André Fernandes disse que presidente “acobertou” as ações
O deputado federal André Fernandes (PL-CE) usou seu Twitter, nesta quarta-feira (19), para se manifestar pela prisão de Lula (PT) e comunicar o ingresso de um pedido de impeachment contra o presidente. As medidas tem como base as imagens divulgadas pela CNN Brasil, nesta quarta, nas quais o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Gonçalves Dias, aparece no interior do Palácio do Planalto durante os atos radicais, em 8 de janeiro.
De acordo com o parlamentar, não bastaria apenas prender o militar, mas também o presidente, por ter “acobertado” as ações.
– Não só o Gonçalves Dias tem que ser preso como também quem o acobertou. Lula decretou sigilo nas câmeras do planalto do dia 8 e negou enviá-las pra câmara dos deputados. A força tarefa do governo para evitar a CPMI do 8 de janeiro tem motivo. Apresentaremos um pedido de impeachment!
A ausência do prefeito em eventos públicos só alimenta especulações em torno das suas condições físicas em seguir a frente da gestão do município - Foto: Divulgação
Informações desencontradas e até mesmo “abafadas” pela alta cúpula do governo municipal sobre o verdadeiro estado de saúde do prefeito de Cabo Frio, José Bonifácio, gera uma verdadeira crise política na cidade que corre o risco de sofrer consequências graves na Justiça, interferindo de forma direta na continuidade de serviços essenciais a rotina da população local.
A ausência do prefeito em eventos públicos só alimenta especulações em torno das suas condições físicas em seguir a frente da gestão do município. E a dúvida que paira na cidade é sobre quem está tomando as decisões referentes a administração dos mais de R$ 1,2 bilhão estimados para serem arrecadados pela cidade neste ano.
Substituído por Secretários em agentes importantes, José Bonifácio fez a última aparição pública há cinco dias, conforme registro em suas redes sociais. Na ocasião, o prefeito participou do lançamento do projeto “Patrulha Maria da Penha” de Cabo Frio.
Já, no site da prefeitura da cidade, o último registro de agenda oficial de José Bonifácio ocorreu no dia 13 de março, quando recebeu o Consul-Geral do Japão, Ken Hashiba. A população da cidade também cobra posicionamento da Câmara de Vereadores sobre a crise política gerada pelo estado de saúde do prefeito. Único parlamentar a questionar a gestão da cidade é o vereador Roberto Jessus que tem criticado a distribuição de cargos comissionados do governo municipal como forma de “abafar” denúncias referentes a gestão de José Bonifácio.
Enquanto não há um posicionamento oficial sobre o verdadeiro estado de saúde do prefeito, as especulações em torno das suas condições físicas para seguir a frente da prefeitura reforçam denúncias sobre possíveis fraudes que já começam a chegar a Justiça. apesar da assessoria de José Bonifácio negar os fatos.
Afastamento – Há um ano, José Bonifácio precisou se afastar oficialmente da gestão de Cabo Frio uma cirurgia de hepatectomia segmentar, com o objetivo de retirar um nódulo no fígado.
Oposição vai interditar pautas no Congresso até leitura da CPMI
A oposição no Senado e na Câmara anunciou que vai bloquear as pautas no Congresso Nacional até que a primeira sessão aconteça e seja feita a leitura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, cujo autor é o deputado federal André Fernandes (PL-CE).
A informação foi confirmada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição na Câmara. André Fernandes já havia levantado a hipótese, que agora se confirma.
A medida é uma reação à manobra do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que adiou a sessão com a finalidade de permitir ao governo a chance de convencer mais parlamentares a retirarem suas assinaturas do requerimento e, assim, inviabilizar a instauração da CPMI. A sessão foi remarcada para a próxima quarta-feira (18), às 12h.
O adiamento da leitura de instalação da CPMI de 8 de janeiro, por decisão do presidente do Congresso, a pedido do governo,mostra que eles temem sua apuração e que atuam fortemente para a retirada de assinaturas na próxima semana,ação típica do PT. Vamos manter A vigilância. pic.twitter.com/OAj7fD1phd
SENADOR MAGNO MALTA (PL-ES) RATIFICA BLOQUEIO NAS PAUTAS
A oposição no Senado dará uma resposta às atitudes tomadas pela presidência desta casa. Chega de adiamentos! Ou a CPMI do dia 8 de janeiro se instala ou o Senado para! pic.twitter.com/DBXoCFmYkr
Nova sessão conjunta do Congresso deve acontecer no dia 26 de abril
O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidiu adiar a sessão conjunta que seria realizada nesta terça-feira (18), com deputados e senadores, na qual seria feita a leitura do requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que tem como objetivo apurar os atos do dia 8 de janeiro. A sessão agora acontecerá no próximo dia 26 de abril.
Durante a manhã desta terça, senadores e deputados de oposição chegaram a encaminhar a Pacheco um requerimento no qual pediam que a sessão do Congresso fosse mantida. No entanto, após uma reunião com as lideranças do Congresso, o presidente do Senado atendeu ao pedido de parlamentares aliados ao governo federal e adiou a sessão.
Até esta terça, o requerimento para instalação da CPMI já havia conseguido as assinaturas de 194 deputados e 37 senadores. Esse número é amplamente superior ao exigido para que o pedido de instalação do colegiado tenha validade (171 deputados e 27 senadores).
O governo, que é declaradamente contra a realização da CPMI, tenta agora convencer os congressistas que já aderiram ao requerimento a retirarem suas assinaturas. No entanto, até mesmo parlamentares da base do governo, como o senador Omar Aziz (PSD-AM), não acreditam que o cenário mudará até a próxima semana.
Vídeo circula na mesma semana em que a PGR pediu a prisão do senador Sergio Moro pelo crime de calúnia
Nesta segunda-feira (17), internautas resgataram um vídeo antigo em que o deputado federal André Janones (Avante-MG), em um “desabafo”, chama o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “canalha”. Durante sua fala, o parlamentar acusa Mendes de decidir em favor de um “amigo íntimo”.
O vídeo volta a circular, nas redes sociais, na mesma semana em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.
Em 28 de maio de 2019, Janones questionou a decisão da Corte após liberar o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman de prestar depoimento na CPI-Rompimento da Barragem de Brumadinho. De acordo com o deputado, o ex-presidente da Vale foi indicado pelo deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
– O ministro Gilmar Mendes, que deu essa decisão, é amigo pessoal, como já mostravam várias matérias e investigações, o sr. Gilmar Mendes é amigo pessoal do deputado Aécio Neves. Grandes coincidências – declarou Janones.
“CANALHA”, DISPARA JANONES – Eu não apoiei até aqui a CPI da Lava Toga [sobre ativismo judicial], porque eu entendia que o Judiciário tem de ter seus próprios meios de investigar. Mas a decisão de hoje do STF, que é um tapa na cara dos brasileiros, que é uma autorização para a Vale continuar a matar, que é um tapa na cara das 300 famílias que foram mortas lá [em Brumadinho], que tiveram seus entes queridos mortos embaixo da lama, essa decisão me faz rever o meu posicionamento – disse.
E continuou:
– A partir de hoje, eu sou um dos maiores defensores neste país de que se instale a CPI da Lava Toga mesmo, que se quebre o sigilo dos ministros do STF. Para que esse canalha do senhor Gilmar Mendes possa dar esclarecimento. É só no Brasil para a gente ter um ministro que é amigo íntimo de um quadrilheiro [Aécio] – afirmou o deputado.
Deputado federal André Fernandes garantiu que comissão vai acontecer
O deputado federal André Fernandes (PL-CE), autor do pedido de instauração da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos radicais de 8 de janeiro, no Distrito Federal, usou suas redes sociais nesta segunda-feira (17) para afirmar que “está mantida a sessão do Congresso Nacional para amanhã, às 12h”.
O parlamentar garantiu que “o número de assinaturas está aumentando” e a CPMI vai, de fato, ocorrer. Ele também frisou que não vai divulgar o nome dos parlamentares que estão assinando o documento, pois estes seriam alvo de assédio por parte do governo, mas que divulgará o nome de todos aqueles que retirarem suas assinaturas do requerimento de CPMI.
Está mantida a sessão do congresso nacional para amanhã, 12hrs. O número de assinaturas está aumentando! A CPMI do 8 de janeiro vai acontecer! pic.twitter.com/jjNSRynkmi
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (17), classificou como graves as declarações do líder do Movi…
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR), em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (17), classificou como graves as declarações do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que teria anunciado uma série de invasões a serem realizadas neste mês, conhecido como “Abril Vermelho”.
Para o parlamentar, as falas demonstram “um profundo censo de irresponsabilidade cívica e desrespeito ao patrimônio alheio”. — Esse personagem esquece que invadir terras no Brasil é crime e deve ser tratado dessa forma pelas autoridades. Seu argumento, cheio de falácias, alega que as mobilizações ocorrerão em todos os estados, por meio de marchas, vigílias e ocupações de terras que são, via de regra, invasões de propriedades privadas.
Diz que é para pressionar o governo para que a lei e a Constituição sejam aplicadas e que latifúndios improdutivos sejam desapropriados e entregues às famílias acampadas. Rodrigues ressaltou que a questão ideológica não deveria permear os debates sobre a reforma agrária, pois o Brasil é um país continental, com milhares de hectares de terras que ainda não estão em processo de produção e que poderão servir àqueles que queiram produzir alimentos e fomentar a economia agrícola.
O parlamentar afirmou que o Congresso Nacional pode, efetivamente, debater um projeto viável de reforma agrária e de ocupação legítima e produtiva de terras, mas nunca para aquelas propriedades que promovem o desenvolvimento do país. Para o senador, o Parlamento não tem reagido com a veemência necessária contra os atos do MST, devendo investigá-los. Rodrigues também pede que Stédile seja responsabilizado por ameaçar não somente a ordem pública, mas por induzir invasões criminosas de propriedades produtivas.
Em pronunciamento nesta segunda-feira (17), o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) afirmou que são “no mínimo uma desonestidade” as críticas que…
Em pronunciamento nesta segunda-feira (17), o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) afirmou que são “no mínimo uma desonestidade” as críticas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito à política monetária do Banco Central — Lula argumenta que os juros altos inviabilizam a economia do país. O senador ressaltou que o presidente “esquece que fez isso” em seu governo anterior. Segundo Styvenson, as críticas ao Banco Central são uma forma de buscar um “bode expiatório” para justificar o não cumprimento de promessas de campanha.
Ele reiterou que é importante lembrar o que ocorreu em anteriores administrações do Partido dos Trabalhadores. — Não cito aqui só a corrupção; não cito aqui só os aumentos de juros. Refiro-me aos absurdos todos que aconteceram. Apesar disso, durante a campanha, prometeu-se a valorização do salário mínimo. E o que é que se entrega? O próximo aumento: R$ 60,00, a diferença. Prometem-se muitas coisas em campanhas políticas; porém, uma vez vencidas, não se entrega nada do que foi prometido depois que se ganha — afirmou.
O senador disse considerar importante que o presidente se preocupe com outros países, como a Ucrânia e a Rússia, mas argumentou que o Brasil tem sua própria guerra interna: na segurança pública, na saúde e também na educação. E que o país precisa de um comando forte para encontrar soluções para seus próprios problemas.
Marinho condenou falas de Lula sobre a guerra na Ucrânia e presença de líder do MST na comitiva - Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Rogerio Marinho (PL-RN) fez críticas, em pronunciamento em Plenário nesta segunda-feira (17), à visita do presidente Luiz Inácio Lula da …
O senador Rogerio Marinho (PL-RN) fez críticas, em pronunciamento em Plenário nesta segunda-feira (17), à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China. O parlamentar ressaltou que Lula levou uma comitiva enorme, que contava com a presença do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.
Segundo o senador, Stédile aproveitou a viagem para declarar que o MST fará invasões de propriedades privadas neste mês. — Fizeram hoje numa fazenda de Pernambuco que é um centro de pesquisa da Embrapa, a maior empresa do mundo em inovação tecnológica, o que nos coloca na vanguarda da agricultura do mundo, como invadiram também propriedades privadas, sedes do Incra, isso sob a complacência das autoridades governamentais do Ministério da Justiça, que vê um cidadão como esse anunciar o crime, perpetrar o crime e não ser impedido.
Nós estamos golpeando um dos pilares da nossa democracia, que é o direito à propriedade, que é um valor intrínseco de quem nós somos, como uma sociedade que cultua esses valores desde tempos imemoriais, o que está contido inclusive na nossa Constituição. Marinho também criticou declaração do presidente Lula em que ele diz que a guerra na Ucrânia seria culpa não apenas da Rússia, mas dos dois países.
Para o senador, a posição do presidente é uma inversão de conceitos e lógica. O parlamentar afirmou que uma das consequências da viagem foi Lula ter passado a defender uma posição pró-Rússia, instando a Europa e os Estados Unidos a parar de vender armas à Ucrânia para que ela possa se defender. Para Marinho, o que o presidente pede é que a comunidade internacional deixe o país à míngua e desarmado para ser dominado pela potência agressora.
Ex-presidente também criticou presença de líder do MST na comitiva de Lula na China
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou seu Twitter, neste domingo (16), para condenar as ações de Lula (PT) no campo da política externa e classificá-las como “vexame”. O ex-mandatário se refere, principalmente, ao fato do petista ter feito acusação de que os Estados Unidos incentivam a guerra na Ucrânia.
– Da China o cara acusa os EUA de incentivar a guerra. Diz também que o conflito, no momento, só está interessando a Putin e a Zelensky – disse.
Bolsonaro também criticou a presença de João Pedro Stédile na comitiva de Lula à China, por se tratar de um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), incentivador de invasões de terras no Brasil.
– Lula, Dilma e Stedile, juntos, mais um vexame para a política externa brasileira – concluiu.
– Da China o cara acusa os EUA de incentivar a guerra. Diz também que o conflito, no momento só está interessando a Putin e a Zelensky.
– Lula, Dilma e Stedile, juntos, mais um vexame para a política externa brasileira. pic.twitter.com/lxepKzGasr
Os principais jornais norte-americanos, Washington Post, Wall Street Journal e The New York Times, criticaram as colocações de Lula após encontro com Xi Jinping.
Na quinta-feira (13), o Washington Post publicou um artigo advertindo que a viagem de Lula à China ocorre “em um momento em que as relações entre Washington e Pequim se tornam cada vez mais tensas”, e lamentou dizendo que o ocidente esperava que Lula fosse um parceiro, mas deixa claro que possui seus próprios interesses.
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