Bolsonaro não vai participar do debate da TV Bandeirantes

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Por Yan Boechat, especial para a AE

Os médicos do Hospital Albert Einstein Antonio Luiz Macedo e Leandro Echenique recomendaram que o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, não participe do Debate da TV Bandeirantes nesta semana. Os médicos irão reavaliar o candidato na próxima quinta-feira, 18.

De acordo com a equipe médica que acompanha o presidenciável do PSL, ele também não participará de nenhum dos debates que estavam programados para a próxima semana, como os do Estadão/Gazeta; SBT/Folha e RedeTV/IstoÉ.

Antes de a equipe médica de Bolsonaro desautorizá-lo de participar do debate da Band, a direção de jornalismo da emissora trabalhava com a possibilidade de que o encontro pudesse ocorrer no Rio de Janeiro. No início da semana a equipe de Bolsonaro acenou com a possibilidade de o debate ocorrer na capital fluminense, caso os médicos do candidato do PSL o proibissem de tomar um avião.

Uma equipe da Band de São Paulo foi deslocada para o Rio de Janeiro para montar o estúdio e a logística para que o debate pudesse ocorrer. A expectativa ainda na manhã desta quarta era de que Bolsonaro confirmaria sua participação nesta sexta-feira, 12.

A informação de que o presidenciável do PSL não participará do debate nem mesmo no Rio pegou os profissionais da emissora de surpresa.

Fonte: Estadão conteúdo

MPF investiga Guedes, economista de Bolsonaro, por suspeita de fraude em fundos

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Foto: Secom/PGR
Por Fabio Serapião

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília abriu Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para investigar o economista Paulo Guedes, conselheiro econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Chamado de “Posto Ipiranga” pelo presidenciável e indicado como ministro da Fazenda em caso de vitória de Bolsonaro, Guedes é suspeito de cometer crimes de gestão fraudulenta e temerária à frente de fundos de investimentos (FIPs) que receberam R$ 1 bilhão, entre 2009 e 2013, de fundos de pensão ligados a empresas públicas. Também será apurada a emissão e negociação de títulos imobiliários sem lastros ou garantias.

Entre os fundos de pensão que repassaram valores aos FIPs administrados por Guedes estão a Funcef, da Caixa, Postalis, dos Correios, Previ, do Banco do Brasil e BNDESPar, este fundo de investimento do BNDES. À época dos fatos apurados, os fundos eram geridos por pessoas indicadas pelo PT e PMDB.

A investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) que apontam indícios de fraudes nos aportes feitos pelos fundos de pensão em dois fundos de investimentos criados pela BR Educacional Gestora de Ativos, empresa de Paulo Guedes. A investigação é conduzida pela força-tarefa Greenfield, responsável por apurar desvios nos principais fundos de pensão do País.

Segundo os relatórios da Previc, os aportes nos FIPs podem ter gerado ganho excessivo a Guedes. Em um dos FIPs, que recebeu cerca de R$ 400 milhões, Guedes ganhou 1,75% sobre o valor aportado pelos fundos de pensão logo após o investimento.

Esse mesmo FIP, segundo a Previc, aplicou os valores recebidos dos fundos de pensão em uma empresa: a HSM Educacional, que era controlada pelo próprio Guedes.

A Previc também viu indício de irregularidades no fato de a HSM Educacional, logo após receber os valores, ter adquirido de uma empresa argentina 100% da companhia HSM Brasil, voltada a projetos educacionais e palestras. Como não era uma empresa listada na Bolsa, o investimento foi feito tendo como base um laudo produzido por outra empresa.

Mesmo com laudo apontando a viabilidade do investimento, a empresa que recebeu o aporte registrou prejuízo, principalmente, por causa da remuneração de palestrantes. Somente com o pagamento desse tipo de serviço, entre 2011 e 2012, a empresa gastou R$ 11,9 milhões. Na mesma época, Guedes viajou o País realizando palestras. O MPF quer descobrir se ele recebeu parte desses valores.

Procurado, Paulo Guedes não respondeu aos contatos da reportagem.

Fonte: Estadão conteúdo

Falta de estratégia impede TSE de atuar sobre fake news

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Por Fabio Serapião e Rafael Moraes Moura

A falta de uma definição por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a estratégia a ser adotada para prevenir a disseminação de notícias falsas e a ausência de uma tipificação penal para enquadrar a proliferação delas abriu caminho para um grande número de fake news distribuídas no primeiro turno das eleições, avaliam investigadores e conselheiros do TSE ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Nesta quarta-feira, 10, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, instalado no âmbito do TSE para discutir o tema, se reunirá pela primeira vez desde que começou a campanha eleitoral Facebook, Google e WhatsApp não participarão do encontro.

Segundo dois ministros do TSE ouvidos reservadamente pela reportagem, a forte polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) vai criar um “campo fértil” para o aumento das fake news no segundo turno. Um deles aponta, no entanto, que nenhum sistema de segurança do mundo consegue impedir a proliferação de notícias falsas e que “ninguém poderia imaginar que a truculência iria descambar para o crime”.

O TSE foi comandado por três ministros diferentes ao longo deste ano: Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber. Durante a gestão de Fux, integrantes da Corte Eleitoral debaterem no Conselho Consultivo, criado na gestão de Gilmar, propostas para regulamentar o combate à disseminação de notícias falsas, mas não houve consenso. Ao contrário do esperado, o plenário não aprovou uma minuta sobre o tema, que nem chegou a ser divulgada oficialmente. Era essa minuta que criaria uma diretriz sobre como seria a prevenção e repressão às notícias falsas durante a eleição.

Segundo o Estado apurou, entre as ideias debatidas estavam medidas como o reforço da transparência das plataformas de internet, o aprimoramento nos mecanismos de prestação de contas do impulsionamento de anúncios e a tentativa de disciplinar o “poder de polícia” da Justiça Eleitoral na esfera online.

A avaliação de conselheiros ouvidos reservadamente pela reportagem é a de que a Corte Eleitoral subestimou o impacto da proliferação de notícias falsas durante a campanha. Para um deles, o TSE “está atuando a reboque dos fatos”.

Vídeo

No domingo, dia 7, enquanto mais de 108 milhões de eleitores brasileiros votavam, uma série de notícias falsas eram distribuídas em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre fraudes nas urnas, pessoas votando com armas e ataques a adversários políticos.

O caso do vídeo em que o eleitor aperta o número 1 e a urna eletrônica automaticamente completa com o nome de Haddad foi uma das fake news mais disseminadas durante o primeiro turno. Após a ampla divulgação do vídeo, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, classificou a disseminação da notícia como uma tentativa de “corromper a vontade do eleitor” e prometeu que tudo seria investigado e “devidamente punido”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Condições das praias da cidade em situação de alerta

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Presidente da Comissão de Meio Ambiente cobrou providências do governo

Quatro pontos do litoral da cidade seguem impróprias para banho

Imbetiba, Forte, Lagomar e Barra de Macaé são praias da cidade que seguem impróprias para banho, uma situação que expõe problemas que precisam ser solucionados pela prefeitura. O impasse foi levantado pelo vereador Maxwell Vaz (SD), que cobrou do governo informações sobre as providências necessárias para contornar esta situação.

“O principal fator para a falta de balneabilidade das praias é o lançamento de esgoto. Isso impede a população de frequentar, por exemplo, a praia do Forte, um dos pontos mais bonitos do litoral da cidade, onde muita gente aprendeu a nadar lá. O que está sendo feito para mudar isso?”, questionou o parlamentar.

Maxwell lembrou que desde 2016 a prefeitura não destina investimentos para manter o contrato da Parceria Pública Privada (PPP) do Esgoto, sistema que ajudaria a melhorar as condições das praias, influenciando diretamente no turismo.

“Estão patinando nas falhas de execução de políticas públicas de saneamento. Isso causa impacto em nosso turismo, que poderia ser um grande viés de geração de emprego e de renda para a nossa população, em um momento bastante complicado para todos nós”, disse.

“Serei deputado de todos os 92 municípios do Estado do Rio”

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Parlamentar dá início a mandato cuja posse ocorrerá no próximo dia 1º de fevereiro

Eleito deputado estadual, Welberth Rezende afirma que resultado das urnas eleva a sua dedicação por Macaé

“É momento de agradecer a todos que nos ajudaram a ter esse resultado”. Ao listar, nome por nome, os vereadores que apoiaram a sua campanha vitoriosa para vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Welberth Rezende (PPS) afirmou que, a partir de agora, a sua dedicação a Macaé se eleva.

Ao apontar que o processo deste ano representou a construção política em torno de um projeto focado em defender os interesses do município na Alerj, Welberth listou o nome dos candidatos a deputado federal eleitos na cidade, Felício Laterça (PSL) e Christino Áureo (PP), e defendeu uma grande aliança em prol do desenvolvimento do município.

“A nossa campanha representou o trabalho que exercemos nesta Casa desde o nosso primeiro mandato. O que a população espera de um deputado é simples: segurança, água e escola. Essa é a nossa missão, o de produzir ações que possam apresentar ao futuro do governo do Estado todas essas demandas”, disse.

Welberth afirmou que o seu jeito de ser, trabalhador e humilde, será mantido na Alerj, compartilhado com todos os 92 municípios fluminenses. “Vamos trabalhar, e muito. Logo de início do novo mandato, vamos saber porque a escola do Lagomar está parada. Até a Saúde para tentar reativar o Hospital de Barra de São João, que irá desafogar o nosso HPM. Temos compromisso com o setor offshore, com o polo gastronômico, com os professores. Tentaremos fazer um pouco de tudo, para todos os municípios”, afirmou o parlamentar.

Debutante na eleição para disputa na Alerj, Welberth Rezende (PPS) foi eleito deputado estadual com 31.723 votos. No seu reduto eleitoral, o parlamenter obteve 18.998 votos.

“Estou muito feliz com o resultado obtido nas urnas nesta eleição. Só tenho que agradecer cada voto conquistado. Serei o representante de Macaé e de todo o Estado na Alerj. A força do trabalho é a melhor opção para todos nós”, afirmou Welberth.

Bahia, Estado mais negro do Brasil, elege primeira deputada negra

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Foto: Divulgação / Gov
Por Yuri Silva

Quando Olívia Santana (PC do B), de 51 anos, tomar posse, em 2019, será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira a Assembleia Legislativa da Bahia, o Estado mais negro do País, com 81,4% da população autodeclarada descendente de africanos (60% pardos e 21,4% pretos). Quando questionada sobre a importância de sua eleição, riu da forma “como as pessoas se chocaram”, mas disse esperar o dia em que isso mude. “Queremos ser o comum, não o inusitado”, afirmou.

“Espero que essa polêmica toda sacuda a sociedade baiana. O racismo está no Brasil todo, mas na Bahia deveria ser comum que mulheres negras ocupem espaços de poder na política. Mas o que vemos é que isso é incomum”.

Gastando R$ 150 mil na campanha, sendo R$ 80 mil do fundo partidário, R$ 35 mil do fundo eleitoral e o restante de doações, a ativista obteve 57.775 votos no domingo, dia 7, e ficou em 31º na lista dos 63 eleitos para a próxima legislatura baiana.

Até então, sua única experiência no Legislativo foi como vereadora de Salvador. Ficou 10 anos na Câmara Municipal, por dois mandatos e meio, e criou o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, homenagem a uma ialorixá morta após ataques de evangélicos.

Começou a carreira política no movimento estudantil, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde cursou pedagogia e fundou a União de Negros pela Igualdade (Unegro) – entidade que tomou corpo e virou braço antirracista do PCdoB, único partido no qual Olívia militou.

Em 2001, em nome da entidade, discursou no Fórum das Noções Unidas, em Durban, e foi também a Nova York defender a pauta racial. Em outras oportunidades, visitou a China e a Alemanha representando o PCdoB.

Foi secretária de Educação e Cultura de Salvador em 2005, onde implantou o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas. No primeiro mandato do governador Rui Costa, reeleito no domingo, esteve à frente de duas pastas: Política para Mulheres e Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Chegou a ser cotada para concorrer à prefeitura de Salvador em 2016.

“A educação para mim é a porta. Todo negro e toda negra precisa ter oportunidades educacionais”, diz. Nascida em uma família pobre que morava em favela de palafitas em Ondina, Olívia começou a trabalhar aos 14 anos – sua mãe, aos 9 anos, e nunca foi à escola. Ela, porém, queria outro rumo. “Decidi que não ia repetir a história.”

A reportagem entrevistou Olívia Santana. Veja abaixo os principais trechos:

O que precisa mudar para as mulheres negras terem mais espaço na política?

Só se consegue fazer isso reduzindo o poder econômico para garantir equilíbrio. Você não consegue se fazer visível sem dinheiro. Quem tem chega.

A reserva de 30% dos recursos para as mulheres não resolveu?

Foi importante, mas ainda é pouco. A mesma lei beneficiou o candidato rico, porque pode usar recursos próprios na campanha.

Os negros deviam ter mecanismo parecido?

Tem que ter mecanismos étnico-raciais de divisão do bolo. A negrada não tem network, rede de relacionamento rica. Você vai pedir dinheiro para o vizinho que tem menos que você?

Em eventual governo, Bolsonaro promete tratar reforma da Previdência ‘com calma’

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Por Mateus Fagundes

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à TV Bandeirantesque, em um eventual governo dele, a reforma da Previdência será tratada “vagarosamente”.

“Se você fizer com calma e devagar, você chega lá”, afirmou, em entrevista gravada à tarde e exibida à noite no Jornal da Band, ao comentar sobre o ritmo de aprovação da reforma da Previdência. “Não é como muitos querem. Não adianta querer botar remendo novo em calça velha.”

Na avaliação do candidato, o grande gargalo da Previdência é o serviço público. “Por exemplo, um homem do serviço público se aposenta hoje com 60 anos. Vamos botar 61. Você aprova. Se você botar 65 logo de cara, você não vai aprovar porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme, dizendo, por exemplo, que no Piauí a expectativa de vida é de 69 anos de idade”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai “acabar com as incorporações” salariais no momento da aposentadoria. Ele afirmou também que não pode tratar o policial militar e os membros das Forças Armadas da mesma forma que os outros trabalhadores. “O que não pode é fábrica de marajás”, disse.

Fonte: Estadão conteúdo

Bolsonaro: estatais que dão prejuízo ou são cabide de emprego serão extintas

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Fernando Frazão / Agência Brasil
Por Constança Rezende

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse que estatais que dão prejuízo “e servem de cabide de emprego” serão imediatamente extintas ou privatizadas em seu eventual governo. Porém, ele ponderou que “não será inconsequente” nos cortes.

“Existem estatais estratégicas, como do setor energético, Banco do Brasil e Caixa Econômica, que nós não pretendemos mexer nelas”, disse, em coletiva de imprensa.

CNJ mantém afastado juiz que pretendia recolher urnas no dia da eleição

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Por Paulo Roberto Netto

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve, por unanimidade, o afastamento do juiz federal Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O magistrado planejava conceder uma liminar determinando que o Exército recolhesse as urnas eletrônicas utilizadas no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo, 7.

No fim de setembro, o juiz foi afastado pelo corregedor nacional da Justiça, ministro Humberto Martins, após a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar reclamação disciplinar questionando a atuação de Cubas em uma ação popular que questionava a credibilidade das urnas eletrônicas.

Segundo a AGU, o magistrado pretendia conceder uma liminar para o Exército recolher as urnas em seções eleitorais do País para a realização de testes de segurança. O órgão afirma que Cubas teria apresentado uma cópia da decisão que iria proferir e afirmou que iria publicá-la às 17h de sexta-feira, 5 de outubro, para que não houvesse tempo da decisão ser revertida.

Ao CNJ, o Comando do Exército Brasileiro apresentou provas que corroboram com a denúncia apresentada pela AGU. A peça também incluiu um vídeo postado na internet no qual Cubas está ao lado do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

A ratificação da liminar mantém o afastamento cautelar de Cubas, que continuará a receber salário normalmente. O CNJ ainda poderá arquivar a reclamação da AGU ou determinar a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o juiz.

 

Fonte: Estadão conteúdo

TSE conclui apuração do 1º turno e registra abstenção de 20,33%

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Por Igor Moraes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu às 21h20 de segunda-feira, 8, a apuração dos votos do primeiro turno das eleições 2018. A última urna, do total de 454.490, foi apurada na cidade de Houston, nos Estados Unidos. De acordo com os números consolidados, a abstenção geral foi de mais de 29,9 milhões e alcançou 20,33% do total de eleitores, o maior índice desde as eleições de 1998.

A maior taxa de não comparecimento no Brasil foi registrada no Estado de Mato Grosso, com 24,55% de abstenção; e a menor em Roraima, com 13,92%.

De acordo com o TSE, do total de 147.306.295 eleitores, 117.364 560 (79,67%) compareceram às urnas. Os votos válidos totalizaram 91,21%, os votos nulos 6,14% e os votos brancos 2,65%.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) recebeu a maior parte dos votos válidos: 49.276.990 (46,03%). Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno da disputa presidencial, recebeu 31 342.005 votos (29,28%).

No exterior, a abstenção chegou a mais de 59% e superou o número daqueles que foram às urnas.

Dentre os eleitores aptos a participar das eleições fora do Brasil, 470 não puderam votar porque as seções eleitorais não chegaram a ser montadas nas localidades onde eles estavam cadastrados. É o caso da cidade de Damasco, na Síria, onde 195 eleitores estavam aptos, mas a votação não foi realizada por questões de segurança.

No total, 202.766 eleitores foram às urnas fora do Brasil. O índice de votos válidos foi de 95,37%, de votos brancos de 2,49% e de votos nulos de 2,14%.

Quando levados em conta apenas os votos no exterior, Jair Bolsonaro ficou em primeiro lugar da disputa presidencial, com 113.690 votos (58,79%). Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo, com 28.073 votos (14,52%); e Haddad em terceiro, com 19.540 votos (10,10%).