aguardar a chegada do 11º integrante para a conclusão.

A professora e advogada especialista em Direito Administrativo e Constitucional, Marilene Matos, lembra que a composição com 11 ministros é determinada pela Constituição e que a falta de um deles impacta todo o funcionamento da Corte. “O número ímpar de juízes é a garantia para que não haja empate em decisões polêmicas. Com a atual formação, caso aconteça o empate, a decisão adotada será a que mais favoreça o réu. Isso pode suscitar alguma injustiça”, afirma.

A advogada lembra que além das decisões em plenário, a demora na definição do novo ministro causa problemas na prestação jurisdicional do STF. “Os processos distribuídos para relatoria do ministro que deixou a Corte ficam parados aguardando a chegada do novo indicado. Somente após assumir, o novo ministro dará prosseguimento ao andamento processual. Essa demora propicia uma falha na prestação jurisdicional em prejuízo do cidadão que está esperando o julgamento do seu processo”.

Matos observa ainda que a demora na concretização da nomeação do novo ministro provoca o acúmulo de trabalho uma vez que, com um ministro a menos, a distribuição de novos processos sobrecarrega os demais. “É sabido que nossa Corte Suprema é uma das mais assoberbadas do mundo em número de processos que cada ministro deve julgar. Nessa situação, obviamente, a falta de um irá impactar no andamento dos trabalhos e sobrecarregar os ministros que ali estão”

Marilene Matos é advogada, mestre em Direito Público, especialista em Direito Administrativo e Constitucional, professora universitária, palestrante, autora de livros jurídicos e presidente da Comissão Nacional de Direito Administrativo da Associação Brasileira de Advogados (ABA).

PF prende primo de Alcolumbre com “grande quantidade” de dinheiro

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Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal efetuou a prisão de Isaac Alcolumbre.

A situação do senador Davi Alcolumbre fica cada dia mais complicada, vez que os seus familiares começam a aparecer envolvidos em práticas ilícitas e criminosas.

Nesta quarta-feira (20), a Polícia Federal efetuou a prisão de Isaac Alcolumbre.Continua depois da publicidade

Isaac, segundo a PF, é dono de um aeródromo certificado por onde transitariam aviões do tráfico internacional de drogas provenientes da Venezuela e da Colômbia.

“O aeródromo servia de base para a rota do tráfico”, afirmou o superintendente da PF no Amapá, delegado Anderson de Andrade Bichara.

Isaac é primo em primeiro grau de Davi e já foi deputado estadual. É filho de um irmão da mãe do ex-presidente do Senado.

Na casa de Isaac foi encontrada uma ‘grande quantidade’ de dinheiro, que, segundo o superintendente da PF, ainda está sendo contada.

Dinheiro apreendido

Dinheiro apreendido

A operação deflagrada tem o apoio do Ministério Público Federal e cumpriu 24 mandados de prisão preventiva, além de 49 mandados de busca e apreensão.

Aeródromo de Isaac

Aeródromo de Isaac

Na véspera do encerramento da CPI, o “atordoado” Renan admite que as acusações contra Bolsonaro podem mudar

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Foto Divulgação José Cruz/Agência Brasil

Renan parece que termina a CPI totalmente perdido, sem saber ao certo quais as acusações fará contra o presidente Jair Bolsonaro.

O senador alagoano foi por diversas vezes desmoralizado durante a CPI e qualquer que sejam as suas acusações estarão certamente totalmente desprovidas de credibilidade.Continua depois da publicidade

Perante a população, Renan sai da CPI ainda mais minúsculo, com o seu imenso mau-caratismo exposto para todo o país.

O desfecho de um de seus últimos embates na CPI, contra o empresário Luciano Hang, foi catastrófico para as suas pretensões malignas. Saiu claramente derrotado e desmoralizado, ao vivo, em rede nacional.Continua depois da publicidade

Afoito, mas sem estratégia, resolveu alardear os “crimes” pelos quais o presidente da República seria acusado. Teve que providenciar um humilhante recuo.

“Estou aberto a qualquer ponderação, desde que não venha a ferir a lógica. Mas este não será um relatório do Renan, mas de toda a comissão. Sempre foi meu compromisso”.Continua depois da publicidade

E complementou:

“A lista de crimes pode ser modificada daqui para frente. Podemos acrescentar e retirar se for o entendimento da maioria da comissão. É certo que ele prevaricou à medida que ele confessou a existência da conversa com os irmãos Miranda, e que teria pedido a pessoas encaminhamento de providências. Se essas pessoas não encaminharam providências, é óbvio que ele prevaricou”.

Quanta mediocridade!

Quanta safadeza!

Quanta insensatez!

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

STF pode liberar showmícios em campanhas eleitorais

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Restrição é questionada por três partidos políticos

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a decidir hoje (6) se mantém a proibição de showmícios durante as campanhas eleitorais. O caso é discutido em uma ação protocolada em 2018 por três partidos. 

Na ação, PSB, PSOL e PT questionam a constitucionalidade do trecho da Lei 11.300 de 2006 que proibiu as apresentações artísticas, remuneradas ou não, para promoção de candidatos em comícios e reunião eleitoral. A norma alterou a Lei 9.504 de 1997 (Lei das Eleições). As legendas sustentam que a proibição é incompatível com a garantia constitucional da liberdade de expressão. 

Após o voto do relator, ministro Dias Toffoli, e dos ministros Nunes Marques e Alexandre de Moraes, a sessão foi suspensa. O julgamento será retomado amanhã (7). 

No entendimento de Toffoli, os showmícios devem continuar proibidos, mas eventos eleitorais com finalidade arrecadatória podem ser realizados, por tratar-se de modalidade de doação de pessoas físicas, permitidas legalmente. 

“Sendo o showmício uma modalidade proibida de propaganda eleitoral, a vedação abrange a sua realização remunerada ou não, independentemente de serem realizados em espaços privados ou eventos particulares, o que não interfere nas regras para realização de eventos de arrecadação, dadas as finalidades diversas dos institutos, notadamente pelo fato de que tais eventos de arrecadação não configuram propaganda eleitoral”, votou o relator. 

O voto de Toffoli foi seguido por Alexandre de Moraes. Nunes Marques votou pela restrição dos showmícios e dos eventos partidário de arrecadação.

Espiridião Amin quer urgência na apreciação da indicação de André Mendonça para o STF

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O senador apresentou requerimento que pede urgência na tramitação dessa indicação - Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento nesta quarta-feira (6), o senador Espiridião Amin (PP-SC) anunciou que apresentou um requerimento que pede urgência na tramitação

Em pronunciamento nesta quarta-feira (6), o senador Espiridião Amin (PP-SC) anunciou que apresentou um requerimento que pede urgência na tramitação da mensagem do governo federal (MSF 18/2021) que submete à apreciação do Senado a indicação de André Mendonça para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O senador destacou que tornou público esse requerimento para que o documento possa receber as assinaturas dos senadores que queiram apoiá-lo.

Esperidião disse que o requerimento ficará à disposição dos senadores até o dia 13 de outubro. E acrescentou que o motivo de sua iniciativa é o fato de que no próximo dia 12 serão completados quatro meses da vacância do cargo (André Mendonça foi indicado para a vaga aberta devido à aposentadoria de Marco Aurélio Mello), deixando o STF com apenas dez ministros durante nesse período.

— Eu quero defender a minha reputação e a do Senado porque, cá para nós, quando se tem uma postergação imotivada, eu considero que a minha reputação é afetada. Então é em legítima defesa minha, e creio que do Senado, que eu me proponho a apresentar este requerimento — afirmou.

Presidente recebe atletas olímpicos e paralímpicos no Palácio

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Jogos de Tóquio registraram melhor desempenho brasileiro na história

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, um grupo de atletas olímpicos e paralímpicos que participaram dos Jogos de Tóquio, realizados entre julho e agosto desse ano. A cerimônia, que contou com a presença de ministros, parlamentares e autoridades, foi uma comemoração da melhor participação brasileira na história dos Jogos, tanto nas Olimpíadas quanto nas Paralimpíadas. 

Nos Jogos Olímpicos, o país ficou na 12ª colocação geral, com 7 ouros, 6 pratas e 8 bronzes. Já nos Jogos Paralímpicos, o desempenho foi impressionante: 7ª colocação geral, com 22 ouros, 20 pratas e 30 bronzes.

“Nenhum desses resultados seria possível se não fosse o programa de incentivo ao esporte no Brasil. Hoje, o Brasil tem um dos maiores programas de patrocínio individual ao atleta de alto rendimento. E é através desses programas, como o Bolsa Atleta, e sua ramificação, o Bolsa Pódio, do qual eu faço parte e muitos aqui também, que a gente pode se dedicar exclusivamente à prática esportiva”, destacou a atleta paralímpica Maria Carolina Gomes Santiago, durante discurso.

Em seu discurso, Bolsonaro falou da sua relação com o esporte, que o levou à seleção das Forças Armadas de pentatlo, e enfatizou a importância dessa prática para o desenvolvimento social. “Não existe nada mais do que o esporte para integrar”.

O presidente também agradeceu o empenho dos atletas que representaram o Brasil nos Jogos, e falou da emoção que era ver a bandeira nacional tremulando no pódio.

“Quero dizer, finalmente, para vocês, que cada vez que lá, do outro lado mundo, entre aquelas três bandeiras, subia uma verde e amarela, era uma vibração enorme aqui. Muito obrigado a todos vocês por esses momentos de satisfação e alegria que vocês proporcionaram a todos nós brasileiros.  

Dos 302 atletas olímpicos, 242 recebiam o Bolsa Atleta, o que representa cerca de 80% da delegação. Criado em 2005 pelo governo federal, o Bolsa Atleta é considerado um dos maiores programas de patrocínio individual de atletas do mundo. Em 18 das 33 modalidades que o Brasil disputou nos Jogos de Japão, 100% dos atletas eram bolsistas do programa.

“Pelo menos pra mim, o Bolsa Atleta foi crucial nesses últimos 5 anos, onde, depois da Olimpíada do Rio, eu perdi absolutamente todos os patrocínios que eu tinha. Hoje eu sou medalhista olímpico, mas eu já passei por algumas situações onde num domingo você tá nadando uma final olímpica, e numa segunda-feira você não tem mais nada entrando. Então, o Bolsa Atleta é o que segura a gente nesses momentos também. E é que o te dá tranquilidade, porque você sabe que está lá por você. Você tem o lastro do governo federal do Brasil te ajudando”, afirmou o nadador Bruno Fratus, medalhista de bronze em Tóquio, nos 50 metros nado livre, em depoimento exibido durante a cerimônia.

Já em relação aos Jogos Paralímpicos, dos 236 atletas em Tóquio, 226 (95,7%) eram bolsistas do programa. Para Vinícius Rodrigues, medalha de prata nos 100m T63, para pessoas com deficiência nos membros inferiores e superiores, o apoio também foi fundamental. 

“Quando eu consegui o Bolsa Atleta eu consegui melhorar minhas performances, consegui investir mais em mim. E, depois desse ano atípico, com o corona, aquela incerteza de saber o que vai acontecer, a gente não tinha competição, não tinha nada. E o que me segurou foi o Bolsa Atleta”, afirmou em depoimento exibido na cerimônia.

“Se nós seguirmos com esse desenvolvimento sistêmico, com o programa de capacitação dos professores, e com as escolinhas de esportes, em 2040 o Brasil vai brigar de igual pra igual com a China nos Jogos Paralímpicos”, afirmou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro. 

Jair Bolsonaro vai se filiar ao PP para tentar a reeleição em 2022

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Informação foi dada pelo jornalista José Maria Trindade

O presidente Jair Bolsonaro deve mesmo se filiar ao Progressistas, mesmo partido do ministro Ciro Nogueira e do líder do Governo, Ricardo Barros. Mais cedo, a ida de Bolsonaro para o PP foi dada como 90% certa pelo presidente interino do partido, André Fufuca (MA).

A informação foi dada pelo jornalista José Maria Trindade no final do programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan nesta quarta-feira (6). Bolsonaro já foi do PP entre 2006 e 2014, partido pelo qual foi eleito para três mandatos na Câmara dos Deputados neste período.

A filiação de Bolsonaro e a criação do União Brasil, partido que nasce da fusão entre DEM e PSL, devem dar ao PP mais 30 deputados federais apoiadores do governo, já que a criação abre uma janela para que deputados mudem de partido sem o risco de perda de mandato.

Câmara dos Deputados aprova mudança na lei de improbidade

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Plenário avaliou texto novamente após alterações do Senado MICHEL JESUS/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Texto-base foi aprovado pelos deputados em junho, mas voltou à Casa após alterações no Senado

A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta terça-feira (5), o texto-base do projeto que altera a lei de improbidade administrativa. Os deputados tinham analisado a matéria em junho, mas a proposta passou por alterações no Senado e precisou ser reavaliada na Casa. 

O novo texto modifica regras para a condenação de agentes públicos. Atualmente, a lei prevê condenação de servidores do Estado que lesarem os cofres públicos, mesmo sem intenção de cometer crime, como em casos de omissão ou outros atos considerados culposos.

Porém, o documento aprovado pelo Congresso estabelece que a condenação de agentes públicos só acontecerá com a comprovação de dolo, ou seja, a intenção de cometer atos irregulares. 

Após a aprovação do texto principal do projeto, a Câmara passou a analisar as emendas, que são sugestões de alteração à redação da matéria, que foram propostas pelo Senado. Das oito emendas apresentadas pelos senadores, o relator da proposta na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), se colocou contrário a duas delas, como a que buscava alterar normas sobre nepotismo.

O objetivo da emenda era dar fim à exigência de que seja comprovado dolo por parte do agente público para que a nomeação ou indicação política de um parente seja considerada ato de improbidade administrativa. O plenário seguiu o voto de Zarattini e manteve a obrigatoriedade de que seja aferido o dolo com finalidade ilícita por parte do agente em casos de nepotismo para que ele seja punido.

Outra emenda que recebeu orientação do relator para ser rejeitada foi a que estabelecia o prazo de um ano para que o Ministério Público competente manifeste interesse no prosseguimento das ações por improbidade administrativa em curso, ajuizadas pela Fazenda Pública, inclusive em grau de recurso.

Ao ler o relatório, Zarattini se mostrou favorável a essa sugestão, mas mudou de opinião durante a votação. Essa alteração por parte do deputado fez com que o acordo estabelecido anteriormente, para aprovação da emenda, perdesse o efeito. Com isso, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), que conduziu a sessão desta terça, decidiu suspender a votação do destaque. A análise do tema será retomada na quarta-feira (6). 

Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

Senado vota projeto que torna CPF único número de identificação

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Divulgação

Texto retorna à Câmara

O Senado aprovou nesta terça-feira (28), em votação simbólica, o projeto de lei que estabelece que o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) será o “número único e suficiente” para identificação do cidadão em todos os bancos de dados do poder público. O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), acatou duas emendas apresentadas ao texto e, com a mudança, o texto retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

Amim explicou que o projeto não invalida os demais documentos de identificação. “O objetivo da proposição é estabelecer um único número ao cidadão para que ele possa ter acesso aos seus prontuários no SUS [Sistema Único de Saúde]; aos sistemas de assistência e previdência social, tais como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada e registros no INSS; às informações fiscais e tributárias; ao exercício das obrigações políticas, como alistamento eleitoral e voto”, disse.

Pelo texto aprovado no Senado, o número de inscrição no CPF deverá constar nos cadastros e nos documentos de órgãos públicos, no registro civil de pessoas naturais ou nos conselhos profissionais, como certidões de nascimento, casamento ou óbito; no Documento Nacional de Identificação (DNI); no Número de Identificação do Trabalhador (NIT); no registro no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); no Cartão Nacional de Saúde; no título de eleitor; na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); na Carteira Nacional de Habilitação (CNH); no certificado militar; na carteira profissional; e em “outros certificados de registro e números de inscrição existentes em bases de dados públicas federais, estaduais, distritais e municipais”.

Os novos documentos emitidos ou reemitidos por órgãos públicos ou por conselhos profissionais terão como número de identificação o mesmo número de inscrição no CPF. O projeto determina que, para ter acesso a informações e serviços, para o exercício de direitos e obrigações ou para a obtenção de benefícios perante os órgãos e as entidades federais, estaduais, distritais e municipais ou serviços públicos delegados, o cidadão terá que apresentar apenas o CPF, ou outro documento que contenha o número de seu CPF, “dispensada a apresentação de qualquer outro documento”. O mesmo valerá para cadastros, formulários, sistemas e outros instrumentos exigidos dos usuários para a prestação de serviço público.

O relator retirou do texto, ao acatar emenda de senadores, a previsão de que estados, municípios e Distrito Federal poderiam exigir outros números do cidadão em casos excepcionais. 

* Com informações da Agência Senado