Lira mantém votação da PEC dos Precatórios nesta terça e prevê maior margem de apoio

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Lira: "Os Poderes se respeitam, sabem das suas atribuições - (Foto: Acervo Câmara dos Deputado)

Acervo Câmara dos Deputado Lira: “Os Poderes se respeitam, sabem das suas atribuições” O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL),…

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), manteve a votação da chamada PEC dos Precatórios (Proposta de Emenda à Constituição 23/21) para esta terça-feira, no Plenário. Ele voltou a afirmar que a margem de apoio à proposta deve aumentar na votação desta terça, quando espera obter um quórum maior. Na semana passada, o texto-base foi aprovado com 312 votos entre 456 presentes. São necessários 308 para a aprovação. A declaração foi dada em entrevista ao Broadcast, da Agência Estado.

Lira disse não acreditar que o Supremo Tribunal Federal (STF) venha a interferir na tramitação da proposta, conforme pedidos feitos em ações judiciais. “Não acredito em paralisação de votação por liminar que venha a obstacular a votação. O Supremo pode se pronunciar depois sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade de uma matéria. Mas interferir no trâmite de uma matéria eu nunca vi acontecer. Espero que não aconteça, porque os Poderes se respeitam, sabem das suas atribuições e competências”, defendeu.

Arthur Lira argumentou que a votação é uma matéria interna corporis do Poder Legislativo. “Com relação a medidas judiciais, lamento sempre quando você judicializa a política. Você não pode o tempo todo estar ganhando votações de 1 a 312”, disse, referindo-se a um ministro do STF contra 312 deputados. O presidente da Câmara lembrou que sempre teve um bom relacionamento com o Supremo. “Naquela crise institucional dos Poderes, em setembro, sempre atuamos como bombeiros”, afirmou.

O presidente da Câmara também defendeu a votação remota de deputados que estavam em missão oficial, lembrando que entre eles foram seis votos contra e dois a favor da PEC. “Estamos ainda com a mudança do sistema virtual para o presencial. Há uma reclamação normal, todo mundo se acostumou a ficar nos estados, a trabalhar em home office. Sempre há solicitações de que a Câmara possa flexibilizar isso ainda neste ano”, argumentou.

Athur Lira observou que o voto virtual em missões oficiais foi permitido por Ato da Mesa. “O Infoleg foi criado por Ato da Mesa e não precisa alterar o Regimento.
É uma decisão interna corporis, sem nenhum tipo de ingerência de outros Poderes sobre essa decisão.”

A Mesa Diretora deve reunir-se na tarde desta segunda-feira para decidir sobre a votação virtual de deputados com comorbidades e sob licença médica.

Arthur Lira critica ‘interferência indevida’ do STF no Congresso

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Presidente da Câmara criticou diretamente decisão da ministra do STF Rosa Weber

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a decisão da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o pagamento das emendas de relator do Orçamento de 2021. Em entrevista ao G1, o parlamentar classificou como “interferência indevida” do Judiciário no Congresso Nacional.

“Eu avalio a decisão da ministra Rosa Weber como uma interferência indevida em questões internas do Congresso Nacional”, declarou.

Lira informou que se encontrará com o presidente do Supremo, Luiz Fux, nesta segunda-feira (8), a fim de que se evite um “choque entre as duas instituições”.

“Vamos nos encontrar com o presidente [do STF, Luiz] Fux, para evitar um choque entre as duas instituições. Vamos buscar uma solução. Estou atuando como bombeiro nesta questão”,  completou.

O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego, também estará presente na reunião. De acordo com Lira, o Congresso não pode aceitar a decisão da ministra do STF, mas estaria disposto a discutir os critérios para a liberação dos recursos referentes às emendas.

No despacho em que deu prazo à Câmara, Weber sustentou que, “considerada a alta relevância do tema”, assinou o prazo de 24 horas “às autoridades impetradas, a fim de, querendo, prestem as informações que reputarem pertinentes, antes do exame do pedido de medida liminar”.

Bernard Tavares é eleito prefeito de Carapebus

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Bernard Tavares(Republicanos), foi eleito novo prefeito de Carapebus,na eleição suplementar realizada neste domingo(7). Ele recebeu 5.293 votos , que representam 53,14   dos votos válidos e vai governar a cidade até o dia 31 de dezembro de 2024. O seu vice é Marcelo Borginho. 


A eleição foi disputada por três candidatos: Dandinho( Avante)  Bernardo Tavares ( Republicanos) e Edward Araujo(PMB).
Veja o resultado:1-Bernard Tavares(Republicanos) 5.293 votos2-Dandinho(Avante)  4.620 votos 3-Edward Araújo (PMB) 47 votos 

A eleição suplementar em Carapebus foi necessária porque a candidata Christiane Miranda Cordeiro (PP), que foi eleita em 2020, teve o registro de candidatura indeferido pelo TRE. As contas dela relativas ao exercício de 2017 foram rejeitadas e ela ficou inelegível.Ela recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e tomou posse enquanto o TSE analisava o recurso. O julgamento ratificou a inelegibilidade e ela teve que deixar o cargo. 

Postado há 59 minutes ago por ELVIS DO AMARAL

Pacheco cogita atropelar Alcolumbre e pautar sabatina de Mendonça direto no Plenário

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Foto: Divulgação

Sabatina do ex-AGU no Senado está emperrada por Davi Alcolumbre

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta quinta-feira (4) que não descarta a possibilidade de levar a sabatina de André Mendonça direto a plenário, diante do embargo dos últimos meses. O ex-ministro da Justiça foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Acho que temos que trabalhar com a hipótese real e concreta de que as comissões vão realizar o seu trabalho, vão realizar as sabatinas, porque isso é a regularidade, é a normalidade”, disse o senador.

Antes, porém, Pacheco espera esgotar todas as alternativas, uma vez que, segundo ele, levar a sabatina ao plenário é uma medida drástica.

Na última quarta-feira (3), o parlamentar anunciou que será realizado um “esforço” concentrado para pautar e votar as indicações de autoridades feitas pelo governo federal ao longo de 2021.

“O senador Davi está ciente do esforço concentrado, assim como todos os demais senadores. Acredito que vão realizar sabatinas. Vamos poder apreciar os nomes nos plenários, e o esforço concentrado será o mais proveitoso possível. O Senado vai cumprir seu dever”, assegurou Pacheco, em um “recado” a Davi Alcolumbre (DEM-AP) por sua demora em pautar a sabatina.

Senado: presidente pode levar PEC dos Precatórios direto para plenário

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Foto; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Proposta ainda está em tramitação na Câmara

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-RO), não afasta a possibilidade de levar a Proposta de Emenda à Constituição dos Precatórios, a PEC 23/21, direto para o plenário da Casa, sem passar por comissão. Em entrevista coletiva na noite de hoje (4), Pacheco falou sobre o assunto. Outra possibilidade é a PEC passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Se aprovado [o texto] na Câmara, nós levarmos diretamente ao plenário é uma possibilidade que existe, mas não podemos desconsiderar a possibilidade de apreciar pela CCJ. E percebo no presidente Davi Alcolumbre essa disposição e esse senso de urgência em relação à PEC dos Precatórios”, disse Pacheco.

O presidente do Senado fez uma defesa em prol do debate sobre o assunto. Para ele, é importante o Congresso debater e chegar a uma conclusão sobre a questão dos precatórios, bem como viabilizar o Auxílio Brasil, que substituiria o Bolsa Família e transferiria uma renda mensal de R$ 400 aos mais carentes. Para ele, é importante chegar a uma solução sobre um auxílio financeiro aos mais pobres sem que isso fure o teto de gastos.

Precatórios são dívidas da União que resultam de sentenças judiciais as quais não cabe mais recurso. A proposta define o valor de despesas anuais com precatórios, corrige seus valores exclusivamente pela taxa Selic e muda a forma de calcular o teto de gastos. Na prática, abre espaço fiscal no Orçamento da União para o pagamento do novo benefício assistencial criado pelo governo, o Auxílio Brasil. Chamada de “PEC do Calote” por parlamentares contrários, a medida autoriza o pagamento parcelado dos precatórios.

Segundo Pacheco, os líderes partidários, mesmo os de oposição, concordam sobre a importância de discutir os problemas dos precatórios e do espaço no Orçamento para o Auxílio Brasil. “Até aqueles que discordam do método estabelecido pela PEC sabem da importância de nós garantirmos um programa social no Brasil. Pode ser que a PEC seja um instrumento, mas essa é uma avaliação que o plenário do Senado fará”.

A PEC foi aprovada na Câmara, em primeiro turno, na madrugada de hoje. O placar, no entanto, foi apertado. Eram necessários 308 votos para aprová-la e 312 deputados votaram nesse sentido. A votação em segundo turno está prevista para ocorrer na terça-feira (9), a partir das 9h.

Fernando Bezerra Coelho pede a votação da BR do Mar e da nova Lei do Câmbio

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O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) disse que essas matérias são “importantíssimas” para a agenda econômica do Governo Federal - Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento, nesta quarta-feira (3|), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) informou que, na próxima reunião de líderes do Senado

Em pronunciamento, nesta quarta-feira (3|), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) informou que, na próxima reunião de líderes do Senado, vai renovar o pedido de apoio para a votação, ainda no mês de novembro, de duas matérias que considera “importantíssimas” para a agenda econômica do Governo Federal.

Trata-se do projeto de lei (PL 4.199/2020) da BR do Mar, já relatado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS) , e a nova Lei do Câmbio PL 5387/2019), que tem o senador Carlos Viana (PSD-MG) como relator.

O parlamentar elogiou a capacidade do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de administrar os conflitos que são próprios de uma casa legislativa com interesses distintos. E, na condição de líder do governo, testemunhou o esforço de Pacheco para evitar a caducidade das Medidas Provisórias, fazendo com que fossem votadas em tempo hábil.

— É evidente que o Governo tem uma agenda própria, gostaria que essa agenda tivesse uma velocidade maior. Mas as resistências muitas vezes se encontram mesmo é pelo conteúdo das matérias que estão sendo debatidas e que estão sendo analisadas aqui no Senado Federal.

Fernando Bezerra também cumprimentou Pacheco pelo esforço concentrado no final de novembro e início de dezembro, que permitirá a análise dos nomes de diversos indicados para agências, embaixadas e tribunais superiores. Nesse sentido, reiterou o pedido da Liderança do Governo de que seja apreciado o nome de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF).

TRF autoriza retomada de apuração sobre atentado contra Bolsonaro

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Tribunal rejeitou recurso que impedia retomada do caso

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília, decidiu hoje (3) rejeitar um recurso que impedia a retomada das investigações sobre o atentado contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018. O caso envolve a suposta participação de pessoas que seriam os mandantes ou teriam atuado em parceria com Adélio Bispo, autor da facada. 

O colegiado rejeitou um recurso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que contestava medidas de busca e apreensão determinadas pela Justiça Federal em 2019 contra advogados particulares que se apresentaram para defender Adélio. 

Ao comentar o resultado o julgamento, o advogado Frederick Wassef, representante de Bolsonaro, disse que a morte do presidente foi encomendada e a Polícia Federal (PF) poderá prosseguir com as investigações. 

Segundo Wassef, a partir de agora, imagens de câmeras que mostrariam o encontro de pessoas que contrataram os advogados particulares e celulares apreendidos poderão ser analisados. 

“Todas as informações, todos os elementos colhidos até o momento pela Polícia Federal e outros mais que serão colhidos poderão ser usados na investigação. Isso acarretará no desdobramento de novas investigações e até abertura de novos inquéritos policiais para chegar à autoria, aos mandantes, quem encomendou a morte de Jair Bolsonaro, quem pagou, quem está por detrás disso”, afirmou. 

Em junho de 2019, Adélio Bispo foi absolvido pela facada. A decisão foi proferida após o processo criminal que o considerou inimputável por transtorno mental. 

Na decisão, o magistrado responsável pelo caso decidiu também que ele deveria ficar internado em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. No entanto, diante de sua periculosidade e da falta de vagas, Adélio permanece no presídio federal de Campo Grande, onde está preso desde o atentado. 

Brasil apresenta à OIT políticas públicas de equilíbrio trabalho-família

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O diretor-geral da organização, Guy Ryder elogiou as ações do governo brasileiro voltadas à temática das relações de trabalho

Em reunião com o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, representantes do governo brasileiro apresentaram à entidade projetos de implementação de ações que promovem o equilíbrio das relações laborais com um ambiente doméstico saudável. Estiveram presentes no encontro a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, e a secretária nacional da Família, Angela Gandra.

Damares Alves relatou que irá implementar programas e projetos que visam à promoção e educação em direitos humanos em áreas mais propensas ao trabalho escravo, como canteiros de obras e propriedades rurais.

“Em breve iremos implementar ações de conscientização também em outras áreas, como a prevenção à violência doméstica e os cuidados com a pessoa idosa que vive no campo. Especialmente aqueles que acabam saindo da área onde trabalhavam após aposentarem e que ficam sem essa referência afetiva. Precisamos cuidar de quem contribuiu tanto para o nosso país”, explicou.

Ryder elogiou as ações do governo brasileiro, especialmente a “paixão e envolvimento na melhoria das relações de trabalho”. Para ele, o Brasil está levando a temática do combate ao trabalho escravo de forma criativa, sobretudo pensando no tamanho do país e sua importância como grande produtor agrícola.

“Tenho que elogiar, principalmente, a iniciativa de incluir os ministério da Educação, da Agricultura e outros no combate ao trabalho escravo. Também as ações de promoção em direitos humanos, bastante alinhadas à Convenção OIT 190, que trata da eliminação da violência e assédio em ambiente laboral”, concluiu.

A secretária nacional da Família, Angela Gandra, afirmou que pretende acelerar o processo de participação de empresas aos programas de valorização em direitos humanos, todos realizados por adesão. “A pandemia é terrível, mas por outro lado demonstrou que é possível trabalhar de casa e, ao mesmo tempo, ser produtivo, o que permite uma maior atenção à criação e convivência com os filhos”, disse.

A ministra também esclareceu que o governo não pretende denunciar a Convenção 169, da OIT, e destacou que o diálogo com os povos tradicionais tem sido mais profícuo desde que o governo decidiu não contar com a intermediação de organizações não-governamentais nesse trabalho, falando diretamente com indígenas e quilombolas eventualmente atingidos por qualquer empreendimento.

Revista denuncia “rachadinha” de R$ 2 milhões de Alcolumbre

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Seis ex-funcionárias revelaram esquema dentro da gabinete do senador

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi alvo de uma denúncia de seis ex-funcionárias que acusaram o parlamentar de praticar a chamada “rachadinha” em seu gabinete. Em reportagem da revista Veja, divulgada nesta sexta-feira (29), seis mulheres afirmam que foram empregadas no gabinete do senador durante muito tempo, mas nunca receberam o devido salário.

A Veja aponta que Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana, mulheres pobres da periferia do Distrito Federal, foram contratadas por pessoas de confiança de Alcolumbre. Elas eram orientadas a abrir uma conta no banco e, em seguida, entregar o cartão e a senha a um intermediário. Os salários, em folha, variavam de R$ 4 a R$ 14 mil, mas elas recebiam apenas uma fração do montante.

“O senador me disse assim: ‘Eu te ajudo e você me ajuda’. Estava desempregada. Meu salário era mais de R$ 14 mil, mas topei receber apenas R$ 1.350. A única orientação era para que eu não dissesse para ninguém que tinha sido contratada no Senado”, denunciou a diarista Marina Ramos Brito dos Santos, de 33 anos.

Segundo a reportagem, o esquema de Alcolumbre perdurou entre janeiro de 2016 e março deste ano. Calcula-se que a fraude tenha gerado um rombo de pelo menos R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Uma outra ex-funcionária revelou ainda que, além do salário, o gabinete do senador se apropriava das verbas rescisórias e até de benefícios previstos em lei, como a gratificação de Natal.

“Meu salário era acima dos R$ 14 mil reais, mas eu só recebia R$ 900. Eles ficavam até com a gratificação natalina. Na época, eu precisava muito desse dinheiro. Hoje tenho vergonha disso”, disse a estudante Erica Almeida Castro, de 31 anos.

ALCOLUMBRE NEGA
Procurado pela reportagem, o senador Davi Alcolumbre negou as acusações e disse que está concentrado nos trabalhos legislativos. Ainda segundo ele, as atividades de cunho administrativo eram de responsabilidade de seu então chefe de gabinete, Paulo Boudens.

Alcolumbre também afirmou que não se recorda das mulheres citadas na reportagem e que ninguém de seu gabinete estava autorizado a reter os salários delas.

Boudens foi exonerado em 2020 e não se manifestou sobre as denúncias.

Por unanimidade, TSE frustra PT e nega cassação da chapa de Bolsonaro

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Presidente da República, Jair Bolsonaro transmite o cargo da Presidência da República, ao Vice-Presidente, Hamilton Mourão. Foto: Alan Santos/PR

Ministros rejeitaram acusações sobre supostos disparos de mensagens em massa realizados nas eleições de 2018

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira (28), por unanimidade, arquivar as ações que pediam a cassação da chapa vencedora nas eleições presidenciais de 2018, formada pelo presidente Jair Bolsonaro e por seu vice, o general Hamilton Mourão.

A acusação era baseada em matérias publicadas pelo jornal Folha de São Paulo durante o pleito de 2018. A análise dos casos foi iniciada na última terça-feira (26), quando foi suspensa, com o placar em 3 a 0 contra a cassação. Nesta quinta, votaram o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, o vice, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes e Carlos Horbach.

Os pedidos haviam sido apresentados pela Coligação O Povo Feliz de Novo, do PT, e sugeriam que a chapa do atual presidente teria cometido suposto abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação ao terem realizado disparos em massa de mensagens.

Em seu voto, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral e relator das ações, ministro Luis Felipe Salomão, votou contra a cassação da chapa. O ministro avaliou que houve uso indevido do WhatsApp para atacar adversários, mas não enxergou provas de que os disparos foram capazes de desequilibrar o pleito.

Na decisão, o corregedor pediu ainda que a Corte Eleitoral fixe uma tese estabelecendo que o uso de aplicativos de mensagens instantâneas, “para realizar disparos em massa, promovendo desinformação, diretamente por candidato ou em seu benefício e em prejuízo de adversários políticos, pode configurar abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social”.