CCJ aprova projeto que susta resolução do CNJ sobre Política Antimanicomial do Poder Judiciário

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Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O relator, deputado Felipe Francischini, recomendou a aprovação do projeto A Comissão de Constituição e Just…

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 81/23, que suspende a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que criou a Política Antimanicomial do Poder Judiciário, com medidas voltadas para o atendimento de pessoas com transtorno mentais que cometeram crimes.

Entre outros pontos, a Resolução 487/23 estabelece regras para o atendimento especializado e em local adequado. A norma veda a internação em instituição de caráter asilar, como os hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, e prevê medidas para evitar que o tratamento do acusado ou preso seja descontinuado.

Autor da proposta, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) acredita que o CNJ ultrapassou os seus poderes ao editar a resolução, criando direitos e obrigações não assegurados em lei. Para ele, a proposta “garante que a população não vai ser internada no SUS [Sistema Único de Saúde] com criminosos de alta periculosidade”. Ele disse que nenhuma atrocidade acontece nos hospitais de custódia.

O parecer do relator, deputado Felipe Francischini (União-PR), foi favorável ao projeto e apensados (PDLs 131/23, 153/23 e 154/23), com substitutivo. Ele concorda com o autor que “a resolução foi muito além dos termos definidos pela Lei Antimanicomial (Lei 10.216/01) e legislou em vários pontos”.

“As mudanças que a resolução do CNJ pretende viabilizar devem ser discutidas no âmbito do Congresso Nacional no intuito de ampliar o debate com a sociedade, considerando tratar-se de alterações substanciais que afetam toda a disciplina das medidas de segurança previstas no Código Penal”, disse o relator.

Debate
O deputado Patrus Ananias (PT-MG) pediu a retirada de pauta da proposta para debater melhor o texto, ouvindo pessoas especializadas em saúde mental. “O Brasil tem uma história ruim, de violência, de segregação social, até mesmo de tortura através de choques elétricos e outros procedimentos que ferem a dignidade da pessoa humana”, alegou. A retirada de pauta foi rejeitada.

O deputado Gilson Marques (Novo-SC) defendeu a revogação da resolução do CNJ. Na avaliação dele, se existe tortura e violência nos hospitais de custódia, o problema precisa ser resolvido, e não os estabelecimentos serem fechados.

Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu a resolução e disse que ela indica que todas as pessoas com medidas de internação deverão ser analisadas individualmente e terão que ter proposta terapêutica individualizada. Segundo ela, a internação continuará acontecendo quando for necessária, mas acabará a “lógica medieval” dos hospícios, respeitando-se a dignidade humana.

Para o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), se a política for levada adiante, as pessoas que cometeram crimes e sofrem de doenças mentais “passarão a conviver com seus familiares, vizinhos, em sociedade, ou, na melhor das hipóteses, em hospitais psiquiátricos”.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) apontou pontos da resolução dos quais discorda. “O artigo 18 fala que, em até seis meses a contar da publicação, a autoridade judicial determinará a interdição parcial de estabelecimentos, alas ou instituições congêneres de custódia e de tratamento psiquiátrico e, em até dois meses, a interdição total e fechamento das instituições. Extrapola evidentemente a competência do CNJ”, afirmou.

“A resolução está em vigor desde fevereiro e não aconteceu nada daquilo que foi dito. Criar esse pânico é, na verdade, distorcer o debate sobre a necessidade de avançarmos na luta antimanicominal no Brasil e no mundo”, argumentou o deputado Helder Salomão (PT-ES).

Tramitação
O projeto segue para análise do Plenário da Câmara.

O perigo por trás da prisão do ex-diretor da PRF

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A história nos ensina que a liberdade é um bem precioso, e é nosso dever assegurar que ela seja preservada, independentemente das circunstâncias políticas vigentes. O direito à justiça, à igualdade e ao devido processo legal deve prevalecer como pilares inabaláveis, sustentando o equilíbrio entre o poder e a cidadania.

Desde outubro de 2022, estamos testemunhando uma realidade política que desafia os preceitos democráticos estabelecidos, levando-nos a refletir profundamente sobre os fundamentos legais que norteiam nosso sistema. Com mais de seis meses de governo de um político que escapou de condenações e foi elevado à presidência, o panorama não se desenvolveu conforme os lemas de “União Nacional” e “Reconstrução” proclamados pela propaganda oficial. Ao invés disso, temos observado uma série de acontecimentos que levantam preocupações sobre o respeito às liberdades e direitos de opositores.

O artigo 5º da Constituição Federal Brasileira de 1988 estabelece que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Entretanto, no cenário atual, percebe-se uma sistemática perseguição àqueles que exercem seu direito de oposição a esse governo. Uma prisão ocorre quase que diariamente, evocando um ar autoritário que remete a tempos sombrios. A recente prisão do ex-diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, sob alegações de suposta interferência no processo eleitoral, lança questionamentos sobre a condução do poder.

O princípio do devido processo legal, previsto tanto no artigo 5º da Constituição quanto no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, ratificado pelo Brasil, demanda que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”. A operação “Constituição Cidadã”, deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2023, suscita inquietações sobre a motivação real por trás da medida. O nome da operação, ligado à Lei Maior do país, evoca a lembrança do compromisso com a democracia e a representatividade do povo. No entanto, os fatos apontam para uma realidade mais complexa, em que se questiona a justificativa para uma prisão preventiva após o processo eleitoral já ter ocorrido e alegações de falta de evidências de abusos.

A prisão preventiva, conforme estabelecida no Código de Processo Penal Brasileiro, deve ser baseada em riscos concretos à ordem pública, ao andamento das investigações ou à fuga do suspeito. Até o momento, não foram apresentadas provas sólidas que respaldem a necessidade de manter Silvinei Vasques sob prisão, levantando preocupações sobre a legalidade do ato.

O sistema de justiça é essencial para o funcionamento da democracia, e sua atuação deve pautar-se pela imparcialidade e respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos. Como estabelece o artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie”. Portanto, é crucial que as ações judiciais sejam guiadas pela legitimidade, evitando qualquer aparência de vingança ou perseguição política.

Nesse contexto, urge lembrar que o fortalecimento da democracia demanda um compromisso coletivo com a manutenção das instituições e dos princípios que a sustentam. A história nos ensina que a liberdade é um bem precioso, e é nosso dever assegurar que ela seja preservada, independentemente das circunstâncias políticas vigentes. O direito à justiça, à igualdade e ao devido processo legal deve prevalecer como pilares inabaláveis, sustentando o equilíbrio entre o poder e a cidadania.

Depoimentos revelam tortura praticada por líderes do MST

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Os depoimentos no segundo dia consecutivo da CPI revelam um padrão alarmante de abuso e controle no seio do MST.

A violência perpetrada por líderes sem-terra é exposta por ex-integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em depoimento à CPI do MST nesta quarta-feira (9). Durante o testemunho, um relato perturbadora foi compartilhado por Noemia dos Santos, assentada de uma fazenda em Goiás. Dona Maria, uma senhora idosa, teria sido envolvida em um colchão com a intenção de ser incendiada viva.

A atrocidade relatada por Noemia revela um quadro de covardia impactante: “Fizeram tanta covardia, mas tanta covardia! Uma senhora lá, dona Maria, que estava junto comigo, eles enrolaram ela num colchão para botar fogo. Ai o que que aconteceu… O sogro dela pediu a eles, implorou para eles e falou: ‘Não faz isso não, ela tem um filho deficiente’. Aí eles soltaram ela, pegaram as coisas dela também e levaram para a margem da rodovia”, detalhou.

Joviniano Rodrigues, outro depoente e também assentado na mesma fazenda, ressaltou o temor enraizado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em relação ao MST. Ele destacou: “O Incra não podia fazer nada porque o Incra morria de medo dessa organização. Até hoje o Incra morre de medo!”. Joviniano ainda apontou para sua ação em denunciar o MST à Polícia Federal, resultando em sua perda de influência: “Eles dizem assim: ‘nós temos dez inimigos no Brasil, dez que nos traíram, o número 1 é Joviniano porque nunca ninguém fez com nós na justiça o que ele fez.’”

Os depoimentos no segundo dia consecutivo da CPI revelam um padrão alarmante de abuso e controle no seio do MST. Vanuza Souza, assentada que depôs no dia anterior, também denunciou maus-tratos, destacando a falta de liberdade de escolha política e criticando os deputados da comissão. A série de relatos perturbadores lança luz sobre uma realidade obscura que merece uma investigação minuciosa.

PL esclarece notícia “obscura” sobre Michelle Bolsonaro

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Partido emitiu nota sinalizando informações sobre a ex-primeira-dama veiculadas de “forma distorcida”

Um comunicado foi divulgado pelo PL Mulher, nesta terça-feira (8), com o intuito de esclarecer fatos recentes envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e lamentar a forma distorcida com que um título de reportagem publicada no portal e nas redes sociais do Metrópoles, em 8 de agosto, foi redigido.

O título da matéria, intitulada “Em 11 dias, equipe de Mauro Cid depositou R$ 60 mil em dinheiro na conta de Michelle Bolsonaro”, foi considerado obscuro pela nota emitida, pois levou o leitor a erro e induziu à desinformação, prejudicando os envolvidos na reportagem. A técnica de redação de títulos sensacionalistas e enganosos foi criticada pelo partido, enfatizando que a média dos valores mensais, somadas suas frações, é coerente com os gastos de uma família semelhante.

A nota ressalta que as despesas da casa e pessoais de Michelle e suas filhas são pagas com os proventos do marido, tornando as transferências necessárias e compatíveis com esses gastos. Além disso, aponta a presença de um “malabarismo semântico” no texto da reportagem, que sugere, de maneira artificial, um imaginário de práticas ilícitas. A assessoria de comunicação do PL Mulher também expressou estranheza pelo fato de não ter sido contatada antes da publicação da reportagem.

PL prepara podcast com Bolsonaro e Costa Neto

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Enquanto Costa Neto passará por treinamento para falar de forma natural, Bolsonaro receberá orientações para evitar declarações controversas e fornecer menos munição à Justiça e adversários.

O Partido Liberal (PL) está se preparando para lançar seus próprios podcasts neste mês, com estúdios montados em Brasília e na Câmara dos Deputados. Segundo noticiado pelo Estadão, o objetivo é ter um programa fixo com Valdemar Costa Neto, presidente do partido, como âncora, e participações eventuais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto Costa Neto passará por treinamento para falar de forma natural, Bolsonaro receberá orientações para evitar declarações controversas e fornecer menos munição à Justiça e adversários.

Bolsonaro deixou de fazer suas tradicionais transmissões ao vivo e agora busca uma abordagem mais controlada por meio de podcasts. A estrutura de gravações já está sendo montada na sede do partido e na Câmara, com a possibilidade de outros membros, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o general Braga Neto, também lançarem seus próprios programas. Enquanto os parlamentares no Congresso terão linguagem mais contundente, o podcast da sede do PL terá enfoque institucional e abordará os principais membros do partido.

A equipe de Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a participação do ex-presidente nas gravações e o formato que ele adotará.

Por portal Novo Norte

Após Zema ser criticado, Leite defende bloco Sul-Sudeste

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Governador negou que frente queira se colocar contra o Nordeste

O bloco Cosud (Consórcio Sul-Sudeste) foi defendido pelo governador Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul, após ser acusado pela esquerda de promover uma divisão entre o eixo Sul-Sudeste e o Norte-Nordeste por meio do consórcio.

A defesa do Cosud não se direciona a criar rivalidades entre estados ou regiões, mas sim a evitar possíveis prejuízos econômicos no Congresso, impedindo a aprovação de medidas que poderiam afetar adversamente ambas as regiões.

A união dos estados do Norte e Nordeste em torno de interesses comuns serviu de inspiração para a iniciativa do bloco, que busca ações voltadas ao desenvolvimento, questões tributárias, combate à pobreza, governança federativa, preservação do meio ambiente, apoio ao agronegócio e enfrentamento do crime. Essas pautas foram elencadas por Leite como focos centrais do Cosud.

Sobre o tema, uma entrevista ao Estadão deste sábado (5) trouxe declarações de Zema, governador de Minas Gerais, que geraram controvérsia na esquerda, chegando até a acusações de traição à nação pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. Eduardo Leite expressou que não acredita que Zema tenha divergido da visão do bloco e, caso tenha feito isso, não o representa. O bloco, cuja presidência está a cargo de Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, ressaltou a necessidade de união para a defesa de interesses mútuos, destacando exemplos de outras regiões do país que, apesar de menores em termos de economia e população, conseguem aprovar projetos em Brasília devido à coesão.

Por portal Novo Norte

Comissão aprova projeto que condiciona contribuição previdenciária de PM inativo à integralidade na remuneração

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O deputado Delegado Paulo Bilynskyj recomendou a aprovação do projeto - (Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados)

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados O deputado Delegado Paulo Bilynskyj recomendou a aprovação do projeto A Comissão de Segurança Pública da C…

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe os estados e o Distrito Federal de aplicar a contribuição dos militares inativos e pensionistas prevista na reforma de 2019 sem que seja assegurada a integralidade e a paridade com os vencimentos pagos na ativa.

Foi aprovado o substitutivo do relator, Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o Projeto de Lei 1451/23, do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB). “Concordo com o autor da proposta, e a legislação deve ser aplicada na totalidade, e não apenas as disposições que são convenientes aos entes federativos”, disse o relator.

No substitutivo, Paulo Bilynskyj inseriu o dispositivo proposto no Decreto-Lei 667/69, que trata da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros nos estados e no DF. A versão original alterava a Lei 13.954/19, que reestruturou a carreira e o sistema de proteção social das Forças Armadas, das PMs e dos bombeiros.

Com a reforma do sistema de proteção social, a alíquota da contribuição de ativos e inativos, para pensões militares, aumentou de 7,5% para 10,5%, e os pensionistas, antes isentos, passaram a recolher pelo menos 10,5%.

“Os estados, de forma seletiva, estão aplicando o que melhor lhes convém, descontando dos inativos uma alíquota previdenciária – alegando cumprir aquela lei federal –, mas deixando de garantir a integralidade e a paridade dos vencimentos”, disse o autor da proposta, deputado Cabo Gilberto Silva.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por portal Novo Norte

Alerta vermelho no governo Lula após ausência de Alckmin na posse de Sabino

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A ausência mais sentida nesta quinta-feira (3) na posse do novo ministro do Turismo, Celso Sabino (União), foi a do vice-presidente Geraldo Alckmin

Há várias semanas, o nome de Alckmin tem sido mencionado como alguém que está sendo retirado do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em uma movimentação que visa acomodar o Centrão no governo.

O prolongamento das especulações sobre o Ministério do Desenvolvimento, juntamente com o silêncio mantido pelo presidente Lula, tem gerado desconforto significativo tanto no círculo mais próximo de Alckmin quanto no próprio partido a que ele pertence, o PSB.

Uma solução rápida para a entrada definitiva do Centrão no governo vem sendo cobrada por membros da articulação política, dirigida a Lula. Pela manhã, Alckmin marcou presença em São Paulo para a cerimônia de abertura do congresso médico-acadêmico da Universidade 9 de Julho, no Memorial da América Latina. À tarde, o ex-governador retornou a Brasília para participar da posse do ministro Cristiano Zanin no Supremo Tribunal Federal (STF).

Por portal Novo Norte

Nikolas reproduz som dos batimentos cardíacos do filho em discurso contra aborto

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A esposa do parlamentar, Lívia, está grávida de oito semanas

Um discurso contra o aborto no plenário da Câmara dos Deputados foi proferido nesta quarta-feira (2) pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), com a reprodução do som dos batimentos cardíacos de seu filho.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), será alvo da mensagem, já que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, proposta pelo PSOL em 2017 e que busca a descriminalização do aborto voluntário até o terceiro mês de gestação, deve ser discutida neste semestre.

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O coração do bebê, cuja mãe é Livia Orletti, esposa do parlamentar, pôde ser ouvido pelo casal na sétima semana de gravidez, que se encontra no oitavo mês.

– O que é referido por muitos como aglomerados de células é por mim designado como filho – foi a declaração dele, expressando preocupação acerca da possibilidade de autorização da morte de bebês pelo Brasil, através do STF.

A posição de Nikolas também destacou que não são aqueles que não foram eleitos pelo voto popular, mas sim os “togados”, que devem determinar o desfecho do tema. Adicionalmente, o jovem parlamentar apostou na não aprovação do aborto no país, caso fosse conduzido um plebiscito.

Por portal Novo Norte

CPI do MST: José Rainha cai em contradição e quase sai preso

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“Não pode mentir. Se mentir, eu peço para ir para a cadeia”, disse Coronel Chrisóstomo

Na última sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma prisão no âmbito do colegiado foi ameaçada pela oposição. Pela primeira vez, considerou-se a possibilidade de efetuar detenções durante a tensa reunião. Foi confrontado o líder da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), José Rainha, com um vídeo que o levou a reverter sua negação inicial de apoio direto à deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) nas eleições de 2018.

No material em questão, agradecimentos pelos votos à parlamentar foram expressos por ele. A pressão prosseguiu com o relator Ricardo Salles (PL-SP) destacando que o falso testemunho não era admissível. Coronel Chrisóstomo (PL-RO) reiterou que mentir resultaria em um pedido de prisão. Rainha recusou-se a detalhar as razões que o levaram a romper com o MST e foi questionado sobre sua relação com o ministro do Desenvolvimento Agrário, entre outros tópicos.

José Rainha, líder do FNL, compareceu como testemunha à CPI, acompanhado pelos advogados Sérgio Pantaleão e Rodrigo Chiziolini, em meio a uma sessão marcada por atritos e provocações entre parlamentares do governo e da oposição. A presença de Rainha gerou grande interesse, já que ele era um dos líderes do MST e estava envolvido nos movimentos dos sem-terra, aspecto que levou três deputados a solicitar seu depoimento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido da defesa de Rainha para evitar comparecer à CPI, garantindo, no entanto, seu direito de permanecer em silêncio diante de questões autoincriminatórias.

Por portal Novo Norte