PSC, ligado à Assembleia de Deus, oficializa apoio a Jair Bolsonaro

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Por Felipe Frazão

O Partido Social Cristão (PSC), ligado à Assembleia de Deus, maior igreja evangélica do País, declarou oficialmente nesta quinta-feira, 11, apoio a Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, no segundo turno da eleição contra Fernando Haddad (PT).

“O PSC, um partido que defende bandeiras liberais na economia e conservadoras nos costumes, tem certeza de que as propostas do candidato do PSL são as melhores para o Brasil”, disse a direção do partido, em comunicado oficial.

A decisão do PSC se deu por unanimidade, segundo nota divulgada pelo partido.

Ao jornal O Estado de S. Paulo e ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Pereira, havia antecipado que o partido jamais apoiaria Haddad e faria campanha por Bolsonaro, caso o segundo turno fosse disputado entre os dois.

Everaldo batizou Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, em Israel, em 2016. O candidato do PSL foi filiado ao PSC e, apesar de ser católico, tem seu melhor desempenho entre os eleitores que se declaram evangélicos, segundo diferentes pesquisas de intenção de voto.

O PSC disputa duas eleições de governo estadual no segundo turno No Rio, o ex-juiz Wilson Witzel, que explora a popularidade de Bolsonaro na campanha, enfrenta o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (DEM), cujo partido é majoritariamente pró-Bolsonaro, embora tenha liberado seus filiados.

No Amazonas, Wilson Lima concorre contra o atual governador, Amazonino Mendes (PDT). O PDT aderiu criticamente a Haddad, após a derrota do ex-ministro Ciro Gomes, terceiro colocado na eleição para presidente.

No primeiro turno, o PSC esteve coligado ao Podemos, indicando o economista Paulo Rabello de Castro como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Alvaro Dias (PR).

O Podemos liberou seus filiados para apoiar Bolsonaro ou Haddad, mas Alvaro Dias, nono colocado na eleição presidencial, não declarou voto. Ele rejeita fazer campanha pelo petista.

Fonte: Estadão conteúdo

Haddad, sobre Bolsonaro: por que entrevista pode e debate não?

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Rovena Rosa/Agência Brasil
Por Daniel Weterman

Candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad apelou mais uma vez para que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) participe de debates frente a frente no segundo turno da disputa “Por que entrevista pode e debate não?”, questionou o petista. “Da onde saiu essa prescrição médica? Gostaria de entender melhor.”

O petista acusou ainda o candidato do PSL de espalhar mentiras dizendo que, durante os governo do PT, o Ministério da Educação distribuiu o chamado kit gay nas escolas.

“Ele não conhece escola pública, ridícula essa manifestação. Por isso que foge dos debates”, atacou Haddad. “Você acha certo ganhar voto mentindo contra seu oponente? Isso não tem nenhum cabimento.”

Fonte: Estadão conteúdo

Haddad grava vídeo desafiando Bolsonaro a participar de debates

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Reprodução / Facebook
O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, gravou um curto vídeo desafiando o adversário e líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), a participar de um debate na TV no segundo turno. “Deputado Bolsonaro, vem contar para o povo brasileiro o que você fez durante 28 anos no Congresso Nacional. Vem pro debate!”, diz o petista.

Na quarta-feira, 10, a equipe médica que supervisiona a recuperação do presidenciável recomendou que ele não participe de nenhum debate até o próximo dia 18. Com isso, foram cancelados os debates da TV Bandeirantes, Estadão/TV Gazeta, Rede TV/IstoÉ e SBT/Folha, previstos para ocorrer antes da próxima avaliação médica, marcada para o dia 18.

“Ele ainda tem anemia. Então, a liberação não é completa. Não pode fazer viagens, nem atividades mais prolongadas”, disse na ocasião o doutor Leandro Echenique após visitar Bolsonaro em sua casa, no Rio.

 

fonte: Estadão conteúdo

Marine Le Pen critica Bolsonaro por dizer coisas ‘extremamente desagradáveis’

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| Reuters
A líder da extrema direita na França, Marine Le Pen, criticou nesta quinta-feira, 11, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) por dizer coisas “extremamente desagradáveis”, segundo a rádio francesa RFI. Le Pen fez a declaração em entrevista ao canal France 2.

“Ele tem dito coisas que são extremamente desagradáveis, que não podem ser transferidas para nosso país, é uma cultura diferente”, disse Le Pen, referindo-se a declarações polêmicas de Bolsonaro sobre homossexuais e mulheres.

“De qualquer forma, a partir do momento em que alguém diz coisas desagradáveis, ele passa a ser de extrema direita na imprensa francesa. Não vejo Bolsonaro como um candidato de extrema direita”, acrescentou.

Le Pen atribuiu o forte desempenho de Bolsonaro no primeiro turno da disputa presidencial ao fato de sua campanha se basear na questão da segurança pública e no combate à corrupção. Para ela, a expressiva votação do capitão reformado reflete o ambiente de insegurança no Brasil.

Em maio do ano passado, Le Pen foi derrotada pelo centrista liberal Emmanuel Macron no segundo turno da eleição presidencial francesa.

Fonte: Estadão conteúdo

Água e transporte são solicitados para o Imburo

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macaé-política
Alan Mansur mantém pauta em defesa de benefício dos pescadores - Tiago Ferreira/Divulgação 

Demandas dos moradores da localidade foram discutidas na sessão ordinária de ontem

O atendimento a demandas de saneamento básico e de transporte coletivo para bairros e localidades situadas no extremo Norte da cidade, foi cobrado ontem (10) durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores.

As solicitações dos moradores do Imburo foram defendidas pelo vereador Alan Mansur (PRB), através de requerimento aprovado por unanimidade. “Solicitamos que a Nova Cedae atenda a demanda dos moradores de um novo condomínio. O Imburo é uma região da cidade que cresce bastante, e precisa ser atendida com os serviços de saneamento”, disse Alan.

Em outro requerimento, o vereador solicitou à secretaria municipal de Mobilidade Urbana a ampliação do itinerário dos coletivos que atendem a localidade. “Por conta da expansão imobiliária desta localidade é preciso garantir a ampliação do transporte, um dos serviços essenciais para a rotina da nossa cidade”, disse Alan.

Rede diz que será oposição a próximo governo e recomenda não votar em Bolsonaro

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Por Mariana Haubert

A Rede Sustentabilidade oficializou na madrugada desta quinta-feira, 11, a decisão de ser oposição ao próximo presidente da República, independentemente de quem vença as eleições. A sigla anunciou também que não irá apoiar Fernando Haddad, do PT, no segundo turno e recomendou explicitamente que seus filiados e simpatizantes não votem em Jair Bolsonaro, do PSL.

“Não temos identidade com nenhum dos dois projetos, mas neste momento compreendemos que o candidato Jair Bolsonaro representa um risco imediato à democracia, à defesa dos direitos humanos e à proteção do meio ambiente”, afirmou Marina Silva, presidente do partido após reunião da Executiva Nacional.

Candidata derrotada à Presidência da República nestas eleições, Marina afirmou ainda que os filiados ou simpatizantes do partido devem usar a consciência para decidir entre votar nulo, em branco ou em Haddad.

Em nota divulgada após a reunião, a Rede diz “não ter ilusões sobre as práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo”. “No entanto, frente às ameaças imediatas e urgentes à democracia, aos grupos vulneráveis, aos direitos humanos e ao meio ambiente, a Rede Sustentabilidade recomenda que seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país”, diz o texto.

No documento, a sigla ressalta ainda que no primeiro turno das eleições houve um projeto alternativo à polarização política e classificou tanto Haddad quanto Bolsonaro como representantes de projetos de poder “prejudiciais ao País, atrasados do ponto de vista da concepção de desenvolvimento, autoritários em relação ao papel das instituições de Estado, retrógrados quanto à visão do sistema político e questionáveis do ponto de vista ético”.

Marina Silva culpou o PT e o PSDB pela polarização política no Brasil que, segundo ela, chegou ao “seu limite máximo de prejuízo ao país”.

Fonte: Estadão conteúdo

Estamos discutindo tranquilamente, diz Marina sobre cláusula de barreira na Rede

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Por Cristian Favaro

A candidata ao Planalto derrotada nestas eleições Marina Silva (Rede) disse que está discutindo de forma “tranquila” a cláusula de barreira que pode impedir sua sigla de receber uma fatia do fundo partidário a partir de 2019.

“Ainda é muito cedo. Temos uma bancada relevante no Senado. Mas para deputado federal não conseguimos atravessar a cláusula de barreira. Estamos fazendo uma discussão tranquila. Nesse momento, o que está nos preocupando é a situação difícil a que chegamos no segundo turno, disse, na madrugada desta quinta-feira, após reunião da executiva da legenda.

Na Câmara, a Rede elegeu apenas um deputado. No Senado, entretanto, conseguiu emplacar cinco parlamentares.

Os partidos têm direito a uma quantia anual usada para custeio. Neste ano, o montante geral destinados às siglas foi de R$ 888,7 milhões, conforme dados da Câmara. Além disso, sem o desempenho mínimo, as siglas também perdem o direito de tempo de propaganda gratuita no rádio e TV. Além da Rede, ficaram de fora por causa da cláusula de barreira: Patriotas, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC.

A líder da Rede anunciou ainda que será oposição ao governo que virá, independentemente de quem vença o segundo turno das eleições. Marina desaconselhou seu eleitorado de votar em Jair Bolsonaro (PSL), mas não disse expressar apoio ao petista Fernando Haddad.

Fonte: Estadão conteúdo

Polarização política desemboca em violência

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Por Matheus Lara, com colaboração de Filipe Strazzer e Yuri Silva

O acirramento da política em meio à disputa eleitoral tem desembocado em episódios de violência física e até um assassinato. Nos últimos dias, foram registrados no País diversos casos de agressão por motivação política, o que analistas veem como uma realidade das eleições de 2018.

Até o líder das pesquisas de intenção de voto na disputa presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) – que disputa o segundo turno contra Fernando Haddad (PT) -, foi alvo. Ele levou uma facada durante ato de campanha.

O caso mais extremo ocorreu na capital baiana, horas após a votação em primeiro turno. Depois de se envolver em uma discussão na qual defendia o candidato petista, o mestre de capoeira Romualdo Rosário da Costa, conhecido como Moa do Katendê, de 63 anos, foi assassinado a facadas dentro de um bar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o autor das facadas tinha chegado ao local gritando o nome do candidato do PSL.

O barbeiro Paulo Sérgio Ferreira de Santana, de 36 anos, autor das 12 facadas que mataram o mestre de capoeira, foi preso em flagrante. Nesta quarta-feira, 10, a prisão foi transformada em preventiva.

Bolsonaro

Na terça-feira, 9, Bolsonaro foi questionado sobre o assassinato de Moa do Katendê. “A pergunta deveria ser invertida. Quem levou a facada fui eu. Se um cara lá que tem uma camisa minha comete um excesso, o que tem a ver comigo? Eu lamento, e peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle.”

Na quarta, ele voltou ao assunto em seu Twitter. “Dispensamos voto e qualquer aproximação de quem pratica violência contra eleitores que não votam em mim. A este tipo de gente peço que vote nulo ou na oposição por coerência, e que as autoridades tomem as medidas cabíveis, assim como contra caluniadores que tentam nos prejudicar.” Em uma segunda postagem, disse haver um “movimento orquestrado forjando agressões” para o prejudicar, “nos ligando ao nazismo, que, assim como o comunismo, repudiamos”.

Youtuber e agora eleito deputado estadual por São Paulo, Arthur Moledo do Val (DEM) relatou em sua rede social uma agressão durante ato de sua campanha. Ele disse que foi abordado por um homem que teria se identificado como anarquista. O então candidato conseguiu desviar da agressão, mas caiu e lesionou o braço. À reportagem, ele disse receber ameaças com frequência, mas não vê a campanha como violenta. “Sofro ameaças praticamente toda semana na minha página, mas não sofri mais violência do que as pessoas no dia a dia.”

O cineasta Guilherme Daldin registrou boletim de ocorrência em Curitiba no domingo. Ele disse estar em frente a bar onde comemorava a eleição de um deputado quando foi atropelado. Vestia camiseta com o rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso na Lava Jato – e acusa o motorista de agir deliberadamente.

“É intolerância, intransigência, falta de respeito por posicionamento. Mas é uma situação que foi criada pelos dois lados. Muita gente vem sendo hostilizada desde 2013, mas agora a situação está mais radical a partir do momento em que surge outra grande polarização, agora entre PT e Bolsonaro”, disse a cientista política Vera Chaia, da PUC-SP.

‘Homofobia’

Em Porto Alegre, uma jovem de 19 anos relatou ter sido atacada na noite de segunda. A vítima, que não teve o nome revelado, disse que voltava para casa quando, aos descer do ônibus, foi seguida por três homens, agredida e teve a barriga marcada com traços semelhantes a uma suástica – símbolo do nazismo. Segundo o delegado Paulo César Jardim e a advogada da jovem, ela teria sido vítima de homofobia por usar adesivo com a bandeira do arco-íris e a inscrição #Elenão, referência ao movimento de mulheres contra Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nova cirurgia de Bolsonaro deve ocorrer em janeiro, diz médico

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Por Fabiana Cambricoli e Renata Cafardo

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, deverá passar por nova cirurgia logo após uma eventual posse, caso eleito no segundo turno. É o que prevê o cirurgião-chefe da equipe médica do candidato, Antônio Luiz Macedo, do Hospital Israelita Albert Einstein, no Morumbi, onde o candidato ficou internado por quase um mês.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na tarde desta quarta-feira, 10, o especialista afirmou que a operação para fechamento da colostomia (exteriorização do intestino para saída das fezes) só poderá ser feita após o dia 12 de dezembro, mas que, como o procedimento requer duas semanas de recuperação, se o paciente se submetesse à operação ainda neste ano não haveria garantias que ele estaria completamente recuperado para uma eventual posse, no dia 1.º de janeiro.

Dessa forma, o ideal, segundo o médico, é que o procedimento seja feito somente em janeiro. “Eu me sentiria mais seguro se a gente fechasse (a colostomia) após a (eventual) posse, em janeiro. Mas se ele quiser fazer antes, não vejo grandes dificuldades”, declarou. “Ele é muito ativo, quase impulsivo, tem muita disposição para fazer as coisas, é capaz de ele querer tirar antes. Acho que se os exames estiverem bons no dia 18 de outubro, esperando terminar o pleito eleitoral, ele decide se fecha no meio de dezembro ou em janeiro”, disse Macedo.

O procedimento

Na nova cirurgia, o abdome de Bolsonaro será aberto novamente para que as alças do intestino grosso sejam unidas e, com isso, o trânsito intestinal volte ao normal e o paciente deixe de usar a bolsa coletora de fezes.

A cirurgia requer a abertura do abdome e não pode ser feita por videolaparoscopia pelo tipo de colostomia à qual Bolsonaro foi submetido, chamada de colostomia terminal, quando o intestino é completamente separado para que uma das “bocas” seja exteriorizada até a pele para a saída de fezes na bolsa coletora

Segundo Macedo, a chance de uma complicação nessa cirurgia é menor do que nas operações anteriores à quais Bolsonaro foi submetido. “É uma cirurgia que, para um cirurgião bem treinado, não é um bicho de sete cabeças como foi aquela do dia 12 de setembro. Essa, sim, foi terrível, demorou demais. Estava tudo colado por causa do derrame de fezes na hora do trauma, excesso de sangramento, choque hemorrágico”, declarou Macedo, referindo-se à operação de emergência feita seis dias após a facada para corrigir uma obstrução intestinal provocada por aderência das alças do órgão. Segundo o médico, o procedimento durou seis horas.

A colostomia foi necessária para isolar as áreas lesionadas da passagem de fezes, diminuindo, assim, o risco de infecções. Isso porque, ao ser atacado em Juiz de Fora, em 6 de setembro, Bolsonaro sofreu três perfurações no intestino delgado e um no intestino grosso. Ele chegou à Santa Casa de Juiz de Fora em estado grave, com hemorragia interna, e passou por uma cirurgia que estancou o sangramento e reparou as lesões intestinais e vasculares.

Riscos

Embora a cirurgia de reversão de colostomia seja menos complexa do que as anteriores, ela não está isenta de riscos. Assim como em qualquer operação do sistema digestivo, pode ocasionar complicações como infecções, fístulas ou obstruções intestinais

A recuperação, no entanto, deverá ser mais rápida que a das cirurgias anteriores.

Segundo Guilherme Cotti, cirurgião do aparelho digestivo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tempo de internação médio após cirurgias de reversão de colostomia é de uma semana.

“É uma semana no hospital e outra semana de recuperação em casa, com repouso. Se tudo correr bem, a alimentação já é reintroduzida dois ou três dias após a cirurgia”, afirmou.

Assim, se a cirurgia for realmente realizada em janeiro, o presidenciável, caso eleito, ficaria impedido de comparecer a compromissos oficiais por pelo menos duas semanas.

Após o período de reintrodução alimentar e cicatrização, o paciente já é liberado para suas atividades normais se o sistema digestivo voltar a funcionar normalmente e não for verificada nenhuma complicação, podendo viajar e ter compromissos públicos, segundo os médicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Inflação ao consumidor sobe 0,1% em setembro ante agosto e frustra previsão

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Por Gabriel Bueno da Costa, com informações da Dow Jones Newswires

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos avançou 0,1% em setembro na comparação com o mês anterior, inferior à previsão de alta de 0,2% da mediana dos analistas consultados pelo Broadcast. O núcleo do dado, que exclui alimentos e energia, teve ganho de 0,1%, também abaixo da expectativa de avanço de 0,2% dos economistas.

Na comparação anual, o CPI subiu 2,3% em setembro e o núcleo do índice teve ganho de 2,2%. Os resultados também vieram um pouco abaixo das previsões de altas de 2,4% e 2,3%, respectivamente.

O dado divulgado pelo Departamento do Trabalho sugere que as pressões inflacionárias seguem sob controle, enquanto o dólar forte contém os preços de importados e os custos com energia recuaram.

A alta anual do CPI, de 2,3%, é a menor desde fevereiro nos EUA. O avanço de 2,2% no núcleo do CPI na comparação anual coincide com o resultado de agosto.

O dólar mais forte deve estar atuando como um freio nos preços dos produtos, muitos dos quais vêm do exterior ou competem com importados. Os juros mais altos e o crescimento mais forte nos EUA em comparação com outras nações desenvolvidas ajudam a apoiar a moeda nos últimos meses. Além disso, os salários subiram em setembro. Após ajustes para a inflação, o ganho médio por hora subiu à taxa sazonalmente ajustada de 0,3% em setembro ante o mês anterior e avançou 0,5% ante igual mês de 2017. O relatório de hoje mostra que os preços de energia recuaram 0,5% no mês em setembro, enquanto os custos com gasolina cederam 0,2%, depois de ajustes, após uma alta de 3% em agosto. O índice de preços para carros e caminhões usados recuou consideravelmente no mês, 3%, enquanto os preços dos alimentos ficaram estáveis.

Fonte: Estadão conteúdo