Bolsa Atleta ainda sem previsão de novos cadastros

0
Para Lei Orçamentária Anual, Marvel Maillet destinou mais de R$1 milhão para implementação no Bolsa Atleta

Atletas organizam ato em frente a prefeitura em busca do cumprimento da Lei Municipal

Bolsa Atleta segue sem previsão para abertura de edital para novos cadastros. O vereador Marvel Maillet (REDE), responsável pela convocação de audiência pública e pela convocação da secretária de esportes, Andrea Freitas, na Câmara de Vereadores, promove agora um ato em frente a prefeitura junto aos atletas da cidade que aguardam uma resposta do poder público.

O ato está marcado para a próxima quinta-feira (21), às 12h, em frente a Prefeitura, na Av. Presidente Sodré, no Centro. De acordo com Marvel muitos atletas estão fazendo rifas para conseguir custear competições, alimentação e hospedagem fora da cidade e, assim, conseguirem os títulos dentro de cada modalidade.

“Já estamos na metade do ano e até agora a lei municipal 2.756/2006 que define o programa Bolsa Atleta não foi cumprida. Um atleta não pode ficar de fora dos treinos e das competições aguardando ajuda do município. Cada um está buscando recurso do jeito que pode”, lamenta Marvel.

Em 2017 foram 137 contemplados no programa destinado a atletas de rendimento, residentes no município e praticantes de modalidades que fazem parte dos Programas Olímpicos, Paraolímpicos e Não-Olímpicos, filiados e regulamentados por federações, confederações e ligas desportivas.

Para Lei Orçamentária Anual, Marvel Maillet destinou mais de R$1 milhão para implementação no Bolsa Atleta. “Precisamos valorizar o esporte como meio de educação, saúde e segurança pública. É uma oportunidade de tirar crianças das ruas e dar oportunidade delas crescerem e se dedicarem a um esporte que se identifiquem. É uma forma de transformarmos Macaé na cidade do esporte”, destaca o vereador, faixa preta no jiu-jitsu.

Reativação de ecoponto volta a ser solicitada

0
Vereador Maxwell Vaz (SD)

Sistema de coleta de óleo de embarcações está desativado desde 2013

A reativação do ecoponto para a coleta de óleo lubrificante, de embarcações que atuam na pesca artesanal da cidade, voltou a ser cobrada ao governo, durante os trabalhos da Câmara de Vereadores.

O pedido foi assinado pelo vereador Maxwell Vaz (SD), que é relator da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Saneamento da Casa. De acordo com o parlamentar, a falta de controle e de fiscalização na coleta deste material coloca em risco a preservação do ecossistema marinho do litoral da cidade.

“Nós estamos ainda na Semana do Meio Ambiente, comemorado no dia 5. Para esse tema reservamos algumas questões muito importante. Sabemos que cada litro de óleo lubrificante contamina 10 mil litros de água. Essa é a grande ameaça do litoral da nossa cidade”, disse.

O parlamentar afirmou que o serviço, implantado durante a sua gestão na secretaria do Ambiente ainda no governo do ex-prefeito Riverton Mussi, foi desativado em 2013, que gera um grande passivo para as políticas públicas de proteção ao meio ambiente.

“Esse material está nas embarcações de pesca e pode impactar diretamente o nosso litoral. Quando fui secretário implantamos o ecoponto, compramos uma bomba de sucção que fazia esse recolhimento, importante para a preservação. Quando houve a troca do governo, esse serviço foi extinto e a bomba sumiu. Desde 2013 não há uma política pública para recolher o óleo das embarcações, que é algo bastante complicado. Fazemos este apelo à secretaria, para que reative o serviço”, cobrou o parlamentar.

Justiça suspende os direitos políticos de Marquinhos Mendes

0

Ministério Público obtém na Justiça a suspensão dos direitos políticos de ex-prefeito de Cabo Frio por ato de improbidade

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve junto à 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decisão que suspende os direitos políticos do ex-prefeito de Cabo Frio, Marquinho Mendes (MDB), por ato de improbidade administrativa. Na quarta-feira (13) o órgão negou provimento ao recurso apresentado pelo ex-prefeito, confirmando a condenação imposta pelo Juízo da 2ª Vara Cível de Cabo Frio.

No julgamento, que contou com a atuação da 11ª Procuradoria de Justiça de Tutela Coletiva, o Tribunal também deu provimento à apelação apresentada pelo MPRJ para aplicar ao réu as sanções de pagamento de multa civil e suspensão de seus direitos políticos por oito anos.

A ação civil pública foi originalmente proposta em 2010, pela 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva – Núcleo Cabo Frio, imputando ao ex-prefeito o ato de improbidade consistente na utilização de verba pública para o pagamento de matéria veiculada na revista ISTO É, em 31 de agosto de 2005, com a finalidade de propaganda e promoção pessoal. A sentença, proferida em 2014, reconheceu a prática de ato de improbidade pelo ex-prefeito, condenando-o ao ressarcimento integral do valor pago pela publicação, que custou à época R$54.410 (Processo nº 0019655-71.2010.8.19.0011).

Marquinho Mendes foi eleito três vezes para o cargo de prefeito de Cabo Frio. Nas últimas eleições, em 2016, sua candidatura foi impugnada com base na Lei da Ficha Limpa, ao argumento de que estava inelegível. Em 24 de maio deste ano o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  julgou os últimos recursos apresentados no processo da impugnação eleitoral e indeferiu o registro de candidatura do ex-prefeito, determinando a realização de novas eleições em Cabo Frio.

No dia 10 de maio, o TRE-RJ determinou o imediato afastamento de Marquinho Mendes e Rute Schuindt Meireles dos cargos de prefeito e vice-prefeito de Cabo Frio, respectivamente, marcando eleições suplementares para o próximo dia 24 de junho.

Seis chapas requereram o registro de candidatura para as novas eleições, incluindo a chapa formada novamente por Marquinhos Mendes e Rute Schuindt Meireles, que, mais uma vez, teve o registro impugnado e indeferido pelo Juízo da 96ª Zona Eleitoral, com base na Lei da Ficha Limpa. O novo processo de impugnação do registro aguarda agora julgamento pelo TRE-RJ.

 

Parlamentares antecipam debate sobre a proposta da LDO de 2019

0
Vereador Marcel Silvano (PT)

Audiência pública sobre projeto do Executivo acontece nesta quinta-feira, a partir das 15h

Agendada para esta quinta-feira (14), a partir das 15h, no Palácio do Legislativo, a discussão sobre as propostas de governo a serem executadas no próximo ano, a partir da elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), foi antecipada ontem (13) em plenário, por vereadores que integram a Frente Parlamentar Macaé Melhor.

No momento político da sessão rápida de ontem, os vereadores Marcel Silvano (PT) e Maxwell Vaz (SD) avaliaram o desempenho do governo de atender as demandas da sociedade, em respeito a legislações em vigor no município.

Em seu discurso, Marcel citou diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor do município, atualizado ao longo dos últimos três anos, cuja proposta final foi debatida, de forma intensa, pelo plenário da Casa no ano passado. “As regras existem, foram debatidas por nós junto a sociedade, mas não há qualquer vontade do governo de mudar essa realidade. Os espaços públicos estão abandonados e isso gera violência. A preservação desses espaços está incluída no Plano Diretor, que tem relação com a LDO. Porém, o que só vemos é um silêncio profundo e absurdo do município, que não nos ouve, e consequentemente, não ouve a própria sociedade”, disse Marcel.

Já Maxwell Vaz (SD) apontou o progressivo e positivo desempenho tributário do município como contraponto a todas as demandas encaradas pela sociedade, não atendidas ao longo dos últimos anos. “Eu gostaria de fazer a seguinte observação. Nós anualmente nos debruçamos sobre essa legislação que define o eixo de gasto do dinheiro público. Contudo, essa normativa sofre mutilações e deixam de atender as demandas dos vereadores sempre com o discurso de que o dinheiro não dá. E tive uma curiosidade para entender como funciona a renda per capita de Macaé e de outras grandes cidades do país”, apontou.

Em sua análise, Maxwell fez um comparativo sobre o desempenho econômico de Macaé, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. “Esse levantamento demonstrou que Macaé possui um Produto Interno Bruto (PIB) espetacular, e a relação desta arrecadação por cada habitante é surpreendente. A renda per capita de São Paulo é de R$ 54 mil. O de Brasília é de R$ 73 mil. O de Belo Horizonte é R$ 34 mil. O do Rio de Janeiro é R$ 49 mil. O de Macaé é R$ 88 mil. Fica a pergunta, falta dinheiro para executar as diretrizes da LDO? Faltam recursos para atender as demandas da cidade? Sabemos que há as limitações, mas por que tanta falha? A Câmara demonstra quais são os problemas, mas o governo não ouve. Todos fomos eleitos para melhorar a vida das pessoas, e cada um precisa assumir a sua responsabilidade”, disse Maxwell.

Serviço de iluminação gera questionamento e denúncias

0

Requerimento cobra investigação sobre contrato de manutenção da rede pública da cidade

A prestação do serviço de reparos nos braços de iluminação pública da cidade foi questionada nesta quarta-feira (13), durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Através de requerimento assinado por Maxwell Vaz (SD), líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, o governo foi acionado a responder questões sobre empresa contratada para prestar o serviço que segue sob denúncia.

“É preciso ver as providências da Coordenadoria de Iluminação, haja vista que o prazo contratual foi encerrado e eu não vi nenhuma manifestação de prorrogação ou aditivo. O que me chama atenção é o tipo de empresa que está prestando o serviço que possui um endereço fake e as questões que constam no contrato não são atendidas. A Avenida Fábio Franco, no Miramar, parece um túnel devido ao apagão. A iluminação é um ponto importantíssimo para a segurança pública”, destacou Maxwell Vaz.

Marcel Silvano (PT) reforçou o questionamento sobre os pontos de apagão e relatou a precariedade do serviço nas imediações da Cidade Universitária e do Shopping Plaza Macaé. “Reforço o requerimento e junto a essa questão uma série de reclamações da sociedade, que cobra a manutenção da rede em busca de mais segurança e de dignidade. A pista situada ao lado da Cidade Universitária está em uma escuridão absurda. E todos os estudantes e professores, além de quem frequenta o Shopping, sofrem com a insegurança. Muita gente que vai à faculdade para o carro ali. É importante que ilumine. Na Praia Campista, a maioria das ruas está sem iluminação, assim como no Parque da Cidade, na área onde há treinamento de motoristas”, disse Marcel.

Já Robson Oliveira (PSDB) apontou problemas encarados por empresários que atuam no centro comercial da cidade. “O requerimento chega na hora muito importante. Estive no Calçadão da Avenida Rui Barbosa, onde cinco assaltos foram registrados durante uma semana. Eu peço que a Coordenadoria de Iluminação olhe para aquele espaço, que já sofre com a fase complicada da crise. Eu faço esse apelo, dentro desse coro da Câmara, em defesa dos comerciantes”, disse Robson.

Luiz Fernando (PTC) cobrou do governo a contrapartida prevista para cada cidadão que paga a taxa de contribuição com a iluminação pública da cidade. “O que falta é gestão, ainda mais quando se trata de taxa que precisa ter contrapartida. Todos os moradores da cidade pagam pela iluminação pública, mas não há uma contraprestação de serviço. Isso é apropriação indébita. Se o município recebe a contribuição, por que está faltando iluminação, facilitando a vida do assaltante?”, apontou Luiz Fernando.

DEM lança Rodrigo Maia e Eduardo Paes como candidatos às eleições de 2018

0

No último dia 09, o Centro de Convenções Riocentro ficou lotado com o evento promovido pelo DEM para lançar o inicio da campanha da candidatura de Rodrigo Maia à Presidência da República nas próximas eleições.”O título da campanha ‘Vamos recomeçar o Brasil’ significa um novo tempo. Muitas pessoas deixaram de confiar nos políticos e na política, pelos maus exemplos que viram. Sei que o Rodrigo tem coração e coragem para mudar o nosso País”, explanou o presidente do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto.

O que ninguém esperava era que o líder da legenda aproveitasse a oportunidade para anunciar a pré-candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Estado. “Sei que você pediu para que eu não falasse isso. Mas, eu não poderia estar aqui e deixar de dizer que o Rio precisa de você”, argumentou Neto a Paes.

Um pouco antes, o ex-prefeito do Rio, que saiu do MDB e migrou para o DEM recentemente, havia discursado sobre a alegria de retornar à “Casa dos Democratas”. Mas, não anunciou nada sobre seu futuro político, alegando compromissos profissionais. Paes destacou a importância da candidatura de Rodrigo Maia a Chefe de Estado. “Eu e Rodrigo sempre fomos amigos, apenas deixamos de ser companheiros (de partido). Ele tem maturidade para administrar, sabendo que o adversário político não é um inimigo e, acima de tudo, é um homem que se preocupa com o que as pessoas estão passando”, expôs.

Ao final do evento, Rodrigo Maia lembrou que a crise econômica enfrentada pelo Brasil entre os anos de 2013 e 2016 serviu como oportunidade para mostrar a importância de os representantes dos brasileiros somarem forças. “De fato, é necessário unir o Brasil e mostrar que políticos que pensam diferente podem dialogar e discutir projetos. Nós, do DEM, temos a capacidade de dialogar com equilíbrio e a nossa maior responsabilidade é o Brasil”, destacou Maia.

O evento contou com a participação de alguns governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais e vereadores afiliados ao DEM, além do pai de Rodrigo Maia, o vereador Cesar Maia.

Comissão discute condicionantes para instalação de nova termelétrica

0
Vereador Maxwell Vaz, Relator da Comissão de Meio Ambiente, participou de audiência pública

Projeto começa a ser debatido em audiência pública

O processo de licenciamento ambiental de uma nova termelétrica a ser instalada em Macaé está sendo acompanhado pela Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara de Vereadores.

Na sessão ordinária desta terça-feira (12), Maxwell Vaz (SD), que é relator da Comissão, apresentou dados sobre a sua participação na audiência pública presidida pelo Ibama, na segunda-feira (11), em Macaé, sobre o novo empreendimento.

Na ocasião, Maxwell afirmou que condicionantes para a instalação da termelétrica foram apontadas, com objetivo de garantir a preservação das águas da bacia hidrográfica do Rio Macaé, assim como de proteção à fauna.

“O empreendimento está sendo licenciado para concorrer a leilões programados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A proposta é que a termelétrica seja instalada entre a unidade já em operação na BR 101. E a nossa preocupação, apresentada na audiência, é com a captação da água e a proteção da fauna”, apontou.

Maxwell afirmou que o empreendimento consumirá 300 litros de água por segundo, devolvendo ao ecossistema 100 litros por segundo em formato de vapor. “Em contrapartida a esse consumo, indicamos que o empreendedor assuma o compromisso de recuperar as nascentes dos Rio Macaé e São Pedro”, apontou.

O vereador também apresentou ao Ibama e à empresa empreendedora a proposta de instalação de passagem de falta, para garantir proteção a animais da fauna local, como a onça parda e o macaco bugio. “Essa proposta também foi bem aceita na audiência”, disse Maxwell.

Operação “Marca Buraco” ganha adesão em bairros e comunidades

0
Vereador Maxwell Vaz registra manifestação da população contra problemas de infraestrutura

Mobilização lançada por Maxwell Vaz ganha espaço através das redes sociais

Lançada na semana passada, a Operação “Marca Buraco” ganha a adesão de moradores de bairros e comunidades da cidade, e começa a chamar a atenção do governo para os problemas de infraestrutura identificados nas principais vias de grande circulação da cidade.

Inaugurada na Linha Azul, a Operação foi criada pelo vereador, líder da Frente Parlamentar Macaé Melhor, Maxwell Vaz (SD). Em menos de cinco dias, mais de 4,5 mil pessoas haviam acompanhado a ação do parlamentar, que marcou com tinta spray avarias em trechos de uma das mais importantes rotas da logística onshore do mercado do petróleo.

“É uma forma de alertar o governo sobre esses problemas. É uma maneira de nos mobilizar, de demonstrar a nossa insatisfação, de apontar a opinião pública sobre uma administração que ainda não compreende a realidade desta cidade. Com a gasolina cara, com todos os impostos que pagamos, é o mínimo cobrar ruas e vias pavimentadas. É o que se espera de uma cidade tão rica como Macaé”, disse.

Através do WhatsApp instalado no telefone de número (22) 99609-4817, o gabinete do vereador já recebe vídeos de moradores realizando a mesma iniciativa. Um desses pontos é o Jardim Vitória, bairro recém-criado na cidade através de loteamentos.

“Vamos registrar a manifestação de todas as pessoas que estão insatisfeitas com as precariedades na infraestrutura do município. Esperamos que essa mobilização alcance também a região serrana, de onde já recebemos relatos de que a situação também é lamentável”, disse Maxwell.

Marcel Silvano debate manifestações culturais na Alerj

0
Vereador Marcel Silvano esteve na manhã desta segunda-feira (11) na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)

Vereador é autor da ‘Lei dos Artistas de Rua’ em Macaé e contribuiu para o assunto em Audiência Pública na capital

O vereador Marcel Silvano (PT) esteve na manhã desta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), participando da Audiência Pública que debateu a construção do Projeto de Lei do Artista de Rua para todo o Estado.

Em Macaé, a lei 4157 de 2016, que garante a livre manifestação cultural nas praças, parques, anfiteatros, calçadão ou qualquer espaço público aberto, de autoria do vereador Marcel, já demonstra avanços, mas ainda precisa de maior compreensão do Poder Público Municipal.

A legislação macaense completou dois anos em vigor e de acordo com o autor, foi uma forma de chamar atenção para o respeito à cultura e à democratização dos espaços da cidade. “É uma luta pelo acesso à cidade e tudo que ela proporciona, sua diversidade. A lei foi construída com os setores que ocupam espaços públicos e não podem, em nenhuma hipótese, serem impedidos de se manifestarem”, disse Marcel.

A Audiência Pública foi uma iniciativa da Comissão de Cultura da Assembléia, presidida pelo deputado Zaqueu Teixeira (PDT) e teve a participação dos deputados Eliomar Coelho (Psol) e Waldeck (PT), e também do vereador da capital Reimont (PT).

Artistas e movimentos culturais estiveram presentes e apresentaram suas dificuldades para a livre manifestação. Entre os presentes, o ator Amir Haddad, do grupo carioca “Tá na rua” falou na importância de garantir avanços para a arte pública.

Pela 1ª vez, campanha eleitoral não terá financiamento de empresas

0

Este ano, o eleitor brasileiro vai acompanhar uma campanha diferente, pois, pela primeira vez, está proibida a doação de empresas para os candidatos, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sem o dinheiro das empresas, a saída encontrada por deputados e senadores foi definir novas regras para o financiamento da propaganda eleitoral. Depois de muita polêmica e poucos dias antes do prazo final para a proibição valer em 2018, Câmara dos Deputados e Senado aprovaram a criação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, por meio da Lei 13.487/2017, que soma R$ 1,716 bilhão de recursos públicos. Além desse fundo, as legendas apostam em doações de pessoas físicas e vaquinhas virtuais para aumentar o montante de recursos.

Distribuição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu como os recursos do fundo serão distribuídos. Uma pequena parcela (2%) será dividida igualitariamente entre todos os partidos. O restante será distribuído conforme a votação do partido e a representação no Congresso. Quanto maior a bancada, mais dinheiro a legenda receberá. A referência é o número de titulares nas duas Casas – Câmara e Senado – apurado em 28 de agosto de 2017.

O partido que mais receberá recursos será o MDB com R$ 234,19 milhões (13,64%), seguido pelo PT, R$ 212,2 milhões (12,36%); e pelo PSDB, com R$ 185,8 milhões (10,83%). O PP (7,63%) ficará com R$ 130,9 milhões e o PSB (6,92%), com R$ 118,7 milhões. Já o Partido Novo, PMB, PCO e PCB (0,57%) serão as legendas com a menor fatia do fundo eleitoral, tendo direito a R$ 980 mil cada.

Os partidos poderão definir internamente os critérios da distribuição dos recursos para os candidatos, desde que com a aprovação da maioria absoluta dos integrantes da Executiva Nacional da legenda. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisará se os requisitos foram cumpridos ou poderá pedir esclarecimentos.

A partir dos critérios estabelecidos, a verba ficará à disposição dos partidos, que devem respeitar o entendimento do TSE de que, no mínimo, 30% serão aplicados para o custeio de campanhas eleitorais de mulheres. As decisões das legendas sobre a distribuição também devem ser divulgadas em suas páginas na internet.

Fundo Partidário

Por decisão da Justiça eleitoral, um outro fundo, o partidário, poderá ser utilizado nas campanhas dos candidatos deste ano. Composto por dinheiro público, o fundo é destinado originalmente ao financiamento de despesas que garantem a sobrevivência das legendas, como a manutenção de diretórios e o pagamento de pessoal. O orçamento aprovado pelo Congresso, no fim do ano passado, garantiu R$ 888,7 milhões a todas as 35 legendas registradas no TSE.

A distribuição segue a proporcionalidade do tamanho da bancada de cada legenda na Câmara dos Deputados.

Outras fontes

Mas nem só com dinheiro público serão bancadas as campanhas em 2018. Doações de pessoas físicas, limitadas a 10% do rendimento bruto do ano anterior ao das eleições, também serão permitidas. Cada pessoa não poderá doar mais que 10 salários mínimos para cada cargo ou chapa majoritária.

A internet também ganhou mais espaço nas eleições de 2018, com a liberação da arrecadação por ferramentas de financiamento coletivo, o crowndfunding ou vaquinhas virtuais, e a legalização do chamado impulsionamento de conteúdo, praticado por meio das redes sociais com empresas especializadas.

Se a internet ganhou espaço, a propaganda no rádio e na televisão foi diminuída para permitir uma campanha mais barata. No segundo turno, em vez de se iniciar 48 horas após a votação, a propaganda só retorna à TV e rádio na sexta-feira seguinte ao resultado, com um tempo menor. Além disso, parte da propaganda partidária em rádio e TV foi extinta para que o dinheiro da renúncia fiscal seja incorporado ao orçamento do fundo de financiamento de campanhas.