Recepção dos Calouros na Cidade Universitária será nesta terça-feira. Já no Nupem, as atividades começam hoje (9), e seguem até sexta-feira - Wanderley Gil

Além de informativo, grupo de trabalho multidisciplinar da universidade esta desenvolvendo ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença

Até o momento, o Ministério da Saúde confirmou oito casos de Coronavírus no Brasil, sendo um deles no Estado do Rio, no município de Barra Mansa. Até o momento, Macaé tem apenas um caso suspeito da doença sendo investigado. Essa semana, dois outros foram descartados depois de darem negativo para o vírus COVID-19.

As autoridades federais, estaduais e municipais vêm trabalhando para conter uma possível epidemia no país. Enquanto isso, a população pode adotar cuidados para se proteger.

Para se prevenir, as orientações são: proteger nariz e boca ao espirrar ou tossir; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos; lavar frequentemente as mãos, especialmente após espirrar ou tossir; evitar ambientes com muita aglomeração; utilizar álcool em gel nas mãos.

Com o objetivo de orientar a população, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou, na semana passada, um informativo. Além disso, a instituição vem desenvolvendo uma série de iniciativas no combate à epidemia mundial do vírus.

Para o acompanhamento da crise, ela diz que foi criado um grupo de trabalho multidisciplinar com pesquisadores da área da saúde a fim de desenvolver ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença.

Roberto Medronho, professor da Faculdade de Medicina, conta que a UFRJ atua em três objetivos principais: produzir material de orientação para a comunidade acadêmica; estruturar um fluxo para atender possíveis casos suspeitos; criar grupo de pesquisa para elaborar projetos que proporcionem um maior entendimento do tema, tanto do ponto de vista epidemiológico quanto clínico e virológico.

“O grupo de trabalho procurou abranger os mais importantes aspectos dos problemas. Ressalto, no entanto, que ele está aberto a colegas que queiram contribuir com sua expertise, tendo em vista ser um problema muito complexo com impacto em várias áreas do conhecimento.”, disse Medronho.

O grupo pesquisa também formas mais rápidas e acessíveis para diagnóstico e prevenção da doença. O Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia, coordenado pelo professor Amilcar Tanuri, já padronizou testes para detectar o COVID-19.

Durante a Plenária de Decanos e Diretores, a reitora, Denise Carvalho, afirmou que o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho será referência para o atendimento de casos de coronavírus. “Contaremos com enfermarias de isolamento e também, muito provavelmente, leitos de CTI com isolamento, caso necessário.”

Para Medronho, o enfrentamento de um problema grave, e com repercussão mundial, por parte da UFRJ é mais um exemplo da grande importância que as universidades têm para o país. “Elas são fundamentais não apenas para formar cidadãos éticos, competentes e compromissados socialmente, mas também para produzir conhecimento, visando a uma melhor qualidade de vida e a uma sociedade mais justa e igualitária. Para tal, é essencial que tenhamos autonomia universitária e financiamento adequado”, concluiu.