Deputado afirmou, nas redes sociais, que pretende tomar medidas contra o professor
Nesta sexta-feira (17), o deputado federal Marco Feliciano usou as redes sociais para criticar um professor que disse para um aluno que ser ladrão é uma profissão. Em sua conta do Twitter, ele compartilhou uma gravação mostrando o episódio e ficou indignado.
No áudio, um aluno discute com um professor sobre o armamento da população, o que leva o professor a perguntar quem seria essa população. Na sequência, o estudante aponta que seriam pessoas que exercem uma profissão, o que leva o professor que o criminoso também considera aquilo sua profissão.
A fala do professor deixou o aluno surpreso e indignou Feliciano, que disse que pretende acionar as autoridades para identificar o responsável.
– Se eu só falasse, ninguém acreditaria. Mas está aí a prova. O professor tenta convencer o aluno de que o ladrão está exercendo uma profissão, e ser assim tem que ser respeitado por ser “um direito”. Eu repudio veementemente a atitude deste dito ensinador e vou oficiar a Secretaria do Estado de Educação de Roraima para que identifique o professor e tome as medidas administrativas (…) Esse professor mancha a valorosa classe dos professores que em sua maioria são contra esse tipo de ensinamento – apontou.
Agendas da Câmara e do Senado estão vazias de 17 a 27 de fevereiro
Com os comandos das principais comissões ainda indefinidos, a Câmara e o Senado vão esticar a folga do carnaval, e as sessões com votação só voltarão em março. As agendas das duas Casas estão vazias de 17 a 27 de fevereiro, segundo consulta feita pelo Estadão nos registros do Congresso.
Na Câmara, estão previstas apenas reuniões do grupo de trabalho da reforma tributária nos dias 28 de fevereiro, uma terça-feira, e 1º de março. No Senado, haverá somente uma sessão de entrega da comenda de incentivo à Cultura, também no último dia do mês. Há ainda uma sessão solene destinada a homenagear Rui Barbosa, no dia 1º.
O retorno depende, em um primeiro momento, das negociações para as presidências das comissões. Os partidos ainda disputam comissões estratégicas das duas Casas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chegou a se reunir com os líderes para tentar fechar um acordo sobre a divisão do comando dos colegiados por onde tramitam os projetos de lei. A falta de consenso adiou a escolha para depois do carnaval.
Como mostrou o Estadão, o embate pela presidência das comissões temáticas da Câmara tem polarizado, assim como na última eleição presidencial, o PT e o PL, donos das maiores bancadas. Com 99 deputados, o PL teria direito a fazer a primeira opção na escolha pela direção das comissões, mas um acordo de Lira com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já reservou o principal colegiado, o de Constituição e Justiça (CCJ), para o PT. O nome escolhido para presidir a comissão é o do deputado Rui Falcão (SP).
O PL insiste, então, em comandar a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), que tem poder para fiscalizar contas do Executivo e acionar o Tribunal de Contas da União (TCU). A deputada Bia Kicis (PL-DF) é a indicada do partido para o colegiado. O PT também está interessado na CFFC por causa do papel estratégico no colegiado.
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro também quer o comando das comissões de Meio Ambiente e Cultura, órgãos que os partidos governistas não querem entregar para a oposição.
No Senado, a conversa é considerada mais complexa, uma vez que houve oposição à reeleição do atual presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O PL lançou Rogério Marinho (RN), que conseguiu 32 votos, enquanto Pacheco teve 49. O partido do ex-presidente Bolsonaro ainda esperava ficar com a CCJ, mas pode ter de se contentar com a Comissão de Infraestrutura.
Valor corresponde a um aumento de 11% em relação ao gastos de pessoal no ano passado, que foi de R$ 5,4 bilhões
Pela primeira vez, a Câmara dos Deputados vai gastar mais de R$ 6 bilhões para pagar os salários e encargos trabalhistas dos servidores da Casa. A previsão publicada no Diário Oficial da União é de um gasto de R$ 6.005.510.974 até dezembro com a folha de pessoal, o que corresponde a um aumento de 11% em relação ao gasto no ano passado, que foi de R$ 5,4 bilhões (veja tabela abaixo).
A Câmara tem 11,7 mil funcionários ativos e 4,4 mil aposentados e pensionistas, e o valor dos vencimentos varia de acordo com o cargo. Os assessores parlamentares recebem entre 1.408,11 e R$ 16.640,22; comissionados, entre R$ 3.664,79 e R$ 19.902,20; e para servidores efetivos a menor remuneração é de R$ 16.460,29 e a maior, de R$ 31.536,03, considerando técnicos e analistas legislativos.
O gasto de R$ 6 bilhões também inclui os custos de manutenção dos 513 parlamentares da Casa, que desde 1º de janeiro, recebem um salário mais gordo, com remuneração que passou de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que igualou o vencimento dos parlamentares ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, também foi aprovado o pagamento de R$ 1,7 bilhão no grupo “outras despesas correntes e investimentos” ao longo do ano, serão, em média, R$ 147 milhões mensais que podem ser direcionados a gastos com a compra de matérias-primas e bens de consumo, serviços terceirizados e manutenção de equipamentos.
Quanto custa um deputado
Desde 1º de janeiro, o salário mensal dos deputados passou de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, o que igualou os salários dos parlamentares com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Foram ainda fixados reajustes com aumento gradativo até 2025. Com isso, o contracheque dos parlamentares passa a ter vencimentos de R$ 41,6 mil em abril de 2023, R$ 44 mil em fevereiro de 2024 e R$ 46,3 em fevereiro de 2025. Reajuste total de 37%.
Em 2022, só os deputados federais custaram quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Fora o salário, que no ano passado foi de R$ 33.763,00, e benefícios como o 13º salário, os parlamentares também têm direito a uma cota para exercício de atividades, verba de gabinete, auxílio-moradia e viagens, tudo pago pela União.
Segundo dados do Portal da Transparência da Câmara, em 2022, os parlamentares gastaram R$ 213 milhões com cota de atividades, R$ 659 milhões com verba de gabinete, R$ 5 milhões com auxílio-moradia e R$ 1 milhão com viagens oficiais.
Do total utilizado com cota de atividades, R$ 51,4 milhões foram gastos com divulgação da atividade parlamentar, R$ 29,4 milhões com aluguel de veículos e R$ 25,6 milhões com manutenção de escritório.
Na atual legislatura, entre janeiro e fevereiro de 2023, os 513 deputados federais gastaram R$ 999 mil com cota parlamentar, auxílio moradia e viagens. Dados com verba de gabinete ainda não foram disponibilizados no Portal da Transparência.
Após aumento de apenas R$ 18 no salário mínimo, presidente volta a frustrar eleitores
Em suas investidas durante a campanha eleitoral para a Presidência da República, Lula (PT) prometeu inúmeras vezes [inclusive em debate na TV Globo] que garantiria aos trabalhadores que ganham até cinco salários mínimos mensais, a isenção do imposto de renda.
Após ser eleito, o discurso de Lula mudou e, para decepção de muitos eleitores do petista, a tal isenção foi dada apenas para quem recebe até R$ 2.640, valor que não corresponde nem à metade daquilo que garantiu o ex-líder sindical. A vigência ocorre a partir de maio.
Lula anunciou a alteração durante entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (16), junto com a definição do novo salário mínimo, que o petista reajustou em apenas R$ 18. O valor passou de R$ 1.302 para R$ 1.320, frustrando os trabalhadores brasileiros.
– Está combinado com o ministro Haddad que a gente vai em maio reajustar para R$ 1.320 e estabelecer uma nova regra para o salário mínimo, que a gente já tinha no meu primeiro mandato – disse Lula.
O governo petista só fará o devido reajuste tardiamente, em maio, para economizar nos meses de janeiro a abril, abrindo recursos no Orçamento.
Promessa era de reajustar o mínimo acima da inflação
O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) enumerou, com ironia, os primeiros feitos do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro (PL) ainda zombou dos eleitores do petista com o famigerado “faz o L”.
– Lula vai aumentar o salário mínimo de R$ 1.302,00 para R$ 1.320,00. A picanha era metáfora. Saque-aniversário do FGTS não terá mais. E agora o aumento do salário mínimo de 18 reais. Mantenha calma, respira e faz o “L”! – escreveu o parlamentar no Twitter, nesta quarta-feira (15).
A publicação foi uma reação a última medida anunciada pela atual gestão federal. O governo Lula decidiu aumentar o salário mínimo deste ano em R$ 18, a partir de maio. O assunto foi debatido em reuniões no Palácio do Planalto, nesta terça.
Atualmente, o salário mínimo é R$ 1.302 e será reajustado para R$ 1.320, frustrando os eleitores do petista que esperavam obter um ganho maior, considerando o alto custo de vida e a promessa do presidente de reajustar o mínimo acima da inflação.
O autor da proposta, deputado Kim Kataguiri - (Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados)
Pablo Valadares / Câmara dos Deputados O autor da proposta, deputado Kim Kataguiri O Projeto de Lei 198/23 veda o uso, em qualquer contexto ou di…
O Projeto de Lei 198/23 veda o uso, em qualquer contexto ou disciplina, de linguagem que empregue o gênero neutro na educação básica. Em análise na Câmara dos Deputados, o projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases na Educação.
“O objetivo do projeto é tirar da sala de aula ideologias radicais, que veem no aluno uma oportunidade de exercer doutrinação, e restaurar a tarefa da escola de ensinar conteúdo útil e sério”, afirma o deputado Kim Kataguiri (União-SP), autor da proposta.
“Observamos, nos últimos anos, um aumento no uso da chamada linguagem neutra, que em nada contribui com a missão educacional de formação dos alunos”, acrescentou.
Na Câmara, já tramita o Projeto de Lei 5198/20, do deputado Junio Amaral (PSL-MG), que proíbe instituições de ensino e bancas examinadoras de concursos públicos de utilizarem o gênero neutro para se referir a pessoas que não se identificam com os gêneros masculino e feminino, como a população LGBTI.
Tramitação A proposta será despachada para análise pelas comissões permanentes da Câmara.
Presidente e STF agem intensamente para criar uma regulamentação das redes sociais
O deputado federal Carlos Sampaio usou suas redes sociais ao reafirmar, em seu perfil no Twitter, que Lula não tem credibilidade para propor a regulamentação de absolutamente nada. Segundo o parlamentar, Lula e seus aliados pensam apenas em si próprios, sem considerar os interesses da sociedade.
A declaração de Sampaio ocorre em um momento em que Lula age intensamente para criar uma regulamentação das redes sociais. Enquanto alguns defendem a regulação como forma de combater a disseminação de conteúdos falsos e prejudiciais, outros argumentam que isso certamente vai limitar a liberdade de expressão no Brasil.
No entanto, a afirmação de Sampaio de que Lula não tem credibilidade para propor a regulamentação parece ser mais uma manifestação política do que uma argumentação baseada em fatos. O ex-presidente é reconhecido por ter implementado políticas públicas importantes durante seu mandato, como o Bolsa Família e o programa Minha Casa Minha Vida, que beneficiaram milhões de brasileiros.
A regulação das redes sociais não é uma proposta exclusiva de Lula. O ministro do sTF, Alexandre de Moraes declarou recentemente que vai criar e enviar ao Parlamento um Projeto de Lei para regulamentar o assunto.
Em entrevista a jornal dos EUA, ex-presidente afirmou que quer liderar a oposição, mas que “uma ordem de prisão pode aparecer do nada”
Em entrevista ao jornal The Wall Street Journal publicada nesta terça-feira (14), o ex-presidente Jair Bolsonaro falou sobre seu retorno ao Brasil e disse que pretende deixar os Estados Unidos (EUA) em março. A ideia é que ele lidere oposição no país.
O ex-presidente, no entanto, afirmou que poderia ser preso quando estiver no Brasil.
– Uma ordem de prisão pode aparecer do nada – ressaltou.
De acordo com Bolsonaro, mesmo com o resultado das eleições, o “movimento de direita não está morto”. Ele disse ter estranhado o resultado devido ao apoio que tinha.
– As pessoas estavam comigo. O agronegócio estava comigo. A maioria dos evangélicos estava comigo. A indústria estava comigo. Os donos de armas estavam comigo – ressaltou.
Durante a entrevista, Bolsonaro também rejeitou qualquer narrativa de que tenha tentado dar um golpe de estado e explicou que pretende trabalhar com aliados pela pauta conservadora.
O deputado federal André Fernandes (PL-CE) anunciou, na madrugada desta quarta-feira (15), que conseguiu 27 assinaturas, número necessário no Senado para dar início à instalação do colegiado.
O requerimento de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos ocorridos no dia 8 de janeiro em Brasília já conta com o apoio de 27 senadores. O deputado federal André Fernandes (PL-CE) anunciou, na madrugada desta quarta-feira (15), que conseguiu 27 assinaturas, número necessário no Senado para dar início à instalação do colegiado.
Apesar de a instalação de uma CPMI, e não uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), obedecer ao princípio da proporcionalidade partidária, a medida só se tornará oficial com a confirmação de 171 deputados da Câmara dos Deputados. De acordo com o deputado, a atualização mais recente feita por ele foi publicada no último dia 10 de fevereiro, quando a instalação da CPMI contava com o apoio de 65 congressistas.
O objetivo da CPMI é apurar as responsabilidades, inclusive do Governo Lula, nos atos ocorridos no último dia 8 de janeiro em Brasília, quando o Congresso Nacional foi alvo de protestos que tomaram proporções inesperadas. O deputado, então, pediu que os cidadãos cobrem os parlamentares em quem votaram para que a instalação seja efetivada.
Caso a CPMI seja instalada, ela terá um período de 90 dias para apurar os fatos e seus responsáveis. Trata-se de uma importante medida para esclarecer os fatos e realmente garantir a segurança democrática no Brasil.
Confira a lista dos 27 senadores que apoiaram a instalação da CPMI dos atos de 8 de janeiro:
Eduardo Girão (CE) anunciou que assinou o pedido nesta terça-feira (14)
O senador Eduardo Girão afirmou nesta terça-feira (14) que assinou o pedido para a instalação da “CPMI do Atentado” e defendeu que todos os envolvidos na ação ou omissão do ataque às sedes do poderes em 8 de janeiro, independente de suas posições políticas, sejam punidos de forma exemplar com o devido processo legal.
O senador questionou a razão pela qual o governo do ex-presidente Lula desmobilizou as forças policiais, mesmo diante da gravidade do ato, que teria sido informada pela ABIN. O senador expressou o desejo de que a verdade apareça para o triunfo da justiça e concluiu desejando paz e bem.
Nos bastidores, os acordos para barrar a medida andam acelerados e o custo dessas negociações será pago por cada cidadão brasileiro.
Veja o vídeo:
ASSINEI CPMI DO ATENTADO!Quem participou p ação/omissão do 8/1,seja de direita,esquerda ou infiltrado,deve ser punido exemplarmente c/devido processo legal.Pq Gov.Lula desmobilizou forças policiais se ABIN informou gravidade do ato?Q Verdade apareça p triunfo da Justiça.Paz & Bem pic.twitter.com/OMFObzJJ7X
Usamos cookies em nosso site para oferecer a você a experiência mais relevante, lembrando suas preferências e visitas repetidas. Ao clicar em “Aceitar tudo”, você concorda com o uso de TODOS os cookies. No entanto, você pode visitar "Configurações de cookies" para fornecer um consentimento controlado
This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may affect your browsing experience.
Os cookies funcionais ajudam a executar certas funcionalidades, como compartilhar o conteúdo do site em plataformas de mídia social, coletar feedbacks e outros recursos de terceiros.
Os cookies de desempenho são usados para entender e analisar os principais índices de desempenho do site, o que ajuda a oferecer uma melhor experiência de usuário aos visitantes.
Os cookies analíticos são usados para entender como os visitantes interagem com o site. Esses cookies ajudam a fornecer informações sobre métricas de número de visitantes, taxa de rejeição, origem de tráfego, etc.
Os cookies de publicidade são usados para fornecer aos visitantes anúncios e campanhas de marketing relevantes. Esses cookies rastreiam os visitantes em sites e coletam informações para fornecer anúncios personalizados.
Os cookies necessários são absolutamente essenciais para o bom funcionamento do site. Esses cookies garantem funcionalidades básicas e recursos de segurança do site, anonimamente.