Volta Redonda pretende abrir denúncia contra o Macaé

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Em nota, o TJD-RJ disse que não havia recebido nenhuma denúncia até a manhã desta quarta-feira

Segundo o clube, Leão teria escalado Lucas Gabriel de forma irregular em partida da Taça Rio

Uma suposta escalação irregular do Macaé Esporte pode gerar uma reviravolta no futebol carioca. O Volta Redonda informou que pretende abrir uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) contra o Alvianil Praiano nos próximos dias.

Segundo alega o clube, o lateral-esquerdo Lucas Gabriel, do Macaé, estaria em situação irregular nas últimas partidas da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Estadual.
A denúncia aponta que o jogador estaria atuando sem contrato, pois seu vínculo com o Leão teria sido encerrado no dia 20 de fevereiro (segundo publicado no BID da CBF), ou seja, antes do começo da segunda fase do Cariocão, que iniciou-se em março.

O Voltaço usa como argumento o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva que diz que “incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente” pode resultar na perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, além de multa.

A assessoria do Volta Redonda diz que o departamento jurídico está apurando o caso para apresentar os dados à Procuradoria do TJD. Caso a denúncia seja levada adiante e a justiça acate, o Macaé poderia perder os seus seis pontos e, consequentemente, cairia na tabela para a última posição, fator que livraria o Volta Redonda do rebaixamento para a Seletivas em 2019.

Porém existe um fator que poderia causar uma punição menor. Sendo assim, o clube do norte fluminense perderia apenas quatro pontos, o que não provocaria alteração na classificação do campeonato.

Até a manhã desta quarta-feira (4), o TJD-RJ disse que não havia recebido nenhuma denúncia e, por conta disso, não havia providenciado notícia de infração. “Meu entendimento é que para entrar com a notícia de infração, eu considero três dias úteis após a partida em que aconteceu a irregularidade. Passado esse prazo, a notícia é arquivada. Vou esperar a notícia e avaliar a situação”, declarou o procurador do TJD-RJ, André Valentim, em entrevista ao GloboEsporte.com.

Macaé não se pronunciou ainda

Até o momento a diretoria do Macaé Esporte não se pronunciou sobre o caso. Em nota, Guilherme Kroll, que estava assumindo a assessoria de Comunicação, informou que está se desligando do clube. O ex-gerente de futebol do Leão garantiu também que “o Macaé Esporte não cairá para a Seletiva”.

“Aconteceu um erro grave do nosso Departamento de Registro ao não perceber o fim do contrato de um atleta profissional, mas a punição só pode acontecer no primeiro jogo que isso aconteceu. O Macaé até pode perder quatro pontos no jogo contra o Bangu, mas as demais falhas são recorrentes. Essa é a lei. O clube segue na elite em 2019”, declarou.

Nota da FERJ

Já a FERJ disse que “não recebeu, até o encerramento do expediente de segunda-feira, nenhuma comunicação formal relacionada a matéria em questão. Cumpre destacar que a condição de jogo para os campeonatos organizados pela Ferj é determinada, exclusivamente, pelos seus regulamentos e anotações publicadas no BIRA (Boletim Informativo de Registro de Atletas), não sendo o BID da CBF instrumento hábil para atestar a regularidade ou irregularidade de atletas nas competições da FERJ. Visto que a decisão sobre condição de jogo regular ou irregular cabe unicamente à Justiça Desportiva, nos termos do CBJD, o DRT apresentará ao Tribunal, caso por este seja instado a se manifestar, os elementos e subsídios referentes ao registro da documentação do atleta”.