Surpreendido por Witzel, Paes diz que eleição no 2º turno começa ‘zerada’

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Paes foi condenado por abuso de poder político e econômico e conduta vedada a agentes públicos nas eleições de 2016
Por Roberta Pennafort

Surpreendido pelo novato Wilson Witzel (PSC) no primeiro turno das eleições, o candidato do DEM ao governo do Rio, Eduardo Paes, que era líder de todas as pesquisas de intenção de voto, disse que o segundo turno será uma nova eleição, que começa “zerada”.

“É outra eleição que gente vai disputar. Nossa estratégia é apresentar nossas propostas, discutir, andar muito na rua. Vamos falar muito com as pessoas. As pessoas já me conhecem bem, e agora vão conhecer melhor meu adversário, o que é importante. Estou muito confiante na vitória”, afirmou Paes, em agenda em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, na manhã desta segunda-feira, 8.

Segundo Paes, ainda não houve alianças para o segundo turno. “Não conversei ainda com ninguém, ainda terei essa discussão, ninguém me ligou. Minha promessa vou manter, não darei secretaria para o Indio (da Costa, candidato do PSD, com quem polarizou em debates)”, disse.

Paes admitiu que os três milhões de votos de Witzel – que se alinhou ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) – eram inesperados. “Essa matemática é para analista político. Se você me perguntasse na sexta-feira, o adversário teria que ter sido capaz de converter milhares de votos. Comigo as coisas funcionam ao contrário. Um desafio desses me dá disposição.”

O ex-prefeito se colocou com um bom articulador político ao falar da nova composição da Assembleia Legislativa do Rio. “Falei com prefeitos e deputados eleitos. A Alerj teve renovação grande. Eu sei lidar com Parlamento, é uma característica minha. Governar não é ser um CEO. É bom ser bom gestor mas não é como presidente de empresa, que dá ordem. É muito diferente o ambiente. Você tem a vontade, dialoga com a população, pergunta, a imprensa te cobra, te pressiona, você conversa com o Parlamento. Tem que dialogar, visitar as bases. É assim que se governa numa democracia. Sou um democrata, sou do diálogo”, argumentou.

Paes agradeceu à população do Rio a “oportunidade de ir para o segundo turno” e afirmou que terá a Baixada Fluminense como prioridade caso ele

Fonte: Estadão conteúdo

PT tem pior desempenho desde 1998; PSDB sofre revés histórico

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Por Alessandra Monnerat, Caio Sartori e Bianca Gomes, especial para a AE

Com os 29,2% dos votos obtidos pelo candidato Fernando Haddad no pleito deste domingo, 7, o PT apresentou seu pior desempenho em um primeiro turno presidencial desde 1998, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 31,71% dos votos válidos.

A melhor votação do partido para o cargo de presidente foi em 2006, ano da reeleição de Lula. No primeiro turno, ele teve 48,6% dos votos e disputou o segundo contra Geraldo Alckmin (PSDB). Em 2002, na primeira vitória lulista, e 2010, quando Dilma Rousseff venceu pela primeira vez, o resultado do PT foi parecido: 46,4% e 46,9%, respectivamente.

A queda no desempenho do partido começou sob Dilma, em 2014, uma eleição muito mais difícil para os petistas do que as anteriores Fragilizada com a iminência da crise econômica e com os efeitos das jornadas de junho, a ex-presidente obteve 41,6% dos votos – no segundo turno, venceu Aécio Neves por uma diferença de apenas 3,3%.

Na eleição deste domingo, o PT perdeu dois Estados que vinham dando vitória à legenda em todos os primeiros turnos desde 2006: Minas Gerais e Rio de Janeiro, que são, respectivamente, o segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do País.

Alckmin

Com pífios 4,8%, Geraldo Alckmin confirmou a derrocada do PSDB nestas eleições. Seu total de votos (5 milhões) foi menor, por exemplo, que a quantidade obtida pelo tucano João Doria na disputa ao governo de São Paulo (6,4 milhões). O desempenho de Alckmin na corrida presidencial foi, de longe, o pior do partido em todo o período da redemocratização. Até então, este posto era de Mário Covas, que obteve 11,5% dos votos e ficou em quarto lugar em 1989.

A melhor votação para um presidenciável do PSDB foi em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito pela primeira vez. Na onda do Plano Real, ele ganhou 54,3% dos votos válidos. No pleito seguinte, repetiu a boa performance nas urnas e foi reeleito no 1º turno, com 53,1%.

Em 2002, porém, já com o governo FHC abalado, o tucano José Serra teve que enfrentar, além de Lula, dois postulantes a uma ‘terceira via’: Anthony Garotinho (então PSB) e Ciro Gomes (então PPS). Com isso, Serra pontuou apenas 23,2%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Só uma mulher vai ao 2º turno; no Senado, 5 de 63 se elegem

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Por Renata Cafardo. Colaborou Luiz Fernando Toledo

Só 5 das 93 mulheres candidatas a governadoras ou senadoras no País foram eleitas no domingo (5,37%). E apenas uma passou para o segundo turno, a pedagoga e senadora Fátima Bezerra (PT), que disputa o governo do Rio Grande do Norte. Ela teve 46,17% dos votos. Entre as cinco senadoras eleitas, estão a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB), por São Paulo, e a ex-jogadora Leila do Vôlei (PSB), pelo Distrito Federal.

A ex-presidente Dilma Roussef (PT), que aparecia nas pesquisas como favorita ao Senado por Minas Gerais, acabou com 15,3% dos votos. Ela perdeu para Rodrigo Pacheco (DEM) e para o jornalista Carlos Viana (PHS). A ex-governadora do Maranhão por quatro vezes, Roseana Sarney (MDB), não passou para o segundo turno. O atual governador, Flávio Dino (PC do B), se reelegeu com 59% dos votos.

No Maranhão, no entanto, Eliziane Gama (PPS) garantiu sua vaga como senadora, desbancando dois conhecidos nomes da política do Estado, Sarney Filho (PV), ex-ministro do Meio Ambiente no governo de Michel Temer, e o ex-governador Edison Lobão (MDB).

Dos 357 candidatos ao Senado, havia 63 mulheres. E entre os 200 que disputavam o cargo de governador, 30 eram mulheres.

Em São Paulo, a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB) conquistou a segunda vaga para o Senado, com 18,6% dos votos (com 98% ds urnas apuradas). O senador pelo PT Eduardo Suplicy não conseguiu se eleger, apesar de estar em primeiro lugar nas pesquisas. A outra vaga ficou com Major Olimpio, candidato apoiado por Jair Bolsonaro (PSL).

Entre as candidatas a presidente, Marina Silva (Rede) teve desempenho muito abaixo do projetado inicialmente pelas pesquisas e ficou com 1% dos votos. Marina chegou a ser a segunda colocada na disputa para a Presidência. Outra mulher candidata ao cargo, Vera Lúcia (PSTU) recebeu 0,05% dos votos válidos.

As outras duas senadoras entre as eleitas são Juíza Selma Arruma (PSL), pelo Mato Grosso, e Zenaide Maia (PHS), pelo Rio Grande do Norte. Só Selma e Leila do Vôlei tiveram a maior parte dos votos em seus Estados entre as mulheres eleitas.

Em 2018, as coligações de deputados estaduais, federais e distritais precisavam ter pelo menos 30% de mulheres. A expectativa era a de que aumentasse o número de candidatas. Mas a porcentagem ficou na mínima exigida e semelhante à das últimas eleições. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

12 partidos podem chefiar Executivos em 2019

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Por Marcelo Godoy

Ao todo, 12 partidos podem conquistar executivos estaduais nestas eleições, o que mostra uma distribuição maior dos governos do que a ocorrida em 2014, quando 9 partidos conquistaram as 27 unidades da Federação. Já no primeiro turno, oito partidos garantiram pelo menos um governo estadual – PT, PSB, DEM, MDB, PCdoB, PSD, PHS e PP.

Ainda terão candidatos disputando o segundo turno o PSDB (seis Estados), PDT (três), PSC (dois), PSL (três) e o Novo (um). O PSC estará presente no Rio de Janeiro e no Amazonas, com os candidatos Wilson Witzel e Wilson Lima, respectivamente.

O PDT vai ao segundo turno no Rio Grande do Norte, com Carlos Eduardo, no Amazonas, com Amazonino Mendes, e em Mato Grosso do Sul, com o juiz Odilon.

O PCdoB garantiu o Maranhão no domingo, reelegendo o governador Flávio Dino, que derrotou Roseane Sarney.

O PSD obteve o Paraná com o Ratinho Júnior, o Tocantins reelegeu o governador Mauro Carlesse e o PP obteve o Acre, elegendo Gladson Cameli, que interrompeu 20 anos de governos petistas no Estado, derrotando o candidato do PT, Marcus Alexandre. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

13 governadores são eleitos no 1º turno; MDB tem 5 perdas

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Por Marcelo Godoy

Treze governadores foram eleitos no primeiro turno neste ano, em votação que teve o MDB e o PT como os grandes derrotados nas eleições estaduais, apesar de terem eleito no domingo 4 governadores – três do PT e um do MDB. Ao mesmo tempo, partidos como o Novo, o PSC e o PSL emplacaram no segundo turno seus candidatos em Estados como Minas, Rio e Santa Catarina.

Os dois partidos que formaram a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer para a Presidência haviam eleito 12 governadores em 2014. Desta vez, só podem chegar a oito.

Os petistas sofreram derrotas importantes. A maior delas foi registrada em Minas, onde o governador Fernando Pimentel ficou de fora do segundo turno das eleições, que será disputado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB) e pelo candidato do partido Novo, Romeu Zema. Além dela, o partido perdeu o Acre, onde se mantinha no poder havia 20 anos. Ali os eleitores elegeram Gladson Cameli, candidato do PP.

O PT conseguiu preservar seus três governos no Nordeste, vencendo com mais de 70% dos votos válidos na Bahia, com Rui Costa, no Ceará, com Camilo Santana, e com pouco mais de 50% no Piauí, reelegendo o governador Wellington Dias. O partido ainda vai disputar o segundo turno no Rio Grande do Norte, com Fátima Bezerra, que enfrentará Carlos Eduardo, candidato do PDT.

MDB

A situação do MDB é tão ruim quanto a de seu antigo aliado. Dos sete governos eleitos em 2014, o partido já perdeu nesta eleição cinco, entre eles o Rio, governado havia 12 anos pelos emedebistas Sérgio Cabral Filho e Luiz Fernando Pezão. Conseguiu reeleger apenas um: Renan Filho, em Alagoas, que obteve o recorde de votos válidos no País, com 78% do total no Estado.

No Pará e no Distrito Federal, seus candidatos – Helder Barbalho e Ibaneis Rocha, respectivamente – ficaram em primeiro lugar e levam para o segundo turno votações acima de 40%.

A derrota só não foi ainda maior para os emedebistas porque o partido conseguiu emplacar no segundo turno, no Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, que busca se reeleger para governar os gaúchos. No final da apuração, Paulo Skaf, seu candidato em São Paulo, foi ultrapassado pelo socialista Márcio França (PSB) e ficou de fora da disputa do segundo turno.

Tucanos

No Rio Grande do Sul, o emedebista vai disputar o segundo turno contra um candidato tucano. O PSDB, que elegeu cinco governadores quatro anos atrás, dos quais o do Paraná e o de São Paulo no primeiro turno, não conseguiu eleger ninguém no domingo Vai, no entanto, disputar o segundo turno em seis Estados, entre eles Minas e São Paulo, onde o partido jogará seu futuro de grande força política com as candidaturas de João Doria e de Anastasia.

Dos seis Estados que ele disputará no segundo turno, seus candidatos ficaram no domingo em primeiro lugar em São Paulo (Doria), Rio Grande do Sul (Eduardo Leite), Mato Grosso do Sul (Reinaldo Azambuja) e Rondônia (Expedito Júnior).

O PSDB enfrentará candidatos do PSL de Jair Bolsonaro em Rondônia (Coronel Marcos Rocha) e em Roraima (Antonio Denarium), que defende o fechamento da fronteira para conter os refugiados da Venezuela – o Estado já recebeu de 50 mil deles. O partido de Bolsonaro também disputará o segundo turno em Santa Catarina com o Comandante Moisés, um bombeiro militar.

O PSB foi ao lado do PT o partido que mais elegeu governadores no domingo. Foram três: Espírito Santo (Renato Casagrande), Paraíba (João Azevêdo) e Pernambuco (Paulo Câmara), que concorria à reeleição. O PSB tem chance ainda de fazer mais três governadores no segundo turno, pois concorre no Distrito Federal, Amapá e em Sergipe.

O DEM voltou aos governos estaduais, elegendo desta vez Ronaldo Caiado em Goiás e Mauro Mendes em Mato Grosso, e concorre no Pará e no Rio no segundo turno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: Estadão conteúdo

Em primeiro lugar no Rio, Witzel diz que não é ‘um aventureiro’

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Por Roberta Pennafort

Em primeiro lugar no Rio, o até então desconhecido Wilson Witzel (PSC) disse nesta segunda-feira (8) que não é um aventureiro, e que o alinhamento programático com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e a presença nas ruas em agendas de campanha com Flávio Bolsonaro (PSL), filho mais velho dele e eleito senador, foram importantes para ele chegar à marca de 3 milhões de votos.

Em sua primeira disputa eleitoral, o ex-juiz federal desbancou Eduardo Paes (DEM), ex-prefeito da capital, que liderava todas as pesquisas. “Há uma identidade (com Bolsonaro). Nós estamos falando aquilo que a população quer ouvir”, disse Witzel, na manhã desta segunda-feira, 8, na Central do Brasil.

O candidato afirmou não ser necessário que Bolsonaro suba em seu palanque para ganhar no segundo turno. “A questão não é ele vir para o meu palanque. É a questão das propostas. Outros candidatos falaram que iam votar em Jair Bolsonaro e tiveram votação pífia. Mas evidentemente estar ao lado do Flávio Bolsonaro mostrou à população um alinhamento ainda maior”, afirmou Witzel.

“As propostas dele e as minhas estão alinhadas tanto na questão da saúde e da educação, quanto da segurança pública, no tocante à lavagem de dinheiro, à investigação. E também em relação ao melhor patrulhamento das áreas federais, para que não entrem armas e drogas. Existe uma pauta que é mais conservadora em relação ao direito penal, que hoje está no programa do Bolsonaro A pauta econômica também, que agrada aos setores empresariais. Há uma identidade”, continuou.

Witzel afirmou que sempre acreditou que estaria bem colocado no primeiro turno, apesar do que mostravam as pesquisas. Ele começou a corrida quase sem pontuar nas sondagens, mas na última, no sábado, estava em segundo lugar. “Eu esperava (a boa votação). As pesquisas não estão sendo realizadas adequadamente. Eu estava nas ruas e via o maciço apoio da população. Eu não fui surpreendido. Já dizia que podíamos vencer no primeiro turno. Muitos não acreditavam, mas eu acreditava. Por isso deixei de ser juiz federal para ser candidato. Porque sei que as pessoas querem alguém com capacidade intelectual, que apresente soluções diferentes do que temos hoje.”

Nesta segunda etapa, ele pretende ir mais para o interior do Estado, Região dos Lagos, Região Serrana, Norte Fluminense e Sul Fluminense. “A estratégia é estar mais presente. Mostrar que nossas propostas são mais técnicas e coerentes e apresentam mudança considerável no modelo econômico. O que temos hoje, de concessões de 25 anos, é ruim, não atrai capital próprio”.

O candidato rechaçou a pecha de desconhecido – “tem que perguntar isso para 3,1 milhões de pessoas” – e afirmou que está na frente porque os eleitores querem alguém com “um passado limpo”.

Fonte: Estadão conteúdo

‘Se quiser uma chance, Haddad terá de se colocar acima do PT’, diz Rafael Cortez

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Por Renée Pereira

Para o analista político da Tendências Consultoria Integrada, Rafael Cortez, o segundo turno vai exigir um esforço muito maior do candidato do PT Fernando Haddad do que de Jair Bolsonaro (PSL), que teve maioria dos votos no domingo, 7. “Haddad tem de se colocar como líder acima do partido se quiser ter alguma chance”. Veja, a seguir, trechos da entrevista do analista político.

Como o sr. vê segundo turno?

Vejo uma dinâmica eleitoral muito peculiar porque vão se contrapor duas forças com uma rejeição muito alta. Ainda que Bolsonaro já esteja no limiar da vitória, a eleição ainda é muito competitiva. Do ponto de vista do PT, que tem o desafio de recuperar um déficit grande em relação ao Bolsonaro, vai ser justamente a capacidade de fazer uma união com forças distintas do petismo. Uma parcela dessa votação no Bolsonaro é o eleitorado punindo o PT pelo desempenho ao longo do governo Dilma e, depois, por causa dos desdobramentos da Operação Lava Jato. Então, para tirar um pouco essa marca negativa de associação com o PT, o Haddad tem de se colocar como um líder acima do partido, se quiser ter alguma chance relevante.

É uma tarefa difícil diante do crescimento do antipetismo?

Sim. O eleitorado antecipou um movimento esperado par o segundo turno. O antipetismo estava razoavelmente disperso enquanto não havia o crescimento do Haddad. Na medida que ele emergiu, o antipetismo veio a galope. Daí a necessidade de ele se colocar como uma liderança multipartidária. Se ficar simplesmente como continuidade do Lula, provavelmente não vai ter resultado.

Ele fez isso no primeiro turno?

Sim, e entendemos a razão. O PT fez uma campanha apostando num nome (de Lula) que não teria condições legais de disputar a eleição e o crescimento do Haddad, num curto espaço de tempo, teria de vir por essa identificação. De fato, isso ocorreu, mas não é suficiente para gerar uma vitória quando a competição é de dois turnos e com esse sentimento antipetismo muito elevado.

E o Bolsonaro?

Acredito que ele vai tentar trazer algum elemento que não ficou destacado no primeiro turno, como atrair o baixa renda do Nordeste. Mas o Bolsonaro tem uma vantagem não só por ter desempenho positivo no primeiro turno, mas pelo papel que se coloca na campanha. Ele é resultado de uma dupla rejeição: ao PT e ao governo Temer/política tradicional. O fato de o Bolsonaro representar um descolamento maior do sistema torna a relação dele com o eleitorado mais livre e com menos constrangimento.

Como o País sai dessa eleição?

O Brasil conseguiu preservar a democracia. Contudo, o desafio é superar o questionamento da legitimidade de algumas instituições que são fundamentos da democracia e especialmente a capacidade do sistema político brasileiro de gerar coalizões estáveis, que foi algo que esteve ausente nesse último período 2015/2018. Estabilidade de coalizão significa que o mecanismo da cooperação ainda é positivo, em que os conflitos são canalizados pelos partidos políticos e eles não impedem tomadas de decisões importantes, como as reformas. Temos um quadro social muito complicado por causa da crise econômica e a não resolução dos problemas tem consequências sociais sérias.

 

Fonte: Estadão conteúdo

Novato, Amoêdo surpreende e vira ativo eleitoral

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Por Matheus Lara, com colaboração de Fernanda Nunes e Marcio Dolzan

O empresário João Amoêdo ficou minutos na fila até chegar sua vez de votar, ontem pela manhã em sua zona eleitoral no Rio de Janeiro. Não passou à frente de pessoas comuns como costuma acontecer quando presidenciáveis vão votar. Fechou sua campanha da forma como a conduziu desde o início: tentando se vender como diferente dos políticos “que estão aí”. Estreante na política, desconhecido do eleitorado e único outsider desta corrida presidencial, o candidato do Partido Novo surpreendeu e terminou a eleição entre os cinco candidatos mais votados do primeiro turno.

Com discurso liberal, sem usar recursos públicos e apostando na militância online e nas ruas, Amoêdo viu sua candidatura crescer e sai da eleição com mais força do que entrou. Amoêdo não descarta apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no segundo turno. Só diz que “não há possibilidade de apoiar o PT”. “O PT se mostrou muito desalinhado com os ideais e as práticas do Novo Vamos ver se existirá apoio ou não a Bolsonaro. Algo muito importante e que sempre destacamos é que nós apoiamos ideias.”

Com 99,89% das seções apuradas, Amoêdo tinha 2,5% dos votos, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), terceira colocada nos pleitos de 2010 e 2014. Somou mais de 2,6 milhões de votos, superando também Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos), que apareciam tecnicamente empatados com o empresário nas pesquisas de intenção de voto. Amoêdo manteve cerca de 2,5% dos votos durante toda a apuração dos votos, sempre na quinta posição, com 2 a 3 pontos porcentuais atrás de Geraldo Alckmin (PSDB). Para Amoêdo, o resultado “superou todas as nossas expectativas e mostra que dá para fazer uma política diferente no Brasil.”

Sua campanha se fortaleceu também com o crescimento da adesão ao partido nos Estados. Em Minas Gerais, Romeu Zema confirmou as pesquisas que apontavam sua tendência de alta e obteve 43% dos votos. Está no 2.º turno na disputa pelo governo estadual. Ele enfrentará Antônio Anastasia (PSDB), que fez 29% (mais informações à pág. A26). Em São Paulo, apesar de ter ficado longe do 2.º turno, Rogério Chequer obteve mais votos que candidatos que participaram de debates televisivos, como Rodrigo Tavares (PRTB) e Professora Lisete (PSOL).

Na comparação com a Rede, o outro partido também criado entre as corridas eleitorais de 2014 e 2018, fez mais, já que Marina ficou para trás e o partido não foi ao segundo turno em nenhum Estado. Para Amoêdo, as eleições deste ano, a primeira do partido, fazem o Novo despontar como uma força política no País. “O Novo está apenas começando. Nosso desempenho foi sensacional”, disse. “Terminamos essa eleição em 5.º lugar, acima de candidaturas consolidadas e tradicionais, tudo sem usar dinheiro público.”

Nas redes

Com 5 segundos em cada bloco do horário eleitoral dos presidenciáveis na TV, em que tentava reforçar a ideia de que não era como os outros, Amoêdo fortaleceu sua imagem na internet Com vídeos diários, o candidato conseguiu mobilizar uma militância online engajada e que tentava formar uma “onda laranja”.

Durante os debates na TV, seus militantes faziam coro protestando contra a ausência de Amoêdo entre os debatedores. Ele não participou de nenhum debate.

Ao todo, sua campanha gastou R$ 5 milhões, quase tudo arrecadado por meio de uma vaquinha virtual. Na reta final da campanha, atacou as “fake news” ao ver nas redes notícias que estaria disposto a desistir de sua candidatura a favor de Bolsonaro – para uma possível vitória do capitão reformado ainda no primeiro turno. Ele acredita que, não fosse isso, teria recebido ainda mais votos. “Tivemos algumas notícias falsas tentando levar votos para decidir no primeiro turno. Achamos isso inadequado”, afirmou ontem, depois de votar.

Em sabatina do jornal O Estado de S. Paulo e FAAP, Amoêdo afirmou que seu partido busca ser mais do que uma legenda antipetista. “Queremos ser uma opção à velha política, dos privilégios, das alianças que são feitas para o processo eleitoral e não para o governo”, afirmou.

Ele ainda disse que seu partido busca práticas e ideias diferentes. “Foi por isso que nos últimos oito anos entramos no mundo político. Nós não enxergamos, no cenário que tem aí, uma opção que gostaríamos de votar. Sempre votei no menos pior e cansei. Ao votar continuamente no menos pior, ele fica muito próximo do pior.”

PSDB

Amoêdo rejeita a ideia de comparar o Novo ao PSDB. Para ele, o “raciocínio” das siglas é muito diferente. Questionado sobre a comparação durante a campanha, ele respondeu que o PSDB estava se associando a nomes como Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto, ambos presos no mensalão, para ganhar poder – e que os tucanos pretendiam se perpetuar no poder se aliando a quem já foi aliado da presidente cassada Dilma Rousseff.

“Nós queremos mudar o que está aí. Já o PSDB está aí há muito tempo e tem uma linha diferente da nossa”, disse o candidato. “Não privilegiamos acordo por tempo de TV. Podemos dizer que os fins não justificam os meios.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Eleições: Macaé elege três deputados federais e um estadual para os próximos quatro anos

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Parlamentar dá início a mandato cuja posse ocorrerá no próximo dia 1º de fevereiro

Com 100% das urnas apuradas, o vereador de Macaé, Welberth Rezende (PPS), foi eleito deputado estadual com 31.723 votos. A Capital do Petróleo volta a ter um parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Por sua vez, Soraya Santos (PR), Christino Áureo (PSD) e Felício Laterça (PSL) obtiveram êxitos nas urnas e conquistaram uma cadeira no Congresso Federal.

Soraya Santos (PR) foi reeleita com 48.328 votos. A parlamentar macaense vai para seu segundo mandato na Câmara Federal. Já o deputado estadual Christino Áureo concorreu pela primeira vez a uma vaga federal e foi eleito com 47.101 votos. Felício Laterça, delegado da Polícia Federal, conquistou 47.065 votos.

 Welberth teve que construir em pouco menos de dois meses sua campanha, herdando a única candidatura à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo PPS, do padrinho político Comte Bittencourt (PPS), que concorreu a vice-governador na chapa de Eduardo Paes (DEM).

“Estou muito feliz com o resultado obtido nas urnas nesta eleição. Só tenho que agradecer cada voto conquistado. Serei o representante de Macaé e de nossa região na Alerj. A força do trabalho é a melhor opção para todos nós”, afirmou Welberth.

Confira a votação dos candidatos macaenses nesta eleição.

 Deputado Federal

. Soraya Santos (PR) – 48.328 votos (eleito)

. Christino Áureo (PP) – 47.101 (eleito)

. Felício Laterça (PSL) – 47.065 (eleito)

. Danilo Funke (PSOL) – 11.337

Deputado Estadual

. Welberth Rezende (PPS) – 31.725 votos (eleito)

. Chico Machado (PSD) – 30.067

. Julinho do Aeroporto (MDB) – 10.623

. Marcel Silvano (PT) – 9.414

. Dr. Luiz Fernando (PTC) – 5.291

. Marcelo Carnaval (Novo) – 3.205

. Val Barbeiro (PHS) – 3.180

. Pastor Eliezer Pacheco (PSC) – 1.847

 

Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira são eleitos para Senado pelo RJ

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Com 99,96% das urnas apuradas, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL) e o deputado federal Arolde de Oliveira (PSD) foram eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro, com 31,36% e 17,06% dos votos válidos, respectivamente.

Flávio Bolsonaro é filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro. É advogado e deputado estadual há quatro mandatos.

Arolde tem 81 anos e está no seu sétimo mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro.

César Maia (DEM) com 16,67%, o senador Lindbergh Farias (PT) com 10,17% e o deputado federal Chico Alencar (PSOL) com 9,17% não foram eleitos.