“Não pode mentir. Se mentir, eu peço para ir para a cadeia”, disse Coronel Chrisóstomo
Na última sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma prisão no âmbito do colegiado foi ameaçada pela oposição. Pela primeira vez, considerou-se a possibilidade de efetuar detenções durante a tensa reunião. Foi confrontado o líder da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), José Rainha, com um vídeo que o levou a reverter sua negação inicial de apoio direto à deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) nas eleições de 2018.
No material em questão, agradecimentos pelos votos à parlamentar foram expressos por ele. A pressão prosseguiu com o relator Ricardo Salles (PL-SP) destacando que o falso testemunho não era admissível. Coronel Chrisóstomo (PL-RO) reiterou que mentir resultaria em um pedido de prisão. Rainha recusou-se a detalhar as razões que o levaram a romper com o MST e foi questionado sobre sua relação com o ministro do Desenvolvimento Agrário, entre outros tópicos.
José Rainha, líder do FNL, compareceu como testemunha à CPI, acompanhado pelos advogados Sérgio Pantaleão e Rodrigo Chiziolini, em meio a uma sessão marcada por atritos e provocações entre parlamentares do governo e da oposição. A presença de Rainha gerou grande interesse, já que ele era um dos líderes do MST e estava envolvido nos movimentos dos sem-terra, aspecto que levou três deputados a solicitar seu depoimento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido da defesa de Rainha para evitar comparecer à CPI, garantindo, no entanto, seu direito de permanecer em silêncio diante de questões autoincriminatórias.
Colegiado determinou que o ministro da Justiça fornecesse imagens em 48 horas e prazo expirou
O prazo de 48 horas estipulado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro para a entrega das imagens internas do ministério foi desrespeitado, de acordo com informações. Foi declarado pelo presidente da comissão, Arthur Maia (União Brasil-BA), durante a retomada dos trabalhos na última terça-feira (1º), que a solicitação para o fornecimento das imagens por parte de Flávio Dino seria submetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a obrigatoriedade fosse determinada. O argumento para a negativa do fornecimento das gravações, segundo o ministro da Justiça, é que elas fazem parte de um inquérito sigiloso em tramitação no STF.
A requisição de informações e documentos endereçada formalmente à CPMI não foi cumprida pelo ministro Flávio Dino, segundo observações. Foi mencionado que a decisão de não enviar as imagens requisitadas foi tomada de forma livre e consciente, dada a sua experiência como ex-membro do Poder Judiciário e detentor de altos cargos no Parlamento e no Poder Executivo. Diante do avanço das investigações sobre atos e omissões de autoridades do Governo Federal, a possível intenção de encobrir as imagens para proteger agentes públicos de postos estratégicos foi ressaltada no documento.
Ao jornal O Globo, Flávio Dino afirmou que não houve recusa ao fornecimento das imagens, mas ressaltou que a CPMI deveria solicitar as imagens diretamente ao inquérito policial. Em um pronunciamento posterior no Twitter, o ministro da Justiça rejeitou as acusações da oposição, destacando que não adianta inventar fatos para ocultar verdades. Ele atacou a oposição, referindo-se a tentativas de fraude eleitoral e de golpe de estado que, segundo ele, foram malsucedidas, assim como uma tentativa de ataque ao Aeroporto de Brasília.
Na quinta-feira (3), a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi questionada pelo deputado Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS) se um “remédio” ou um “hambúrguer” seria do seu interesse para acalmar-se. O momento teve lugar durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Os questionamentos foram dirigidos a Sâmia por Zucco, o presidente da CPI do MST, após o depoimento do líder da Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade (FNL), José Rainha, ter sido interrompido por ela. Nesse contexto, José Rainha mencionava ter vínculos “políticos e fraternos” com a deputada.
As indagações feitas por Zucco – “A senhora pode, também, daqui a pouco tomar qualquer atitude, ficar mais calma. A senhora respeite. A senhora está nervosa, senhora deputada? Quer um remédio? Ou quer um hambúrguer?” – receberam críticas por parte das deputadas Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Fernanda Melchiona (PSOL-RS), que denunciaram as falas de Zucco como manifestações de “machismo” e “gordofobia”.
O ex presidente Jair Bolsonaro passeia pelas ruas do Rio de Janeiro
Ao percorrer as ruas do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, ex-presidente, não passa despercebido, tendo sido prontamente identificado e aplaudido por apoiadores durante sua visita a um restaurante.
O senador Jorge Seif (PL-SC) condenou, em pronunciamento nesta quinta-feira (3), a resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que defende a lega…
O senador Jorge Seif (PL-SC) condenou, em pronunciamento nesta quinta-feira (3), a resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) que defende a legalização do aborto e da maconha no Brasil (Resolução 715, de 20 julho de 2023). O texto apresenta orientações estratégicas para o Plano Plurianual 2024–2027 e para o Plano Nacional de Saúde 2024–2027.
O parlamentar afirmou que opresidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, durante a campanha eleitoral, entregou carta às igrejas evangélicas assumindo o compromisso “com a vida plena em toda as suas fases”, além de afirmar ser “pessoalmente contra o aborto” e ressaltar que o tema não deve ser decidido pelo Executivo, e sim pelo Congresso Nacional. Segundo Seif, Lula também se comprometeu a “fortalecer as famílias para que os jovens sejam mantidos longe das drogas”.
— A Resolução 715 fere de morte valores fundamentais para a Igreja de Jesus Cristo. Não estou falando só do evangélico, estou falando de uma nação cristã, de evangélicos, de católicos e de espíritas. Essa resolução vergonhosa, que vem direto do inferno! Isso não é de Deus, isso é do demônio. Isso não pode ser de Deus. Uma ministra da Saúde que defende o homicídio de inocentes no ventre da mãe… Saúde defendendo morte? Tem coisa errada. Uma ministra da Saúde que assina uma Portaria 715, que descriminaliza droga. Saúde combina com droga?
O senador também criticou o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do porte de drogas para consumo próprio. Seif destacou que o assunto já foi discutido e rejeitado diversas vezes pelo Congresso Nacional.
Ao discursar no Plenário nesta quinta-feira (3), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e do mini…
Ao discursar no Plenário nesta quinta-feira (3), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Girão disse que se o governo mantiver esses ministros não agirá com coerência e estará cometendo um estelionato eleitoral com a maioria da população brasileira, que é cristã.
O senador lembrou que, durante a campanha eleitoral do ano passado, Lula lançou uma carta em que se comprometia com “a vida em todas as suas fases”. De acordo com Girão, porém, o governo Lula tem tomado atitudes a favor do aborto. Uma delas seria a saída do país do Consenso de Genebra, que tem “propostas firmes em defesa da vida desde a concepção”. A outra, ainda segundo o senador, seria a revogação de uma portaria que ajudaria a identificar o estuprador.
— O que nós estamos vivenciando no Brasil é o estelionato. Foi compromissado nessaCartaaosCristãos— argumentou Girão.
Na opinião de Girão, o estado brasileiro está sendo instrumentalizado para impor uma agenda da qual “a maioria da população é totalmente contra”: aborto, drogas e erotização de crianças. O senador disse que “cabe mais uma vez ao Congresso Nacional agir em consonância com a vontade da grande maioria da população brasileira, que é pró-vida, que é contra a prática do aborto e a legalização da maconha”.
O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (3), manifestou preocupação com a possível liberação do port…
O senador Marcos do Val (Podemos-ES), em pronunciamento no Plenário nesta quinta-feira (3), manifestou preocupação com a possível liberação do porte de maconha para uso pessoal. Segundo ele, a legalização pode gerar dificuldades na fiscalização e controle do consumo da droga, além de trazer consequências negativas para a economia e para a saúde pública.
O parlamentar destacou que a substância é viciante e pode levar à dependência, e ainda abrir portas para o consumo de drogas mais pesadas.
— A legalização da maconha trará também grande risco, especialmente entre os jovens. Exatamente no momento em que os jovens estão passando pela transição dos hormônios, quando acabam até acontecendo muitos conflitos familiares e sempre com a justificativa de agredir o pai, a mãe ou de sair de casa. É sempre nessa fase, quando os hormônios estão sendo bastante alterados, e os jovens são os que mais são revoltados, e se vai dar a oportunidade de acesso a uma droga viciante! — alertou.
Buscaeapreensão
O senador também citou a operação debuscaeapreensão da Polícia Federal nosendereços dele, em junho, e a retirada das contas dele nas redes sociais. Para Marcos do Val, isso ocorreu por expor suas opiniões sobre os possíveis responsáveis pelos ataques às sedes dos três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.
— Só houve dois casos, em 200 anos de Senado. Um deles é o meu, e não foi por corrupção, não foi por lavagem de dinheiro, não foi por crime organizado, não foi porfake news.Foi por denunciar uma possível organização da queda da democracia — disse.
Myke Sena / Câmara dos Deputados Segundo participantes, apenas uma minoria dos manifestantes participou de atos de vandalismo Familiares e advoga…
Familiares e advogados dos presos nos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos três poderes da República (Legislativo, Executivo e Judiciário) foram invadidas e depredadas, cobraram a individualização das condutas e negaram que tenha havido tentativa de golpe. Segundo eles, apenas uma minoria dos manifestantes participou dos atos de vandalismo no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Palácio do Planalto.
O assunto está sendo debatido neste momento na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a pedido dos deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Delegado Ramagem (PL-RJ). O presidente do colegiado, deputado Sanderson (PL-RS), também propôs o debate e informou que, se for preciso, as oitivas vão até à noite. “O objetivo é jogar luzes sobre uma situação que muitos ouvem falar apenas pela imprensa”, disse.
A advogada e presidente da Associação dos Familiares e Vítimas de 8 de janeiro, Gabriela Ritter, disse que os presos são acusados de ações muito parecidas, sem evidências do que cada um teria feito individualmente. Na visão dela, o caso demonstra que houve prisões em massa. “A ordem foi essa: prendam, algemem e coloquem nos ônibus, sem distinção. Essas pessoas estão presas há sete meses sem individualização das condutas”, afirmou Ritter, cujo pai é um dos detidos.
Depoimentos Ritter mostrou vídeos com trechos de depoimentos de interrogatórios de presos e testemunhas de acusação que comprovariam as prisões em massa. Ela afirmou que as detenções desrespeitam convenções internacionais de direitos humanos, dos quais o Brasil é signatário. A advogada também negou que tenha havido tentativa de golpe naquele dia. “Não era vontade dessas pessoas. Pode ter pessoas que queriam algo assim, mas a grande maioria dos presos não almejava isso”, afirmou.
Outros advogados e familiares ouvidos pela comissão também relataram problemas como dificuldade de acesso aos presos, morosidade na condução das investigações e descasos com os direitos dos detidos, como os que apresentam comorbidades, nos presídios da Papuda (masculino) e da Colmeia (feminino), em Brasília.
Cerca de duas mil pessoas foram levadas pelas forças policiais pelos atos em 8 de janeiro, dos quais 1,4 mil ficaram presas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator das investigações sobre as invasões. Desde então, a maioria foi solta e responde a processo em liberdade, mais ainda há detidos, aguardando a conclusão de procedimentos judiciais.
Situação Para os deputados, a audiência realizada nesta quinta serve para colher informações sobre a situação dos presos. “Estamos vendo pessoas com 60, 70 anos, que nunca pisaram numa delegacia, sendo tratados como facínoras”, criticou o deputado Sanderson.
Marcel van Hattem disse que Judiciário não tem cuidado de individualizar condutas – (Foto: Myke Sena / Câmara dos Deputados)
O deputado Marcel van Hattem afirmou que o Judiciário não está tendo o cuidado de individualizar as condutas dos presos. “Cada um, mesmo aqueles que depredaram, que quebraram, tem que ser tratado de acordo com a proporcionalidade dos seus atos, e não de acordo com a conveniência da cabeça de um juiz, que ao mesmo tempo tem agido como vítima e como algoz”, afirmou van Hattem, numa referência ao ministro Alexandre de Moraes.
Também criticaram a manutenção das prisões e a postura do STF os deputados Rodrigo Valadares (União-SE), Fred Linhares (Republicanos-DF), José Medeiros (PL-MT) e Sargento Gonçalves (PL-RN), entre outros. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) cobrou uma posição do presidente do Congresso Nacional e do Senado, Rodrigo Pacheco, acerca da atuação do STF.
Ausências O deputado Marcel van Hattem lamentou o não comparecimento de seis convidados ao debate, como o ministro Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Eles não teriam informado o motivo da ausência.
O ouvidor nacional de Direitos Humanos, Bruno Renato Teixeira, chegou a acompanhar parte da audiência pública como representante do Ministério de Direitos Humanos e da Cidadania, mas teve que se ausentar devido a outro compromisso. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sanderson, afirmou que, se Teixeira quiser retornar, ele poderá ser ouvido até a noite.
Os ânimos esquentaram quando Malta reclamou que os bolsonaristas são frequentemente apontados como os responsáveis pelo quebra-quebra nos Três Poderes
Durante o depoimento do ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Saulo Moura da Cunha, na terça-feira (1º/8), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos de 8 de Janeiro, ocorreu um bate-boca entre os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eliziane Gama (PSD-MA). Foi notado um aumento da tensão quando os frequentes apontamentos aos bolsonaristas como responsáveis pelas perturbações nos Três Poderes foram mencionados por Malta. Além disso, o homem que destruiu o relógio de Dom João VI, denominado por ele como um “infiltrado do MST”, foi citado.
O raciocínio do senador foi interrompido pela relatora da CPMI, Eliziane, que apontou que desinformações e disseminação de fake news estavam sendo veiculadas por ele na comissão. Em resposta, o senador reagiu oferecendo a palavra a ela, com uma réplica um tanto jocosa. Essa troca verbal foi seguida por uma intervenção do presidente da CPMI, deputado Arthur Maia (PP-BA), que acalmou a situação e retornou a palavra a Malta.
Sâmia Bomfim chamou ação policial em Guarujá de “chacina” e foi surpreendida pelo secretário
No depoimento desta quarta-feira (2), na CPI do MST, foi prestado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Questionado por membros da comissão, abordou-se a Operação Escudo da Polícia Militar, que resultou em 16 óbitos no Litoral paulista, em Guarujá.
Durante esse momento, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) desafiou Derrite de maneira contundente, ao se referir à ação policial na Baixada Santista como uma “chacina”. Além disso, ela alegou que “não existem provas que liguem qualquer uma destas pessoas ao assassinato do policial”.
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Sâmia enfatizou: “A segunda maior chacina do estado de São Paulo está sendo vivenciada por nós, perdendo apenas para o Carandiru.” O secretário, por sua vez, adotou um tom semelhante ao da parlamentar em suas respostas, expressando desapontamento com ela por não manifestar solidariedade à policial militar atingida por disparos durante a operação. “Eu esperava que a senhora, como mulher, fosse defender a policial que foi alvejada pelas costas com tiros de fuzil”, ressaltou Guilherme Derrite.
A policial, que foi alvejada pelas costas enquanto sua viatura estava estacionada em frente a uma padaria, foi socorrida e encaminhada à Santa Casa de Santos, porém, lamentavelmente, não sobreviveu.
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