Wilson Witzel e Eduardo Paes disputam o segundo turno para o governo do Rio

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Os candidatos Wilson Witzel (PSC) e Eduardo Paes (DEM) vão disputar o segundo turno das eleições para governador no Rio de Janeiro no dia 28 de outubro. Com 99,94% das urnas apuradas, Wilson contabilizou 41,28% dos votos válidos e Paes, 19,56%.

O juiz federal Wilson Witzel nasceu em Jundiaí, em 1968. Aos 19 anos se mudou para o Rio de Janeiro, onde se tornou fuzileiro naval e defensor público. Fez mestrado em Processo Civil e doutorado em Ciência Política. Foi professor de Direito Penal Econômico por maios de 20 anos, ministrando aulas em instituições como a Fundação Getulio Vargas e a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para se candidatar ao cargo do governo do Rio, Witzel filiou-se este ano ao Partido Social Cristão (PSC). Em 2001, ele entrou para a magistratura, atuando em varas criminais e cíveis, chegando a presidir, entre 2014 e 2016, a Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Ajuferjes).

Formado em Direito, Eduardo Paes, de 48 anos, é candidato a governador do Rio de Janeiro pelo DEM, em uma coligação com outros 11 partidos, incluindo MDB, PSDB, PP, PTB, PPS e PV. Começou na política no início da década de 1990, como subprefeito da zona oeste do Rio de Janeiro, de 1993 a 1996. Em 1996, foi eleito vereador, como o mais votado da cidade. Permaneceu no cargo até 1999, quando assumiu seu primeiro mandato como deputado federal. Manteve-se como parlamentar até 2006.

Elegeu-se prefeito do Rio de Janeiro em 2008, com 1,7 milhão de votos, e reelegeu-se em 2012, com 2,1 milhões de votos, ainda no primeiro turno. Paes já havia se candidatado ao governo fluminense em 2006, mas ficou apenas em quinto lugar, com 5% dos votos válidos.

Eleição acirrada leva 160,5 mil macaenses às urnas neste domingo

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Macaé possui poder de eleger três deputados estaduais e três federais nestas eleições

Com segundo maior colégio eleitoral do Norte do Estado, Capital do Petróleo possui força para redefinir composição da Alerj e do Congresso Nacional

Em um dos pleitos mais controversos e disputados da história da democracia recente brasileira, mais de 160,5 mil eleitores de Macaé irão às urnas neste domingo (7), com a força de redefinir as cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do Congresso Nacional.

Seguindo uma tendência nacional, o posicionamento do eleitor da cidade ouvido nas urnas segue o indicativo das recentes pesquisas que apontam o quadro de intenção de votos para a presidência da República. Neste cenário, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), polarizam a briga seguidos por Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (REDE), Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB).

Mas, é na batalha pelas cadeiras do poder Legislativo, no Estado e em Brasília, que a força do eleitorado da cidade deverá ser percebida. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exatos 160.555 pessoas estão aptos a comparecer às urnas, nas 475 seções eleitorais espalhadas pela cidade.

Veja a lista dos locais da 109ª Zona Eleitoral

Veja a lista dos locais da 254ª Zona Eleitoral 

Esse volume de eleitores está dividido entre as seções administradas pelos dois Cartórios Eleitorais da cidade. No que representa a 109ª Zona Eleitoral, 86.376 eleitores estão cadastrados divididos em 262 seções eleitorais. Ao todo foram cancelados 6.621 títulos e outros 302 suspensos. Já na 254ª Zona Eleitoral, estão inscritos 74.179 eleitores divididos em 213 seções eleitorais. Ao todo foram cancelados 5.964 títulos e outros 344 suspensos.

Ao apresentar o segundo maior colégio eleitoral do Norte Fluminense, perdendo apenas para Campos dos Goytacazes com mais de 300 mil, Macaé possui poder de garantir a participação de, ao menos, três candidatos locais na futura composição da Assembleia Legislativa do Estado, assim como outros três integrantes da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Além disso, Macaé possui um peso significativo para a escolha do futuro governador.

Vale lembrar que, para votar, é preciso saber o local da seção eleitoral, além de apresentar o Título de Eleitor ou um documento com foto. A votação ocorre entre 8h e 17h. O resultado das urnas deverá ser divulgado até às 20h.

Filho de Cabral é condenado por ‘carteiradas’ em presídio para visitar o pai

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Por Roberta Pennafort

O deputado federal Marco Antonio Cabral (MDB), candidato à reeleição, foi condenado por improbidade administrativa pela Justiça Federal. O filho do ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e seu herdeiro político foi sentenciado “à perda da função pública, à proibição de contratar com a administração pública por três anos e ao pagamento de multa de 337 mil reais” por ter usado sua carteira de deputado para visitar o pai na prisão por 23 vezes.

A decisão foi do juiz Ricardo Levy Martins, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e decorre de ação do Ministério Público Federal ajuizada em 2017. Marco Antônio utilizou a carteira para entrar no presídio Bangu 8 em dias e horários proibidos para visitação. “Em 11 dessas visitas irregulares, o deputado sequer estava exercendo o mandato parlamentar, porque à época atuava como secretário Estadual de Esporte e Lazer”, apontou a Justiça Federal.

O juiz entendeu que as visitas eram de foro íntimo, sem relação com o exercício do mandato, e que, portanto, o uso do documento foi indevido, representando “grave violação às regras de visitação das unidades prisionais do Estado do Rio”. Ele considerou que Marco Antônio violou “princípios da moralidade, honestidade e legalidade, na forma do art. 11 da Lei 8429/92, consistente na indevida utilização de prerrogativa parlamentar para realizar visitas de interesse exclusivamente particular a seu genitor”.

A sentença diz ainda: “Não se deve perder de vista que o membro do Poder Legislativo, justamente por ser o principal formulador das leis, deveria ser um dos principais defensores da aplicação geral e despersonalizada das normas que produz. Esta verdade inafastável revela o especial desvalor daquele que utiliza indevidamente suas prerrogativas para, violando os princípios mais básicos da moralidade, honestidade e legalidade, colocar-se à margem da incidência da norma que rege a vida dos demais cidadãos”.

E também que “a sanção no presente caso merece ser tal que, em primeiro lugar, evidencie à sociedade o quão grave e intolerável é a desvirtuação das prerrogativas atribuídas aos mais altos cargos da República, e em segundo lugar, impacte na consciência do agente ímprobo, de forma que sirva como uma grave lembrança de que o mandato que lhe foi atribuído pelo voto não pode ser utilizado para atingir interesses exclusivamente privados.”

O procurador da República Gustavo Magno Albuquerque, autor da ação, considerou que a sentença “é um belo presente de aniversário pelos 30 anos da Constituição de 1988, e reafirma a ideia fundamental de que a lei deve valer para todos. O deputado deu 23 ‘carteiradas’ para burlar normas que devem ser respeitadas pelos visitantes de presídios e abusou das prerrogativas que recebeu do povo para o exercício do mandato parlamentar. A condenação é mais uma importante contribuição do MPF e da Justiça Federal para pôr fim à dinastia da improbidade iniciada por Sérgio Cabral, já condenado a quase 200 anos de prisão, e levada à frente por seu filho Marco Antônio.”

Marco Antônio respondeu assim à notícia, por meio de sua assessoria de imprensa: “A divulgação de uma suposta condenação que não está no processo, na véspera da eleição, tem objetivo de influenciar o processo eleitoral. O deputado federal afirma que não cometeu nenhum ato de improbidade e que irá tomar as medidas legais contra esse vazamento.”

Governador do Rio entre 2007 e 2014, Cabral está preso desde novembro de 2016, e já foi condenado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ele é atribuído o maior esquema de corrupção de que o Rio já teve notícia, com cobrança de propina em áreas como transportes, saúde e obras e uma movimentação de cerca de R$ 1 bilhão.

Fonte: Estadão conteúdo

Sistema político brasileiro extrai o pior das pessoas, diz Barroso

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Por Vinicius Neder

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou nesta sexta-feira, 5, que considera “muito ruim” uma convocação de uma nova Constituição Federal no atual contexto político. Segundo Barroso, o mais urgente agora é fazer uma reforma política, pois o sistema político brasileiro “extrai o pior” das pessoas.

O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro pelo PSL, general Hamilton Mourão, já declarou que a Constituição poderia ser reformada por um “conselho de notáveis”, enquanto o presidenciável do PT, Fernando Haddad, disse durante a campanha que queria “criar as condições” para a convocação de uma assembleia constituinte.

“Embora não seja a Constituição ideal, se é que isso existe, é a Constituição das nossas circunstâncias”, afirmou Barroso, em palestra durante evento promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

Segundo o ministro, a Constituição de 1988 ajudou o País a fazer uma “travessia bem sucedida” de um Estado autoritário e violento para um Estado democrático. “Considero muito ruim se desperdiçar o capital político dessa Constituição e se convocar uma nova Constituição”, completou o ministro, ressaltando que “dificilmente sairá alguma coisa melhor”.

Para Barroso, independentemente de quem for eleito presidente, a reforma política é a primeira que deveria ser feita. “Ganhe quem ganhar, eu começaria pela reforma política”, afirmou o ministro. Segundo o ministro, é preciso que a reforma política seja capaz de baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade dos parlamentares e aumentar a governabilidade.

fonte: Estadão conteúdo

Espero que Bolsonaro debata ‘olho no olho’, diz Haddad em MG

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Por Leonardo Augusto, Especial para o Broadcast Político

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, e ainda vendo o rival Jair Bolsonaro (PSL) subir mais, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 5, que o adversário se esconde nas redes sociais e que quer que o oponente debata “frente a frente”.

Haddad, ao lado do candidato à reeleição pelo PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa vaga ao Senado pelo Estado, e da vice Manuela D’Ávila (PCdoB), participou de ato público em Venda Nova, Belo Horizonte.

Sobre a possibilidade de a disputa ir para o segundo turno, o petista disse que “a expectativa é que ele (Bolsonaro) debata”. “Frente a frente. Olho no olho. Ao invés de usar as redes sociais para se esconder”, afirmou. Haddad disse ainda que a campanha vai “atuar nas redes sociais contra a difamação e a injúria”.

Fonte: Estadão conteúdo

Valor da ação de fabricante de armas dobra na Bolsa de SP

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Por Dayanne Sousa

Mais de cinquenta vezes em dois meses. Esse foi o crescimento do volume de transações na Bolsa de Valores envolvendo uma ação que, até pouco tempo, não figurava entre as principais movimentações no mercado: a da fabricante de armas de fogo Forjas Taurus.

No mesmo período, o valor dos papéis preferenciais mais que dobrou e o de mercado da empresa saltou de R$ 139,3 milhões para R$ 332 milhões. Tudo isso apesar de a companhia acumular prejuízos e dívida em alta.

As ações da Forjas Taurus têm ganhado atenção no mercado em meio ao cenário eleitoral. Desde o início da campanha em rádio e TV – dia que marca a entrada do debate político nas atenções do público – o volume negociado das ações preferenciais da empresa de armamentos aumentou de R$ 255 mil ao dia para mais de R$ 14 milhões. O preço do papel, que no primeiro dia de campanha era de R$ 2,34, chegou aos R$ 4,98 nesta quinta-feira, 4.

No mercado, há quem ligue o movimento do papel à posição favorável de Jair Bolsonaro (PSL), candidato líder nas pesquisas de intenção de voto, ao armamento da população. Mesmo porque, o desempenho da ação da Forjas Taurus não encontra respaldo nos dados financeiros da companhia. No primeiro semestre de 2018, a empresa acumula prejuízo de R$ 92,6 milhões, perda mais de três vezes superior à verificada no mesmo período do ano passado.

Embora a receita com a venda de armas venha crescendo, a companhia está sendo impactada pelo aumento de despesas financeiras, que cresceram 98% no segundo trimestre deste ano ante igual período do ano anterior, chegando a R$ 118,6 milhões. A companhia afirmou em seus resultados que a alta das despesas ocorre em função da valorização do dólar ante o real.

Nesse sentido, a queda da divisa norte-americana, que veio junto com o bom desempenho de Bolsonaro nas últimas pesquisas, pode ter contribuído para uma leitura melhor em relação à Forjas Taurus. Ainda assim, o endividamento da companhia vinha crescendo. A dívida líquida aumentou 12% em um ano, para R$ 805 milhões ao final de julho.

Sobre o endividamento, a companhia afirmou em julho que já houve assinatura de contratos para captação de recursos para o pagamento ou renegociação de dívidas.

É inevitável a associação do movimento com a ascensão nas pesquisas eleitorais do candidato à presidência pelo PSL, que sustenta posição favorável ao armamento da população. Desde o início da campanha eleitoral até hoje, o auge de valorização nos papéis ocorreu no dia 20 de setembro, quando a cotação das ações preferenciais chegou a R$ 5,30. O mercado repercutia o crescimento de Bolsonaro na pesquisa de intenção de voto que, naquela data, mostrava o candidato do PSL oscilando de 26% para 28% de intenção de voto.

Todo esse movimento, no entanto, é visto por alguns analistas como puramente especulativo. Até mesmo porque, o próprio Bolsonaro já falou que, se eleito, quebraria o monopólio da fabricante de armas, o que seria negativo para a empresa que fornece material para diversas polícias do Brasil. A empresa não retornou aos contatos de reportagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

‘Nunca mais quero pisar nesse lugar’, diz Ciro após receber notificação na Globo

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Por Roberta Pennafort

O candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018, Ciro Gomes, deixou irritado o Projac, os estúdios da TV Globo onde foi realizado o último debate antes do primeiro turno. Na madrugada desta sexta-feira, 5, após a entrevista a jornalistas que sucedeu o confronto, ele disse: “Nunca mais quero pisar neste lugar.”

O pedetista se irritou porque ao chegar ao camarim, findo o debate, encontrou um oficial de Justiça que estava ali para entregar a ele notificação de ação movida pelo ex-prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), candidato ao governo do Estado.

Ciro o chamou de “farsante”, o que motivou a ação do tucano. Ciro estranhou o fato de o caso estar na Justiça do Rio, sendo ele do Ceará e Doria, de São Paulo.

O pedetista chegou para a entrevista, realizada num outro espaço do Projac, bastante contrariado. Disse que chamou Doria de “farsante” quando de fato queria dizer “corrupto”.

Sobre o debate, afirmou que “a Globo não manda” no voto dos brasileiros. “Estou preocupado com a sorte do Brasil. Meu País está caminhando para um precipício. Eu peço ao brasileiro que pense muito antes de votar num despreparado que representa os interesse mais subalternos do baronato brasileiros ou no petismo Confio no povo brasileiro”, disse, numa referência à polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

fonte: Estadão conteúdo

Bolsonaro é tema de 81% das ‘junk news’

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Por Beatriz Bulla, correspondente

Apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, são os que compartilham maior número de fontes de informação falsa ou de baixa qualidade relacionada às eleições no Twitter, rede social em que ele tem o maior engajamento político. Do outro lado, os apoiadores da candidatura do PT são os que publicam maior volume de informação falsa, ainda que concentrada em menor quantidade de fontes.

Essas são as conclusões de um estudo do Instituto para Internet de Oxford, obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, que será divulgado nesta sexta-feira. A pesquisa analisa o compartilhamento de notícias de conteúdo político no Twitter no cenário pré-eleitoral brasileiro.

Os pesquisadores analisaram as “junk news”, ou notícia de baixa qualidade. Isso inclui não só notícias falsas mas também publicações excessivamente polarizadas com intuito de confundir o leitor sem indicar, por exemplo, a autoria ou o corpo editorial da plataforma de publicação.

Do total do espectro de fontes de “junk news” monitorado, 81% são compartilhadas por apoiadores de Bolsonaro. Atrás vêm os apoiadores da candidatura do PT, que usaram 54% das fontes, de Geraldo Alckmin (24%), do PSDB, e Ciro Gomes (8%), do PDT.

Com relação ao volume de compartilhamento, os apoiadores do PT saem na frente respondendo por 65% do total do conteúdo de baixa qualidade. Em seguida estão os apoiadores de Bolsonaro, com 27%. Na pesquisa, hashtags ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao candidato Fernando Haddad são contabilizadas como apoiadores do PT, pois a análise foi feita antes da negativa final do registro de Lula como candidato e oficialização de Haddad na cabeça da chapa.

“De um lado, apoiadores do PT estão martelando mais vezes as mesmas fontes. Do outro, apoiadores do Bolsonaro compartilham notícias falsas em maior amplitude e replicam quase todas as fontes identificadas como falsas”, afirmou um dos autores do estudo, Caio Machado. A pesquisa analisou tuítes com hashtags vinculadas às eleições entre 19 e 28 de agosto.

“O conteúdo polarizado baseado na retórica extremada e populista se tornou uma receita de sucesso nas eleições da Europa, Estados Unidos e América Latina. Esse tipo de notícia de baixa qualidade se espalha rapidamente na rede social, não necessariamente pela atividade de robôs, mas porque é produzida para causa reações emocionais no público – como raiva – o que causa maior compartilhamento”, disse uma das autoras do estudo, Nahema Marchal.

No total de publicações no Twitter, o PT reúne a maior parcela de tuítes de alta frequência (47% do total). As contas de alta frequência, com muitas publicações ao dia, são consideradas um indício de uso de robôs para amplificar o conteúdo. “Apesar de ter mais contas de alta frequência no lado Lula e Haddad, quem está conseguindo capturar a discussão no Twitter é o Bolsonaro”, diz Machado. As publicações relacionadas ao candidato responderam por 45% do total de publicações políticas no período analisado, perdendo para todos os demais: Lula/Haddad (34%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Do tráfico aos brinquedos: poder financeiro pauta eleições em Macaé

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Vereadores contarão com mais recursos para trabalhos legislativos neste ano

Na reta final da campanha nas ruas, até as Fake News embaralham a cabeça dos 150 mil eleitores da cidade

Com o poder de garantir representatividade na composição futura dos parlamentos Estadual e Federal, iniciando assim um passo importante para a restruturação da política de um dos municípios mais ricos do país, o eleitorado macaense segue hoje no centro de uma disputa pelo voto pautada por ataques mobilizados por denúncias e Fake News, que confundem muito mais que ajudam a definir os números que serão registrados nas urnas neste domingo (7).

Desde o início desta semana, a campanha nas ruas da cidade ganhou contorno peculiar, a partir de discursos registrados no plenário da Câmara de Vereadores, que envolvem o julgamento de atos sem provas, que apostam na condenação prévia do eleitorado, abastecido por informações falsas, as chamadas “Fake News”.

Ao menos três parlamentares confirmaram a existência de uma “taxa”, cobrada pelo tráfico de drogas, para a realização de campanha dentro de comunidades. O fato gerou até um posicionamento oficial da Câmara, exigido por um dos candidatos afetados pelo crime, Marcel Silvano (PT). “Isso não pode ocorrer no momento em que se discute a reformulação da democracia nacional”, disse.

Além dele, Marvel Maillet (REDE) e Val Barbeiro (PHS) também confirmaram a existência da taxa que teria sido paga apenas por três candidatos locais. “De qualquer maneira eu mantenho o meu trabalho nas comunidades. Lá é que o povo mais precisa de nós, seja como vereador ou como candidato a deputado estadual”, disse Val.

E do que começou como um ato de compra de votos através de brinquedos, acabou sendo reduzida a uma doação suspeita destinada à celebração do Dia das Crianças, comemorada em 12 de outubro. Da Malvinas, surgiu a suspeita de que o poder econômico, marca registrada de candidatos locais, seria a saída para definir votos nas áreas que historicamente são assediadas pelo maior crime das eleições: a corrupção.

Enquanto tudo está sendo apurado pela Justiça, até que se prove o contrário, todos os 12 candidatos a deputado estadual e 10 postulantes à vaga no Congresso Nacional estão aptos a participar do pleito, cujo desfecho corre o risco de não representar o que de fato Macaé precisa para o futuro.

Welberth Rezende continua em campanha por toda Macaé e região

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Welberth Rezende promoveu caminhadas por vários bairros em Macaé nesta semana

Candidato realiza último ato político no sábado, às 9h, no Calçadão no Centro

O candidato a deputado estadual pelo PPS, Welberth Rezende, está conquistando grande receptividade pelos mais de 70 municípios que já visitou, levando suas propostas e também apresentando os motivos que o levaram a ser o vereador mais votado de Macaé nas últimas eleições.

Welberth teve que construir em pouco menos de dois meses sua campanha, herdando a única candidatura à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo PPS, do padrinho político Comte Bittencourt (PPS), que concorre a vice-governador na chapa de Eduardo Paes (DEM). Assim, ganhou aliados de peso dentro da Câmara de Vereadores, como de diversas lideranças nos municípios por onde passou em campanha.

Finalizando seu itinerário para as eleições de 2018, o candidato promoveu caminhadas em Macaé, nos bairros Miramar, Barra e Parque Aeroporto. A programação ainda segue no sábado (6), a partir das 9h, no Calçadão da Avenida Rui Barbosa, com concentração na Praça Veríssimo de Melo, no Centro.

Nesta última semana, Welberth esteve nos bairros Nova Holanda, Malvinas e Morro de Santana. Mas também cumpriu compromissos políticos no distrito de Tamoios, em Cabo Frio. No Noroeste Fluminense percorreu as ruas das cidades de Varre e Sai, Natividade, Porciúncula, Laje do Muriaé, São José do Ubá, Bom Jesus de Itabapoana e Itaperuna.

Welberth afirmou que por onde tem passado levando suas propostas e apresentando o trabalho que vem realizando no município de Macaé, tem sido bem recebido: “É muito bom ser bem recebido e ficar cada vez mais claro a importância de um representante nosso da região, na Alerj. Eu quero ser o seu representante! A força do trabalho é a melhor opção para todos nós!”, afirma.

Em boa parte das cidades que visita, Welberth teve a companhia do candidato a vice-governador Comte Bittencort (PPS).

Quem é Welberth Rezende – Com mais de 5 mil proposições (indicações, requerimentos e projetos de lei) em quase seis anos de mandato, o advogado Welberth Rezende, vereador mais votado na eleição de 2016, com 3.907 votos, e considerado o mais atuante de Macaé/RJ, tem uma extensa trajetória profissional: vendedor ambulante, pintor residencial, trabalhador offshore (pintor industrial), carteiro por mais de 13 anos, até que também com muito sacrifício e dedicação, formou-se em Direito, passando no Exame da Ordem, servidor público da Prefeitura de Macaé e reside na cidade desde 1986.