Câmara pode votar nesta quarta-feira projetos sobre criptomoedas, FGTS e microgeração de energia

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Arthur Lira (C) comanda a sessão do Plenário - (Foto: Pablo Valadares/ Câmara do Deputados

Pablo Valadares/ Câmara do Deputados Arthur Lira (C) comanda a sessão do Plenário Em sessão marcada para as 13h55 desta quarta-feira (23), o Plen…

Em sessão marcada para as 13h55 desta quarta-feira (23), o Plenário da Câmara dos Deputados pode analisar o projeto de lei que regulamenta os serviços vinculados a ativos virtuais, como criptomoedas.

Os deputados precisam analisar um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 4401/21 (antigo PL 2303/15), que prevê a regulamentação, por órgão do governo federal, da prestação desses serviços.

De autoria do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), o projeto considera ativo virtual a representação digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento.

Ficam de fora as moedas tradicionais (nacionais ou estrangeiras), as moedas eletrônicas (recursos em reais mantidos em meio eletrônico que permitem ao usuário realizar pagamentos por cartões ou telefone celular) e ativos representados por ações e outros títulos.

Dinheiro do FGTS
Outra matéria em pauta é o Projeto de Lei 3439/00, que trata do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis.

Um substitutivo preliminar do deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE) pela Comissão de Finanças e Tributação propõe a rejeição deste e a aprovação de outros sete projetos apensados.

De acordo com o texto, será permitido ao trabalhador usar o dinheiro da conta individual do FGTS para comprar outra moradia em qualquer unidade da Federação independentemente de já possuir uma. Atualmente isso é vedado pela Lei 8.036/90.

O saque dos recursos poderá custear ainda despesas com escrituração e registro do respectivo imóvel.

Microgeração de energia
Outra proposta em pauta é o Projeto de Lei 2703/22, que estende até janeiro de 2024 o prazo para micro e minigeradores de energia elétrica solicitarem acesso à rede de distribuição sem perder os atuais subsídios relacionados a tarifas. O texto, do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), altera o marco legal da microgeração e minigeração (Lei 14.300/22).

A medida se refere aos consumidores que produzem energia elétrica a partir de fontes de renováveis, como a solar, e precisam pagar pelo uso dos sistemas distribuição, a chamada geração distribuída.

Segundo a proposta, o consumidor-gerador que solicitar a conexão junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até janeiro de 2024 poderá manter, até 2045, os atuais benefícios do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).

Confira a pauta completa do Plenário

Por Portal Novo Norte

Indicações de ministros para o STJ seguem para o Plenário

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Messod Azulay Neto, presidente do TRF2, foi aprovado por unanimidade pela CCJ para ministro do Superior Tribunal de Justiça; se confirmado pelo Plenário, substituirá Napoleão Maia - Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (22) os nomes dos juízes federais Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues …

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (22) os nomes dos juízes federais Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues para os cargos de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As mensagens seguem para o Plenário, que dará a palavra final sobre as indicações dos novos ministros. O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, e a ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do STJ, compareceram à reunião da CCJ.

Natural do Rio de Janeiro, Messod Azulay Neto é o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Professor universitário e desembargador desde 2005, é autor de diversos livros no campo do Direito. Azulay foi aprovado com 27 votos, unanimemente. Sua indicação (MSF 73/2022) foi relatada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). 

Azulay Neto ocupará, se confirmado pelo Plenário, a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Durante a sabatina, ele destacou sua atuação à frente do TRF2, em especial na implantação do processo eletrônico. Azulay Neto também afirmou ser um juiz com perfil “garantista”, ou seja, defensor dos direitos fundamentais e das garantias processuais. 

—  Sou o que a doutrina nomeia de juiz garantista, comprometido com o cumprimento da Constituição e a defesa intransigente dos direitos e garantias individuais e a proteção do cidadão de possíveis excessos do Estado, partidário dos estudos do renomado jurista italiano Luigi Ferrajoli, que se sustentam nos princípios da legalidade estrita ou reserva legal da culpabilidade, da lesividade, da presunção da inocência, do contraditório, do devido processo legal e principalmente da dignidade da pessoa humana, corolário do Estado democrático de direito — declarou.

Domingues

Aprovado com 26 votos favoráveis e uma abstenção, Paulo Sérgio Domingues (MSF 74/2022) nasceu em São Paulo (SP), em 1966. Foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e é desembargador, desde 2014, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Em sua apresentação durante a sabatina, Domingues afirmou que o “diálogo entre os poderes” é fundamental para o fortalecimento das instituições e da democracia. 

— O juiz atua na preservação da estabilidade da República. E nós temos em mente, senhoras e senhores, que cada Poder sozinho pode muito, mas não pode tudo. Há limites na atuação de cada um dos Poderes, e nós estamos atentos a isso na nossa atividade cotidiana e no diálogo interinstitucional — afirmou.

A indicação foi relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Questionado por Trad sobre os impactos do Novo Código de Processo Civil na Justiça, Domingues respondeu que o CPC ajudou a consolidar a conciliação e a mediação no sistema judiciário.

— Acredito que, se já havia movimentos nesse sentido vindos de dentro do Judiciário, já havia legislação anterior que comentava a conciliação e a mediação, o CPC de 2015 veio a deixar claro que o seu grande mote, o seu grande tema era permitir viabilizar que as partes se conciliassem e deixar a decisão jurisdicional como algo que vem a acontecer no momento em que isso não se torne possível — assinalou. 

Se aprovado, Domingues ocupará a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Nefi Cordeiro.

Por Portal Novo Norte

Segue da CCJ ao Plenário nome de Liana Chaib para o TST

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Liana Chaib: minhas decisões sempre foram permeadas pela sensibilidade e pela visão feminina - Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, por unanimidade, a indicação da juíza trabalhista Liana Chaib (MSF 72/2022) para…

Após sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, por unanimidade, a indicação da juíza trabalhista Liana Chaib (MSF 72/2022) para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foram 27 votos favoráveis. A mensagem segue para análise do Plenário.

Liana Chaib, do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), nasceu em Teresina (PI), em 1961. Ela é doutora em direito constitucional e desembargadora desde 2001. O relatório da indicação está a cargo do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Uma das questões que Liana Chaib deverá enfrentar se aprovada pelo Senado é a existência ou não de vínculo empregatício de motoristas de aplicativos com as empresas para as quais prestam serviço. Uma ação sobre o tema está em análise no TST. Questionada sobre sua posição em relação ao tema por Jorge Kajuru (Podemos-GO), Liana sugeriu que um dos caminhos é seguir o exemplo da Dinamarca, país que aplica o princípio da flexisegurança, a convivência de princípios aparentemente antagônicos. De acordo com Liana, a Constituição Federal baliza esse tipo de entendimento.

— Nós temos princípios na Constituição que parecem ser antagônicos, mas não são antagônicos. Nós temos dignidade humana, valor social do trabalho, livre iniciativa. Eles não precisam ser opostos. Na Dinamarca, por exemplo, que já aplica esse princípio, está havendo uma redução de desemprego de 12% para 4%. E o que seria isso? Seria a comunhão, a coordenação entre a possibilidade de trabalhadores com contratos atuarem com contratos mais flexíveis, até para acompanhar toda a mudança, mas também segurança, segurança na transição de empregos, construindo empregos, requalificando os trabalhadores — argumentou.

Em sua apresentação inicial, a indicada destacou o ineditismo de eventualmente ocupar uma cadeira do TST.

— Após 81 anos de existência do Tribunal Superior do Trabalho, o Piauí vislumbra pela primeira vez a oportunidade de ter uma magistrada a compor a mais alta corte trabalhista. Representando esse valioso ineditismo, encontra-se diante de vossas excelências uma mulher piauiense, nordestina, uma mulher brasileira, uma juíza cujas decisões sempre foram permeadas pela sensibilidade e pela visão feminina — disse.

Ao saudar a indicação de mais uma mulher para o TST, a senadora Soraya Thronicke (União-MS), fez um apelo ao presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, para que ele colabore com o andamento da PEC 6/2022. A proposta altera o art. 94 da Constituição Federal, para determinar que uma em cada duas das listas sêxtuplas de indicações para os tribunais sejam constituídas exclusivamente por indicações de mulheres. Atualmente, seis vagas do TST são ocupadas por mulheres. Ao todo, são 27 cadeiras de ministros. 

— A PEC 6, de 2022, presidente Davi, que está aqui para ser despachada por vossa excelência, propõe que [para] o quinto constitucional, ou seja, as listas sêxtuplas que vêm da OAB e do Ministério Público, a cada duas listas mistas, uma seja totalmente feminina, para que possamos atingir a equidade que merecemos. E, para quem tem medo de mulheres no poder, Ministra Liana, eu digo para vocês: apenas um terço do quinto constitucional ainda é pouco, mas eu acho que vai ser um grande avanço — apontou a senadora.

Por Portal Novo Norte

Câmara e Senado agem para aumentar salários de parlamentares e servidores

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Medida foi articulada por parlamentares no meio do feriado da Proclamação da República. Foto: Wilton Junior/Estadão - 11/7/22 / Estadão

Vencimentos mensais de deputados federais e senadores vão passar de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil se reajuste para 2023 for aprovado

A Câmara e o Senado decidiram oficializar o pedido para que os salários de parlamentares e servidores sejam reajustados. Por meio de emendas, as duas Casas pedem a reserva de R$ 370,4 milhões do Orçamento de 2023 para aumentar as remunerações da Câmara e R$ 199,3 milhões para elevar as do Senado. Se aprovado o reajuste, os salários de deputados e senadores subiriam de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil.

Estadãorevelou em agosto que a cúpula do Congresso já estava com o pedido de aumento salarial engatilhado e planejava apresentar a proposta após a eleição, para não prejudicar deputados federais e senadores que tentavam renovar o mandato. Nesta sexta-feira, a Coluna do Estadão mostrou que a medida foi oficializada no meio do feriado da Proclamação da República.

Por site Terra

Girão diz a Lewandowski que STF tem ‘culpa’ por ‘caos’ e ‘censura’

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Senador discutiu com o ministro do Supremo durante sessão da comissão da Lei do Impeachment

Nesta segunda-feira (21), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), presidiu a sessão da Comissão do Senado responsável por atualizar a Lei do Impeachment. E durante a sessão, o magistrado participou de uma discussão com o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Na ocasião, Girão disse que o Poder Judiciário havia cometido “invasão de competência” sobre os poderes Legislativo e Judiciário, o que levou o ministro a responder que o STF se pautava “rigorosamente” pela Constituição.

O senador, no entanto, pediu a palavra e disse que a Corte tem uma parcela de responsabilidade no “caos” e na “censura” da sociedade brasileira atual. Ele lembrou da sessão do Supremo que cassou o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, mas manteve os direitos políticos da petista.

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– Começou lá atrás, no processo de impeachment da Dilma Rousseff, que o senhor estava coordenando no plenário do Senado Federal. No meu modo de entender houve uma violação à Constituição – apontou.

O senador então disse acreditar que é preciso diálogo para construir uma independência entre os poderes.

– Acredito que o diálogo como o senhor está fazendo, vindo a esta Casa, dando exemplo, é muito importante para que a gente possa construir um canal para buscar uma harmonia, uma verdadeira independência entre os poderes – ressaltou.

Por Portal Novo Norte

Congresso fará a mediação necessária ao País nos próximos quatro anos, diz Lira

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Reprodução/YouTube Lira preferiu não opinar sobre a PEC da Transição, pois não há um texto formal O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Li…

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o Congresso vai agir para acalmar o País e fará a mediação necessária entre os Poderes e a sociedade para garantir a legitimidade das urnas nos próximos quatro anos. Lira participou de evento promovido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) nesta segunda-feira (21). Segundo ele, o Parlamento vai contribuir com o País.

“Estará no Congresso a mediação e a tranquilização das certezas que o Brasil precisará nos próximos quatro anos, com a coerência de que o que fizemos não poderá ser modificado. Nesse processo, todas as pautas serão conduzidas de maneira muito transparente”, afirmou.

De acordo com o presidente, a chamada PEC da Transição ainda nem começou sua tramitação e há um tempo exíguo para ser aprovada. Lira afirmou que ainda não vai se posicionar em razão de ainda não haver um texto formal e nem discussão no Senado e na Câmara.

“Não posso me alongar muito sobre temas que não decidirei sozinho”, justificou.
Ele afirmou que as discussões sobre esse tema acontecerão da forma mais transparente e responsável possível. Lira destacou que a proposta ainda será amplamente debatida pelos líderes partidários.

“A PEC está posta num anteprojeto e começará pelo Senado. Ainda não temos texto nem assinaturas. O que temos é um tempo exíguo de 17 dias para discutir um texto desse. Sem entrar no mérito, não tivemos uma reunião depois do segundo turno com os líderes, nossas pautas encaminhadas demandam muitas discussões, e a PEC da transição quem toca é a equipe, e não houve reunião entre câmara e Senado também”, explicou.

Orçamento
Arthur Lira voltou a defender as emendas de relator (RP 9) do Orçamento da União e criticou os que as denominam de “orçamento secreto”. Segundo ele, o orçamento atual é municipalista e democrático, pois não está nas mãos de um único ministro que decidia monocraticamente para onde iriam esses recursos que hoje se transformaram nessas emendas de relator.

“ O Orçamento é impositivo na sua totalidade, depois da sua discussão, o Executivo tem que cumprir”, afirmou.

Por Portal Novo Norte

Dhal solicita da prefeitura de Macabu informação sobre cobrança de taxas

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O presidente da Câmara de Vereadores em Conceição de Macabu, Jorge Luiz, o popular Dhal, aguarda manifestação da Prefeitura sobre o requerimento de informação, solicitado por ele na sessão. O pedido foi aprovado por unanimidade, e pede ciência sobre a existência de taxa a ser paga no momento do registro de protocolo. O parlamentar busca saber ainda para quais solicitações ou serviços são cobrados e os valores exatos.

De acordo com ele, é importante a Casa de Leis saber como e onde esses recursos são investidos. “Isso se chama organização! A população, assim como cada um de nós vereadores, precisam saber sobre a aplicação deste recurso. No ato em que a pessoa vai solicitar algo no protocolo da Prefeitura, ele tem que pagar, então, é bom saber o porquê da cobrança. Estou no aguardo de uma resposta do executivo”, comentou Dhal.

O requerimento de número 51/2022, foi aprovado por unanimidade no dia 10 de novembro, após ser lido pelo primeiro secretário. “Sabemos que qualquer taxa de cobrança feita pela Prefeitura deve ter por objetivo garantir que os recursos sejam destinados à conservação de vias públicas, coleta de lixo, entre outros serviços de relevância e interesse público. Nossa população já paga tanta taxa e imposto diariamente. Estou aqui para ajudar a população e claro, defender seus direitos”, concluiu o presidente da Câmara.

Por Douglas Smmithy

Barroso é flagrado em jantar com advogados de Lula

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Encontro “flagrado” aconteceu em Nova Iorque

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso foi visto em um restaurante com Cristiano Zanin Martins, advogado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Nova Iorque. O magistrado está nos Estados Unidos para o Lide Brazil Conference, nesta segunda-feira (14).

O vídeo foi compartilhado pelo jornalista Rodrigo Constantino nas redes sociais.

– Ministro Barroso jantando com Zanin, advogado da família de Lula desde 2013. Zanin ganhou notoriedade ao assumir a defesa de Lula, e chegou a arrancar lágrimas de Gilmar Mendes. Tudo muito civilizado e refinado – escreveu, completando com um emoji de “palhaço”.

Em nota, a assessoria do STF confirmou o encontro, sem dar certeza se foi um jantar ou almoço.

– Convidado de evento em Nova Iorque, o ministro Barroso almoçou ou jantou com diversos participantes do encontro, que inclui empresários, políticos e advogados. Cristiano Zanin era um dos participantes – diz a nota.

Durante seu discurso na conferência, Barroso chegou a enfatizar que o supremo “não tem lado político”.

– Nós não temos lado político, o nosso lado é o lado da democracia e o lado das instituições – declarou.

Por Portal Novo Norte

Senador Luis Carlos Heinze pede que Senado paute impeachment de Moraes

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Heinze ainda elencou que sentenças “questionáveis” estão sendo publicadas por Moraes sem que o assunto seja discutido no Senado e que isso seria “uma afronta aos mais basilares direitos das liberdades individuais”.

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) pediu, durante pronunciamento realizado no Plenário do Senado na última quarta-feira (9), que a Casa coloque na pauta o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dois anos, o ministro virou alvo de uma série de pedidos de impedimento protocolados no Senado.

Em sua fala, Heinze declarou que não é possível “admitir que um único homem empossado em cargo público promova a submissão aos Poderes à sua santa vontade” e defendeu que as “instituições de estado precisam agir de forma isenta, precisam aplicar a legislação vigente”. O senador disse ser impossível negar que são presenciados atualmente “atos de censura”.

– Quem ocupa um cargo de ministro da Suprema Corte não pode fazer escolhas pessoais baseadas em entendimentos unilaterais. (…) Alguém aqui consegue negar que presenciamos atos de censura? Isso não é mais do que suficiente para que seja colocado em pauta o pedido de impeachment? – questionou.

Heinze ainda elencou que sentenças “questionáveis” estão sendo publicadas por Moraes sem que o assunto seja discutido no Senado e que isso seria “uma afronta aos mais basilares direitos das liberdades individuais”.

– A inação desta Casa tem encorajado este ministro que, não encontrando obstáculo ao seu ímpeto abusivo, segue praticando atos flagrantemente inconstitucionais. Os desmandos do senhor Alexandre de Moraes têm seguido uma escalada autoritária que precisa ser contida urgentemente – completou.

Por Portal Novo Norte

Cotados para transição de Lula já se envolveram em escândalos de corrupção

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Fernando Haddad e Geraldo Alckmin são nomes cogitados para coordenar equipe do petista

Ao menos três nomes são cotados atualmente para ocupar o posto de coordenador da equipe de transição de governo de Lula (PT): o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB); o senador eleito e ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI); e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Os três personagens já se envolveram em escândalos que foram parar no Judiciário.

Em 2020, Alckmin foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral e virou réu por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral por suposta prática de caixa 2 de R$ 11,9 milhões pagos pela Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014, quando ele disputou o Governo de São Paulo e foi eleito.

Haddad, por sua vez, responde como réu em uma ação civil de improbidade administrativa sobre um possível envolvimento dele em irregularidades na implantação da ciclovia Ceagesp–Ibirapuera. A obra, que foi realizada quando ele era prefeito de São Paulo, tem 12,4 quilômetros de extensão e foi contratada sem licitação.

No entendimento do Ministério Público, a ciclovia teria sido superfaturada em quase R$ 4 milhões a cada quilômetro. O valor, segundo o MP, seria mais de 600% superior ao que foi pago à mesma construtora em governos anteriores.

O outro cotado, o senador eleito Wellington Dias, foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 2020, autorizada pela Justiça Federal no Piauí, a respeito de possíveis desvios de recursos de aproximadamente R$ 50 milhões da Secretaria de Educação piauiense por meio de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar.

As investigações apontaram que, de 2015 a 2016, servidores da área administrativa da pasta de educação do estado se associaram a empresários do setor de locação de veículos para superfaturar contratos de transporte escolar e desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate).

Por Portal Novo Norte