Após revelar suposto plano para gravar Alexandre de Moraes, senador diz que vai deixar o mandato e “fugir” para os Estados Unidos

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Marcos do Val mencionou problemas de saúde recentes e ataques ofensivos como outros motivos para sua saída da política.

Após atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Marcos do Val (Podemos) anunciou em uma rede social nesta quinta-feira que pedirá o afastamento do seu mandato. Ele foi eleito em 2018 e tem um mandato até 2026. Ele afirmou em uma conversa com a GloboNews que um dos motivos para sua decisão foi uma conversa presenciada pelo então presidente Jair Bolsonaro em que o então deputado Daniel Silveira teria proposto uma ação contra o ministro. Do Val afirma que a proposta incluía a gravação sem autorização de uma conversa comprometedora com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

Do Val mencionou problemas de saúde recentes e ataques ofensivos como outros motivos para sua saída da política. Ele disse que planeja entrar com um pedido de afastamento do Senado e retornar para sua carreira nos EUA. Sua suplente no Senado é Rosana Foerst.

Na quarta-feira, após a reeleição de Rodrigo Pacheco como líder do Senado, Do Val discutiu com representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) em uma live no Instagram. O MBL, um grupo político de direita, acusou Do Val de ter votado em Pacheco contra o senador Rogério Marinho, o “candidato do bolsonarismo”. Do Val abriu uma live para refutar essas acusações e incluiu dois membros do MBL na transmissão, resultando em um bate-boca.

Por Portal Novo Norte

Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado Federal

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Ele obteve 49 votos, contra 32 de Rogério Marinho (PL-RN)

Em votação secreta, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado Federal, cargo que ocupará por mais dois anos. Ele obteve 49 votos, contra 32 de Rogério Marinho (PL-RN). Pacheco iniciou seu mandato no Senado em 2019 e foi eleito presidente da Casa pela primeira vez em 2021. Para ser eleito presidente do Senado, o candidato precisaria ter pelo menos 41 votos, ou seja, maioria absoluta do Plenário da Casa.

Os senadores votaram em tradicionais cédulas de papel, depositadas em urnas e apuradas por um grupo de senadores. As cédulas serão destruídas em seguida, como manda o Regimento Interno do Senado.

Fonte: Agência Senado

CPIs não instaladas voltam à estaca zero

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Com o início da nova legislatura e a mudança na composição do Senado, os pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito ainda não insta…

Com o início da nova legislatura e a mudança na composição do Senado, os pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito ainda não instaladas voltam à estaca zero. Os requerimentos lidos em Plenário ao longo de 2022 e em anos anteriores seguiram para o arquivo. É o caso do pedido de criação da CPI para investigar o Ministério da Educação (MEC). 

Apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o requerimento foi protocolado com 31 assinaturas — quatro a mais do que o mínimo necessário — e tinha com objetivo apurar suspeitas de corrupção envolvendo pastores na gestão do ex-ministro Milton Ribeiro e na distribuição de recursos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A leitura do pedido, um requisito para o funcionamento da comissão, ocorreu em sessão plenária no dia 6 de julho, mas a instalação não chegou a acontecer.

Destino similar tiveram pedidos para investigar obras inacabadas; o narcotráfico; e a atuação das ONGs e o desmatamento na Amazônia.

Pedidos

A CPI das obras inacabadas, cujo pedido foi apresentado em abril do ano passado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), buscava apurar irregularidades que resultaram na existência de obras públicas inacabadas em creches, escolas e universidades, no período de 2006 a 2018. 

Também em abril o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) protocolou o requerimento de criação da CPI do narcotráfico. O objetivo seria investigar o crime organizado e o narcotráfico e apurar, entre outras coisas, a relação entre o aumento de homicídios de jovens e adolescentes, no Brasil, nos anos de 2016 a 2020, com essa atividade criminosa.

A CPI das ONGs e do desmatamento, por sua vez, teve os pedidos apresentados em 2019. Foram dois requerimentos, um do senador Plínio Valério (PSDB-AM), para investigar a liberação de recursos públicos para organizações não governamentais (ONGs) e o aumento do desmatamento na Amazônia, e outro do senador Randolfe Rodrigues, para ampliar as causas do aumento dos desmatamentos e queimadas na Amazônia.

Os pedidos não superaram a etapa da leitura em Plenário. Para criar essas CPIs, os senadores precisarão apresentar novamente os requerimentos e recolher, no mínimo, 27 assinaturas. Após a leitura em Plenário, os partidos e blocos devem indicar seus representantes e, então, é agendada a reunião de instalação do colegiado. 

Legislatura

Uma legislatura é o período de funcionamento do Poder Legislativo e tem a duração de quatro anos. Ela vai do dia em que tomam posse os senadores, em 1º de fevereiro do ano seguinte à eleição, até a posse dos eleitos na próxima disputa.

CPI

Com poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, a CPI apura um fato determinado e por prazo certo. A comissão parlamentar de inquérito pode convocar pessoas para depor, ouvir testemunhas, requisitar documentos e determinar diligências, entre outras medidas. 

Por Portal Novo Norte

Mais escândalos: Ministro de Lula apresentou informações falsas sobre voos de helicóptero à Justiça Eleitoral, diz site

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Estadão publicou matéria sobre o assunto

De acordo com uma matéria publicada pelo Estadão nesta terça-feira (31), o ministro das Comunicações do governo Lula, Juscelino Filho, apresentou informações falsas à Justiça Eleitoral ao justificar o pagamento de R$ 385 mil do Fundo Eleitoral para sua campanha a deputado federal. Ele alegou que os 23 voos de helicóptero foram feitos por “três cabos eleitorais”, mas o Estadão identificou que os nomes apresentados são de um casal e uma criança de dez anos, que moram em São Paulo e alegam não conhecer o político.

O empresário Daniel Pinheiro de Andrade, citado na lista, negou qualquer relação com a campanha de Juscelino e afirmou que o seu nome foi usado indevidamente. A Justiça Eleitoral questionou os dados após desconfiar do vínculo dos passageiros com a campanha de Juscelino. A defesa do ministro afirmou que todos os voos e pessoas listadas prestaram serviços diretos à campanha eleitoral.

O jornal divulgou que o ministro, indicado pelo Centrão para o cargo, direcionou R$ 5 milhões do chamado “orçamento secreto” para a construção de uma estrada que atravessa as terras de sua família, especificamente uma fazenda onde Juscelino tem uma pista de pouso e um heliponto privados. Apesar de afirmar possuir um Seneca V, Juscelino não registrou o uso da aeronave para fins de campanha. O ministro confessou o uso do “orçamento secreto” na construção da estrada.

Por Portal Novo Norte

Debandada: Pacheco perde votos de membros do seu próprio partido

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Presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Segundo Pacheco, atualmente existem cinco CPIs protocoladas no Senado, algumas desde 2019. Duas tem como tema investigações sobre ONGs na Amazônia, outras três sobre obras inacabadas no Ministério da Educação (MEC), investigação sobre narcotráfico e crime organizado no Norte e Nordeste e a última sobre denúncias de desvios também no MEC. Participa o senador Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tentou unir o partido em torno de Pacheco, mas sem sucesso.

Nesta terça-feira (31), o senador Nelsino Trad (MS), que é líder do PSD no Senado, anunciou seu voto para a presidência do senado Federal a favor de Rogério Marinho (PL). Isso causou surpresa, pois Trad é do mesmo partido que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), outro forte candidato para o cargo. Dois outros senadores do PSD, Lucas Barreto (AP) e Samuel Araújo (GO), também decidiram não apoiar o candidato da sigla. Essas escolhas dos três senadores indicam uma divisão dentro da legenda. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tentou unir o partido em torno de Pacheco, mas sem sucesso.

A disputa pela presidência do Senado tem sido acirrada e a decisão dos senadores de apoiar ou não determinado candidato tem grande importância. A presidência da Casa Alta é uma posição estratégica, pois é responsável por presidir sessões e conduzir a pauta de votações. Além disso, o presidente do Senado também representa a Casa em negociações políticas e é responsável por estabelecer prioridades legislativas e ajustar a pauta de votações com outras lideranças do Congresso. A escolha do presidente é uma oportunidade para as diferentes siglas políticas expressarem suas prioridades e definirem sua postura em relação aos temas importantes que serão discutidos no Senado. Diante desse contexto, é fácil entender a importância do cargo de presidente do Senado.

A pessoa escolhida para ocupar essa posição terá um papel fundamental na condução da Casa e nas decisões que serão tomadas em benefício do país. Por isso, é importante que a escolha seja feita com critérios claros e que reflita a vontade da maioria dos senadores. Em resumo, a presidência do Senado é um cargo estratégico, que tem um papel fundamental na condução das atividades da Casa e na tomada de decisões importantes. Por isso, é fundamental que a escolha do presidente seja feita com cuidado e critérios claros, para que a Casa possa atuar de forma eficiente em favor do país.

Por Portal Novo Norte

Deputados eleitos tomam posse e dão início à 57ª legislatura da Câmara

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Cerimônia de posse dos deputados federais da 57ª legislatura - (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

Marina Ramos/Câmara dos Deputados Cerimônia de posse dos deputados federais da 57ª legislatura Os 513 deputados eleitos para a 57ª legislatura (2…

Os 513 deputados eleitos para a 57ª legislatura (2023-2027) da Câmara dos Deputados foram empossados nesta quarta-feira, em sessão no Plenário Ulysses Guimarães. Mais tarde, às 16h30, está prevista a sessão destinada à eleição do novo presidente da Câmara e da Mesa Diretora para o biênio 2023-2024.

Em chamada nominal por estado, cada um dos parlamentares respondeu “assim o prometo” após a leitura do juramento de posse: “Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

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No início dos trabalhos, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), informou a renúncia da deputada reeleita Rejane Dias (PT-PI) – em janeiro, ela foi eleita conselheira do Tribunal de Contas do Estado pela Assembleia Legislativa do Piauí. O deputado Merlong Solano (PT-PI), em seu terceiro mandato, ocupará a vaga.

A posse dos deputados reeleitos Talíria Petrone (Psol-RJ) e Glauber Braga (Psol-RJ) ocorreu por meio de sistema virtual. A parlamentar, em licença-maternidade desde janeiro, inicia agora o segundo mandato. Braga, afastado nesta quarta por motivo de saúde, chega ao quinto mandato.

Ministros
Oito parlamentares deverão se licenciar para exercer cargos no Poder Executivo. São eles as ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP); dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara (Psol-SP); e do Turismo, Daniela Carneiro (União-RJ), que usava o nome parlamentar Daniela do Waguinho; e os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta (PT-RS); da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT-SP); das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA); do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira (PT-SP); e do Trabalho, Luiz Marinho (PT-SP).

No início a solenidade chegou a ser suspensa por 11 minutos para socorrer o ex-deputado e ex-senador Benedito de Lira, pai do presidente da Câmara. Atual prefeito de Barra de São Miguel (AL), ele desmaiou e foi levado ao serviço médico por brigadistas.

Considerados os quatro convidados a que cada parlamentar tinha direito, a sessão na Câmara reuniu mais de 2.600 pessoas. Além de integrantes do Poder Executivo, participaram representantes de 48 missões diplomáticas no Brasil.

Por Portal Novo Norte

Ministro de Lula usou orçamento secreto para beneficiar fazenda própria, diz jornal

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Juscelino Filho é o ministro das Comunicações do governo Lula (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)
Obra para asfaltar a estrada foi orçada em R$ 7,5 milhões

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil-MA), direcionou R$ 5 milhões do orçamento secreto para asfaltar a estrada de terra que passa em frente à sua fazenda, em Vitorino Freire, no Maranhão.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, os recursos foram direcionados para a cidade maranhense que tem a irmã dele, Luanna Rezende, como prefeita.

Além disso, a empresa contratada para realizar a obra é de um amigo de longa data e o engenheiro que assinou o parecer autorizando o valor para a pavimentação foi indicação de seu grupo político.

Como o dinheiro foi usado

  • Ministro Juscelino Filho enviou R$ 7,5 milhões do orçamento secreto para obras em Vitorino Freire;
  • R$ 5 milhões foram destinados para asfaltar uma estrada que passa em fazendas dele e da família —o trecho tem 19 km e o restante atende 11 ruas em povoados da cidade;
  • Irmã e prefeita da cidade Luanna Rezende contratou a Construservice para a obra em fevereiro de 2022;
  • A Construservice disputou licitação sozinha;
  • De acordo com a PF, a empresa está em nome de laranjas e o verdadeiro dono, conhecido como Eduardo Imperador, é suspeito de pagar propina a servidores federais para obter obras na cidade.

Vitorino Freire

  • A cidade na zona rural do Maranhão:
  • Tem 31 mil habitantes;
  • Possui saneamento básico precário;
  • 42% da população não tem calçamento na frente de casa;
  • Metade dos moradores vive com meio salário mínimo.

Orçamento secreto

Na campanha eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o orçamento secreto era o maior esquema de “bandidagem” da República.

“O Orçamento é chamado de secreto porque o destino desses recursos é mantido em segredo. Mas todo mundo sabe para onde esse dinheiro vai: fraudes e desvios de verbas.”

Já o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, que na época era governador do Maranhão, classificou a prática como “o momento de maior corrupção da história política”.

O STF (Supremo Tribunal Federal) já condenou o orçamento secreto e mandou pôr fim à distribuição de recursos sem critérios e determinou que os parlamentares informassem quanto de verba haviam direcionado. Porém, segundo o Estadão, o agora ministro Juscelino omitiu as informações do STF.

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PL, PP e Republicanos unidos para derrubar Rodrigo Pacheco

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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fechou um bloco para eleger Rogério Marinho

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fechou um bloco com o PP e o Republicanos para eleger Rogério Marinho à presidência do Senado e derrubar Rodrigo Pacheco. A oficialização da união das legendas estava prevista para às 15h desta quinta-feira (26), mas será na manhã do próximo sábado, na sede do PL.

O adiamento ocorreu para que dê tempo para Ciro Nogueira, presidente do PP, que está em viagem, consiga estar presente durante o comunicado oficial, junto a Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e de Valdemar Costa Neto. As informações são da coluna de Lauro Jardim, de O Globo.

Por Portal Novo Norte

Mais de 5 mil advogados assinam carta contra eleição de Pacheco

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Profissionais afirmam que o senador causou um mal “quase irreversível” ao país e pedem voto para Rogério Marinho

Um grupo de mais de 5 mil advogados divulgou, nesta quarta-feira (25), uma carta com críticas ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e contra a reeleição do parlamentar para mais dois anos no comando da Casa. Os responsáveis pelo documento fazem parte do Movimento Advogados de Direita Brasil.

No texto, subscrito por 5.341 advogados, os profissionais afirmam que Pacheco, “de forma reiterada, permaneceu omisso e inerte em suas atribuições, deixando de atuar em prol da satisfação dos anseios de maciça parte da população”. O grupo afirma também que o senador permitiu deliberadamente a intervenção do Poder Judiciário nos poderes Executivo e Legislativo.

– Sua omissão causou um mal que julgamos quase irreversível, posto que permitiu que aqueles que deveriam guardar o cumprimento de nossa Carta Magna, a vilipendiassem diuturnamente, razão pela qual o país jaz em completo estado de exceção – sustentam.

O documento, que tem como destinatários os senadores que votarão no dia 1° de fevereiro para escolher o novo presidente do Congresso Nacional, diz ainda que os parlamentares “receberam a incumbência de externar as vozes das ruas, sendo imperioso que representem com liberdade a vontade de cada estado e, assim, façam com que se reerga o Senado brasileiro”.

– A atuação firme e presente do Senado Federal é imprescindível para que os entes públicos de quaisquer dos Três Poderes e a sociedade civil convivam harmonicamente, certos de que a segurança nas políticas de Estados desenvolvidas sejam legais e sempre emanem da vontade popular – defendem.

O grupo conclui a mensagem pedindo o apoio dos senadores ao nome de Rogério Marinho (PL-RN) como novo presidente do Senado e também o esforço dos políticos para que seja instituído o voto nominal aberto para escolher quem comandará a Casa no próximo biênio.

– Mister se faz evidenciar que embora expressemos precipuamente o nosso apoio à candidatura do senador Rogério Marinho, entendemos que os senhores senadores tenham como principal missão o derrocamento do atual presidente do Senado, um dos maiores causadores do caos instalado em nosso país e da perda da independência do Congresso Nacional – finalizam.

Por Portal Novo Norte

No Uruguai, Lula polemiza e chama Temer de “golpista”

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Declaração ocorre dois dias após Lula dizer na Argentina que Dilma sofreu “golpe de Estado”

Após declarar na Argentina que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) sofreu, em 2016, um “golpe de Estado” no Brasil, o presidente Lula (PT) voltou a chamar o ex-presidente Michel Temer (MDB) de “golpista”. Desta vez, a acusação foi feita no Uruguai, durante declaração à imprensa, após reunião com o presidente do país, Luis Alberto Lacalle Pou, nesta quarta-feira (25), em Montevidéu.

O contexto da fala foi quando o presidente petista traçou uma comparação entre o final de seu primeiro governo, em 2010, e a situação atual do Brasil, alegando ter herdado, em 2023, um país “semidestruído”.

– O Brasil não tinha mais fome quando deixei a Presidência e hoje tem 33 milhões de pessoas passando fome. Significa que quase tudo que fizemos de beneficio social no país, em 13 anos de governo, foi destruído em seis anos. Ou melhor, em sete anos. Três do golpista Michel Temer e quatro do governo Bolsonaro. Por isso, que o tema do meu governo é reunião e reconstrução – disparou Lula.

Em tom ainda de campanha, Lula continuou ostentando seus números.

– Quando deixamos a Presidência, o Brasil era a sexta economia do mundo. Voltamos agora, e o Brasil é a 13ª economia. Isso é um desafio que não me deixa triste. É um desafio que me dá otimismo, me dá coragem e me obriga a estabelecer metas – disse o atual chefe do Executivo do Brasil, sem considerar em sua análise delicados momentos econômicos atuais, como a pandemia do novo coronavírus e a guerra entre a Rússia e Ucrânia.

Apesar de governar um país com inúmeras carências em diversas áreas, Lula lembrou de quando assumiu a Presidência, em 2003, e voltou a falar sobre sua perene visão econômica de colocar dinheiro brasileiro em países com “menor suporte econômico”, por entender que o Brasil é o maior da América Latina. Na ocasião, o petista classificou o ato como “política generosa”.

Por Portal Novo Norte