“Serei deputado de todos os 92 municípios do Estado do Rio”

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Parlamentar dá início a mandato cuja posse ocorrerá no próximo dia 1º de fevereiro

Eleito deputado estadual, Welberth Rezende afirma que resultado das urnas eleva a sua dedicação por Macaé

“É momento de agradecer a todos que nos ajudaram a ter esse resultado”. Ao listar, nome por nome, os vereadores que apoiaram a sua campanha vitoriosa para vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Welberth Rezende (PPS) afirmou que, a partir de agora, a sua dedicação a Macaé se eleva.

Ao apontar que o processo deste ano representou a construção política em torno de um projeto focado em defender os interesses do município na Alerj, Welberth listou o nome dos candidatos a deputado federal eleitos na cidade, Felício Laterça (PSL) e Christino Áureo (PP), e defendeu uma grande aliança em prol do desenvolvimento do município.

“A nossa campanha representou o trabalho que exercemos nesta Casa desde o nosso primeiro mandato. O que a população espera de um deputado é simples: segurança, água e escola. Essa é a nossa missão, o de produzir ações que possam apresentar ao futuro do governo do Estado todas essas demandas”, disse.

Welberth afirmou que o seu jeito de ser, trabalhador e humilde, será mantido na Alerj, compartilhado com todos os 92 municípios fluminenses. “Vamos trabalhar, e muito. Logo de início do novo mandato, vamos saber porque a escola do Lagomar está parada. Até a Saúde para tentar reativar o Hospital de Barra de São João, que irá desafogar o nosso HPM. Temos compromisso com o setor offshore, com o polo gastronômico, com os professores. Tentaremos fazer um pouco de tudo, para todos os municípios”, afirmou o parlamentar.

Debutante na eleição para disputa na Alerj, Welberth Rezende (PPS) foi eleito deputado estadual com 31.723 votos. No seu reduto eleitoral, o parlamenter obteve 18.998 votos.

“Estou muito feliz com o resultado obtido nas urnas nesta eleição. Só tenho que agradecer cada voto conquistado. Serei o representante de Macaé e de todo o Estado na Alerj. A força do trabalho é a melhor opção para todos nós”, afirmou Welberth.

Bahia, Estado mais negro do Brasil, elege primeira deputada negra

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Foto: Divulgação / Gov
Por Yuri Silva

Quando Olívia Santana (PC do B), de 51 anos, tomar posse, em 2019, será a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira a Assembleia Legislativa da Bahia, o Estado mais negro do País, com 81,4% da população autodeclarada descendente de africanos (60% pardos e 21,4% pretos). Quando questionada sobre a importância de sua eleição, riu da forma “como as pessoas se chocaram”, mas disse esperar o dia em que isso mude. “Queremos ser o comum, não o inusitado”, afirmou.

“Espero que essa polêmica toda sacuda a sociedade baiana. O racismo está no Brasil todo, mas na Bahia deveria ser comum que mulheres negras ocupem espaços de poder na política. Mas o que vemos é que isso é incomum”.

Gastando R$ 150 mil na campanha, sendo R$ 80 mil do fundo partidário, R$ 35 mil do fundo eleitoral e o restante de doações, a ativista obteve 57.775 votos no domingo, dia 7, e ficou em 31º na lista dos 63 eleitos para a próxima legislatura baiana.

Até então, sua única experiência no Legislativo foi como vereadora de Salvador. Ficou 10 anos na Câmara Municipal, por dois mandatos e meio, e criou o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa, homenagem a uma ialorixá morta após ataques de evangélicos.

Começou a carreira política no movimento estudantil, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde cursou pedagogia e fundou a União de Negros pela Igualdade (Unegro) – entidade que tomou corpo e virou braço antirracista do PCdoB, único partido no qual Olívia militou.

Em 2001, em nome da entidade, discursou no Fórum das Noções Unidas, em Durban, e foi também a Nova York defender a pauta racial. Em outras oportunidades, visitou a China e a Alemanha representando o PCdoB.

Foi secretária de Educação e Cultura de Salvador em 2005, onde implantou o estudo da cultura afro-brasileira nas escolas. No primeiro mandato do governador Rui Costa, reeleito no domingo, esteve à frente de duas pastas: Política para Mulheres e Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre). Chegou a ser cotada para concorrer à prefeitura de Salvador em 2016.

“A educação para mim é a porta. Todo negro e toda negra precisa ter oportunidades educacionais”, diz. Nascida em uma família pobre que morava em favela de palafitas em Ondina, Olívia começou a trabalhar aos 14 anos – sua mãe, aos 9 anos, e nunca foi à escola. Ela, porém, queria outro rumo. “Decidi que não ia repetir a história.”

A reportagem entrevistou Olívia Santana. Veja abaixo os principais trechos:

O que precisa mudar para as mulheres negras terem mais espaço na política?

Só se consegue fazer isso reduzindo o poder econômico para garantir equilíbrio. Você não consegue se fazer visível sem dinheiro. Quem tem chega.

A reserva de 30% dos recursos para as mulheres não resolveu?

Foi importante, mas ainda é pouco. A mesma lei beneficiou o candidato rico, porque pode usar recursos próprios na campanha.

Os negros deviam ter mecanismo parecido?

Tem que ter mecanismos étnico-raciais de divisão do bolo. A negrada não tem network, rede de relacionamento rica. Você vai pedir dinheiro para o vizinho que tem menos que você?

Em eventual governo, Bolsonaro promete tratar reforma da Previdência ‘com calma’

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Por Mateus Fagundes

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à TV Bandeirantesque, em um eventual governo dele, a reforma da Previdência será tratada “vagarosamente”.

“Se você fizer com calma e devagar, você chega lá”, afirmou, em entrevista gravada à tarde e exibida à noite no Jornal da Band, ao comentar sobre o ritmo de aprovação da reforma da Previdência. “Não é como muitos querem. Não adianta querer botar remendo novo em calça velha.”

Na avaliação do candidato, o grande gargalo da Previdência é o serviço público. “Por exemplo, um homem do serviço público se aposenta hoje com 60 anos. Vamos botar 61. Você aprova. Se você botar 65 logo de cara, você não vai aprovar porque a esquerda vai fazer uma campanha enorme, dizendo, por exemplo, que no Piauí a expectativa de vida é de 69 anos de idade”, afirmou.

Bolsonaro disse ainda que vai “acabar com as incorporações” salariais no momento da aposentadoria. Ele afirmou também que não pode tratar o policial militar e os membros das Forças Armadas da mesma forma que os outros trabalhadores. “O que não pode é fábrica de marajás”, disse.

Fonte: Estadão conteúdo

Bolsonaro: estatais que dão prejuízo ou são cabide de emprego serão extintas

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Fernando Frazão / Agência Brasil
Por Constança Rezende

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) disse que estatais que dão prejuízo “e servem de cabide de emprego” serão imediatamente extintas ou privatizadas em seu eventual governo. Porém, ele ponderou que “não será inconsequente” nos cortes.

“Existem estatais estratégicas, como do setor energético, Banco do Brasil e Caixa Econômica, que nós não pretendemos mexer nelas”, disse, em coletiva de imprensa.

CNJ mantém afastado juiz que pretendia recolher urnas no dia da eleição

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Por Paulo Roberto Netto

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manteve, por unanimidade, o afastamento do juiz federal Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O magistrado planejava conceder uma liminar determinando que o Exército recolhesse as urnas eletrônicas utilizadas no primeiro turno das eleições, realizado no último domingo, 7.

No fim de setembro, o juiz foi afastado pelo corregedor nacional da Justiça, ministro Humberto Martins, após a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentar reclamação disciplinar questionando a atuação de Cubas em uma ação popular que questionava a credibilidade das urnas eletrônicas.

Segundo a AGU, o magistrado pretendia conceder uma liminar para o Exército recolher as urnas em seções eleitorais do País para a realização de testes de segurança. O órgão afirma que Cubas teria apresentado uma cópia da decisão que iria proferir e afirmou que iria publicá-la às 17h de sexta-feira, 5 de outubro, para que não houvesse tempo da decisão ser revertida.

Ao CNJ, o Comando do Exército Brasileiro apresentou provas que corroboram com a denúncia apresentada pela AGU. A peça também incluiu um vídeo postado na internet no qual Cubas está ao lado do deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

A ratificação da liminar mantém o afastamento cautelar de Cubas, que continuará a receber salário normalmente. O CNJ ainda poderá arquivar a reclamação da AGU ou determinar a abertura de um processo administrativo disciplinar contra o juiz.

 

Fonte: Estadão conteúdo

TSE conclui apuração do 1º turno e registra abstenção de 20,33%

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Por Igor Moraes

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu às 21h20 de segunda-feira, 8, a apuração dos votos do primeiro turno das eleições 2018. A última urna, do total de 454.490, foi apurada na cidade de Houston, nos Estados Unidos. De acordo com os números consolidados, a abstenção geral foi de mais de 29,9 milhões e alcançou 20,33% do total de eleitores, o maior índice desde as eleições de 1998.

A maior taxa de não comparecimento no Brasil foi registrada no Estado de Mato Grosso, com 24,55% de abstenção; e a menor em Roraima, com 13,92%.

De acordo com o TSE, do total de 147.306.295 eleitores, 117.364 560 (79,67%) compareceram às urnas. Os votos válidos totalizaram 91,21%, os votos nulos 6,14% e os votos brancos 2,65%.

O candidato Jair Bolsonaro (PSL) recebeu a maior parte dos votos válidos: 49.276.990 (46,03%). Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno da disputa presidencial, recebeu 31 342.005 votos (29,28%).

No exterior, a abstenção chegou a mais de 59% e superou o número daqueles que foram às urnas.

Dentre os eleitores aptos a participar das eleições fora do Brasil, 470 não puderam votar porque as seções eleitorais não chegaram a ser montadas nas localidades onde eles estavam cadastrados. É o caso da cidade de Damasco, na Síria, onde 195 eleitores estavam aptos, mas a votação não foi realizada por questões de segurança.

No total, 202.766 eleitores foram às urnas fora do Brasil. O índice de votos válidos foi de 95,37%, de votos brancos de 2,49% e de votos nulos de 2,14%.

Quando levados em conta apenas os votos no exterior, Jair Bolsonaro ficou em primeiro lugar da disputa presidencial, com 113.690 votos (58,79%). Ciro Gomes (PDT) ficou em segundo, com 28.073 votos (14,52%); e Haddad em terceiro, com 19.540 votos (10,10%).

Não eleitos também saem fortalecidos das urnas

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Julinho, que é o líder do governo na Casa, somou mais de 10.623 votos

Cinco nomes da cidade tentaram vagas na Assembleia Legislativa do Estado

Apesar de não terem obtido o coeficiente necessário para garantir vagas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), outros cinco pessoas da cidade fizeram bonito nas urnas, e chancelaram nomes que já ganham evidência para as próximas eleições municipais.

Ex-vereador, Chico Machado (PSD) manteve uma campanha de grande repercussão na cidade e saiu do pleito com o crivo de 30.067 votos.

Já os vereadores Marcel Silvano (PT), Julinho do Aeroporto (MDB), Luiz Fernando (PTC) e Val Barbeiro (PHS) somaram também bom desempenho nas urnas, o que garante vantagem para batalhar por reeleição na Câmara Municipal em 2020.

Marcel obteve cerca de 9.414 votos. Julinho, que é o líder do governo na Casa, somou mais de 10.623 votos. Luiz Fernando e Val Barbeiro conquistaram, respectivamente, 5.291 e 3.180 votos.

Os candidatos também fizeram bonito nas urnas da cidade. Chico somou na cidade mais de 8,3 mil votos. Marcel, 5,4 mil. Julinho, 8,3 mil. Luiz Fernando, 3,3 mil e Val Barbeiro pouco mais de 2,2 mil.

Briga pelo Congresso foi acirrada

Ex-vice-prefeito, Danilo Funke obteve 11.337 votos na disputa por vaga na Câmara dos Deputados. O empresário Ricardo Salgado (DC) somou 7.686 votos.

Sérgio Cabral é punido e fica sem visita e sem TV na cela por 10 dias

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O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB), ficará 10 dias sem receber visitas e sem poder assistir televisão em sua cela. A punição foi aplicada após uma vistoria nesta terça-feira (9), na qual ele e outro detendo foram flagrados com uma quantidade de dinheiro acima do permitido.

Atualmente, Cabral cumpre pena no presídio Pedrolino Werling de Oliveira,  no Rio. A unidade integra o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

A vistoria foi realizada pela corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em ação conjunta com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

A Seap informou em nota que essa é “uma nova prática de fiscalização que passará a ser rotina nas unidades prisionais do estado”. O órgão também afirmou que o caso será avaliado por uma Comissão Técnica de Classificação (CTC).

O valor encontrado com Cabral não foi revelado. O montante máximo que os detentos podem guardar na cela é equivalente a 10% do salário mínimo, ou seja, R$ 95,40. Esse dinheiro pode ser usado na cantina do presídio.

Do Rio para Curitiba

Entre janeiro e abril desse ano, Cabral chegou a passar três meses em uma unidade prisional de Curitiba. Seu deslocamento para a capital do Paraná ocorreu por um pedido do Ministério Público Federal (MPF), atendido pelo juiz federal Sérgio Moro. O motivo foi o tratamento diferenciado e as regalias que o ex-governador obteve na unidade em que estava até então: a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na região central do Rio de Janeiro.

Cabral está preso desde novembro de 2016. Investigações que se desdobraram da Operação Lava-Jato o apontaram como líder de diversos esquemas de corrupção no período em que foi governador do Rio de Janeiro.

Ao todo, o MPF moveu 26 ações penais contra ele e oito delas já resultaram em condenações de primeira instância. Uma dessas sentenças também já foi confirmada em segunda instância. Suas penas somam até o momento mais de 183 anos de prisão.

Líder da extrema-direita italiana comemora ida de Bolsonaro ao 2º turno

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Por Jamil Chade, correspondente

O líder da extrema-direita italiana e ministro do Interior, Matteo Salvini, comemorou os resultados eleitorais no Brasil e os votos recebidos pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL). Nas redes sociais e entrevistas, ele fez questão de declarar apoio ao brasileiro e insinuar que seu movimento também ganha adeptos em outras partes do mundo.

“O Brasil também muda”, escreveu o italiano, em uma referência ao fato de que a vitória da direita no País segue a mesma tendência registrada na Itália e em outros países europeus. “A esquerda derrotada e ar fresco”, completou Salvini nesta segunda-feira, 8.

Horas depois, durante uma entrevista coletiva ao lado da líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, Salvini voltou a elogiar o resultado eleitoral de Bolsonaro. Segundo ele, este seria mais um exemplo da “revolução do bom senso que está percorrendo toda a Europa”.

Salvini fez questão de defender o candidato brasileiro também em uma entrevista a uma rádio. “Não entendo alguns jornalistas italianos que chamam de racista-nazista-xenófobo qualquer um que defenda mais ordem e segurança para os cidadãos”, disse.

Polêmicas

Acusado de racista por grupos de direitos humanos na Europa e mesmo parcelas da Igreja Católica, Salvini tem se envolvidos em polêmicas com a Comissão Europeia em razão da gestão da onda migratória na Itália.

Seu resultado nas urnas surgiu depois de prometer que, se vencesse, iria expulsar 500 mil estrangeiros clandestinos. A oposição o acusa ainda de ter inflamado a tensão racial com suas declarações. Mas ele minimiza o problema, alegando que são os imigrantes os responsáveis por um terço dos crimes cometidos hoje na Itália. “Esse é o único e verdadeiro drama”, disse.

Em meados deste ano, o italiano ainda foi criticado por mencionar uma frase cunhada por Benito Mussolini. Questionado sobre estar fomentando a xenofobia, Salvini respondeu em sua conta no Twitter: “Muitos inimigos, muita honra”. A frase ainda foi citada pelo ministro no dia do aniversário de Mussolini.

Também neste ano, o atual ministro do Interior causou polêmica durante um evento em Viena. “A Itália precisava ajudar seus filhos a ter filhos, não a ter novos escravos para substituir as crianças que não estamos tendo”, disse.

O histórico de declarações controvertidas de Salvini ainda inclui uma proposta que ele fez, em 2009, sugerindo que o transporte público em Milão fosse segregado entre moradores locais e estrangeiros. Segundo ele, deveria ser pensado “assentos ou vagões reservados para milaneses”.

Diante das críticas, ele amenizou o tom e alegou que era “apenas uma provocação para dizer que os residentes eram minorias e que, como tal, precisavam ser resguardados”.

fonte: Estadão conteúdo

Ministro do TSE manda Facebook derrubar 33 fake news sobre Manuela do ar

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Por Luiz Vassallo, Rafael Moraes Moura, Teo Cury e Amanda Pupo

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Sérgio Banhos determinou, na segunda-feira, 8, em caráter liminar, a retirada de 33 fake news sobre Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata a vice na chapa de Fernando Haddad (PT). Segundo a decisão, o conteúdo deve ser retirado em até 24 horas do ar pelo Facebook. Os autores devem ser identificados pela rede social à Justiça e o Ministério Público Eleitoral deve ser intimado a se manifestar sobre o caso.

Em representação, os advogados da coligação ‘O Povo Feliz de Novo’ (PT/PC do B/PROS) afirmam que “as pessoas representadas responsáveis pelas contas e páginas no Facebook teriam se utilizado da rede social para ofender e difamar a candidata Manuela D’Ávila e a coligação representante, por meio da publicação de vídeo, no qual se atribui condutas moralmente reprováveis à candidata”.

Além disso, a defesa afirma que as publicações “contém trechos de vídeo de autoria da candidata,com inserção de matéria jornalística a respeito de manifestação ocorrida no Rio de Janeiro, na qual há imagem de dois manifestantes distribuindo imagens de santas e chutando crucifixos”.

“Após a apresentação das referidas imagens, é inserido novo trecho de vídeo da candidata

produzido para combater a homofobia nas escolas. Entretanto, aparece sua voz ao fundo com

sobreposição de imagens que deturpariam o real conteúdo da publicidade”, afirmam os advogados.

O ministro entendeu ser ‘viável’ a concessão da liminar para derrubar o conteúdo pelo fato de as publicações “mancharem a imagem da candidata perante o público católico e cristão, com o objetivo evidente de interferir no pleito eleitoral”. “Ademais, a mídia foi claramente editada com uso de montagem – por meio da qual se desvirtuou o conteúdo original do vídeo produzido pela candidata representante para combater a homofobia nas escolas -, contendo agressão e ataque à imagem da candidata, atribuindo-lhe conceito sabidamente inverídico”, anotou.

Ele decidiu que “deve ser deferido o pedido liminar para imediata retirada do conteúdo ora

impugnado, bem como para disponibilização dos dados pessoais dos responsáveis pelas publicações, nos termos do art. 34 da Res -TSE n 23.551/2017, uma vez que se trata de o medida necessária para eventual responsabilização”. “Ante o exposto, defiro o pedido liminar para determinar que a empresa Facebook retire, no prazo de máximo de 24h, o conteúdo hospedado nas URLs acima identificadas”, determinou.

O ministro ainda obrigou o Facebook a, “no prazo de 48h, fornecer a identificação do número de IP da conexão usada para realização do cadastro inicial no Facebook; e ii) os dados pessoais dos criadores e dos administradores dos perfis”.

 

fonte: Estadão conteúdo