Marcos do Val pede a convocação de Moraes na CPMI

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O requerimento ainda será votado pelos demais integrantes do grupo de investigação

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentou, nesta quinta-feira (1º), um requerimento para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja convocado para Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos do 8 de janeiro.

Na justificativa do pedido, do Val afirma que todos os atores envolvidos devem ser ouvidos. O requerimento será votado pelos demais parlamentares e, se aprovado, Moraes será convocado.

No Twitter, o senador publicou um longo texto para acusar Moraes, o presidente Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino, de terem culpa no que aconteceu na Praça dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

– Após o ato antidemocrático o ministro seguiu como vem fazendo nos últimos quatro anos: investigando, julgando e condenando. O ministro Alexandre de Moraes, atropelando a constituição, teve a audácia reter o meu celular que por sinal é do senado federal e ainda me incluiu na sua investigação como suspeito!

LEIA NA ÍNTEGRA:

“Traidor da Constituição é traidor da Pátria!”

Desde o dia seguinte do atentado antidemocrático nos três poderes, já tinha levantado e comprovado o envolvimento do presidente Lula, do Gdias, do Flávio Dino e do Ministro do STF e presidente do STE, Alexandre de Moraes, conforme compartilhado com vocês o que enviei no dia 16 de janeiro para o Gdias, questionando o ministro sobre as prevaricações. Mesmo na tentativa dele de subtrair a informação sobre o GSI, e por trabalhar no setor de segurança ao redor do mundo por anos, não conseguiu me tirar do foco (documento em anexo).
Ao longo destes 5 meses, vinha denunciando os verdadeiros culpados, mas ninguém acreditava. Eu e a minha família estávamos e ainda estamos sendo perseguidos, na clara tentativa de intimidar. Mesmo sozinho, segui em frente na defesa da democracia e dos patriotas que na sua grande maioria, não faziam ideia de que extremistas estariam organizando os ataques se aproveitando da multidão para não serem identificados.
O Ministro Alexandre de Moraes violando claramente a nossa constituição e tendo sido alertado com antecedência pela SISBIN,
como também pelo grupo de WhatsApp (criado exclusivamente para a manifestação do dia 08) recebia em tempo real, as informações para que cada integrante do grupo, tomassem as medidas necessárias para evitar a destruição dos três poderes.
Após o ato antidemocrático o ministro seguiu como vem fazendo nos últimos quatro anos: investigando, julgando e condenando.
O ministro Alexandre de Moraes, atropelando a constituição, teve a audácia reter o meu celular que por sinal é do senado federal e ainda me incluiu na sua investigação como suspeito!
Mas absolutamente nada me fará recuar. Focado na missão, conseguimos as assinaturas, conseguimos que o presidente do congresso lesse o pedido da abertura da CPMI, conseguimos fazer os partidos indicarem os membros e finalmente demos início.

Encerro com a fala do Ulisses Guimarães, no dia da promulgação da constituição.

“A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo.
A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma.
Quanto a ela, discordar, sim.
Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.
Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da Democracia.”
Ulisses Guimarães
Que Deus nos proteja deste período sombrio…
Assinado Senador Marcos do Val

Por portal Novo Norte

Ministro dos Direitos Humanos se cala com a visita de Maduro

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Silvio Almeida viaja falando sobre violência política, mas não comentou nada sobre o ditador venezuelano

O ministro Silvio Almeida, dos Direitos Humanos, não se manifestou sobre a recepção que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ofereceu ao ditador Nicolás Maduro, e também não se manifestou sobre a agressão sofrida pela jornalista Delis Ortiz, que levou um soco de um dos seguranças do líder venezuelano.

O silêncio de Almeida é contrário à sua atuação, pois em vários eventos internacionais ele tem se levantado contra a violência decorrente de questões políticas.

Maduro é conhecido por agir com rigor contra seus opositores, incluindo com morte e perseguições.

As últimas publicações do ministro foram feitas em 26 de maio, antes da chegada do presidente venezuelano ao Brasil. Nos últimos dias ele manteve o perfil sem atualização até que, nesta quinta-feira (31), fez uma publicação contra o Partido Liberal em relação à votação da Medida Provisória 1154 que trará grandes impactos ao Ministério dos Direitos Humanos, caso seja rejeitada.

Por portal Novo Norte

Lira critica articulação política do governo ante a votação da MP

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Há uma insatisfação generalizada na Casa com o governo, afirma líder da Câmara

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quarta-feira (31) que há uma insatisfação generalizada na Casa com a articulação política do governo. O deputado alagoano também disse que uma eventual derrota na Medida Provisória que reestrutura a Esplanada dos Ministérios será culpa do Palácio do Planalto, e não dos parlamentares.

O governo corre contra o tempo para evitar o retorno à estrutura ministerial do governo Bolsonaro. Se a MP for rejeitada no plenário ou caducar – a validade termina na quinta-feira (1º) – 17 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva perderiam seus cargos.

– O presidente Lula me ligou de manhã. Nós conversamos. Eu expliquei para ele as dificuldades que o governo dele tem. O problema não é da Câmara, não é do Congresso, o problema está no governo, na falta ou ausência de articulação – disse Lira, ao chegar à Câmara. O deputado negou, contudo, que fosse se encontrar pessoalmente com o petista nesta quarta.

Lira negou que tenha pedido a Lula o Ministério da Saúde e as pastas ocupadas pelo União Brasil.

– O que há é uma insatisfação generalizada dos deputados e talvez dos senadores, que ainda não se posicionaram, com a falta de articulação política do governo, e não de um ou outro ministro – declarou o presidente da Câmara.

Se não houver votos para aprovação da MP dos Ministérios, o texto nem deve ser votado no plenário, de acordo com Lira.

– Não é por culpa do Congresso. Se hoje o resultado não for de aprovação ou de votação da medida provisória, não deverá a Câmara ser responsável pela falta de organização política do governo – disse.

– Não é justo, se não houver votos, que o relatório seja derrubado. Se não houver votos, eu penso que a matéria nem será votada – emendou o deputado. Lira afirmou que tem se esforçado para aprovar matérias de interesse do país, como o arcabouço fiscal, mas que não tem mais como desempenhar esse papel.

Para o presidente da Câmara, a estrutura ministerial de Lula não é um caso de “vida ou morte” para o país.

– Eu venho alertando o governo dessa inanição, dessa falta de articulação, dessa falta de pragmatismo na resolutividade dos problemas do dia a dia, na falta de consideração, na falta de atendimento, na falta de atenção – criticou.

– O governo não se organizou até agora. O governo tem 130 votos no plenário desta Casa, constantes. O líder da Casa disse que só não pode, nem será responsável por um resultado positivo ou negativo.

– Se for negativo, a culpa é do governo – disse, sobre eventual derrota.

Sem uma base aliada consistente, o Palácio do Planalto enfrenta uma espécie de “rebelião” de deputados do Centrão que ameaçam derrubar ou deixar caducar a MP dos Ministérios. A principal reclamação dos deputados é sobre o processo de liberação de emendas, considerado lento. Há insatisfação com os ministros Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, e Rui Costa, da Casa Civil.

Por portal Novo Norte

Presidente do Chile rebate Lula sobre Venezuela: “Não é uma narrativa”

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Gabriel Boric reconhece que o governo ditatorial de Maduro suprime os direitos do povo venezuelano

O presidente do Chile, Gabriel Boric, criticou a fala do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a Venezuela. Defendendo Nicolás Maduro, o petista declarou que a crítica ao governo ditatorial é “uma narrativa”.

À imprensa, Boric discordou da fala de Lula e declarou que a crise na Venezuela é “coisa séria”. O mandatário chileno ainda falou que teve a oportunidade de conhecer venezuelanos que fugiram de seu país e foram buscar abrigo no Chile.

– Não é uma construção narrativa. É uma realidade, é séria. Tive a oportunidade de vê-la nos olhos e na dor de centenas de milhares de venezuelanos que hoje vivem em nosso país – declarou Boric.

E continuou:

– Nos alegra que a Venezuela retorne às instâncias multilaterais. Mas isso não significa fazer vista grossa. Há uma discrepância entre a realidade e as declarações do presidente Lula.

Boric ainda defende a garantia de direitos e falou sobre o processo eleitoral que acontecerá na Venezuela no próximo ano.

ASSISTA:

Por portal Novo Norte

Veja como cada deputado votou no Marco Temporal

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A aprovação do texto representa mais uma derrota para o governo Lula

Com 283 votos a favor e 155 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (30), o projeto de lei sobre o marco temporal da ocupação de terras por povos indígenas (PL 490/07).

Na prática, o texto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas por esses povos em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição federal.

A aprovação do projeto representa mais uma derrota para o governo Lula que esperava fazer novas demarcações de terras indígenas. O texto seguirá para o Senado.

CONFIRA COMO CADA DEPUTADO VOTOU:

ParlamentarUFVoto
Avante  
André JanonesMGNão
Bruno FariasMGSim
Delegada IoneMGSim
Greyce EliasMGSim
Luis TibéMGNão
Pastor Sargento IsidórioBANão
Waldemar OliveiraPESim
Total Avante: 7  
Cidadania  
Amom MandelAMNão
Any OrtizRSSim
Arnaldo JardimSPSim
Total Cidadania: 3  
MDB  
Alberto MourãoSPSim
Alceu MoreiraRSSim
Antônio DoidoPASim
Augusto PuppioAPNão
Baleia RossiSPSim
Carlos ChiodiniSCSim
Célio SilveiraGOSim
CobalchiniSCSim
Delegado PalumboSPSim
Dra. Alessandra HaberPASim
Duda RamosRRSim
Emanuel Pinheiro NetoMTNão
FlavinhaMTSim
Gutemberg ReisRJNão
Helena LimaRRNão
Henderson PintoPASim
Hercílio Coelho DinizMGSim
Iza ArrudaPENão
José PriantePANão
Keniston BragaPANão
Lucio MosquiniROSim
Márcio BiolchiRSSim
Marussa BoldrinGOSim
Newton Cardoso JrMGSim
Osmar TerraRSSim
Otoni de PaulaRJSim
Ricardo MaiaBANão
Sergio SouzaPRSim
Simone MarquettoSPSim
Thiago FloresROSim
Total MDB: 30  
Novo  
Adriana VenturaSPSim
Gilson MarquesSCSim
Marcel van HattemRSSim
Total Novo: 3  
Patriota  
Dr. FredericoMGSim
Fred CostaMGNão
Marreca FilhoMASim
Pedro AiharaMGNão
Total Patriota: 4  
PCdoB  
Alice PortugalBANão
Daiana SantosRSNão
Jandira FeghaliRJNão
Márcio JerryMANão
Orlando SilvaSPNão
Renildo CalheirosPENão
Total PCdoB: 6  
PDT  
André FigueiredoCENão
Dorinaldo MalafaiaAPNão
Duda SalabertMGNão
Eduardo BismarckCENão
Félix Mendonça JúniorBASim
Flávia MoraisGONão
Idilvan AlencarCENão
JosenildoAPNão
Léo PratesBANão
Leônidas CristinoCENão
Marcos TavaresRJNão
Mário HeringerMGNão
Mauro Benevides FilhoCENão
Max LemosRJNão
Professora GorethAPNão
Total PDT: 15  
PL  
Abilio BruniniMTSim
Adilson BarrosoSPSim
Alberto FragaDFSim
Amália BarrosMTSim
André FernandesCESim
André FerreiraPESim
Antonio Carlos RodriguesSPNão
Bia KicisDFSim
Bibo NunesRSSim
Cabo Gilberto SilvaPBSim
Capitão Alberto NetoAMSim
Capitão AldenBASim
Capitão AugustoSPSim
Carlos JordyRJSim
Caroline de ToniSCSim
Coronel ChrisóstomoROSim
Coronel FernandaMTSim
Coronel MeiraPESim
Daniel AgrobomGOSim
Daniel FreitasSCSim
Daniela ReinehrSCSim
Delegado CaveiraPASim
Delegado Éder MauroPASim
Delegado Paulo BilynskyjSPSim
Delegado RamagemRJSim
Domingos SávioMGSim
Eduardo BolsonaroSPSim
Eli BorgesTOSim
Emidinho MadeiraMGSim
Eros BiondiniMGSim
Fernando RodolfoPESim
Filipe MartinsTOSim
General GirãoRNSim
General PazuelloRJSim
GiacoboPRSim
Gilvan da FederalESSim
Giovani CheriniRSSim
Gustavo GayerGOSim
Helio LopesRJSim
Icaro de ValmirSESim
Jefferson CamposSPSim
João Carlos BacelarBASim
João MaiaRNSim
Joaquim PassarinhoPASim
José MedeirosMTSim
Julia ZanattaSCSim
Junior LourençoMASim
Júnior ManoCESim
Lincoln PortelaMGSim
Luciano VieiraRJSim
Luiz Carlos MottaSPSim
Luiz LimaRJSim
Magda MofattoGOSim
Marcelo Álvaro AntônioMGSim
Marcelo MoraesRSSim
Marcio AlvinoSPSim
Marcos PollonMSSim
Mario FriasSPSim
Matheus NoronhaCESim
Mauricio do VôleiMGSim
Pastor EuricoPESim
Pastor GilMASim
Paulo Freire CostaSPSim
Pr. Marco FelicianoSPSim
Professor AlcidesGOSim
Ricardo SallesSPSim
Roberta RomaBASim
Roberto MonteiroRJSim
Robinson FariaRNSim
Rodolfo NogueiraMSSim
Rosana ValleSPSim
Rosângela ReisMGSim
Samuel VianaMGSim
SandersonPara

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Câmara aprova Marco Temporal e impõe derrota a governo Lula

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Embora o governo tenha se empenhado para adiar a votação, PL foi aprovado por 283 votos a 155

A Câmara aprovou o texto-base do projeto de lei 490/2007, o chamado PL do Marco Temporal, nesta terça-feira (30) por 283 votos a 155, em uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de governistas terem tentado adiar a votação, a proposta contou também com votos de parlamentares de partidos da base. O principal ponto do projeto é estabelecer em lei que somente territórios ocupados por indígenas na data da promulgação da Constituição 1988 podem ser demarcados como terras indígenas.

O texto, que seguirá ainda ao Senado, era uma demanda dos ruralistas e foi votado sob protesto de parlamentares de esquerda e movimentos indigenistas. Governistas já falam em judicializar a votação em que saíram derrotados.

Na prática, se promulgada, a lei vai paralisar todos os processos de demarcação em andamento. Há pelo menos 303 em tramitação. Hoje, o Brasil tem 421 terras indígenas homologadas. Elas somam 106 milhões de hectares e têm cerca de 466 mil indígenas.

Com a aprovação, o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (Progressistas-AL), e a cúpula da Casa pretendiam passar um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte retomará um julgamento sobre demarcação de terras indígenas na próxima terça-feira (6).

– Tenho certeza que a sinalização da Câmara, aprovando esse projeto de lei, fará com que Supremo reflita e pelo menos paralise essa querela jurídica que está marcada para se julgada em junho – afirmou Arthur Maia (União Brasil-BA), autor do texto aprovado.

– Estamos mandando a nossa mensagem ao Supremo, a de poder harmônico, mas altivo. Não podemos aceitar que outros Poderes invadam nossa prerrogativa.

Os deputados favoráveis à proposta argumentam que ela foi construída à luz do julgamento do Supremo sobre a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em 2009. Na ocasião, o marco temporal foi considerado. Para eles, as condicionantes daquele julgamento devem ser tratados como paradigma.

Os contrários ao texto, porém, ressaltam que o debate não foi esgotado pelo Supremo e que há diversos precedentes que afirmam que o marco temporal e as condicionantes do caso Raposa Serra do Sol são aplicáveis somente para a demarcação daquela terra indígena específica.

Para a deputada governista Juliana Cardoso (PT-SP), o projeto é um retrocesso.

– É o projeto da morte, da perversidade do lucro acima da vida humana. Esse “PL da morte” quer acabar de novo com direito adquirido e promover a injustiça. É um crime contra os povos indígenas – disse.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que tentou articular o adiamento da votação, mas foi superado.

– Respeitando aqueles que são do governo e votam a favor, mas o governo não tem como encaminhar o voto “não” a essa matéria porque compreende que é um erro votar esse projeto agora – disse, na discussão.

Segundo estimativas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), principal fiadora da proposta, as terras indígenas são cerca de 14% do território nacional. Se todos os processos de demarcação em curso fossem encerrados, seriam 30%. A produção agrícola abrange 24% do território brasileiro.

Apesar de a chamada tese do “marco temporal” ser o principal item do PL 490/2007, ele altera políticas indigenistas que vigoram há décadas. Uma delas reacende a possibilidade de contato com povos que vivem em isolamento voluntário, prática que marcou a relação da ditadura militar com indígenas.

O texto cria a possibilidade de contato com indígenas que vivem em isolamento voluntário para ações de “utilidade pública”, inclusive por meio de “entidades particulares, nacionais ou internacionais”, contratadas pelo Estado. O projeto não especifica quais seriam as atividades de utilidade pública admitidas.

Por se tratar de expressão genérica, parlamentares e movimentos contrários ao projeto temem que o dispositivo permita o contato forçado até para missões religiosas. O relator, deputado Arthur Maia, afirmou que o texto atrela o contato ao controle da Fundação Nacional do Índio (Funai) e que seu objetivo foi o de apenas evitar que organizações não governamentais estrangeiras acessem povos isolados no Brasil sem a fiscalização do governo.

Antes da aprovação do texto, o governo sofreu duas derrotas expressivas. Primeiro, apresentou requerimento para retirar o projeto da pauta. Obteve apenas 123 votos favoráveis, contra 257 contrários. Depois a oposição, pediu para abreviar a discussão e conseguiu 311 apoios. O governo, só 137.

Por portal Novo Norte

Requerimento entregue na Câmara pede prisão de Maduro

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Deputado pede que a Câmara oficie a Interpol para que a prisão aconteça

O deputado federal Coronel Assis (União Brasil-MT) protocolou, nesta segunda-feira (29), um requerimento que solicita às autoridades brasileiras e internacionais a “imediata prisão” do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

O texto foi apresentado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara e foi incluído na pauta da sessão desta terça (30).

Maduro estará no Brasil ao longo da semana, pois acontecerá um encontro com os presidentes da América do Sul.

No texto, o deputado chama o líder político de “persona non grata” e “genocida”. pedindo aos deputados que oficiem uma representação à Interpol no Brasil com a justificativa de que a prisão de Maduro atende aos critérios do Tratado de Roma.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em 2020, acusou Maduro e outras autoridades de governo da Venezuela de narcoterrorismo.

Por portal Novo Norte

Carla Zambelli comenta possível cassação: “Confio em Deus”

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O TSE pode julgar uma ação contra ela nas próximas semanas

A deputada federal Carla Zambelli gravou um vídeo, nesta segunda-feira (29), para comentar uma reportagem do Estadão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dar como certa a sua cassação.

Segundo ela, há realmente uma preocupação quanto a este assunto, mas que ela está confiando em Deus.

– Primeiro, eu confio muito em Deus, então, o que tiver que ser, Deus permitirá ou não permitirá. E se Ele permitir a minha cassação, é por algum motivo – declarou.

Ela entende que os eleitores precisam ir às ruas, não apenas pelo Deltan Dallagnol, no dia 4 de junho, mas para todos os demais deputados, como ela e Nikolas Ferreira, que poderão perder seus cargos nos próximos meses.

ASSISTA:

TSE proibiu dizer, mas Lula assumiu: “Somos amigos da Venezuela” (vídeo)

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Em outubro do ano passado, o PL foi obrigado a remover as peças publicitárias que ligavam o petista ao ditador venezuelano

Durante a campanha eleitoral de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impediu candidatos de usarem a relação de proximidade entre o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ditador da Venezuela Nicolás Maduro.

Mas ao receber o líder venezuelano no Brasil, Lula fez questão de citar a proximidade que manteve com seu antecessor, Hugo Chávez, e com o próprio Maduro.

O Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro, foi condenado a retirar as propagandas que citavam os laços políticos entre Lula, Maduro e o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega.

A decisão foi assinada pelo ministro Paulo de Tarso Sanseverino em 21 de outubro do ano passado, durante a campanha de segundo turno. Na ocasião, o ministro afirmou que o conteúdo da propaganda era ilícito.

Mas em seu discurso nesta segunda-feira (29), Lula celebrou a visita de seu amigo de longa data e criticou os discursos contra a Venezuela feitos durante a campanha eleitoral, assumindo que é amigo do ditador.

– O preconceito contra a Venezuela é muito grande. Quantas críticas a gente sofreu aqui durante a campanha por ser amigo da Venezuela. Havia discursos e mais discursos, os adversários diziam: “Se o Lula ganhar as eleições, o Brasil vai virar uma Venezuela, uma Argentina, uma Cuba”. Quando nosso sonho era que o Brasil fosse o Brasil mesmo, melhor – disse Lula.

ASSISTA:

Por portal Novo Norte

Seif manifesta repúdio a Lula por visita de Nicolás Maduro ao Brasil

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O senadorJorgeSeif(PL-SC) apresentou, em pronunciamento na segunda-feira (29), voto de repúdio ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silv…

O senadorJorgeSeif(PL-SC) apresentou, em pronunciamento na segunda-feira (29), voto de repúdio ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por receber Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, “umreconhecido ditador”, que está no Brasil para a cúpula dos países da América do Sul. O senador criticou a recepção de Maduro com honras de chefe de Estado. Ao voto de repúdio de Seif somou-se o que foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), na mesma linha.

— Me envergonho, repudio, e quero dizer, enquanto catarinense, e tenho certeza que sou voz aqui de milhões de brasileiros, e da grande maioria dos brasileiros, que esse cidadão épersona non gratano território brasileiro. E não é isso que nós queremos do presidente Lula. Não queremos essas amizades. Não queremos essas parcerias. Não queremos assassinos, narcotraficantes, com mandado expedido, internacional, de recompensa por seus malfeitos na sua pátria, esteja sendo recebido hoje dentro do palácio presidencial da República Federativa do Brasil — declarou Seif.

Para Jorge Seif, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, não deveria ser recebido no Palácio do Planalto, “o maior símbolo do maior Poder, do presidencialismo, da democracia”.

— Um presidente que dissolveu o Parlamento em seu país, que persegue, mata e tortura opositores políticos e que deve ao nosso país cerca de US$ 1,6 bilhões de empréstimos que, no passado, o Brasil remeteu àquele país, e não pagou nenhum centavo. Um presidente que tem, acima de tudo, um mandado internacional, uma recompensa de US$ 15 milhões por sua captura. Esse, sim, genocida. Esse, sim, ditador. Esse, sim, um inimigo da democracia — afirmou.

Por portal Novo Norte