“Estratégia que leva ao fracasso”, diz jornal uruguaio sobre Lula

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El País condenou a calorosa recepção que Lula e seus asseclas dispensaram ao ditador Maduro

A amizade de longa data entre o presidente Lula (PT) e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro – e a famigerada presença do líder do regime autoritário em solo brasileiro, com direito a toda pompa – permanece no noticiário. Na última quinta-feira (1º), o jornal uruguaio El País condenou o comportamento do anfitrião e disse que Lula parece estar parado no tempo.

Em resposta à fala do petista classificando como “narrativas” as crises humanitárias e as severas violações aos direitos humanos que assolam a Venezuela, o jornal foi contundente e descreveu este gesto de Lula como “estratégia que leva ao fracasso”.

– O presidente brasileiro parece não perceber quanto o mundo mudou na última década e, com sua tentativa de “pintar” Maduro, prejudicou seriamente sua ambição de ser o líder e porta-voz da região – disse o editorial.

Diante deste constrangimento, onde chefes de Estado presentes em solo brasileiro se furtaram a condenar todo este enaltecimento a uma figura que afronta a liberdade, a democracia e os direitos individuais, a publicação destacou apenas dois líderes que foram contra a posição de Lula: o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e o presidente do Chile, Gabriel Boric, que apesar de esquerdista, não coadunou com a leniência do petista a Maduro.

Por portal Novo Norte

Ministro de Lula tem “Gabinete paralelo”, denuncia Estadão

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Ministro das Comunicações, Juscelino Filho ; Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

A denúncia foi feita com base em registros de agendas e listas de entradas e saídas obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

O jornal Estadão revelou a existência de um “Gabinete paralelo” no Ministério das Comunicações, liderado pelo ministro Juscelino Filho, durante o governo de Lula. Segundo o jornal, o ministro permitiu que um aliado político, João Bezerra Magalhães Neto, atuasse na pasta mesmo sem ter qualquer vínculo formal com o governo. Magalhães, que é aposentado por invalidez segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), participou de pelo menos 32 reuniões no ministério desde janeiro. Além disso, o sogro do ministro, Fernando Fialho, também faz parte desse gabinete paralelo e recebe empresários em nome do ministro, mesmo quando Juscelino Filho está ausente.

A denúncia foi feita com base em registros de agendas e listas de entradas e saídas obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. Magalhães Neto se reuniu com representantes de empresas e até mesmo com a vice-reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Embora não esteja oficialmente nas agendas públicas do ministério, ele é visto como um coordenador-geral e entrevistou todos os secretários antes de suas nomeações.

A atuação de Magalhães e Fialho sem vínculo formal com o governo é considerada irregular por especialistas. A advogada Cecilia Mello destaca que é necessário ter um contrato nos termos da lei para trabalhar na administração pública, mesmo no caso de trabalho voluntário. O Ministério das Comunicações negou as acusações e afirmou que Magalhães e Fialho são pessoas próximas do ministro, mas não usaram as estruturas do ministério para receber empresários. No entanto, as agendas reveladas pela reportagem contradizem essa afirmação.

Por portal Novo Norte

Ibaneis também reage ao ataque de Rui Costa contra Brasília

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O ministro de Lula disse que a capital federal “é uma ilha da fantasia”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), respondeu ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, chamando-o de idiota por atacar Brasília.

– Ele é um idiota completo. Não merecia estar onde se encontra. Agora já sabemos de onde vem o ataque contra o Fundo Constitucional – declarou Ibaneis em entrevista ao Metrópoles.

A fala se dá após o petista dizer que a construção de Brasília fez mal ao Brasil e que era melhor ter deixado a capital federal no Rio de Janeiro ou outro estado.

– Era melhor [a capital] ter ficado no Rio de Janeiro, ou ter ido para São Paulo, para Minas ou Bahia, para que quem fosse entrar num prédio daquele, ou na Câmara dos Deputados ou Senado, passasse, antes de chegar no seu local de trabalho, numa favela, embaixo de viaduto, com gente pedindo comida, vendo gente desempregada – disse Rui Costa.

O ministro de Lula discursava durante evento em Itaberaba (BA) quando subiu o tom contra a capital, chamando-a de uma “ilha da fantasia”.

Ibaneis não foi o único a criticar o ex-governador da Bahia. O deputado Chico Vigilante (PT) não se agradou das palavras do seu colega de partido e o convidou a conhecer Brasília e o Distrito Federal.

– O convido para conhecer o Sol Nascente, a Estrutural, o Pôr do Sol, e outros, para que conheça o verdadeiro DF. Por isso, aproveito para convidar o ministro pra conhecer o setor industrial da Ceilândia e a nossa zona rural tão produtiva de café, soja, milho, frutas… ele irá se surpreender! A dificuldade aqui não é tão diferente dos morros de Salvador.

Por portal Novo Norte

PL pede a cassação de deputadas do PSOL e PT por insultos

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As parlamentares chamaram os deputados que votaram no marco temporal de “assassinos”

Seis deputadas do PSOL e PT foram apresentadas ao Conselho de Ética da Câmara pelo Partido Liberal (PL) que pede pela cassação de Sâmia Bomfim (SP), Talíria Petrone (RJ), Célia Xakriabá (MG), Fernanda Melchionna (RS), Érika Kokay (PT-DF) e Juliana Cardoso (PT-SP).

O motivo é que elas ofenderam os deputados que votaram a favor do marco temporal. Entre as palavras proferidas estavam “assassinos” e “genocidas”.

No pedido de cassação, o PL declarou que as parlamentares extrapolaram a imunidade do cargo e buscaram a “hostilização” de seus pares que fazem oposição ao governo. Para o partido, trata-se de uma “severa agressão”. Se condenadas, todas poderão perder o mandato.

Pelas redes sociais, as acusadas falam em perseguição e dizem que o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro “odeia as mulheres”. Sâmia, além de criticar o PL, tem criticado a presidência da Câmara que permitiu a tramitação do processo no Conselho de Ética.

– Em menos de 24h, Lira permitiu tramitar a ação do PL no Conselho de Ética contra o nosso mandato e de outras deputadas. Já a ação contra bolsonaristas pelo 8 de janeiro está parada há 4 meses! – lamentou a deputada.

Por portal Novo Norte

Marcos do Val pede a convocação de Moraes na CPMI

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O requerimento ainda será votado pelos demais integrantes do grupo de investigação

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou, nesta quinta-feira (1º), um requerimento para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja convocado para Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos do 8 de janeiro.

Na justificativa do pedido, do Val afirma que todos os atores envolvidos devem ser ouvidos. O requerimento será votado pelos demais parlamentares e, se aprovado, Moraes será convocado.

No Twitter, o senador publicou um longo texto para acusar Moraes, o presidente Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino, de terem culpa no que aconteceu na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

– Após o ato antidemocrático o ministro seguiu como vem fazendo nos últimos quatro anos: investigando, julgando e condenando. O ministro Alexandre de Moraes, atropelando a constituição, teve a audácia reter o meu celular que por sinal é do senado federal e ainda me incluiu na sua investigação como suspeito!

LEIA NA ÍNTEGRA:

“Traidor da Constituição é traidor da Pátria!”

Desde o dia seguinte do atentado antidemocrático nos três poderes, já tinha levantado e comprovado o envolvimento do presidente Lula, do Gdias, do Flávio Dino e do Ministro do STF e presidente do STE, Alexandre de Moraes, conforme compartilhado com vocês o que enviei no dia 16 de janeiro para o Gdias, questionando o ministro sobre as prevaricações. Mesmo na tentativa dele de subtrair a informação sobre o GSI, e por trabalhar no setor de segurança ao redor do mundo por anos, não conseguiu me tirar do foco (documento em anexo).
Ao longo destes 5 meses, vinha denunciando os verdadeiros culpados, mas ninguém acreditava. Eu e a minha família estávamos e ainda estamos sendo perseguidos, na clara tentativa de intimidar. Mesmo sozinho, segui em frente na defesa da democracia e dos patriotas que na sua grande maioria, não faziam ideia de que extremistas estariam organizando os ataques se aproveitando da multidão para não serem identificados.
O Ministro Alexandre de Moraes violando claramente a nossa constituição e tendo sido alertado com antecedência pela SISBIN,
como também pelo grupo de WhatsApp (criado exclusivamente para a manifestação do dia 08) recebia em tempo real, as informações para que cada integrante do grupo, tomassem as medidas necessárias para evitar a destruição dos três poderes.
Após o ato antidemocrático o ministro seguiu como vem fazendo nos últimos quatro anos: investigando, julgando e condenando.
O ministro Alexandre de Moraes, atropelando a constituição, teve a audácia reter o meu celular que por sinal é do senado federal e ainda me incluiu na sua investigação como suspeito!
Mas absolutamente nada me fará recuar. Focado na missão, conseguimos as assinaturas, conseguimos que o presidente do congresso lesse o pedido da abertura da CPMI, conseguimos fazer os partidos indicarem os membros e finalmente demos início.

Encerro com a fala do Ulisses Guimarães, no dia da promulgação da constituição.

“A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.
A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma.
Quanto a ela, discordar, sim.
Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.
Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da Democracia.”
Ulisses Guimarães
Que Deus nos proteja deste período sombrio…
Assinado Senador Marcos do Val

Por portal Novo Norte

Ministro dos Direitos Humanos se cala com a visita de Maduro

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Silvio Almeida viaja falando sobre violência política, mas não comentou nada sobre o ditador venezuelano

O ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, não se manifestou sobre a recepção que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ofereceu ao ditador Nicolás Maduro, e também não se manifestou sobre a agressão sofrida pela jornalista Delis Ortiz, que levou um soco de um dos seguranças do líder venezuelano.

O silêncio de Almeida é contrário à sua atuação, pois em vários eventos internacionais ele tem se levantado contra a violência decorrente de questões políticas.

Maduro é conhecido por agir com rigor contra seus opositores, incluindo com morte e perseguições.

As últimas publicações do ministro foram feitas em 26 de maio, antes da chegada do presidente venezuelano ao Brasil. Nos últimos dias ele manteve o perfil sem atualização até que, nesta quinta-feira (31), fez uma publicação contra o Partido Liberal em relação à votação da Medida Provisória 1154 que trará grandes impactos ao Ministério dos Direitos Humanos, caso seja rejeitada.

Por portal Novo Norte

Lira critica articulação política do governo ante a votação da MP

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Há uma insatisfação generalizada na Casa com o governo, afirma líder da Câmara

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (31) que há uma insatisfação generalizada na Casa com a articulação política do governo. O deputado alagoano também disse que uma eventual derrota na Medida Provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios será culpa do Palácio do Planalto, e não dos parlamentares.

O governo corre contra o tempo para evitar o retorno à estrutura ministerial do governo Bolsonaro. Se a MP for rejeitada no plenário ou caducar – a validade termina na quinta-feira (1º) – 17 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva perderiam seus cargos.

– O presidente Lula me ligou de manhã. Nós conversamos. Eu expliquei para ele as dificuldades que o governo dele tem. O problema não é da Câmara, não é do Congresso, o problema está no governo, na falta ou ausência de articulação – disse Lira, ao chegar à Câmara. O deputado negou, contudo, que fosse se encontrar pessoalmente com o petista nesta quarta.

Lira negou que tenha pedido a Lula o Ministério da Saúde e as pastas ocupadas pelo União Brasil.

– O que há é uma insatisfação generalizada dos deputados e talvez dos senadores, que ainda não se posicionaram, com a falta de articulação política do governo, e não de um ou outro ministro – declarou o presidente da Câmara.

Se não houver votos para aprovação da MP dos Ministérios, o texto nem deve ser votado no plenário, de acordo com Lira.

– Não é por culpa do Congresso. Se hoje o resultado não for de aprovação ou de votação da medida provisória, não deverá a Câmara ser responsável pela falta de organização política do governo – disse.

– Não é justo, se não houver votos, que o relatório seja derrubado. Se não houver votos, eu penso que a matéria nem será votada – emendou o deputado. Lira afirmou que tem se esforçado para aprovar matérias de interesse do país, como o arcabouço fiscal, mas que não tem mais como desempenhar esse papel.

Para o presidente da Câmara, a estrutura ministerial de Lula não é um caso de “vida ou morte” para o país.

– Eu venho alertando o governo dessa inanição, dessa falta de articulação, dessa falta de pragmatismo na resolutividade dos problemas do dia a dia, na falta de consideração, na falta de atendimento, na falta de atenção – criticou.

– O governo não se organizou até agora. O governo tem 130 votos no plenário desta Casa, constantes. O líder da Casa disse que só não pode, nem será responsável por um resultado positivo ou negativo.

– Se for negativo, a culpa é do governo – disse, sobre eventual derrota.

Sem uma base aliada consistente, o Palácio do Planalto enfrenta uma espécie de “rebelião” de deputados do Centrão que ameaçam derrubar ou deixar caducar a MP dos Ministérios. A principal reclamação dos deputados é sobre o processo de liberação de emendas, considerado lento. Há insatisfação com os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Rui Costa, da Casa Civil.

Por portal Novo Norte

Presidente do Chile rebate Lula sobre Venezuela: “Não é uma narrativa”

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Gabriel Boric reconhece que o governo ditatorial de Maduro suprime os direitos do povo venezuelano

O presidente do Chile, Gabriel Boric, criticou a fala do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a Venezuela. Defendendo Nicolás Maduro, o petista declarou que a crítica ao governo ditatorial é “uma narrativa”.

À imprensa, Boric discordou da fala de Lula e declarou que a crise na Venezuela é “coisa séria”. O mandatário chileno ainda falou que teve a oportunidade de conhecer venezuelanos que fugiram de seu país e foram buscar abrigo no Chile.

– Não é uma construção narrativa. É uma realidade, é séria. Tive a oportunidade de vê-la nos olhos e na dor de centenas de milhares de venezuelanos que hoje vivem em nosso país – declarou Boric.

E continuou:

– Nos alegra que a Venezuela retorne às instâncias multilaterais. Mas isso não significa fazer vista grossa. Há uma discrepância entre a realidade e as declarações do presidente Lula.

Boric ainda defende a garantia de direitos e falou sobre o processo eleitoral que acontecerá na Venezuela no próximo ano.

ASSISTA:

Por portal Novo Norte

Veja como cada deputado votou no Marco Temporal

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A aprovação do texto representa mais uma derrota para o governo Lula

Com 283 votos a favor e 155 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (30), o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07).

Na prática, o texto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição federal.

A aprovação do projeto representa mais uma derrota para o governo Lula que esperava fazer novas demarcações de terras indígenas. O texto seguirá para o Senado.

CONFIRA COMO CADA DEPUTADO VOTOU:

ParlamentarUFVoto
Avante  
André JanonesMGNão
Bruno FariasMGSim
Delegada IoneMGSim
Greyce EliasMGSim
Luis TibéMGNão
Pastor Sargento IsidórioBANão
Waldemar OliveiraPESim
Total Avante: 7  
Cidadania  
Amom MandelAMNão
Any OrtizRSSim
Arnaldo JardimSPSim
Total Cidadania: 3  
MDB  
Alberto MourãoSPSim
Alceu MoreiraRSSim
Antônio DoidoPASim
Augusto PuppioAPNão
Baleia RossiSPSim
Carlos ChiodiniSCSim
Célio SilveiraGOSim
CobalchiniSCSim
Delegado PalumboSPSim
Dra. Alessandra HaberPASim
Duda RamosRRSim
Emanuel Pinheiro NetoMTNão
FlavinhaMTSim
Gutemberg ReisRJNão
Helena LimaRRNão
Henderson PintoPASim
Hercílio Coelho DinizMGSim
Iza ArrudaPENão
José PriantePANão
Keniston BragaPANão
Lucio MosquiniROSim
Márcio BiolchiRSSim
Marussa BoldrinGOSim
Newton Cardoso JrMGSim
Osmar TerraRSSim
Otoni de PaulaRJSim
Ricardo MaiaBANão
Sergio SouzaPRSim
Simone MarquettoSPSim
Thiago FloresROSim
Total MDB: 30  
Novo  
Adriana VenturaSPSim
Gilson MarquesSCSim
Marcel van HattemRSSim
Total Novo: 3  
Patriota  
Dr. FredericoMGSim
Fred CostaMGNão
Marreca FilhoMASim
Pedro AiharaMGNão
Total Patriota: 4  
PCdoB  
Alice PortugalBANão
Daiana SantosRSNão
Jandira FeghaliRJNão
Márcio JerryMANão
Orlando SilvaSPNão
Renildo CalheirosPENão
Total PCdoB: 6  
PDT  
André FigueiredoCENão
Dorinaldo MalafaiaAPNão
Duda SalabertMGNão
Eduardo BismarckCENão
Félix Mendonça JúniorBASim
Flávia MoraisGONão
Idilvan AlencarCENão
JosenildoAPNão
Léo PratesBANão
Leônidas CristinoCENão
Marcos TavaresRJNão
Mário HeringerMGNão
Mauro Benevides FilhoCENão
Max LemosRJNão
Professora GorethAPNão
Total PDT: 15  
PL  
Abilio BruniniMTSim
Adilson BarrosoSPSim
Alberto FragaDFSim
Amália BarrosMTSim
André FernandesCESim
André FerreiraPESim
Antonio Carlos RodriguesSPNão
Bia KicisDFSim
Bibo NunesRSSim
Cabo Gilberto SilvaPBSim
Capitão Alberto NetoAMSim
Capitão AldenBASim
Capitão AugustoSPSim
Carlos JordyRJSim
Caroline de ToniSCSim
Coronel ChrisóstomoROSim
Coronel FernandaMTSim
Coronel MeiraPESim
Daniel AgrobomGOSim
Daniel FreitasSCSim
Daniela ReinehrSCSim
Delegado CaveiraPASim
Delegado Éder MauroPASim
Delegado Paulo BilynskyjSPSim
Delegado RamagemRJSim
Domingos SávioMGSim
Eduardo BolsonaroSPSim
Eli BorgesTOSim
Emidinho MadeiraMGSim
Eros BiondiniMGSim
Fernando RodolfoPESim
Filipe MartinsTOSim
General GirãoRNSim
General PazuelloRJSim
GiacoboPRSim
Gilvan da FederalESSim
Giovani CheriniRSSim
Gustavo GayerGOSim
Helio LopesRJSim
Icaro de ValmirSESim
Jefferson CamposSPSim
João Carlos BacelarBASim
João MaiaRNSim
Joaquim PassarinhoPASim
José MedeirosMTSim
Julia ZanattaSCSim
Junior LourençoMASim
Júnior ManoCESim
Lincoln PortelaMGSim
Luciano VieiraRJSim
Luiz Carlos MottaSPSim
Luiz LimaRJSim
Magda MofattoGOSim
Marcelo Álvaro AntônioMGSim
Marcelo MoraesRSSim
Marcio AlvinoSPSim
Marcos PollonMSSim
Mario FriasSPSim
Matheus NoronhaCESim
Mauricio do VôleiMGSim
Pastor EuricoPESim
Pastor GilMASim
Paulo Freire CostaSPSim
Pr. Marco FelicianoSPSim
Professor AlcidesGOSim
Ricardo SallesSPSim
Roberta RomaBASim
Roberto MonteiroRJSim
Robinson FariaRNSim
Rodolfo NogueiraMSSim
Rosana ValleSPSim
Rosângela ReisMGSim
Samuel VianaMGSim
SandersonPara

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Câmara aprova Marco Temporal e impõe derrota a governo Lula

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Embora o governo tenha se empenhado para adiar a votação, PL foi aprovado por 283 votos a 155

A Câmara aprovou o texto-base do projeto de lei 490/2007, o chamado PL do Marco Temporal, nesta terça-feira (30) por 283 votos a 155, em uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de governistas terem tentado adiar a votação, a proposta contou também com votos de parlamentares de partidos da base. O principal ponto do projeto é estabelecer em lei que somente territórios ocupados por indígenas na data da promulgação da Constituição 1988 podem ser demarcados como terras indígenas.

O texto, que seguirá ainda ao Senado, era uma demanda dos ruralistas e foi votado sob protesto de parlamentares de esquerda e movimentos indigenistas. Governistas já falam em judicializar a votação em que saíram derrotados.

Na prática, se promulgada, a lei vai paralisar todos os processos de demarcação em andamento. Há pelo menos 303 em tramitação. Hoje, o Brasil tem 421 terras indígenas homologadas. Elas somam 106 milhões de hectares e têm cerca de 466 mil indígenas.

Com a aprovação, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), e a cúpula da Casa pretendiam passar um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte retomará um julgamento sobre demarcação de terras indígenas na próxima terça-feira (6).

– Tenho certeza que a sinalização da Câmara, aprovando esse projeto de lei, fará com que Supremo reflita e pelo menos paralise essa querela jurídica que está marcada para se julgada em junho – afirmou Arthur Maia (União Brasil-BA), autor do texto aprovado.

– Estamos mandando a nossa mensagem ao Supremo, a de poder harmônico, mas altivo. Não podemos aceitar que outros Poderes invadam nossa prerrogativa.

Os deputados favoráveis à proposta argumentam que ela foi construída à luz do julgamento do Supremo sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em 2009. Na ocasião, o marco temporal foi considerado. Para eles, as condicionantes daquele julgamento devem ser tratados como paradigma.

Os contrários ao texto, porém, ressaltam que o debate não foi esgotado pelo Supremo e que há diversos precedentes que afirmam que o marco temporal e as condicionantes do caso Raposa Serra do Sol são aplicáveis somente para a demarcação daquela terra indígena específica.

Para a deputada governista Juliana Cardoso (PT-SP), o projeto é um retrocesso.

– É o projeto da morte, da perversidade do lucro acima da vida humana. Esse “PL da morte” quer acabar de novo com direito adquirido e promover a injustiça. É um crime contra os povos indígenas – disse.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que tentou articular o adiamento da votação, mas foi superado.

– Respeitando aqueles que são do governo e votam a favor, mas o governo não tem como encaminhar o voto “não” a essa matéria porque compreende que é um erro votar esse projeto agora – disse, na discussão.

Segundo estimativas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), principal fiadora da proposta, as terras indígenas são cerca de 14% do território nacional. Se todos os processos de demarcação em curso fossem encerrados, seriam 30%. A produção agrícola abrange 24% do território brasileiro.

Apesar de a chamada tese do “marco temporal” ser o principal item do PL 490/2007, ele altera políticas indigenistas que vigoram há décadas. Uma delas reacende a possibilidade de contato com povos que vivem em isolamento voluntário, prática que marcou a relação da ditadura militar com indígenas.

O texto cria a possibilidade de contato com indígenas que vivem em isolamento voluntário para ações de “utilidade pública”, inclusive por meio de “entidades particulares, nacionais ou internacionais”, contratadas pelo Estado. O projeto não especifica quais seriam as atividades de utilidade pública admitidas.

Por se tratar de expressão genérica, parlamentares e movimentos contrários ao projeto temem que o dispositivo permita o contato forçado até para missões religiosas. O relator, deputado Arthur Maia, afirmou que o texto atrela o contato ao controle da Fundação Nacional do Índio (Funai) e que seu objetivo foi o de apenas evitar que organizações não governamentais estrangeiras acessem povos isolados no Brasil sem a fiscalização do governo.

Antes da aprovação do texto, o governo sofreu duas derrotas expressivas. Primeiro, apresentou requerimento para retirar o projeto da pauta. Obteve apenas 123 votos favoráveis, contra 257 contrários. Depois a oposição, pediu para abreviar a discussão e conseguiu 311 apoios. O governo, só 137.

Por portal Novo Norte