Pré-candidato do PT, Igor Sardinha promete implantar o programa Moeda Social em Macaé

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Igor Sardinha, que passou os últimos anos ocupando uma secretaria de ação solidária em Maricá, como secretário- Divulgação

Durante entrevista a um canal de radialistas, o ex-vereador promete também o transporte público gratuito como ocorre hoje em Maricá, onde foi secretário.

Durante a entrevista que durou cerca de uma hora aos radialista e jornalistas Cleber Fraga e Sylvio Paixão, o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, Igor Sardinha, que passou os últimos anos ocupando uma secretaria de ação solidária em Maricá, como secretário, afirmou que uma de suas ações defendidas no plano de governo, será implantar em Macaé o Programa Moeda Social. Ele afirma que com recursos na ordem de R$ 10 milhões por mês, ele pode aumentar o poder de compra no comércio local e, em consequência, beneficiar também os pequenos e médios empresários.

Com relação ao transporte público, Igor Sardinha lembrou que quando vereador tentou criar comissão de inquérito para investigar a situação do transporte em Macaé que tem a passagem subsidiada ao preço de R$ 1. “Com esse dinheiro dos subsídios, podemos criar uma empresa pública de transporte, e oferecer transporte gratuito para a população, que hoje não conta com um serviço capaz de proporcionar aos passageiros o mínimo de conforto”.

Igor declarou também que pretende tornar as escolas em tempo integral, para que o aluno possa receber atenção plena e que existem recursos para que isso aconteça. Outro fato que ele evidenciou, foi o fornecimento de água para as comunidades carentes, afirmando que a Cedae tem capacidade de atender a essas comunidades porque é superavitária e que o saneamento básico, hoje sob a responsabilidade da Odebrecht Ambiental agora tornada BRK, deve ter um planejamento para atender as comunidades mais pobres, considerando que apenas o lado sul e centro da cidade vem sendo atendido. “Vimos o despejo de esgoto in natura no Lagomar, um verdadeiro crime, e devemos acabar com este tipo de crime ambiental”.

Na pergunta final sobre o contrato assinado com um parente em que a prefeitura alugou um hotel no centro da cidade, Igor afirmou que o ato não é ilegal. “O imóvel está servindo para as atividades fins e a contratação foi legal”.

O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores tem o apoio do PSOL, liderado pelo ex-vereador e ex-vice-prefeito Danilo Funke, e pelo ex-prefeito Riverton Mussi (PDT), além de outros movimentos de esquerda.

Macaé conta com mais de sete mil novos eleitores este ano

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Capital Nacional do Petróleo registra aumento de 5% de novos eleitores para eleição municipal de 2020. Maioria é mulher, solteiros, entre 35 a 39 anos e possui Ensino Médio - Arquivo

Candidatos terão desafios em administrar a cidade que foi drasticamente afetada por duas crises econômicas, sendo uma pela redução do preço do barril do petróleo e a segunda com a pandemia

No dia 15 de novembro os brasileiros vão às urnas eleger vereadores e prefeitos das cidades, em Macaé, houve aumento em 5%, no número do eleitorado e os eleitores já começam a se mobilizar em relação ao que desejam dos candidatos. O desafio para os futuros representantes do Executivo e Legislativo é administrar a cidade da Capital Nacional do Petróleo que foi drasticamente afetada por duas crises econômicas, sendo uma causada pela redução do preço do barril do petróleo e a segunda com a pandemia do novo coronavírus.

Os candidatos a prefeito da cidade têm pela frente, um grande desafio: reestabelecer a economia macaense e um dos pontos cruciais para os eleitores é a criação de postos de trabalho.

De acordo com o cientista político, Júlio Boldrini, a eleição municipal é uma das mais importantes, pois são eleitos os vereadores e o prefeito da cidade e as autoridades que vão definir o futuro do município.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Macaé possui 164.425 eleitores e na última eleição municipal realizada em 2016, a cidade contava com 156.977 votantes, ou seja, um aumento de 5% no eleitorado no município. A maioria é formada por pessoas com idade entre 35 e 39 anos, que somam 20.884 eleitores.

As mulheres também são a maioria e conta com 85.194 contra 79.161 do sexo masculino. A maior parcela dos eleitores tem Ensino Médio completo, o que representa 42.542 eleitores, logo em seguida, vêm os que têm ensino fundamental incompleto, que somam 39.145.

Quanto ao estado civil, a maioria dos eleitores são solteiros que contam com 51.359 , em seguida, vêm os casados com 49.879.

Revés gerado pela crise

Os dados atualizados pelo TRE apontam também um cenário expressivo de queda de pessoas aptas a votar, no quadro eleitoral de Rio das Ostras. Na última eleição municipal, em 2016, a Baixada Litorânea contava com 84.956 eleitores e para este ano, a Justiça Eleitoral da cidade contabilizou 83.760 eleitores aptos para votar, ou seja, a cidade perdeu 1.196 votantes, uma redução de 1,41%, um percentual que pode fazer a diferença no resultado das urnas durante a eleição.

 

Confira os dados:

Macaé

Número de eleitores :164.425

Mulheres: 85.194

Homens: 79.061

Solteiros: 51.359

Casados: 49.879

Faixa etária: 35 a 39 anos – 20.884 eleitores

Ensino Médio Completo: 42.542 eleitores

Ensino Fundamental Incompleto: 39.145 eleitores

Rio das Ostras

Número de eleitores: 83.760

Mulheres: 45.460

Homens: 38.300

Solteiros: 40.140

Casados: 34.713

Faixa etária: 35 a 39 anos – 9.820 eleitores

Ensino Médio Completo: 30.767 eleitores

Ensino Fundamental Incompleto: 14.594 eleitores

Maxwell é sabatinado em Live sobre projetos para a região serrana

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Mostrando muito conhecimento sobre todos os temas levantados pelo grupo, apresentando ideias e projetos para diversos setores, Maxwell destacou a necessidade de organização do turismo

A live, que contou com a apresentação de Lucas Emerick e com os questionamentos dos representantes do Sana, Carine Lima, do Frade; Regina Oliveira, da Cabeceira do Sana; Claudia Schotte; e do Trapiche, Gerson Silva, discutiu inúmeros problemas da região

 

Sabatinado pela União das Associações de Moradores da Serra de Macaé (UAS), o pré-candidato a prefeito, Maxwell Vaz relevou projetos para fortalecimento econômico e turístico da região serrana. A live, que contou com a apresentação de Lucas Emerick e com os questionamentos dos representantes do Sana, Carine Lima, do Frade; Regina Oliveira, da Cabeceira do Sana; Claudia Schotte; e do Trapiche, Gerson Silva, discutiu inúmeros problemas da região e principalmente os potenciais para o desenvolvimento econômico.

Mostrando muito conhecimento sobre todos os temas levantados pelo grupo, apresentando ideias e projetos para diversos setores, Maxwell destacou a necessidade de organização do turismo, para melhor aproveitamento dos potenciais da região serrana.

“A região serrana é o nosso grande produtor de água. Precisa ser cuidada de forma efetiva. Precisa ser melhor conservada. E ser transformada em um grande potencial de visitação turística, com guias preparados, estrutura. Nós vamos fazer um projeto de turismo que vai orgulhar os macaenses, especialmente a região serrana, que vai gerar trabalho e renda de qualidade. E dar para Macaé esse cartão postal que vai percorrer o mundo. As pessoas vão ter orgulho de encontrar uma estrutura de canoagem, uma estrutura de receptivo, capaz de devolver ao turista a expectativa que ele tem”, explicou.

Continuando as intenções sobre o turismo, Maxwell detalhou suas pretensões dando exemplo a sinalização turística do Espírito Santo e projetos de outras regiões, que trabalham bem o potencial para o ecoturismo.

“Nós temos esse potencial. O que precisa ser feito é investir no potencial de cada local. Já fui a lugares que não tem petróleo e que vive apenas do turismo. Visitei lugares em que as pessoas pagam para ver os produtores rurais trabalhando, plantando, colhendo, tirando leite e realizando outras atividades rurais. Macaé tem esse potencial. O turismo dá dinheiro no mundo inteiro. Nós podemos proporcionar isso. Podemos incentivar o ecoturismo e gerar essa experiência bacana na nossa região”, explicou Maxwell.
O pré-candidato a prefeito falou também sobre Educação, Saúde, Cultura, Esporte, Infraestrutura, Saneamento Básico, Mobilidade, Telefonia Móvel e Segurança Pública.

Mudança na data das eleições em 2020 vai permitir candidatura de “fichas sujas”, decide TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (1º) que as causas de inelegibilidade que acabam em 7 de outubro, oito anos após o pleito de 2012, não podem ser postergadas para 15 de novembro.

Por maioria, os ministros entenderam que impedimentos à candidatura com data certa para acabar não foram afetados pelo adiamento do primeiro turno das Eleições Municipais de 2020. Segundo a maioria, em observância ao princípio da segurança jurídica, os prazos não podem ser alterados.

Essa foi a resposta dada pelo Plenário na sessão administrativa desta terça-feira (1º) à consulta feita pelo deputado Célio Studart (PV-CE). Por 4 votos a 3, prevaleceu o entendimento apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Na consulta, o parlamentar indagou ao TSE se “os candidatos que, em 7 de outubro de 2020, estavam inelegíveis em razão de qualquer das hipóteses das alíneas do art. 1º, I, da Lei Complementar nº 64/1990, continuarão inelegíveis no pleito remarcado para o dia 15 de novembro de 2020 em virtude da aplicação do disposto do art. 16 da Constituição Federal?”.

A intenção era saber se os candidatos que estariam inelegíveis se a eleição ocorresse em 4 de outubro, antes do adiamento, seguiriam impedidos de disputar a eleição em 15 de novembro.

A situação poderia atingir, principalmente, políticos condenados por abuso de poder em 2012. Como as eleições naquele ano ocorreram em 7 de outubro, a inelegibilidade acabará em 7 de outubro de 2020. O pleito, antes da Covid-19, estava marcado para 4 de outubro, o que poderia levar ao indeferimento do pedido de registro.

O relator do processo, ministro Edson Fachin, considerou que os prazos de inelegibilidade deveriam acompanhar o adiamento porque a Emenda Constitucional 107 não autorizou a mudança do quadro de habilitados a concorrer.

“Entendo, nesse sentido, que [a Emenda Constitucional] optou por não excepcionar os prazos que efetivamente não sejam compatíveis com a própria finalidade do comando constitucional. O inesperado e involuntário diferimento do momento do certame não deve impactar o quadro geral de atores habilitados”, destacou o relator.

O ministro Alexandre de Moraes abriu divergência, respondendo negativamente à indagação. Segundo ele, a alteração da data da eleição foi um fato imprevisível, que, de modo aleatório, irá afastar a inelegibilidade em alguns casos.

De acordo com Moraes, embora a data da eleição tenha sido alterada, se a restrição à elegibilidade termina no igual dia do oitavo ano seguinte, salvo expressa previsão – que poderia ter vindo da Emenda Constitucional nº 107 –, não se pode “interpretar de maneira extensiva ampliar essa restrição”.

O ministro destacou parecer da Assessoria Consultiva (Assec) que afirmou que limitações a um direito fundamental, como o direito de ser votado, só poderiam ocorrer por deliberação expressa do Congresso Nacional.

Antes de analisarem o mérito, os ministros, por maioria, votaram pelo conhecimento da consulta, sob o entendimento de que a situação excepcional e o risco de instabilidade justificavam responder à pergunta mesmo após o início das convenções. Quanto a esse aspecto, ficaram vencidos os ministros Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Banhos, que votaram pelo não conhecimento da consulta, ou seja, para ela não ser respondida.

Processo relacionado: CTA 0601143-68

Saiba quais deputados votaram contra PL que aumenta a pena de quem desviar dinheiro público durante Pandemia

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A Câmara dos Deputados aprovou hoje (1º), o projeto de Lei (PL 1485/20) que aumenta as penas para vários tipos de crimes contra a administração pública praticados durante o estado de calamidade pública em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Entre os crimes, estão os ligados a desvios de recursos públicos, como os crimes de corrupção, licitatórios e peculato. O texto foi aprovado por 421 votos a favor, 64 contra e uma abstenção e segue agora par ao Senado.

Todos os 64 votos contrários vieram de partidos de esquerda. Saiba quem foram os parlamentares contrários ao projeto.

PT
Afonso Florence (PT-BA) -votou Não
Airton Faleiro (PT-PA) -votou Não
Alencar S. Braga (PT-SP) -votou Não
Arlindo Chinaglia (PT-SP) -votou Não
Benedita da Silva (PT-RJ) -votou Não
Beto Faro (PT-PA) -votou Não
Bohn Gass (PT-RS) -votou Não
Carlos Veras (PT-PE) -votou Não
Carlos Zarattini (PT-SP) -votou Não
Célio Moura (PT-TO) -votou Não
Enio Verri (PT-PR) -votou Não
Frei Anastacio (PT-PB) -votou Não
Gleisi Hoffmann (PT-PR) -votou Não
Helder Salomão (PT-ES) -votou Não
Henrique Fontana (PT-RS) -votou Não
João Daniel (PT-SE) -votou Não
Jorge Solla (PT-BA) -votou Não
José Airton (PT-CE) -votou Não
José Guimarães (PT-CE) -votou Não
Merlong Solano (PT-PI) -votou Não
Natália Bonavides (PT-RN) -votou Não
Nilto Tatto (PT-SP) -votou Não
Odair Cunha (PT-MG) -votou Não
MargaridaSalomão (PT-MG) -votou Não
Maria do Rosário (PT-RS) -votou Não
Marília Arraes (PT-PE) -votou Não
Padre João (PT-MG) -votou Não
Patrus Ananias (PT-MG) -votou Não
Paulão (PT-AL) -votou Não
Paulo Guedes (PT-MG) -votou Não
Paulo Pimenta (PT-RS) -votou Não
Paulo Teixeira (PT-SP) -votou Não
Pedro Uczai (PT-SC) -votou Não
Rogério Correia (PT-MG) -votou Não
Rubens Otoni (PT-GO) -votou Não
Rui Falcão (PT-SP) -votou Não
Joseildo Ramos (PT-BA) -votou Não
Leonardo Monteiro (PT-MG) -votou Não
Rejane Dias (PT-PI) -votou Não
José Ricardo (PT-AM) -votou Não
Zé Carlos (PT-MA) -votou Não
Zé Neto (PT-BA) -votou Não
Zeca Dirceu (PT-PR) -votou Não
Valmir Assunção (PT-BA) -votou Não
Vander Loubet (PT-MS) -votou Não
Vicentinho (PT-SP) -votou Não
Waldenor Pereira (PT-BA) -votou Não
Luizianne Lins (PT-CE) -votou Não
Marcon (PT-RS) -votou Não
PSOL
Áurea Carolina (PSOL-MG) -votou Não
David Miranda (PSOL-RJ) -votou Não
EdmilsonRodrigues (PSOL-PA) -votou Não
Glauber Braga (PSOL-RJ) -votou Não
Ivan Valente (PSOL-SP) -votou Não
Luiza Erundina (PSOL-SP) -votou Não
Sâmia Bomfim (PSOL-SP) -votou Não
PC do B
Alice Portugal (PCdoB-BA) -votou Não
Daniel Almeida (PCdoB-BA) -votou Não
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) -votou Não
Orlando Silva (PCdoB-SP) -votou Não
Márcio Jerry (PCdoB-MA) -votou Não
Perpétua Almeida (PCdoB-AC) -votou Não
Prof Marcivania (PCdoB-AP) -votou Não
Renildo Calheiros (PCdoB-PE) -votou Não
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Fonte: Câmara dos Deputados e Agência Brasil

MPF defende manutenção do afastamento de Witzel e diz que prisão preventiva é necessária

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O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a manutenção do afastamento de Wilson Witzel (PSC) do cargo de governador do Rio de Janeiro - Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a manutenção do afastamento de Wilson Witzel (PSC) do cargo de governador do Rio de Janeiro em memorial enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (1º). Para o MPF, a continuidade da medida cautelar é necessária para assegurar a ordem pública, a instrução criminal, a aplicação da lei penal e, ao mesmo tempo, o Estado Democrático de Direito e os direitos e garantias fundamentais do investigado. A decisão do ministro Benedito Gonçalves, que afastou o governador do cargo, está na pauta da sessão do Plenário da Corte Especial do STJ desta quarta-feira (2).

Na manifestação, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo ressalta que o Regimento Interno do STJ deixa claro que o ministro relator tem atribuição para tomar decisões monocráticas em casos de urgência, como ocorreu na situação envolvendo o chefe do Executivo do Rio de Janeiro. Lembra ainda que não houve ineditismo na decisão do ministro no caso Witzel, visto que Luiz Fernando Pezão, à época governador do Rio de Janeiro, foi preso preventivamente por decisão monocrática do ministro Felix Fischer.

Para o MPF, o relator do caso, Benedito Gonçalves, seguiu exatamente o que determina o Regimento da Corte. “Reconhecendo a urgência do caso, haja vista a instalação de uma organização criminosa na cúpula do Poder Executivo do estado do Rio de Janeiro e que está (ou estava até a data do cumprimento da decisão cautelar, em 28/08/2020) em franca atividade, desviando dinheiro público da saúde em plena pandemia da covid-19, de forma célere determinou o afastamento do governador do estado, submetendo sua decisão a referendo da Corte Especial de maneira extremamente breve, em cinco dias”.

Denúncias – O memorial pontua que já foi oferecida uma primeira denúncia contra Wilson Witzel, com elementos concretos de prova, inclusive demonstrando a entrada de dinheiro nas contas do governador e da primeira-dama. Os fatos apontam que o casal incorreu em 25 crimes de corrupção passiva e 25 delitos de lavagem de dinheiro. Dada a complexidade dos fatos e da investigação, o MPF informa ao STJ que novas ações penais deverão ser apresentadas pela prática de crimes como a constituição e pertencimento a organização criminosa, previsto na Lei 12.850/2013.

Na primeira denúncia, o MPF apontou que o governador utilizou-se do cargo para estruturar uma organização criminosa que movimentou R$ 554.236,50 em propinas pagas por empresários da saúde ao escritório de advocacia de sua esposa, Helena Witzel. O acervo probatório engloba comprovantes de pagamentos, quebra de sigilos fiscal, bancário e telemático, além de relatos de colaboradores, entre outros. O conteúdo exposto ao STJ revela sofisticada organização criminosa instalada no Rio de Janeiro, repetindo esquema criminoso praticado pelos últimos dois ex-governadores cariocas (Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão).

No documento, o MPF também a chama atenção do STJ para o fato de o casal ter alterado o regime de casamento para comunhão universal de bens em 3 de setembro de 2019. Para Lindôra, “é nítido, portanto, que Wilson Witzel providenciou a alteração do regime de bens do casamento no instante em que o escritório de Helena Witzel passou a receber a propina, assegurando, dessa forma, que teria a livre disponibilidade das vantagens ilícitas”.

Chamada a depor sobre a investigação, Helena Witzel preferiu manter-se em silêncio, conforme prevê o direito constitucional. Wilson Witzel, por sua vez, pediu a suspensão de seu interrogatório sob alegação de não ter tido acesso a alguns documentos. O pedido acabou deferido sem a oitiva do MPF e o depoimento foi suspenso quando já estava sendo realizado. Após o MPF ser comunicado da decisão, o governador optou por não responder a mais nenhum questionamento. Ele e seus advogados sequer assinaram o termo do ato que, àquela altura, já estava em curso e por fidelidade ao ocorrido precisava ser documentado.

Por fim, o MPF reitera os argumentos já apresentados na medida cautelar – que tem mais 400 páginas – e defende que a Corte Especial referende o afastamento de Wilson Witzel do cargo de governador do Rio de Janeiro.

Treinamento de mesários que atuarão nas Eleições 2020 começa no dia 1º de setembro

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Para participar do curso, o cidadão precisa ter sido previamente convocado pelo cartório eleitoral e ter recebido na sua carta de convocação as instruções para se inscrever no treinamento - Divulgação

Por conta da Pandemia de Covid-19, capacitação será realizada preferencialmente pela modalidade a distância

Em razão da pandemia de Covid-19, o treinamento para os mesários que atuarão nas Eleições Municipais de novembro será realizado preferencialmente pela modalidade a distância (Ead). A capacitação acontece no Portal de Educação a Distância do TSE, a partir de 1º de setembro, e pelo aplicativo da Justiça Eleitoral, que poderá ser baixado a partir do dia 31 de agosto nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.

Para participar do curso, o cidadão precisa ter sido previamente convocado pelo cartório eleitoral e ter recebido na sua carta de convocação as instruções para se inscrever no treinamento (local, data, turma e chave de inscrição). Excepcionalmente, por impossibilidade de acesso às plataformas digitais, problemas de conexão com a internet e outras restrições, alguns mesários poderão receber treinamento presencial, observados todos os protocolos de segurança sanitária.

Como em anos anteriores, os Correios serão responsáveis pela entrega de uma parte das cartas de convocação, em que constam a data e a modalidade do treinamento (presencial ou a distância), o período e o meio de acesso ao treinamento (Plataforma de Ensino a Distância ou via aplicativo). Para os mesários voluntários, desde que autorizado previamente, as convocações poderão ser enviadas por e-mail, WhastApp ou SMS.

É importante ressaltar que nenhum site está credenciado a oferecer a venda de curso aos mesários que vão atuar nas Eleições Municipais deste ano. Todos os mesários são treinados gratuitamente em plataforma digital oficial da Justiça Eleitoral, e somente os cartórios eleitorais são responsáveis por essa comunicação com os colaboradores.

Certificado

A conclusão do treinamento para o mesário que trabalhou nas eleições equivale a um dia de convocação, ou seja, dois dias de folga, nos termos do artigo 98 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e do parágrafo único do artigo 22 da Resolução-TSE nº 23.611/2019.

O certificado de conclusão do treinamento somente terá validade para comprovar a convocação pela Justiça Eleitoral se estiver acompanhado de declaração ou certidão emitida pelo cartório eleitoral.

A declaração de dias trabalhados e de participação em treinamento é fornecida pelo cartório eleitoral ou pelo Portal do TSE, em alguns dias depois de cada turno da eleição.

Ações do TSE valorizam participação da mulher na política

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Além de campanhas nas redes sociais e nas emissoras de rádio e TV, Corte Eleitoral tem adequado os textos de suas resoluções para garantir e aumentar a presença das mulheres nos espaços públicos

Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado um progresso no debate público em torno da valorização e dos direitos das mulheres. A participação feminina na política é uma das questões que têm ganhado destaque. E o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um dos protagonistas no assunto, com iniciativas para promover a ampliação da presença das mulheres nos espaços de poder, em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

Para dar publicidade às ações da Corte Eleitoral nesse sentido, a Assessoria de Comunicação do Tribunal produziu uma série de matérias sobre o tema. Uma vez por semana, será pulicada no Portal do TSE uma reportagem da série. A primeira matéria aborda a atuação normativa do TSE, que tem adequado os textos de suas resoluções para garantir e aumentar a participação feminina na política, em conformidade com a legislação vigente e a jurisprudência do Tribunal.

O artigo 17 da Resolução TSE nº 23.607/2019 – que  dispõe sobre a arrecadação e os gastos de recursos por partidos políticos e candidatos, bem como sobre a prestação de contas nas Eleições 2020 – estabelece que as agremiações devem destinar no mínimo 30% do montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), também conhecido como Fundo Especial, para ampliar as campanhas de suas candidatas.

Segundo a norma, havendo percentual mais elevado de candidaturas femininas, o mínimo de recursos do FEFC deve ser aplicado, na mesma proporção, no financiamento das campanhas de candidatas. Além disso, a verba oriunda da reserva de recursos do Fundo destinada ao custeio das candidaturas femininas deve ser aplicada pela candidata no interesse de sua campanha ou de outras campanhas de mulheres, sendo ilícito o seu emprego, no todo ou em parte, exclusivamente para financiar candidaturas masculinas.

A reserva das cotas de gênero do FEFC, foi confirmada, em maio de 2018, por unanimidade, pelo Plenário do TSE e já começou a valer nas Eleições de 2018. Na ocasião, os ministros também entenderam que o mesmo percentual deveria ser considerado em relação ao tempo destinado à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

A decisão colegiada da Corte Eleitoral foi dada na análise de uma consulta apresentada por oito senadoras e seis deputadas federais. O entendimento dos ministros foi firmado em consonância com o que foi estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 15 de março de 2018, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5617.

Fundo Partidário

No mesmo julgamento, o Supremo também determinou a destinação de pelo menos 30% dos recursos do Fundo Partidário às campanhas de candidatas. O entendimento do STF foi estendido à  Resolução TSE nº 23.607, em seu artigo 19, parágrafo 3º.

O dispositivo da resolução da Corte Eleitoral também determina que os recursos do Fundo Partidário devem ser aplicados “na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, criados e mantidos pela secretaria da mulher do respectivo partido político”.

No caso de não existir a secretaria, os programas deverão ser mantidos por instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política, “conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% do total”.

Órgãos partidários

Este ano, o Plenário do TSE definiu que é possível que a regra de reserva de gênero de 30% para mulheres nas candidaturas proporcionais também incida sobre a constituição dos órgãos partidários, como comissões executivas e diretórios nacionais, estaduais e municipais.

Os ministros da Corte Eleitoral entenderam ser possível a aplicação da regra também para as disputas internas dos partidos, embora esse entendimento não deva ter efeito vinculativo para a análise e a aprovação, por parte da Justiça Eleitoral, das anotações de órgãos partidários.

A decisão foi tomada durante a análise de uma consulta elaborada pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA) sobre a questão.

Campanhas

A Corte Eleitoral também tem promovido diversas campanhas sobre o tema em suas redes sociais e nas emissoras de rádio e TV de todo o Brasil. A mais recente, intitulada “Mais mulheres na política: a gente pode, o Brasil precisa”, tem a finalidade de inspirar mulheres a ocuparem cargos políticos e mostrar que o aumento de lideranças femininas é bom para toda a sociedade.

Outra ação importante foi a criação do site #ParticipaMulher, em homenagem às mulheres que fizeram e ainda fazem história na vida política e na Justiça Eleitoral. A página é parte das ações que integram as atividades da Comissão Gestora de Política de Gênero, instituída em 11 de outubro, por meio da Portaria TSE nº 791.

A criação da Comissão atende à solicitação feita pela Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA). Nas Eleições 2018, a entidade recomendou que a Justiça Eleitoral atuasse em prol do aumento da participação das mulheres no cenário político.

Eleições 2020: TSE receberá doações de 26 empresas e entidades para garantir saúde de eleitores e mesários

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Equipamentos que inclui máscaras, álcool gel individual para os mesários, álcool gel em litros para os eleitores, protetores faciais em grande quantidade, adesivos para marcação no chão para distanciamento social - Divulgação

Instituições selecionadas doarão equipamentos de proteção, produtos e serviços necessários para prevenir o contágio pelo novo coronavírus nos locais de votação

Para garantir a segurança e a saúde de mesários e eleitores nas Eleições Municipais 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contará com a doação de equipamentos, produtos e serviços de 26 empresas e instituições dos mais diversos segmentos.

As empresas selecionadas doarão equipamentos de proteção, produtos e materiais necessários para prevenir o contágio pelo novo coronavírus nos locais de votação e nas seções eleitorais durante as Eleições 2020. As instituições fornecerão também serviços de logística e entregarão os materiais diretamente nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Segundo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, as doações são importantes em razão do atual contexto econômico do Brasil, para evitar onerar ainda mais os cofres públicos. “Justamente porque o país vive uma crise fiscal, nós optamos por buscar esses materiais e equipamentos de segurança na iniciativa privada mediante doação para que os recursos públicos possam ser canalizados para o enfrentamento da pandemia”, disse.

Barroso apontou que a crise humanitária trouxe uma onda de solidariedade e filantropia em diferentes segmentos da vida brasileira. “Para minha grata surpresa, dezenas de empresas manifestaram interesse em colaborar no fornecimento de grandes quantidade de equipamentos o que inclui máscaras, álcool gel individual para os mesários, álcool gel em litros para os eleitores, protetores faciais em grande quantidade, adesivos para marcação no chão para distanciamento social”.

Com isso, salientou o ministro, foi possível obter materiais e equipamentos de segurança, bem como administrar a logística da distribuição destes materiais e equipamentos que também é bastante complexa sem qualquer gasto público. “Essa entidades de classe e empresas merecem o reconhecimento do TSE e do país”.

As empresas selecionadas manifestaram interesse nas doações após a publicação do Edital de Aviso de Solicitação de Manifestações de Interesse nº 1/2020. A lista foi publicada na noite desta sexta (28).

Confira as empresas e instituições selecionadas:

– Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Abesata)
– Associação Brasileira de Bancos (ABBC)
– Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc)
– Associação Brasileira de Logística (Abralog)
– Cervejaria Ambev S/A
– Azul Linhas Aéreas Brasileiras S/A
– Caoa Chery Automóveis Ltda.
– Cosan S/A
– Companhia Nacional do Álcool
– Falconi Consultores S/A
– Empresa de Serviços Hospitalares S/A
– Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
– Fundação Itaú para a Educação e Cultura
– General Motors do Brasil Ltda.
– Gol Linhas Aéreas Inteligentes
– Ifood.com Agência de Restaurantes Online
– Lojas Quero-Quero S.A.
– Klabin S.A.
– Magazine Luiza S.A.
– Martins Comércio e Serviços de Distribuição S/A
– Mercadolivre.com Atividades de Internet Ltda.
– Modern Transporte Aéreo de Carga S.A.
– Tam Linhas Aéreas S.A.
– Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)
– Raízen Energia S/A
– União da Agroindústria da Cana-de-açúcar do Estado de São Paulo (Única)- Martins Comércio e Serviços de Distribuição S/A

 

Posse de ministros e eleição para corregedor-geral da JE marcam a pauta da sessão do TSE desta terça (1º)

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Também serão respondidas duas consultas sobre vigência de inelegibilidade e condições para desincompatibilização de servidores que queiram concorrer nas Eleições Municipais de 2020

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell e Raul Araújo serão empossados, respectivamente, como ministros efetivo e substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sessão plenária administrativa desta terça-feira (1º), a partir das 19h. Logo em seguida, será feita a eleição e posse do novo corregedor-geral Eleitoral, que sucederá o ministro Og Fernandes, em razão do fim do seu biênio na Corte Eleitoral.

Ainda na sessão administrativa, serão discutidas a contagem dos prazos de inelegibilidade em face do adiamento das Eleições Municipais de 2020 para 15 de novembro, e a questão da desincompatibilização de servidores públicos para concorrerem aos cargos de prefeito e vereador.

Na sessão jurisdicional, os ministros também analisarão um recurso que trata da perda de mandato de um deputado estadual em decorrência de desfiliação partidária.

Eleição e posse

Os ministros do TSE escolherão nesta terça-feira (1º) o Corregedor-Geral Eleitoral, que sucederá o ministro Og Fernandes na condução do órgão responsável pela fiscalização da regularidade dos serviços eleitorais em todo o país. Também cabe à Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE) a orientação de procedimentos e rotinas a serem observados pelas corregedorias eleitorais em cada unidade da Federação e pelos cartórios eleitorais.

A função de Corregedor-Geral Eleitoral é exercida por um dos dois ministros do STJ que têm assento efetivo no Plenário do TSE. Tradicionalmente, é eleito para o cargo o ministro mais antigo na Corte.

O ministro Og Fernandes retornou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) após o fim do seu biênio no TSE, e foi sucedido pelo ministro Mauro Campbell como ministro efetivo.

Consultas e desfiliação partidária

O deputado federal Célio Studart Barbosa (PV-CE) questionou o TSE se candidatos considerados inelegíveis até 7 de outubro continuariam com seus direitos políticos suspensos para concorrer nas Eleições Municipais de 2020, uma vez que a data da votação do primeiro turno foi transferida para 15 de novembro. O relator da consulta é o ministro Edson Fachin.

A segunda consulta, de relatoria do ministro Luís Felipe Salomão, foi feita pelo Diretório Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). A legenda questiona a Corte se, para a análise da desincompatibilização do servidor público que deseja concorrer nas eleições para prefeito e vereadores, é considerada meramente a nomenclatura do cargo que ocupa ou as competências que efetivamente desempenha.

Os ministros do TSE também analisarão um Recurso Ordinário movido pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), que busca reaver a vaga ocupada por Bruno André de Souza na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina atualmente, deputado estadual eleito em 2018 pela legenda. Bruno desfiliou-se do PSB alegando perseguição pessoal e mudança ideológica do partido, que, por sua vez, argumenta que a desfiliação não teve justa causa e nem foi comunicada aos órgãos diretivos da forma correta. O relator da matéria é o ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.

Sustentação oral

Os advogados que pretendam fazer sustentação oral durante as sessões por videoconferência devem preencher o formulário disponível no Portal do TSE com 24 horas de antecedência.

Transmissão on-line

A sessão de julgamento poderá ser assistida, ao vivo, pela TV Justiça e pelo canal oficial da Justiça Eleitoral no YouTube. Os vídeos com a íntegra de todos os julgamentos ficam disponíveis na página para consulta logo após o encerramento da sessão.

Confira a relação completa dos processos da sessão de julgamento desta quinta-feira (13). A pauta está sujeita a alterações.