Assembleia do Espírito Santo bate de frente com Moraes e vota revogação de prisão de deputado

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O presidente da Ales, Marcelo Santos, expressou anteriormente que revogar a prisão do colega se tornou uma questão de honra, apesar de não ser aliado direto de Assumção. Com a aprovação do parecer, a resolução será encaminhada ao STF ainda no mesmo dia.

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) votou nesta quarta (6) pela revogação da prisão do deputado Capitão Assumção (PL), que havia sido detido no dia 28 de fevereiro por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de disseminar fake news e participar de atos antidemocráticos. A decisão favorável ocorreu durante uma sessão ordinária híbrida, com 24 votos a favor da revogação, 4 contra, e uma abstenção.

A comissão especial formada para analisar a prisão do deputado, presidida por Lucas Scaramussa (Podemos), baseou seu parecer na defesa das prerrogativas constitucionais e na falta de contemporaneidade da ordem de detenção. Antes da votação, o advogado de Assumção defendeu a análise legal do caso, além da presença de figuras políticas importantes e apoiadores do deputado na sessão.

O presidente da Ales, Marcelo Santos, expressou anteriormente que revogar a prisão do colega se tornou uma questão de honra, apesar de não ser aliado direto de Assumção. Com a aprovação do parecer, a resolução será encaminhada ao STF ainda no mesmo dia.

A decisão gerou comemoração entre parlamentares do PL, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), que destacaram a vitória da democracia e da Constituição. O caso de Assumção reacende discussões sobre a separação de poderes e a proteção das prerrogativas parlamentares no Brasil.

Por portal Novo Norte

Oposição protocola CPI para investigar exploração sexual na Ilha de Marajó

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Deputados Eduardo Bolsonaro e Paulo Bilynskyj lideram a iniciativa com apoio de 171 assinaturas.

Os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Paulo Bilynskyj (PL-SP) deram um passo importante nesta quarta-feira (6) ao protocolar um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar denúncias de exploração sexual infantil na Ilha de Marajó, no Pará. A ação, apoiada por 171 assinaturas de parlamentares, busca responder aos recentes casos que reacenderam as preocupações sobre a segurança das crianças na região.

Para que a CPI seja oficialmente instaurada, é necessário que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), proceda com a leitura do requerimento em sessão plenária. Paulo Bilynskyj destacou o apoio recebido dos colegas deputados e reforçou o compromisso do parlamento na proteção das crianças, indicando a próxima etapa de trabalho junto a Arthur Lira para garantir a instalação da comissão.

O assunto ganhou destaque especialmente após uma apresentação da cantora Aymeê Rocha em um programa de TV, levando a uma mobilização intensa nas redes sociais e entre parlamentares, principalmente aqueles alinhados ao ex-presidente Bolsonaro. Em resposta, além da proposta de CPI, a Câmara dos Deputados anunciou a formação de uma comissão geral e uma comissão externa, ambas focadas em debater e investigar as denúncias de exploração sexual na Ilha de Marajó, sob a liderança de Ricardo Ayres (Republicanos-TO) e Amanda Gentil (PP-MA), esta última presidente da Frente Parlamentar Contra o Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, garantindo que não haverá custos adicionais para a Câmara.

Por portal Novo Norte

Em derrota de Lula, partido de Bolsonaro vai comandar a mais importante comissão da Câmara

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PL liderará a Comissão de Constituição e Justiça

Líderes partidários confirmaram nesta terça (5) que o PL liderará a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais influente da Câmara dos Deputados, após negociações lideradas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Este desfecho representa uma derrota para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se esforçou para impedir que o partido de oposição assumisse o controle de um colegiado tão crucial neste ano.

A expectativa é que as comissões sejam formalmente estabelecidas nesta quarta-feira (6), com a distribuição de lideranças já definida para algumas comissões além da CCJ, incluindo o PP na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e o PT na presidência da comissão de Saúde. Esses arranjos fazem parte de um acordo mais amplo que também prevê a liderança do PT em outras comissões importantes, como Fiscalização e Controle, Direitos Humanos e Cultura, enquanto o PP e outros partidos assumem diferentes responsabilidades chave.

O acordo para a liderança das comissões reflete uma estratégia complexa de negociação entre os partidos, envolvendo concessões do ano anterior, quando o PL abdicou da CCJ, apesar de sua grande bancada, com promessas de assumir a liderança em 2024. Apesar das especulações e tentativas de outros partidos de assumir a CCJ, o PL garantiu sua posição na comissão este ano, cumprindo o acordo estabelecido anteriormente.

Esta organização das presidências das comissões tem significativas implicações políticas e financeiras, dada a relevância dos colegiados na análise prévia de projetos de lei e na distribuição de recursos orçamentários. O Congresso aprovou R$ 11 bilhões para emendas de comissão em 2024, após vetos a uma proposta maior, destacando o valor político e econômico dessas posições.

Por portal Novo Norte

Escândalo: Ciro denuncia esquema de venda de precatórios no governo Lula

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A denúncia de Gomes questiona a prática do governo federal em gerir dívidas judiciais, apontando para uma potencial irregularidade na venda de precatórios com grandes deságios a apenas dois bancos.

Na entrevista concedida à CNN na terça-feira (30), Ciro Gomes, ex-candidato à presidência pelo PDT, acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vender R$ 93 bilhões em precatórios para dois bancos nacionais, com um desconto de até 50%. Gomes comparou o caso aos escândalos do mensalão e do petrolão, sugerindo que este pode ser ainda mais significativo.

Gomes, que também é ex-governador do Ceará, criticou a operação de venda dos precatórios, destacando que normalmente o credor é quem vende o precatório, não o devedor, salvo exceções para precatórios de empresas estatais. Ele também mencionou a falta de cobertura da grande imprensa sobre o assunto e indicou que o Ministério Público poderia investigar a veracidade de sua denúncia.

A denúncia de Gomes questiona a prática do governo federal em gerir dívidas judiciais, apontando para uma potencial irregularidade na venda de precatórios com grandes deságios a apenas dois bancos. Essa ação, segundo ele, poderia representar uma falha grave comparável a escândalos anteriores, colocando em cheque a transparência e a legalidade das operações financeiras do governo atual.

Por portal Novo Norte

Dignidade no parto: PL de Mantoan tem como alvo o combate à violência obstétrica, no Tocantins

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O PL busca mapear a violência obstétrica no Tocantins através do levantamento de dados estatísticos de casos.

O deputado Eduardo Mantoan (PSDB) propôs na Assembleia Legislativa do Tocantins um Projeto de Lei que pretende combater a violência obstétrica a partir de uma série de medidas de proteção à mulher, garantindo a efetividade da política pública nacional de saúde referente ao parto e ao nascimento.

O PL busca mapear a violência obstétrica no Tocantins através do levantamento de dados estatísticos de casos. Este trabalho de identificação e registro de mortes causadas direta ou indiretamente pela violência obstétrica ficaria sob a responsabilidade do Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil (CEPOMFI), já existente e atuante no Estado. O Projeto de Lei de Mantoan ainda prevê que as informações sejam compartilhadas anualmente com as Secretarias de Saúde e de Segurança Pública.

“Resguardar a dignidade e os direitos das mulheres é o nosso dever. E essa forma de violência não traz consequências negativas só para as mães, como pode ser decisiva para a sobrevivência dos bebês. Não podemos nos calar diante destas agressões no momento que deveria ser o mais feliz para a família, o que torna a violência obstétrica ainda mais cruel”, apontou Mantoan.

Devido à falta de informação, muitas mães passam por condutas que caracterizam a violência e não denunciam por medo ou até por considerar ser normal tais atos. Por isso, o texto traz esclarecimentos acerca do tema, evidenciando o que é inaceitável durante o parto. A exemplo disso está fazer comentários constrangedores à mulher referentes à cor, idade, escolaridade e/ou religião e ironizar ou a censurar emocionalmente durante a dor do parto. Além disso, induzir cesarianas desnecessárias também é uma forma de violência. Todas essas informações deverão estar afixadas em cartazes nos estabelecimentos de saúde, conforme prevê o PL.

Por portal Novo Norte

Lula quer destruir o ganha pão de milhões de trabalhadores, diz Nikolas

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Eduardo Ribeiro, presidente do partido Novo, também criticou a proposta, afirmando que “vai matar aplicativos de transporte no Brasil” e prejudicará “778 mil famílias” que dependem dessa forma de trabalho

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) expressou, nesta segunda-feira (4), forte oposição ao projeto de lei complementar enviado ao Congresso pelo presidente Lula, que visa regulamentar o trabalho em aplicativos de transporte, como Uber e 99. Ferreira argumentou que a medida “quer destruir o ganha pão de milhões de trabalhadores” e comprometeu-se a jamais apoiar iniciativas que, segundo ele, “sufoquem a liberdade do mercado”. Suas críticas foram amplamente divulgadas em sua rede social X, onde reiterou seu apoio a motoristas e entregadores.

A proposta do presidente Lula, apresentada também na segunda-feira (4), destina-se a estabelecer direitos e obrigações para mais de 1,5 milhão de brasileiros que trabalham através dessas plataformas, de acordo com dados do IBGE de 2022. Entre os principais pontos do projeto, estão o pagamento mínimo por hora trabalhada, contribuição previdenciária obrigatória a ser recolhida pelas empresas, e a criação de sindicatos para a categoria.

Além de Ferreira, Eduardo Ribeiro, presidente do partido Novo, criticou a proposta, afirmando que “vai matar aplicativos de transporte no Brasil” e prejudicará “778 mil famílias” que dependem dessa forma de trabalho. Ribeiro destacou o impacto negativo que a regulamentação teria para motoristas, plataformas e usuários, classificando o projeto como “péssimo para o setor”.

Câmara e Senado terão agora 45 dias cada um para analisar o texto, com debates entre legisladores, motoristas de aplicativos e as próprias empresas envolvidas.

Por portal Novo Norte

Comissão debate projeto que transforma o ‘domínio de cidades’ em crime hediondo

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Assalto a banco em Criciúma (SC), que parou a cidade em 2020, é considerado um exemplo do chamado "novo cangaço" - Foto: Reprodução

A Comissão de Defesa da Democracia (CDD) se reúne na quarta-feira (6), a partir das 14h, com seis itens na pauta. Um deles é PL 5.365/2020 , que ti…

A Comissão de Defesa da Democracia (CDD) se reúne na quarta-feira (6), a partir das 14h, com seis itens na pauta. Um deles é PL 5.365/2020 , que tipifica os chamados “domínio de cidades” e “intimidação violenta” como crimes no Código Penal e ainda inclui o primeiro no rol de crimes hediondos. A intenção é enquadrar grupos armados que praticam grandes assaltos de forma coordenada, normalmente com roubo a agências bancárias ou caixas eletrônicos.

O domínio de cidades é um delito especializado praticado em centros urbanos de médias e grandes cidades. Ele costuma envolver o bloqueio de rodovias e obstrução das forças de segurança pública, até mesmo com armas de uso dessas, forças para impedir ou retardar a atuação do poder público.

O relatório do senador Fabiano Contarato , favorável à proposta da Câmara, (PT-ES) faz uma comparação entre esse tipo de crime, que tem um contingente de criminosos maior e mais sofisticado em termos de planejamento e de recursos envolvidos, com o chamado “novo cangaço”, relacionado ao banditismo interiorano em cidades com até 50 mil habitantes. Ele reforçou no documento que o domínio de cidades e a intimidação violenta “são aqueles crimes considerados de gravidade acentuada, ou seja, aqueles delitos com grande potencial ofensivo, que causam substancial dano à coletividade”.

Mas o senador entende que são necessárias mudanças para deixar claro que não se trata de mero crime contra o patrimônio, uma vez que põe em risco a segurança pública e a ordem social de áreas urbanas. Ele concorda com a tipificação no Código Penal e com o enquadramento de crime hediondo, e estabelece penas de 15 a 30 anos de reclusão.

No mesmo relatório, o senador capixaba deu parecer pela rejeição do PL 610/2022 , apresentado pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que trata do “novo cangaço”. A proposta tramita em conjunto com o projeto da Câmara e pretende transformar esse prática criminosa em ato de terrorismo. Para Contarato, o projeto descaracteriza esse tipo de crime por não exigir motivações previstas em lei, como xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião.

Se passar pela CDD, o projeto também será debatido e votado nas comissões de Segurança Pública (CSP) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Dia da Defesa da Democracia

O único projeto em caráter terminativo — não precisa passar pelo Plenário, salvo requerimento nesse sentido — é o PL 6.103/2023. O projeto fixa 25 de outubro como o Dia Nacional de Defesa da Democracia, em memória do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da proposta, deu parecer favorável, alegando que “instituir uma data dedicada a essa causa [da democracia] é um passo fundamental para garantir que esses valores não sejam novamente objeto de questionamento”.

A criação do Dia Nacional de Defesa da Democracia foi sugerida no relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Atos de 8 de Janeiro de 2023, após debate e aprovação na CPMI. Caso seja aprovada pela CDD, a proposta segue diretamente para a Câmara dos Deputados.

Outro projeto na pauta da CDD, o PL 745/2022 , especifica as aplicações de reconhecimento facial no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO), autor da proposta, argumenta que o número de pessoas desaparecidas no país é “alarmante” e que é necessário aproveitar as informações geradas diariamente pelos dispositivos de reconhecimento facial, como celulares e sistemas de controle de acesso, para auxiliar na identificação e localização desses desaparecidos.

Se o relatório favorável do senador Magno Malta (PL-ES) for aprovado, o projeto passará pelas Comissões de Segurança Pública (CSP) e, terminativamente, de Comunicação e Direito Digital (CDD).

Por portal Novo Norte

Drogas: Girão critica STF e diz que Barroso tem conflito de interesse

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (4), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF)

Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (4), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) por retomar, na próxima quarta-feira (6), o julgamentodo recurso extraordinário (RE 635659) movido pela Defensoria Pública de São Paulo, que pede a inconstitucionalidade do art. 28 da Lei 11.343, de 2006 .

A lei manda punir o porte de maconha e outras drogas proibidas, “para consumo pessoal”,com medidas sócio-educativas e prestação de serviços à comunidade. O mesmo vale para quem semeia, cultiva ou colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância, também para uso pessoal

O último voto em relação ao caso foi dado há seis meses, e o placar está em cinco votos favoráveis ao relator, ministro Gilmar Mendes: consideram ser inconstitucional enquadrar como crime o porte de maconha para uso pessoal. Um voto, do ministro Cristiano Zanin, considera válida a criminalização prevista no artigo 28 da Lei de Drogas. Os votos tratam apenas da maconha.

O senador destacou que, em sua opinião, a decisão de colocar a matéria em pauta novamente demonstra que existe um “avassalador ativismo político-ideológico” na Corte. Além disso, o senador diz ter “fortes questionamentos à imparcialidade do ministro Luís Roberto Barroso”, atual presidente do STF, responsável por recolocar o assunto em pauta e um dos que votaram pela descriminalização:

— É um conflito de interesses, ou não? [Barroso] sempre foi ativista em prol da legalização da maconha. Ele fez, por exemplo, palestras em Nova York a convite da Open Society, comandada pelo bilionário George Soros, um dos maiores investidores, patrocinadores globais da legalização da droga, em especial da maldita maconha. Nessa senda, esse magistrado tinha a obrigação de se declarar suspeito nessa matéria. Essa foi inclusive uma das razões que embasaram o meu pedido de impeachment do atual Presidente do Supremo.

Girão enfatizou que no ano passado houve uma mobilização no país contra o que chamou de legalização da maconha e outras drogas:

— A sociedade se mobilizou, e esse grito fez o Senado se levantar nessa causa. O Supremo Tribunal está indo contra os princípios, valores e vontade do povo brasileiro.

Uma das reações no Senado foi a apresentação pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45 . Apoiada por 28 senadores, inclusive Girão, a PEC altera o art. 5º da Constituição Federal, para “prever como mandado de criminalização a posse e o porte de entorpecentes e drogas afins sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”.

O Parlamentar alertou sobre os riscos da maconha, mencionando estudos que associam o consumo da droga a problemas de saúde mental.

Por portal Novo Norte

Projeto proíbe condenado de lucrar sobre livro ou filme baseado no crime praticado

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Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Proposta autoriza vítima ou herdeiros a requerer os valores; Câmara dos Deputados analisa o texto

O Projeto de Lei 5912/23 proíbe a pessoa condenada de lucrar com a produção de eventual obra intelectual sobre o crime cometido por ela.

Pelo texto, se o condenado tiver recebido qualquer valor, a vítima ou seus herdeiros poderão requerer o montante recebido mais danos morais, independentemente de qualquer reparação já efetuada pelos prejuízos decorrentes da infração penal.

O autor da proposta, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), alerta que condenados notórios poderiam buscar lucro com a venda da história para produtores ou editores, com a cobrança para a concessão de entrevistas exclusivas ou com fornecimento de material para elaboração de biografias. Segundo ele, a medida impede qualquer ganho por parte do criminoso.

Legislação americana
Côrtes afirma que se inspirou na legislação americana. Lá, um conjunto de leis estaduais, conhecidas como “Son of Sam Laws” , autoriza o Estado a receber todo o dinheiro arrecadado pelo criminoso por cinco anos, com o objetivo de compensar a família das vítimas.

O nome da lei norte-americana faz referência a David Berkowitz, um assassino serial que agiu em Nova York na década de 1970. Em um dos crimes que cometeu, ele deixou um bilhete com a assinatura Son of Sam (Filho de Sam). Condenado a prisão perpétua, Berkowitz ganhou muito dinheiro após lançar livro em que narra detalhes e motivações para os crimes.

“Inspirada em leis americanas neste sentido, acreditamos que a medida é fundamental para preservar a moralidade pública”, disse Côrtes. “Assegura ainda às vítimas e aos herdeiros o direito de requerer indenização, tendo em vista que o lucro do condenado com o crime cometido, ainda que de forma indireta, constitui uma nova forma de agressão”, acrescentou.

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por portal Novo Norte

Gayer denuncia Lula ao Tribunal Internacional por genocídio de indígenas Yanomami

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Aumento de mortes entre os Yanomami em 2023 motiva ação; acusações também abordam negligência governamental frente ao garimpo ilegal.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) apresentou na sexta (1) uma denúncia contra Lula ao Tribunal Penal Internacional por genocídio contra os indígenas Yanomami. O documento enfatiza um aumento de 5,8% no número de mortes entre os Yanomami em 2023, somando 363 óbitos, em comparação a 343 no ano anterior. Além disso, aponta uma crise humanitária agravada por garimpo ilegal e desmatamento nas terras Yanomami, que se localizam entre os estados do Amazonas e Roraima.

Gayer argumenta que as promessas de Lula de reduzir a mortalidade entre os Yanomami não foram cumpridas, criticando a falta de medidas eficazes para proteger os indígenas de ameaças externas. Ele destaca a relação direta entre a presença de garimpeiros e madeireiros ilegais na área e o aumento de desnutrição e doenças entre a população indígena.

A denúncia se apoia em evidências como artigos de imprensa, números oficiais e relatórios governamentais, segundo Gayer. O deputado também menciona um precedente no Tribunal de Haia, que já aceitou acusações semelhantes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No contexto da denúncia, Gayer publicou um vídeo em seu canal no YouTube, com mais de 1 milhão de seguidores, onde compara as taxas de mortalidade durante os governos de Michel Temer, Bolsonaro e Lula, criticando duramente a gestão atual pelo não fornecimento de medicamentos essenciais aos Yanomami.

Por portal Novo Norte