Girão cobra do Senado medidas para evitar ‘ditadura da toga’

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento nesta quarta-feira (23), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) cobrou do Senado medidas para impedir o que ele definiu como ‘ditad…

Em pronunciamento nesta quarta-feira (23), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) cobrou do Senado medidas para impedir o que ele definiu como ‘ditadura da toga’, manifestada pela censura prévia e pelo bloqueio de contas de empresários que patrocinam manifestações democráticas contra suspeitas de fraudes nas eleições:

— O brasileiro clama por liberdade de expressão, por poder se manifestar, mas muitas redes sociais, a cada dia, estão sendo censuradas de forma arbitrária pelos nossos tribunais superiores […]. Apesar da gravidade dessas questões, o Senado continua cego, surdo e mudo, numa inaceitável alienação que está desmoralizando todos nós.

Girão aproveitou para destacar algumas ações que, na opinião dele, mostram que há resistência à ação do Judiciário. Uma delas é patrocinada pelo jornalista Paulo Figueiredo e pela deputada federal Carla Zambelli, que protocolaram uma denúncia contra as arbitrariedades do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). As cortes, segundo Girão, romperam com “o amplo direito de defesa e o devido processo legal, algo típico de uma verdadeira ditadura”.

Também a Comissão de Fiscalização e Controle aprovou um requerimento do próprio senador Eduardo Girão para discutir, numa audiência pública em 30 de novembro, o processo eleitoral deste ano com alguns especialistas e autoridades no assunto.

Por fim, ele informou que hoje um grupo de senadores protocolou um pedido de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do STF.

Por Portal Novo Norte

Senadores protocolam pedido de impeachment contra Barroso

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Senadores apresentam pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, na Presidência do Senado CAMILA COSTA/R7- 23.11.2022

Um dos pontos do documento é relacionado a fala do ministro a um brasileiro em Nova York: ‘Perdeu, mané; não amola’

Os senadores Lasier Martins (Podemos-RS), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Eduardo Girão (Podemos-CE) entraram, na tarde desta quarta-feira (23), com pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

No pedido constam as justificativas principais: atividade político-partidária, falta de alegação de suspeição em dois episódios e um encontro do ministro com o advogado do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Eduardo Girão, Barroso “quebrou a harmonia” entre os Poderes quando esteve no Congresso, nas vésperas da votação da PEC do voto auditável. “Ele [Barroso] se reuniu com as lideranças e, logo depois dessa reunião, quem era a favor do voto auditável foi substituído, isso foi uma interferência de Poder”, afirmou Girão.

Nos Estados Unidos, um brasileiro questionou a atuação da Justiça nas eleições deste ano, e Barroso, após ser cobrado a dar uma satisfação pelas supostas falhas no sistema de votação apresentadas pelas Forças Armadas, respondeu: “Perdeu, mané. Não amola”. O episódio recente é citado no pedido de impeachment.

Por fim, a última justificativa para o pedido foi o jantar entre o ministro Barroso e o advogado Cristiano Zanin Martins, que atua na defesa de Lula. “Esse jantar acentua
os casos de relações promíscuas. Tanta coisa acontecendo nas ruas e o ministro jantando com o advogado? Vamos bater enquanto tivermos vozes”, declarou Lasier.

O pedido de impeachment é protocolado e depende de validação do presidente do Senado para tramitar.

Após se recuperar de um ferimento na perna, Bolsonaro volta a trabalhar do Planalto

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Presidente passou o útimos 20 dias no Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Palácio da Alvorada para voltar a trabalhar no Planalto, sede do Executivo, pela primeira vez após 20 dias. O líder brasileiro se recupera de um ferimento infeccionado na perna que o estava impedindo de vestir calças compridas e dificultando sua saída da residência oficial.

A última ida do presidente ao Planalto havia ocorrido no dia 3 de outubro, quando ele encontrou o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), segundo informações do portal Metrópoles.

Durante o período, Bolsonaro se limitou a receber aliados próximos e também familiares no Alvorada. Nesta quarta-feira (23), o presidente encontrará o senador eleito Rogério Marinho (PL).

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Heinze pede que pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes entrem na pauta

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Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) solicitou que a Mesa do Senado coloque em pauta os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, apr…

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) solicitou que a Mesa do Senado coloque em pauta os pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, apresentados por diversos senadores. Ele lembrou especificamente que, em março de 2021, foi protocolada uma petição nesse sentido, de autoria do senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que teve o seu apoio e de outros parlamentares. Segundo Heinze, o pedido de impeachment foi muito bem fundamentado e, inclusive, reforçado com mais argumentos e denúncias, em requerimento que apresentou no início do corrente mês.

— Esse meu requerimento, a exemplo de tantos outros documentos com o mesmo ministro, está lá na Comissão Diretora do Senado Federal como se não tivesse sido apresentado. Sequer número o documento recebeu. A Presidência do Senado tem ignorado os pleitos de quem o compõe e o apelo dos cidadãos brasileiros que confiaram nesses parlamentares a sua representatividade — disse.

Em pronunciamento nesta terça-feira (22), Heinze disse receber diariamente milhares de mensagens sobre o assunto, pois as pessoas não suportam mais “assistir aos excessos que estão sendo cometidos: censura, inovações legislativas e muito desrespeito”. Acrescentou que o Senado tem o dever moral e constitucional de apreciar essa matéria.

— É fato que a quebra do princípio basilar da separação dos poderes tem sido recorrente, o que, por si só, é motivo para o Senado abrir a discussão. O Brasil não aceita ser governado por quem não foi eleito. Não podemos nos calar e permanecer inertes diante de uma ditadura escalonada promovida pelo Judiciário — afirmou. 

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Câmara pode votar nesta quarta-feira projetos sobre criptomoedas, FGTS e microgeração de energia

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Arthur Lira (C) comanda a sessão do Plenário - (Foto: Pablo Valadares/ Câmara do Deputados

Pablo Valadares/ Câmara do Deputados Arthur Lira (C) comanda a sessão do Plenário Em sessão marcada para as 13h55 desta quarta-feira (23), o Plen…

Em sessão marcada para as 13h55 desta quarta-feira (23), o Plenário da Câmara dos Deputados pode analisar o projeto de lei que regulamenta os serviços vinculados a ativos virtuais, como criptomoedas.

Os deputados precisam analisar um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 4401/21 (antigo PL 2303/15), que prevê a regulamentação, por órgão do governo federal, da prestação desses serviços.

De autoria do deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), o projeto considera ativo virtual a representação digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento.

Ficam de fora as moedas tradicionais (nacionais ou estrangeiras), as moedas eletrônicas (recursos em reais mantidos em meio eletrônico que permitem ao usuário realizar pagamentos por cartões ou telefone celular) e ativos representados por ações e outros títulos.

Dinheiro do FGTS
Outra matéria em pauta é o Projeto de Lei 3439/00, que trata do uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis.

Um substitutivo preliminar do deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE) pela Comissão de Finanças e Tributação propõe a rejeição deste e a aprovação de outros sete projetos apensados.

De acordo com o texto, será permitido ao trabalhador usar o dinheiro da conta individual do FGTS para comprar outra moradia em qualquer unidade da Federação independentemente de já possuir uma. Atualmente isso é vedado pela Lei 8.036/90.

O saque dos recursos poderá custear ainda despesas com escrituração e registro do respectivo imóvel.

Microgeração de energia
Outra proposta em pauta é o Projeto de Lei 2703/22, que estende até janeiro de 2024 o prazo para micro e minigeradores de energia elétrica solicitarem acesso à rede de distribuição sem perder os atuais subsídios relacionados a tarifas. O texto, do deputado Celso Russomanno (Republicanos-SP), altera o marco legal da microgeração e minigeração (Lei 14.300/22).

A medida se refere aos consumidores que produzem energia elétrica a partir de fontes de renováveis, como a solar, e precisam pagar pelo uso dos sistemas distribuição, a chamada geração distribuída.

Segundo a proposta, o consumidor-gerador que solicitar a conexão junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) até janeiro de 2024 poderá manter, até 2045, os atuais benefícios do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE).

Confira a pauta completa do Plenário

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Indicações de ministros para o STJ seguem para o Plenário

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Messod Azulay Neto, presidente do TRF2, foi aprovado por unanimidade pela CCJ para ministro do Superior Tribunal de Justiça; se confirmado pelo Plenário, substituirá Napoleão Maia - Pedro França/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (22) os nomes dos juízes federais Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues …

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta terça-feira (22) os nomes dos juízes federais Messod Azulay Neto e Paulo Sérgio Domingues para os cargos de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As mensagens seguem para o Plenário, que dará a palavra final sobre as indicações dos novos ministros. O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, e a ministra Maria Thereza de Assis Moura, presidente do STJ, compareceram à reunião da CCJ.

Natural do Rio de Janeiro, Messod Azulay Neto é o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Professor universitário e desembargador desde 2005, é autor de diversos livros no campo do Direito. Azulay foi aprovado com 27 votos, unanimemente. Sua indicação (MSF 73/2022) foi relatada pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ). 

Azulay Neto ocupará, se confirmado pelo Plenário, a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Durante a sabatina, ele destacou sua atuação à frente do TRF2, em especial na implantação do processo eletrônico. Azulay Neto também afirmou ser um juiz com perfil “garantista”, ou seja, defensor dos direitos fundamentais e das garantias processuais. 

—  Sou o que a doutrina nomeia de juiz garantista, comprometido com o cumprimento da Constituição e a defesa intransigente dos direitos e garantias individuais e a proteção do cidadão de possíveis excessos do Estado, partidário dos estudos do renomado jurista italiano Luigi Ferrajoli, que se sustentam nos princípios da legalidade estrita ou reserva legal da culpabilidade, da lesividade, da presunção da inocência, do contraditório, do devido processo legal e principalmente da dignidade da pessoa humana, corolário do Estado democrático de direito — declarou.

Domingues

Aprovado com 26 votos favoráveis e uma abstenção, Paulo Sérgio Domingues (MSF 74/2022) nasceu em São Paulo (SP), em 1966. Foi presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e é desembargador, desde 2014, no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Em sua apresentação durante a sabatina, Domingues afirmou que o “diálogo entre os poderes” é fundamental para o fortalecimento das instituições e da democracia. 

— O juiz atua na preservação da estabilidade da República. E nós temos em mente, senhoras e senhores, que cada Poder sozinho pode muito, mas não pode tudo. Há limites na atuação de cada um dos Poderes, e nós estamos atentos a isso na nossa atividade cotidiana e no diálogo interinstitucional — afirmou.

A indicação foi relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Questionado por Trad sobre os impactos do Novo Código de Processo Civil na Justiça, Domingues respondeu que o CPC ajudou a consolidar a conciliação e a mediação no sistema judiciário.

— Acredito que, se já havia movimentos nesse sentido vindos de dentro do Judiciário, já havia legislação anterior que comentava a conciliação e a mediação, o CPC de 2015 veio a deixar claro que o seu grande mote, o seu grande tema era permitir viabilizar que as partes se conciliassem e deixar a decisão jurisdicional como algo que vem a acontecer no momento em que isso não se torne possível — assinalou. 

Se aprovado, Domingues ocupará a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Nefi Cordeiro.

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Segue da CCJ ao Plenário nome de Liana Chaib para o TST

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Liana Chaib: minhas decisões sempre foram permeadas pela sensibilidade e pela visão feminina - Edilson Rodrigues/Agência Senado

Após sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, por unanimidade, a indicação da juíza trabalhista Liana Chaib (MSF 72/2022) para…

Após sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, por unanimidade, a indicação da juíza trabalhista Liana Chaib (MSF 72/2022) para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foram 27 votos favoráveis. A mensagem segue para análise do Plenário.

Liana Chaib, do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), nasceu em Teresina (PI), em 1961. Ela é doutora em direito constitucional e desembargadora desde 2001. O relatório da indicação está a cargo do senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Uma das questões que Liana Chaib deverá enfrentar se aprovada pelo Senado é a existência ou não de vínculo empregatício de motoristas de aplicativos com as empresas para as quais prestam serviço. Uma ação sobre o tema está em análise no TST. Questionada sobre sua posição em relação ao tema por Jorge Kajuru (Podemos-GO), Liana sugeriu que um dos caminhos é seguir o exemplo da Dinamarca, país que aplica o princípio da flexisegurança, a convivência de princípios aparentemente antagônicos. De acordo com Liana, a Constituição Federal baliza esse tipo de entendimento.

— Nós temos princípios na Constituição que parecem ser antagônicos, mas não são antagônicos. Nós temos dignidade humana, valor social do trabalho, livre iniciativa. Eles não precisam ser opostos. Na Dinamarca, por exemplo, que já aplica esse princípio, está havendo uma redução de desemprego de 12% para 4%. E o que seria isso? Seria a comunhão, a coordenação entre a possibilidade de trabalhadores com contratos atuarem com contratos mais flexíveis, até para acompanhar toda a mudança, mas também segurança, segurança na transição de empregos, construindo empregos, requalificando os trabalhadores — argumentou.

Em sua apresentação inicial, a indicada destacou o ineditismo de eventualmente ocupar uma cadeira do TST.

— Após 81 anos de existência do Tribunal Superior do Trabalho, o Piauí vislumbra pela primeira vez a oportunidade de ter uma magistrada a compor a mais alta corte trabalhista. Representando esse valioso ineditismo, encontra-se diante de vossas excelências uma mulher piauiense, nordestina, uma mulher brasileira, uma juíza cujas decisões sempre foram permeadas pela sensibilidade e pela visão feminina — disse.

Ao saudar a indicação de mais uma mulher para o TST, a senadora Soraya Thronicke (União-MS), fez um apelo ao presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, para que ele colabore com o andamento da PEC 6/2022. A proposta altera o art. 94 da Constituição Federal, para determinar que uma em cada duas das listas sêxtuplas de indicações para os tribunais sejam constituídas exclusivamente por indicações de mulheres. Atualmente, seis vagas do TST são ocupadas por mulheres. Ao todo, são 27 cadeiras de ministros. 

— A PEC 6, de 2022, presidente Davi, que está aqui para ser despachada por vossa excelência, propõe que [para] o quinto constitucional, ou seja, as listas sêxtuplas que vêm da OAB e do Ministério Público, a cada duas listas mistas, uma seja totalmente feminina, para que possamos atingir a equidade que merecemos. E, para quem tem medo de mulheres no poder, Ministra Liana, eu digo para vocês: apenas um terço do quinto constitucional ainda é pouco, mas eu acho que vai ser um grande avanço — apontou a senadora.

Por Portal Novo Norte

Câmara e Senado agem para aumentar salários de parlamentares e servidores

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Medida foi articulada por parlamentares no meio do feriado da Proclamação da República. Foto: Wilton Junior/Estadão - 11/7/22 / Estadão

Vencimentos mensais de deputados federais e senadores vão passar de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil se reajuste para 2023 for aprovado

A Câmara e o Senado decidiram oficializar o pedido para que os salários de parlamentares e servidores sejam reajustados. Por meio de emendas, as duas Casas pedem a reserva de R$ 370,4 milhões do Orçamento de 2023 para aumentar as remunerações da Câmara e R$ 199,3 milhões para elevar as do Senado. Se aprovado o reajuste, os salários de deputados e senadores subiriam de R$ 33,7 mil para R$ 36,8 mil.

Estadãorevelou em agosto que a cúpula do Congresso já estava com o pedido de aumento salarial engatilhado e planejava apresentar a proposta após a eleição, para não prejudicar deputados federais e senadores que tentavam renovar o mandato. Nesta sexta-feira, a Coluna do Estadão mostrou que a medida foi oficializada no meio do feriado da Proclamação da República.

Por site Terra

Girão diz a Lewandowski que STF tem ‘culpa’ por ‘caos’ e ‘censura’

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Senador discutiu com o ministro do Supremo durante sessão da comissão da Lei do Impeachment

Nesta segunda-feira (21), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), presidiu a sessão da Comissão do Senado responsável por atualizar a Lei do Impeachment. E durante a sessão, o magistrado participou de uma discussão com o senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Na ocasião, Girão disse que o Poder Judiciário havia cometido “invasão de competência” sobre os poderes Legislativo e Judiciário, o que levou o ministro a responder que o STF se pautava “rigorosamente” pela Constituição.

O senador, no entanto, pediu a palavra e disse que a Corte tem uma parcela de responsabilidade no “caos” e na “censura” da sociedade brasileira atual. Ele lembrou da sessão do Supremo que cassou o mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, mas manteve os direitos políticos da petista.

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– Começou lá atrás, no processo de impeachment da Dilma Rousseff, que o senhor estava coordenando no plenário do Senado Federal. No meu modo de entender houve uma violação à Constituição – apontou.

O senador então disse acreditar que é preciso diálogo para construir uma independência entre os poderes.

– Acredito que o diálogo como o senhor está fazendo, vindo a esta Casa, dando exemplo, é muito importante para que a gente possa construir um canal para buscar uma harmonia, uma verdadeira independência entre os poderes – ressaltou.

Por Portal Novo Norte

Congresso fará a mediação necessária ao País nos próximos quatro anos, diz Lira

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Reprodução/YouTube Lira preferiu não opinar sobre a PEC da Transição, pois não há um texto formal O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Li…

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que o Congresso vai agir para acalmar o País e fará a mediação necessária entre os Poderes e a sociedade para garantir a legitimidade das urnas nos próximos quatro anos. Lira participou de evento promovido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) nesta segunda-feira (21). Segundo ele, o Parlamento vai contribuir com o País.

“Estará no Congresso a mediação e a tranquilização das certezas que o Brasil precisará nos próximos quatro anos, com a coerência de que o que fizemos não poderá ser modificado. Nesse processo, todas as pautas serão conduzidas de maneira muito transparente”, afirmou.

De acordo com o presidente, a chamada PEC da Transição ainda nem começou sua tramitação e há um tempo exíguo para ser aprovada. Lira afirmou que ainda não vai se posicionar em razão de ainda não haver um texto formal e nem discussão no Senado e na Câmara.

“Não posso me alongar muito sobre temas que não decidirei sozinho”, justificou.
Ele afirmou que as discussões sobre esse tema acontecerão da forma mais transparente e responsável possível. Lira destacou que a proposta ainda será amplamente debatida pelos líderes partidários.

“A PEC está posta num anteprojeto e começará pelo Senado. Ainda não temos texto nem assinaturas. O que temos é um tempo exíguo de 17 dias para discutir um texto desse. Sem entrar no mérito, não tivemos uma reunião depois do segundo turno com os líderes, nossas pautas encaminhadas demandam muitas discussões, e a PEC da transição quem toca é a equipe, e não houve reunião entre câmara e Senado também”, explicou.

Orçamento
Arthur Lira voltou a defender as emendas de relator (RP 9) do Orçamento da União e criticou os que as denominam de “orçamento secreto”. Segundo ele, o orçamento atual é municipalista e democrático, pois não está nas mãos de um único ministro que decidia monocraticamente para onde iriam esses recursos que hoje se transformaram nessas emendas de relator.

“ O Orçamento é impositivo na sua totalidade, depois da sua discussão, o Executivo tem que cumprir”, afirmou.

Por Portal Novo Norte