Senado aprova adiamento de eleições municipais devido à Covid-19

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Proposta de Emenda Constitucional agora precisará ser votada na Câmara dos Deputados antes de entrar em vigor

Eventos pelo mundo inteiro seguem sendo cancelados ou adiados em decorrência da Covid-19, e agora a política brasileira pode ser diretamente afetada. Isso porque o Senado aprovou nesta terça-feira (23) o adiamento das eleições municipais, originalmente programadas para outubro, para o mês de novembro.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que foi aprovada em dois turnos no Senado, prevê que o primeiro turno aconteceria em 15 de novembro, enquanto o segundo turno seria realizado no dia 29. O texto também prevê a mudança de datas de outros pontos do calendário eleitoral, como prazos de registro de candidaturas e de propaganda eleitoral.

A aprovação da PEC agora precisa passar pela Câmara dos Deputados antes de o adiamento passar a valer. Caso seja aprovada, não dependeria de sanção do presidente Jair Bolsonaro e entraria em vigor imediatamente, como aponta a Folha de S. Paulo.

A preocupação das autoridades de saúde é que a movimentação intensa em dia de eleição pode facilitar a propagação do vírus, e o processo burocrático e comícios também podem expor pessoas a riscos desnecessários.

Países que estão passando por processos eleitorais em 2020 estão enfrentando desafios para organizar campanhas e votações. Nos Estados Unidos, o candidato democrata Joe Biden tem feito seus comícios apenas virtualmente, enquanto Donald Trump segue fazendo convenções presenciais, mas os presentes precisam assinar um termo que isenta os organizadores de responsabilidade em caso de infecção pelo coronavírus.

Vereadores iniciam debate sobre empréstimos para microempresários

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PL do Executivo propõe socorro de até R$ 20 mil por microempresa em Macaé

O Projeto de Lei (PL) 04/2020, do Executivo, que visa oferecer crédito especial para microempresários que tiveram seus negócios paralisados pela pandemia de coronavírus, entrou em discussão nesta segunda-feira (22). Ele foi debatido em sessão on-line realizada pela Câmara Municipal de Macaé.

Na ocasião, quatro emendas parlamentares (propostas de alteração) foram debatidas, todas de Maxwell Vaz (Solidariedade). Entretanto, duas acabaram sendo retiradas pelo autor, a terceira foi rejeitada pela maioria e a quarta foi aprovada pelos 13 vereadores presentes.

Embora também tenha participado da sessão extraordinária, o presidente Eduardo Cardoso (Podemos) não votou. Como ele é o responsável por presidir a plenária, seu voto é solicitado apenas em caso de empate. Guto Garcia (PDT) e José Prestes (PTB) continuam licenciados. O primeiro ainda se recupera da Covid-19 e o segundo de uma cirurgia ocular e, por isso, não compareceram à reunião virtual.

O Legislativo convocou sessões extraordinárias até sexta-feira (26), sempre às 10h, para que as demais emendas e o projeto sejam votados ainda nesta semana.

Emenda aprovada

A emenda 24/2020 tinha como objetivo incluir as microempresas que funcionaram com restrições durante a pandemia de Covid-19, de modo que estas também fossem consideradas aptas a solicitar o empréstimo. Pelo texto original do PL, apenas os negócios impedidos de atuar na quarentena poderiam solicitar o empréstimo de até R$ 20 mil.

“Os que estão trabalhando apenas com entregas (delivery) também enfrentam dificuldades neste período, inclusive para pagar seus funcionários”, justificou o autor. “Alguns tiveram queda de 80% no faturamento”, acrescentou Cesinha (Pros), que, assim como Cristiano Gelinho (Cidadania) e Paulo Antunes (PSDB), foi incluído como coautor da emenda por Maxwell.

Alteração rejeitada

De acordo com Maxwell, o intuito era não permitir que o Executivo tivesse uma autorização prévia dos parlamentares para alterar o PL, após a sua aprovação pelo Legislativo. “Não podemos entregar um cheque em branco ao prefeito para ele modificar a lei como bem entender”.

Marvel também defendeu a emenda. “Se a emenda não for aprovada, o que estamos fazendo aqui discutindo o PL? Não faz sentido discutir algo que depois poderá ser desfeito, sem ter que dar satisfação a ninguém”, ponderou.

Contudo, Paulo Antunes considerou a emenda desnecessária. “Se for feito algo, será para ajudar os microempresários e não para atrapalhar. Caso contrário, o prefeito não teria feito este projeto”. Gelinho alegou que o PL é dinâmico e não pode ser engessado por uma emenda como esta. Como líder do governo, ele orientou os demais vereadores da bancada a votar contra a proposta, que foi rejeitada por 6 votos a 7.

Robson Oliveira (PTB) informou que fez uma emenda modificativa com a mesma intenção, que será votada nas próximas sessões, quando os vereadores terão a oportunidade de rever a rejeição.

Propostas de mudanças retiradas

A primeira emenda retirada era para permitir que os microempresários em dívida com o município também pudessem solicitar o empréstimo. Contudo, devido ao entendimento da maioria de que havia uma impossibilidade legal, o seu autor acabou por retirá-la.

Já a outra emenda tinha o objetivo de desburocratizar o empréstimo, conforme explicou Maxwell. “O intuito era desobrigar os beneficiados pelo empréstimo de comprovar, mensalmente, o pagamento da folha de pessoal”. No entanto, devido aos argumentos de outros parlamentares, a proposta foi igualmente retirada. O receio era de que tal medida poderia gerar demissões, ao desobrigar a comprovação do pagamento de pessoal, ou seja, a manutenção dos funcionários.

Chico Machado é confirmado como presidente da comissão de impeachment

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O deputado Chico Machado (PSD) foi muito elogiado pelos colegas Foto: Divulgação / Alerj

O deputado Chico Machado (PSD) foi o único a se apresentar como candidato à presidência da comissão que vai analisar a denúncia de impeachment contra o governador Wilson Witzel (PSC).

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) definiu no início da tarde desta quinta-feira que os deputados estaduais Chico Machado (PSD) e Rodrigo Bacellar (Solidariedade) serão, respectivamente, presidente e relator da comissão especial que analisará a denúncia de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC).

Ambos foram apontados por unanimidade pelos 25 parlamentares da comissão, inclusive, pelos dois únicos membros da base do governo. A sessão presencial foi o primeiro passo do processo, aceito em 10 de junho pelo presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). Nos votos que confirmaram o macaense por unanimidade, ele foi muito elogiado pelos colegas, com loas ao seu “equilíbrio” e “conhecimento jurídico”.

Machado e Bacellar foram os únicos a se apresentarem para as funções. Eles fizeram campanha junto aos deputados escalados para analisar a denúncia e as indicações foram feitas após um acordo informal. Ambos são advogados de formação e vistos como quadros competentes para conduzir os trabalhos. Politicamente, eles são próximos de Ceciliano.

Havia 13 pedidos de impeachment protocolados junto à presidência da Alerj. O que vingou é de autoria do deputados Luiz Paulo Corrêa da Rocha e Lucinha, ambos de PSDB.

Lideranças empresariais de Macaé querem manter contrato de duplicação da BR-101

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Marcelo Viana Reid (Merrel) e Evandro Cunha, que lideram os grupos empresariais - Divulgação

Movimento reivindica ação de deputados e senadores do Estado do Rio para evitar a paralisação das obras.

As lideranças dos grupos empresariais de Macaé decidiram esta semana iniciar uma mobilização para tentar evitar que as obras de duplicação da BR-101, sejam paralisadas, e a Arteris, responsável pela concessão, continue apenas recebendo o valor nas praças de pedágio sem ter responsabilidade de concluir o projeto, cujo contrato tem validade de 30 anos. A preocupação maior está relacionada ao fato de ter a concessionária informado que estaria devolvendo para a ANTT, com pedido de relicitação, considerado pelos empresários como danoso, principalmente quando as obras de duplicação do trecho de 33 quilômetros que passa por Macaé, estava previsto para ser iniciado desde janeiro deste ano.

Membro da Comissão Municipal da Firjan e também do grupo Repensar Macaé, Marcelo Viana Reid (Merrel), disse que é inadmissível a atitude da empresa concessionária que no início do ano anunciou que as obras de duplicação do trecho de Macaé estava com as licenças todas liberadas mas começaria no início de março evitando o período de chuvas do verão. “Todos nós acreditamos, como vinha acontecendo até agora e as etapas das obras eram sempre informadas para os representantes das instituições como a última, realizada nas dependências do SESI no começo do ano. A atitude considerada nefasta, surpreendeu a todos e não podemos acreditar que o governo federal vai permitir que a Arteris vai parar as atividades e apenas ficar cobrando pedágio até que uma relicitação seja realizada, o que leva bastante tempo”, disse Merrel.

Na opinião de Evandro Cunha, o grupo deverá elaborar um documento para ser entregue a todos os 46 deputados e três senadores do Estado do Rio, solicitando a ação de cada um junto ao governo para não aceitar a proposta de relicitação feita pela Arteris. “O pior de tudo é que a Arteris endereçou os termos dessa decisão para a ANTT, mas ninguém conhece os motivos que a levaram a proceder desta maneira. A minha posição, assim como de outros grupos que fazem parte de outras entidades, é a mesma. Temos de cobrar não só da Arteris, da ANTT, dos deputados e senadores, mas ao próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, que não vai admitir este tipo de “golpe do enriquecimento ilícito”, frisou.

Há cerca de duas semanas, o vereador Maxwell Vaz, realizou um encontro virtual transmitido pela internet, com o engenheiro Silvinho Lopes e com o deputado federal Aureo Ribeiro que prometeu cobrar através da Câmara dos Deputados solução para o caso que ele considera dos mais danosos, principalmente para a população. Ele afirmou que iria acionar o Ministério Público Federal e outros órgãos para obrigar que a Arteris cumpra o contrato realizando as obras. Relicitar seria levar alguns anos sem fazer as obras e ficar apenas recebendo o dinheiro do pedágio que além de caro, já deve ter superado em muito as expectativas porque o lucro deve ser grande.

Marcelo Viana Reid – Merrel, disse que vai mobilizar todos os grupos para pedir apoio dos deputados e senadores para que a obra de duplicação no trecho de Macaé que deveria ter sido iniciado em março, seja iniciada e concluída, para deixar de ser conhecida como “rodovia da morte”.

Câmara defende servidores da saúde que combatem coronavírus

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Também foram propostos alívio de cobranças e prorrogação de auxílio entre outros

Duas proposições aprovadas na sessão extraordinária online desta terça-feira (16), pela Câmara Municipal de Macaé, visam reconhecimento a profissionais no combate à pandemia. O Requerimento 230/2020, de Márcio Bittencourt (Cidadania), solicita ao governo informações sobre horas extras de servidores nas barreiras sanitárias e no HPM, entre outras unidades e serviços.

“Quando foram chamados para trabalhar além do horário, esses agentes tiveram a promessa de receber a mais. Se houve fraudes de quem ganhou sem trabalhar, só infratores devem ser punidos”, justificou ele sobre extras não pagas. “Assim, quem for convocado não irá mais confiar no governo”. Segundo Márcio, cerca de 30% dos funcionários nessas funções pegaram o Covid-19.

Maxwell Vaz (Solidariedade) comentou: “O não pagamento foi comunicado em ofício dos Recursos Humanos da prefeitura, sem justificativas, no dia 1º de junho, talvez por problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas essas pessoas precisam ser reconhecidas e pagas”. A matéria foi aprovada por 10 votos favoráveis e nenhum contrário.

Insalubridade

Já o Requerimento 231/2020, de Maxwell, pede ao Executivo elevação, ao grau máximo de insalubridade, com pagamento adicional de 40%, para os Agentes de Combate às Endemias (ACEs) na luta contra o coronavírus (Covid-19). “Os servidores me procuraram com essa demanda. Eles são pagos com verba do governo federal, que já reconheceu o direito. O município só precisa efetivar a medida”.

O vereador enfatizou o risco dos ACEs, “Eles vão às casas das pessoas, correndo um perigo enorme de serem infectados”. Marcel Silvano (PT) citou dados sobre mais de 5 mil agentes comunitários de saúde. “São profissionais que se arriscam no contato direto, tentando convencer a população a aderir às medidas sanitárias”. Foram 12 votos a favor e nenhum contrário.

Outras proposições

Os parlamentares também votaram, entre outros, o Requerimento 152/2020, de Robson Oliveira (PTB), que solicita prorrogação, até dezembro, do auxílio alimentação aos alunos da rede municipal; o 221/2020, de Luiz Fernando (PTB), que propõe nova licitação para o transporte escolar, considerando que a atual foi feita antes da pandemia; e o 252/2020, de Julinho do Aeroporto (PSDB), sugerindo suspensão da cobrança das parcelas de empréstimos consignados de servidores junto à prefeitura enquanto durar a epidemia. Todos foram aprovados por unanimidade.

A proposta apresentada por Cesinha (Pros), no 203/2020, de flexibilização da exigência do uso de máscaras por autistas, foi rejeitada por 4 votos contrários, 2 favoráveis e 5 abstenções.

Calendário incerto pode mudar cenário pré-eleitoral em Macaé

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Léo Gomes - Divulgação

Adiamento da data de votação deve criar janela e abrir espaço para novos candidatos

Sem uma definição entre o Congresso Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o adiamento das eleições municipais neste ano deve mudar o cenário pré-eleitoral em Macaé.
Diante de pontos ainda divergentes entre os plenários, há um consenso: o de que os prazos para a fiação partidária e domicílio eleitoral.

No entanto, o adiamento da data de votação pode criar uma nova janela para as desincompatibilizações, regra que deve ser cumprida por servidores e ocupantes de funções públicas nas esferas federal, estadual e municipal.

Essa janela permitirá que os partidos ganhem tempo no fechamento das nominatas para a disputa do Legislativo, assim como para a composição das majoritárias que irão concorrer à sucessão do governo municipal.

O Congresso e o TSE avaliam a realocação da votação nos dias 15 e 29 de novembro (1º turno), prazos considerados aceitáveis por lideranças políticas locais.

“O adiamento das eleições é a decisão mais adequada e humana diante de um cenário desolador e crescente de mortes por coronavírus. Ainda não há clima para convocar a população a discutir candidatos e voto”, avalia Léo Gomes, que abriu mão do prazo de desincompatibilização para auxiliar o governo municipal nas decisões das medidas de enfrentamento ao Coronavírus.

Chico Machado, do PSD, vai presidir a comissão que fará o parecer sobre o impeachment de Witzel

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Deputado Chico Machado, do PSD, vai presidir a comissão que fará o parecer sobre o impeachment de Witzel - REPRODUÇÃO/ TWITTER

A turma da Assembleia Legislativa não dormiu no feriadão. Os grupos de WhatsApp fervilharam e os deputados já escolheram quem vai presidir a comissão especial que fará o parecer sobre o pedido de impeachment do governador Wilson Witzel (PSD).

Chico Machado, do PSD, terá a missão de comandar a tropa que será oficialmente formada a partir desta segunda-feira.

Um dos homens do presidente André Ceciliano (PT), Machado é de Macaé e está no seu primeiro mandato como deputado estadual titular.

Na legislatura passada, chegou a assumir, como suplente, a vaga de Gustavo Tutuca, enquanto o emedebista foi secretário no governo de Luiz Fernando Pezão.

Fonte: Site Extra.

Desvio de recursos públicos pode chegar quase R$ 5 milhões

Agentes da Polícia Federal ocuparam a residência da prefeita Christiane Cordeiro e do Ex-prefeito Eduardo Cordeiro. Investigação segue em andamento - Divulgação /PF

Operação da Polícia Federal recolhe documentos preciosos da prefeitura de Carapebus que pode encontrar possíveis fraudes em licitações na área de saúde

Quase R$ 5 milhões de recursos públicos federais poderão ter sido desviados, pela ação de grupos organizados, envolvendo licitações para compra de medicamentos, testes rápidos e na construção do hospital de campanha no município de Carapebus.  A investigação notou indícios de fraudes, pois o governo escolheu as empresas antes mesmo da instauração de processos de licitação.

Além disso, segundo informações da Polícia Federal (PF), as empresas têm sede em endereços residenciais, sem funcionários e bens, e contratação de fornecedor que possui vínculo familiar com servidor lotado na secretaria de Saúde. Ainda de acordo com a PF, endereços de empresas e pessoas físicas estão situados em sete cidades, Carapebus, Duas Barras, Campos dos Goytacazes, São João da Barra, Itaperuna, Macaé, Armação de Búzios e Vitória.

A operação teve início às 6h da manhã, de última terça-feira (9), onde 80 agentes da Polícia Federal se espalharam por várias cidades vizinhas, e boa parte dos militares seguiram em direção a prefeitura de Carapebus, com objetivo recolher todos os documentos que envolve contratação de empresas para construção do Hospital de Campanha na cidade, compra de medicamentos e testes para Covid-19.

No mesmo dia da operação, na parte da tarde, um comboio da Polícia Federal seguiu em direção ao sítio, onde reside a prefeita de Carapebus, Christiane Cordeiro e o ex-prefeito da cidade, Eduardo Cordeiro, – em busca de documentos que comprovam possíveis fraudes -, porém a prefeita não estava no local, apenas o marido Eduardo. A PF ocupou a residência e detalhes não puderam ser divulgados, pois se encontra em investigação.

Todos os mandados foram expedidos pela Vara Federal da Subseção Judiciária de Macaé.

A partir de agora, equipe de investigação vai analisar minuciosamente cada documento para encontrar indícios de fraudes, e caso a fraude seja descoberta, uma nova operação será realizada em breve para cumprir mandado de prisão contra os responsáveis que estão na linha de frente da contratação de empresas e compras de medicamentos de forma fraudulenta.

 


MPF determinou afastamento do ex-prefeito de suas funções públicas

Quase dois meses atrás, o Ministério Público Federal  determinou afastamento do ex-prefeito de Carapebus, Eduardo Nunes Cordeiro de suas funções públicas. Marido da atual prefeita, Christiane Cordeiro (PP), ele foi condenado por ato de improbidade administrativa quando era prefeito do município. Eduardo foi nomeado como agente político na secretaria de Governo este ano.

Pela decisão, a Justiça determinou que a prefeitura afastasse imediatamente Eduardo Cordeiro. No dia 20 de abril deste ano, o MPF determinou que ele teria que pagar o valor de mais de R$ 71 mil reais no prazo de 15 dias.

O ex-prefeito foi condenado em ação de improbidade administrativa proposta pelo (MPF) em caso de desvio de verbas para execução do Programa Morar Melhor – Saneamento Básico. Com o repasse de verbas federais, a gestão municipal realizou as Tomadas de Preço, em que sagrou-se vencedora a empresa Delta Construções, em contrato de  R$ 3 milhões superando em muito o limite estabelecido para modalidade tomada de preços, sendo a modalidade licitatória cabível no caso a concorrência pública. Para burlar a lei houve o fracionamento de despesas, frustrando a licitude dos processos licitatórios, tendo restringindo a participação de possíveis interessados nos certames e possibilitado o direcionamento das contratações sempre em proveito da empresa.

 

Juninho recebe título de  Mérito político em cerimônia online

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Quem recebe o Título de Mérito Político em Quissamã é o Carapebuense Juninho de Zezito

O ex-vereador e atualmente consultor de negócios, Juninho Luna, eleito duas vezes vereador, ocupando a presidência da Câmara Municipal de Carapebus, receberá o “Título de Mérito Político” pela Câmara Municipal de Quissamã, em uma cerimônia que será transmitida online pelo Facebook da Câmara Municipal de Quissamã.

“Fico muito feliz ao saber que amanhã às 17h receberei o “Título de Mérito Político” pela Câmara Municipal de Quissamã, em uma cerimônia que será transmitida online pelo Facebook da Câmara.
O título é dado pelos serviços prestados à região, de modo especial à cidade de Quissamã.
Quero agradecer ao vereador José Borba pela generosidade e dizer ao povo de Quissamã, assim como da minha cidade amada de Carapebus, que contem sempre comigo.
Estarei de casa assistindo com vocês, uma vez que os homenageados não se farão presentes fisicamente.

Um abraço do seu amigo,
Juninho de Zezito

Assista em: facebook.com/Câmara-Municipal-Quissamã-795156640620820/

Assembléia do Rio de Janeiro votará nesta quarta (10) abertura de impeachment de Witzel

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Governador Wilson Witzel

Presidente André Ceciliano decidiu levar a plenário se aceita ou não processo contra o governador

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, André Ceciliano, decidiu colocar em votação no plenário nesta quarta-feira, simbolicamente, se aceita ou não um processo de impeachmento contra Wilson Witzel.

A prerrogativa de aceitar ou não um pedido é do presidente de Assembleia, mas Ceciliano decidiu abrir para o plenário da Casa votar. Atualmente, há 13 pedidos de impeachment apresentados na Assembleia contra Witzel. O último chegou na sexta-feira 5.

Uma vez aceito — estima-se que sejam 55 votos a favor, num plenário de 70 deputados —, o processo seguirá o seguinte trâmite:

– O pedido é protocolado e segue para análise da Procuradoria da Alerj, que remete à presidência caso ele preencha os requisitos legais.

– A Presidência analisa e decide se dá prosseguimento ou não ao processo.

– Caso positivo, sai publicado em DO o ato do presidente da Alerj dando prazo de 48hs para que os partidos da Casa indiquem representantes para a Comissão Especial que irá analisar a admissibilidade da denúncia. Acusados são notificados para apresentarem defesa no prazo de 10 sessões, e denúncia é lida em plenário.

– Depois de indicados, a Comissão Especial tem 48hs para se reunir e eleger relator e presidente.

– A Comissão Especial emite parecer sobre a admissibilidade da denúncia em até 5 sessões, contadas a partir do recebimento da defesa ou do fim do prazo de 10 sessões para a defesa, caso ela não seja apresentada.

– O parecer da Comissão Especial é lido em plenário e, em seguida, é inserido na ordem do dia, ou seja, em pauta de votação e discussão.

– Os deputados, no limite máximo de cinco por partido, podem discutir o parecer pelo prazo máximo de 1 hora. Sendo os questionamentos, respondidos pelo relator. Encerrada a discussão – não necessariamente terminando no mesmo dia – será aberta a votação nominal.

– Caso os deputados decidam pelo recebimento da denúncia, por maioria absoluta, o acusado será afastado e será enviada a cópia do processo ao presidente do Tribunal de Justiça para a formação do tribunal misto de julgamento.