“Não posso afirmar o que deu errado”, afirma ex-diretor da Abin

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Saulo Moura da Cunha em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro nesta terça - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha disse em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro não saber se os a…

O ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha disse em depoimento à CPMI do 8 de Janeiro não saber se os ataques às sedes dos três Poderes foram facilitados pela eventual omissão de autoridades. Ele destacou, no entanto, que relatórios da Abin indicam “certa organização de grupos extremistas” dias antes dos atos de vandalismo.

A hipótese de omissão foi sugerida por parlamentares da oposição. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) quis saber de Saulo Moura da Cunha por que os alertas enviados pela Abin aos órgãos de segurança pública da União e do Distrito Federal não foram suficientes para evitar os ataques.

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— O que deu errado? Foi negligência das áreas de inteligência dos órgãos que receberam as informações da Abin? Ou foi omissão dos tomadores de decisão desses órgãos? — questionou Izalci.

Saulo Moura da Cunha evitou apontar responsáveis.

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— Não posso afirmar o que deu errado. Quando a informação sai da Abin, nós perdemos o controle dessa informação. Pode ser uma cadeia de fatos ou pode ter havido algum tipo de omissão. Posso dizer que, apesar de produzida, a informação não obteve sucesso em fazer (agir) quem tinha de tomar as decisões — disse.

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Para o senador Esperidião Amin (PP-SC), a CPMI precisa investigar a possibilidade de negligência.

— O Plano Escudo prevê que em 25 minutos você bota um batalhão para proteger o Palácio do Planalto. É desídia pura. Não chego a dizer que é premeditada. Mas é tão escancarada que todas as especulações são válidas. A quem isso beneficia? Não quero anistiar vândalos, mas essa escandalosa omissão é tão grave quanto o crime — disse.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rechaçaram a hipótese de omissão. Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), relatórios sigilosos da própria Abin demonstram que os ataques de 8 de janeiro foram organizados e levados a cabo por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

— São os mesmos grupos que financiaram as manifestações de apoio a Bolsonaro em novembro e dezembro de 2022. Dizer que o golpe foi feito por nós, que somos do governo Lula? Os mesmos grupos econômicos financiaram as manifestações contra as eleições e contra as urnas eletrônicas — afirmou.

Questionado pela deputada Duda Salabert (PDT-MG), o ex-diretor revelou a existência de uma “certa organização de grupos extremistas” antes dos ataques às sedes dos tês Poderes. Segundo ele, relatórios da Abin indicam que “houve incitação à violência”.

— Não parece algo espontâneo. Esses relatórios obviamente enxergam uma sucessão de fatos. Não são fatos isolados. O encaminhamento dos fatos é significativo. Mas não posso, por sigilo funcional, entrar em detalhes sobre os nomes e entidades que estão no relatório — afirmou.

Acareação

O senador Magno Malta (PL-ES) criticou a demora da CPMI para ouvir o general Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Conhecido como GDias, o militar negou ter recebido alertas da Abin sobre o risco de ataques em Brasília. Saulo Moura da Cunha disse à comissão que enviou mensagens e telefonou para o general ao longo do dia 8 de janeiro.

— Houve uma coisa acelerada e galopante aqui para ouvir o (tenente-coronel Mauro) Cid, que era o homem mais ligado a Bolsonaro. Mas houve um trabalho forte de protelação para não se ouvir o GDias. O senhor teria algum problema de ser acareado com GDias? — perguntou Magno Malta ao depoente.

O ex-diretor-adjunto disse que uma acareação não seria necessária.

— Obviamente, atenderei o chamado da CPMI. Mas acho que não há necessidade se acareação. No momento em que tiver acesso às mensagens, a CPMI vai perceber que não há necessidade de acareação. Estou absolutamente certo do que estou afirmando — disse o depoente.

Por portal Novo Norte

Vazou ou não vazou?

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Flávio Bolsonaro questionou diretamente a relatora, expondo suas preocupações e solicitando uma investigação minuciosa sobre os vazamentos que teriam ocorrido no âmbito da CPMI.

Na tarde desta terça-feira (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) levantou alegações diretas contra a equipe que compõe o gabinete da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), a qual ocupa a posição de relatora dentro da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, responsável por investigar atividades extremistas. O senador afirmou que os assessores ligados à senadora teriam vazado dados sigilosos submetidos à comissão.

Flávio Bolsonaro questionou diretamente a relatora, expondo suas preocupações e solicitando uma investigação minuciosa sobre os vazamentos que teriam ocorrido no âmbito da CPMI. O senador fez menção a informações como relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e detalhes sobre transações financeiras relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo valores provenientes do sistema PIX, que totalizam mais de R$ 17,2 milhões. Estas informações, originalmente enviadas à comissão sob confidencialidade, foram amplamente divulgadas pela mídia recentemente.

A senadora Eliziane Gama, em resposta, prontamente rejeitou as alegações feitas por Flávio Bolsonaro, classificando-as como caluniosas. Ela salientou que todos os membros da comissão têm acesso aos materiais sigilosos e solicitou uma investigação completa da acusação, enfatizando sua confiança de que a verdade prevalecerá. Gama também lamentou os vazamentos, expressando sua preocupação com o impacto negativo que eles podem ter no progresso das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.

Por portal Novo Norte

Projeto proíbe banheiros para ambos os sexos em escolas da educação básica

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Pablo Valadares / Câmara dos Deputados Para o deputado, proposta vai “garantir a segurança e a integridade” da comunidade escolar O Projeto de Le…

O Projeto de Lei 1601/23 proíbe a implantação, a adaptação e a utilização de banheiros para o uso comum de pessoas de sexos diferentes em ambientes escolares.

Pela proposta em análise na Câmara dos Deputados, a medida valerá para banheiros e vestiários com mais de uma cabine com vaso sanitário de escolas das redes públicas e privadas da educação básica.

O projeto estabelece que, em caso de banheiro único destinado ao uso pelos professores e servidores das escolas, assim como no caso de impossibilidade de instalação de duas cabines, deverá ser identificado o “banheiro único” e assegurada a privacidade do usuário.

Conforme a proposta, o descumprimento da medida implicará multa, a ser definida pelos órgãos de fiscalização de estados, municípios e Distrito Federal.

Autor do texto, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) disse que a “flexibilização dos  banheiros pode favorecer atos criminosos cometidos por pessoas mal intencionadas, como pedófilos, aliciadores e estupradores”. Ele acredita que o projeto pode “garantir a segurança e a integridade” de alunos, professores e servidores das escolas. 

Tramitação
A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por portal Novo Norte

Magno Malta ironiza Dino: “Vai pedir permissão para entrar na Maré?

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O senador também criticou a visão do ministro sobre as ações da PMSP no Guarujá

A declaração do ministro da Justiça, Flávio Dino, que sugeriu uma investigação sobre supostos excessos na operação no Guarujá, litoral paulista, foi contestada pelo senador Magno Malta. Nesta segunda-feira (31), o posicionamento contrário foi apresentado pelo senador capixaba, enfatizando que no Brasil há quem defenda os infratores. Ademais, o governo federal, conforme afirmado pelo ministro de Lula, não interferirá no caso, mas reservará a possibilidade de intervenção dos órgãos competentes, como o Ministério da Justiça, o Ministério Público Federal e o Ministério dos Direitos Humanos, após a conclusão das investigações.

A declaração, que sugeria uma investigação contra a Polícia Militar de São Paulo, responsável pela operação no Guarujá, foi contestada pelo senador Magno Malta. Segundo ele, a postura adotada pelo ministro Flávio Dino evidencia que há defensores para os infratores no país. Além disso, o senador capixaba questionou de forma incisiva: “Então, quer dizer que o ministro Flávio Dino achou exagerada a ação da polícia que matou vagabundo que mataram um policial?”.

O senador Magno Malta ainda indaga se o ministro Dino irá requisitar, por ofício, a permissão do tráfico de drogas para que ele possa entrar no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Essa interpelação visa expor o que ele considera ser uma posição incoerente e aparentemente favorável aos criminosos. Diante dos acontecimentos, o governo federal reafirma que não interferirá na questão, deixando a cargo do Ministério da Justiça, do Ministério Público Federal e do Ministério dos Direitos Humanos a possibilidade de intervenção após a conclusão do caso.

Por portal Novo Norte

Valdemar: Quem decidirá candidato em 2026 é Bolsonaro

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Nesta segunda-feira (31), foi informado que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será incumbido por Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), com a responsabilidade de escolher o candidato de direita nas eleições presidenciais de 2026. Declarações à CNN Brasil foram concedidas por Valdemar.

Após um questionamento feito pela analista de política do canal, Basília Rodrigues, a declaração do presidente da sigla veio à tona:

– Quanto a ter outros candidatos no lugar do Bolsonaro, isso está muito longe ainda. Ninguém pensou nisso. Quem vai ter que decidir isso é o próprio Bolsonaro, porque ele é que representa hoje a opinião de direita no Brasil – foi respondido por Valdemar.

Por portal Novo Norte

Magno Malta: “Irmã Hilda é um símbolo desta nossa luta pela verdade” (vídeo)

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Por Tribuna 5

Jordy sobre bloqueio de R$ 1,5 bi do orçamento: “Silêncio da lacrosfera”

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Deputado usou redes sociais para criticar o governo federal

Neste sábado (29), as redes sociais foram utilizadas pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) para criticar o bloqueio de R$ 1,5 bilhão do Orçamento. O governo do presidente Lula (PT) foi apontado por ele como responsável pela retenção dos recursos em áreas prioritárias, enquanto há excessos em gastos com viagens e luxos.

A gestão do petista foi caracterizada por Jordy como um “desgoverno”, e ele também mencionou o “silêncio na lacrosfera”.

O decreto assinado por Lula, publicado em edição extra no Diário Oficial da União na última sexta-feira (28), informou que o bloqueio afetará dez ministérios. Conforme informações do jornal O Globo, as pastas mais atingidas pela decisão serão a Saúde, com um bloqueio de R$ 452,024 milhões, e a Educação, que ficará impedida de utilizar R$ 332,017 milhões.

O Twitter foi a plataforma escolhida por Carlos Jordy para expressar sua manifestação: “1,5 bilhão dos orçamentos da saúde e educação bloqueados pelo desgoverno Lula. Não há dinheiro para áreas prioritárias, mas sobra para gastança em viagens e luxos. Silêncio da lacrosfera.”

Por portal Novo Norte

Proposta diferencia penas para traficante e usuário de drogas no meio militar

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Aihara pretende ajustar punições da Lei Antidrogas no Código Penal Militar - (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Bruno Spada/Câmara dos Deputados Aihara pretende ajustar punições da Lei Antidrogas no Código Penal Militar O Projeto de Lei 1193/23 modifica o C…

O Projeto de Lei 1193/23 modifica o Código Penal Militar (Decreto-Lei 1.001/69) para diferenciar, nos crimes cometidos em áreas sujeitas à administração militar, as eventuais penas previstas para o traficante de drogas e para o usuário. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

Segundo o autor da proposta, deputado Pedro Aihara (Patriota-MG), a ideia é ajustar as normas militares às atuais disposições da Lei Antidrogas (11.343/06). “O projeto traz alguma harmonia ao tema, sem desconsiderar as peculiaridades da profissão das armas”, explicou o parlamentar ao defender as mudanças.

Assim, nos casos de tráfico de drogas, a pena de reclusão, atualmente fixada em até 5 anos, passará a ser de 5 a 15 anos, acrescida de 500 a 1.500 dias-multa. Se o envolvido for farmacêutico, médico, dentista ou veterinário, a reclusão aumentará dos atuais de 2 a 8 anos para de 6 a 18 anos, além de 600 a 1.800 dias-multa.

Pela proposta, se o juiz concluir que as drogas apreendidas eram para consumo pessoal, ele poderá, considerando os critérios da Lei Antidrogas, reduzir a pena em até 1/3 se o crime foi cometido por civil ou em até 1/6 se envolver militar.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois seguirá para o Plenário.

Por portal Novo Norte

Deputado da esquerda renuncia após ser flagrado roubando óculos de grife. Veja o vídeo

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A ação durou aproximadamente quatro minutos

Após ter sido flagrado roubando um óculos de sol, em uma loja do Aeroporto de Oslo Gardermoen, na capital da Noruega, a renúncia ao cargo foi efetuada pelo deputado norueguês Bjornar Moxnes, líder do partido de esquerda Rodt (Vermelho). A decisão foi compartilhada em seu perfil do Facebook, na última segunda-feira (24).

Nas imagens que registraram a ação, o momento no qual os óculos, da marca Hugo Boss, foram avistados por Bjornar e experimentados por ele por três vezes pode ser observado. Em seguida, o acessório foi colocado sobre uma bagagem. Ao trocar de corredor na loja, o objeto foi posto dentro de um dos bolsos de seu casaco e saiu da loja sem que fosse pago, totalizando aproximadamente quatro minutos de ação.

Uma multa de aproximadamente 250 euros (R$ 1,3 mil) foi imposta ao líder da esquerda por 11 anos. Nas redes sociais, o ocorrido foi lamentado por Bjornar, que ressaltou seus “feitos” enquanto esteve liderando o partido Rodt. Com a renúncia, a liderança do partido será assumida por Marie Sneve Martinussen.

Por portal Novo Norte

Com futuro político promissor, Michelle Bolsonaro é atacada por deputada de extrema-esquerda

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Parlamentar sugeriu a convocação da ex-primeira-dama para depor à CPMI do 8 de janeiro

Com expressiva popularidade no eleitorado mais conservador, é cogitado o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para futuros projetos políticos, incluindo a possibilidade de concorrer ao Senado Federal no próximo ano e, posteriormente, integrar a chapa da direita na disputa ao Palácio do Planalto em 2026. Seu protagonismo político tem gerado inquietação entre os progressistas, que a veem como o alvo a ser combatido.

Um requerimento de convocação para que Michelle preste depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro foi sugerido pela presidente do PL Mulher, a deputada federal pelo Rio de Janeiro, Jandira Feghali (PCdoB). Essa é a primeira vez que a ex-primeira-dama é alvo de tal pedido de convocação. As informações foram divulgadas pela coluna No Ponto, da Revista Oeste.

Para embasar a solicitação, Jandira cita os comprovantes de depósitos em espécie encontrados no celular do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Segundo a parlamentar, esses depósitos foram realizados por Cid na conta de Michelle, no período de março a outubro do mesmo ano.

Por portal Novo Norte