Lula desmente Marina Silva e diz que erradicou a fome no Brasil

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Declaração ocorreu em Montevidéu, ao lado do presidente do Uruguai

Nesta quarta-feira (25), o presidente Lula (PT) desmentiu [sem querer] a fala descabida da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, durante declaração à imprensa, após encontro com o presidente uruguaio, Luis Alberto Lacalle Pou, em Montevidéu.

Lula afirmou que erradicou a fome no Brasil ao término de seu segundo mandato, em 2011, mas disse que, atualmente, 33 milhões de pessoas passam fome no país.

No entanto, esse número foi superdimensionado por Marina Silva em sua fala no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no dia 17. Na ocasião, a ministra de Lula disse que atualmente 120 milhões de pessoas passam fome no Brasil, número que corresponde a mais da metade da população do país.

– O Brasil não tinha mais fome quando deixei a Presidência e hoje tem 33 milhões de pessoas passando fome. Significa que quase tudo que fizemos de beneficio social no país, em 13 anos de governo, foi destruído em seis anos. Ou melhor, em sete anos – disse Lula.

Recentemente, a Organização das Nações Unidas (ONU) também divulgou um documento que desmente a fala de Lula e ainda mais da ex-senadora.

O Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional 2022 relata que o Brasil possui 4,1% da população subalimentada, o que equivale a quase 9 milhões de pessoas. O relatório tem periodicidade anual e foi divulgado no dia 18.

Dados apontam para a Venezuela como o país que tem mais pessoas, de fato, passando fome na América do Sul. Aproximadamente 20% da população está inserida nessa situação crítica, o que representa 6,5 milhões de pessoas.

ASSISTA AO VÍDEO:

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Polícia Legislativa pede reforço policial para posse de senadores

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Interventor diz que foram detectados riscos para a segurança do evento

A Polícia Legislativa pediu reforço de policiamento para a cerimônia de posse dos senadores eleitos nas eleições de 2022 e para a sessão de abertura dos trabalhos, que serão realizadas nos dias 1 e 2 de fevereiro, respectivamente.

Em ofício sigiloso enviado no dia 18 de janeiro ao interventor nomeado pelo governo federal, Ricardo Cappelli, o diretor da secretaria da Polícia do Senado, Alessandro Morales Martins, afirma que foram detectados riscos para a segurança dos eventos.

“Cumpre ainda adiantar que diante da conjuntura nacional, esta Secretaria de Polícia identificou como cenários de riscos a invasão em áreas não autorizadas, a tomada de refém, a presença de atirador ativo, ameaça de explosivo e ainda, a sabotagem em infraestruturas críticas”, informou o diretor.

De acordo com Martins, os riscos estão relacionados com os atos golpistas de 8 de janeiro. “Ambas as cerimônias contam com projeção política, característica cuja sensibilidade foi incrementada em razão dos últimos acontecimentos ligados à invasão dos Três Poderes em 8 de janeiro último. Ressalte-se que eventos dessa magnitude contam com a previsão de participação de diversas autoridades, e no caso da cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos, há ainda a expectativa de comparecimento dos chefes dos Três Poderes da República”, diz o documento.

Ontem (24), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, prorrogou a atuação da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios até 4 de fevereiro. A medida foi tomada para garantir a segurança dos eventos no Congresso e também no Supremo Tribunal Federal (STF), que fará a primeira sessão presencial após a depredação do plenário no dia 1 de fevereiro.

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Deputado quer lei para impedir uso do BNDES para outros países

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Ideia é alterar a Lei das Estatais para que o dinheiro brasileiro não seja usado em obras estruturais no exterior

O deputado federal Vicentinho Júnior (PP-TO) irá apresentar um projeto de lei que tem como objetivo impedir que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) seja utilizado pelo Governo Lula para financiar obras em outros países.

Segundo o parlamentar tocantinense, o projeto visa alterar a Lei das Estatais e assim vetar que o banco seja utilizado para empréstimos externos para obras estruturantes até que as obras estruturantes no Brasil estejam em dia.

– Não faz sentido investirmos fora, sem antes cuidarmos daqui! – revelou o parlamentar reeleito.

Vicentinho Júnior lista algumas obras estruturantes que precisam ser feitas a começar pelo seu próprio estado onde é preciso investir nas obras da BR-235, BR-010, BR-242, Ponte Xambioá e outras.

– Vejo o governo federal, via BNDES, querer financiar gasoduto na Argentina. Nada contra nossos vizinhos, mas a favor de continuarmos a construir e edificar nosso país. Dinheiro é como cobertor curto, “ou cobre a cabeça, ou cobre os pés”. Lembro ainda que, em outros tempos, foram esses empréstimos externos os objetos de grandes escândalos no Brasil – declarou o parlamentar no Twitter.

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Moro diz que governo segue sem rumo e critica moeda comum

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“Propor moeda comum com a Argentina é cortina de fumaça”, critica o ex-juiz

O senador eleito Sergio Moro (União Brasil-PR) desaprovou a ideia de criação da moeda sul-americana comum. Os entusiastas do projeto são os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Alberto Fernández, da Argentina.

Moro utilizou suas redes sociais, nesta segunda-feira (23), para alertar para o que chamou de “cortina de fumaça”, pois de acordo com ele o “PT não tem qualquer projeto substancial para a economia brasileira”.

– Propor moeda comum com a Argentina é cortina de fumaça para a inexistência, até o momento, de qualquer projeto substancial para a economia brasileira e ilustra que o Governo do PT segue sem rumo – disparou o ex-juiz.

https://twitter.com/SF_Moro/status/1617476340588105729?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1617476340588105729%7Ctwgr%5Edef68cc7e09a46ff777578f844fd58b72e6b5179%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fpleno.news%2Fbrasil%2Fpolitica-nacional%2Fmoro-diz-que-governo-segue-sem-rumo-e-critica-moeda-comum.html

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Deputados eleitos em outubro tomam posse no dia 1º e elegem a nova Mesa Diretora da Câmara

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Foto: Ilustração Thiago Fagundes/Agência Câmara

Ilustração Thiago Fagundes/Agência Câmara Os 513 deputados federais eleitos em outubro do ano passado tomarão posse no próximo dia 1º em sessão m…

Os 513 deputados federais eleitos em outubro do ano passado tomarão posse no próximo dia 1º em sessão marcada para as 10h, no Plenário Ulysses Guimarães. No mesmo dia, às 18h, começa a sessão destinada à eleição do novo presidente e da Mesa Diretora para o biênio 2023/2024.

Entre e posse e a eleição da Mesa será aberto o prazo para a formação de blocos partidários e o lançamento de candidaturas. Quanto maior o bloco partidário, maior o número de cargos na Mesa. Os cargos são distribuídos entre os partidos integrantes de cada bloco. Se preferirem, os partidos podem atuar sozinhos, sem integrar nenhum bloco.

A Mesa é responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Casa. Entre suas atribuições, também está a promulgação de emendas à Constituição, juntamente com o Senado.

A Mesa Diretora compõe-se da Presidência (presidente e dois vice-presidentes) e da Secretaria — formada por quatro secretários e quatro suplentes.

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https://www.camara.leg.br/internet/agencia/infograficos-html5/conheca_a_mesa_diretora_da_camara/index.html

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Pautas anticorrupção colocam Moro em rota de colisão com Lula a partir de 2023

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Moro: existe uma insatisfação com a prestação da Justiça no país, e o Senado é um dos campos para que isso seja enfrentado - Reprodução/Tv Senado

Identificado com as pautas anticorrupção e da segurança pública, o ex-juiz Sérgio Moro (União-PR) garante que não será senador “de uma nota só”. El…

Identificado com as pautas anticorrupção e da segurança pública, o ex-juiz Sérgio Moro (União-PR) garante que não será senador “de uma nota só”. Eleito pelos paranaenses com quase dois milhões de votos, o ex-ministro da Justiça (2019-2020) na gestão Jair Bolsonaro declara abertamente sua oposição ao atual governo.

— O combate à corrupção e a integridade na política, duas questões indissociáveis e, igualmente, a segurança pública. Mas vou estar envolvido em todos os assuntos que sejam relevantes para o país: economia, política social, saúde, educação. Ou seja, podem esperar um senador muito presente nas atividades políticas dessa Casa.

Moro teve grande projeção de imagem nos últimos anos, sobretudo por causa da Operação Lava Jato, força-tarefa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que entre 2014 e 2021 investigou lavagem de dinheiro e crimes de corrupção na Petrobras, em outras estatais e em grandes empreiteiras. Cerca de 100 pessoas foram condenadas a partir dessas investigações, entre elas, em 2017, o então ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Ele permaneceu preso por 580 dias em Curitiba entre 2018 e 2019, mas teve as ações penais nas quais era acusado anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021. O Supremo entendeu que os processos relativos aos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula (sede e doações) não tinham correlação com os desvios de recursos da Petrobras e com a Operação Lava Jato. Não eram, portanto, da competência da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Quando eleito senador, Moro postou nas redes sociais: “A Lava Jato vive”. Para ele, sua eleição, de certa maneira, representa a confiança que as pessoas têm na pauta do combate à corrupção.

— Agora vamos poder defendê-la diretamente no Congresso Nacional. Antes, como juiz, eu não interferia na atividade política, tinha uma série de limitações do que eu podia falar, do que eu podia fazer. Depois, como ministro da Justiça, embora a gente tivesse uma relação de dinâmica com o Senado, com o Congresso, não é exatamente a mesma coisa — explica em entrevista à TV Senado.

Como parte da estratégia em prol de mudanças estruturais, o futuro senador pelo Paraná destaca, por exemplo, a eleição do ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Podemos-PR) — coordenador da força-tarefa da Lava Jato — para a Câmara dos Deputados. Também iniciará um mandato na Câmara a mulher do ex-juiz, Rosangela Moro (União-SP).

— Então a ideia é a gente pegar os parlamentares envolvidos nessas causas de combate à corrupção e reunir, aglutinar essas pessoas, para a gente poder construir uma posição coletiva forte. Tem aquela velha frase: o preço da liberdade é a eterna vigilância. Eu diria que o preço da integridade também é a eterna vigilância. O Congresso tem o papel essencial na fiscalização do Executivo — lembra.

O ex-juiz reconhece que há muitas lendas em relação à Lava Jato, mas assinala o papel transformador que a força-tarefa teve. O Brasil, ressalta, tem uma tradição de impunidade para a grande corrupção e outros crimes praticados por pessoas poderosas:

— A Lava Jato, juntamente com o [processo do] Mensalão, rompeu essa tradição de impunidade para casos de grande corrupção. Eu tenho absoluta certeza que quem foi preso, condenado na Lava Jato, foi porque ou pagou suborno ou recebeu suborno. Em qualquer país do mundo, é um passo civilizatório importante você responder com consequências a um crime de corrupção.

Na avaliação do próprio Moro, o trabalho que ele desenvolveu no Ministério da Justiça foi do mesmo modo importante, principalmente no combate ao crime organizado e na redução da criminalidade violenta.

Fiscalização 

Moro afirma que será um senador independente. Agora com quatro anos na política, o ex-juiz adianta que pretende adotar uma postura de humildade, necessária, em sua opinião, por ser ele “um marinheiro de primeira viagem”. Chega, porém, muito disposto a trabalhar e a ocupar o espaço do debate de forma combativa, embora respeitosa e construtiva. O essencial numa casa parlamentar é o respeito o ponto de vista alheio, entende o representante pelo Paraná. Na definição de Moro, “quem diverge não é seu inimigo, apenas não compartilha da mesma ideia”.

Apesar de estar na oposição, o futuro senador assegura que, como todo brasileiro, deseja o sucesso do Brasil: “gostaríamos de ter um governo eficiente e que tome as decisões certas”.

— O papel do Parlamento é ser fiscalizador, [fazer] esse contraponto. Vamos receber as propostas, vamos analisar. Claro que se vierem propostas positivas para o país, você endossa aquilo que entende favorável. Agora, pelo perfil ideológico pelo PT, eu certamente estarei na oposição e contrário a boa parte dos projetos. Mas não vamos apitar o pênalti antes da falta, vamos esperar vir as propostas para ver o que acontece.

Economia

Ao se declarar um liberal na questão econômica, Moro afirma que, no âmbito que for possível, o Congresso pode tentar adotar um protagonismo, se as reformas não vierem do Poder Executivo. Ele destaca como essencial a reforma tributária, que tramita entre as duas Casas por cerca de duas décadas:

— É uma reforma importante para melhorar a produtividade da nossa economia. Claro que a gente pode ter divergências relevantes em cima de detalhes, como por exemplo a distribuição desses recursos, mas uma reforma simplificadora é importante para dinamizar a nossa economia.

Abrir a economia é fundamental, segundo Moro:

— O Brasil é um país relativamente fechado em termos de sua interação comercial com o exterior. Se não inserirmos nossas empresas nas cadeias produtivas globais, nós perdemos competitividade. Também temos de buscar abrir mercado para o país lá fora. Acredito na dinâmica de uma sociedade aberta, plural, democrática.

O ex-ministro defende ainda a reponsabilidade fiscal. Com o descontrole, observa, há aumento da inflação e o concomitante aumento de juros. O Brasil, país emergente, com gigantesco potencial, tem limitações orçamentarias muito significativas, justamente por conta de alto endividamento.

— A gente não pode fazer grandes liberalidades, generosidades com o orçamento público. Até porque, quem paga por isso é o contribuinte. Já ficou claro aqui no Brasil que não há aceitação a qualquer proposta de aumento de tributo. Temos que ganhar produtividade na nossa economia, sim, criando aquele ambiente favorável para os negócios, sem capitalismo de compadrio, fomentando a livre competição, privatizando. Claro que o governo que entrou tem uma pauta diferente, mas o Congresso é um Poder independente.

Prisão em segunda instância

Para o senador eleito, a prisão em segunda instância é uma questão de justiça, acima de tudo, seja no caso dos crimes de corrupção, seja no caso de outros crimes:

— Quando eu era ministro, a gente conseguiu aprovar uma mudança na lei para ter execução em primeira instancia para crimes de assassinato, homicídio e feminicídio, julgados pelo tribunal do júri. Foi um avanço importante. Infelizmente não conseguimos a aprovação da prisão em segunda instância [para crimes na esfera da Administração Pública]. Mas se a gente quer ter um processo efetivo, seja cível, seja criminal, temos de ter um processo que não seja interminável. Esse é um tema essencial para a diminuição da impunidade no Brasil.

O fim do foro privilegiado é outra questão que transcende a questão partidária, em uma agenda necessária para modernizar o Brasil, de acordo com Moro:

— Não é porque agora fui eleito senador, que eu vou passar a defender [o foro privilegiado]. Ao contrário, defendo a supressão total. Claro que tem argumentos que podem ser colocados a favor do foro privilegiado — evitar que as autoridades fiquem sujeitas a ações judiciais frívolas — e elas existem —, mas os danos causados pelo foro privilegiado são muito maiores que esses benefícios.

O terceiro ponto a ser discutido é autonomia das agências responsáveis pela investigação e combate ao crime, conforme o parlamentar. Ele defende, por exemplo, um mandato fixo de quatro anos para o diretor da Polícia Federal, com a possibilidade de demissão apenas por má conduta ou manifesta insuficiência de desempenho:

— Colocar esses temas na pauta do dia significa mobilizar a sociedade civil, despertando a atenção dela via imprensa, debate, discurso.

Judicialização da política

Para Moro, o Senado vai ter oportunidades de tratar a questão da judicialização da política quando da definição das próximas duas vagas que abrem no Supremo Tribunal Federal em 2023. A indicação dos nomes para ministros do STF  é do presidente da República, mas a sabatina e a aprovação cabe aos senadores.

— Historicamente, o Senado não tem feito um crivo rigoroso. Isso é exemplificado pelo fato de que, em 131 anos, desde a primeira constituição republicana, apenas um nome foi rejeitado, e ainda na época do Floriano Peixoto, que vivia às turras com o Supremo, e indicou Barata Ribeiro, um médico. Para ministro do Supremo tem que ser um jurista — opina.

Desde então, nenhum nome foi rejeitado, o que revela, nas palavras do ex-juiz, “passividade do Senado na aferição desse mérito”. O senador eleito defende a discussão da reforma do Judiciário, em diálogo com o STF, com o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e com as instancias ordinárias:

— Porque existe, sim, uma insatisfação em relação à prestação da Justiça no país, e o campo para que isso seja enfrentado, um dos campos, é o do Senado, é o do Congresso.

Liberdade de expressão

Cabe ao Congresso discutir ainda sobre limites à liberdade de expressão, na opinião de Moro:

— É uma liberdade fundamental, não só para a expressão da dignidade da pessoa humana, mas igualmente para o próprio funcionamento da democracia. A gente precisa ter a liberdade de adotar um discurso veemente no âmbito político, inclusive muitas vezes, com críticas às autoridades. (…) Qualquer remédio nessa área tem que ser muito bem estudado para que a gente não vá nem para a censura, nem para o lado da permissividade.

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Tornar Bolsonaro inelegível e prendê-lo poderia afundar o Brasil no caos social, avalia PL

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PL acredita que vão usar minuta encontrada na casa de Anderson Torres contra o ex-presidente

Membros do Partido Liberal (PL) entendem que o documento apreendido pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, terá a finalidade de abrir uma investigação contra Jair Bolsonaro (PL) a fim de torná-lo inelegível. A informação é da coluna de Bela Megale, de O Globo.

A legenda já antevia essa possibilidade em razão do desenrolar da escalada jurídica que ocorre na Justiça Eleitoral, mas reconhece que agora esse processo deve ser abreviado.

A Polícia Federal (PF) encontrou na casa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, uma minuta de um decreto para instaurar estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Minuta é uma forma de esboço de decreto que só ganha validade se assinado pelo presidente da República e publicado do Diário Oficial da União (DOU). Essa medida carece de aprovação do Congresso Nacional.

Correligionários de Bolsonaro compreendem que o cenário político desenhado no momento vai conduzindo o ex-presidente para a inelegibilidade, além de ter aumentado o risco dele ser preso. Mas o partido analisa que tanto o governo Lula, quanto o Judiciário farão um balanço sobre os efeitos dessa decisão que pode instalar o caos na sociedade, bem como torná-lo um mártir político.

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Nikolas vai ao STF contra Flávio Dino por “omissão intencional”

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Deputado eleito pede que seja decretada a prisão do ministro caso a denúncia seja comprovada

O deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou, nesta quarta-feira (11), que encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma notícia-crime contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, em razão dos atos ocorridos, no último domingo (8), em Brasília.

No pedido, Nikolas solicita a apuração de uma possível “omissão intencional” do ministro em relação ao ocorrido na capital federal no último final de semana. O deputado eleito pede, inclusive, que seja decretada a prisão preventiva de Flávio Dino caso a denúncia seja comprovada.

– Sendo verdadeiro, os fatos são muito graves, uma vez que a lei brasileira prevê, nesses casos, que a pessoa seja punida pelos atos que não impediu. Ou seja, nesse tipo de omissão, ele tinha o dever, por lei, de impedir qualquer resultado criminoso – escreveu.

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Na última segunda-feira (9), o senador Marcos do Val (Podemos-ES) já havia alertado que o ministro da Justiça teria sido informado antecipadamente sobre os atos. De acordo com o parlamentar, o aviso teria sido emitido um dia antes das invasões aos prédios públicos efetivamente acontecerem.

– Ministro da Justiça foi informado dos ataques, um dia antes. No momento que iniciou, ele foi até a janela do ministério, olhou e não tomou nenhuma providência. Já comecei [a] encontrar provas [de] que o presidente Lula também teve conhecimento do que iria acontecer e não fez nada – escreveu o senador no Twitter.

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Intervenção federal na segurança pública do DF vai a promulgação

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Ao encampar a defesa da democracia diante do grave comprometimento da ordem pública e da tentativa de golpear o livre exercício dos três Poderes, e…

Ao encampar a defesa da democracia diante do grave comprometimento da ordem pública e da tentativa de golpear o livre exercício dos três Poderes, em um atentado ao Estado de direito, o Senado disse sim, em sessão extraordinária nesta terça-feira (10), ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1/2023. A matéria é resultado da intervenção federal (Decreto 11.377, de 2023) na área de segurança pública do Distrito Federal, assinada domingo (8) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Aprovado em votação simbólica, o projeto vai a promulgação. 

A intervenção federal foi decretada após a invasão e depredação dos edifícios-sede do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal por vândalos. Somente no Senado, a estimativa é de prejuízos na ordem de R$ 4 milhões.

O presidente do Senado e do Congresso, Rodrigo Pacheco, abriu a sessão semipresencial enfatizando em discurso a consternação dos brasileiros diante dos atos de vandalismo de uma minoria “raivosa” inconformada com o resultado eleitoral.

— Brasília foi atacada. Prédios públicos, símbolos nacionais, obras que representam a história de nossa pátria foram depredados. Alguns poucos quiseram destruir e humilhar as sedes dos Poderes da República brasileira. Essa minoria antidemocrática não representa o povo brasileiro nem a vontade do povo brasileiro. Essa minoria golpista não vai impor sua vontade por meio da barbárie, da força e de atos criminosos. Essa minoria extremista será identificada, investigada e responsabilizada, assim como seus financiadores, organizadores e agentes públicos dolosamente omissos — salientou Pacheco.

A intervenção federal está prevista no artigo 34 da Constituição, e o decreto que a estabelece deve ser submetido à apreciação do Parlamento. Durante sua vigência a Constituição não pode ser emendada. Os congressistas, que estavam em recesso legislativo, foram convocados extraordinariamente ainda domingo pelo presidente do Congresso. A Câmara dos Deputados aprovou o decreto na noite dessa segunda-feira (9).

Extrema e excepcional

Favorável à aprovação do PDL, o relator, senador Davi Alcolumbre (União-AP), disse que a intervenção federal é indiscutivelmente medida extrema e excepcional e dessa forma “deve ocorrer tão somente quando existem situações de tal monta que o aparato institucional existente não tem condições de responder”.

Os fatos atingiram um patamar que exige que o Estado brasileiro lance mão de todos os instrumentos institucionais colocados à sua disposição pelo ordenamento jurídico, segundo o relator.

— A presente matéria é uma medida excepcional, dura, mas necessária, face aos atos gravíssimos de vandalismo ocorridos no domingo aqui no Distrito Federal, que, infelizmente, todos presenciaram, permeados pela completa desordem, sim, desordem pública e insegurança para toda a população. Busca-se recuperar a ordem pública do Distrito Federal, tendo em vista que as forças de segurança pública do Distrito Federal foram ineficazes no trabalho de impedir, coibir e reprimir os ataques conduzidos e orquestrados, diga-se de passagem, com antecedência e previsibilidade.

Para Davi, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), é preciso tornar efetivas as garantias constitucionais à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, asseguradas no artigo 5º da Constituição.

— Só é possível cumprir a lei e buscar a justiça se for por meio da Constituição. É o que sempre defendemos: o império da lei a todos sempre, sem privilégios, sem melindres. Como disse Lula, eles querem golpe, mas golpe não vai ter — afirmou.

Desde o fim do Estado Novo, em 1946, houve apenas quatro intervenções federais, sendo duas em períodos democráticos. A última ocorreu em 2018 no estado do Rio de Janeiro, assinada pelo então presidente Michel Temer. À época, a ingerência, também na área de segurança pública, se estendeu de fevereiro daquele ano até 1º de janeiro de 2019, devido ao aumento diário de casos de violência em decorrência de calamitosa situação financeira no estado.

Na tarde do domingo, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, determinou a exoneração do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, em razão das falhas na operação de controle do movimento golpista. Horas depois, na madrugada dessa segunda-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afastou Ibaneis do cargo pelo período de 90 dias.

Manifestações

Diversos senadores externaram suas manifestações diante dos fatos ocorridos. Omar Aziz (PSD-AM) propôs a instituição de uma comissão externa de senadores destinada a acompanhar as investigações sobre os atos de vandalismo. 

— O dia 8 de janeiro de 2023 é uma data para não ser esquecida, para ser lembrada daqui a 100 anos. (…) Então, é o momento de a gente mostrar que a democracia está em pé. E não são vândalos, terroristas que vão derrubar a democracia. Nós não temos o que temer. Nós temos é que manter a cabeça em pé e trabalhar pelo Brasil. O Brasil precisa do nosso trabalho, do trabalho do presidente Lula, que se elegeu.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou a vinculação do nome de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, aos fatos ocorridos domingo em Brasília. Ele cobrou a individualização das responsabilidades e disse que também pretende participar da comissão que vai acompanhar as investigações.

— Não queiram criar essa narrativa mentirosa, veiculando Bolsonaro a esses atos irresponsáveis — expôs Flávio Bolsonaro, que votou contrário ao PDL. Também manifestaram posição contrária à federalização os senadores Styvenson Valentim (Podemos-RN), Plínio Valério (PSDB-AM), Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (Podemos-CE), Carlos Viana (PL-MG), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Zequinha Marinho (PL-PA), Lasier Martins (Podemos-RS) e Marcos do Val (Podemos-ES).

Portinho disse que não há um parlamentar que não tenha condenado o ocorrido em Brasília, mas questionou a necessidade de uma intervenção federal no DF.

— Estava desguarnecida a Praça dos Três Poderes. De quem é a culpa? Soubemos todos que a Abin [Agência Brasileira de Inteligência] avisou a todos os órgãos do governo federal.  (…) Poderíamos apontar o dedo para vários, mas isso não vai nos levar a lugar nenhum. Se houve inação, ela foi generalizada — expôs Portinho, ex-líder do governo Bolsonaro no Senado.

Humberto Costa (PT-PE) enfatizou a necessidade de instalação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), conforme proposta apresentada pela senadora Soraya Thronicke (União-MS).

— Que nós possamos instalar o mais rapidamente possível, logo no início dos trabalhos legislativos em fevereiro, uma CPI para fazer uma ampla investigação sobre o que aconteceu: quem realizou, quem financiou, quem deu o suporte político. Isso é o mínimo que o Congresso Nacional pode dar em respeito ao papel que cumpre, em respeito à sua própria função — afirmou Humberto.

Ao salientar que “a democracia venceu a barbárie”, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) compartilhou a emoção diante dos estragos causados aos edifícios-sede e aos bens públicos. 

— Todos nós, na verdade, sabemos que a nossa democracia é ainda muito jovem. O que nós podemos tirar do dia de domingo é que aqueles que lutaram para conquistá-la, aqueles que lutaram para mantê-la venceram porque, muito embora nós tivéssemos aí os prédios dos três Poderes destruídos, nós temos os três Poderes, do ponto de vista da sua instituição, mantidos e fortes.

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Bia Kicis se manifesta sobre protestos no Distrito Federal

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Deputada usou redes sociais para falar sobre episódio

Nesta segunda-feira (9), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) usou as redes sociais para se manifestar a respeito dos protestos que ocorreram em Brasília, no domingo (8).

A parlamentar disse defender a democracia e a liberdade. Ela repudiou atos de violência e depredação do patrimônio público.

– Como defensora da democracia e da liberdade, repudio: 1. Os atos de violência e depredação do patrimônio público ocorridos ontem; 2. As violações dos direitos e garantias fundamentais em curso há anos; 3. Os atos de revanchismo e perseguição política que já se desenham no atual governo – escreveu Bia Kicis, no Twitter.

Por Portal Novo Norte